Quadro dos Mundiais de 2017

Com o fim do último mundial adulto do ano, o de handebol feminino na Alemanha, posso agora contabilizar as medalhas de todos os mundiais de modalidades olímpicas.

Antes de passar os números, há algumas considerações a serem feitas:

– Em primeiro lugar aviso que só coloquei os mundiais mesmo, não competições globais. Então não há nenhuma medalha no vôlei, pois não ocorreu Mundial de vôlei, apenas a Liga Mundial e o Grand Prix.

– Coloquei os resultados como eles foram, mesmo que nos Jogos Olímpicos haja limitação de vagas por país. Então, por exemplo, o Brasil ganhou duas medalhas no +100kg n judô, enquanto numa Olimpíada apenas uma seria possível

– No ranking olímpico, coloquei apenas as provas olímpicas, enquanto no geral estão todas as provas disputadas nos mundiais. No levantamento de peso, por exemplo, considerei pro geral 3 provas por categoria de peso, já que há premiação no arranco, no arremesso e no total.

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Mayra Aguiar na final do Mundial que lhe deu o ouro

Sendo assim, o Brasil ganhou 17 medalhas em provas olímpicas (2 ouros, 7 pratas e 8 bronzes) e 24 em mundiais (4-10-10):

Medalhas em provas olímpicas:

Ouro – Evandro/André – vôlei de praia masc
Ouro – Mayra Aguiar – judô 78kg fem
Prata – Bruno Fratus – 50m livre masc
Prata – Revezamento 4x100m livre masc
Prata – Martine Grael/Kahena Kunze – classe 49erFX fem
Prata – David Moura – judô +100kg masc
Prata – Judô equipe mista
Prata – Letícia Bufoni – skate street fem
Prata – Pedro Barros – skate park masc
Bronze – Ana Marcela Cunha – 10km fem
Bronze – Larissa/Talita – vôlei de praia fem
Bronze – Caio Bonfim – marcha 20km masc
Bronze – Isaquias Queiroz – C1 1.000m masc
Bronze – Érika Miranda – judô 52kg fem
Bronze – Rafael Silva – judô +100kg masc
Bronze – Kelvin Hoefler – skate street masc
Bronze – Ana Sátila – canoagem slalom C1

Medalhas em provas não-olímpicas:

Ouro – Ana Marcela Cunha – 25km fem
Ouro – Etiene Medeiros – 50m costas fem
Prata – João Gomes Jr. – 50m peito masc
Prata – Nicholas Santos – 50m borboleta masc
Prata – Ana Sátila – canoagem slalom K1 extreme
Bronze – Ana Marcela Cunha – 5km fem
Bronze – Xavier Maggi/Willian Giaretton – remo dois sem leve masc

Em primeiro lugar nos dois ranking, claro, os Estados Unidos com 57-48-44 no geral e 41-40-30 no olímpico. No geral a Rússia aparece em 2º com 37-41-34 e a China no olímpico com 21-17-21. Aos todo, 100 países ganharam pelo menos uma medalha em mundiais este ano e 89 medalharam em um evento olímpico, 3 a mais que no Rio-2016.

A grande decepção do ano foi a Grã-Bretanha. Depois de pegar o 2º lugar no Rio com 27-23-17, faturou apenas 12-13-16 este ano. O número foi bem reduzido pelas equipes renovadas no mundial de ciclismo de pista e de remo, onde levaram apenas um ouro, na Omnium feminina com Katie Archibald, e pela ausência de mundiais de hipismo, hóquei e golfe.

A Nova Zelândia é a surpresa do quadro, com 7-5-5, uma medalha a menos que no Rio, mas 3 ouros a mais. Foram 3 ouros no remo, 2 na canoagem de velocidade, uma no atletismo e uma no ciclismo de pista. Outros destaques são a Turquia com 5 ouros (só levou 1 no Rio), Geórgia com 4 (2 no Rio) e Espanha com apenas 2 ouros contra 7 do Rio.

Sede da próxima Olimpíada, o Japão mostrou um ótimo crescimento. No Rio venceram 12-8-21 e em 2017 obtiveram 17-13-16, contando com o espetacular desempenho no Mundial de Judô, com 8 ouros.

Claro que esse foi um critério que eu adotei e há outras maneiras de montar esse quadro, considerando competições grandes como o mundial do ano para esportes que não tivera competição este ano, como a Liga Mundial e o Grand Prix no vôlei ou as finais da Copa do Mundo de tiro para as provas de rifle e pistola. Amigo e o cara em esportes olímpicos no Brasil, Guilherme Costa montou o dele aqui.

Segue o quadro geral:

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XXX = Equipe com países diferentes

Mundiais considerados: Atletismo (cross-country, revezamentos, campo, pista e rua), Badminton, Basquete 3×3, Baseball (masc), Boxe (masc), Canoagem (velocidade e slalom), Ciclismo (cyclo-cross, pista, BMX, mountain bike 4X, mountain bike, estrada, urbano), Esgrima, Esportes Aquáticos (saltos, nado sincronizado, águas abertas, pólo, natação, high diving), Ginástica (rítmica, artística, trampolim), Handebol (masc e fem), Judô (por peso, equipe e aberto), Levantamento de Peso, Lutas (livre, GR, fem), Pentatlo Moderno, Remo, Skate (street e park), Softball (fem), Surfe, Taekwondo, Tênis de Mesa, Tiro ao prato, Tiro com Arco (Target, 3D), Triatlo (revezamento e individual), Vela (470, Laser Radial, 49er, Finn, Nacra 17, Laser, RSX), Vôlei de Praia.

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Mundial de Vôlei de Praia – Finais

Após um início arrasador do Brasil, muitas eliminações precoces e azar no sorteio do mata-mata, mas, o que parecia um mundial pra esquecer, se tornou vencedor!

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Evandro e André. Foto: FIVB

Talvez a dupla que tinha menos chance do Brasil no início, surpreendeu a todos e se sagrou campeã mundial! No sábado, Evandro Oliveira e André Loyola venceram nas 4as os canadenses Ben Saxton/Chaim Schalk por 17-21 22-20 15-10. Voltaram no domingo para as semifinais derrotando os fortes holandeses Christiaan Valkenhorst e Maarten van Garderen por 21-15 21-13. Na outra semi, os donos da casa Clemens Doppler e Alexander Horst surpreenderam e avançaram pra final com 22-20 21-19 sobre os russos Viacheslav Krasilnikov e Nikita Liamin.

Algumas horas depois, voltaram à quadra pra grande final. Com 10.000 torcedores apoiando em massa os austríacos, Evandro e André souberam controlar a pressão, mas tiveram um jogo duríssimo. Quem ajudava a salvar a dupla brasileira era Evandro no saque. Eleito o melhor sacador nas ultimas duas temporadas, Evandro fez 6 aces na partida e o Brasil fechou com 23-21 22-20 para faturar o ouro! André se torna o campeão mundial de vôlei de praia mais novo da história, aos 22 anos. Foi o 7º título mundial de uma dupla brasileira no masculino, a 7ª formação diferente. Os russos Krasilnikov/Liamin venceram os holandeses Varenhorst/Van Garderen por 21-17 21-17 para levar o bronze.

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Pódio feminino. Foto: FIVB

Após a derrota na semifinal na sexta, Larissa e Talita foram pro bronze contra as ótimas canadenses Sarah Pavan/Melissa Humana-Paredes, que fazem uma excelente temporada. E as brasileiras saíram com a vitória com 21-12 16-21 18-16. Larissa conquista a sua 5ª medalha em mundiais (1O-2P-2B) e Talita a sua 2ª (2B).

Na decisão, as alemãs campeãs olímpicas Laura Ludwig e Kira Walkenhorst sofreram para vencer as americanas April Ross/Lauren Fendrick por 19-21 21-13 15-9. Depois de perderem o 1º set, as alemãs arrasaram no 2º. No tiebreak, uma discussão com a árbitra principal tirou a concentração de Fendrick, que levou um amarelo inclusive. As alemãs mantiveram o forte ritmo para vencer o ouro inédito e se tornar a primeira dupla europeia campeã no feminino.

Brasil sai com um ouro e um bronze e agora soma 31 medalhas em 11 Mundiais! O próximo Mundial será em 2019.

Mundial de Vôlei de Praia – Dia 5

Feminino define os confrontos de mata-mata e masculino encerra alguns grupos.

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Meppelink e Van Iersel (NED)

No último jogo da primeira fase, Ágatha/Duda perderam de 21-19 21-15 para as holandesas Meppelink/Van Gestel. Com este resultado, o Grupo C ficou todo embolado, com 3 duplas com 2 vitórias e 1 derrota, mas pior para as brasileiras, que ficaram em 3º lugar nos critérios de desempate. Pelo Grupo A, Larissa/Talita venceram as alemãs Bieneck/Schneider por 21-16 21-18 para encerrar a 1ª fase com 3 vitórias.

Larissa/Talita no Grupo A, Elize Maia/Taiana no H e Maria Elisa/Carol no I obtiveram 3 vitórias para vencerem seus grupos. Bárbara/Fernanda Berti no H e Ágatha/Duda no C ficaram com 2V e 1D em 3º nos seus grupos, mas conseguiram avançar diretamente pra chave final entre as 4 melhores duplas terceiras colocadas, sem precisar disputar a repescagem. Larissa/Talita, Maria Elisa/Carol e Elize Maia/Taiana estão na mesma chave e só uma dessas duplas pode chegar a semifinal. Do outro lado da chave, Ágatha/Duda e Bárbara/Fernanda Berti só se enfrentariam nas semifinais. Lembrando que Ágatha e Bárbara são as atuais campeãs mundiais, mas estão jogando separadas.

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No Grupo D, Evandro/André perderam para os mexicanos Virgen/Ontiveros por 21-19 16-21 15-10, mas ainda assim venceram o seu grupo. Eles foram os únicos brasileiros a jogar nesta terça na chave masculina pelo Brasil. Jogando pelo Qatar, Jefferson Pereira e o qatari Cherif Younousse venceram mais um jogo sobre os fortes letões Smedins e Samoilovs e ficaram com o título do Grupo B com 3 vitórias.

Também venceram seus grupos: os russos Krasilnikov/Liaminno F, os poloneses Losiak/Kantor no G, os espanhóis Herrera/Gavira no I, os holandeses Brouwer/Meeuwsen no J, os italianos vice olímpicos Nicolai/Lupo no K e os canadenses Saxton/Schalk no L.

Mundial de Vôlei de Praia – Dias 1 e 2

São 9 duplas brasileiras nas areias de Viena para o Mundial de vôlei de praia, em sua 11ª edição. São 4 duplas no masculino e 5 no feminino. A grande ausência é da tricampeã mundial e olímpica Kerri Walsh, que se lesionou na última etapa na Polônia.

Mundial não tem qualificatória e para se classificar apenas pelo ranking mundial ou pelos qualificatórios continentais. Por isso, há muitas duplas bem fracas e que não disputam o circuito.

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Bruno Schmidt

As 4 duplas brasileiras venceram na estreia. A maior vitória veio com Evandro/André de virada sobre os holandeses Varenhorst/Van Garderen. Os holandeses venceram o 1º set e chegaram ao match point no 2º, quando tudo começou a dar certo pros brasileiros, que viraram com 20-22 23-21 15-7 para vencer a 1ª no Grupo D. Atuais campeões mundiais e olímpicos, Alison/Bruno Schmidt passearam na estreia contra a dupla moçambicana de Nguvo/Tovela por 21-13 21-13 pelo Grupo E.

Melhor dupla nesta temporada, Álvaro/Saymon passaram sem dificuldades por Williams/Phillip de Trinidad & Tobago com 21-11 21-11 no Grupo A. Pelo Grupo H, Pedro Solberg/Guto venceram os sul-africanos Naidoo/Williams por 21-13 21-15.

Nos outros jogos, Dalhausser/Lucena venceram Doherty/Hyden 17-21 21-18 16-14 no duelo entre americanos pelo Grupo C. No J, os holandeses Brouwer/Meeuwsen venceram 21-15 22-20 os uruguaios Vieyto/Cairus. No K, os italianos vice olímpicos Nicolai/Lupo jantaram Lombi/Kamara de Serra Leoa por 21-7 21-8 e no L, a maior esperança austríaca Doppler/Horst fez 21-19 21-15 nos iranianos Raoufi/Salemi.

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Talita Antunes

Em 8 jogos já disputados pelas duplas brasileiras, 7 vitórias. A única derrota ocorreu num duelo brasileiro pelo Grupo H. Elize Maia/Taiana venceram por 10-21 21-16 17-15 a atual campeã mundial e vice olímpica Bárbara, que agora joga com Fernanda Berti. Na 2ª rodada, Bárbara/Fernanda venceram por incrivelmente fáceis 21-4 21-6 as moçambicanas Manhica/Muianga e Elize Maia/Taiana sofreram com 26-24 11-21 15-10 sobre as boas suíças Heidrich/Vergé-Dépré.

Favoritas ao título, Larissa/Talita também precisaram de um tiebreak na estreia, vencendo as austríacas Strauss/Holzer por 21-11 19-21 15-8 pelo Grupo A. No C, Ágatha/Duda passearam nas quenianas Gaudencia/Too com 21-7 21-8. No Grupo I, Maria Elisa/Carol nem jogaram contra dupla de Ruanda, vencendo por W.O. na sexta e neste sábado fizeram 21-14 21-5 nas canadenses Pischke/Broder.

O Grupo D tem três duplas alemãs, incluindo as campeãs olímpicas Ludwig/Walkenhorst, que venceram seus dois jogos já disputados: 21-10 21-12 em marroquinas Mahassine/Zeroual e 17-21 21-15 15-12 sobre compatriotas Glenzke/Grossner. As americanas Summer/Sweat venceram 21-15 21-14 as austríacas Rimser/Plesiutschnig no Grupo E. Canadenses Pavan/Humana-Paredes, que vem de uma ótima temporada, estrearam com 21-13 23-21 sobre holandesas Flier/van Iersel no G.

Ótimo início pro vôlei de praia

Não podia ser muito melhor a estreia das duplas brasileiras no Circuito Mundial em 2017. No Major de Fort Lauderdale, o Brasil fez as duas finais e conquistou 2 ouros e 2 pratas.

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Saymon e Álvaro Filho

Os campeões olímpicos Alison e Bruno Schmidt perderam ainda nas 4as de final para os americanos Dalhausser/Lucena, repetindo a derrota da semana anterior no amistoso do Parque Olímpico, no Rio. Em compensação, uma ótima participação de duplas novas. O título do Major ficou com Saymon e Álvaro Filho, que derrotaram na final por 21-15 21-17 Evandro e André. Saymon e André jogaram muito e mostram que tem tudo para ser uma das melhores duplas do mundo.

No feminino, as veteranas Larissa e Talita estão em sua 4ª temporada juntas e segue no topo. Na decisão, derrotaram a vice-campeã olímpica e campeã mundial Ágatha, que agora faz dupla com a maior revelação do vôlei de praia mundial Duda Lisboa por 21-15 21-18. Foi a 1ª competição internacional delas juntas.

Larissa chegou ao incrível número de 60 títulos no circuito mundial e Ágatha e Duda já se mostram bem em sintonia.

Foi a 57ª vez que o Brasil conquistou os dois ouros em uma etapa do circuito mundial.

Resumo do fim de semana

Vôlei de Praia

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Evandro e Pedro Solberg. Foto: FIVB

E já teve Grand Slam de vôlei de praia essa semana, em Long Beach, nos EUA, o último GS do ano. Muitas duplas já foram direto do Rio de Janeiro, mas não as medalhistas olímpicas do Brasil. Alison e Bruno Schmidt ficaram no Brasil e Ágatha e Bárbara agora não são mais uma dupla.

Decepção nos Jogos, Pedro Solberg e Evandro venceram seus 7 jogos e levaram o título. Na final, ótima vitória de 21-19 17-21 15-9 sobre os americanos :Lucena/Dalhausser. No feminino, a melhor dupla brasileira foi a 4ª colocada no Rio Larissa e Talita, que perderam nas 4as para espanholas. Na final, título da incansável Kerri Walsh com April Ross, com 21-16 21-16 sobre as espanholas Liliana/Elsa.

O próximo torneio será a Final do Circuito em Toronto, a partir de 13 de setembro.

Natação

Chartres, a pouco menos de 100km de Paris, recebeu a 1ª etapa da Copa do Mundo de natação em piscina curta, com vários medalhistas olímpicos. Apenas 3 brasileiros na disputa e uma única medalha, o bronze de Felipe Lima nos 50m peito com 26.46.

Destaque, como sempre em Copas do Mundo, foi de Katinka Hosszu. A Dama de Ferro nadou 16 das 17 provas femininas, ficando de fora apenas dos 100m peito. Ela levou 7 ouros, 3 pratas e 1 bronze. Venceu nos 200m e 400m livre, 100m costas, 100m borboleta e 100m, 200m e 400m medley. O russo Vladimir Morozov venceu 3 provas, assim como o alemão Philip Heintz, a dinamarquesa Jeanette Ottesen, o francês Jeremy Stravius e os sul-africanos Chad le Clos e Cameron van der Burgh.

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Morozov quebrou o recorde mundial dos 100m medley com 50.60, baixando a marca anterior em 0.06. A jamaicana Alia Atkinson igualou a marca mundial dos 100m peito com 1:02.36. Ela igualou outras duas marcas, de Ruta Meilutyte de 2013 e da própria Atkinson de 2014. A próxima etapa começa quarta-feira em Berlim, com 4 brasileiros.

Atletismo

Em sua primeira participação na Diamond League, Darlan Romani, 5º no Rio, conseguiu apenas um arremesso válido de 19.47m e terminou em 10º na etapa de Paris, vencida pelo neozelandês Tom Walsh, com 22,00m.

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Ruth Jebet em Paris. Foto: Jiro Mochizuki

O destaque da etapa foi Ruth Jebet. Nascida no Quênia e defendendo o Bahrain, a campeã olímpica no Rio bateu o recorde mundial da prova com 8:52.78. Fim de semana pós-Jogos bem animado!

Depois de quebrar o recorde mundial no Rio com 82,29m no lançamento de martelo, a polonesa Anita Wlodarczyk quebrou neste domingo mais uma vez a marca, agora em Varsóvia com 82,98m!

Outros Esportes

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– No circuito juvenil de patinação artística, na 1ª etapa da temporada na França, Karolina Calhoun e Logan Leonesio disputaram pela primeira vez pelo Brasil uma competição de dança artística. Eles terminaram em 16º e último na etapa com 32,71 pontos na dança curta e 50,24 na dança livre, somando 82,95.

Prévias Rio-2016 – Vôlei e Vôlei de Praia

Vôlei masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Rússia; Prata – Brasil; Bronze – Itália

Último Mundial (2015): Ouro – Polônia; Prata – Brasil; Bronze – Alemanha

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É praticamente um pan-americano a disputa masculina, com 6 equipes do continente e apenas 4 europeus, o que fez o nível cair um pouco. Ainda assim, não será uma disputa fácil. A Polônia vem do título mundial em casa em 2014, mas não chega ao pódio de uma Liga Mundial desde 2012. No Grupo B, os poloneses terão como grandes adversários a sempre forte Rússia. Ouro em Londres, os russos são liderados pelo veterano de 40 anos Sergey Tetyukhin (1O-1P-2B), mas não tiveram uma grande performance na Liga Mundial esse ano, ficando em 6º na fase inicial, com 5 vitórias e 4 derrotas. Ainda neste grupo, temos o Irã, que vem crescendo demais nos últimos anos e pode surpreender. Completam Argentina, Egito e Cuba.

Pelo A, temos o Brasil que tem a sempre tradicional Itália, os fortes Estados Unidos e a sensação recente França. Com o excelente Earvin N’Gapeth, a França venceu a Liga Mundial no ano passado e foi bronze este ano. A grande ausência dos Jogos é com certeza a Sérvia, que venceu a Liga Mundial de 2016.

E o Brasil? Em casa e com uma seleção bem renovada e sem Murilo, o Brasil é o grande vice dos últimos anos. As últimas vitórias vieram em 2010 e, desde então, perdeu nas finais de Londres-2012, do Mundial de 2014 e nas Ligas Mundiais de 2011, 2013, 2014 e 2016. Após tantos vices, está na hora do Brasil virar o jogo e acabar com a sina. Mesmo sem o Murilo, tem Lucarelli em sua 1ª Olimpíada, Bruninho (2P), Lucão (1P) e o mega experiente líbero Serginho (1O-2P).

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Polônia; Bronze – França

Vôlei feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brasil; Prata – Estados Unidos; Bronze – Japão

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – China; Bronze – Brasil

Vindo de dois ouros olímpicos, o Brasil chega como favorito, principalmente por jogar em casa. O título do Grand Prix no mês passado também foi fundamental para a seleção que chega bem e com muita pressão em busca do tricampeonato. No Grupo A terá como principal rival a Rússia, algoz em Atenas-2004 e nos mundiais de 2006 e 2008. Mas a vitória espetacular nas 4as de Londres-2012 acabaram com o fantasma russo e o trauma foi superado. Bronze em 2012, o Japão é uma boa equipe, mas não vem na mesma força. Coreia do Sul, Argentina e Camarões completam o grupo e não são ameaças às outras 3 equipes.

Já o Grupo B tem a fortíssima equipe dos Estados Unidos, que perdeu as duas últimas finais olímpicas para o Brasil, mas venceu o Mundial em 2014. Chegam também como favoritas e com grande chance de reeditar a final olímpica pela 3ª vez. Outra equipe que vem com tudo é a China. Cotadíssima para o ouro, as chinesas não fizeram um bom Grand Prix, mas não estavam completas. Vice na Copa do Mundo de 2015, a Sérvia pode surpreender e chegar ao pódio. Completam o forte grupo a perigosa Itália, a Holanda e Porto Rico.

E o Brasil? Como disse, o Brasil chega com tudo, embaladas com o título do Grand PRix vencido sobre as americanas, mas a pressão pelo 3º título é enorme e jogar em casa com essa pressão pode ser fatal. Ainda assim, o Brasil briga sim pelo ouro.

Meu Pódio: Ouro – China; Prata – Estados Unidos; Bronze – Brasil

Vôlei de Praia masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Julius Brink/Jonas Reckermann (GER); Prata – Alison Cerutti/Emanuel Rego (BRA); Bronze – Martins Plavins/Janis Smedins (LAT)

Último Mundial (2015): Ouro – Alison Cerutti/Bruno Schmidt (BRA); Prata – Reinder Nummerdor/Christiaan Varenhorst (NED); Bronze – Pedro Solberg/Evandro Gonçalves (BRA)

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Bruno Schmidt e Alison (BRA)

Campeões mundiais em 2015 e com uma temporada excepcional, os brasileiros Alison Cerutti (1P) e Bruno Schmidt formam a dupla número 1 do mundo e a grande favorita para o ouro olímpico. Este ano venceram o Open de Vitória e o Major de Porec, na Croácia, mas o brilho foi mesmo em 2015, com 6 títulos, sendo 5 deles seguidos! Evandro e Pedro Solberg tem boas chances também e podem fazer até uma final brasileira. Eles venceram o Major de Gstaad este ano e fora prata e duas oportunidades do circuito mundial, além do bronze no Mundial do ano passado.

Uma das principais ameaças aos brasileiros é a dupla da Letônia Samoilovs e Smedins (1B), que já venceram 3 títulos no ano, incluindo um Major e um Grand Slam. Eles estão no mesmo grupo do Evandro/Pedro Solberg. Prata no último mundial, os holandeses Nummerdor/Varenhorst tem boas chances de pódio, assim como seus compatriotas Brouwer/Meeuwsen. De olho também nas duplas americanas Dalhausser (1O)/Lucena e Gibb/Patterson e nos italianos Nicolai/Lupo.

E o Brasil? As duplas brasileiras Alison/Bruno Schmidt e Evandro/Pedro Solberg são favoritas ao pódio, com boas chances até de uma final brasileira.

Meu Pódio: Ouro – Alison/Bruno Schmidt (BRA); Prata – Samoilovs/Smedins (LAT); Bronze – Evandro/Pedro Solberg (BRA)

Vôlei de Praia feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kerri Walsh-Jennings/Misty May-Treanor (USA); Prata – Jennifer Kessy/April Ross (USA); Bronze – Juliana Felisberta/Larissa França (BRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Bárbara Seixas/Ágatha Bednarczuk (BRA); Prata – Taiana Lima/Fernanda Alves (BRA); Bronze – Maria Elisa Antonelli/Juliana Silva (BRA)

Atuais campeãs mundiais, Bárbara e Ágatha surpreenderam no mundial de 2015, mas não fazem uma grande temporada. Mesmo com poucas participações no circuito mundial, tem apenas uma prata e um bronze este ano. Pouco. O favoritismo mesmo é da outra dupla brasileira, com Larissa (1B) e Talita. Elas conquistaram 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze este ano no circuito e são cabeças de chave 1 do torneio.

Mas a grande pedra no sapato será a dupla americana April Ross (1P) e Kerri Walsh (3O). Walsh busca o espetacular tetracampeonato olímpico e segue em ótima forma. Este ano, a dupla já venceu 4 títulos, sendo dois Grand Slams, um deles no Rio em março. As duplas alemãs Ludwig/Walkenhorst e Borger/Büthe vem em ótima fase. A 1ª já venceu 5 títulos no ano e podem surpreender. De olho também nas holandesas Meppelink/Van Iersel, nas canadenses Bansley/Pavan e nas duas duplas suíças.

E o Brasil? Assim como no masculino, as duas duplas brasileiras brigam pelo ouro, mas Larissa e Talita estão em melhor fase que as campeãs mundiais Bárbara e Ágatha.

Meu Pódio: Ouro – Larissa/Talita (BRA); Prata – Walsh/Ross (USA); Bronze – Ludwig/Walkenhorst (GER)