Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Resumo olímpico da semana

Atletismo

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Fabiana Moraes

Marca excepcional de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras. A atleta do Pinheiros venceu a prova em meeting na cidade espanhola de Ávila com 12.84 (+0,8m/s), seu recorde pessoal. Além da marca pessoal, ela fez a 2ª melhor marca da história para uma atleta sul-americana, perdendo apenas para o recorde continental de Maurren Maggi, de 12.71 desde 2001! Fabiana também atingiu o índice pro Mundial de Londres.

Na etapa marroquina de Rabat da Diamond League, o finalista olímpico Altobeli da Silva foi oitavo nos 3.000m com obstáculos com bons 8:23.67, melhorando seu recorde pessoal em pouco mais de 2s. Outros 3 brasileiros competiram. Darlan Romani foi 6º no arremesso de peso com 21,08m, Núbia Soares fez apenas 13,69m no salto triplo e Thiago Bráz mais uma vez decepcionou, ficando sem marca no salto com vara. Queimou as três em 5,40m.

Em São Bernardo, Lucas da Silva Carvalho ratificou o índice pro Mundial nos 400m com 45.37, melhorando o tempo que tinha de 45.45. No lançamento de martelo, Allan Wolski melhorou seu recorde pessoal para bons 75,22m, 3ª melhor marca da história na América do Sul, mas ainda abaixo do índice pro Mundial, que é de 76m.

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Letícia Bufoni

No X-Games em Minneapolis, Kelvin Hoefler deu show na prova de street, que será olímpica em Tóquio. Ele fez uma prova quase perfeita na 2ª passagem tirando espetaculares 92,33 para levar o ouro a frente dos americanos Alec Majerus (88,66) e Nyjah Huston (88,00). Após a sua excelente passagem, Kelvin rasgou no meio a camiseta para comemorar.

Na prova feminina, Leticia Bufoni ficou com o bronze com 82,00, atrás da japonesa de 15 anos Aori Nishimura (87,66) e da americana Samarria Brevard (84,66).

Outros Esportes:

Ygor Coelho chegou às 4as do GP do Canadá de badminton em Calgary. Ele venceu 3 partidas até perder de 21-9 21-9 para o sul-coreano Lee Hyun-il, cabeça 1 do torneio.

Gideoni Monteiro ficou em 5º em prova de Omnium na Itália com 104 pontos. A vitória foi do italiano campeão olímpico Elia Viviani.

Alexandre Rocha foi 29º em competição de golfe em Utah, válida pelo web.com Tour. Ele somou 269 tacadas, 6 a mais que o campeão, mas não pontuou pro ranking mundial.

– Em sua primeira prova desde setembro, Pamella Oliveira foi 23ª na etapa de Hamburgo da Série Mundial de triatlo, no formato sprint, com 1:01:23 em prova vencida por Flora Duffy, de Bermudas, com 59:00. Vittoria Lopes foi 33ª e Beatriz Neres 42ª. No masculino, Danilo Pimentel foi 45º e Manoel Messia não terminou.

Brasil domina SulAm de atletismo

Mesmo sem equipe completa, o Brasil dominou o Sul-Americano de atletismo com 17 ouros em 44 provas, numa competição dominada por ventos muito fortes em Assunção, Paraguai.

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Andressa de Morais

O grande resultado do campeonato foi de Andressa de Morais, no lançamento de disco. Com uma ótima série, Andressa venceu a prova com 64,68m, batendo o único recorde sul-americano do torneio. A série dela foi: 61,27 – 63,82 – 61,88 – 64,68 – X – X.

Outros bons resultados vieram com Darlan Romani no arremesso de peso com 21,02m (longe do 21,82 obtidos no começo do mês) e com o venezuelano Eure Yáñez no salto em altura, com 2,31m. Núbia Soares foi a grande surpresa do SulAm ao desbancar a venezuelana vice olímpica Yulimar Rojar no salto triplo. Com um vento de +4,2m/s, Núbia saltou 14,42m contra 14,36m da venezuelana (vento válido +1,4m/s), mas Rojas sentiu um desconforto e não saltou mais, dando a vitória à brasileira.

A ventania atrapalhou outras provas, como nos 100m feminino, onde a equatoriana Ángela Tenório venceu com espetacular 11.02, mas vento de +3,4m/s. Nos 200m, Vitória Cristina Rosa venceu com 22.67 (vento +2,8m/s). Tempaço de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras, com 12.86, mas vento de +2,9m/s. Nos 110m com barreiras, Eduardo de Deus venceu com 13.42 (vento +3,8m/s). No decatlo, ótima prova de Jefferson Santos, com 8.187 pontos, que lhe dariam o índice pro Mundial, se não fosse o vento de +4,3m/s no salto em distância… Em combinadas, o vento considerado limitador é de 4,0m/s, diferente dos +2,0m/s nas provas individuais. Bela marca do colombiano Diego Palomeque, que venceu os 100m com vento válido de +1,9m/s com 10.11, recorde colombiano.

No geral, o Brasil venceu o torneio com 352 pontos contra 259 da Colômbia e 160 da Argentina. Pela primeira vez na história, todos os 13 países que formam a CONSUDATLE venceram pela menos uma medalha! Guiana e Suriname conquistaram pela 1ª vez um ouro em 95 anos de história do SulAm! Gianna Woodruff venceu os 400m com barreiras com 56.04 para dar o 1º ouro panamenho e Miguel van Assen levou o salto triplo com 16,94m, ouro do Suriname. Até a Bolívia medalhou, com uma prata na Marcha!

O prazo para obtenção de índices pro Mundial termina em 23 de julho.

Troféu Brasil – Dia 2

15 finais no sábado e dois recordes de competição em São Bernardo.

Pista

Thiago André liderou do início ao fim para vencer os 1.500m com 3:45.42, muito acima do índice e muito melhor que o tempo do ouro olímpico no Rio (lembrando que esta foi a final mais fraca dos Jogos). Nos 400m, Geisa Coutinho levou no feminino com 51.97 (abaixo do índice de 52.10) e Lucas Carvalho no masculino com 45.84 (índice é 45.50). Nos 100m com barreiras feminino, Fabiana Moraes venceu com 13.26 (+0,2m/s).

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Altobeli da Silva

O finalista olímpico Altobeli da Silva venceu os 3.000m com obstáculos com 8:26.06, baixando do índice de 8:32 e batendo o recorde do campeonato. Na versão feminina, Tatiane da Silva venceu com altos 10:22.00. O B3 Atletismo venceu o revezamento 4x100m masculino com 39.92 e o Pinheiro o feminino com 43.55.

Nas marchas de 20km, o 4º colocado no Rio-2016 Caio Bonfim venceu pela 5ª vez seguida a prova no Troféu Brasil com 1:21:25, recorde do troféu. Érica de Sena vence pela 7ª vez seguida com altos 1:37:34.

Campo

O destaque no campo foi Darlan Romani no arremesso de peso. Ele não chegou perto da espetacular marca da semana passada, mas venceu com 20,56m, quase 1m melhor que o 2º colocado. No disco feminino, Andressa de Morais ficou com o ouro com 58,57m.

Jefferson Santos venceu o decatlo com 7.776 pontos. Final bem fraca do salto em distância masculino: Paulo Sérgio Oliveira fez 7,77m para ficar com o ouro, mesma marca de Tiago da Silva. Mas nos critérios de desempate, Paulo Sérgio obteve um 2º melhor salto (7,64m contra 7,60m). Na prova feminina, Eliane Martins venceu com 6,69m, ficando a 6cm do índice pro Mundial.

GP Brasil tem marca histórica e dois campeões olímpicos

No último sábado, São Bernardo recebeu o GP Brasil de atletismo, que contou com a presença de 2 campeões olímpicos no Rio-2016: Thiago Braz e a polonesa bicampeã olímpica do lançamento de martelo Anita Wlodarczyk. Mas a presença dos dois foi abafada pela excelente prova do finalista olímpico Darlan Romani.

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Darlan Romani e sua marca histórica

Já falei do Darlan algumas vezes aqui e o incluí na lista de “5 nomes não tão novos para ficar de olho”. Treinado agora pelo cubano Justo Navarro, Darlan teve uma evolução sensacional e já é um dos melhores arremessadores do mundo. Na sua 1ª tentativa, Darlan abriu com bons 20,43m, mas na 2ª deu show com espetacular 21,82m! A marca é 80cm melhor que o recorde brasileiro dele obtido na final olímpica do Rio e 56cm melhor que o recorde sul-americano do argentino Germán Lauro, de 2013.

Com a marca, Darlan assume o 5º lugar do ranking de 2017 e é o 34º da história. A marca daria a ele a medalha de prata olímpica. Darlan está cada vez mais perto do Clube dos 22m.

Eis a evolução dele:

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2012      20,48

2013      20,08

2014      20,84

2015      20,90

2016      21,02

2017      21,82

Wlodarczyk foi o destaque feminino ao sobrar na prova do martelo com 78,00m. Ela é dona das 10 melhores marca da história e esta foi a 23ª vez que arremesso os 4kg para 78m ou mais. Já Thiago Braz decepcionou ficando em 2º com apenas 5,40m. Ele queimou as 3 em 5,60m e viu Augusto Dutra vencer a prova com esta marca. Mas Thiago está num treinamento de longo prazo já visando aos Jogos de Tóquio e ao recorde mundial do Lavillenie de 6,16m. Foram dois índices para o Mundial de Londres: Mateus Sá, bronze no Mundial Sub20 em 2014, venceu o triplo com 16,87m e Vitória Rosa faturou os 200m com 23.09.

Além dessas, poucas marcas de destaque para os brasileiros. Jéssica dos Reis venceu o salto em distância com 6,61m e Fernando Ferreira levou o salto em altura com 2,28m.

O foco agora é o Troféu Brasil, também em São Bernardo, que começa nesta sexta-feira.

Resumo olímpico da semana

Vela

2017 World Cup Series Hyères

Martine Grael e Kahena Kunze

Martine Grael e Kahena Kunze dominaram a Copa do Mundo de Hyeres, na França. As campeãs olímpicas somaram 34 pontos com um descarte após 13 regatas, bem a frente da dupla alemã, com 50 pontos, 2ª colocada. Foi a 3ª competição delas este ano e a 3ª vitória.

Fora ainda dois quintos lugares, com Jorge Zarif na Finn e Patrícia Freitas na RSX. Ambos venceram duas regatas cada, mas pecaram feio em outras.

Atletismo

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Jefferson Santos

Seis brasileiros foram disputar o Multistars, tradicional competição de provas combinadas em Firenze, na Itália. Sem grandes adversários, os brasileiros foram bem. O destaque foi Jefferson Santos, que terminou o 1º dia na liderança do decatlo e venceu a prova ao somar bons 7.728 pontos. Além de bater seu recorde pessoal no decatlo, fez a melhor prova da vida em 7 provas!

No feminino, Tamara de Sousa terminou o 1º dia na frente com 39 pontos de vantagem. Mas ela tem um tradicional 2º dia ruim, enquanto a colombiana Evelis Aguilar fez 3 excelente provas para vencer com 6.228. Tamara acabou na 3ª colocação com 5.866 pontos e Vanessa Chefer, que venceu esta prova no ano passado com 6.100 pontos, acabou em 4º com 5.808, indo mal no peso e no dardo.

Boxe

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Beatriz Ferreira após vencer na semifinal

Beatriz Ferreira foi o destaque brasileiro no Belgrado Winner, competição tradicional na Sérvia, em sua primeira competição internacional. A jovem atleta venceu suas 3 lutas na categoria 60kg, passando por belga após o árbitro parar o combate, depois venceu por 5-0 escocesa e, na final, passou pela polonesa Aneta Rygielska para ficar com o ouro. Beatriz é uma das grandes revelações do boxe feminino brasileiro e mostrou nessa competição que tem tudo para brilhar.

Foram ainda outras 4 medalhas de bronze, com Graziele de Jesus (51kg), Joedison Teixeira (64kg), Jhonatan Soreas (69kg) e Juan Nogueira (91kg).

Outros Esportes

Darlan Romani venceu prova de arremesso de peso nos EUA com 20,93m finalmente conquistando o índice pro Mundial de Londres, ficando a 9cm do seu recorde brasileiro.

– Na copa Europeia Cadete de judô em Berlim, equipe brasileira com 3 ouros, todos no feminino: Laura Ferreira (44kg), Gabriella Moraes (63kg) e Luiza Cruz (+70kg). Teve ainda uma única prata no masculino com Willian Lima (60kg).

Adilson da Silva ficou em 4º lugar e torneio de golfe na Zâmbia válido pelo Sunshine Tour com 277 tacadas, a 4 do campeão. Ele ganhou 4,2 pontos pro ranking, subindo 48 posições para 322º.

– No torneio Superpraia em Niterói, Ágatha e Duda levaram o título no feminino com 21-17 21-14 an final sobre Maria Elisa/Carol. No masculino, os campeões olímpicos Alison/Bruno Schmidt levaram o tetra com 21-19 22-20 sobre Álvaro Filho/Saymon.

Raiza Goulão venceu prova de mountain bike na Espanha, em Arnedo. Ela completou o percurso em 1:18:18, mesmo tempo da espanhola Rocio Martinez, em 2º lugar.

Flávia Oliveira foi 40ª colocada no Festival Elsy Jacobs, prova de 3 etapas em Luxemburgo, ficando a 5:48 da campeã.

Luisa Baptista venceu Copa Americana de triatlo em Salinas, no Equador. Ela completou a distância olímpica em 2:06:05, mais de 1min15s na frente da 2ª colocada. No masculino, Manoel Messias foi 4º colocado.

Ana Beatriz Bulcão foi a única brasileira na Copa do Mundo de florete feminino em Tauberbischofsheim, na Alemanha, ficando em 91º lugar entre 155 competidoras.

– A CBG convocou 10 atletas para a seleção brasileira de ginástica rítmica de conjunto, sendo apenas 2 remanescentes da equipe 9ª colocada nos Jogos do Rio: Francielly Machado e Jéssica Maier.

Cinco nomes não tão novos para ficar de olho

Com o início de um novo ciclo olímpico de olho no Japão, selecionei 5 nomes para ficar de olho nesse quadriênio que começou há alguns dias. Não são nomes novos, 4 disputaram os Jogos do Rio, mas têm tudo para crescerem muito e brigarem por medalha em 2020.

Duda

Com apenas 18 ano, Eduarda Lisboa, a Duda, já tem um currículo invejável e é considerada a maior revelação do vôlei de praia mundial dos últimos anos. Em 2013, com 14 anos (!!) disputou os 3 mundiais de base do vôlei de praia e foi campeã mundial no Sub19, prata no Sub23 e 9ª no Sub21! Foi bicampeã mundial Sub19 em 2014, além de levar o ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, e no ano passado venceu os Mundiais Sub19 e Sub21. Disputou em 2016 22 torneios, a maioria ao lado de Elize Maia e foram campeãs dos Abertos de Maceió e de Fortaleza do circuito mundial. Este ano, Duda mudou de parceria e jogará com ninguém menos que Ágatha, campeã mundial e prata no Rio-2016. A nova dupla fará sua estreia no final do mês, na etapa de João Pessoa do Circuito Brasileiro.

Gabriel Borges

Aos 25 anos, já disputou uma Olimpíada em 2016, ao lado de Marco Grael. A dupla foi 11ª colocada na Classe 49er, ficando de fora da Regata da Medalha por muito pouco. Mas Gabriel mudou de parceiro e competirá agora com o mito Robert Scheidt, que pretende ir para sua 7ª Olimpíada, após bater na trave no Rio na Laser. No fim de janeiro, eles farão sua estreia em competições na Copa do Mundo de vela de Miami.

Darlan Romani

Já acompanho a carreira do catarinense de 25 anos há algum tempo. Em 2010 disputou o Mundial Juvenil no Canadá e terminou na ótima 7ª colocação no arremesso de peso. Em 2012, apareceu pela primeira vez aqui no blog, quando foi campeão brasileiro sub-23 com 20,48m, batendo o recorde brasileiro da prova. Por muito pouco ficou fora da final do Mundial de 2015, em Pequim, mas no Rio deu show e por pouco não medalhou, terminando na espetacular 5ª posição com 21,02m, atual recorde brasileiro. É uma prova onde há uma boa longevidade e ele tem muito ainda pela frente. Tem tudo para crescer mais e melhorar suas marcas. Com 21,50m, briga por medalha em mundiais em nos Jogos Olímpicos.

Brandonn Almeida

Ainda com 19 anos, é a grande revelação da natação brasileira dos últimos anos. Em 2015, surpreendeu muitos ao vencer os 400m medley nos Jogos Pan-Americanos. Se classificou pro Mundial de Kazan, mas optou por se concentrar no Mundial juvenil em Singapura, onde foi ouro nos 1.500m livre e prata nos 400m medley. Não teve um grande ano de 2016, indo mal nos Jogos do Rio com o 15º lugar nos 400m medley e 29º nos 1.500m e ficou fora da final do Mundial de piscina curta nos 400m medley por 0.02, com o 9º tempo. Mesmo indo mal, ele bateu o recorde sul-americano dos 400m livre em piscina curta este ano. Ele deve focar nos 400m medley, que é uma prova que está sem dono no nível global. Já apostando em uma final no Mundial de Budapeste em julho.

Hugo Calderano

Mesmo sem jogar em dezembro, o brasileiro apareceu na ranking mundial divulgado esta semana na espetacular 20ª posição, sua melhor marca da história, o que pode colocá-lo na chave principal de quase todos os torneios que disputar. Também é o 2º colocado no ranking mundial Sub-21, atrás apenas do chinês Fan Zhendong, 2º do mundo no adulto. Definitivamente o maior nome do tênis de mesa pan-americano a surgir nos últimos anos, Calderano fez uma excelente campanha no Rio-2016 e cegou a medalhar em novembro em duas etapas do circuito mundial. Tem grandes condições de brigar de igual para igual com asiáticos e alemães.