Dois ouros no 1ª dia em Baku

Que dia dos judocas brasileiros no forte Grand Slam de Baku, no Azerbaijão!

Foram 2 ouros e 1 bronze pra seleção brasileira, que começa a ser definida pro Mundial de Tóquio, no fim de agosto.

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Felipe Kitadai vencendo georgiano na final. Foto: IJF

O primeiro ouro veio com o medalhista olímpico em Londres-2012 Felipe Kitadai nos 60kg. Ele já havia disputado 3 Grand Prix este ano, mas não tinha medalhado. E dessa vez levou o ouro em um Grand Slam. Kitadai venceu um azeri, um russo, um georgiano, passou pelo espanhol Francisco Garrigos na semifinal e na decisão venceu o georgiano Temur Nozadze. Na semi, ele perdia por waza-ari e, faltando 30s, empatou e depois fez o ippon faltando 5s pro fim. Na final, dominou o georgiano para vencer em 1min36s.

O 2º ouro veio com a nossa campeã olímpica Rafaela Silva. Muito focada, ela passou por sérvia na estreia. Nas 4as, venceu a francesa Helene Receveaux, de quem já tinha perdido 4 vezes, mas derrotou este ano no GP de Tbilisi e agora novamente. Na semi, derrotou pela 6ª vez na carreira em 8 lutas a húngara Hedvig Karakas e, na final, uma excelente vitória sobre a japonesa Tsukasa Yoshida, atual campeã mundial! As duas levaram duas punições e, faltando 15s pro fim, Rafaela conseguiu um waza-ari, que lhe deu o título. Foi sua 1ª vitória sobre Yoshida!

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Rafaela Silva derrubando japonesa. Foto: IJF

A 3ª medalha veio nos 52kg feminino, com o bronze de Larissa Pimenta. Derrotada nas 4as pela japonesa Ai Shishime, Larissa venceu russa na repescagem e, na disputa do bronze, venceu Eleudis Valentim numa luta brasileira. Eleudis fez ótima campanha, sendo derrotada na semifinal pela francesa Amandine Buchard. Aliás, que temporada da Larissa! Foram 9 torneios internacionais disputados, com 3 ouros (Pan em Lima e dois Abertos Pan-americanos) e 4 bronzes, contando com este, o que a ajudam a se firmar como o principal nome da categoria.

Nos 48kg, Gabriela Chibana foi responsável por uma das maiores zebras do torneio, se não a maior. Nas 8as, ela venceu a japonesa Ami Kondo por estrangulamento em apenas 37s de luta. A cena foi bem forte, tanto que a japonesa chegou a desmaiar e precisou ser atendida pelos médicos, abalando a brasileira, que voltou pro tatame nas 4as e perdeu para a desconhecida portuguesa Maria Siderot. Ela votlou na repescagem vencendo francesa e perdeu na disputa do bronze para outra portuguesa, Catarina Costa.

Foi um belo dia pro judô brasileiro e um péssimo pro Japão, que saiu sem ouro mesmo com sua equipe feminina principal.

Zerado no 1º Grand Slam de Judô do ano

Brasil saiu zerado no 1º Grand Slam do ano no judô, em Paris. Mesmo contando com a equipe feminina completa.

A CBJ mandou 14 judocas, 2 por categoria, mas a única que chegou a brigar por medalha foi a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, perdendo o bronze para sul-coreana nos 57kg.

A competição marcou o retorno de Mayra Aguiar, que não esteve no Masters em dezembro na China. Mas Mayra perdeu logo na sua luta de estreia contra chinesa. Também caíram na estreia Tamires Crude (57kg), Ketleyn Quadros (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Maria Portela (70kg), Ellen Santana (70kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Ao todo as brasileiras fizeram 28 lutas, vencendo apenas 11 (39,3%). Mas o que chamou muito a atenção foi a quantidade de shidos levados pelas brasileiras. Foram 44 em 28 lutas, uma média de 1,57 por luta. Nada menos que 7 judocas perderam uma luta por hansokumake, que é quando um judoca é eliminado após levar 3 shidos.

Lógico que o Brasil tem que participar dessas competições fortes, mas não sei se a tática da CBJ está tão boa. Eles enviam os nossos melhores judocas para as principais competições, que costumam ter chaves muito fortes, com muitos japoneses e os brasileiros caem às vezes muito cedo, conquistando poucos pontos pro ranking mundial. A equipe principal fica de fora dos torneios mais fracos como os GPs e o Pan e acaba perdendo boas chances de pontuar. Aí num Grand Slam ou Mundial não é cabeça de chave e pode pegar logo na estreia uma pedreira.

Ainda é cedo para falar qualquer coisa, pois foi apenas a 1ª competição do ano pra maioria, mas já acendeu a luz amarela.

A equipe feminina segue agora pra Áustria, onde disputa essa semana o Aberto Europeu de Oberwart. Ótima chance de pontuar. 13 das 14 brasileiras serão cabeças de chave.

Resumo olímpico da semana

Handebol

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Sofrendo um pouco pela falta de ritmo, o Brasil foi campeão do Pan-Americano Júnior Masculino em Assunção, no Paraguai. No Grupo B com apenas outras 2 equipes, o Brasil arrasou a equipe americana por 52-24, mas teve uma certa dificuldade com o Chile, vencendo por 35-30. Direto na semifinal, venceu novamente o Chile, mas de forma arrasadora por 30-11 (!). Na decisão, pegou a grande rival Argentina e levou o título com 31-23, se classificando para o Mundial Júnior, que Serpa em julho na Argélia.

Foi a 12ª edição do torneio e o Brasil igualou os 6 títulos da Argentina. Assim, cada um tem 6 ouros e 6 pratas na história.

Badminton

Ygor Coelho começou seu tour europeu e foi vice-campeão no Aberto da Polônia. Ele passou pelo americano Bjorn Seguin por 21-19 21-13, depois pelo inglês Sam Parsons por 21-9 10-21 21-15, pelo indiano Subhankar Dey por 13-21 21-19 21-15 e na semifinal pelo polonês Michal Rogalski por 21-15 21-13. Na decisão acabou derrotado pelo malaio Jia Wen Tan por 21-13 20-22 21-10 e conquistou seu segundo vice campeonato no ano. Ele segue agora para a França pro Aberto de Orléans.

Judô

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No Aberto Pan-Americano de Lima, os judocas brasileiros conquistara 18 medalhas, sendo 9 ouros, 3 pratas e 6 bronzes. As vitórias ficaram com: Phelipe Pelim (60kg), Charles Chibana (66kg), Marcelo Contini (73kg), Gustavo Assis (81kg), Ruan Isquierdo (+100kg), Eleudis Valentim (52kg),  Tamires Crude (57kg), Samantha Soares (78kg) e Rochele Nunes (+78kg).

68 judocas sub-18 e sub-21 competiram em dois torneios na Alemanha. As meninas foram para Thuringen e os meninos para Bremen. Eles faturaram 9 medalhas (1O-2P-6B) enquanto elas ganhara 15 (4O-4P-7B).

Tiro

7 atiradores brasileiros foram para Acapulco para mais uma etapa da Copa do Mundo de tiro ao prato. Roberto Schmits vinha muito bem na qualificação da fossa, mas na última série fez apenas 21 pratos e despencou para o 39º lugar com 116 no total. Fernando Mello acabou como o melhor brasileiro em 30º com 117. Na fossa doublê, Filipe Fuzaro terminou em 17º com 122 pratos, 13 a menos pra pegar vaga na final. A próxima etapa será no fim de abril no Chipre.

Outros Esportes

Nathalie Moellhausen entrou direto na have principal do GP de espada em Budapeste, como cabeça de chave 8. Na estreia venceu a polonesa Ewa Nelip por 15-10, mas caiu na 2ª rodada por 15-11 para a japonesa Ayaka Shimookawa, terminando em 18º lugar.

Andressa de Morais fez índice para o Mundial de Londres no lançamento de disco em São Bernardo com 61,78m (índice é 61,20m) no sábado. Neste domingo, Geisa Coutinho fez 52.06 nos 400m e também atingiu o índice pro Mundial.

– Rafael Becker foi 22º (279, 9 abaixo do par) e Rodrigo Lee 36º (281, 7 abaixo) no Aberto de Honduras de golfe, válido pelo Tour PGA Latinoamericano. Em prova na Louisiana pelo web.com Tour, Alexandre Rocha não passou pelo corte, com 1 tacada acima do par, precisando de 2 abaixo para avançar. E pelo Symetra Tour, que e o acesso pro LPGA tour feminino, Luciane Lee foi 17ª com 4 abaixo do par em prova na Califórnia.

– Os brasileiros voltaram do Aberto da Espanha de taekwondo com 4 medalhas, sendo 1 ouro, 1 prata e 2 bronzes. Camila Bezerra (49kg) foi campeã, Raphaella Galacho (73kg) vice e Carolina Bezerra (46kg) e Diego Almeida (68kg) foram bronze.

– Várias medalhas brasileiras no Aberto Juvenil do Paraguai de tênis de mesa, com 4 ouros nas 6 provas individuais. No juvenil masculino, Carlos Ishida ficou com o ouro ao vencer argentino por 4-1. No cadete, Kenzo Carmo venceu argentino por 3-0 e no mini-cadete Joon Shim fez 3-0 em sueco. No feminino juvenil, Beatriz Kimoto venceu por 4-0 Giulia Takahashi em final brasileira.

Judô segue vencendo

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Seleção Sub-28 em Coimbra (POR)

A seleção sub-21 de judô segue em seu brilhando tour europeu. Na 3ª competição, agora em Coimbra, Portugal, a equipe conquistou 19 medalhas com 31 atletas! Foram 10 ouros, 3 pratas e 6 bronze, sendo 3 finais entre brasileiros.

Nos 60kg, Kainan Pires derrotou Renan Torres, nos 73kg Jeferson Santos Jr venceu David Lima e nos 52kg feminino, Jessica Lima passou por Maria Taba. Os outros 7 ouros vieram com: Bruno Watanabe (55kg), Tiago Pinho (81g), Arthur Barbosa (+100kg), Laura Ferreira (44kg, 2º ouro dela na Europa), Larissa Pimenta (48kg), Yanka Pascoalino (63kg) e Ellen Furtado (+78kg). Desde 2006 que o Brasil não ia tão bem uma etapa do circuito de base. Na ocasião, num torneio sub-20 em Boras, na Suécia, a equipe contava com nomes como Sarah Menezes, Ketleyn Quadros, Mayra Aguiar e Rafael Silva e levou 12 ouros.

Que essa nova geração tem muito a oferecer pro país, tem. Dificilmente neste ciclo de Tóquio, pois a maioria teria 20-21 anos, mas para os Jogos de 2024 com certeza. A equipe segue em Portugal para treinamento de campo e embarca para a Alemanha, onde disputará Copas Europeias Sub-21. Até o momento, em 3 competições das categorias de base (sub21 e Sub18), foram conquistadas 42 medalhas (16O-8P-18B).

Onze brasileiros estavam em Santiago para o Aberto Pan-Americano do Chile. Numa competição muito esvaziada, mas muito esvaziada mesmo (apenas 2 atletas no +78kg feminino, por exemplo), todos conquistaram medalha. Nada mais que o esperado. Foram 8 ouros, 1 prata e 2 bronzes.

Os títulos ficaram com Phelipe Pelim (60kg), Marcelo Contini (73kg). Eduardo Bettoni (90kg), Luciano Correa (100kg), Ruan Isquierdo (+100kg), Gabriela Chibana (48kg), Eleudis Valentim (52kg) e Ketleyn Quadros (63kg). Charles Chibana (66kg) perdeu na decisão para canadense. Equipe segue agora para Lima onde se juntará a outros 13 judocas brasileiros.

Resumo do fim de semana

Maratonas Aquáticas

Bastavam eles mergulharem nas águas de Hong Kong para confirmar o título do circuito mundial de 10km em águas abertas. E como esperado, Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo venceram os títulos.

Ana Marcela leva o seu 3º título do circuito, após as conquistas de 2010 e 2012. Allan, por sua vez, leva pela primeira vez o título geral, após uma prata e dois bronzes. Lembrando que Poliana Okimoto foi campeã em 2009.

Na última etapa, chegadas muito apertadas tanto no masculino como no feminino e uma ótima participação brasileira. No masculino, Allan ficou em 2º apenas a 0s3 do alemão Christian Reichert. Diogo Villarinho ficou em 4º. Já no feminino, Poliana ficou em 2º apenas a 0s2 da húngara Anna Olasz e Ana Marcela ficou em 3º lugar empatada com a britânica Keri-Anne Payne.

Após sua enorme decepção em 2012, quando ficou fora dos Jogos de Londres, Ana Marcela dá novamente a volta por cima. Que venha 2016!

Tiro

O Brasil encerrou o Campeonato das Américas com mais duas pratas e dois bronzes, além das 3 pratas já comentadas no post anterior, mas nenhuma vaga olímpica.

Na pistola de fogo rápido 25m masculina, o Brasi ficou com o bronze na prova por equipes com 1661 pontos atrás de Cuba e Estados Unidos. No rifle 50m deitado, Bruno Heck ficou com o bronze, muito pouco atrás da prata, mas por equipe o Brasil foi prata atrás apenas dos Estados Unidos. No rifle 50m de 3 posições, Bruno Heck e Leonardo Moreira foram muito bem na quali, mas ficaram sem medalha na final. Na prova não-olímpica da pistola standard 25m, Julio Almeida ganhou sua 3ª medalha com uma prata. Por equipe, o Brasil, que foi bronze no mundial, ficou em 4º.

No rifle de 3 posições 50m feminino, Cristina Baptista chegou à final, mas terminou em 8º. Na fossa doublê masculina, nenhum brasileiro foi a final e na prova por equipes ficaram em 4º atrás da Venezuela nos critérios de desempate. O skeet segue como a pior arma brasileira no masculino, com a equipe brasileira terminando em 10º entre 10 equipes.No feminino, Daniela Carraro chegou à disputa de bronze, mas perdeu 15-10 para a americana campeã mundial Brady Drozd.

As vagas olímpicas restantes ficaram assim (lembrando que elas vão para o país e não para o atleta):

Rifle deitado 50m masculino – Reinier Estpinan (CUB)

Rifle 50m 3 posições masculino – Alexander Molerio (CUB)

Skeet masculino – Vincent Hancock (USA)

Rifle 50m 3 posições feminino – Dianelys Perez (CUB)

Badminton

No Pan do esporte no Canadá, o Brasil repetiu um pouco a performance das últimas edições.

Primeiro, na competição por equipes, conseguiu um bronze vencendo o Peru na final por 3-0. O título ficou com o Canadá que venceu 3-2 os Estados Unidos.

Nas provas individuais, foram 1 prata e 2 bronzes. O destaque foi das irmãs Luana e Lohaynny Vicente com a prata nas duplas femininas, perdendo a final para as americanas Eva Lee/Paula Obanana por 23-21 21-14. Os bronze foram nas disputas individuais, com Daniel Paiola (que perdeu na semi pro americano Bjorn Seguin 23-21 21-15) e com Fabiana Silva (que caiu para a eventual campeã, a canadense Michelle Li por 21-6 21-12).

Lutas

No Grand Prix de Tashkent, no Uzbequistão, a seleção de judô voltou apenas com 2 bronzes, de Maria Portela (70kg) e Eleudis Valentim (52kg). Mariana Silva (63kg) e Nádia Merli (52kg) perderam nas disputas de bronze e ficaram em 5º lugar.

Em torneio na Finlândia, a equipe de boxe masculino volta para casa com 2 ouros e 1 bronze. Robenilson de Jesus (60kg) e Éverton Lopes (64kg) ficaram com os títulos de suas categorias e Roberto Custódio ficou o bronze nos 69kg.

Outros Esportes

– As copas do mundo 2014-2015 de esgrima começaram nesta fim de semana. Em São Francisco, Ghislain Perrier em 43º e Guilherme Toldo em 54º pontuaram no florete masculino para o ranking mundial. Por equipe, o Brasil terminou no domingo em 14º. Lembrando que deve ser esta a equipe que o Brasil enviará ao Rio. Na espada feminina, em Cancun, Gabriela Cecchini terminou em 52ª e foi a única brasileira a pontuar para o ranking. Os vencedores foram Jeremy Cadot (FRA) e Arianna Errigo (ITA).

– No Brasileiros de Mirins (até 15 anos) de atletismo, destaques para as ótimas marcas de Tauan Lyra no salto em distância com 7,14m, Luis Matias arremessou o peso a 19,28m e Lucca Torres conseguiu 4,11m no salto com vara (já tinha 4,16m esse ano).

– Na Copa do Mundo feminina de tênis de mesa em Linz (AUT), Caroline Kumahara perdeu suas duas partidas para Jiaduo Wu (GER) e Huajun Jiang (HKG) ambas por 4-0. O título ficou com Ning Ding (CHN), prata em Londres, que venceu sua compatriota Xiaoxia Li por 4-0.

Angélica Kvieczynski disputou em Berlim competição de ginástica rítmica e terminou na 8ª posição entre 12 atletas com 63,400. Nas finais por aparelhos, sua melhor posição foi o 5º lugar na bola.

– Na esvaziada etapa de Qingdao de vela, onde apenas 6 classes foram disputadas, a classe Laser foi bem disputada e de alto nível. Bruno Fontes terminou na 6ª posição.

– E esta semana já teremos as primeiras provas da temporada de inverno 2014-15 com esqui alpino!

Resumo do fim de semana

Os destaques do fim de semana foram o judô e o recorde brasileiro na prova mais longa do atletismo olímpico.

Judô

A semana passada foi agitada no judô pan-americano com o Open de Montevidéu e o de Buenos Aires. O torneio uruguaio foi na segunda e terça e o argentino no final de semana.

 

No primeiro, foram 40 brasileiros na disputa e 17 medalhas, sendo 5 ouros, 4 pratas e 8 bronzes. Ouros para Eduardo Silva (90kg), Hugo Pessanha (100kg), Raquel Silva (52kg), Samanta Soares (78kg) e Rochele Nunes (+78kg). As pratas ficaram com Luiz Revite (66kg), Marcelo Contini (73kg), Katherine Campos (63kg) e Kelly Mesquita (70kg) e os bronzes Eric Takabatake (60kg), Felipe Costa (81kg), Ricardo Koga (+100kg), Gabriela Chibana (48kg), Rafaela Barbosa (52kg), Flávia Gomes (57kg), Giulia Penalber (57kg) e Mariana Silva (63kg).

Já na capital argentina, foram 19 medalhas: 8 ouros, 2 pratas e 9 bronzes! Os títulos ficaram com Eric Takabatake (60kg – na foto, foi eleito o melhor do torneio), Marcelo Contini (73kg), Eduardo Silva (90kg), Hugo Pessanha (100kg), Gabriel Santos (+100kg), Eleudis Valentim (52kg), Mariana Silva (63kg) e Rochele Nunes (+78kg). As pratas foram para Gabriela Chibana (48kg) e Samanta Soares (78kg) e os bronzes ficaram com Allan Kawabura (60kg), Daniel Santos (66kg), João Macedo (73kg), Horácio Antunes (100kg), João Gabriel Schlittler (100kg), Jéssica Henriques (48kg), Milena Mendes (52kg), Raquel Silva (52kg) e Manoella Costa (57kg).

Enquanto isso, os atletas das seleções sub18 e sub21 estão na Alemanha disputando o circuito mundial de base. Os meninos faturaram 3 ouros, 3 pratas e 8 bronzes e as meninas 6 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Renovação não falta.

Esgrima

Bons resultados na esgrima no fim de semana. Renzo Agresta obteve a melhor posição entre todos os brasileiros. Em torneio de sabre em Moscou, terminou na 20ª colocação, faturando 4 pontos para o ranking mundial. Na prova feminina, Marta Centurion ficou em 49ª, levando 3 pontos. No florete masculino, em Bonn, Alemanha, Ghislain Perrier foi 23° (4 pontos) e Guilherme Toldo foi 37° (2 pontos). No florete feminino em Turim e na espada masculina em Vancouver, posições bem baixas e sem pontos.

Por equipe, o Brasil apenas disputou o florete masculino, terminando em 15° entre 21. O Brasil perdeu para a França (45-29), Áustria (45-39) e Polônia 45-28) até vencer o Egito 45-28) e ficar em 15°.

Triatlo

Na primeira etapa da Copa do Mundo de triatlo, em New Plymouth (NZL), Pamela Oliveira teve uma boa performance e terminou na 8ª posição com 58min40s, a 1min13s da campeã, a americana Katie Hursey. A prova foi de sprint e não na distância olímpica.

No masculino, os brasileiros foram mal.Enquanto Mario Mola (ESP) venceu com 52:30, Mauro Conceição foi apenas o 60° com 58:22 e Bruno Matheus abandonou no ciclismo.

Outros Esportes

– Ótimos resultados na Marcha Atlética na Europa, em Dudince, Eslováquia. Mario José dos Santos Jr foi 8° nos 50km com 3:57:28, novo recorde brasileiro enquanto Caio Bonfim competiu nos 20km, ficando em 3° lugar com 1:23:48.

César Cielo disputou o torneio metropolitano de BH e teve ótimos resultados. Nos 100m livre fez 49s11, 10° tempo do ano no mundo. Nos 50m borboleta fez 23s44, 2ª marca do ano, mas nos 50m livre, nadou excelentes 21s74, melhor tempo de 2014.

– O grupo do Brasil disputou a etapa de Stuttgart da copa do mundo de ginástica rítmica contra outras 10 equipes, contando com as melhores do mundo. O Brasil terminou em 10° entre 11 não passando para nenhuma final por aparelho. Nas maças tirou a 10ª nota (15,083) e nas 3 bolas+2 fitas ficou em último com a baixa nota de 13,066. Show da Rússia, que venceu a geral e as 2 finais por aparelho.

– A ITTF divulgou os grupos do Mundial por Equipe de tênis de mesa que começa Tóquio em 28 de abril. No masculino, o Brasil está na divisão principal no Grupo A e enfrenta China, Áustria, Rússia, Polônia e Sérvia. E a estreia será justamente contra a quase imbatível China. Já as meninas estão na segunda divisão e enfrentam Suécia, Eslovênia, Grécia, Chile e Venezuela na primeira fase.

– Em seletiva no Paraná, foi definida a seleção juvenil e sub-23 de canoagem slalom que disputará o Mundial das categorias na Austrália. O grande destaque é novamente Ana Sátila, medalhista ano passada na prova do C1.

Mundial de Judô – Parte I

Grande mundial brasileiro! Ou melhor, das brasileiras! Show no feminino, renovação masculina não vingou, fracasso japonês entre as mulheres, a coroação de Teddy Riner e surgimento de novos países no mapa do esporte.

Dia 1

Já desde o primeiro dia, a força feminina brasileira ficou evidente. Na categoria até 48kg feminino, a campeã olímpica Sarah Menezes avançou até a semifinal sem grandes problemas. Na semifinal, Sarah enfrentou a mongol Urantsetseg Mukhbat e novamente sofreu contra asiáticas, perdendo por 2 yukos. Na disputa do bronze, Sarah venceu com um ippon incrível no último segundo da luta, que caminhava pro golden score! Sensacional. A mongol venceu a japonesa Haruna Asami por ippon e conquistou o primeiro ouro do campeonato mundial. O outro bronze foi para a belga Charline van Snick, bronze em Londres.

Na categoria até 60kg masculino, o medalhista de bronze em Londres Felipe Kitadai sofreu com o vice-campeão asiático, o coreano Won Jin Kim e foi derrotado por waza-ari logo na sua estreia. Kim chegou a semifinal, onde foi derrotado para o japonês Naohisa Takato, que acabou levando o ouro após vencer o mongol Amartuvshin Dashdavaa na final, o primeiro ouro nipônico no Rio. Os bronzes foram para Kim e para Orkhan Safarov, do Azerbaijão.

Dia 2

Érika Miranda-WILTON JUNIOR-ESTADÃO CONTEÚDO

Érika Miranda vinha um pouco esquecida. Até chegar no Mundial. Foram quatro vitórias seguidas no até 52kg, incluindo sobre a esperança finlandesa Jaana Sundberg, de quem havia perdido na final do Grand Slam de Moscou recentemente. Na semifinal, um waza-ari na romena Andreea Chitu e a vaga na final. Na dipsuta do ouro, ela enfrentou a líder do ranking mundial e campeã do Masters, Majlinda Kelmendi, de Kosovo. A kosovar venceu a brasileira por ippon e comemorou o título inédito para o seu país e Érika levou uma medalha até inesperada. Lembrando que Kosovo não é reconhecida pelo COI e Kelmendi teve que disputar os Jogos de Londres pela Albânia, quando perdeu na segunda rodada. Os bronzes foram para a japonesa Yuki Hashimoto e para a alemã Mareen Krah. Eleudis Valentim venceu sua primeira luta, mas depois perdeu para Hashimoto por ippon.

No até 66kg masculino, a categoria ficou aberta, com os 4 primeiros do ranking perdendo na estreia ou na segunda luta. Sem os favoritos, o japonês Masashi Ebinuma chegou a final e venceu o cazaque Azamat Mukanov por ippon. Quem parecia que ia levar era o brasileiro Charles Chibana. Chibana começou arrasador, vencendo suas 4 primeiras lutas por ippon. Na semifinal, fez luta parelha com Ebinuma, mas levou um waza-ari a 15s do fim e, 11s depois, um ippon. Na disputa do bronze, um outro japonês no caminho: Masaaki Fukuoka. Com 1min de luta, Chibana fez um ippon e já comemorava a medalha, quando os árbitros retiraram o ippon e deram um waza-ari. Ele se desconcentrou e Fukuoka empatou a luta com um waza-ari até enfim dar um ippon e faturar o bronze, deixando um Chibana incrédulo em quinto lugar. O outro bronze foi para o ucraniano Georgii Zantaraia. Luiz Revite perdeu logo na sua primeira luta.

Dia 3

Que dia e que diferença um ano faz!! Na categoria até 57kg, Rafaela Silva chegou em Londres como grande candidata ao ouro, vindo da prata no Mundial de 2011, em Paris. Na segunda luta, ela atacou as pernas da húngara e foi sumariamente desclassificada da competição olímpica. Chorando muito, foi criticada nas redes sociais, respondendo com xingamentos. Um ano depois, na sua cidade natal, a redenção! Venceu 4 lutas até atingir a final, contra a americana Marti Malloy, bronze em Londres. Nem tomou conhecimento da americana, que não conseguiu praticar o seu judô e levou um waza-ari com 48s e depois um ippon com 59s de luta. Um ouro sensacional e inédito para o judô feminino brasileiro em Mundiais. Lembrando que Rafaela foi descoberta num projeto social na favela Cidade de Deus, montado por Flávio Canto. Canto, que comentava pelo SporTV, chorou copiosamente após o ouro. Linda volta por cima. Os bronzes ficaram com a alemã Miryam Roper e com a eslovena Vlora Bedeti.

Na 73kg masculino, o japonês Shohei Ono foi o Mister Ippon! 6 lutas, 6 ippons! O último foi na final contra o francês Ugo Legrand. Vice campeão asiático em 2012, Ono conquistou o 3° ouro japonês masculino no Rio em 3 provas disputadas! Já estava parecendo o Mundial de 2010, em Tóquio, onde o Japão levou 10 ouros. Os bronzes ficaram com o belga Dirk van Tichelt e com o holandês Dex Elmont. O brasileiro Bruno Mendonça venceu 2 lutas, mas foi derrotado na terceira para bielorrusso.

Dia 4

Primeiro dia sem a presença de brasileiros nas disputas da tarde. No até 81kg masculino, Victor Penalber chegou muito bem, como líder do ranking, mas não correspondeu e levou um ippon na sua 3ª luta contra o francês Loic Pietri (foto). Pelo menos perdeu para o futuro campeão. Campeão mundial juvenil em 2009, Pietri venceu por waza-ari na final o vice líder do ranking, o georgiano Avtandili Tchrikishvili. A França ainda levou um bronze nesta categoria com Alain Schmitt e a Rússia pegou o outro, com Ivan Vorobev. Primeira medalha russa no Rio. Lembrando que em Londres eles levaram 3 ouros com uma super equipe, mas nenhum campeão olímpico veio ao Rio.

Na prova até 63kg feminino, quem levou o ouro foi a líder do ranking, a israelense Yarden Gerbi. Na final, fez uma luta muito esperada contra a revelação francesa Clarisse Agbegnenou, que foi completamente dominada, levando o ippon em 43s. Excelente dia para a França, que levou sua quarta medalha do dia com o bronze de Gevrise Emane. Completou o pódio o bronze da holandesa Anicka van Emden. A brasileira Katherine Campos venceu uma luta, mas foi derrotada por van Emden na segunda.

Mundial de Judô – Prévia – Parte I

O Rio de Janeiro recebe pela 3ª vez o Mundial de Judô, desta vez no Maracanãzinho. 680 atletas de 123 países brigarão por medalhas nas 14 categorias além das provas por equipe. Uma semana de muito judô na capital carioca e muitas chances para o Brasil.

Dia 1

Na categoria até 60kg, que abre a competição nesta segunda-feira, o medalhista de bronze em Londres Felipe Kitadai (foto) busca a primeira medalha brasileira. O seu principal adversário é o georgiano Amiran Papinashvili, líder do ranking mundial e vindo dos títulos no Europeu deste ano e no Grand Slam de Moscou. O japonês Naohisa Takato, campeão do Masters esse ano e do GS de Paris vem para o seu primeiro mundial com o segundo lugar do ranking. Kitadai, único medalhista olímpico de Londres no Rio, já está na segunda rodada e espera o vencedor da luta entre o coreano Kim Won Jin e o peruano Juan Postigos.

No feminino, a campeã olímpica e líder do ranking mundial Sarah Menezes (foto) busca o seu primeiro ouro em Mundiais na categoria até 48kg, após dois bronzes em 2010 e 2011. Sarah estreia contra a cazaque Aigul Baikuleva e é a única campeã olímpica de 2012 que segue líder do ranking um ano depois dos Jogos. Aliás, com uma enorme vantagem de mais de 1.000 pontos! A japonesa Haruna Asami e a belga Charline van Snick, bronze em Londres, 3ª e 2ª do ranking, respectivamente, só estão na chave de baixo, mas a outra medlahusta de bronze em Londres, a húngara Eva Csernoviczki pode pegar a brasileira na semifinal. Ficar atento a Taciana Lima, que já defendeu o Brasil, mas agora luta pela Guiné-Bissau e vem do título africano este ano.

Dia 2

Na terça, na categoria até 66kg, o líder do ranking Tumurkhuleg Davaadorj, da Mongólia, venceu o campeonato asiático e o GS de Baku este ano. O francês David Larose, número 2 do mundo, e o campeão olímpico Lasha Shavdatuashvili (foto), da Geórgia, também figuram entre os favoritos. Dois brasileiros nesta prova: Luiz Revite tem uma estreia complicada contra o coreano Jun-Ho Cho, bronze em Londres e Charles Chibana, 7° do ranking e ouro no GS de Moscou, enfrenta o equatoriano Israel Verdugo e está na rota de colisão nas quartas-de-final com o cazaque Sergey Lim, campeão do Masters esse ano.

Na categoria até 52kg, a líder do ranking mundial Majlinda Kelmendi (foto) já levou o Masters este ano, além do GS de Paris e mais 2 Grand Prix. A atleta do Kosovo disputou os jogos de Londres pela Albânia, mas foi precocemente derrotada na segunda rodada. É a mulher a ser batida. Sem a presença da norte-coreana campeã olímpica, a medalhista de prata em Londres e campeã pan-americana este ano, a cubana Yanet Bermoy Acosta chega como vice líder do ranking. De olho também na finlandesa Jaana Sundberg, que já venceu dois Grand Slams esse ano, e na japonesa Yuki Hashimoto, ouro no GS de Paris. Duas brasileiras na categoria: a experiente Érika Miranda enfrenta a vencedora da luta entre Esther Sando, da Zâmbia, e Birgit Ente, da Holanda e Eleudis Valentim enfrenta a argentina Abi Madaf e quem vencer pega Hashimoto.

Dia 3

Na categoria até 73kg masculino, o mongol Nyam-Ochir Sainjargal (foto), bronze em Londres, chega como líder do ranking e favorito, além de ter vencido o Masters esse ano e de ter levado a prata no asiático. Na categoria mais cheia deste mundial, com 79 judocas, a Mongólia também está bem representada com Tsagaanbaatar Khashbaatar, bronze em Atenas-2004 e campeão mundial em 2009. De olho no belga Dirk van Tichelt, 2° do ranking e vencedor do GS de Moscou, além do japonês Riki Nakaya, prata em Londres, e do americano Nicholas Delpopolo, 7° nos Jogos Olímpicos. Pelo Brasil, Bruno Mendonça, 9° do ranking, estreia contra o chileno Felipe Caceres.

No até 57kg feminino, o Brasil está muito bem representado com a 4ª do ranking mundial Rafaela Silva, campeã pan-americana este ano e bronze no GS de Moscou, além da medalhista olímpica Ketleyn Quadros (foto), ouro na Universíade este ano. Elas terão pela frente a francesa Automne Pavia, bronze em Londres e líder do ranking, a mongol Sumiya Dorjsuren, vice líder do ranking e campeã do Masters, e a americana Marti Malloy, bronze em Londres. Rafael pega a vencedora entre a húngara Katinka Szabo e a americana Hana Carmichael e Ketleyn espera a vencedora da luta entre a húngara Hedvig Karakas e a britânica Nekoda Smythe Davies.

Resumo do fim de semana

Medalhas nas Lutas

Após a confusão provocada pela indicação de excluir a Luta Livre e Greco-Romana dos Jogos de 2020, a equipe brasileira foi disputar 2 torneios internacionais.

No tradicional Torneio Dan Kolov & Nikola Petrov, em Plovdiv, Bulgária, as meninas conquistaram 3 bronzes: Joice da Silva no 59kg, Laís Oliveira no 63kg e Aline Ferreira no 72kg. Também conseguiram um 5º lugar com Susana Almeida (48kg), Dailane Gomes dos Reis (63kg), Gilda Oliveira (67kg). Bons resultados para uma competição que contou com países tradicionais na luta, como Rússia, Turquia, Azerbaijão e Bulgária. Os irmãos Jaoude também disputaram o torneio na luta livre. Adrian Jaoude foi 17º no 84kg e Antoine Jaoude perdeu a disputa do bronze e ficou em 5º nos 120kg.

No torneio Granma-Cerro Pelado em Cuba, mais medalhas. Ronisson Brandão foi bronze na greco-romana 84kg e na luta feminina, outras 4 medalhas de bronze. Atualizo quando conseguir os resultados.

A luta ficou nos holofotes essa semana, com a renúncia do presidente da Federação Internacional FILA, Raphael Martinetti e a indicação do presidente da feração brasileira (CBLA) Pedro Grama Filho para o Bureau da FILA, ao lado do super campeão russo Alexander Kareline, tricampeão olímpico e 9 vezes campeão mundial.

No judô, foram 2 medalhas do Aberto Europeu de Oberwart, Áustria. Eleudis Valentim (foto) foi prata no 52kg, perdendo para Mukhbat, da Mongólia. E a medalhista olímpica Ketleyn Quadros foi bronze no 57kg.

No Aberto de Budapeste, foram mais 3 bronzes: Bruno Mendonça no 73kg, Nacif Elias no 90kg e Renan Nunes nos 100kg.

Seguindo nas lutas, novas disputas nas Copas do Mundo de Esgrima. Em Pádova, Renzo Agresta foi o melhor brasileiro em 98º. Na prova por equipes, o Brasil terminou em 14º entre 21 equipes.

Raquetes

Foi disputado o Brasil Open de tênis no Ibirapuera essa semana, com a ilustre presença de Rafael Nadal, que faturou o título sobre David Nalbandian com 62 63. Nadal, que está muito longe de sua forma antiga, sofreu nas quartas e na semi, perdendo 1 set em cada jogo.

Mas o destaque brasileiro foi nas duplas! Bruno Sores (foto, a direita) não cansa de vencer títulos! Ao lado so austríaco Alexander Peya (foto, a esquerda), venceram o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak por 67(5) 62 [10-7]. Bruno é assim, tricampeão seguido do Brasil Open! Conquistou seu 2º título do ano e o 12º na carreira, se tornando o duplista brasileiros com maior número de títulos na história! Bruno não perde um jogo de ATP250 e ATP500 desde agosto do ano passado!

Num challenger feminino de alto nível em Cali, Colômbia, Teliana Pereira (foto) fez um ótimo torneio, chegando às quartas nas simples e ficou com o vice-campeonato nas duplas! Há 7 anos uma brasileira não vence uma partida de simples num torneio do WTA Tour… Tá na hora de quebrar esse tabu!

No forte Aberto de Kuwait de tênis de mesa, a equipe brasileira conseguiu passar pela fase de grupos e chegar a chave final, mas os 3 perderam na estreia. Gustavo Tsuboi foi o que mais deu trabalho, perdendo de 4-3 para sul-coreano Jeong Sangeun. Thiago Monteiro e Cazuo Matsumoto perderam de 4-0.

Atletismo e Natação

No GP de Orlando, 2 brasileiros ganharam medalhas: Felipe Lima, 13º em Londres, faturou o ouro nos 100m peito com o bom tempo de 1:00.86 e a prata nos 200m peito, com 2:14.16. Gabriel Fidélis foi bronze nos 200m peito com 2:17.40. Os destaques do GP ficaram por conta da super Missy Franklin, que venceu 4 provas (100, 200 livre e 100, 200 costas), Becca Mann com 4 ouros também (200 e 400 medley e 400 e 800 livre) e Tyler Clary com 3 vitórias (400 medley, 200 costas e 200 borboleta).

No atletismo, o destaque foi Augusto Dutra (foto). Na 1ª etapa do Circuito de Salto com Vara, realizado no CT da BM&FBovespa, em São Caetano do Sul, ele saltou 5,66m, batendo o recorde sul-americano indoor que era de 5,65m desde 2011. Raro ver uma prova indoor no Brasil! Em meeting indoor em Birmingham, Eliane Martins foi mal e ficou em 8ª nos salto em distância com fracos 6,11m.

Semana medalhada! (parte 1)

Pan de Badminton

Disputado em Lima, começou primeiro com a disputa por equipes. Na 1ª fase, o Brasil começou com uma derrot dura de virada para o Canadá. Venceu os 2 primeiros jogos individuais, mas perdeu nas duplas masculina, feminina e mista, levando a virada. No 2º confronto, que valia a 2ª vaga para a semifinal, venceu a forte equipe do Peru por 3-2. Na semi, perdeu para os EUA por 3-1, mas na disputa do bronze, venceu o México por 3-0 e conquistou uma medalha inédita para o esporte!

De quinta a domingo, foi a vez das disputas individuais e de duplas. Com boas vitórias, o Brasil só não levou medalha nas duplas mistas. Daniel Paiola (foto) ficou com o bronze no individual (assim como fez no Pan de Guadalajara), Yasmin Cury conquistou também um ótimo bronze no individual feminino. Nas duplas femininas, Paula Pereira e Fabiana Silva também ficaram com o bronze. Já nas duplas masculinas, Daniel Paiola e Alex Tjong chegaram a final, mas perderam para uma dupla canadense e ficaram com uma excelente medalha de prata.

GP de Abu Dhabi de Judô

Com 4 mulheres que foram a Londres, o Brasil enviou uma seleção com 15 para a disputa da competição, contando com vários da nova geração, grandes promessas para o Rio-2016. E não decepcionaram: foram 10 medalhas, sendo 3 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Gabriela Chibana (-48kg), Maria Portela (-70kg, foto) e Victor Penalber (-81kg) venceram suas categorias. Já Maria Suelen Altheman (+78kg), David Moura (+100kg) e Érika Miranda (-52kg) foram prata. Completam a lista os bronzes: Taciana Lima (-48kg), Eleudis Valentim (-52kg), Ketleyn Quadros (-57kg) e Diego Santos (-60kg). Uma ótima participação da jovem equipe na competição, que contou com 131 atletas de 21 países.

O destaque negativo foi para Rafaela Silva, que subiu de categoria (da 57kg para 63kg), mas perdeu logo na 1ª rodada.

Pan de Taekwondo

Em Sucre, Bolívia, a seleção brasileira conquistou 4 medalhas, 2 bronzes com Julia Santos (-62kg) e Marcel Ferreira (-63kg), 1 prata com Kátia Arakaki (-46kg) e 1 ouro, com Guilherme Dias (-58kg, foto). Com apenas 20 anos, Guilherme foi o grande destaque, vencendo na final Heiner Moreira, da Costa Rica. Bom ver um novo nome no taekwondo, que já estava ficando carente de revelações.

No próximo post, natação, tiro esportivo, ciclismo BMX e saltos ornamentais.