Tiro com arco perto de uma medalha

Depois de uma 2ª etapa ruim, os arqueiros brasileiros foram muito bem na 3ª etapa da Copa do Mundo, em Salt Lake City.

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Marcus Vinícius na disputa do bronze, ao fundo

No ranqueamento, Marcus Vinícius D’Almeida foi o melhor, apenas em 45º com 645 pontos. Teve uma ótima 1ª metade com 335, mas caiu na 2ª, para 310. Daniel Xavier, que esteve em duas Olimpíadas, foi 50º com 643 e Marcelo Costa 72º com 624. Já por equipes, o Brasil ficou em 17º com 1912 e não se classificou pro mata-mata por 3 pontos.

Marcus fez uma excelente campanha nos combates. Derrotou japonês na estreia por 6-4, depois passou por americano com 7-1 e pelo cazaque Denis Gankin com 6-5 (9-7 nas flechas da morte). Nas 8as, novamente venceu na flecha de desempate, com 10-9 e nas 4as derrotou malaio por 7-3. Na semifinal, acabou caindo para o cabeça, o sul-coreano Im Dong Hyun por 7-3 e foi disputar o bronze contra o taiwanês Wei Chun-Heng. Wei abriu 2-0 com 28-27, Marcus empatou com 29-28. Wei abriu 4-2 após 28-27. Depois foram dois empates, com 27-27 e 28-28, dando o bronze pro taiwanês. O título ficou com Im Dong Hyun, que fez uma espetacular final coreana contra Kim Woojin. Kim vencia por 5-4 e só precisava de 9 pro ouro, mas fez um 7 e Im empatou. Na flecha de desempate, Kim fez um 9 quase na linha e Im fez um 10 quase um 9!

Outro que fez uma grande etapa foi Marcelo Costa. Com apenas 17 anos e já com um bronze por equipes no Mundial Cadete de 2015, começou derrotando o americano Jake Kaminski, 2 pratas por equipe em Olimpíadas, por 6-4. Depois 6-0 em chinês, 7-3 em cazaque, 6-4 no forte italiano Mauro Nespoli. Nas 4as de final, atirou mal e perdeu pro Im Dong Hyun por 6-0 (27-25, 29-25, 29-24). Ainda assim, um ótimo torneio dele.

A próxima etapa será apenas em agosto, em Berlim.

Tiro com arco faz sua estreia no ano

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Bernardo Oliveira (direita) e Oleksii Hunbin (UKR)

A CBTARCO optou por enviar para a 2ª etapa da Copa do Mundo de tiro com arco, em Antalya, na Turquia, apenas 3 arqueiros e todos no masculino. A mesma equipe que defendeu o país nos Jogos do Rio (Marcus Vinícius D’Almeida, Daniel Xavier e Bernardo Oliveira) foi pra Turquia enquanto nenhuma mulher foi enviada, nem mesmo Ane Marcelle dos Santos, melhor brasileira nos Jogos do Rio e vencedora da seletiva nacional. A federação alegou que ela não atingiu o índice mínimo de 640 no Duplo 70m.

Na Turquia, Marcus Vinícius foi o melhor brasileiro no ranqueamento com 650 pontos e o 43º lugar. Bernardo foi 46º com 649 e Daniel 60º com 641 entre 88 arqueiros. Por equipes, o Brasil ficou na 15ª posição entre 18 e avançou pra chave final.

Daniel e Marcus venceram dois combates na chave masculina. Daniel passou com 6-4 pelo belga Nico Thiry e depois com 6-4 no malaio Haziq Kamaruddin, perdendo na 3ª rodada de 6-2 pro francês Thomas Chirault. Já Marcus venceu por 6-2 o iraniano Sadegh Ashrafi e também por 6-2 o japonês Naoya Oniyama, mas caiu para o japonês Hideki Kikuchi por 6-4. Ele fez um 21 no 4º set… Bernardo caiu logo na estreia por 6-5 com 10-9 na flecha da morte para o ucraniano Oleksii Hunbin.

Por equipes, o Brasil fez a favorita França suar e quase perder. Os franceses abriram 4-0 (56-53, 56-53), mas o Brasil empatou com 58-57 e 57-53. Nas flechas de desempate, um apertado 30-29 deu a vitória pros franceses.

O título da etapa ficou com o francês vice campeão olímpico Jean-Charles Valladont, que venceu o bronze no Rio-2016 Brady Ellison por 6-2. No feminino, vitória da russa Ksenia Perova com 6-5 (9*-9 nas flechas de desempate) na taiwanesa Lin Shih-Chia. Por equipes, ouro pra Itália no masculino (5-3 no Cazaquistão) e Taiwan no feminino (6-0 no Japão). Nas duplas mistas, agora olímpica, Taiwan fez 5-3 na França na decisão.

Resumo olímpico da semana

Canoagem

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O Brasil dominou o Sul-Americano de canoagem velocidade em Paipa, na Colômbia, com 32 ouros, 14 pratas e 8 bronzes. Considerando-se apenas as 12 provas olímpicas, o Brasil levou 5 ouros, 3 pratas e 1 bronze, sendo que nas 6 provas masculinas ou foi ouro ou prata.

Isaquias Queiroz sobrou para levar os 200m, 500m e 1.000m do C1. Lembrando que agora apenas os 1.000m são olímpicos. No C2 1.000m, o medalhista olímpico Erlon Santos com Maico Ferreira ficou com o ouro, assim como Vagner Souta no K1 1.000m, a dupla Roberto Mahler/Celso Dias no K2 1.000m e o quarteto no K4 500m. Valdenice do Nascimento venceu o C1 200m feminino, que agora é olímpica. No C2 500m feminino, Angela Silva/Andrea Oliveira ficaram com a prata e Édson Isaíasa foi prata no K1 200m. O K4 500m feminino ficou com o bronze. Nas outras 3 provas femininas, resultados bem ruins. Ana Paula Vergutz foi 4ª no K 200m e no K1 500m e ao lado de Bruna Domingues no K2 500m ficou apenas na 6ª posição, a 13s da dupla campeã.

Ainda assim, o Brasil dominou o Sul-americano, que também contou com provas de paracanoagem, juvenis e sub23.

Natação

Em Cali, na Colômbia, o Brasil fez uma campanha histórica no Sul-Americano Juvenil de Natação. Somando as categorias juvenil A (até 15 anos) e B (16 a 18 anos), a equipe brasileira conquistou 107 medalhas, sendo 46 ouros, 37 pratas e 24 bronzes, mas que o dobro de medalha da Argentina, 2ª colocada. Foi o recorde de medalhas do Brasil na competição (15 a mais que 2015), mas conquistamos 8 ouros a menos que há dois anos.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Murilo Sartori

O Brasil venceu todas as 16 provas de revezamento. Um dos destaques brasileiros foi Murilo Sartori, no juvenil A. Ele venceu os 100m, 200m e 400m livre, 200m medley e esteve nos 5 revezamentos campeões: 4x100m livre, 4x200m livre, 4x100m medley, 4x100m livre misto e 4x100m medley misto. Resultados completos aqui.

Outros Esportes:

– A seleção feminina de rugby 7s ficou em 11º no torneio do Japão, 4ª etapa do circuito mundial feminino. Na 1ª fase, perdeu feio de 38-0 pra Austrália e 34-7 para Fiji, mas venceu 27-10 a Irlanda. Na disputa do 9º ao 12º, acabou perdendo de 24-5 para a Irlanda e, na decisão do 11º lugar, venceu o Japão por 12-10. O Brasil está em 11º após 4 etapas e precisa melhorar caso queira permanecer no circuito mundial.

Bárbara Seixas e Fernanda Berti venceram o título do Aberto de Xiamen de vôlei de praia, torneio de 3 estrelas do circuito mundial. Na decisão, venceram por 21-12 19-21 16-14 as chinesas Wang/Yue.

Nubia Soares fez 14,35m no salto triplo em prova em São Bernardo, 25cm melhor que o índice para o Mundial de Londres. Andressa de Morais venceu o disco com 61,88m, lançando novamente acima do índice pro Mundial.

– Na maratona de Londres, 3 brasileiras correram os 42.195m abaixo do índice pro Mundial de Londres: Adriana Aparecida com 2:35:44, em 6º lugar, Valdilene dos Santos Silva com 2:36:33, em 7º, e Andreia Aparecida Hessel, 11ª com 2:40:25. Em Viena, Paulo Roberto de Almeida Paula, 15º nos Jogos Olímpicos, foi 9º na maratona com 2:14:17, ratificando o índice pro Mundial.

Henrique Avancini venceu prova de maratona de mountain bike em Santana dos Montes, Minas Gerais, com 2:25:14. Em prova de BMX nos EUA vencida pelo americano campeão olímpico Connor Fields, Anderson de Souza Filho foi 6º colocado.

– Em competição em Indiana pelo web.com Tour de golfe, Alexandre Rocha ficou em 38º com 296 tacadas, 14 a mais que o campeão. Pelo PGA Latino-Americano na Argentina, Rodrigo Lee terminou em 14º.

– As duas duplas com brasileiros foram eliminadas nas 4as do Masters 1.000 de Monte Carlo de tênis. Bruno Soares e Andy Murray caíram para uma dupla convidada com dois desconhecidos e Marcelo Melo e Lukasz Kubot perderam para os espanhóis Feliciano e Marc López.

Daniel Xavier foi prata no GP Mexicano de tiro com arco. Apenas 12º no ranqueamento, Daniel venceu 4 combates até perder na final para o mexicano Luis Tapia por 6-2. Marcus Vinícius D’Almeida foi o melhor no ranqueamento com ótimos 671 pontos, mas perdeu nas 4as para argentino.

Matheus Diniz foi bronze na Copa Americana de Sprint Triatlo em Barbados com 58min12s.

Diário de um Voluntário no Evento-Teste – Dia 3

A sexta-feira começou cedo mais uma vez. Com o último dia de primeiras rodadas, com 3 brasileiros, o dia prometia um agito maior.

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Foto: Acervo pessoal

Minha manhã começou na experimentação, onde as pessoas podem pela primeira vez dar alguns tiros no alvo a uns 3-4 metros. É engraçado, pois você fica um tempão sem ver ninguém, mas tem horas que faz fila para usar o arco experimental. É bem legal explicar para gente que nunca havia visto um arco de perto como funciona o esporte, para que serve cada parte do arco e com as coisas funcionam. As visiatas foram principalmente de voluntários curiosos, de convidados ou funcionários do comitê organizador do Rio-2016, que foram observar a organização. Estrangeiros, observadores, deficientes físicos e até um visual foram experimentar o arco.

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Minha credencial com meus pins. O do meio, como símbolo do Rio-2016 e borda verde, recebemos nesta sexta da organização. Foto: acervo pessoal

A tarde, fiquei um pouco no controle de acesso para a tenda dos árbitros. Sempre muito simpáticos e acessíveis, os árbitros se divertem com os voluntários e já criaram certa intimidade conosco. Antes de sair, pude acompanhar os combates do Daniel Xavier e da Marina Canetta. Como saí as 4 da tarde, não fiquei para ver a ótima prova do Marcus Vinícius, que venceu os 2 combates do dia. Na terça estarei lá para acompanhá-lo.

Estou de folga neste sábado e domingo, dia das finais por equipes. Mas na segunda e terça, com as finais individuais femininas e masculinas estarei de volta!

A Competição

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Daniel Xavier contra o italiano Mauro Nespoli. Foto: Acervo Pessoal

Daniel Xavier foi o primeiro brasileiro a competir na sexta. Com um belo duelo contra o chinês Gu Xuesong, Daniel buscou o empate até o 5-5. Na flecha de desempate, ambos fizeram um 10, mas a flecha do Daniel foi mais próxima e ele avançou. Na 2ª rodada, grande duelo também contra o italiano Mauro Nespoli, campeão olímpico por equipes em Londres. O combate estava em 4-4, e, na última flecha, Daniel precisava de um 10 para vencer. Com um 8, acabou perdendo o combate por 6-4.

Marcus Vinícius D’Almeida começou vencendo o russo Galsan Bazarzhapov por 6-4 na 1º rodada já anoitecendo no Sambódromo. Na 2ª rodada, bela vitória por 6-2 sobre o chinês Xing Yu, 6ª no ranqueamento. Assim, Marcus será o único brasileiro nas 8as de final e volta a competir na terça-feira contra indiano.

No feminino, Marina Canetta atirou bem mal e perdeu por 6-0 para a chinesa Xu Jing. Já a grande favorita, a sul-coreana campeã olímpica e mundial Ki Bo Bae venceu na estreia, direto na 2ª rodada, a indiana Laxmirani Majhi.

Neste sábado, a Coreia do Sul confirmou o favoritismo na equipe feminina. Com uma prova perfeita, venceu todos os seus combates por 6-0, sobre Geórgia, China e Ucrânia e levou o ouro. A China venceu o bronze com 6-2 sobre as americanas. O Brasil fez bom duelo contra as chinesas na estreia empatando em 4-4, mas perdeu no desempate por 29-27.

Mundial de Tiro com Arco – Dia 3

Nesta quarta, as duas primeiras rodadas das disputas individuais.

Recurvo Masculino

Marcus Vinicius. Foto: WA

Marcus Vinícius D’Almeida foi o único brasileira a vencer os dois combates do dia. Na estreia, passou por 6-2 pelo suíço Thomas Rufer e na segunda rodada venceu por 7-1 o americano Zach Garrett. Na 3ª rodada, enfrenta o indonésio Riau Ega Agatha, apenas 92º na fase de qualificação. Daniel Xavier perdeu na estreia 7-3 para indiano e Bernardo Oliveira foi derrotado por 6-0 para australiano.

Foto: WA

Os 8 melhores na quali só estreiam na 3ª rodada, mas outros nomes fortes seguem na disputa, como o campeão olímpico em Pequim, o ucraniano Viktor Ruban, o holandês Rick van der Ven, bronze na última Copa do Mundo, o espanhol Miguel Alvariño, campeão dos Jogos Europeus, e o sul-coreano Kim Woojin. Campeão olímpico por equipe, Michele Frangilli perdeu na 2ª rodada pro romeno Razvan Marcu, apenas 93º na quali.

Recurvo Feminino

Foto: WA

Ane Marcelle dos Santos foi a única a vencer na estreia, com 6-2 em russa, mas perdeu na segunda rodada por 6-2 para a alemã Lisa Unruh. Larissa Rodrigues perdeu na flecha de desempate 8-7 para venezuelana e Sarah Nikitin caiu para a eslovaca Alexandra Longova por 7-1, ficando bem longe da sua colocação no último mundial, quando atingiu as quartas de final.

Vice campeã olímpica, a mexicana Aida Roman segue na disputa, assim como a chinesa Wu Jiaxin, a americana campeã no Pan Kathuna Lorig e a alemã Karina Winter, campeã dos Jogos Europeus. Veterana campeã mundial, a italiana Natalia Valeeva perdeu na segunda rodada na flecha de desempate para indiana. Outra surpresa do dia foi a vitória da mexicana Karla Hinojosa, bronze no Pan, sobre a atual campeã mundial, a dinamarquesa Maja Jager por 6-2.

Composto

Gisele Meleti é a única a chegar na 3ª rodada. 87ª na quali, venceu a venezuelana 26ª por 138-136 e a belga 39ª por 142-136 e agora pega a 7ª favorita, a coreana Kim Yun Hee. Larissa Oliveira venceu indiana na estreia 136-128 e perdeu na 2ª rodada 137-127 para russa.Nely Acquesta perdeu na estreia para polonesa por 139-126.

No masculino, os brasileiros perderam na estreia. Roberval dos Santos fez grande disputa mas perdeu 143-141 para sul-coreano e Marcelo Roriz Jr. foi derrotado por 141-137 para esloveno.

Mundial de Tiro com Arco – Dia 1

Começou nesta segunda-feira o Mundial de Tiro com Arco em Copenhagen, valendo muitas vagas olímpicas. No maior mundial da história, 584 arqueiros disputam as 10 categorias em jogo.

Brasileiros avançam no individual

Na rodada de qualificação, os 6 brasileiros avançaram para a chave final.

Mauro Nespoli. Foto: WA

Marcus Vinícius D’Almeida foi o melhor brasileiro, em 12º com 655 pontos em 720 possíveis. Daniel Xavier em 54º (637) e Bernardo Oliveira 77º (630) também avançaram. Os coreanos não repetiram sua performances das Copas do Mundo e a melhor pontuaçãao foi pro italiano campeão olímpico por equipe Mauro Nespoli com 666, seguido de Dan Olaru, da Modávia, com 663 e aí sim do coreano Ku Bonchan com 660. O americano Brady Ellison fez a 7ª marca com 657, o sul-coreano Oh Jin Hyek foi 15º com 653. Deceção do campeão do Pan, o mexicano Luis Alvarez, apenas em 114º com 620, fora das finais.

Lin Shih-Chia. Foto: WA

Entre as mulheres, Lin Shih-Chia, de Taiwan, fez a melhor marca com 667, seguida de duas coreanas, a grande Ki Bo Bae com 665, mesma pontuação da sua compatriota Kang Chae Young. Em 69º lugar com 621, Larissa Rodrigues foi a melhor brasileira, seguida de Sarah Nikitin, 91ª com 608, e Ane Marcelle dos Santos, 97ª com 605.

Por equipes, o Brasil avançou no masculino pela primeira vez para a chave final, com a 12ª posição, somando 1.922. No feminino, Brasil em 25º e nas duplas mistas em 26º, ambos fora das finais. A Coreia do Sul liderou nas 3 categorias.

No arco composto, Marcelo Roriz Jr. 55º (671), Roberval do Santos 81º (662), Cláudio Contrucci 105º (639), no feminino Larissa Oliveira 75ª (646), Gisele Meleti 87ª (637) e Nely Acquesta 90ª (635). Apenas

Cláudio não avançou, por uma posição. Por equipes, 23º no masculino, 25º no feminino e 34º nas duplas mistas.

Fato inusitado elimina favorito

Um fato muito curioso eliminou o americano Reo Wilde da chave final do arco composto. Um dos favoritos ao ouro, campeão mundial em 2009 e bicampeão mundial por equipe, Wilde foi eliminado por um erro grotesco, mas básico. Primeiro, vou explicar como funciona a etapa de ranqueamento.

Nesta fase, cada alvo vai receber tiros de 2 ou 3 arqueiros. São dois rounds de 6  séries cada, com 6 flechas por série, totalizando 72 flechas. São 4 minutos por série, onde o arqueiro deve dar seus 6 tiros. Ao fim do tempo, o árbitro apita e todos se dirigem aos alvos para anotar sua pontuação. Em geral, um ou dois anotam numa planilha a pontuação deles mesmos e dos outros arqueiros que estão no mesmo alvo. Quem diz a pontuação é o próprio arqueiro, cantando da mais alta pra mais baixa, por exemplo, 10,9,9,8,7,5. Se alguém não concordar com uma das pontuações, o árbitro deve ser chamado para decidir. Isso acontece com flechas que ficam muito próximas das linhas que dividem as pontuações. Basta triscar na linha, que é dado o valor mais alto. Após o término da prova, os arqueiros somam e anotam o total na planilha. O anotador assina e o arqueiro assina dizendo que concorda com tudo. Isso é extremamente importante. Uma planilha não assinada é rejeitada pelos árbitros.

No segundo round, Reo Wilde fez 342 pontos, que somados ao 349 do 1º o colocariam em 5º lugar. Mas na planilha o total estava em 242 e ele assinou. Não deu outra. Ele ficou em 115º fora das finais e a equipe americana terminou em 25º, também eliminada. A mesma situação aconteceu com um grego e um norueguês, que também ficaram lá embaixo.

As equipe entraram com recurso, já que no Mundial também foi feita uma contagem eletrônica, mas pelas regras da World Archery, a soma da planlha de papel é a oficial, a não ser que o total dela seja maior que o eletrônico, aí entra o total do eletrônico.

Resumo do fim de semana

Tiro com Arco

Bernardo Oliveira. Foto: WA/Divulgação

Marcus Vinícius D’Almeida decepcionou na 1ª etapa da Copa do Mundo em Xangai. Na qualificação, ficou com apenas a 43ª posição com 657 pontos. Bernardo Oliveira foi 52º (654 pontos), Daniel Xavier 73º (644) e Disney Fernandez 97º (633), todos avançando. No feminino, Sarah Nikitin foi 54ª (635), Ane Marcelle dos Santos 79ª (617), Larissa Rodrigues 90ª (599) e Michelle Acquesta 98ª (586), também todas avançando.

Marcus Vinícius enfrentando o francês. Foto: WA/Divulgação

Mas na chave final, Marcus perdeu logo na estreia por 6-0 (30-27, 28-25, 30-26) para o francês Romain Girouille. O único a vencer no masculino foi Bernardo Oliveira, que foi muito bem. Ele venceu norte-coreano por 7-3, depois fez 6-0 em britânico, 6-2 em russo até perder nas 8as de final para o sul-coreano Lee Seungyun por 6-0. Lee terminaria com a medalha de prata.

No feminino, a única a vencer foi Ane Marcelle, que passou por 7-1 em italiana e 7-3 sobre atleta de Singapura. Na 3ª rodada pegou a sul-coreana Choi Misun por 6-0, que também terminaria com a prata. Nas provas por equipes, o Brasil não conseguiu ficar entre os 16 primeiros em nenhuma das categorias. A Coreia do Sul dominou, levando 4 ouros das 5 prova do arco recurvo, perdendo apenas a final por equipe masculina para o Japão.

Judô

Érika Miranda com o ouro. Foto: IJF/Divulgação

No primeiro Grand Slam do ano, em Baku, Azerbaijão, a equipe feminina voltou com 2 medalhas, ambas conquistadas no 1º dia. Érika Miranda foi o destaque brasileiro, com o ouro na categoria 52kg. Na final, vitória por ippon sobre a romena Andreea Chitu. Atual vice-campeã mundial, Chitu venceu a Érika na semifinal do último mundial. A brasileira é a 2ª do ranking mundial enquanto a romena é a 3ª.

No 48kg, Nathalia Brígida ficou com a medalha de bronze e já conquista sua 3ª medalha no ano no circuito mundial. Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg) e Rochele Nunes (+78kg) perderam a disputa de bronze e ficaram em 5º.

Ciclismo

Foto: Craig Dutton/UCI

Excelente resultado do Renato Rezende na 2ª etapa da Copa do Mundo de BMX! Depois de ir muito mal na 1ª, ele chegou à final desta etapa, em Papendal, na Holanda e terminou na 6ª posição e já aparece em 11º no geral. Quem venceu foi o holandês Niek Kimmann. No feminino, vitória da campeã olímpica, a colombiana Mariana Pajón.

O Brasil terminou com apenas 1 medalha o Pan de ciclismo de estrada. Foi no contra-relógio feminino com Clemilda Fernandes, que ficou com o bronze. Ela completou o percurso a 1min32s da campeã, a americana Carmen Small. William Chiarello ficou muito perto de uma medalha na prova de estrada, após terminar em 4º lugar. Ele ficou a 23s do campeão, o equatoriano Bayron de la Cruz. A prova dava duas vagas olímpicas, que foram para Equador e Costa Rica.

Pedro Nicácio foi 4º no contra-relógio masculino a 30s do pódio. Na estrada feminina, um pelotão enorme de 31 atletas chegou junto, mas a melhor brasileira foi Janildes Fernandes em 7º.

Outros Esportes

Caio Bonfim foi o único medalhista do Brasil no Pan de marchas, no Chile. Ele ficou com a prata nos 20km com 1:21:26, seu segundo melhor tempo do ano. O vice-campeão olímpico em Londres, o guatemalteca Erick Barrondo, venceu por apenas 1s!

– O Rio de Janeiro decepcionou no Mundial de clubes feminino de vôlei, terminando na 4ª posição, após perder para o time suíço Volero Zurich por 3-0. o time turco Eczacibasi levou o título.

– A equipe juvenil de lutas venceu 7 medalhas no Pan juvenil, com 3 pratas e 4 bronzes. As pratas foram conquistadas por Douglas Rocha (96kg livre), Brenda Palheta (63kg feminino) e Guilherme Evangelista (84kg greco-romana). Os bronzes foram de Guilherme Evangelista (84kg livre), Thalia Lopes (55kg feminino), Calebe Correa (60kg greco-romana) e Joílson Jr (66kg greco-romano).

Bruna Takahashi ficou com o bronze no Aberto Juvenil da Espanha de tênis de mesa. Ela perdeu na semi para russa por 3-1. Na prova por equipe, Bruna e Letícia Nakada jogaram ao lado da portuguesa Patricia Maciel e elas ficaram com a prata por equipe juvenil, perdendo na final por 3-1 para a Rússia.