Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 4

Que prova! Que dia! O 1º ouro brasileiro em Hangzhou veio de uma maneira espetacular numa prova que o Brasil era cotado como zebra pro pódio. E veio um ouro na última prova do dia.

 

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Luiz Altamir, Fernando Scheffer, Breno Correia e Leonardo Santos. Foto: Istvan Derencsenyi/FINA

Foi a final mais emocionante até aqui. O Brasil vinha com o 6º tempo das eliminatórias de 6:58.26, onde ninguém nadou de maneira brilhante e a melhor parcial havia sido na abertura com Fernando Scheffer 1:43.40. Na final a história foi bem diferente com a ordem mudando e a saída de Leonardo de Deus da equipe pra entrada de Leonardo Coelho Santos.

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Luiz Altamir Melo abriu com 1:42.03, tempo que o colocaria no pódio da final da prova de 200m e ele estava atrás apenas do campeão dos 200m livre, o americano Blake Pieroni com 1:41.85. Aí veio Scheffer que voou para 1:40.99 e o Brasil era líder com 0.89 de vantagem na 2º troca. Leonardo, longe da sua especialidade, fez uma parcial ok com 1:42.81 e entregou em 3º, 0.23 atrás da China, que teve Sun Yang nessa perna, e 0.07 atrás da Rússia. Para fechar, o nome da prova, Breno Correia. Com 50m da sua perna o Brasil já era líder novamente, marcou ótimos 48.21 nos 100m iniciais e fechou para a melhor parcial da prova, 1:40.98 e 6:46.81, novo recorde mundial! A Rússia quase pegou o Brasil. Aleksandr Kranykh fechou para 1:41.08 e bateu a apenas 0.03 da equipe brasileira! Ouro inédito para o Brasil com uma equipe extremamente jovem, média de 21 anos! A China fechou o pódio e, pela 1ª vez nesse Mundial, os EUA sequer subiram ao pódio.

César Cielo disputou ainda sua última final dos 50m livre da carreira, mas não fez uma boa prova e terminou em 7º e último com 21.20 (o britânico Benjamin Proud foi desclassificado). Vitória do russo Vladimir Morozov com 20.33, desbancando o americano favorito Caeleb Dressel, prata com 20.54. Nos 50m costas, Guilherme Guido também ficou fora do pódio, terminando em 5º com 22.79. A vitória foi do russo Evgeny Rylov com 22.58. E fechando a participação brasileira em finais, Caio Pumputis acabou em 8º nos 100m medley com 52.28 e o ouro foi para mais um russo, Kliment Kolesnikov com 50.63, recorde mundial júnior.

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A australiana Ariarne Titmus venceu seu 2º ouro com 3:53.92 nos 400m livre, novo recorde mundial. Mais um WR veio na abertura, o 4x50m livre masculino, com 1:21.80 da equipe americana. O Brasil, que seria um dos favoritos, não disputou as eliminatórias. Tivemos ainda mais um ouro de Katinka Hosszu, agora nos 100m medley com 57.26, e da holandesa Ranomi Kromowidjojo, com 24.47 nos 50m borboleta.

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Campeonatos Europeus – Dia 7

Adam Peaty, Sarah Sjöström e Katinka Hosszu (finalmente ela) brilham no 7º dia do campeonato.

As finais da natação da quarta-feira começaram com mais uma vitória do ucraniano Mykhaylo Romanchuk, agora nos 800m livre, com 7:42.96, deixando o italiano Grigorio Paltrinieri com a prata com 7:45.12 e o alemão campeão dos 1.500m Florian Wellbrock em 3º com 7:45.60. Sarah Sjöström levou seu 3º ouro em Glasgow, agora nos 100m livre. Depois de não vencer no Rio e no Mundial de 2017, a sueca levou a prova no europeu com 52.93, bem acima do seu WR de 51.71 da abertura do revezamento 4x100m no mundial de 2017. A holandesa Femke Heemskerk foi prata com 53.23 e a francesa campeã dos 200m Charlotte Bonnet bronze com 53.35.

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Adam Peaty (GBR) após vencer os 50m peito. Foto: Getty Images

Sem adversários, o britânico Adam Peaty levou os 50m peito com 26.09, muito a frente do resto e a apenas 0.14 do seu WR. O italiano Fabio Scozzoli ficou em 2º com 26.79 e o esloveno Peter John Stevens bronze com 27.06. Evgeny Rylov venceu os 200m costas com a super marca de 1:53.36, novo recorde europeu, milhas a frente dos outros. O polnês Radoslaw Kawecki foi prata com 1:56.07, bem longe de Rylov.

Ela quase não nadou nesse Europeu. Apenas em sua 2ª (e última) prova individual, Katinka Hoszzu venceu pela 5ª vez seguida os 200m medley no Europeu, agora com 2:10.17, mas a italiana Ilaria Cusinato chegou perto com 2:10.25.No 4x100m livre misto, a França levou a melhor com recorde do campeonato de 3:22.07.

No atletismo, a Polônia levou mais uma prova de campo, agora com Paulina Guba surpreendendo a favorita da casa no arremesso de peso, a alemã Christina Schwanitz (lembrando que o atletismo é em Berlim). Guba marcou 19,33m contra 19,19m de Schwanitz. No salto em distância, ótima marca do grego Miltiadis Tentoglu com 8,25m. No disco, vitória do lituano campeão mundial Andrius Gudzius, com 68,46m na última tentativa! Ela tirou o sueco Daniel Stahl do ouro, que acabou com a prata com 68,23m. Esta foi a prova de despedida do tricampeão mundial e campeão olímpico em Londres, o alemão Robert Harting, que terminou em 6º com 64,33m.

A queniana naturalizada israelense Lonah Chemtai Salpeter venceu os 10.000m com 31:43.29. Ela foi pra Israel como babá pro embaixador queniano, conheceu seu técnico com quem se casou e depois recebeu a cidadania. Ela já disputou os Jogos do Rio como israelense. No decatlo, o alemão Arthur Abele ficou com o ouro com 8431 pontos, aproveitando que o francês campeão mundial Kevin Mayer não conseguiu marca válida no salto em distância.

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Sharon van Rouwendaal (NED). Foto: Getty Images

A Holanda levou mais 3 ouros, um em cada modalidade. Celine Maria van Duijn venceu a plataforma feminina nos saltos ornamentais com 319,10, deixando a italiana favorita Noemi Batki com a prata com 315,00. A campeã olímpica Sharon van Rouwendaal venceu os 5km das águas abertas e Ellen van Dijk levou o contrarrelógio no ciclismo estrada, numa dobradinha holandesa com Anna van der Breggen.

Os outros ouros do dia ficaram com os alemães Lou Massenberg e Tina Punzel no trampolim sincronizado misto, com o húngaro Kristof Rasovszky nos 5km nas águas abertas e com o belga Victor Campenaerts no contrarrelógio masculino.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 15

No dia da Rússia, uma derrota inacreditável de Sarah Sjöström.

100m livre feminino

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A sueca Sarah Sjöström vinha do recorde mundial batido na abertura do revezamento no 1º dia do Mundial. Nadando forte, a sueca liderou a prova toda, mas soltou nos metros finais achando que tinha ganho e deixou a campeã olímpica Simone Manuel bateu na frente por apenas 0.04. A americana venceu com 52.27, recorde das Américas, com SJöström em 2º com 52.31. A dinamarquesa Pernille Blume foi a surpresa do pódio com o bronze com 52.69.

200m costas masculino

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O russo Evgeny Rylov superou os americanos para vencer a prova com 1:53.61, novo recorde europeu. Ele liderou de ponta a ponta, batendo em 1º em todas as parciais. Campeão olímpico, Ryan Murphy apertou na última piscina, tirando quase 1s, mas a diferença era grande e ele ficou com a prata com 1:54.21. Jacob Pebley levou o bronze com 1:55.06. Recorde mundial juvenil com o russo Kliment Kolesnikov em 4º com 1:55.14. Melhor na semi e campeão nos 100m, o chinês Xu Jiayu foi apenas 5º com 1:55.26.

200m peito feminino

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Depois da decepção nos 100m, a russa Yuliya Efimova sobrou pra levar o ouro. Lilly King liderou os primeiros 100m, mas caiu na segunda metade. A britânica Molly Renshaw bateu na frente nos 150m, mas caiu demais no final e Efimova disparou pra vencer com 2:19.64. Outra americana, Bethany Galat, pegou a prata com distantes 2:21.77 e a chinesa Shi Jinglin o bronze com 2:21.93. King terminou em 4º 2:22.11 e Renshaw em 6º 2:22.96.

200m peito masculino

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Repetindo o feito no feminino, o russo Anton Chupkov conquistou o 3º ouro russo do dia. Os japoneses favoritos Yasuhiro Koseki e Ippei Watanabe, recordista mundial, iam na frente e, com 150m, lideravam enquanto Chupkvo era apenas o 4º. Na piscina final, o russo nadou para 31.99 contra 32.78 de Koseki e 33.01 de Watanabe para levar o ouro com o tempaço de 2:06.96, recorde do campeonato e europeu. Koseki foi prata com 2:07.29 e Watanabe bronze com 2:07.47.

Revezamento 4x200m livre masculino

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Com 3 remanescentes da prata dos Jogos do Rio, a Grã-Bretanha levou o ouro com 7:01.70, repetindo o feito de 2015. Não vinham bem, mas quando James Guy entrou pra fechar pegando em 3º lugar, nadou para excepcionais 1:43.80 para pegar o ouro com folga. A Rússia fechou com Aleksandr Krasnych, bronze nos 200m livre, fechando com 1:44.80 pra prata com 7:02.68. A equipe americana, que liderava viu Zane Grothe nadar mal para 1:46.90 e ficar com o bronze com 7:03.18. Apenas Townley Haas estava na equipe americana campeã no Rio-2016.

Eliminatórias e Semifinais

Nos 50m livre, Bruno Fratus venceu a sua semifinal com 21.60, 3º tempo geral. Na outra semi, o americano Caeleb Dressel deu um show para 21.29 e chega na final como o grand favorito. César Cielo fez 21.77 e pegou a 8ª e última vaga pra final deste sábado. A australiana Emily Seebohm fez o melhor tempo nas semifinais dos 200m costas com 2:05.81, igualado o recorde da Oceania. A americana Regan Smith foi 5ª com 2:07.19, novo recorde mundial juvenil. Vice olímpica, Katinka Hosszu passou com o 7º tempo pra final com 2:07.51.

Minutos depois da semi dos 50m livre, Dressel voltou pros 100m borboleta e ainda fez o melhor tempo! Nadou demais para 50.07, apenas 0.25 do WR de Phelps! James Guy pegou a 2ª vaga com 50.67 e o húngaro Kristof Milak a 3ª com recorde mundial juvenil de 50.77. Henrique Martins passou muito bem nos 50m na semi em 1º, mas caiu e ficou em 11º no geral com 51.47. Sjöström voltou pra semi dos 50m borboleta e fez o melhor tempo com 25.30. Interessante ver a egípcia Farida Osman na final com o 8º tempo. Nas eliminatórias dos 800m livre, Katie Ledecky nadou pra classificar com o melhor tempo de 8:20.24.

Pólo Aquático feminino

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Em mais uma performance brilhante, a equipe dos Estados Unidos venceu tranquilamente a Espanha para faturar pela 5ª vez o título mundial do pólo feminino! As americanas seguem praticamente imbatíveis nos últimos anos e são as atuais bicampeãs olímpicas, bicampeãs mundiais e tricampeãs da Liga Mundial! Madeline Musselman foi a MVP do torneio. Pelo bronze, a Rússia venceu por 11-9 a equipe do Canadá.

Jogos Olímpicos da Juventude – Dia 4

O melhor dia para o Brasil até o momento foi marcado por 4 medalhas, uma polêmica na natação e um péssimo início no atletismo.

Medalhas históricas

O dia começou com um bronze histórico e inédito. Depois de perder na semifinal para japonês, Hugo Calderano voltou para disputar o bronze no tênis de mesa. Começou arrasador e não deu chances para Heng-Wei Yang, de Taiwan, abrindo 3-0. Aí veio o nervosismo para fechar o jogo. Hugo começou a errar muito no 4º game, e Yang diminui para 3-1. No 5º game, o asiático abriu 10-5 e Hugo ensaiou uma recuperação, fazendo 4 pontos seguidos mas acabou perdendo. Parecia que Yang iria empatar o jogo, mas, num game que era um ponto aqui, um ali, o brasileiro abriu 10-8 e levou o empate. No 3º match point, não desapontou e fechou por 4-2, parciais de 11-9, 11-8, 11-9, 9-11, 9-11, 12-10 e um bronze inédito para o país em competições olímpicas.

Sexta na qualificação, Flávia Saraiva chegou muito bem cotada para a final do individual geral e não decepcionou. Ela melhorou suas notas em relação à qualificação nos 4 aparelhos. Começou com um salto médio de 13,900 (13,750 na quali), foi muito bem nas barras assimétricas com 12,950, a 3ª melhor nota da final (12,150 na quali), fez uma ótima performance na trave, cravando tudo com 14,050, a melhor nota (13,200 na quali) e fechou com a melhor nota do solo com 13,800 (13,650 na quali), somando 54,700, bem acima dos 52,750 na qualiicação.

Parecia que ela iria ficar com o bronze, pois a chinesa teve quedas na trave e no solo, mas, na última rodada, a britânica Elissa Downie teve uma queda no solo e ficou com 54,150. Só restava a favorita, a russa Seda Tutkhalyan, que estava bem a frente, mas também caiu no solo e tirou uam nota bem baixa, com 12,450, mas na somatória, teve 54,900 e acabou com o ouro, graças às ótimas rotinas nas barras (14,050), trave (14,000) e salto (14,400). Uma prata inédita para a ginástica feminina brasileira em competições olímpicas. A britânica ficou com o bronze.

Natação

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O dia começou com a final dos 50m livre masculina com Matheus Santana. O chinês Yu Hexin já tinha surpreendido a todos na semifinal com 22.01, novo recorde mundial júnior, até que na final ele melhorou esse tempo e cravou 22.00, novo recorde e ouro. Matheus ficou com a prata na prova, que não é a sua especialidade, com 22.43, sua 2ª medalha em Nanjing. Completou o pódio Dylan Carter (TRI) com 22.53.

Vitor Santo disputou a final dos 50m costas e ficou em 6º com 25.85. A prova foi vencida pelo russo Evgeny Rylov com 25.09, seguido de Apostolos Christou (GRE) 25.44 e Simone Sabbioni (ITA) 25.47. Nos 50m borboleta feminino, Giovanna Diamante ficou com a 8ª posição com 27.40. O segundo ouro russo do dia foi para Rozaliya Nasretdinova com 26.26, seguida de Svenja Stoffel (SUI) com 26.62 e Nastja Govejsek (SLO) com 26.70. Completando as finais brasileiras, Andreas Mickosz também foi 8º, só que nos 200m peito com 2:17.17. Ippei Watanabe (JPN) passou no finalzinho e foi ouro com 2:11.31, na frente do venezuelano Carlos Claverie, que liderou boa parte da prova, com 2:11.74 e do russo Anton Chupkov com 2:11.87.

Ruta Meilutyte (LTU) levou seu 2º ouro, dominando por absoluto os 100m peito, prova que é a recordista mundial, campeã olímpica e campeã mundial. Ela venceu com 1:05.39, muito a frente da chinesa He Yun com 1:07.49 e da ucraniana Anastasiya Malyavina com 1:08.16. Como esperado, também, as chinesas dominaram os 200m livre feminino. Shen Duo nadou muito e venceu com 1:56.12, seguida da compatriota Qiu Yuhan com 1:56.82. Completou o pódio a australiana Brianna Throssell com 1:58.57.

A grande polêmica do dia veio no revezamento 4x100m medley masculino. O Brasil era favorito para medalha, inclusive de ouro, mas não disputou as eliminatórias. Ficaram as suposições e até agora não está muito claro o que aconteceu. Segundo o COB, os treinadores não confirmaram a presença 1 hora antes da prova e, com isso, a FINA não deixou o Brasil participar. A chefe de missão do Brasil, Adriana Behar, foi chamada, mas nada mudou. Já os treinadores dizem que estavam na piscina de aquecimento e uma representante da FINA foi à área de aquecimento pegar os cartões com os nomes dos participantes, mas perguntou para uma pessoa que estava com o agasalho brasileiro mas não era da comissão e houve um mal entendido. Os nadadores só souberam que não iriam participar quando estavam na câmara de chamada, momentos antes da prova e ficaram muito decepcionados. Uma pena por eles, que tinham uma medalha quase garantida. Na final, vitória da forte equipe da Rússia com 3:38.02, aproveitando a desclassificação da China nas eliminatórias. Prata Alemanha e bronze Austrália.

Atletismo

Oito brasileiros fizeram sua estreia em suas provas. Lembrando que cada atleta só disputa uma única prova individual nos Jogos. Dos 8, apenas um passou para a Final A. Todos os outros 7 disputarão a Final B.

Anderson Cerqueira foi o salvador da pátria nos 400m masculino. Ele foi 3º na sua bateria com 48.07 e avançou para a final com o 7º tempo. A melhor marca foi de Martin Manley (JAM) com 47.14.

Vamos às provas femininas. Nos 800m, Ana Karolyne Silva fez o 11º tempo com 2:11.29 e o melhor tempo foi da alemã Mareen Kalis com 2:05.67. Nos 100m com barreiras, Paolla Luchin foi a 15ª com 14.32 e por pouco não pega Final C. O melhor tempo foi de Laura Valette (FRA) com 13.34. No salto em distância, Elen Vasconcelos foi a 10ª com 5,57m e a melhor marca foi da italiana Beatrice Fiorese com bons 6,26m, que dariam a ela o bronze no último mundial menor. Thais Gomes foi a última brasileira, e terminou o salto com vara em 13º e último lugar com fraquíssimos 3,20m e viu a suíça Angelica Moser fazer a melhor marca com 3,80m.

Entre os meninos, Maycon Bonadeo 14º no disco com 51,65m. O chinês Cheng Yulong e o alemão Clemens Prufer fizeram a mesma marca: 59,88m. Mas o chinês teve um segundo lançamento melhor e ficou em 1º. No salto em altura, Danilo Cardoso foi 15º e último com apenas 1,95m. 5 atletas fizeram 2,10m. Nos 110m com barreiras, Vitor Henrique Venancio fez o 13º tempo com 13.91, longe do líder Jaheel Hyde (JAM, foto) com o tempaço de 13.16. O jamaicano campeão mundial menor fez a melhor marca do dia, e ficou apenas 0.04 do recorde mundial menor! Aliás, Hyde foi campeão mundial menor nos 110m ano passado e esse ano foi campeão mundial juvenil nos 400m com barreiras! Inusitado.

Mais quatro provas sem brasileiros. Nos 3.000m masculino, melhor marca do etíope Yomif Atomsa com 8:05.85. Na mesma prova feminina, Fatuma Chebsi (BRN) foi a melhor com 9:06.87. Nos 400m feminino, a líder foi a australiana Jessica Thornton com 52.78, tempo que daria a prata no Mundial menor ano passado. E no disco feminino, Al’Ona Byelyakova (UKR) foi a melhor com 50,89m.

Outra Finais

O Brasil conseguiu mais uma medalha no dia no hipismo, na prova por equipes. Só que as equipes são formadas por atletas de países diferentes, agrupadas por continente. A equipe da América do Sul, que contou com Bianca Rodrigues, ficou com a prata com 4 pontos perdidos, atrás apenas da Europa (com 0) e na frente da América do Norte (com 8). Bianca, aliás, foi a que mais atrapalhou a equipe. Na primeira rodada, foi eliminada e na final, fez 5 faltas (20 pontos). Deve estar com problemas com o cavalo.

Na esgrima por equipe, equipes por continente com 3 meninos e 3 meninas, um de cada arma. Os dois brasileiros (Pedro Marostega e Gabriela Cecchini) estavam na América 2. Na primeira rodada, venceram a África por 30-20. Nas 4as, por muito pouco não venceram os favoritos da Europa 1, perdendo por 30-29. Nas rodadas classificatórias venceram Europa 3 por 30-29 e Europa 4 por 30-28 e terminaram em 5º lugar. O ouro foi para a Ásia-Oceania 1, que venceu a Europa 1 por 30-26.

No remo, as quatro finais. No single skiff masculino, ouro para Tim Naske (GER), seguido de atleta do Azerbaijão e de canadense. Uncas Batista venceu a Final B e ficou em 7º. No single skiff feminino, a vitória ficou com a bielorrussa Krystsina Staraselets, seguida de grega e francesa. Nas provas do Dois Sem, duplo ouro para a Romênia. No masculino, a República Checa e a Turquia completaram o pódio e no feminino, China e Canadá.

O rugby viu seus primeiros medalhistas olímpicos desde que voltou. No masculino, a França arrasou a até então invicta Argentina por acachapantes 45-22! No bronze, medalha histórica para o Fiji, sua primeira em uma Olimpíada, seja adulta ou da juventude. No feminino, a Austrália (foto) não deu chances para o Canadá e venceu por 38-10, ficando com o ouro. Bronze para a China.

No tiro, era praticamente certeiro o ouro do chinês Yang Haoran no rifle de ar 10m masculino. Aos 18, já é o líder do ranking adulto e o homem a ser batido. Na final, sobrou, vencendo com 209,3 contra 204,3 do armênio Hrachik Babayan. Bronze para Istvan Peni (HUN).

Já falei do Hugo Calderano, mas não falei da final. Quem venceu, claro, foi um chinês. Fan Zhendong fez 4-2 no japonês Yuto Muramatsu. No feminino, mais um ouro no tênis de mesa pra China, com Liu Gaoyang, com 401 em Hoi Kem Doo (HKG). O bronze também foi inédito, indo para uma americana, a revelação Lily Zhang.

No taekwondo, a iraniana Kimia Zenoorin venceu nos 63kg feminino 10-7 a russa Yulia Turutina e nos 73kg masculino, ouro para Said Guliyev (AZE) com 10-4 na final sobre Hamza Karim (GER).

Outros Esportes

Mais um dia bom no tênis para o Brasil. Orlando Luz segue 100%, vencendo nas 4as o belga Clement Geens 6-2 6-4 e avançando à semifinal. Nas duplas, ao lado de Marcelo Zormann, nova vitória sobre peruanos 6-4 7-6 e também estão na semifinal.

Na vela, dia ruim para os brasileiros. Na Byte CII masculina, Pedro Correa caiu para 2º após um 20º, um 18º e um 9º! Na versão feminina, Natascha Boddener obteve um 24º, um 27º e um 10º e caiu para 11ª. Na Techno 293 masculina, Daniel Pereira obteve um 12º, um 14º e um 13º e é o 12º no geral.

Brasil segue muito mal no basquete 3×3. No masculino perdeu 12-11 para a Espanha e 14-8 para a Rússia. No feminino, nova derrota, agora 21-12 para a Hungria.

Nas equipe mistas do tênis de mesa, Hugo Calderano e a uruguaia Maria Lorenzotti perderam o confronto contra italiana e suíço. Hugo venceu 3-1, mas Maria perdeu 3-1 e nas duplas perderam também por 3-1.

No golfe, o líder no masculino é Viktor Hovland (NOR) com 8 abaixo do par. No feminino, a coreana Soyoung Lee lidera também com 8 abaixo.

Definidas as semifinais do futebol feminino. A China (que goleou a Namíbia por 10-0) pega a Eslováquia e do outro lado, Venezuela x México.

O que vem por aí

Nesta quinta, 16 finais: no basquete, desafio de arremessos feminino e desafio de enterradas no masculino; no golfe, as provas individuais masculinas e femininas; no judô, a prova por equipe; no tiro, as duplas mistas da pistola de ar 10m; na natação, 800m livre masculino, 50m borboleta masculino, 50m costas feminino e revezamento 4x100m livre feminino; no taekwondo, acima de 63kg feminino e acima de 73kg masculino; na ginástica de trampolim, a prova feminina; no triatlo, o revezamento misto; e no levantamento de peso, os 63kg feminino e os 77kg masculino.