Troféu Brasil – Dia 2

15 finais no sábado e dois recordes de competição em São Bernardo.

Pista

Thiago André liderou do início ao fim para vencer os 1.500m com 3:45.42, muito acima do índice e muito melhor que o tempo do ouro olímpico no Rio (lembrando que esta foi a final mais fraca dos Jogos). Nos 400m, Geisa Coutinho levou no feminino com 51.97 (abaixo do índice de 52.10) e Lucas Carvalho no masculino com 45.84 (índice é 45.50). Nos 100m com barreiras feminino, Fabiana Moraes venceu com 13.26 (+0,2m/s).

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Altobeli da Silva

O finalista olímpico Altobeli da Silva venceu os 3.000m com obstáculos com 8:26.06, baixando do índice de 8:32 e batendo o recorde do campeonato. Na versão feminina, Tatiane da Silva venceu com altos 10:22.00. O B3 Atletismo venceu o revezamento 4x100m masculino com 39.92 e o Pinheiro o feminino com 43.55.

Nas marchas de 20km, o 4º colocado no Rio-2016 Caio Bonfim venceu pela 5ª vez seguida a prova no Troféu Brasil com 1:21:25, recorde do troféu. Érica de Sena vence pela 7ª vez seguida com altos 1:37:34.

Campo

O destaque no campo foi Darlan Romani no arremesso de peso. Ele não chegou perto da espetacular marca da semana passada, mas venceu com 20,56m, quase 1m melhor que o 2º colocado. No disco feminino, Andressa de Morais ficou com o ouro com 58,57m.

Jefferson Santos venceu o decatlo com 7.776 pontos. Final bem fraca do salto em distância masculino: Paulo Sérgio Oliveira fez 7,77m para ficar com o ouro, mesma marca de Tiago da Silva. Mas nos critérios de desempate, Paulo Sérgio obteve um 2º melhor salto (7,64m contra 7,60m). Na prova feminina, Eliane Martins venceu com 6,69m, ficando a 6cm do índice pro Mundial.

GP Brasil tem marca histórica e dois campeões olímpicos

No último sábado, São Bernardo recebeu o GP Brasil de atletismo, que contou com a presença de 2 campeões olímpicos no Rio-2016: Thiago Braz e a polonesa bicampeã olímpica do lançamento de martelo Anita Wlodarczyk. Mas a presença dos dois foi abafada pela excelente prova do finalista olímpico Darlan Romani.

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Darlan Romani e sua marca histórica

Já falei do Darlan algumas vezes aqui e o incluí na lista de “5 nomes não tão novos para ficar de olho”. Treinado agora pelo cubano Justo Navarro, Darlan teve uma evolução sensacional e já é um dos melhores arremessadores do mundo. Na sua 1ª tentativa, Darlan abriu com bons 20,43m, mas na 2ª deu show com espetacular 21,82m! A marca é 80cm melhor que o recorde brasileiro dele obtido na final olímpica do Rio e 56cm melhor que o recorde sul-americano do argentino Germán Lauro, de 2013.

Com a marca, Darlan assume o 5º lugar do ranking de 2017 e é o 34º da história. A marca daria a ele a medalha de prata olímpica. Darlan está cada vez mais perto do Clube dos 22m.

Eis a evolução dele:

2010      17,19

2012      20,48

2013      20,08

2014      20,84

2015      20,90

2016      21,02

2017      21,82

Wlodarczyk foi o destaque feminino ao sobrar na prova do martelo com 78,00m. Ela é dona das 10 melhores marca da história e esta foi a 23ª vez que arremesso os 4kg para 78m ou mais. Já Thiago Braz decepcionou ficando em 2º com apenas 5,40m. Ele queimou as 3 em 5,60m e viu Augusto Dutra vencer a prova com esta marca. Mas Thiago está num treinamento de longo prazo já visando aos Jogos de Tóquio e ao recorde mundial do Lavillenie de 6,16m. Foram dois índices para o Mundial de Londres: Mateus Sá, bronze no Mundial Sub20 em 2014, venceu o triplo com 16,87m e Vitória Rosa faturou os 200m com 23.09.

Além dessas, poucas marcas de destaque para os brasileiros. Jéssica dos Reis venceu o salto em distância com 6,61m e Fernando Ferreira levou o salto em altura com 2,28m.

O foco agora é o Troféu Brasil, também em São Bernardo, que começa nesta sexta-feira.

Resumo olímpico da semana

Vela

2017 World Cup Series Hyères

Martine Grael e Kahena Kunze

Martine Grael e Kahena Kunze dominaram a Copa do Mundo de Hyeres, na França. As campeãs olímpicas somaram 34 pontos com um descarte após 13 regatas, bem a frente da dupla alemã, com 50 pontos, 2ª colocada. Foi a 3ª competição delas este ano e a 3ª vitória.

Fora ainda dois quintos lugares, com Jorge Zarif na Finn e Patrícia Freitas na RSX. Ambos venceram duas regatas cada, mas pecaram feio em outras.

Atletismo

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Jefferson Santos

Seis brasileiros foram disputar o Multistars, tradicional competição de provas combinadas em Firenze, na Itália. Sem grandes adversários, os brasileiros foram bem. O destaque foi Jefferson Santos, que terminou o 1º dia na liderança do decatlo e venceu a prova ao somar bons 7.728 pontos. Além de bater seu recorde pessoal no decatlo, fez a melhor prova da vida em 7 provas!

No feminino, Tamara de Sousa terminou o 1º dia na frente com 39 pontos de vantagem. Mas ela tem um tradicional 2º dia ruim, enquanto a colombiana Evelis Aguilar fez 3 excelente provas para vencer com 6.228. Tamara acabou na 3ª colocação com 5.866 pontos e Vanessa Chefer, que venceu esta prova no ano passado com 6.100 pontos, acabou em 4º com 5.808, indo mal no peso e no dardo.

Boxe

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Beatriz Ferreira após vencer na semifinal

Beatriz Ferreira foi o destaque brasileiro no Belgrado Winner, competição tradicional na Sérvia, em sua primeira competição internacional. A jovem atleta venceu suas 3 lutas na categoria 60kg, passando por belga após o árbitro parar o combate, depois venceu por 5-0 escocesa e, na final, passou pela polonesa Aneta Rygielska para ficar com o ouro. Beatriz é uma das grandes revelações do boxe feminino brasileiro e mostrou nessa competição que tem tudo para brilhar.

Foram ainda outras 4 medalhas de bronze, com Graziele de Jesus (51kg), Joedison Teixeira (64kg), Jhonatan Soreas (69kg) e Juan Nogueira (91kg).

Outros Esportes

Darlan Romani venceu prova de arremesso de peso nos EUA com 20,93m finalmente conquistando o índice pro Mundial de Londres, ficando a 9cm do seu recorde brasileiro.

– Na copa Europeia Cadete de judô em Berlim, equipe brasileira com 3 ouros, todos no feminino: Laura Ferreira (44kg), Gabriella Moraes (63kg) e Luiza Cruz (+70kg). Teve ainda uma única prata no masculino com Willian Lima (60kg).

Adilson da Silva ficou em 4º lugar e torneio de golfe na Zâmbia válido pelo Sunshine Tour com 277 tacadas, a 4 do campeão. Ele ganhou 4,2 pontos pro ranking, subindo 48 posições para 322º.

– No torneio Superpraia em Niterói, Ágatha e Duda levaram o título no feminino com 21-17 21-14 an final sobre Maria Elisa/Carol. No masculino, os campeões olímpicos Alison/Bruno Schmidt levaram o tetra com 21-19 22-20 sobre Álvaro Filho/Saymon.

Raiza Goulão venceu prova de mountain bike na Espanha, em Arnedo. Ela completou o percurso em 1:18:18, mesmo tempo da espanhola Rocio Martinez, em 2º lugar.

Flávia Oliveira foi 40ª colocada no Festival Elsy Jacobs, prova de 3 etapas em Luxemburgo, ficando a 5:48 da campeã.

Luisa Baptista venceu Copa Americana de triatlo em Salinas, no Equador. Ela completou a distância olímpica em 2:06:05, mais de 1min15s na frente da 2ª colocada. No masculino, Manoel Messias foi 4º colocado.

Ana Beatriz Bulcão foi a única brasileira na Copa do Mundo de florete feminino em Tauberbischofsheim, na Alemanha, ficando em 91º lugar entre 155 competidoras.

– A CBG convocou 10 atletas para a seleção brasileira de ginástica rítmica de conjunto, sendo apenas 2 remanescentes da equipe 9ª colocada nos Jogos do Rio: Francielly Machado e Jéssica Maier.

Cinco nomes não tão novos para ficar de olho

Com o início de um novo ciclo olímpico de olho no Japão, selecionei 5 nomes para ficar de olho nesse quadriênio que começou há alguns dias. Não são nomes novos, 4 disputaram os Jogos do Rio, mas têm tudo para crescerem muito e brigarem por medalha em 2020.

Duda

Com apenas 18 ano, Eduarda Lisboa, a Duda, já tem um currículo invejável e é considerada a maior revelação do vôlei de praia mundial dos últimos anos. Em 2013, com 14 anos (!!) disputou os 3 mundiais de base do vôlei de praia e foi campeã mundial no Sub19, prata no Sub23 e 9ª no Sub21! Foi bicampeã mundial Sub19 em 2014, além de levar o ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, e no ano passado venceu os Mundiais Sub19 e Sub21. Disputou em 2016 22 torneios, a maioria ao lado de Elize Maia e foram campeãs dos Abertos de Maceió e de Fortaleza do circuito mundial. Este ano, Duda mudou de parceria e jogará com ninguém menos que Ágatha, campeã mundial e prata no Rio-2016. A nova dupla fará sua estreia no final do mês, na etapa de João Pessoa do Circuito Brasileiro.

Gabriel Borges

Aos 25 anos, já disputou uma Olimpíada em 2016, ao lado de Marco Grael. A dupla foi 11ª colocada na Classe 49er, ficando de fora da Regata da Medalha por muito pouco. Mas Gabriel mudou de parceiro e competirá agora com o mito Robert Scheidt, que pretende ir para sua 7ª Olimpíada, após bater na trave no Rio na Laser. No fim de janeiro, eles farão sua estreia em competições na Copa do Mundo de vela de Miami.

Darlan Romani

Já acompanho a carreira do catarinense de 25 anos há algum tempo. Em 2010 disputou o Mundial Juvenil no Canadá e terminou na ótima 7ª colocação no arremesso de peso. Em 2012, apareceu pela primeira vez aqui no blog, quando foi campeão brasileiro sub-23 com 20,48m, batendo o recorde brasileiro da prova. Por muito pouco ficou fora da final do Mundial de 2015, em Pequim, mas no Rio deu show e por pouco não medalhou, terminando na espetacular 5ª posição com 21,02m, atual recorde brasileiro. É uma prova onde há uma boa longevidade e ele tem muito ainda pela frente. Tem tudo para crescer mais e melhorar suas marcas. Com 21,50m, briga por medalha em mundiais em nos Jogos Olímpicos.

Brandonn Almeida

Ainda com 19 anos, é a grande revelação da natação brasileira dos últimos anos. Em 2015, surpreendeu muitos ao vencer os 400m medley nos Jogos Pan-Americanos. Se classificou pro Mundial de Kazan, mas optou por se concentrar no Mundial juvenil em Singapura, onde foi ouro nos 1.500m livre e prata nos 400m medley. Não teve um grande ano de 2016, indo mal nos Jogos do Rio com o 15º lugar nos 400m medley e 29º nos 1.500m e ficou fora da final do Mundial de piscina curta nos 400m medley por 0.02, com o 9º tempo. Mesmo indo mal, ele bateu o recorde sul-americano dos 400m livre em piscina curta este ano. Ele deve focar nos 400m medley, que é uma prova que está sem dono no nível global. Já apostando em uma final no Mundial de Budapeste em julho.

Hugo Calderano

Mesmo sem jogar em dezembro, o brasileiro apareceu na ranking mundial divulgado esta semana na espetacular 20ª posição, sua melhor marca da história, o que pode colocá-lo na chave principal de quase todos os torneios que disputar. Também é o 2º colocado no ranking mundial Sub-21, atrás apenas do chinês Fan Zhendong, 2º do mundo no adulto. Definitivamente o maior nome do tênis de mesa pan-americano a surgir nos últimos anos, Calderano fez uma excelente campanha no Rio-2016 e cegou a medalhar em novembro em duas etapas do circuito mundial. Tem grandes condições de brigar de igual para igual com asiáticos e alemães.

Resumo do fim de semana

Vôlei de Praia

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Evandro e Pedro Solberg. Foto: FIVB

E já teve Grand Slam de vôlei de praia essa semana, em Long Beach, nos EUA, o último GS do ano. Muitas duplas já foram direto do Rio de Janeiro, mas não as medalhistas olímpicas do Brasil. Alison e Bruno Schmidt ficaram no Brasil e Ágatha e Bárbara agora não são mais uma dupla.

Decepção nos Jogos, Pedro Solberg e Evandro venceram seus 7 jogos e levaram o título. Na final, ótima vitória de 21-19 17-21 15-9 sobre os americanos :Lucena/Dalhausser. No feminino, a melhor dupla brasileira foi a 4ª colocada no Rio Larissa e Talita, que perderam nas 4as para espanholas. Na final, título da incansável Kerri Walsh com April Ross, com 21-16 21-16 sobre as espanholas Liliana/Elsa.

O próximo torneio será a Final do Circuito em Toronto, a partir de 13 de setembro.

Natação

Chartres, a pouco menos de 100km de Paris, recebeu a 1ª etapa da Copa do Mundo de natação em piscina curta, com vários medalhistas olímpicos. Apenas 3 brasileiros na disputa e uma única medalha, o bronze de Felipe Lima nos 50m peito com 26.46.

Destaque, como sempre em Copas do Mundo, foi de Katinka Hosszu. A Dama de Ferro nadou 16 das 17 provas femininas, ficando de fora apenas dos 100m peito. Ela levou 7 ouros, 3 pratas e 1 bronze. Venceu nos 200m e 400m livre, 100m costas, 100m borboleta e 100m, 200m e 400m medley. O russo Vladimir Morozov venceu 3 provas, assim como o alemão Philip Heintz, a dinamarquesa Jeanette Ottesen, o francês Jeremy Stravius e os sul-africanos Chad le Clos e Cameron van der Burgh.

Morozov quebrou o recorde mundial dos 100m medley com 50.60, baixando a marca anterior em 0.06. A jamaicana Alia Atkinson igualou a marca mundial dos 100m peito com 1:02.36. Ela igualou outras duas marcas, de Ruta Meilutyte de 2013 e da própria Atkinson de 2014. A próxima etapa começa quarta-feira em Berlim, com 4 brasileiros.

Atletismo

Em sua primeira participação na Diamond League, Darlan Romani, 5º no Rio, conseguiu apenas um arremesso válido de 19.47m e terminou em 10º na etapa de Paris, vencida pelo neozelandês Tom Walsh, com 22,00m.

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Ruth Jebet em Paris. Foto: Jiro Mochizuki

O destaque da etapa foi Ruth Jebet. Nascida no Quênia e defendendo o Bahrain, a campeã olímpica no Rio bateu o recorde mundial da prova com 8:52.78. Fim de semana pós-Jogos bem animado!

Depois de quebrar o recorde mundial no Rio com 82,29m no lançamento de martelo, a polonesa Anita Wlodarczyk quebrou neste domingo mais uma vez a marca, agora em Varsóvia com 82,98m!

Outros Esportes

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– No circuito juvenil de patinação artística, na 1ª etapa da temporada na França, Karolina Calhoun e Logan Leonesio disputaram pela primeira vez pelo Brasil uma competição de dança artística. Eles terminaram em 16º e último na etapa com 32,71 pontos na dança curta e 50,24 na dança livre, somando 82,95.

Troféu Brasil de Atletismo – Dia 2

Dia de algumas decepções com 2 atletas ficando a meio dedo dos índices. Tivemos algumas marcas boas e mais um nome na equipe olímpica.

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Higor Alves. Foto: Marcello Zambrana/CBAt

O destaque do dia foi Higor Alves. Nenhum brasileiro tinha índice pro salto em distância e ele fez 8,19m logo em seu primeiro salto da final, 4cm melhor que o índice. A decepção veio com o bicampeão mundial indoor, Mauro Vinícius da Silva, que ficou em 2º com apenas 8,03m, bem longe do índice de 8,15m. Duda não vinha em boa fase e estava com dificuldades de chegar aos 8m. Uma pena, mas ficará de fora dos Jogos.

No salto em distância feminino, Eliane Martins fez 6,72m para vencer e confirmar sua classificação olímpica. Ela já tinha o índice, que é 6,70m. Mas a tristeza ficou por conta de Jéssica dos Reis. Em seu 2º salto, fez 6,69m, ficando a 1cm do índice! Ela não melhorou e assim não entrou na equipe olímpica.

Vanessa Spínola fez ótima prova do heptatlo, batendo sua melhor marca pessoal por 85 pontos, mas terminou com 6.188, novo recorde brasileiro, 12 pontos a menos que o necessário para ir aos Jogos. Uma pena que as duas não conseguiram, mas elas ainda tem chance. Se após o período de classificação não se chegar a quota que a IAAF espera por prova, podemos ter convites, o que poderiam vir para as duas. Agora é aguardar o dia 12 de julho.

Boa vitória de Geisa Coutinho nos 400m com 51.54. Melhor que isso foi ver outras 5 correndo na final para 52s, o que ajuda e muito o nosso revezamento. Nos 400m masculino, vitória de Pedro de Oliveira, com 45.87. Anderson Henriques, que foi finalista do Mundial de 2013, foi apenas 8º com 46.57.

Thiago Braz só precisou de um salto para ser ouro no salto com vara. Passou de 1ª em 5,50m, enquanto Augusto Dutra precisou de 2 saltos para passar. Augusto errou as 3 em 5,60m e o título já era de Thiago. Sozinho na prova, ainda passou de 1ª em 5,70m. Tentou os 6,00m, mas errou as 3. Thiago é um dos melhores do mundo e briga por medalha sim, mas ele tem fracassado em todas os mundiais que disputou. Vamos ver se o jogo muda nos Jogos, em casa.

Darlan Romani venceu tranquilo arremesso de peso com 20,21m, marca que ele precisa para passar pra final dos Jogos Olímpicos. Mas na quali são apenas 3 tentativas e ele fez a marca na 4ª. De qualquer maneira, seus 5 arremessos válidos foram melhores que o melhor arremesso do segundo colocado.

Nas outras finais do dia, Maila Machado venceu os 100m com barreiras com 13.00, Lidiane Cansian surpreendeu para vencer o disco com 55,35m, Carlos de Oliveira Santos venceu os 1.500m com altos 3:45.94, July da Silva foi ouro nos 800m com 2:03.94, Tatiane da Silva levou os 3.000m com obstáculos com 9:49.22, o Pinheiros faturou o revezamento 4x100m feminino com 44.34 e Brasil Foods/ILF levou o masculino com 39.67.

Após 2 dias, o Pinheiros lidera o Troféu Brasil com 225 pontos contra 202 do BM&FBovespa e 119 do Orcampi.

Brasil domina Ibero-Americano

No evento-teste de atletismo no Engenhão, o Ibero-Americano foi dominado pelo Brasil, com 17 ouros em 44 provas. Algumas marcas boas, índices novos e a equipe olímpica brasileira cresceu mais, mas segue sem expectativa de grande resultado nos Jogos.

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Fabiana e Maila após os índices nos 100m com barreiras. Foto: Carol Coelho/CBAt

Entre os novos índices, a dobradinha nos 800m masculino com Lutimar Paes (1:45.42) e Kleberson Davide (1:45.79), correndo abaixo do 1:46 necessário. Outra dobradinha veio nos 100m com barreiras feminino, onde Fabiana Moraes venceu com 12.91 e Maila de Paula Machado foi prata com 12.99, ambas abaixo do índice de 13.00. O outro índice veio com Jailma Lima nos 400m, prova que venceu com 51.99. Nos 200m feminino, Kauiza Venancio também fez índice, com 23.18 e um bronze, mas é o 4º nome da prova.

Entre as boas marcas da equipe brasileira podemos ressaltar Geisa Arcanjo no arremesso de peso, prata com 17,92m, Caio Bonfim na marcha 20.000m com 1:26:40.7, Altobeli Silva com 8:33.72 nos 3.000m com obstáculos e Fabiana Murer com 4,60m no salto com vara.

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Kleberson e Lutimar após a prova dos 800m. Foto: Washington Alves/CBAt

Ainda seguem sem índice nomes fortes como Mauro Vinícius da Silva, apenas bronze no salto em distância com 7,71m. Mauro fez 8,14m esse ano no Rio em fevereiro, ficando a 1cm do índice. Ele é bicampeão mundial indoor da prova. Darlan Romani também segue sem índice no arremesso de peso. Ele venceu a prova no Ibero com 19,67m, longe do índice de 20,50m. Sua melhor marca do ano é 20,21m, de janeiro. Ronald Julião também segue longe do índice no disco. Ele venceu a prova com 59,56m e segue com dificuldades de atingir o índice de 65,00m.

O destaque negativo do evento foi por conta de Rosângela Santos. A velocista reclamou da pista e ainda foi mal educada com os jornalistas que cobriram o evento. Apesar disso, ela venceu os 100m com bons 11.24, mas isso não ajudou nada em sua imagem.

Agora os brasileiros seguem para campings na Europa e competições da Liga Diamante. O Troféu Brasil, no final de junho, vai fechar a equipe olímpica, que já tem cerca de 60 vagas e com quase nenhuma chance de medalha.