Atletismo brasileiro finalmente confirma critérios olímpicos

Demorou, mas finalmente a CBAt divulgou nesta semana os critérios para a equipe olímpica brasileira de atletismo.

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Darlan Romani. Foto: Wagner Carmo/CBAt

Sem grandes novidades, ela adotou os mesmos critérios da IAAF. Quem conseguir índice nos períodos estabelecidos ou quem conseguir classificação pelo ranking mundial irá para Tóquio. As únicas alterações são para quando mais de 3 conseguirem índice e para a composição dos revezamentos. Os detalhes estão aqui.

Sendo assim, temos já 16 atletas com índice:

Masculino
Paulo André Camilo de Oliveira (Pinheiros) – 100 m – 10.04 (0.9)
Aldemir Gomes Junior (Pinheiros) – 200 m – 20.17 (0.9)
Gabriel Constantino (Pinheiros) – 110 m com barreiras – 13.18 (0.8)
Eduardo de Deus (Orcampi) – 110 m com barreiras – 13.30 (0.7)
Alison Brendom dos Santos (Pinheiros) – 400 m com barreiras – 48.28
Márcio Teles (Orcampi) – 400 m com barreiras – 48.60
Thiago Braz (Pinheiros) – salto com vara – 5,92 m
Augusto Dutra (Pinheiros) – salto com vara – 5,80 m
Alexsandro Melo (Orcampi) – salto triplo – 17,20 m
Almir Cunha dos Santos (Sogipa) – salto triplo – 17.15 (1.0)
Darlan Romani (Pinheiros) – arremesso do peso – 22,61 m
Daniel Chaves (Instituto ICB) – maratona – 2:11:10
Caio Bonfim (CASO) – 20 km marcha atlética – 1:18:47

Feminino
Vitória Cristina Rosa (Pinheiros) – 200 m rasos – 22.72 (0.4)
Erica Rocha de Sena (Orcampi) – 20 km marcha atlética – 1:27:37
Andressa Oliveira de Moraes (Pinheiros) – lançamento do disco – 65,34 m

Além disso, o Brasil já está garantido no 4x100m masculino e no 4x400m misto. Apenas Paulo André está confirmado como membro dos revezamentos. Lembrando que a Andressa está provisionalmente suspensa por doping, mas essa marca do índice foi obtida antes desse exame positivo.

Não foi nenhuma surpresa a atitude tomada pela CBAt, sem exigir confirmação de índice ou índices mais exigentes. O Mundial de Doha mostrou que o Brasil tem dois níveis de atletas: aqueles que se sobressaem em competições importantes, batendo marcas pessoais e aqueles que apenas vão para completar a equipe, fazendo marcas fracas e bem longe dos índices.

Claro que eu quero ver uma equipe enorme nas Olimpíadas, no maior número de provas, mas ter um alto número de atletas apenas para passear não é o ideal. A CBAt deveria exigir índices mais fortes que a IAAF ou então que o atleta confirmasse o índice em 2020. Pelo jeito isso vai ter que esperar…

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 12

Recorde mundial no tiro com arco, show de Darlan Romani, ouro no hipismo e domínio americano na natação, num dia de 2 grandes polêmicas no Jogos.

Atletismo

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Darlan Romani. Foto: SFP/Getty Images

Favoritaço no arremesso de peso, Darlan Romani deu show absoluto na final. Abriu com 20,81m, melhorou para 20,92m, depois para 21,19m, fez 21,16m, melhorou novamente com 21,54m e fechou com espetaculares 22,07m para levar o ouro. O 2º colocado foi o americano Jordan Geist com 20,67m. Ou seja, Darlan ganharia o ouro com qualquer uma das suas 6 tentativas.

Nas finais dos 100m, Paulo André de Oliveira ficou com a medalha de prata com 10.16, perdendo pro favorito americano Michael Rodgers, que venceu com 10.09. Rodrigo do Nascimento foi 4º com 10.27. No feminino, um belo bronze de Vitória Cristina Rosa com 11.30. O ouro foi pra campeã olímpica no Rio-2016 Elaine Thompson com 11.18.

Ainda tivemos vitória do cubano Juan Miguel Echevarría no salto em distância com 8,27m, onde Alexsandro de Melo foi 4º com 7,77m, vitória da jamaicana Natoya Goule nos 800m feminino com 2:01.26 e do canadense Damian Warner no decatlo com 8.513 pontos.

Hipismo

Foi uma prova sensacional do Brasil nos saltos por equipe. Após o 1º dia de prova, os EUA lideravam com 2,09 pontos contra 3,39 do Brasil. Na 1ª passagem do dia, 2 brasileiros, 2 americanos e 2 mexicanos zeraram, e o Brasil foi pra liderança com 7,39. Estados Unidos em seguida com com 10,09 e México com 10,97.

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Foto: COB

Na 2ª passagem, Eduardo Menezes fez 2 faltas, Marlon Zanotelli fez uma no último obstáculo, Pedro Veniss estourou o tempo e perdeu 1,00 pontos enquanto Rodrigo Lambre zerou. Pro México, dois zeraram contra 3 faltas de um conjunto. Já pros EUA, apenas um conjunto zerou e a sua melhor amazona, Beezie Madden, fez duas faltas. Assim, o Brasil levou o ouro com 12,39 seguido do México com 22,97 e dos americanos com 23,09!

Tênis de Mesa

Hugo Calderano é um monstro! Na semifinal ele venceu o canadense Eugene Wong por 4-2 (8-11, 11-7, 11-6, 7-11, 11-9, 11-6) e, na decisão, fez um jogaço com o chinês naturalizado dominicano Wu Jiaji, que chegou a ter 2-1 e 3-2 na final. Mas Calderano soube segurar e empatar, até que fechou com um 7º set espetacular parcial 11-2 e vencer por 4-3 (11-8, 6-11, 8-11, 11-7, 8-11, 11-8, 11-2). Calderano chega a seu 4º ouro em Pans e 20 vitórias em 20 jogos.

Bruna Takahashi perdeu a semifinal pra porto-riquenha Adriana Díaz por 4-0 (11-9, 11-8, 11-3, 11-4) e ficou com o bronze no individual, sua 3ª medalha em Lima. Díaz ficou com o ouro ao passar pela americano Wu Yue por 4-1 (11-8, 11-3, 11-9, 8-11, 11-6).

Natação

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Breno Correia e Fernando Scheffer. Foto: COB

No dia dos EUA na piscina, Fernando Scheffer foi o único não-americano a levar ouro, faturando os 200m livre com 1:46.68. Breno Correia completou a dobradinha brasileira na prova com 1:47.47 pra prata e o americano Drew Kibler foi bronze com 1:47.71. Nas outras 6 provas, ouros americanos.

O Brasil ainda conquistou mais 4 medalhas. Larissa Oliveira foi bronze nos 200m livre com 1:59.78 em prova com vitória de Claire Rasmus 1:58.64. Vinícius Lanza foi bronze nos 100m borboleta com 51.88, atrás do americano Tom Shields 51.59 e do guatemalteca Luis Carlos Martinez 51.63. Leonardo de Deus foi bronze nos 200m costas com 1:58.73 com vitória do americano Daniel Carr com 1:58.13. E o Brasil foi prata no revezamento 4x100m livre misto com 3:25.97, ficando atrás dos americanos com 3:24.84. Brasil fez uma excelente prova liderando até os 350m, quando Margo Geer ultrapassou a Etiene Medeiros nos 50m finais.

Tivemos mais dois ótimos resultados do Brasil, com Fernanda Geoij batendo o recorde sul-americano nos 200m costas, 4ª com 2:11.95 a 1.00 do bronze, e com Giovana Diamante 4ª nos 100m borboleta com 59.31 a 0.20 do bronze.

Tiro com Arco

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Brady Ellison e seu alvo do WR. Foto: World Archery

O tiro com arco foi um dos destaques do dia em Lima. A começar pelo ranqueamento masculino, onde o americano Brady Ellison obteve a melhor pontuação com incríveis 702 entre 720 possíveis, batendo em 2 pontos o recorde mundial que o sul-coreano Kim Woojin fez no Rio-2016. Em 2º, Marcus Vinícius D’Almeida melhorou o seu recorde brasileiro em 7 pontos para 692. Foram ainda mais 3 recordes do Pan, com o EUA por equipes no masculino com 2057, da mexicana Alejandra Valencia no feminino com 675 e da equipe feminina com o México marcando 1971. Foi o 1º recorde mundial batido em um Pan desde Winnipeg-1999 no levantamento de peso.

Mas a grande polêmica veio nas 4as de final da equipe masculina, no confronto entre Brasil e Chile. O confronto empatou em 4-4 e foi pras flechas de desempate, onde as equipes novamente empataram em 28-28. Nesse caso, ganha quem tiver a flecha mais próxima do centro. O árbitro deu a vitória pro Brasil, o Chile apelou, o resultado demorou muito tempo e foi dada a vitória aos chilenos. Ainda tem muita coisa obscura nessa prova, mas a polêmica foi forte. A final será entre Canadá e Chile. No feminino, o Brasil venceu nas 4as 6-0 o Canadá, perdeu para as mexicanas por 6-0 na semi e disputará o bronze contra a Colômbia.

Outros Esportes

Campeã mundial há algumas semanas, Nathalie Moellhausen perdeu na semifinal da espada feminina para a americana Katharine Holmes por 15-9 e ficou com um dos bronzes na esgrima. Holmes foi ouro e seu compatriota Daryl Homer venceu no sabre masculino.

Magno Nazaret foi prata na prova de ciclismo contrarrelógio. Ele completou os 37km da prova em 46:17.44, ficando atrás do colombiano Daniel Martinez, que sobrou com 44:22.71. Dona de 5 ouros em Mundiais de pista, a americana Chloe Dygert venceu no feminino completando os 18,5km em 23:36.51.

O Brasil venceu a 2ª no basquete feminino, agora com 64-58 sobre Porto Rico. As adversárias chegaram a abrir 26-13, mas o Brasil virou 32-31. Chegamos a abrir 14 pontos, mas tiveram um apagão, Porto Rico encostou em 62-58, mas deu Brasil. A polêmica do dia foi no jogo entre Argentina e Colômbia. As duas equipes chegaram para o jogo de uniforme azul, mas a Argentina deveria ter ido de branco. Só que elas não levaram o uniforme reserva pro ginásio e perderam por WO.

O Brasil finalmente estreou no vôlei feminino, vencendo Porto Rico por 3-0 (25-16, 25-16, 25-15) pelo Grupo A.

No início de disputas da luta, Angelo Marques perdeu a disputa do bronze da greco-romana 77kg para o cubano Yosvanys Peña.

Filipe Othguy perdeu na semifinal da pelota basca, prova de Fronton com as mãos, 2-0 (10-4, 10-0) para cubano e vai disputar o bronze.

Mais uma final de coletivos pra Argentina, que venceu 3-0 o Uruguai na semifinal do futebol masculino. Vai enfrentar na decisão Honduras, que empatou em 1-1 com o México, mas venceu 4-2 nos pênaltis.

O México destruiu no raquetebol, levando 4 ouros nesta quarta-feira, nas duas provas individuais e nas duas de duplas.

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
Dia 6 0 2 5 7
Dia 7 3 2 1 6
Dia 8 0 0 3 3
Dia 9 7 2 7 16
Dia 10 1 2 3 6
Dia 11 4 4 2 9
Dia 12 4 4 6 14
TOTAL 31 26 45 102

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Natação 4 4 4 12
Ginástica Artística 4 4 3 11
Canoagem Slalom 4 0 1 5
Taekwondo 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Tênis de Mesa 2 1 2 5
Surfe 2 1 1 4
Atletismo 1 4 3 8
Boxe 1 3 2 5
Ginástica Rítmica 1 1 3 5
Hipismo 1 1 2 4
Badminton 1 0 4 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Águas Abertas 1 0 1 2
Patinação Artística 1 0 1 2
Tênis 1 0 1 1
Handebol 1 0 1 2
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 2 2 4
Boliche 0 1 0 1
Esgrima 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 1 1
Saltos Ornamentais 0 0 1 1
Vôlei 0 0 1 1
TOTAL 31 26 45 102

O espetáculo de Darlan Romani no domingo!

Simplesmente sensacional! Espetacular! Histórico!

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Darlan Romani competindo em Stanford, neste domingo. Foto: Victah Sailer

Difícil medir palavras pro feito do Darlan Romani na etapa de Eugene da Diamond League, nos Estados Unidos. No tradicional e fortíssimo meeting Prefontaine Classic, Darlan deu show absoluto no arremesso de peso.

Darlan vem numa evolução excelente desde os Jogos do Rio, quando surpreendeu com o 5º lugar, com recorde brasileiro na época de 21,02m. Em 2017, se manteve constantemente acima dos 20m, batendo o recorde sul-americano em junho com 21,82m, apesar de fracassar no Mundial, onde sequer pegou final. Em 2018, disputou 15 competições e em 14 delas arremessou para acima dos 21m, atingindo o auge do recorde sul-americano de 22,00m em sua última prova do ano, no Troféu Brasil em setembro.

Este ano, ele seguiu na casa dos 21m, pegando dois bronzes em etapas da Diamond League, com 21,60m em Doha e 21,68m em Roma. Esses 22m estavam demorando.

Até este domingo.

A prova começou com o americano Ryan Crouser abrindo na 1ª tentativa para 22,17m contra 21,64m do brasileiro e 21,63m do fortíssimo neozelandês Tom Walsh. Na 2ª série, Darlan melhorou para 21,92m, sua melhor marca do ano, enquanto Crouser queimava e Walsh fazia 21,61m. Aí na 3ª tentativa veio a marca: 22,46m, novo recorde sul-americano! Na 4ª, Darlan melhorou para 22,55m! E na 5ª fez espetaculares 22,61m!! Ainda fechou com 22,37m! Que série espetacular de média 22,26m! Crouser não melhorou e ficou mesmo com os 22,17m da 1ª tentativa.

A marca de Darlan é a 2ª melhor do ano no mundo, mas o coloca como o 10º melhor atleta da história na prova! Ele está atrás de 4 americanos, 2 alemães, um italiano, um suíço e do neozelandês Walsh. Esta foi a 16ª melhor marca da história e é superior ao recorde olímpico (22,52m) e ao recorde do campeonato mundial (22,23m). Darlan deve subir para 2º do ranking mundial na sua prova e virar top-15 no ranking mundial geral que engloba todas as provas do atletismo.

Absolutamente fantástico!

De olho no atletismo para 2020!

Estou bem animado com o atletismo brasileiro! Não digo que ganharemos um monte de medalhas em Tóquio ou no Mundial de Doha este ano, mas devemos ter um recorde de finais (top8) e marcas bem expressivas. E o sub-10 nos 100m está cada vez mais próximo!

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Alison dos Santos. Foto: Ricardo Bufolin/CBAt

Este fim de semana foi de resultados muito interessantes com os brasileiros de olho nos índices pro Mundial e pro Pan. Bragança Paulista recebeu o GP Caixa de Atletismo, que faz parte do circuito mundial da IAAF e, novamente, não recebeu quase nenhum grande nome. A melhor prova foi o arremesso de peso masculino, onde o favorito Darlan Romani perdeu para o nigeriano Chukwuebuka Enekwechi mesmo fazendo ótimos 21,69m! O nigeriano venceu com 21,77m, melhorando seu PB em 49cm e o recorde nacional em 1cm. Foi a 2ª melhor marca da história para um africano.

No salto com vara, Thiago Braz mais uma vez decepcionou. O campeão olímpico terminou em 4º com 5,45m. Augusto Dutra saiu com a vitória na prova com 5,75m, seu melhor salto em 4 anos! No disco feminino, Andressa Morais ficou em 2º com ótimos 64,86m, a apenas 24cm do seu recorde sul-americano.

Gabriel Constantino venceu os 110m com barreiras com excelentes 13.24, apenas 0.01 do seu recorde sul-americano, mas o vento de 3,8m/s não poderia validar nenhum recorde novo. Ainda assim, um ótimo tempo.

Quem vem brilhando este ano é Alison dos Santos, de apenas 18 anos. Ele esteve na equipe ouro no Mundial Sub18 em 2017 no 4x400m e foi bronze nos 400m com barreiras no Mundial Sub20 em 2018. Na semana passada ele havia batido o recorde sul-americano sub20 dos 400m com barreiras com 49.48 em prova na Califórnia. Neste domingo, venceu em Bragança com excelentes 48.84! Melhorando 0.64 seu recorde pessoal! Alison fez a 4ª melhor marca do ano no mundo e está atrás apenas do espetacular Abderrahman Samba, com 47.51, de um indiano com 48.80 e de um sul-africano com 48.81. Sua marca o coloca como o 13º mais rápido da história no sub20.

Outra ótima marca no fim de semana foi do maratonista Daniel Chaves. Ele ficou em 15º na maratona de Londres com 2:11:10, correndo abaixo do índice olímpico, se tornando o 2º brasileiro com índice para Tóquio, junto com a marchadora Érica Sena. Daniel agora é o 13º melhor brasileiro da história na maratona e fez o melhor tempo do país desde dezembro de 2015, quando Paulo Roberto Paula marcou 2:11:02 na maratona de Fukuoka, no Japão.

Enquanto isso, nosso melhores velocistas estão em treinamento nos EUA para aprimorar suas provas individuais e o revezamento. Paulo André tem 10.02 obtidos em 19 de abril e é o 3º melhor do ano na prova. Já vem namorando há tempos a marca de 10.00, atual recorde sul-americano. Desse ano não passa!

Andressa e Darlan brilham na Diamond League

Nas duas etapas finais da Diamond League, Darlan Romani e Andressa de Morais obtiveram mais um ótimo resultado na temporada.

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Andressa de Morais

Na quinta, em Zurique, Darlan chegou pro arremesso de peso com 3 medalhas no circuito da Diamond League e o título do Ibero-Americano na semana passada na bagagem. Numa prova fortíssima, ele terminou em 4º com 21,94m, ficando a 1cm do seu recorde sul-americano. A vitória foi do neozelandês Tomas Walsh, com excelentes 22,60m. Os americanos Darrell Hill com 22,40m e Ryan Crouser com 22,18m ainda ficaram na frente do brasileiro. Aliás, a prova do Darlan foi de extrema regularidade: 21,94m – x – 21,84m – 21,85m – 21,65m – 21,70m. Vale ressaltar que com essa marca, Darlan seria prata no Mundial de 2017 e no Rio-2016.

Nesta sexta, em Bruxelas, Andressa de Morais por muito pouco não fez história. Na final do arremesso de disco, ela vinha em 6º após 3 tentativas, mas foi subindo até que assumiu a liderança na última tentativa com 64,65m, pouco menos de meio metro do seu recorde continental. Mas ai veio a cubana Yaimé Pérez e marcou 65,00m para assumir a liderança. Restava apenas a (quase) imbatível croata Sandra Perkovic, que decepcionou e terminou em 3º com 64,31m. Depois de 3 quartos lugares em etapas da Diamond League, Andressa finalmente conseguiu um top-3 e por muito pouco não levou o diamante pra casa.

Os dois seguem agora para a República Checa onde disputarão no próximo fim de semana a Copa Continental, onde farão parte da equipe das Américas, ao lado de Laila Domingos no dardo e Vitória Cristina Rosa no revezamento 4x100m.

3 medalhas para comemorar no fim de semana

Num fim de semana cheio de bons resultados pro esporte brasileiro, 3 medalhas se destacaram em 3 provas dos seus respectivos circuitos mundiais e que estavam praticamente completas, com todos os maiores nomes da modalidade.

Quatro brasileiros competiram na Diamond League de Eugene, nos EUA.

Em sua 1ª temporada entre os melhores do mundo, Almir dos Santos foi bronze no salto triplo com 17,35m, obtidos no 2º salto. Ele liderou por boa parte da prova, até que os americanos Christian Taylor com 17,73m no último salto e Will Claye com 17,46m no 5º o passaram. A única grande ausência na prova foi do cubano Pedro Pablo Pichardo.

No arremesso de peso, Darlan Romani se afirmando como um dos melhores do mundo. Depois de quebrar mais um vez o recorde sul-americano na semana passada com 21,94m, ele melhorou a marca em 1cm e, com 21,95m, foi bronze na etapa. A vitória foi do americano campeão olímpico no Rio Ryan Crouser com espetaculares 22,53m, seguido do polonês Michal Haratyk com 21,97m. Estavam na prova o neozelandês Tom Walsh (4º com 21,84m), o alemão David Storl, o polonês Konrad Bukowiecki e os americanos Joe Kovacs, Ryan Whiting e Darrell Hill. Prova absurdamente forte. No último arremesso, Darlan fez mais de 22m, mas foi invalidado por muito pouco.

Também competiram em Eugene (mas em provas que não valiam pro circuito da Diamond League) Thiago Braz, que mais uma vez decepcionou e ficou sem marca no salto com vara, queimando as 3 em baixos 5,41m, e Thiago André, 9º na prova da milha com 3:56.03.

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Isaquias Queiroz em Duisburg. Foto: CBCa

Já na Alemanha, em Duisburg, a seleção masculina de canoa foi pra 2ª etapa da Copa do Mundo. Isaquias Queiroz foi o destaque ao levar duas medalhas de prata, no C1 1.000m e no C1 500m. Em ambas ficou atrás do checo Martin Fuksa e na frente do alemão Sebastian Brendel. Nos 1.000m no sábado, Fuksa venceu com 3:42.385, melhor tempo da história, contra 3:44.708 do brasileiro e 3:45.727 do alemão. Nos 500m no domingo, Fuksa fez 1:46.888, Isaquias 1:47.449 e Brendel 1:47.979.

Nas provas do C2, Erlon Silva e Maico Santos ficaram em 4º nos 500m, em 7º nos 200m e em 8º nos 1.000m. Bom ficar de olho no Jacky Godmann, de 19 anos, 2º na FInal B dos 1.000m e 3º na Final B dos 200m.

Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

Pista

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Resumo olímpico da semana

Atletismo

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Fabiana Moraes

Marca excepcional de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras. A atleta do Pinheiros venceu a prova em meeting na cidade espanhola de Ávila com 12.84 (+0,8m/s), seu recorde pessoal. Além da marca pessoal, ela fez a 2ª melhor marca da história para uma atleta sul-americana, perdendo apenas para o recorde continental de Maurren Maggi, de 12.71 desde 2001! Fabiana também atingiu o índice pro Mundial de Londres.

Na etapa marroquina de Rabat da Diamond League, o finalista olímpico Altobeli da Silva foi oitavo nos 3.000m com obstáculos com bons 8:23.67, melhorando seu recorde pessoal em pouco mais de 2s. Outros 3 brasileiros competiram. Darlan Romani foi 6º no arremesso de peso com 21,08m, Núbia Soares fez apenas 13,69m no salto triplo e Thiago Bráz mais uma vez decepcionou, ficando sem marca no salto com vara. Queimou as três em 5,40m.

Em São Bernardo, Lucas da Silva Carvalho ratificou o índice pro Mundial nos 400m com 45.37, melhorando o tempo que tinha de 45.45. No lançamento de martelo, Allan Wolski melhorou seu recorde pessoal para bons 75,22m, 3ª melhor marca da história na América do Sul, mas ainda abaixo do índice pro Mundial, que é de 76m.

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Letícia Bufoni

No X-Games em Minneapolis, Kelvin Hoefler deu show na prova de street, que será olímpica em Tóquio. Ele fez uma prova quase perfeita na 2ª passagem tirando espetaculares 92,33 para levar o ouro a frente dos americanos Alec Majerus (88,66) e Nyjah Huston (88,00). Após a sua excelente passagem, Kelvin rasgou no meio a camiseta para comemorar.

Na prova feminina, Leticia Bufoni ficou com o bronze com 82,00, atrás da japonesa de 15 anos Aori Nishimura (87,66) e da americana Samarria Brevard (84,66).

Outros Esportes:

Ygor Coelho chegou às 4as do GP do Canadá de badminton em Calgary. Ele venceu 3 partidas até perder de 21-9 21-9 para o sul-coreano Lee Hyun-il, cabeça 1 do torneio.

Gideoni Monteiro ficou em 5º em prova de Omnium na Itália com 104 pontos. A vitória foi do italiano campeão olímpico Elia Viviani.

Alexandre Rocha foi 29º em competição de golfe em Utah, válida pelo web.com Tour. Ele somou 269 tacadas, 6 a mais que o campeão, mas não pontuou pro ranking mundial.

– Em sua primeira prova desde setembro, Pamella Oliveira foi 23ª na etapa de Hamburgo da Série Mundial de triatlo, no formato sprint, com 1:01:23 em prova vencida por Flora Duffy, de Bermudas, com 59:00. Vittoria Lopes foi 33ª e Beatriz Neres 42ª. No masculino, Danilo Pimentel foi 45º e Manoel Messia não terminou.

Brasil domina SulAm de atletismo

Mesmo sem equipe completa, o Brasil dominou o Sul-Americano de atletismo com 17 ouros em 44 provas, numa competição dominada por ventos muito fortes em Assunção, Paraguai.

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Andressa de Morais

O grande resultado do campeonato foi de Andressa de Morais, no lançamento de disco. Com uma ótima série, Andressa venceu a prova com 64,68m, batendo o único recorde sul-americano do torneio. A série dela foi: 61,27 – 63,82 – 61,88 – 64,68 – X – X.

Outros bons resultados vieram com Darlan Romani no arremesso de peso com 21,02m (longe do 21,82 obtidos no começo do mês) e com o venezuelano Eure Yáñez no salto em altura, com 2,31m. Núbia Soares foi a grande surpresa do SulAm ao desbancar a venezuelana vice olímpica Yulimar Rojar no salto triplo. Com um vento de +4,2m/s, Núbia saltou 14,42m contra 14,36m da venezuelana (vento válido +1,4m/s), mas Rojas sentiu um desconforto e não saltou mais, dando a vitória à brasileira.

A ventania atrapalhou outras provas, como nos 100m feminino, onde a equatoriana Ángela Tenório venceu com espetacular 11.02, mas vento de +3,4m/s. Nos 200m, Vitória Cristina Rosa venceu com 22.67 (vento +2,8m/s). Tempaço de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras, com 12.86, mas vento de +2,9m/s. Nos 110m com barreiras, Eduardo de Deus venceu com 13.42 (vento +3,8m/s). No decatlo, ótima prova de Jefferson Santos, com 8.187 pontos, que lhe dariam o índice pro Mundial, se não fosse o vento de +4,3m/s no salto em distância… Em combinadas, o vento considerado limitador é de 4,0m/s, diferente dos +2,0m/s nas provas individuais. Bela marca do colombiano Diego Palomeque, que venceu os 100m com vento válido de +1,9m/s com 10.11, recorde colombiano.

No geral, o Brasil venceu o torneio com 352 pontos contra 259 da Colômbia e 160 da Argentina. Pela primeira vez na história, todos os 13 países que formam a CONSUDATLE venceram pela menos uma medalha! Guiana e Suriname conquistaram pela 1ª vez um ouro em 95 anos de história do SulAm! Gianna Woodruff venceu os 400m com barreiras com 56.04 para dar o 1º ouro panamenho e Miguel van Assen levou o salto triplo com 16,94m, ouro do Suriname. Até a Bolívia medalhou, com uma prata na Marcha!

O prazo para obtenção de índices pro Mundial termina em 23 de julho.