Mundial de Atletismo – Dia 5

O dia foi marcado por uma polêmica, com a exclusão de Isaac Makwala, de Botsuana. Ele e outras 30 pessoas pegaram uma intoxicação alimentar por conta de um norovírus e, de acordo com as regras britânicas, deveria ficar 48h em quarentena no seu quarto. Mas ele foi ao estádio, já que disputaria a final dos 400m, mas foi impedido de nadar.

400m masculino

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Wayde van Niekerk (RSA). Foto: IAAF/Getty Images

Sem Makwala para brigar com o sul-africano campeão mundial e recordista mundial, Wayde van Niekerk sobrou mais uma vez para levar o ouro com 43.98. Ele soltou demais nos 20-30m finais e acabou não batendo nenhum recorde. Steven Gardiner, de Bahamas, foi prata com 44.41 e o qatari Abdalelah Haroun ficou com o bronze com 44.48.

800m masculino

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Foto: IAAF/Getty Images

Sem David Rudisha na prova, o resultado era inesperado e até mesmo o brasileiro Thiago André teria chances. Ele começou bem, ficando em 2º na 1ª volta, mas acabou levando 3 empurrões normais da prova e ficou meio perdido. Quem não ligava pro que acontecia atrás era o francês Pierre-Ambroise Bosse, que venceu com 1:44.67, seguido do polonês Adam Kszczot, que era o 5º na entrada da reta final para levar a prata com 1:44.95. O queniano Kipyegon Bett foi bronze com 1:45.21. Thiago marcou 1:46.30e terminou em 7º.

3.000m com obstáculos masculino

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Conseslus Kipruto (KEN) mostrando que é o número 1 pouco antes de cruzar a linha de chegada. Foto: IAAF/Getty Images

O americano Evan Jager chegou em Londres disposto a quebrar o domínio queniano na prova em Mundiais e Olimpíadas. Ele tinha o melhor tempo do ano com 8:01.29 e ficou na frente por todo o percurso, ao lado do campeão olímpico no Rio, o queniano Conseslus Kipruto. Nos 200m finais, eles foram acompanhados do marroquino Soufiane Elbakkali. Assim que passaram pelo rio, o americano foi ficando pra trás e o queniano mostrou quem manda na prova para vencer com 8:14.12 contra 8:14.49 do marroquino e 8:15.53 do americano. Desde 1991 um atleta nascido no Quênia venceu o Mundial (em 2003 e 2005 quem levou foi Saif Saseed Shaheen, queniano de nascimento, mas que defendia o Qatar). Já em JO, o Quênia é ouro desde 1984!

Salto com vara masculino

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Sam Kendricks (USA). Foto: IAAF/Getty Images

Vindo de uma sequência de 10 vitórias seguidas, o americano Sam Kendricks fez prova perfeita, passando sempre de 1ª até os 5,89m. O chinês Changrui Xue também vinha zerando e bateu o recorde nacional com 5,82m, mas parou em 5,89m. Enquanto isso, o polonês Piotr Lisek e o francês Renaud Lavillenie passaram em 5,89m, mas com alguns erros durante a prova. Restando apenas 3 em 5,95m, apenas Kendricks conseguiu passar, na 3ª tentativa, enquanto Lisek queimava as 3. Já o francês queimou duas e foi tentar o tudo ou nada em 6,01m, mas não conseguiu. Kendricks ficou com o ouro e é o 1º americano no pódio da prova em Mundiais desde 2007. Já o francês, que foi bronze, segue sem um título mundial ao ar livre e acumula 5 pódios seguidos em mundiais, com 1 prata e 4 bronzes.

Lançamento de dardo feminino

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Barbora Spotakova (CZE). Foto: IAAF/Getty Images

A chinesa Huihui Lyu se sagrou favorita após os 67,59m na quali, novo recorde asiático, mas começou muito mal, não passando de 63m após 4 tentativas. Enquanto isso, a checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova fez 66,76m na 2º tentativa para liderar e não perder mais o ouro. Outra chinesa, Lingwei Li, fez 66,25m e encostou na checa na 3ª tentativa e ficou com a prata. Huihui melhorou para 65,26m no 5º lançamento para pegar o bronze enquanto a campeã do Rio-2016, a croata Sara Kolak, ficou em 4º com 64,95m.

Pista e Campo

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da holandesa Dafne Schippers com 22.63, seguida de Shaunae Miller-Uibo, de Bahamas, com 22.69 e da marfinense Marie-Josée Ta Lou com 22.70. Vitoria Cristina Rosa foi 3ª na sua bateria com 23.26 e Rosângela Santos foi 2ª na sua com 23.34, ambas se classificando pras semifinais. Campeã dos 100m, a americana Torie Bowie se machucou ao se jogar na linha de chegada dos 100m e não disputou a prova dos 200m.

Nos 400m com barreiras feminino, melhor marca nas semifinais da checa Zuzana Hejnová com 54.59. Campeã olímpica Dalilah Muhammad venceu a sua bateria com 55.00. Além de Muhammas, outras 2 americanas estão na final. Prata no Rio, a dinamarquesa Sara Petersen ficou com o 9º tempo 55.45 fora da final.

Duas vezes finalista olímpica, Geisa Arcanjo chega pela 1ª vez a uma final de Mundial ao fazer 17,79m na quali do arremesso de peso e pegar a 12ª e última vaga pra decisão. A chinesa Lijia Gong com 18,97m e a americana campeã olímpica Michelle Carter com 18,92m lideraram a quali.

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Mundial de Atletismo – Dia 4

Dobradinha sul-americana no triplo, mais um domínio no martelo e uma final espetacular no meio-fundo.

Lançamento de martelo feminino

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Anita Wlodarczyk (POL). Foto: IAAF/Getty Images

Bicampeã olímpica, bicampeã mundial, recordista mundial e dona das 7 melhores marcas do ano, a polonesa Anita Wlodarczyk era mais que favorita ao ouro. Mas ela começou bem mal, com 70,45m, x e 71,94m. Ao fim das 3 primeiras séries, ela estava apenas em 6º lugar e a liderança era da chinesa Zheng Wang com 75,00m. Mas na 4ª rodada, tudo voltou ao normal com a polonesa lançando para 77,39m e melhorando na 5ª para 77,90m. Wang melhorou com 75,98m na última tentativa e ficou com a prata. Malwina Kopron, melhor na quali, fez 74,76m e deu mais um bronze pra Polônia. 4ª com 74,53m, a chinesa Wenxiu Zhang se aposentou após a prova.

Salto triplo feminino

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Yulimar Rojas (VEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, o duelo sul-americano entre a venezuelana Yulimar Rojas e a colombiana Caterina Ibarguen foi disputado centímetro a centímetro. Ibarguen abriu com 14,67m contra 14,55m de Rojas. Na 2ª rodada, Rojas saltou 14,82m enquanto Ibarguen melhorou apenas 2cm para 14,69m. Na 3ª, foi a vez da colombiana assumir a liderança com 14,89m enquanto Rojas fazia 14,83m! Na 5ª tentativa, a venezuelana voou para 14,91m voltando ao topo. Na última rodada e no último salto da prova, Ibarguen fez 14,88m, melhorando, mas não o suficiente para ultrapassar a rival e amiga. Primeiro ouro da história para a Venezuela e primeira vitória de Rojas sobre Ibarguen. Coadjuvante na prova, a cazaque Olga Rypakova foi bronze com 14,77m.

110m com barreiras masculino

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Omar McLeod (JAM). Foto: IAAF/Getty Images

Ouro no Rio-2016, o jamaicano Omar McLeod venceu a prova com 13.04 graças a uma excelente saída deixando o campeão de 2015, o russo que compete com independente Sergey Shubenkov, em 2º com 13.14. Na disputa do bronze, o húngaro Balázs Baji passou 3 adversários na última barreira para levar a medalha com 13.28. Recordista mundial, o americano Aries Merritt ficou em 5º com 13.31.

1.500m feminino

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Faith Kipyegon (KEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, a queniana campeã olímpica Faith Kipyegon levou com 4:02.59. Na primeira metade, ela e a britânica Laura Muir foram pra frente do pelotão enquanto a holandesa Sifan Hassan e a recordista mundial Genzebe Dibaba ficavam no fundo. Faltando 600m, Hassan atacou e foi pra frente assim como a especialista nos 800m, a sul-africana Caster Semenya. Hassan e Muir iam na frente, mas na reta final começaram a perder ritmo. Kipyegon abriu e foi pro ouro. Semenya e a americana Jennifer Simpson, que vinha escondida e encaixotada, dispararam passando as líderes para completar o pódio. Simpson foi prata com 4:02.76 e Semenya bronze com 4:02.90. Muit foi 4ª, Hassan 5ª e Dibaba decepcionou demais fechando raia com 4:06.72.

Pista e Campo

Estranhos ver uma eliminatórias dos 200m sem Usain Bolt. O melhor tempo ficou com o trinitino Jereem Richards com 20,05, seguido do britânico Nethaneel Mitchell-Blake com 20.08. Favorito dos 400m, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu sua bateria com 20.16. Aldemir da Silva Jr correu mal para 20.82 e ficou fora das semifinais. Um dos favoritos dono do melhor tempo do ano, Isaac Makwala de Botsuana não compareceu por conta de uma intoxicação alimentar.

A campeã olímpica Dalilah Muhammad fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com barreiras feminino. A americana marcou 54.59. Em 2º, a jamaicana Ristananna Tracey com 54.92. Na bateria 2, vitória da forte checa Zuzana Hejnova com 55.05 seguida da dinamarquesa vice olímpica Sara Petersen com 55.23.

Na mesma prova no masculino, mas pelas semifinais, o americano Kerron Clement fez o melhor tempo das 3 baterias com 48.35 com o norueguês Karsten Warholm logo atrás com 48.43. O brasileiro Márcio Teles tropeçou na 4ª barreira e levou um tombo feio, mas sem gravidade.

A barenita Salwa Eid Naser vai pra final dos 400m feminino com o melhor tempo, de 50.08, recorde nacional. Logo atrás ninguém menos que a americana Allyson Felix com 50.12 e a campeã olímpica de Bahamas Shaunae Miller-Uibo com 50.36.

Apenas 3 atletas superaram os 17,00m necessários para garantir vaga na final do salto triplo masculino: os americanos Chris Benard (17,20m) e o campeão olímpico e mundial Christian Taylor (17,15m) e o cubano Cristian Nápoles (17,06m). A final promete com 3 americanos e 3 cubanos.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: barreiras e revezamentos

110m com barreiras masculino

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Quatro grandes ausências marcaram a prova: os americanos Aries Merritt e David Oliver, que não passaram pelas seletivas americanas, o russo Sergey Shubenkov, por conta do banimento russo do atletismo, e o jamaicano Hansle Parchment, machucado. A melhor marca de inscrição foi de outro jamaicano: Omar McLeod, com 12.98 e vindo do ouro nos 60m com barreiras do mundial indoor deste ano.

Muita chuva nas duas primeiras baterias das eliminatórias. Ainda assim, Omar McLeod fez o melhor tempo com 13.27 logo na 1ª. Bons tempos do francês Dimitri Bascou e do americano Ronnie Ash com 13.31 e do espanhol Orlando Ortega com 13.32. Como a chuva parou da 3ª bateria em diante, foi decidido que os que não avançaram nas 2 primeiras correriam novamente, para tentar classificar por tempo, o que só aconteceu pro jamaicano Deuce Carter, que venceu essa repescagem com 13.51. Nas semifinais, novamente McLeod fez o melhor tempo com 13.15 para vencer a 2ª semi, na frente do francês Pascal Martinot-Lagarde com 13.25. Seu compatriota Bascou venceu a 3ª com bons 13.23. Os dois brasileiros passaram para a semi, mas pararam nela. João Vitor de Oliveira foi 8ª na semi 2 com 13.85 e Éder Souza foi desclassificado da semi 3, por não passar corretamente pelas barreiras.

Na final, McLeod e os franceses Bascou e Martinot-Lagarde estavam lado a lado até a 5ª barreira, quando o jamaicano se desgarrou dos franceses. Martinot-Lagarde bateu forte na 6ª barreira e Bascou não foi limpo na 7ª, dando mais espaço ao jamaicano. Aí, o espanhol Orlando Ortega e o americano Ronnie Ash começaram a alcançar os franceses. Só que na pª barreira, Ash tropeçou e derrubou a 10ª, mas terminou em 3º. Apesar disso, foi desclassificado. Omar McLeod fechou pro ouro com 13.05 e o espanhol Orlando Ortega foi prata com 13.17. Com a desclassificação do americano, Dimitri Bascou ficou com o bronze com 13.24, deixando Martinot-Lagarde em 4º com 13.29. Primeiro ouro jamaicano na prova em Olimpíadas e a primeira vez na história que um americano não subiu ao pódio da prova (tirando o boicote de Moscou-1980).

400m com barreiras masculino

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A prova contou com a ausência do dono da melhor marca do ano, o americano Johnny Dutch, que não passou pelas seletivas. Nas baterias eliminatórias, o melhor tempo ficou com o jamaicano Annser Whyte com 48.37. Alguns fortes nomes ficaram ainda nas eliminatórias. Campeão mundial em 2015, o queniano Nicholas Bett foi desclassificado por derrubar de propósito uma barreira na bateria 5. Além dele, também ficaram de fora o americano Michael Tinsley, prata em Londres, e o campeão mundial de 2013, o trinitino Jehue Gordon, apenas com 49.90 na bateria 4.

Nas semifinais, o melhor tempo foi americano Kerron Clement, com 48.26 na 1ª semifinal. O jamaicano Jaheel Hyde com 49.17 e o sul-africano L.J. van Zyl com 49.00 pararam na semi, também. Na 2ª semi, vitória do jamaicano Whyte com 48.32 e na 3º do irlandês Thomas Barr com 48.39, recorde nacional.

Na final, largada falsa do porto-riquenho Javier Culson, bronze em Londres. Valendo, o cubano Yosmani Copello, que compete pela Turquia, saiu na frente, mas Clement, Whyte e o queniano Boniface Tumuti o alcançaram. Aí era a vez de Clement ir pra frente e começar a abrir. Na 9ª barreira, Tumuti e Whyte estavam emparelhados e Clement já tinha uma certa vantagem sobre os demais, mas aí Copello e o irlandês Thomas Barr começaram a crescer. Kerron Clement caiu um pouco, mas conseguiu manter a liderança para levar o ouro com 47.73, com o queniano Boniface Tumuti na prata com 47.78. Yasmani Copello passou o jamaicano e levou o bronze com 47.92. Thomas Barr foi 4º com 47.97 e Annsert Whyte 5º com 48.07.

Revezamento 4x100m masculino

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Última prova olímpica do mito Usain Bolt, que buscava completar o triplo-triplo, após as vitórias nos 100m e 200m. Nas eliminatórias, o melhor tempo ficou com a equipe dos EUA com 37.65 para vencer a bateria 1, enquanto o Japão, que cresce a cada ano, venceu a bateria 2 com 37.68, recorde asiático. Sem Bolt, a Jamaica correu para classificar ficando atrás dos japoneses com 37.94, apenas o 5º tempo geral. Correndo na mesma bateria, o Brasil fez 38.19 e passou para a final como 8º tempo.

Já na final, EUA na raia 3 e Jamaica na 4, lado a lado. Mike Rodgers pelos americanos e Asafa Powell pela Jamaica começaram bem, com o japonês Ryota Yamagata logo atrás. Depois, foi a vez de Justin Gatlin e Yohan Blake. Na 2ª passagem, para Tyson Gay e Nickel Ashmeade, o Japão estava emparelhado, com o recordista mundial de menores Yoshihide Kiryu. Na última passagem, Trayvon Bromell contra Usain Bolt, que só aumentou a distância. Bromell, que não fez uma boa Olimpíada, viu Asuka Cambridge passá-lo para o Japão seguir para a prata. Usain Bolt completou em 37.27 para faturar seu 9º ouro olímpico e dar a vitória para a Jamaica. O Japão ficou com a prata com 37.60, novamente recorde asiático, com Bromell caindo na chegada para ficar em 3º. Mas 15 minutos depois, enquanto todos comemoravam, veio o anúncio da desclassificação americana, por conta de uma troca errada de bastão. Logo na 1ª passagem, Gatlin largou antes e pegou o bastão de Rodgers antes da zona de troca. Com isso, o Canadá herdou um bronze com 37.64, recorde nacional. O Brasil completou em último com 38.41, mas por conta das desclassificações de EUA e Trinidad & Tobago terminou em 6º.

Revezamento 4x400m masculino

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Era muito difícil alguém tirar o ouro dos americanos na prova. Nas baterias eliminatórias, a Jamaica fez o melhor tempo vencendo a 1ª com 2:58.29 seguida dos americanos com 2:58.38. A Bélgica, com os 3 irmãos Borlée na formação venceram a 2ª com 2:59.25, recorde nacional. O Brasil foi 4º na 2ª bateria com 3:00.43 e passou para a final em 8º, graças à desclassificação da equipe britânica.

Isaac Makwala, de Botsuana, começou voando na final, com a Jamaica logo atrás. Makwala entregou primeiro e Jamaica e EUA foram quase juntas. A prova seguia raiada até o final o da próxima curva. Tony McQuay assumiu pelos americanos e, ao fim da curva, já estava ao lado da Botsuana. Michael Mathieu pôs a Jamaica em 3º, passando a Jamaica, que agora brigava com a Bélgica. No meio da reta final desta perna, Karabo Sibanda pôs Botsuana na frente de novo, mas como o americano entrou na reta antes, Sibanda foi obrigado a ir a raia 2 e com isso Gil Roberts assumiu a liderança pros americanos novamente. Nesse momento, a Jamaica já buscava as 2 equipes e Roberts quase derrubou o bastão correndo sozinho. Na última troca, foi a vez de LaShawn Merritt, bronze nos 400m, correr pelos EUA enquanto Bahamas contava com seu principal corredor, Chris Brown. Na reta oposta, Leaname Maotoanong segurava o 2º lugar para Botsuana, mas Bahamas, Jamaica e Bélgica encostaram. Na curva final, Brown passou o jamaicano Javon Francis e Maotoanong para assegurar o 2º lugar, já que Merritt disparava já com o ouro nas mãos até completar com 2:57.30, melhor tempo do mundo em 2016 e ouro para os Estados Unidos. Jamaica foi prata com 2:58.16 e Bahamas bronze com 2:58.49. Kevin Borlée saltou para tentar passar Chris Brown, mas temrinou em 4º com 2:58.52 e Botsuana foi 5º com 2:59.06. Fazendo péssima prova, Brasil foi 8º com 3:03.28.

100m com barreiras feminino

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Não era difícil imaginar um pódio como foi, com 3 americanas. Apesar do favoritismo, a maior ausência da prova (e uma das maiores dos Jogos) era a americana Kendra Harrison, que bateu o recorde mundial menos de um mês antes na Diamond League de Londres, com 12.20. Mas como ela foi 4ª na seletiva americana, não se classificou pro Rio-2016.

Mesmo sem a Harrison, o show foi americano. Na 1ª rodada, o melhor tempo veio de Brianna Rollins com 12.54 na 6ª e última bateria. Nas semifinais, Rollins seguiu com o melhor tempo ao vencer a 1ª semi com 12.47. Nas outras 2 semis, vitórias americanas com Nia Ali com 12.65 e Kristi Carlin com 12.63.

Desde a primeira barreira da final, Rollins assumiu a liderança e só perderia o ouro por um infortúnio. Nia Ali era a única que realmente estava perseguindo Rollins. Nas primeiras barreiras, as britânica Cindy Ofili e Tiffany Porter brigavam pela 3ª posição e Kristi Carlin estava em último. Mas na metade da prova, Carlin começou a crescer e foi passando uma por uma. Na última barreira, entrou em 4º e saiu em 3º, na frente de Ofili. Brianna Rollins venceu com 12.48, 1m na frente da sua compatriota Nia Ali com 12.59 e, fechando o pódio todo americano, Kristi Carlin com 12.61. Foi o único pódio do Rio-2016 com apenas um país e a 1ª vez que isso acontece nesta prova na história olímpica.

400m com barreiras feminino

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Apenas uma medalhista de Londres e do último mundial estava na prova, a checa Zuzana Hejnová, mas longe da sua melhor forma. Nas eliminatórias, o melhor tempo foi na 1ª bateria com a jamaicana Ristananna Tracey com 54.88, única abaixo dos 55s. A americana Ashley Spencer com 55.12 e a dinamarquesa Sara Petersen com 55.20 com os tempos seguintes.

Nas semifinais, o melhor tempo foi da americana Dalilah Muhammad com 53.89 na 3ª bateria. Muhammad, aliás, era a dona do melhor tempo do ano, com 52.88 nas seletivas americanas. Na mesma bateria de Muhammad, Sara Petersen foi 2ª com 54.55, mesmo de Ashley Spencer, que venceu a 2ª. Tempos fracos até aqui, com nenhuma atleta melhorando seu tempo pessoal.

A disputa da final foi entre Muhammad e Petersen. A americana abriu logo no início, se mantendo sempre a frente da dinamarquesa, mantendo a distância entre as duas constante. Com tranquilidade e sem adversárias, Dalilah Muhammad venceu com 53.13 e Sara Petersen cruzou em 2º com 53.55. Na briga pelo bronze, a checa Hejnová e a jamaicana Janieve Russel iam lado a lado, enquanto a americana Ashley Spencer brigava para não ficar em último, a uns 3m da disputa pelo bronze. Mas na 8ª barreira, Russel cansou e Spencer aumentou o passo, passando as 3 jamaicanas da final e Hejnová para levar o bronze com 53.72. A checa foi 4ª com 53.92. Por mais incrível que possa parecer, essa foi apenas a 1ª vez que os EUA levaram o ouro nesta prova em Olimpíadas!

Revezamento 4x100m feminino

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Provavelmente uma das provas mais polêmicas dos Jogos. Na 1ª bateria eliminatórias, a Jamaica venceu com 41.79, com a Grã-Bretanha em 2º com 41.93. Mas o bicho pegou na 2ª bateria. As americanas vinham muito bem, até que na 2ª passagem, de Allyson Felix para English Gardner, o bastão caiu para desespero da equipe. Sem terminar, viram a Alemanha vencer com 42.18. Quem corria na raia ao lado das americanas eram as brasileiras, que não contavam com Ana Cláudia Lemos na equipe. Aparentemente, Kauiza Venancio atrapalhou a passagem americana e o Brasil também foi desclassificado. Os EUA entraram com um recurso que foi aceito pelos árbitros. As americanas, então, correram sozinhas e só se classificariam por tempo, precisando baixar de 42.70. Se problemas e elas fizeram 41.77, tempo até melhor que o da Jamaica.

Mesmo na raia 1, as americanas fizeram uma prova perfeita. Tianna Bartoletta abriu na frente e entregou para Allyson Felix que manteve a vantagem. Sem problemas na passagem para English Gardner que seguia liderando. A Jamaica, que não começou bem, viu sua 2ª corredora, a campeã dos 100m e dos 200m Elaine Thompson tirar um pouco da diferença e assumir a 2ª colocação. Na última passagem, de Gardner para Tori Bowie, os EUA tinham uma vantagem de 3m sobre a Jamaica. Shelly-Ann Fraser-Pryce chegou a diminuir a diferença, mas Torie Bowie seguiu pro ouro para vencer com 41.01 enquanto a Jamaica levou a prata com 41.36. Na disputa pelo bronze, Daryll Neita passou Trinidad & Tobago e deu o bronze pra Grã-Bretanha com 41.77, recorde nacional. A Alemanha foi 4ª com 42.10 e Trinidad & Tobago ficou em 5º com 42.12.

Revezamento 4x400m feminino

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Sem perder esta prova desde Atlanta-1996, as americanas eram super favoritas novamente. Nas eliminatórias, venceram a 1ª bateria se problemas com 3:21.42, muito a frente da Ucrânia com 3:24.54, enquanto o Brasil ficou em último com 3:30.27. Na 2ª bateria, vitória jamaicana com 3:22.38, com boa vantagem sobre a Grã-Bretanha com 3:24.81.

Desde o início da final, as americanas lideravam, com Courtney Okolo abrindo a prova, e um pouco ameaçada pela jamaicana Stephenie Ann McPherson. Natasha Hastings seguiu liderando para os EUA. A Jamaica seguia perseguindo as americanas, enquanto o resto das equipes ficava cada vez mais longe. Na 2ª passagem, Phyllis Francis seguiu na frente, mas Shericka Jackson, bronze nos 400m, se aproximou da americana. Mais atrás, a briga pelo bronze estava entre Canadá, Grã-Bretanha, Polônia e Austrália. Na última passagem, Jackson encostou em Francis e a diferença era bem pequena, enquanto as outras equipes disputavam outra prova, uns 40m atrás das líderes.

As americanas mudaram a estratégia do Mundial do ano passado, quando Allyson Felix foi a 3ª e fez uma prova espetacular, entregando para Francena McCorory, que acabou perdendo para a jamaicana Novlene Williams-Mills. Desta vez, foi a vez de Felix fechar o revezamento e o fez de maneira incrível. Na reta oposta, Williams-Mills se aproximava a cada passo de Felix e parecia que na reta final iria passar novamente, mas não se brinca com Allyson Felix. A americana acelerou na curva final e seguiu até vencer com 3:19.06, deixando a Jamaica quase 10m atrás para levar a prata com 3:20.34. Fechando com a veterana Christina Ohuruogu, ouro nos 400m em Pequim, a Grã-Bretanha levou o bronze com 3:25.88. Sexto ouro seguido dos Estados Unidos na prova e 1ª pódio britânico desde Barcelona-1992.

Prévias Rio-2016: Atletismo – Sprints

100m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Yohan Blake (JAM); Bronze – Justin Gatlin (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – Trayvon Bromell (USA) e Andre De Grasse (CAN)

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Justin Gatlin (USA)

A disputa da final mais esperada dos Jogos, a ser realizada no dia 14 de agosto, ser;a entre o jamaicano Usain Bolt (6O) e o americano Justin Gatlin (1O-1P-2B), como tem acontecido nos últimos anos. O último americano a vencer os 100m em uma competição mundial foi Tyson Gay no mundial de 2007, em Osaka. Desde então, apenas jamaicanos levaram ouro.

Bolt teve problemas nas seletivas de seu país, mas provou que está em boa forma e que vai brigar por medalha nas 3 provas que defende o duplo ouro. Ainda assim, quem tem os melhores tempos do ano é Gatlin, com 9.80 e 9.83, ambos obtidos na seletiva americana. Bolt tem como melhor tempo no ano 9.88 em junho em casa. O jovem americano de 21 anos Trayvon Bromell foi bronze no último mundial e já fez 9.84 este ano e novamente vai brigar por medalha.

O francês Jimmy Vicaut tem 9.86 e foi bronze no europeu, podendo brigar por uma vaga na final. Outros 20 atletas já correram a prova para abaixo dos 10s este ano, entre eles, são fortes candidatos a medalha: o jamaicano Yohan Blake (1O-2P), finalmente recuperado de lesão, o qatari Femi Ogunode, o sul-africano Akani Simbine, o turco Jak Ali Harvey, os canadenses Aaron Brown e Andre De Grasse e o veterano de 40 anos Kim Collins, de São Kitts & Nevis.

E o Brasil? Vitor Hugo dos Santos conseguiu o índice da prova no Troféu Brasil com ótimos 10.11, sua melhor marca pessoal. O objetivo dele é passar à semifinal e, quem sabe, finalmente bater o recorde sul-americano que é exatos 10.00 e já dura 28 anos!

Meu Pódio: Ouro – Justin Gatlin (USA); Prata – Usain Bolt (JAM); Bronze – Trayvon Bromell (USA)

200m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Yohan Blake (JAM); Bronze – Warren Weir (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – Anaso Jobodwana (RSA)

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Usain Bolt (JAM)

Mais uma disputa entre Justin Gatlin (1O-1P-2B) e Usain Bolt (6O) deve rolar na prova. O americano tem 19.75 este ano e Bolt fez 19.89 neste fim de semana em Londres. Mas o melhor tempo do ano até agora é de outro americano, no especialista dos 400m LaShawn Merritt (2O) com 19.74. Yohan Blake fez apenas 20.29 este ano, mas deve engrossar o duelo EUA x Jamaica, como tem ocorrido nos últimos anos.

Com ótimos 19.88 este ano, Miguel Francis, de Antigua & Barbuda, pode surpreender, assim como os canadenses Brendon Rodney e Andre De Grasse, o americano Ameer Webb, o panamenho Alonso Edwards, o francês Christophe Lemaitre (1B), o sul-africano bronze no último Mundial Anaso Jobodwana, o holandês Churandy Martina e os britânicos Adam Gemili e Nethaneel Mitchell-Blake.

E o Brasil? 3 brasileiros estarão na prova: Aldemir da Silva Jr, Vitor Hugo dos Santos e Jorge Vides. A melhor marca este ano é do Aldemir com 20.32. O objetivo, claro, é chegar na final, mas uma semifinal já seria bom para eles.

Meu Pódio: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – LaShawn Merritt (USA)

400m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kirani James (GRN); Prata – Luguelín Santos (DOM); Bronze – Lalonde Gordon (TTO)

Último Mundial (2015): Ouro – Wayde van Niekerk (RSA); Prata – LaShawn Merritt (USA); Bronze – Kirani James (GRN)

O americano LaShawn Merritt (2O) também tem o melhor tempo do nos 400m, prova que venceu em Pequim. É o único que correu abaixo de 44s este ano, com 43.97. Tem tudo para termos uma repetição da espetacular prova do mundial do ano passado, quando pela 1ª vez na história 3 atletas correram na mesma prova na casa dos 43s. Sendo assim, de olho no sul-africano Wayde van Niekerk, atual campeão mundial, e no atual campeão olímpico Kirani James, de Granada. Van Niekerk tem 44.11 este ano e James 44.08. James quebrou em Londres uma sequência de 7 ouros americanos seguidos na prova, além de ter sido a 1ª vez desde Antuérpia-1920 que nenhum americano subiu ao pódio (sem contar, claro, o boicote americano em Moscou-1980)

O trinitino Machel Cedenio já fez 3 vezes este tempo abaixo de 44.50 e é outra boa aposta, assim como Steven Gardiner, de Bahamas, o costa-riquenho Nery Brenes, o dominicano Luguelín Santos (1P) e os irmãos belgas Kévin e Jonathan Borlée.

E o Brasil? Hederson Estefani é o único brasileiro com índice, obtido há muito tempo. Este ano ele fez apenas 46.00 e nem deve passar de fase.

Meu Pódio: Ouro – LaShawn Merritt (USA); Prata – Wayde van Niekerk (RSA); Bronze – Kirani James (GRN)

110m com barreiras masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Aries Merritt (USA); Prata – Jason Richardson (USA); Bronze – Hansle Parchment (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Sergey Shubenkov (RUS); Prata – Hansle Parchment (JAM); Bronze – Aries Merritt (USA)

Sem a presença do atual campeão olímpica Aries Merritt, que não se classificou na seletiva americana, e nem do atual campeão mundial, o russo Sergey Shubenkov, por conta da suspensão de seu país, o favoritismo cai sobre o jamaicano Omar McLeod. Ele é dono de 5 dos 7 melhores tempos do ano, incluindo o melhor com 12.98, único abaixo da barreira dos 13s em 2016. Seu grande adversário é um conterrâneo: Hansle Parchment (1B). Bronze em Londres e prata no último mundial em Pequim, Parchment tem 13.10 este ano.

Também entram na briga o americano Devon Allen (que joga futebol americano), o espanhol nascido em Cuba Orlando Ortega, os franceses Dimitri Bascou e Pascal Martinot-Lagarde e o britânico Andrew Pozzi. Cuba sempre foi bem nesta prova, mas não estão em uma boa safra e o melhor tempo de um cubano no ano é apenas 13.51.

E o Brasil? João Vitor de Oliveira e Éder Souza são os brasileiros na prova, mas não correram abaixo de 13.60 este ano e não devem passar de fase.

Meu Pódio: Ouro – Omar McLeod (JAM); Prata – Hansle Parchment (JAM); Bronze – Orlando Ortega (ESP)

400m com barriras masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Felix Sanchez (DOM); Prata – Michael Tinsley (USA); Bronze – Javier Culson (PUR)

Último Mundial (2015): Ouro – Nicholas Bett (KEN); Prata – Denis Kudryavtsev (RUS); Bronze – Jeffery Gibson (BAH)

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Yasmani Copello (TUR)

O dominicano bicampeão olímpico Felix Sánchez não estará no Rio para vencer, pois se aposentou das pistas, mas o queniano Nicholas Bett, atual campeão mundial, sim. Bett surpreendeu o mundo ao vencer em Pequim em 2015 se tornando o primeiro queniano a medalhar na prova em uma competição global. Este ano ele ainda não fez um bom tempo e tem apenas 49.31. O melhor tempo do ano é do americano Johnny Dutch, que não passou pela seletiva. O 2º do ano é seu compatriota Kerron Clement (1O-1P) que tem 48.40 e é bicampeão mundial (2007 e 2009).

O cubano que defende a Turquia Yasmani Copello fez 48.42 no Europeu e é um credenciado a final e medalha, assim como o porto-riquenho bronze em Londres Javier Culson (1B), o americano Michael Tinsley (1P), que venceu duas etapas da Diamond League esse ano, e os jamaicanos Jaheel Hyde (que acaba de se tornar bicampeão mundial sub20) e Annsert Whyte.

E o Brasil? São 3 brasileiros na prova: Hederson Estefani, Mahau Suguimati e Márcio Teles. O melhor tempo de 2016 é do Mahau com 48.96. A expectativa é que pelo menos um deles passe para a semifinal e não muito mais do que isso. Final é praticamente impossível.

Meu Pódio: Ouro – Yasmani Copello (TUR); Prata – Kerron Clement (USA); Bronze – Nicholas Bett (KEN)

100m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Prata – Carmelita Jeter (USA); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Prata – Dafne Schippers (NED); Bronze – Tori Bowie (USA)

Mais uma prova de velocidade que teremos Estados Unidos x Jamaica, além de 2 outras convidadas. A jamaicana Elaine Thompson venceu a seletiva de seu país com o excelente tempo de 10.70 e se colocou a frente do rol de favoritas, mas a americana English Gardner fez 10.74 na seletiva americana. As duas farão sua estreia olímpica. Entre as veteranas temos ninguém menos que a bicampeã olímpica e tri mundial, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (2O-2P). Ela tem “apenas” 10.93 este ano e precisará correr mais para ficar com o 3º ouro olímpico. As outras duas americanas na prova são muito fortes também: Tianna Bartoletta (1O) e Torie Bowie, bronze no último mundial. As duas tem 10.78 este e reforçam o favoritismo das americanas.

Duas atletas de outros países não muito comuns para a prova podem estragar a festa. A holandesa Dafne Schippers fez 10.83 este ano e foi prata no último Mundial com excepcionais 10.81 e boas chances de repetir o feito de Fanny Blankers-Koen após 68 anos. Já a marfinense Murielle Ahouré já correu para 10.78 este ano e tem tudo para se tornar a 1ª africana a medalha na prova em 64 anos. Outros bons nomes da prova mais rápida são as trinitinas Michelle-Lee Ahye e Kelly-Ann Baptiste, a marfinense Marie-Josee Ta Lou, a nigeriana Blessing Okagbare e a britânica Asha Philip.

E o Brasil? São 3 brasileiras na prova. Rosângela Santos vem fazendo boas marcas, mas tem 11.23 como melhor este ano. Ana Cláudia Lemos ficou suspensa alguns meses por doping e voltou às competições este mês fazendo 11.14 na altitude da Colômbia. Franciela Krasucki tem este ano 11.31. As 3 tem boas chances de chegar às semifinais, mas para pegar final, teriam que repetir seus melhores tempos, que são próximos de 11s. É uma excelente oportunidade para quebrar o recorde sul-americano de 11.01 e pegar uma vaga na final, não?

Meu Pódio: Ouro – Elaine Thompson (JAM); Prata – Murielle Ahouré (CIV); Bronze – Torie Bowie (USA)

200m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Allyson Felix (USA); Prata – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Bronze – Carmelita Jeter (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Dafne Schippers (NED); Prata – Elaine Thompson (JAM); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

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Dafne Schippers (NED)

Atual campeã mundial, a holandesa Dafne Schippers já voou este ano. Na Diamond League de Oslo em junho, ela venceu a prova com 21.93, melhor tempo do ano. Schippers venceu o Mundial no ano passado com espetaculares 21.63 e tem tudo para repetir o feito no Rio. Caso aconteça, será a 1ª europeia a vencer os 200m desde 1996. A atual campeã olímpica é a americana Allyson Felix, que fez a organização mudar a programação da prova para correr os 200m e os 400m, mas não se classificou na seletiva americana.

A americana Torie Bowie venceu a seletiva com ótimos 21.99 e se credencia ao pódio nesta prova também. De olho também em Saunae Miller, de Bahamas, nas jamaicanas, na novata Elaine Thompson e na veterana Veronica Campbell-Brown (3O-2P-2B). Outros nomes são da britânica Dina Asher-Smith, campeã europeia esse ano com 22.37, e na americana Deajah Stevens.

E o Brasil? Também 3 brasileiras na prova: Kauiza Venâncio, Rosangela Santos e Vitória Cristina Rosa. O melhor tempo do ano é a Kauiza com 22.93 obtidos no Troféu Brasil. Devido a grande quantidade de atletas, passar para a semifinal já será difícil. Uma vaga na final, então, muito longe.

Meu Pódio: Ouro – Dafne Schippers (NED); Prata – Tori Bowie (USA); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

400m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sanya Richards-Ross (USA); Prata – Christine Ohuruogu (GBR); Bronze – DeeDee Trotter (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Allyson Felix (USA); Prata – Shaunae Miller (BAH); Bronze – Shericka Jackson (JAM)

A americana Allyson Felix (4O-2P) chega como campeã mundial e grande favorita a mais um ouro olímpico para sua coleção. Felix venceu a seletiva americana com ótimos 49.68, mas terá que correr muito para vencer a atual vice mundial, Shaunae Miller, de Bahamas. Miller tem 49.55 e 49.69 este ano e vai dar trabalho. Ela já venceu 3 etapas da Diamond League esse ano.

A atual campeã, a americana Sanya Richards-Ross teve problemas e parou ainda na 1ª rodada da seletiva americana, encerrando sua carreira. As outras duas americanas classificadas são fortes concorrente ao pódio também: Phyllis Francis e Natasha Hastings (1O). De olho também nas 3 jamaicanas: Stephanie Ann McPherson, Christine Day (1B) e Shericka Jackson, bronze no último mundial. Um pouco mais atrás, com 50 e altos, temos a italiana campeã europeia Libania Grenot, a sul-africana Caster Semenya (1P) e a francesa Floria Guei.

E o Brasil? Geisa Coutinho e Jailma de Lima disputam a prova. Geisa tem melhores chances pois tem corrido constantemente na casa dos 51s baixos, mas pegar uma semi não será fácil. Devem parar na 1ª rodada.

Meu Pódio: Ouro – Shaunae Miller (BAH); Prata – Allyson Felix (USA); Bronze – Natasha Hastings (USA)

100m com barreiras feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sally Pearson (AUS); Prata – Dawn Harper (USA); Bronze – Kellie Wells (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Danielle Williams (JAM); Prata – Cindy Roleder (GER); Bronze – Alina Talay (BLR)

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Brianna Rollins (USA)

O domínio americano nesta prova é tão grande que as 7 melhores do ano são americanas! A seletiva foi tão forte que Kendra Harrison ficou de fora da equipe, mas bateu neste último fim de semana o recorde mundial da prova com 12.20! No último mundial, nenhuma americana subiu ao pódio, mas agora elas tem chances de pegar as 3 medalhas. Se bem que em 2015 também tinham. Brianna Rollins tem 12.34 este ano ao vencer a seletiva e é a favorita ao ouro. As outras são Kristi Castlin e Nia Ali. Lembrando que é bem comum as americanas pipocarem nesta prova… Elas só venceram o ouro olímpico 3 vezes na história!

Sem a atual campeã olímpica na disputa, a australiana Sally Pearson que está lesionada, as americanas tem tudo para levar a prova. Logo atrás temos a vice mundial, a alemã Cindy Roleder, a forte bielorrussa Alina Talay, as britânicas Cindy Ofili e Tiffany Porter e a canadense Phylicia George. A atual campeã mundial é a jamaicana Danielle Williams, que tem como melhor marca no ano apenas 12.77.

E o Brasil? Maíla Machado e Fabiana Moraes trazem de volta o Brasil a esta prova, mas nem vão avançar de fase.O melhor tempo do ano é da Fabiana com 12.91.

Meu Pódio: Ouro – Brianna Rollins (USA); Prata – Nia Ali (USA); Bronze – Cindy Roleder (GER)

400m com barreiras feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Natalya Antyukh (RUS); Prata – Lashinda Demus (USA); Bronze – Zuzana Hejnová (CZE)

Último Mundial (2015): Ouro – Zuzana Hejnova (CZE); Prata – Shamier Little (USA); Bronze – Cassandra Tate (USA)

Na seletiva americana, Dalilah Muhammad deu show vencendo com 52.88, 13º tempo da história e melhor marca em 4 anos. Sua compatriota Shamier Little tem 53.51 este ano, mas não se classificou aos Jogos. A checa Zuzana Hejnová é o grande nome da prova nos últimos anos, com o bicampeonato mundial em 2013 e 2015. Mas este ano a checa tem apenas 55.69, bem longe do seu melhor. Mas nos Jogos ela com certeza vai crescer, como aconteceu no último mundial.

Outros nomes fortes da prova são a britânica Eilidh Doyle, que tem 54.09 no ano, as jamaicanas Janieve Russel e Kaliese Spencer, a dinamarquesa campeã europeia Sara Slott Petersen e a sul-africana Wenda Nel.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Dalilah Muhammad (USA); Prata – Zuzana Hejnová (CZE); Bronze – Eilidh Doyle (GBR)