Prévias Rio-2016 – Atletismo: saltos e lançamentos

Salto em distância masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Mitchell Watt (AUS); Bronze – Will Claye (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Fabrice Lapierre (AUS); Bronze – Wang Jianan (CHN)

Jeff Henderson (USA)

Historicamente dominada pelos americanos em Jogos Olímpicos, 3 deles chegam ao Rio para brigar pelo ouro. A seletiva dos EUA foi absurdamente forte na prova e viu Jeff Henderson vencer com excepcionais 8,59m, mesmo com um vento de +2,9m/s acima do permitido. Henderson era o favorito no Mundial, mas com apenas um salto válido na final ficou em 9º. Com vento válido, tem como melhor salto 8,19m. O melhor salto do ano com vento abaixo de +2,0m/s é de Jarrion Lawson, 2º na seletiva americana com 8,58m! Completa o time americano Marquise Goodwin, que já saltou 8,45m em 2016.

Atrás da armada americana temos o sueco Michel Torneús, o australiano Fabrice Lapierre, o sul-africano Rushwal Samaai e os chineses Wang Jianan e Li Jinzhe. A grande ameaça aos americanos é o britânico atual campeão olímpico e mundial Greg Rutherford (1O), único medalhista olímpico na prova. Rutherford tem este ano 8,31m, mas tem 8,51m, como melhor marca pessoal.

E o Brasil? Higor Alves será o único brasileiro na prova. No Troféu Brasil fez 8,19m e precisaria repetir isso para chegar a final nos Jogos. Se passar, um top-8 já seria muito bom para ele.

Meu Pódio: Ouro – Jeff Henderson (USA); Prata – Greg Rutherford (GBR); Bronze – Marquise Goodwin (USA)

Salto triplo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Will Claye (USA); Bronze – Fabrizio Donato (ITA)

Último Mundial (2015): Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Pedro Pablo Pichardo (CUB); Bronze – Nelson Évora (POR)

A briga pelo ouro será entre dois americanos: Christian Taylor (1O) e Will Claye (1P-1B), assim como ocorreu em Londres. Taylor acabou de fazer na Diamond League de Londres 17,78m, melhorando os 17,76m obtidos na seletiva americana. Taylor tem 4 dos 6 melhores saltos de 2016 e foi campeão mundial no ano passado com incríveis 18,21m! Claye tem 17,65m este ano, mas jamais venceu uma competição mundial.

O cubano Pedro Pablo Pichardo foi o grande adversário de Taylor em 2015, saltando duas vezes para mais de 18m, mas ainda não competiu esse ano e sua participação ainda é uma incógnita. O chinês Dong Bin venceu o mundial indoor esse ano e tem 17,24m obtidos em Pequim. Outros nomes são o do alemão Max Hess, o cubano Alexis Copello, o indiano Renjith Maheswary, o americano Chris Benard e Troy Doris, de Guiana.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Dong Bin (CHN); Bronze – Will Claye (USA)

Salto com vara masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Renaud Lavillenie (FRA); Prata – Björn Otto (GER); Bronze – Raphael Holzdeppe (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Shawnacy Barber (CAN); Prata – Raphael Holzdeppe (GER); Bronze – Renaud Lavillenie (FRA), Piotr Lisek (POL) e Pawel Wojciechowski (POL)

Renaud Lavillenie (FRA)

O francês Renaud Lavillenie (1O) é o eterno favorito ao ouro no salto com vara, mas o fracasso em 4 mundiais sempre deixam uma pulga atrás da orelha. Lavillenie venceu em Londres, mas jamais conquistou um ouro em mundiais: tem 1 prata e 3 bronzes. Também é bicampeão mundial indoor, tricampeão europeu e tetra europeu indoor. Com incríveis 6,16m indoor obtidos em 2014, recorde mundial, ele é o melhor saltador desde Sergey Bubka. No último mundial ele não conseguiu passar em 5,90m e no europeu este ano errou as 3 em 5,75m e ficou sem marca na final. Ainda assim, é o homem a ser batido. Ele tem este ano 5,96m.

O canadense Shawn Barber é a principal ameaça ao francês. Campeão mundial em 2015, Barber já salto 6,00m indoor em 2016. O americano Sam Kendricks é outro que vem bem, com 5,92m este ano em Pequim e 5,91m na seletiva americana. Outros bons nomes da prova são o brasileiro Thiago Braz, o alemão Raphael Holzdeppe (1B), o checo Jan Kudlicka e os poloneses Piotr Lisek e Pawel Wojciechowski.

E o Brasil? Thiago Braz foi campeão mundial juvenil em 2012, mas não convenceu depois em competições importantes. Não passou pelas qualis dos mundiais de 2013 e de 2015, foi 4º no Mundial indoor de 2014 e ficou sem marca no Pan de Toronto, quando era favorito para medalha. Em compensação, ele tem 5,93m indoor obtidos este ano! Na semana passada fez 5,90m e saltou 3 vezes acima de 5,80m em 2016. Ele tem salto para ganhar medalha, mas precisa quebrar essa barreira de performances fracas em competições importantes. Augusto Dutra é o outro brasileiro na prova e tem como melhor marca no ano apenas 5,70m. Briga por uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Renaud LAvillenie (FRA); Prata – Shawn Barber (CAN); Bronze – Thiago Braz (BRA)

Salto em altura masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ivan Ukhov (RUS); Prata – Erik Kynard (USA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT), Derek Drouin (CAN) e Robert Grabarz (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Derek Drouin (CAN); Prata – Bohdan Bondarenko (UKR) e Zhan Guowei (CHN); Bronze – não houve medalha de bronze

Na prova mais falada dos últimos anos, temos pelo menos 8 atletas brigando pelo ouro. Em melhor fase no ano, o ucraniano Bohdan Bondarenko venceu 2 etapas da Diamond League esse ano e tem 2,37m como melhor marca de 2016. Seu principal adversário é o qatari Mutaz Essa Barshim (1B), que tem 2,40m este ano e 2,43m na carreira, flertando com o recorde mundial de 2,45m. Bronze em Londres e prata no último mundial, Barshim tem falhado em algumas competições, mas tem o 2º melhor salto da história.

O canadense Derek Drouin (1B) foi a surpresa de 2015 ao vencer o mundial de maneira surpreendente. Houve um empate tríplice e os saltadores foram para os saltos de desempate. Ele foi o único a passar em 2,34m e ficou com o ouro. Outros ótimos nomes da prova são o chinês figura Zhang Guowei, o britânico Robert Grabarz (1B), o checo Jaroslav Baba (1B), o americano Erik Kynard (1P) e o italiano Gianmarco Tamberi, atual campeão europeu e mundial indoor.

E o Brasil? Talles Silva disputa a prova, mas sequer passará a final. Tem como melhor marca no ano apenas 2,29m, marca que não tem conseguido repetir.

Meu Pódio: Ouro – Bohdan Bondarenko (UKR); Prata – Gianmarco Tamberi (ITA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT)

Salto em distância feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Yelena Sokolova (RUS); Bronze – Janay DeLoach (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Tianna Bartoletta (USA); Prata – Shara Proctor (GBR); Bronze – Ivana Spanovic (SRB)

Depois de dois anos sem saltar acima de 7m, a campeã olímpica Brittney Reese (1O) voltou com tudo e voou nas seletivas americanas. Ela venceu a prova com a melhor marca do mundo no ano, excelentes 7,31m, o melhor salto em 12 anos! Tricampeã mundial e tricampeã mundial indoor, Reese vai voar para faturar o bicampeonato. A australiana Brooke Stratton vem em boa fase com 7,05m em março e mais um 6,94m em fevereiro, mas só saltou bem na Austrália.

A sérvia Ivana Spanovic foi bronze nos 2 últimos mundiais e levou o europeu deste ano. Este ano fez 7,07m em uma prova indoor e é outro bom nome para o pódio. Também ficar de olho na alemã Sosthene Moguenara, com 7,16m esse ano, nas americanas Tianna Bartoletta (1O), bicampeã mundial em 2005 e 2015, e Janay DeLoach (1B), na britânica Shara Proctor e na única russa que está liberada para competir no atletismo, Darya Klishina.

E o Brasil? Serão duas brasileiras na disputa: Eliane Martins e Keila Costa. Eliane tem a melhor marca do ano entre as duas, com 6,72m e precisa melhorar um pouco para ir à final. Keila tem apenas 6,56m no ano.

Meu Pódio: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Ivana Spanovic (SRB); Bronze – Tianna Bartoletta (USA)

Salto triplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Olga Rypakova (KAZ); Prata – Caterine Ibarguen (COL); Bronze – Olha Saladukha (UKR)

Último Mundial (2015): Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Hanna Knyazyeva-Minenko (ISR); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Caterine Ibarguen (COL)

Teremos um belo duelo sul-americano na prova. A colombiana Caterine Ibarguen (1P – falei dela aqui) estava invicta desde a derrota em Londres-2012, quando perdeu na Diamond League de Birmingham, em junho. Ainda assim, foram mais de 40 provas vencidas desde então, incluindo dois títulos mundiais. Favorita ao ouro, sua grande rival na atualidade é a venezuelana Yulimar Rojas, que venceu o Mundial indoor este ano. Este ano Ibarguen fez 15,04m e Rojas 15,02m!

Outras que brigarão por medalha são a cazaque Olga Rypakova (1O), campeã em Londres, a grega Paraskevi Papahristou, as jamaicanas Shanieka Thomas e Kimberly Williams, a ucraniana Olga Saladukha (1B) e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko.

E o Brasil? Keila Costa, em sua 4ª Olimpíada, e Núbia Soares disputam a prova. Núbia fez o índice no Troféu Brasil e tem a melhor marca do ano entre as duas, com 14,17m

Meu Pódio: Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Yulimar Rojas (VEN); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Salto com vara feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jenn Suhr (USA); Prata – Yarisley Silva (CUB); Bronze – Yelena Isinbayeva (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Fabiana Murer (BRA); Bronze – Nikoleta Kyriakopoulou (GRE)

Esta prova promete ser uma das melhores finais das provas de campo com 6 atletas em nível parecido brigando pelo ouro. Jenn Suhr (1O-1P) defende o ouro olímpico e tem 4,82m este ano, mas já saltou 5m na carreira. Quem surgiu agora aos 24 anos foi Sandi Morris. 4ª no Mundial de 2015, Morris foi prata no mundial indoor esse ano e brilhou semana passada no Texas ao atingir 4,93m, melhor salto do ano! Com 4,87m, a brasileira Fabiana Murer é grande candidata ao pódio também.

Com 4 vitórias na Diamond League este ano, a grega Katerina Stefanidi é mais uma boa candidata ao pódio. Ela tem 4,86m este ano. Campeã mundial, a cubana Yarisley Silva (1P) é dura na briga e voa nos momentos mais tensos, como na final do Pan de Toronto, em 2015. Outros bons nomes são a alemã Lisa Ryzih, a grega Nikoleta Kyriakopoulou e a australiana Alana Boyd.

E o Brasil? Fabiana Murer parecia mal, mas com 4,87m, recorde sul-americano, no Troféu Brasil a recolocou na lista de favoritas. O que pesa contra é o seu histórico em Olimpíadas. Nas duas que disputou teve problemas e foi muito criticada. Ela se aposenta após os Jogos. Joana Costa fez 4,50m no Troféu Brasil e conseguiu o índice com o melhor resultado da vida. É muito difícil ela passar para a final.

Meu Pódio: Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Sandi Morris (USA); Bronze – Katerina Stefanidi (GRE)

Salto em altura feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Anna Chicherova (RUS); Prata – Brigetta Barrett (USA); Bronze – Svetlana Shkolina (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Mariya Kuchina (RUS); Prata – Blanka Vlasic (CRO); Bronze – Anna Chicherova (RUS)

Ruth Beitia (ESP)

Sem as russas na disputa, a prova fica bem aberta. A veterana americana Chaunté Lowe tem a melhor marca do ano, com 2,01m na seletiva americana e vai para sua 4ª Olimpíada no seu melhor momento. Bicampeã mundial e prata em Pequim, a croata Blanka Vlasic (1P) já esteve em melhor forma, mas segue como uma das melhores do mundo e segue em busca do único que título que não tem.

A espanhola Ruth Beitia, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, a croata Ana Simic, a búlgara Mirela Demireva e Levern Spencer, de Santa Lúcia, são outras boas pedidas no pódio.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Ruth Beitia (ESP); Prata – Chaunté Lowe (USA); Bronze – Mirela Demireva (BUL)

Arremesso de peso masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tomasz Majewski (POL); Prata – David Storl (GER); Bronze – Reese Hoffa (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Joe Kovacs (USA); Prata – David Storl (GER); Bronze – O’Dayne Richards (JAM)

Outra prova onde os Estados Unidos sempre foram grandes vencedores. Dono de 4 das 5 melhores marcas do ano, o americano Joe Kovacs tem 22,13m esse ano, mas na seletiva americana foi 2º com excepcionas 21,95m. Atual campeão mundial, Kovacs vai para sua 1ª Olimpíada como favorito. Quem venceu a seletiva americana foi Ryan Crouser, campeão mundial de menores em 2009 e que jamais disputou uma competição mundial adulta. Crouser fez 22,11m na seletiva e está entre os 20 melhores arremessadores da história.

Um dos principais concorrentes dos americanos é o atual bicampeão olímpico, o polonês Tomasz Majewski (2O). Apesar do currículo, tem apenas 20,84m este ano e precisa melhorar para buscar o 3º ouro. Seus compatriotas estão em melhor forma. Konrad Bukowiecki acabou de se tornar bicampeão mundial juvenil batendo o recorde mundial da categoria com 23,34m no peso de 6kg (o peso adulto é de 7,26kg). Ele tem 21,14m no peso olímpico, pior que Michal Haratyk, com 21,23m. Os neozelandeses Tomas Walsh e Jacko Gill são bons concorrentes, mas talvez o principal nome da prova seja o alemão David Storl (1P), de quem falei aqui. Bicampeão mundial em 2011 e 2013, busca seu inédito ouro olímpico.

E o Brasil? Darlan Romani cresceu demais nos últimos anos e tem como melhor marca 20,90m obtido em abril do ano passado. Com 20,64m esse ano, precisa melhorar um pouco para pegar uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – David Storl (GER); Prata – Joe Kovacs (USA); Bronze – Tomas Walsh (NZL)

Lançamento de disco masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Robert Harting (GER); Prata – Ehsan Haddadi (IRI); Bronze – Gerd Kanter (EST)

Último Mundial (2015): Ouro – Piotr Malachowski (POL); Prata – Philip Milanov (BEL); Bronze – Robert Urbanek (POL)

Robert Harting (GER)

O polonês Piotr Malachowski (1P) é o homem a ser batido na prova. Campeão mundial em 2015 e europeu este ano, tem as duas melhores marcas de 2016, com 68,15m e 68,10m. Mas terá trabalho com os irmãos alemães Christoph e Robert Harting (1O). Robert é o atual campeão olímpico e é tricampeão mundial. Christoph é o irmão mais novo e ainda não tem um resultado internacional importante. Christoph tem 68,06m esse ano e Robert 68,04m!

Outros bons nomes da prova são o polonês Robert Urbanek, bronze no último mundial, o belga Philip Milanov, o sueco Daniel Stahl, o jamaicano Fedrick Dacres, o iraniano Ehsan Haddadi (1P) e o estoniano Gerd Kanter (1O-1B).

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Robert Harting (GER); Prata -Piotr Malachowski (POL); Bronze – Philip Milanov (BEL)

Lançamento de martelo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kristia Pars (HUN); Prata – Primoz Kozmus (SLO); Bronze – Koji Murofushi (JPN)

Último Mundial (2015): Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Wojciech Nowicki (POL)

Pawel Fajdek (POL)

A prova já tem o seu campeão: o polonês Pawel Fajdek. Bicampeão mundial, Fajdek ficou sem marca na qualificação dos Jogos de Londres e nem passou pra final, mas esse ano tem nada menos que os 10 melhores lançamentos de 2016! Sua melhor marca no ano é 81,87m e pessoal é 83,93m do ano passado.

Quem vai tentar tirar o ouro dele são o bielorrusso Ivan Tsikhan, único a lançar a mais de 80m no ano (80,04m), o tadjique Dilshod Nazarov, o moldavo Serghei Marghiev, o egípcio Hassan Mahmoud e o polonês Wojciech Nowicki.

E o Brasil? Bom ficar de olho no brasileiro Wagner Domingos, que pode ser uma das grandes surpresas da equipe brasileira. Montanha quebrou o recorde brasileiro 3 vezes esse ano e, na 3ª vez, melhorou o recorde sul-americano, com 78,63m, se tornando o 4º melhor do ano! Mantendo essa distância, pode beliscar uma medalha!

Meu Pódio: Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Ivan Tsikhan (BLR)

Lançamento de dardo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Keshorn Walcott (TTO); Prata – Oleksandr Pyatnytsya (UKR); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Último Mundial (2015): Ouro – Julius Yego (KEN); Prata – Ihab El-Sayed (EGY); Bronze – Tero Pitkämäki (FIN)

Quarto no último mundial, o alemão Thomas Röhler tem a melhor marca do ano até o momento, com 91,28m obtidos na Finlândia! Além desse, ele tem mais 3 marcas acima de 87m em 2016 e se credencia a uma medalha no Rio. Mas o queniano Julius Yego não pode ser esquecido. Campeão mundial ano passado e dono da incrível marca de 92,72m, Yego ainda não fez uma boa marca este ano e tem como melhor apenas 84,68m

Prata no último mundial, o egípcio Ihab El-Sayed foi pego em exame antidoping e não virá ao Rio. Mas ficar de olho no trinitino Keshorn Walcott (1O), o ouro mais inacreditável de Londres-2012, nos finlandeses Antti Ruuskanen (1B) e Tero Pitkämäki (1B), nos alemães Johannes Vetter e Julian Weber, no letão Zigismunds Sirmais e no indiano Neeraj Chopra, que quebrou o recorde mundial sub20 semana passada com 86,48m.

E o Brasil? Julio César de Oliveira tem como melhor marca no ano 81,56m, mas precisaria melhorar muito para pegar vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Thomas Röhler (GER); Prata – Julius Yego (KEN); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Arremesso de peso feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Yevgeniya Kolodko (RUS); Bronze – Gong Lijiao (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Christina Schwanitz (GER); Prata – Gong Lijiao (CHN); Bronze – Michelle Carter (USA)

Valerie Adams (NZL)

A neozelandesa Valerie Adams (2O) busca o tricampeonato olímpico para completar seu invejável currículo. Tetracampeã mundial, tricampeã mundial indoor e tricampeã dos Jogos da Comunidade Britânica, Adams não está na sua melhor forma, mas tem este ano 20,19m e briga sim pelo ouro. Venceu 3 etapas da Diamond League esse ano. A melhor marca do ano é da chinesa Lijiao Gong (1B), com 20,43m, bronze em Londres e prata no último Mundial.

Campeã mundial em 2015, a alemã Christina Schwanitz tem 20,17m no ano e deve estar no pódio. De olho na húngara Anita Márton e na americana Michelle Carter, que busca ser a primeira americana campeã olímpica no arremesso de peso.

E o Brasil? Geisa Arcanjo foi 7ª em Londres, mas nunca repetiu um arremesso acima de 19m, como na ocasião. Aliás, nem 18m ela chegou mais, o que dificulta uma ida à final. Este ano tem como melhor marca 17,92m.

Meu Pódio: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Christina Schwanitz (GER); Bronze – Michelle Carter (USA)

Lançamento de disco feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Li Yanfeng (CHN); Bronze – Yarelys Barrios (CUB)

Último Mundial (2015): Ouro – Denia Caballero (CUB); Prata – Sandra Perkovic (CRO); Bronze – Nadine Muller (GER)

Campeã em Londres, a croata Sandra Perkovic (1O) tem tudo para repetir o feito. Ela tem o 4 melhores lançamento do ano e tem como melhor 70,88m, sendo a única a passar dos 69m na prova em 2016. Campeã mundial em 2013, foi prata em 2015 ao perder parta a cubana Dania Caballero, que este ano fez 67,62m. Em 5 etapas da Diamond League no ano, Perkovic levou todas.

Campeã mundial juvenil em 2010 e prata no Pan, a cubana Yaime Perez está fazendo uma ótima temporada e já lançou 4 vezes para mais de 67m. De olho também nas alemãs Julia Fischer e Nadine Müller, na australiana Dani Samuels, campeã mundial em 2009, e na chinesa Su Xinyue.

E o Brasil? Andressa de Moraes e Fernanda Martins representam o Brasil e vão brigar para pegar uma vaguinha na final, o que já seria lucro. Melhor marca do ano por enqaunto é de Fernanda com 62.74m.

Meu Pódio: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Yaime Pérez (CUB); Bronze – Dania Caballero (CUB)

Lançamento de martelo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tatyana Lysenko (RUS); Prata – Anita Wlodarczyk (POL); Bronze – Betty Heidler (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Zhang Wenxiu (CHN); Bronze – Alexandra Tavernier (FRA)

Se o Fajdek é mais que favorito no masculino, a polonesa Anita Wlodarczyk (1P) sobra no feminino também. Ela é dona dos 10 melhores lançamentos do ano e tem como melhor marca excepcionais 80,26m! São quase 4m melhor que a 2ª melhor do ano, a americana Gwen Berry, que tem 76,31m. Bicampeã mundial e tri europeia, Wlodarczyk dificilmente perde o ouro.

A alemã Betty Heidler (1B) foi bronze em Londres e campeã mundial em 2007. Tem este ano 75,77m e é séria candidata ao pódio. Outras que brigam por medalha são as chinesas Zhang Wenxiu (1B) e Wang Zheng, a moldava Zalina Marghieva e a azeri Hanna Skydan.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Betty Heidler (GER); Bronze -Zhang Wenxiu (CHN)

Lançamento de dardo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Barbora Spotakova (CZE); Prata – Christina Obergföll (GER); Bronze – Linda Stahl (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Katharina Molitor (GER); Prata – Lü Huihui (CHN); Bronze – Sunette Viljoen (RSA)

Sunette Viljoen (RSA)

Esta prova deve ser bem equilibrada com 3 atletas lançando o dardo a mais de 66m esse ano. A melhor marca do ano é da favorita, a checa Barbora Spotakova (2O), que nada mais é do que a atual bicampeã olímpica e quer se tornar a primeira tricampeã olímpica de uma prova de individual (Valerie Adams no peso e Shelly-Ann Fraser-Pryce nos 100m também podem realizar o feito). A checa tem 66,87m obtidos em 19 de junho. No mesmo dia em outro local, a alemã Christin Hussong fez 66,41m. A 3ª atleta é a bielorrussa Tatsiana Khaladovich, com 66,34m para vencer o campeonato europeu em Amsterdã.

A letã Madara Palameika e a sul-africana Sunette Viljoen venceram duas etapas da Diamond League esse ano cada e também entram na briga. De olho também nas fortíssimas alemãs Christina Obergföll (1P-1B) e Linda Stahl (1B), na chinesa vice-campeã mundial Lü Huihui e nas australianas Kim Mickle e Kathryn Mitchell.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Sunette Viljoen (RSA); Prata – Barbora Spotakova (CZE); Bronze – Tatsiana Khaladovich (BLR)

Troféu Brasil de Atletismo – Final

Um grande dia para encerrar o Troféu Brasil e definir a equipe olímpica brasileira.

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Fabiana Murer após a vitória e o recorde sul-americano. Foto: Wagner Carmo/CBAt

A melhor prova do dia foi sem dúvida o salto com vara feminino. Fabiana Murer é bicampeã mundial, mas vinha num ruim ano, com a melhor marca de 4,70m, apenas a 9ª do mundo em 2016. Mas deu show em São Bernardo. Passou de 1ª em 4,50m, 4,65m, 4,75m e foi para 4,87m, quando passou na 3ª chance, conseguindo o melhor salto do mundo em 2016, 1cm melhor que a marca da grega Ekaterini Stefanidi de um mês atrás. A prata foi para Joana Costa, com 4,50m. Aos 35 anos, Joana melhorou em 10cm sua melhor marca pessoal e ainda conquistou o índice olímpico!

No salto triplo feminino, vitória de Núbia Soares com 14,17m e índice olímpico! Keila Costa também saltou acima de 14m, com 14,02m. Geisa Coutinho venceu o arremesso de peso com 17,79m. Completaram as provas de campo as vitórias de Jean Rosa no salto triplo com 16,38m e Julio César de Oliveira no dardo com 75,99m.

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Jorge Vides vencendo os 200m. Foto: Wagner Carmo/CBAt

Na pista, a final dos 200m feminino foi vencida por Kauiza Venâncio com bons 22.93, melhor marca de uma brasileira no ano. Na prova masculina, Jorge Henrique Vides fez 20.40 e Vitor Hugo dos Santos 20.50. Com isso, eles ficaram com as vagas olímpicas na prova ao lado de Aldemir da Silva Jr, tirando Bruno Lins, finalista mundial em 2011. Nos 400m com barreiras, vitórias de Márcio Teles com 49.63 e Geisa dos Santos com 57.43.

Nos 5.000m masculino, Altobeli da Silva levou com 13:56.24, Tatiele da Silva venceu os 1.500m com 4:19.05, Cleiton Abrão faturou os 800m com 1:48.28 e Gabriel Constantino venceu os 110m com barreiras com 13.50. Após a conclusão do revezamento 4x400m feminino, onde a BM&FBovespa venceu com 3:34.28, o clube liderava a classificação geral. Mas no revezamento masculino, que encerrou o Troféu, o Clube Pinheiros venceu com 3:03.70, um bom tempo, e o suficiente para vencer o título geral do Troféu Brasil com 463 pontos contra 460,5 da BM&FBovespa.

Após a conclusão das provas, a CBAt anunciou a equipe brasileira com 66 nomes, 36 homens e 30 mulheres, a maior equipe de atletismo da história do Brasil. O Brasil participará em 36 das 47 provas do atletismo e tem chances de um bom resultado em 4 provas: salto com vara masculino e feminino e marcha 20km masculino e feminino. a Fabiana, que vinha decepcionando mostrou que está de volta ao topo e briga sim por medalha.

Brasil domina Ibero-Americano

No evento-teste de atletismo no Engenhão, o Ibero-Americano foi dominado pelo Brasil, com 17 ouros em 44 provas. Algumas marcas boas, índices novos e a equipe olímpica brasileira cresceu mais, mas segue sem expectativa de grande resultado nos Jogos.

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Fabiana e Maila após os índices nos 100m com barreiras. Foto: Carol Coelho/CBAt

Entre os novos índices, a dobradinha nos 800m masculino com Lutimar Paes (1:45.42) e Kleberson Davide (1:45.79), correndo abaixo do 1:46 necessário. Outra dobradinha veio nos 100m com barreiras feminino, onde Fabiana Moraes venceu com 12.91 e Maila de Paula Machado foi prata com 12.99, ambas abaixo do índice de 13.00. O outro índice veio com Jailma Lima nos 400m, prova que venceu com 51.99. Nos 200m feminino, Kauiza Venancio também fez índice, com 23.18 e um bronze, mas é o 4º nome da prova.

Entre as boas marcas da equipe brasileira podemos ressaltar Geisa Arcanjo no arremesso de peso, prata com 17,92m, Caio Bonfim na marcha 20.000m com 1:26:40.7, Altobeli Silva com 8:33.72 nos 3.000m com obstáculos e Fabiana Murer com 4,60m no salto com vara.

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Kleberson e Lutimar após a prova dos 800m. Foto: Washington Alves/CBAt

Ainda seguem sem índice nomes fortes como Mauro Vinícius da Silva, apenas bronze no salto em distância com 7,71m. Mauro fez 8,14m esse ano no Rio em fevereiro, ficando a 1cm do índice. Ele é bicampeão mundial indoor da prova. Darlan Romani também segue sem índice no arremesso de peso. Ele venceu a prova no Ibero com 19,67m, longe do índice de 20,50m. Sua melhor marca do ano é 20,21m, de janeiro. Ronald Julião também segue longe do índice no disco. Ele venceu a prova com 59,56m e segue com dificuldades de atingir o índice de 65,00m.

O destaque negativo do evento foi por conta de Rosângela Santos. A velocista reclamou da pista e ainda foi mal educada com os jornalistas que cobriram o evento. Apesar disso, ela venceu os 100m com bons 11.24, mas isso não ajudou nada em sua imagem.

Agora os brasileiros seguem para campings na Europa e competições da Liga Diamante. O Troféu Brasil, no final de junho, vai fechar a equipe olímpica, que já tem cerca de 60 vagas e com quase nenhuma chance de medalha.

Atletismo teste o Engenhão

Começa neste sábado e segue até segunda o Ibero-Americano de atletismo, valendo como evento-teste do esporte.

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Fabiana Murer no Engenhão. Foto: CBAt

Mais de 400 atletas de 24 países estão no Rio para testar a pista recém colocada no estádio, incluindo alguns países vem como convidados para a competição, como EUA e Arábia Saudita, já que o ibero é apenas para países que falam português ou espanhol.

É uma boa oportunidade para conquistar e confirmar índices olímpicos. Numa pista novinha em folha, os tempos tendem a melhorar e devemos ter novos nomes na equipe olímpica, que já tem mais de 50 classificados.

Muito curioso para ver alguns nomes, como o Altobeli Silva, que conquistou o índice dos 3.000m com obstáculos no último fim de semana. O Brasil não disputa esta prova nos Jogos Olímpicos desde 1996, quando Clodoaldo do Carmo fez o pior tempo nas eliminatórias. Altobeli fez 8:28.56 sem ninguém para forçar seu ritmo na prova. Vamos ver o que ele faz com atletas que correm na faixa de 8:20 para puxá-lo.

Mauro Vinicius da Silva, bicampeão mundial indoor no salto em distância, não tem índice olímpico ainda e pode ser um dos novos nomes na equipe. Darlan Romani vem batendo na trave no arremesso de peso e competirá com argentino e português que tem mais de 21m na carreira, o que pode ajudá-lo a obter o índice.

Wagner Domingos bateu novamente o recorde brasileiro no lançamento de martelo neste último fim de semana, o que deixa uma boa expectativa pro índice. Sem adversárias de peso, Fabiana Murer deve levar com tranquilidade o salto com vara já neste sábado.

A outra grande chance de entrar na equipe olímpica e que deverá inclusive definir os revezamentos é o Troféu Brasil, a ser disputado no final de junho em São Bernardo.

Mundial Indoor de Atletismo – Dia 1

Começou nesta quinta o mundial indoor de atletismo em Portland, EUA. Por conta de espaço, as dias finais do salto com vara foram realizadas ao mesmo tempo e antes do resto das provas. Com o Centro de Convenções Oregon lotado, 6.000 espectadores viram uma prova de altíssimo nível, mas com poucas emoções.

Salto com Vara Feminino

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Apenas 9 atletas, mas com nível muito alto. Pela primeira vez na história dos mundiais indoor, 5 mulheres passaram de 4,70m.

Fabiana Murer não foi uma delas. Já era esperada uma prova difícil pra ela, que não faz um bom inicio de temporada olímpica. Ela passou fácil em 4,50m, também de primeiro em 4,60m, mas errou feio no 4,70m, caindo para o lado e queimando 3 vezes. Campeã mundial indoor em 2010, Murer termina em 6º lugar, empatada com a grega Nikoleta Kiriakopoulou. Bela prova da neozelandesa Eliza McCartney, que quebrou recorde indoor nacional duas vezes, ficando em 5º com 4,70m. A suíça Nicola Büchler também surpreendeu. Fez na prova 13 saltos (!!) e foi avançando sempre no limite, na 3ª tentativa para terminara em 4º, também com recorde nacional.

A disputa ficou entre as duas americanas favoritas. Sensação desse ano, a jovem Sandi Morris venceu o campeonato americano na semana passada, desbancando a Jenn Suhr, mas no Mundial não teve chances. Passou de 1ª em 4,85m, enquanto Suhr, que praticamente não saltou, passou de 1ª. Nos 4,90m, Suhr superou novamente de 1ª e Morris, a grega Ekaterini Stefanidi e Büchler queimaram suas te ntativas. Com uma chance ainda, Morris foi pro tudo ou nada com 4,95m, sua melhor marca pessoal, obtida no mesmo local na semana anterior, mas não deu.

Suhr desistiu não saltar mais e ficou com a vitória com 4,90m. Ela fez 4 saltos e não errou nenhum. Por incrível que pareça, é o primeiro título mundial da campeã olímpica!

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Salto com Vara Masculino

Renaud Lavillenie. Foto: Getty Images

Foi mais fácil pro Renaud Lavillenie do que ele poderia imaginar. Enquanto a maioria sofreu na altura de apenas 5,65m, o francês campeão olímpico descansava. Augusto Dutra ficou ainda no 5,55m e Thiago Braz, que decidiu não saltar em 5,65m, foi para os 5,75m e queimou tudo. Os brasileiros terminaram nas 2 últimas posições da competição, com Thiago em 12º (empatado com francês) e Augusto em 14º. Muito abaixo do esperado, já que o Thiago tinha 5,93 este ano.

Com o sarrafo a 5,75m, Lavillenie entrou na prova e pasou de 1ª, assim como o polonês Piotr Lisek, que ficou com o bronze. O checo Já Kudlicka e o canadense campeão mundial Shawn Barber, que fez uma prova muito ruim, passaram só na última chance. Em 5,80m, o americano Sam Kendricks, que tinha descansado em 5,75m, passou de 1ª para assumir a liderança e viu todos queimarem. Em 5,85m, Kendricks queimou a primeira. Lavillenie só voltaria em 5,90m e com isso o americano também foi para a próxima altura. Nos 5,90m, o francês passou fácil de 1ª, mas o americano não conseguiu. Com apenas dois saltos, Lavillenie garantiu o ouro. Ele passou de 1ª em 6,02m, garantindo o recorde do campeonato e tentou o recorde mundial de 6,17m, mas falhou nas 3 tentativas.

Segundo título mundial indoor do Lavillenie, que apesar de ser campeão olímpico, nunca venceu um título mundial outdoor, assim como a Jenn Suhr.

Nesta sexta-feira, com prova de campo, pista e combinadas, mais 5 finais.

Resumo do fim de semana

Ginástica Artística

Flávia Saraiva e Daniele Hypólito em Baku. Foto: CBG

 

Flávia Saraiva deu show na etapa de Baku da Challenge Cup de ginástica. Com 14,800, Flavinha brilhou na trave e venceu com muita tranquilidade. Com uma excelente execução (8,500) e altíssima dificuldade (6,300), ela sobrou na prova e tem tudo para brigar por medalha olímpica. Apenas Simone Biles e Wang Yan tem dificuldade maior que a brasileira!

A brasileira também ficou com o ouro no solo, com 13,850, e com o bronze nas barras assimétricas. Daniele Hypolito foi prata nas barras.

Judô

Apenas uma medalha pro Brasil no Grand Prix de Dusseldorf. E foi um ouro com a Maria Suelen Altheman, na categoria +78kg feminino. Voltando de contusão e cirurgia, Maria Suelen só vem evoluindo na temporada. Ela foi 5ª no GP de Havana, bronze no Aberto Europeu de Roma e agora ouro em Dusseldorf, vencendo na final por ippon a chinesa Song Yu, ninguém menos que a atual campeã mundial e líder do ranking!

Com essa belíssima vitória, Maria Suelen já se torna a melhor brasileira na categoria no ranking e tem tudo para confirmar a vaga olímpica. Nos 57kg, Rafaela Silva terminou em 5º e Érika Miranda foi 7ª nos 52kg. Os outros 11 brasileiros ficaram fora das finais.

Rugby

Brasil x Nova Zelândia. Foto: CBRu

A 2ª etapa do Sevens Series feminino foi realizada neste fim de semana em Barueri. A equipe brasileira começou mal no Grupo C, com 2 derrotas: 29-10 para a França e 24-12 para a Inglaterra, mas se recuperou com 27-5 no Japão e avançou para as 4as de final.

Aí enfrentou a pedreira Nova Zelândia, que arrasou o Brasil com 41-0. Nas disputas de classificação, mais duas derrotas, ambas por 24-7 para França e Inglaterra e a seleção terminou no 8º lugar. O título ficou com a Austrália, com 29-0 no Canadá na final. Nova Zelândia, que perdeu na semi para as canadenses, ficou com o bronze com 28-0 nos EUA. A próxima etapa será apenas em abril, em Atlanta.

Outros Esportes

Fabiana Murer venceu prova indoor de salto com vara em Clermant Ferrand, França. Com 4,71m, venceu a grega Nikoleta Kyriakopoulou, que também fez 4,71m, mas na 3ª tentativa, enquanto Fabina conseguiu na 1º. No masculino, Augusto Dutra foi 9º com 5,57m. Quem venceu foi Renaud Lavillenie, com 6,02m. Foi a 15ª vez que ele ultrapassa os 6m.

– Brasil classificou a equipe feminina de pólo aquático para a fase final da Liga Mundial. Na preliminar nos EUA, Brasil perdeu 17-2 para as americanas, venceu 10-7 o Japão, perdeu 15-3 para a Austrália, perdeu 11-6 para a China e de 14-7 para o Canadá. Na disputa do 5º lugar, venceu o Japão por 9-8 e, com o 5º lugar, levou a última vaga.

Renzo Agresta chegou à chave principal da Copa do Mundo de sabre em Varsóvia. Ele venceu a 1ª rodada com 15-5 sobre o alemão Richard Huebers e depois perdeu na 2ª rodada 15-6 para o russo Kamil Ibragimov.

Temporada indoor segue animada

Dois recordes mundiais agitaram o meeting indoor em Estocolmo nesta quarta-feira.

Genzebe Dibaba em Estocolmo. Foto: Hasse Sjogren

Campeão mundial indoor nos 1.500m em 2014, Ayanleh Souleiman, do Djibouti, sobrou na pouco usual prova de 1.000m e venceu com 2:14.20 para conquistar o recorde. Já na prova de milha feminina, a grande Genzebe Dibaba estabeleceu a nova marca com 4:13.31. Favorita em duas provas no Rio-2016 (1.500m e 5.000m), Dibaba venceu a mais curta no Mundial ano passado e foi bronze na mais longa. Os dois chegarão como grandes favoritos ao Mundial Indoor, em março nos EUA e podemos ver mais recordes mundiais.

Na mesma competição, Fabiana Murer foi prata no salto com vara com 4,71m, perdendo para a grega Nikoleta Kyriakopoulou, que fez 4,81m.

Recordes Sul-Americanos

No último fim de semana, dois recordes sul-americanos para brasileiros no meeting de Berlim. Thiago Braz fez um salto espetacular e atingiu 5,93m no salto com vara, melhorando o recorde continental indoor em 17cm! Em competições outdoor, Thiago tem 5,92m. O outro recorde veio com Rosângela Santos na prova de 60m. Com o tempo de 7.17, terminou em 4º lugar e abaixou a marca anterior de 7.19.

Em competições indoor no Brasil, alguns bons resultados. Em São Caetano no sábado, Fabiana Moraes obtendo o índice pro Mundial nos 60m com barreiras. Com o tempo de 8.08, ela abaixo o recorde brasileiro da prova. Em São Bernardo no domingo, Eliane Martins fez 6,61m no salto em distância e pôs seu nome na equipe olímpica! Interessante que ela não fez índice pro Mundial indoor, que é de 6,65m.

Até o momento, apenas 8 atletas brasileiros conseguiram índice para o Mundial de Portland. No masculino João Vitor de Oliveira (60m com barreiras), Thiago Braz (vara), Augusto de Oliveira (vara) e Darlan Romani (peso). No feminino temos Ana Cláudia Lemos (60m), Rosângela Santos (60m), Fabiana Moraes (60m com barreiras) e Fabiana Murer (vara).

Resumo do fim de semana

Vela

© Sailing Energy / World Sailing - Sailing World Cup Miami 2016

A equipe olímpica brasileira volta da Copa do Mundo de Miami com 3 medalhas, sendo dois ouros e um bronze. Robert Scheidt começou mal a competição com um 12º, um 14º e um 15º, mas foi se recuperando, apenas com top5 nas 8 regatas seguintes para ficar com o ouro com 53 pontos perdidos, contra 54 do francês Jean Baptiste Bernaz.

Quem voltou com tudo foi Jorge Zarif. Nada como ter o seu técnico espanhol Rafael Trujillo de volta. O ex-campeão mundial fez uma grande competição para vencer na Finn com 38 pontos contra 45 de dinamarquês. Vale ressaltar que os principais nomes da classe não estiveram em Miami. Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan lideraram a classe 470 por boa parte, com uma grande disputa contra a dupla austríaca, campeã mundial este ano. Mas o último lugar na regata da medalha deixaram a dupla brasileira com o bronze.

Patrícia Freitas frequentou o top3 por boa parte da competição, mas caiu nas últimas regatas e terminou a RSX em 4º lugar. O mesmo aconteceu com Martine Grael e Kahena Kunze, que ficara em 5º na 49erFX. Ricardo Santos foi bem irregular e ficou em 8º na RSX masculina. A próxima etapa será em Hyeres, em abril.

Outros Esportes

– Nas Copas do Mundo de sabre, Renzo Agresta em Pádova e Marta Centurion em Atenas ficaram na mesma 64ª posição. Eles passaram à chave principal, mas perderam na estreia. Ambos pegaram os cabeças de chave 1 na estreia. Marta perdeu 15-7 pra Olha Kharlan e Renzo por 15-8 pro sul-coreano Gu Bongil.

– 3 brasileiros fora à Sófia, Bulgária, disputar o Aberto Europeu de judô. David Moura venceu suas 4 lutas e terminou com o ouro na categoria acima de 100kg. Luciano Correa chegou à final dos 100kg, perdendo por waza-ari para egípcio e ficando com a prata

– Em provas em São Bernardo, Darlan Romani começou bem a temporada com 20,21m no arremesso de peso. No mesmo meeting, Geisa Arcanjo fez 17,36m. Em prova indoor em São Caetano, Fabiana Murer fez 4,50m antes de viajar à Suécia para um camping internacional.

Hugo Calderano foi o único brasileiro no forte aberto de Berlim de tênis de mesa. Na quali, ele venceu na estreia 4-3 atleta de Singapura para perder na 2ª para russo por 4-1.

Mundial de Atletismo – Dia 5

Veio a primeira medalha brasileira numa final espetacular do salto com vara. Também mais dois ouros pro Quênia e resultados incríveis no dardo e nos 400m.

Salto com Vara feminino

Fabiana Murer

Há tempo não se via uma final de tão alto nível! A disputa começou muito forte com 12 atletas passando em 4,60m. Em 4,70m, 7 saltadoras passaram, incluindo Fabiana Murer, a americana campeã olímpica Jenn Suhr e a cubana campeã do Pan Yarisley Silva, que sofreu e só conseguiu passar na 3ª tentativa. No 4,80m, a grega Nikoleta Kyriakopoulou passou de 1ª e assumiu a liderança da prova. Fabiana e Yarisley passaram na 2ª e, com as outras 4 queimando, o pódio estava definido, so não se sabia que a ordem mudaria.

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Em 4,85m, Yarisley jogou a pressão pra Fabiana quando passou de 1ª, mas a brasileira evoluiu muito e ignorou a pressão, também passando de primeira. Nos critérios de desempate, Fabiana liderava com a cubana em 2º. A grega errou na primeira tentativa e decidiu ir direto pro 4,90m. Nesta altura, todas foram errando. A grega errou duas vezes e foi eliminada. Quando a cubana tirou um salto espetacular da cartola e passou em 4,90m na 3ª e última chance. A cubana vinha saltando muito mal e a brasileira estava quase certa que seria ouro. Incrédula com o salto de Silva (assim como eu), Fabiana não passou em 4,90m e ficou com a prata.

Grande prova da brasileira que igualou o seu recorde sul-americano levando sua 4ª medalha em Mundiais, a 2ª em mundiais outdoor.

Lançamento de dardo masculino

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Se o Quênia surpreendeu vencendo os 400m com barreiras no dia anterior, imagina pra um leigo ver o Quênia no topo do dardo? Julius Yego já havia aparecido pro mundo em 2013, quando ficou em 4º no Mundial. Desta vez chegou como favorito com um lançamento de mais 91m mais cedo no ano em Brimingham. Na final, começou queimando e depois um modesto 82,42m. Quem liderava era o egípcio Ihab Abdelrahman El Sayed com 88,99m. Aí na 3ª Yego deu um show com espetaculares 92,72m! Com essa marca, ele se torna o 3º melhor da história! El Sayed ficou com a prata e o bronze foi pro finalndês Tero Pitkamaki com 87,64m.

400m com barreiras feminino

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A checa Zuzana Hejnova confirmou o favoritismo e levou o bicampeonato mundial da prova, com excelentes 53.50, melhor marca do mundo no ano. O pódio foi completado por duas americanas. Campeã mundial juvenil em 2014 e ouro no Pan, Shamier Little com 53.94 foi prata e Cassandra Tate fez 54,02m.

3.000m com obstáculos feminino

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Prova bem disputada, algo um pouco fora do comum, quando em geral há uma boa distância entre as atletas. No sprint final, a queniana Hyvin Jepkemoi levou o ouro com 9:19.11, dando o 6º título pro seu país até o momento em Pequim! Numa chegada milimétrica, a prata foi pra tunisiana Habiba Ghribi com 9:19.24, apenas 1 centésimo mais rápida que a grande surpresa da prova, a alemã Gesa Krause, que tirou do pódio uma das favoritas, a etíope Sofia Assefa, 4ª com 9:20.01.

400m masculino

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Na final mais forte da história, nada menos que 3 atletas correram para abaixo de 44s! Primeira vez na história que isso aconteceu! O vencedor foi uma surpresa, com o ouro pro sul-africano Wayde van Niekerk, com espetaculares 43.48, 4º melhor atleta e 6º melhor tempo da história! Logo atrás veio o americano LaShawn Merritt com 43,65, também batendo seu recorde pessoal. Logo atrás, o campeão olímpico e mundial Kirani James co o bronze com 43.78.

Outras provas

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Assim como nos 100m, Justin Gatlin fez o melhor tempo na semifinal dos 200m com 19.87. Usain Bolt também venceu sua semifinal com 19.95 soltando muito no final.

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da britânica Dina Asher-Smith com 22.22. Rosângela Santos ficou em 2º na sua bateria com 23.01 e avançou pra semifinal.

Campeão mundial em 2013 e do Pan, o americano David Oliver fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 100m com barreiras. João Vitor de Oliveira fez 13.57, 5º na sua bateria, e passou para a semifinal por tempo.

Pedro Pablo Pichardo fez a melhor marca da qualificação do salto triplo, com 17,43m, seguido do seu principal adversário, o americano Christian Taylor com 17,28m.

Mundial de Atletismo – Dia 3

Pódio queniano, vitória jamaicana, surpresa canadense, decepção francesa, domínio colombiano e uma americana aprende uma lição muito importante.

100m Feminino

Shelly-Ann Fraser-Pryce. Foto: Reuters

Bicampeã mundial e olímpica, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce já deu o tom na semifinal, vencendo sua bateria com 10.82. Rosângela Santos não foi páreo na segunda semi e terminou em 4º lugar com 11.07 e terminou em 12º lugar no geral. Final tá perto, mas pra isso precisa baixar dos 11s.

Na grande final, Fraser-Pryce dominou. Na frente desde a largada, venceu com 10.76 e levou seu 3º título mundial na prova e 6º no geral. Excelente ver a prata pra holandesa Dafne Schippers. Heptatleta de formação (foi campeã mundial juvenil em 2010), Schippers abteu na semi o recorde holandês com 10.83 e novamente na final com 10.81. Fechou o pódio a americana Tori Bowie, única de seu país na final, com 10.86.

Salto com Vara Masculino

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E pelo jeito segue a sina do francês Renaud Lavillenie. Campeão olímpico, recordista mundial indoor, campeão mundial indoor, mas nunca venceu um mundial outdoor. O francês só precisou de um salto na qualificação para chegar a final, onde passou de 1ª em 5,80m. Mas em 5,90m, queimou as 3 e viu o canadense de 21 anos Shawn Barber ser campeão. Barber fez uma prova perfeita, passando sem de primeira, inclusive nos 5,90m, onde ficou olhando um por um ser eliminado, até que o alemão Raphael Holzdeppe, que defendia o ouro, passou na 3ª.

Só com o canadense e o alemão, o sarrafo subiu pra 6,00m, onde ninguém passou. Ouro pro canadense, prata pro alemão e um tríplice empate no bronze: Lavillenie e dois poloneses, Pawel Wojciechowski e Piotr Lisek. Augusto Dutra passou na 2ª tentativa em 5,50m e em 5,65m, mas queimou as 3 em 5,80m e terminou na 9ª colocação.

Salto Triplo Feminino

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Pois é. Caterine Ibarguen está imbatível. A última derrota dela foi na final olímpica em Londres. Desde então, foram nada menos que 29 ouros, incluindo mais um título mundial pra ela. Com 14,80m na segunda tentativa, já era líder e melhorou na 4ª com 14,90m. 4ª em Londres pela Ucrânia, Hanna Knyazyeva-Minenko, que agora representa Israel, ficou com a prata com 14,78m na 2ª rodada e a cazaque Olga Rypakova completou o pódio com 14,77m. Em sua 3ª final de mundial no triplo, Keila Costa ficou em 12º e último lugar com apenas 13,90m. Dona da melhor marca do ano, a russa Ekaterina Koneva ficou em 7º lugar.

10.000m Feminino

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Campeã mundial em 2011, a queniana Vivian Cheruiyot apertou o passo faltando 200m para vencer a prova com 31:41.31, deixando a fortíssima etíope Gelete Burka, especialista na prova de 1.500m, com a prata com 31:41.77. Esta prova foi mais um exemplo da velha máxima, que a competição só acaba quando termina! A americana Molly Huddle ia pro bronze, mas abriu os braço para comemorar antes do devido e não viu sua compatriota Emily Infeld chegando. Infeld ultrapassou e ficou com o bronze com 31:43.49 e Huddle inconsolada terminou em 4º a 0.09 de sua compatriota.

3.000m com Obstáculos Masculino

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Se existe um país que domina uma prova no atletismo, é o Quênia nos 3.000m com obstáculos masculino. Eles formaram o pelotão e lideraram por toda a prova. Não só dominaram o pódio, como pegaram o 4º lugar também. Ezekiel Kemboi venceu com 8:11.28 e se torna o primeiro tetracampeão mundial desta prova. Conseslus Kipruto foi prata com 8:12.38 e Brimin Kipruto bronze com 8:12.54.

Outras Provas

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Fabiana Murer só precisou de um salto para se garantir na final do salto com vara. Passando de primeira em 4,55m, ela iria pros 4,60m, mas como apenas 14 atletas passaram de 4,55m, os árbitros decidiram passar todas para a final. Kyriakopoulou, Bengtsson, Silva e Suhr também estão na final.

Favoritas passaram pra final do disco feminino, com a cubana Denia Caballero com 65,15m e a croata Sandra Perkovic com 64,51m. Já as brasileiras ficaram bem abaixo do esperado. Andressa de Moraes com 59,08m foi a 19ª e Fernanda Borges com 56.74m terminou em 26º.

O americano Jeff Henderson em seu primeiro salto já obteve 8,36m e ficou com a melhor marca da quali do salto em distância, seguido do campeão olímpico Greg Rutherford (GBR) com 8,25m. Com péssimas apresentações, Higor Alves só conseguiu um salto válido, 7,60m e terminou em 27º e Alexsandro de Melo queimou suas 3 tentativas para ficar sem marca.

Na quali do dardo, a surpresa foi a eliminação do campeão olímpico, o trinitino Keshorn Walcott, que tinha a melhor marca do ano. Com apenas 76,83m, terminou em 26º. Melhor marca do alemão Andreas Hofmann com 86,14m. Também estão na final o queniano Juliues Yego, o checo Vitezslav Vesely e o finlandês Tero Pitkamaki.

Na semi dos 400m masculino, melhor tempo de Isaac Makwala, de Botsuana, com 44.11, seguido do campeão olímpico Kirani James com 44.16. Já nos 400m com barreiras feminino, a melhor marca é da excepcional checa Zuzana Hejnová com 54.24, seguida da americana Cassandra Tate com 54.33.

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Outra brasileira que fez papelão foi Geisa Coutinho, correndo nos 400m muito, mas muito abaixo do esperado, com 52.72, terminando em 37º no geral, entre 41 atletas. O melhor tempo foi da jamaicana Stephanie Ann McPherson com 50.34. Nas baterias dos 3.000m com obstáculos feminino, melhor tempo da tunisiana Habiba Ghribi com 9:24.38.