Mundial de Atletismo – Dia 5

O dia foi marcado por uma polêmica, com a exclusão de Isaac Makwala, de Botsuana. Ele e outras 30 pessoas pegaram uma intoxicação alimentar por conta de um norovírus e, de acordo com as regras britânicas, deveria ficar 48h em quarentena no seu quarto. Mas ele foi ao estádio, já que disputaria a final dos 400m, mas foi impedido de nadar.

400m masculino

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Wayde van Niekerk (RSA). Foto: IAAF/Getty Images

Sem Makwala para brigar com o sul-africano campeão mundial e recordista mundial, Wayde van Niekerk sobrou mais uma vez para levar o ouro com 43.98. Ele soltou demais nos 20-30m finais e acabou não batendo nenhum recorde. Steven Gardiner, de Bahamas, foi prata com 44.41 e o qatari Abdalelah Haroun ficou com o bronze com 44.48.

800m masculino

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Foto: IAAF/Getty Images

Sem David Rudisha na prova, o resultado era inesperado e até mesmo o brasileiro Thiago André teria chances. Ele começou bem, ficando em 2º na 1ª volta, mas acabou levando 3 empurrões normais da prova e ficou meio perdido. Quem não ligava pro que acontecia atrás era o francês Pierre-Ambroise Bosse, que venceu com 1:44.67, seguido do polonês Adam Kszczot, que era o 5º na entrada da reta final para levar a prata com 1:44.95. O queniano Kipyegon Bett foi bronze com 1:45.21. Thiago marcou 1:46.30e terminou em 7º.

3.000m com obstáculos masculino

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Conseslus Kipruto (KEN) mostrando que é o número 1 pouco antes de cruzar a linha de chegada. Foto: IAAF/Getty Images

O americano Evan Jager chegou em Londres disposto a quebrar o domínio queniano na prova em Mundiais e Olimpíadas. Ele tinha o melhor tempo do ano com 8:01.29 e ficou na frente por todo o percurso, ao lado do campeão olímpico no Rio, o queniano Conseslus Kipruto. Nos 200m finais, eles foram acompanhados do marroquino Soufiane Elbakkali. Assim que passaram pelo rio, o americano foi ficando pra trás e o queniano mostrou quem manda na prova para vencer com 8:14.12 contra 8:14.49 do marroquino e 8:15.53 do americano. Desde 1991 um atleta nascido no Quênia venceu o Mundial (em 2003 e 2005 quem levou foi Saif Saseed Shaheen, queniano de nascimento, mas que defendia o Qatar). Já em JO, o Quênia é ouro desde 1984!

Salto com vara masculino

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Sam Kendricks (USA). Foto: IAAF/Getty Images

Vindo de uma sequência de 10 vitórias seguidas, o americano Sam Kendricks fez prova perfeita, passando sempre de 1ª até os 5,89m. O chinês Changrui Xue também vinha zerando e bateu o recorde nacional com 5,82m, mas parou em 5,89m. Enquanto isso, o polonês Piotr Lisek e o francês Renaud Lavillenie passaram em 5,89m, mas com alguns erros durante a prova. Restando apenas 3 em 5,95m, apenas Kendricks conseguiu passar, na 3ª tentativa, enquanto Lisek queimava as 3. Já o francês queimou duas e foi tentar o tudo ou nada em 6,01m, mas não conseguiu. Kendricks ficou com o ouro e é o 1º americano no pódio da prova em Mundiais desde 2007. Já o francês, que foi bronze, segue sem um título mundial ao ar livre e acumula 5 pódios seguidos em mundiais, com 1 prata e 4 bronzes.

Lançamento de dardo feminino

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Barbora Spotakova (CZE). Foto: IAAF/Getty Images

A chinesa Huihui Lyu se sagrou favorita após os 67,59m na quali, novo recorde asiático, mas começou muito mal, não passando de 63m após 4 tentativas. Enquanto isso, a checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova fez 66,76m na 2º tentativa para liderar e não perder mais o ouro. Outra chinesa, Lingwei Li, fez 66,25m e encostou na checa na 3ª tentativa e ficou com a prata. Huihui melhorou para 65,26m no 5º lançamento para pegar o bronze enquanto a campeã do Rio-2016, a croata Sara Kolak, ficou em 4º com 64,95m.

Pista e Campo

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da holandesa Dafne Schippers com 22.63, seguida de Shaunae Miller-Uibo, de Bahamas, com 22.69 e da marfinense Marie-Josée Ta Lou com 22.70. Vitoria Cristina Rosa foi 3ª na sua bateria com 23.26 e Rosângela Santos foi 2ª na sua com 23.34, ambas se classificando pras semifinais. Campeã dos 100m, a americana Torie Bowie se machucou ao se jogar na linha de chegada dos 100m e não disputou a prova dos 200m.

Nos 400m com barreiras feminino, melhor marca nas semifinais da checa Zuzana Hejnová com 54.59. Campeã olímpica Dalilah Muhammad venceu a sua bateria com 55.00. Além de Muhammas, outras 2 americanas estão na final. Prata no Rio, a dinamarquesa Sara Petersen ficou com o 9º tempo 55.45 fora da final.

Duas vezes finalista olímpica, Geisa Arcanjo chega pela 1ª vez a uma final de Mundial ao fazer 17,79m na quali do arremesso de peso e pegar a 12ª e última vaga pra decisão. A chinesa Lijia Gong com 18,97m e a americana campeã olímpica Michelle Carter com 18,92m lideraram a quali.

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Mundial de Atletismo – Dia 3

Final inédita pro Brasil e ouro para dois campeões olímpicos no Rio.

100m feminino

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O salto de Torie Bowie pro ouro. Foto: IAAF/Getty Images

Depois de vencer sua bateria nas eliminatórias no dia anterior, Rosângela Santos brilhou novamente na semifinal ao ficar em 2º lugar na sua bateria com 10.91, batendo o recorde sul-americano e se tornando a 1ª brasileira a correr abaixo dos 11s! Ela avançou pra final com o 3º tempo no meio de grandes nomes como a campeã olímpica Elaine Thompson, a americana Torie Bowie e a holandesa Dafne Schippers.

Na decisão, Rosângela correu novamente bem, mas acima do tempo da semi, 11.06 e o ótimo 7º lugar na estreia de uma brasileira em uma final dos 100m. Quem surpreendeu foi a marfinense Marie-Josée Ta Lou que parecia que tinha levado, mas vendo novamente, percebe-se uma recuperação espetacular da americana Torie Bowie, que se jogou na linha de chegada e levou o ouro com 10.85 contra 10.86 de Ta Lou. A holandesa Dafne Schippers ficou com o bronze com 10.96.

Maratona masculina

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Até a metade, um pelotão grande seguia unido. Na 2ª metade da corrida, os quenianos Geoffrey Kirui e Gideon Kipketer e o etíope Tamirat Tola começaram a abrir. Kirui e Tola seguiram lado a lado enquanto Kipketer caía e via o tanzaniano Alphonce Silbu crescer. Nos últimos 5km, Kirui apertou e abriu sobre o etíope. Com 40km já tinha 52s de vantagem e aumentando até vencer com 2:08:27 contra 2:09:49 do etíope. Alphonce Simbu completou o pódio com 2:09:51 para levar a 2ª medalha da Tanzânia na história.

Maratona feminina

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Rose Chelimo (BRN). Foto: IAAF/Getty Images

A portuguesa Catarina Ribeiro forçou no início, mas com 15km já tinha despencado e a britânica Alyson Dixon foi pra frente liderando com folga. Com 30km, a armada africana junto com algumas penetras como duas americanas, uma norte-coreana, uma australiana e uma japonesa chegou pra formar um pelotão de 15 atletas. O grupo foi reduzindo aos poucos e, com 40km, a queniana Edna Kiplagat e a a barenita (queniana de nascimento) Rose Chelimo estavam a frente com outra queniana Flomena Daniel e americana Amy Cragg juntas 7s atrás. Chelimo seguiu forte até vencer com 2:27:11 enquanto Kiplagat e Cragg terminaram juntas a prova, mas com a queniana levemente a frente pra levar a prata. Ambas fizeram 2:27:18.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE). Foto: IAAF/Getty Images

A disputa ficou entre as duas favoritas: a grega campeã olímpica Ekaterini Stefanidi e a americana vice olímpica Sandi Morris. Elas passavam todas as alturas de 1ª e passaram sozinhas a 4,75m. A venezuelana Robeilys Peinado e a cubana Yarisley Silva empataram em 3º, ambas com 4,65m na 2ª tentativa e apenas um erro na prova. Em 4,82m, Morris errou e a grega passou de 1ª. Ambas foram para 4,89m, com Morris tendo apenas duas chances, errando ambas. Já campeã, Stefanidi foi direto pra 4,91m, passando na 1ª e fazendo a melhor marca do mundo em 2017. Ainda tentou 5,02m, que seria recorde do campeonato, mas não conseguiu. A grega unifica, portanto, os títulos olímpico e mundial.

Arremesso de peso masculino

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Tomas Walsh (NZL). Foto: IAAF/Getty Images

O americano Joe Kovacs abriu a prova com 21,48m contra 21,38 do neozelandês Tomas Walsh. Mas Walsh melhorou para 21,64m na 2ª tentativa. Na 3ª, Walsh melhorou ainda mais para 21,75m enquanto o americano subia para 21,66m, em 2º. O neozelandês seguia com uma prova brilhante, fazendo 21,70m, 21,63m, e enquanto Kovacs, que defendia o título mundial, não melhorava, Walsh fechou a prova já como campeão com 22,03m! O croata Stipe Zunic ficou com o bronze com 21,46, sua primeira medalha importante da carreira.

Heptatlo feminino

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Ao fim do 1º dia, a alemã Carolin Schäfer liderava com 22 pontos de vantagem sobre a belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Na 1ª prova do 2º dia, Thiam brilhou no salto em distância com 6,57m e 1.030 pontos contra 6,20m (912) da alemã. No dardo, a holandesa Anouk Vetter fez a melhor marca do dardo em um mundial no heptatlo, com ótimos 58,41m e 1.024 pontos! Thiam fez 53,93m (936) e Schäfer 49,99m (860). Thiam foi pra última prova com 172 pontos de vantagem e o ouro na mão. Já Schäfer mantinha o 2º lugar, mas com apenas 3 pontos na frente da holandesa. Nos 800m, nenhum liderou a sua bateria, mas a alemã chegou bem a frente da holandesa. Thiam foi a última na bateria, mas o suficiente para garantir o ouro com 6.784 pontos contra 6.696 de Schäfer e 6.636 de Vetter, recorde holandês. Em prova fraquíssima, Tamara Alexandrino terminou em 24º com 5.631 e Vanessa Chefer desistiu dos 800m após dar 3 passos e ficou em último com 4.500 pontos indo apenas passear em Londres.

Pista

Numa bateria forte dos 3.000m com obstáculos, o finalista olímpico Altobeli da Silva ficou em 6º com 8:31.82, mas não avançou pra final. Melhor tempo do americano Evan Jager com 8:20.36.

O cubano que representa a Turquia Yasmani Copello fez o melhor tempo das eliminatórias dos 400m com barreiras com 49.13. Márcio Teles foi 2º n sua bateria com 49.41 e avançou pra semifinal. Já Hederson Estefani fez 50.22 e ficou de fora por uma posição.

Nos 400m feminino, melhor tempo da barenita Salwa Eid Naser com 50.57. Correndo pra classificar, Allyson Felix venceu sua bateria com fracos 52.44, apenas para avançar pra semifinal.

Campeão olímpico neste estádio em 2012, o americano Aries Merritt fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 110m com barreiras com 13.16. Éder Souza fez 13.56 e avançou pra semi. Na sessão noturna, o jamaicano campeão olímpico no Rio Omar McLeod fez a melhor marca da semi com 13.10. Já o brasileiro com 13.70 ficou de fora da final.

Com a bela marca de 43.89, Steven Gardiner de Bahamas fez o melhor tempo das semifinais dos 400m com recorde nacional. Campeão olímpico e recordista mundial, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu outra bateria com 44.22 pra avançar também pra final. Americano multicampeão LaShawn Merritt foi 7º na sua bateria com 45.52, longe da final.

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 4º na sua semi com 1:45.83, mas conseguiu pegar a última vaga para a final, por tempo! Ótima prova dele e uma enorme surpresa. O melhor tempo foi do vencedor da sua série, o queniano Kipyegon Bett com 1:45.02.

Campo

Sem grandes surpresas na qualificação do salto com vara masculino. O francês Renaud Lavillenie e o polonês Piotr Lisek foram os únicos a passar incólumes até atingirem os 5,70m. Também avançaram o americano Sam Kendricks, que faz excelente temporada, o atual campeão mundial, o canadense Shawn Barber, e o campeão mundial de 2013, o alemã Raphael Holzdeppe.

Na quali do dardo feminino, recorde asiático pra chinesa Huihui Lyu, com 67,59m logo na 1ª tentativa! Campeã olímpica no Rio, a croata Sara Kolak passou em 8º com 63,24m. Bicampeã olímpica, a checa Barbora Spotakova passou com a 5ª marca, de 64,32m.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: 100m a 800m

100m masculino

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Chegando como tricampeão mundial, bicampeão olímpico e recordista mundial da prova, Usain Bolt buscava o inédito tricampeonato olímpico nos 100m. Apenas ele e Carl Lewis haviam conseguido o bi.

A prova começou com as preliminares, sem nenhum favorito e o melhor tempo foi de Hassan Saaid, das Maldivas, com 10.43, seguido de Rodman Teltull, de Palau, com 10.53. Já na primeira rodada, o americano Justin Gatlin, maior rival de Bolt, fez o melhor tempo com 10.01. Bolt venceu sua bateria com 10.07, assim como seu compatriota Yohan Blake com 10.11 e o canadense André de Grasse com 10.04. Único brasileiro na prova, Vítor Hugo dos Santos foi 5º na sua bateria com 10.36, fora das semifinais.

Nas semifinais, já foram 6 atletas correndo abaixo dos 10s: Bolt com o melhor tempo de 9.86, De Grasse com 9.92, Gatlin com 9.94, o francês Jimmy Vicaut com 9.95, o marfinense Ben Youssef Meité com 9.97, recorde nacional, e o sul-africano Akani Simbine com 9.98. Blake e o americano Trayvon Bromell completaram os classificados para a final.

Na grande final, que praticamente o mundo parou para ver, Bromell e Gatlin largaram na frente, junto com o sul-africano. Até chegar a metade, Gatlin se mantinha na frente, mas aí veio a força do jamaicano, que cresce tem largadas ruins, mas cresce demais na segunda metade da prova. Bolt buscou e começou a abrir, até vencer com 9.81, seguido por Gatlin com 9.89 e pelo canadense André De Grasse com 9.91. Bronze em Londres, Blake foi 4º com 9.93. Bolt se tornou o 1º atleta a ser tricampeão na prova mais rápida dos Jogos. Ele e Gatlin se tornaram os únicos a venceram 3 medalhas na prova e Gatlin agora tem uma de cada cor (ele venceu em 2004).

200m masculino

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Invicto nos 200m desde 2007, Usain Bolt não desapontou novamente. Na primeira rodada venceu sua bateria com tranquilos 20.28. O melhor tempo da rodada foi do canadense André de Grasse com 20.09. Numa rodada com quase 80 corredores onde apenas 24 passavam de fase, a concorrência foi grande. Com isso, muitos favoritos à final ficaram de fora, como o sul-africano Anaso Jobodwana, prata no último mundial. Os 3 brasileiros pararam na rodada, com Jorge Vides fazendo o melhor tempo ente os 3 com 20.50 e o 33º lugar.

Nas semifinais, Bolt fez o melhor tempo, vencendo a 2ª bateria com 19.78 contra 19.80 de De Grasse. O americano LaShawn Merritt chegou ao Rio com o melhor tempo do ano, 19.74, e venceu a sua semifinal com 19.94. Na 3ª bateria, vitória do panamenho Alonso Edward com 20.07. Foram apenas 3 corredores abaixo dos 20s.

Na noite da final, após uma leve chuva e com condições frias, Bolt não teve dificuldades na prova que tinha o maior favoritismo e fechou sua segunda trifeta. O jamaicano venceu com 19.78, repetindo o tempo da semifinal. O canadense Andre de Grasse ficou com a prata com 20.02, mas o bronze foi mais complicado, com 3 atletas cruzando quase que ao mesmo tempo.Na foto, bronze pro francês Christophe Lemaitre com 20.12, mesmo tempo do britânico Adam Gemili. No milésimos, 20.116 pro francês e 20.119 pro britânico. O holandês Churandy Martina foi 5º com 20.13 (20.122 na foto). Merritt decepcionou com 6º lugar.

400m masculino

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O americano LaShawn Merritt chegou como favorito, tendo feito 43.97 neste ano, o único abaixo de 44s. Na primeira rodada, apenas 2 correram abaixo de 45: o trinitino Machel Cendenio, com 44.98 na 1ª bateria, e o campeão olímpico de Londres Kirani James, de Granada, com 44.93. Surpresa as eliminações precoces dos irmãos belgas Kevin e Jonathan Borlée e de Chris Brown, de Bahamas.

Nas semifinais, Kirani James fez o melhor tempo com 44.02 seguido de Merritt com 44.21. Dois medalhistas de Londres pararam na semifinal: o dominicano Luguelin Santos e o trinitino Lalonde Gordon. O 8º tempo foi de Ali Khamis, do Bahrain, com 44.49.

Na grande final, que precedeu a final dos 100m, uma prova excepcional. Quietinho durante toda a competição, o sul-africano Wayde van Niekerk, campeão mundial em 2015, surpreendeu o mundo não por vencer o ouro, mas por bater o recorde mundial com 43.03. E só deixou a marca ainda mais impressionante pelo fato dele correr na raia 8, onde não é possível ver os concorrentes. Ele chegou exausto e mal se aguentou em pé depois da prova, mas bateu a marca de Michael Johnson de 43.18 que vinha desde o Mundial de Sevilha, em 1999! Kirani James foi prata com 43.76 e LaShawn Merritt completou o pódio com 43.85.

800m masculino

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Nesta prova de meio-fundo, cada corrida é uma corrida diferente, pois há estratégia, diferente das provas de velocidade. Assim, há séries bem fortes e outras bem fracas. O melhor tempo da 1ª rodada veio com o campeão olímpico em 2012, o queniano David Rudisha, com 1:45.09. Já na bateria 5, a mais fraca das 7 disputadas, o vencedor foi o argelino Taoufik Makhloufi com 1:49.17, deixando um dos favoritos ao pódio fora da semi, Nijel Amos, de Botsuana, 7º com 1:50.46. Kleberson Davide foi 4º na sua bateria com 1:46.14 e avançou por tempo.

Nas semifinais, provas bem mais fortes. Na 1ª, o francês Pierre-Ambroise Bosse venceu com 1:43.85, mesmo tempo de Makhloufi. Rudisha venceu a 3ª semi com 1:43.88. Entre os eliminados, 3 nomes fortíssimos da prova: o polonês Adam Kszczot, Ayanleh Souleiman, de Djibuti, e o bósnio Amel Tuka.

Na final, o queniano Alfred Kipketer saiu na frente, liderando até metade da prova, mas com Rudisha colado atrás. O campeão em 2012 passou Kipketer na curva após os 400m e assumiu a liderança com o francês Bosse logo atrás deixando Kipketer pra trás, e com um resto do pelotão um pouco atrás. Na reta final, Rudisha disparou até vencer com ótimos 1:42.15. Taoufik Makhloufi ultrapassou Bosse na última curva para levar a prata com 1:42.61 e o americano Clayton Murphy saiu do 6º lugar para o bronze com 1:42.93. Bosse completou em 4º com 1:43.41. Rudisha se torna o 4º atleta na história a defender o ouro nos 800m, o primeiro em mais de 50 anos. É o 5º ouro queniano nas últimas 8 Olimpíadas e a 1ª medalha de um americano nos 800m desde 1992.

100m feminino

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A jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce queria se tornar a 1ª tricampeã olímpica no feminino. Campeã mundial em 2015, Fraser-Pryce não chegou como favorita, eclipsada pela sua compatriota Elaine Thompson, que tinha o melhor tempo do ano, com 10.70.

Na preliminar, melhor tempo de Charlotte Wingfield, de Malta, com 11.86, única ao lado de congolesa a baixar de 12s. Já na 1ª rodada, Fraser-Pryce deu o tom ao fazer 10.96, única abaixo de 11s na rodada. Elaine Thompson venceu sua bateria com 11.21, seguida da brasileira Rosângela Santos com 11.25.

Na semifinal, só entrou na final quem fez abaixo de 11s. Desta vez, Fraser-Pryce e Thompson venceram suas semifinais com o mesmo tempo de 10.88. Favorita a medalha, a marfinense Murielle Ahouré fez 11.01 e ficou fora da final, assim como a americana Tianna Bartoletta e a nigeriana Blessing Okagbare.

Na final, Elaine Thompson dominou a prova e venceu com 10.71. Fraser-Pryce teve boa largada, mas não ameaçou sua compatriota. Já a americana Tori Bowie fez a melhor saída da prova, com reação de 0.112 e graças a ela ficou com a prata com 10.83, contra 10.86 de Fraser-Pryce. Com mesmo tempo da jamaicana, a marfinense Marie-Josee Ta Lou foi 4ª e a holandesa Dafne Schippers ficou em 5º com 10.90.

200m feminino

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Nos 200m, a favorita era a holandesa Dafne Schippers, que tinha 21.93 no ano e vinha do ouro no último mundial. Na 1ª rodada, Schippers venceu sua bateria com 22.51, o 5º tempo da rodada. A marfinense Marie-Josee Ta Lou fez a melhor marca, com o recorde pessoal de 22.31. A principal eliminada nesta fase foi a jamaicana Veronica Campbell-Brown, bicampeã da prova em 2004 e 2008 e disputando sua 5ª Olimpíada aos 34 anos.

Na semifinal, Schippers foi a mais rápida, com 21.96, a única a baixar de 22s. Numa rodada relativamente fraca, se despediram da prova a marfinense Murielle Ahouré e a americana Jenna Prandini. Na final, a jamaicana Elaine Thompson e a búlgara Ivet Lalova-Collio largaram forte, mas Schippes começou a crescer, mas não o suficiente para alcançar a jamaicana. Elaine Thompson fez a dobradinha 100m-200m ao vencer com 21.78. Schippers ficou com a prata com 21.88 e a americana Tori Bowie buscou o bronze com 22.15, após largar mal. Ta Lou foi 4ª com 22.21, recorde nacional, e a britânica Dina Asher-Smith foi 5ª com 22.31.

400m feminino

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A previsão da prova era uma disputa intensa entre Shaunae Miller, das Bahamas, e a americana Allyson Felix. Na primeira rodada, o destaque foi outra americana, Phyllis Francis, melhor tempo das 8 séries com 50.58. Na mesma bateria de Francis, Kemi Adekoya, do Bahrain, foi a única outra a completar abaixo de 51s, com 50.72. Felix venceu sua série com 51.24 e Miller fez o mesmo com 51.16.

Na semifinal, o nível subiu bem, com Felix vencendo a sua semi com 49.67 e Miller chegando em 2º na mesma bateria com 49.91. Na 2ª semifinal, vitória da jamaicana Shericka Jackson com 49.83 seguida da americana Natasha Hastings com 49.90. Apenas as 4 correram abaixo dos 50s.

Já na grande final, Hastings largou bem e liderava até a metade, quando viu Shaunae Miller acelerar um pouco antes da última curva e passar a americana, que estava na raia ao lado, mas de dentro. Na reta final, Miller já liderava, mas aí surgiu Allyson Felix, que passou a Shericka Jackson e Natasha Hastings. Faltando poucos metros, Felix forçava e iria passar Miller, que, num ato de desespero, se jogou na linha de chegada, como um peixinho. Deu certo e Miller venceu com 49.44 contra 49.51 de Allyson Felix. Shericka Jackson completou o pódio com 49.85, seguida de duas americanas: Natasha Hastings com 50.34 e Phyllis Francis com 50.41.

800m feminino

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A sul-africana Caster Semenya chegou ao Rio com o melhor tempo do ano, ótimos 1:55.33, querendo melhorar a prata de Londres. Na 1ª rodada, Semenya venceu sua bateria com 1:59.31. Mas o melhor tempo da rodada foi da canadense Melissa Bishop com 1:58.38. Como no masculino, houve baterias fortes como a de Bishop com 5 abaixo de 2min e fracas como a 7ª, vencida pela polonesa Joanna Jozwik com 2:01.58.

Nas semis, provas bem mais fortes. Na 1ª, a queniana Margaret Wambui levou com 1:59.21, enquanto Jozwik levou a 2ª com 1:58.93. Na 3ª, foram quatro abaixo de 1:59, com vitória da sul-africana com 1:58.15.

Na final, Caster Semenya começou forte e já liderava após a primeira curva. A primeira volta foi concluída em 57.59 e Francine Niyonsaba, do Burundi, apertou o ritmo, passando Semenya. Logo atrás das 2, vinha a canandense Melissa Bishop e a bielorrussa Maryna Arzamasava. Com 600m de prova, Niyonsaba já tinha 2m de vantagem sobre a sul-africana, que era ameaçada por Bishop, Arzamasava e a queniana Margaret Wambui. Na última curva, Semenya cresceu e já estava 2m a frente de Niyonsaba e a distância aumentou ainda mais até o final da prova. Vitória da sul-africana com 1:55.28, recorde nacional. Niyombasa segurou as perseguidoras e foi prata com 1:56.49. Nos últimos 40m, Wambui buscou a canadense para levar o bronze com 1:56.89, 0.13 melhor que Bishop, 4ª colocada. Quando for confirmada a desclassificação da russa Mariya Savinova, ouro em Londres, Semenya será a 1ª da história a ter dois ouros olímpicos nos 800m.

Prévias Rio-2016: Atletismo – Sprints

100m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Yohan Blake (JAM); Bronze – Justin Gatlin (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – Trayvon Bromell (USA) e Andre De Grasse (CAN)

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Justin Gatlin (USA)

A disputa da final mais esperada dos Jogos, a ser realizada no dia 14 de agosto, ser;a entre o jamaicano Usain Bolt (6O) e o americano Justin Gatlin (1O-1P-2B), como tem acontecido nos últimos anos. O último americano a vencer os 100m em uma competição mundial foi Tyson Gay no mundial de 2007, em Osaka. Desde então, apenas jamaicanos levaram ouro.

Bolt teve problemas nas seletivas de seu país, mas provou que está em boa forma e que vai brigar por medalha nas 3 provas que defende o duplo ouro. Ainda assim, quem tem os melhores tempos do ano é Gatlin, com 9.80 e 9.83, ambos obtidos na seletiva americana. Bolt tem como melhor tempo no ano 9.88 em junho em casa. O jovem americano de 21 anos Trayvon Bromell foi bronze no último mundial e já fez 9.84 este ano e novamente vai brigar por medalha.

O francês Jimmy Vicaut tem 9.86 e foi bronze no europeu, podendo brigar por uma vaga na final. Outros 20 atletas já correram a prova para abaixo dos 10s este ano, entre eles, são fortes candidatos a medalha: o jamaicano Yohan Blake (1O-2P), finalmente recuperado de lesão, o qatari Femi Ogunode, o sul-africano Akani Simbine, o turco Jak Ali Harvey, os canadenses Aaron Brown e Andre De Grasse e o veterano de 40 anos Kim Collins, de São Kitts & Nevis.

E o Brasil? Vitor Hugo dos Santos conseguiu o índice da prova no Troféu Brasil com ótimos 10.11, sua melhor marca pessoal. O objetivo dele é passar à semifinal e, quem sabe, finalmente bater o recorde sul-americano que é exatos 10.00 e já dura 28 anos!

Meu Pódio: Ouro – Justin Gatlin (USA); Prata – Usain Bolt (JAM); Bronze – Trayvon Bromell (USA)

200m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Yohan Blake (JAM); Bronze – Warren Weir (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – Anaso Jobodwana (RSA)

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Usain Bolt (JAM)

Mais uma disputa entre Justin Gatlin (1O-1P-2B) e Usain Bolt (6O) deve rolar na prova. O americano tem 19.75 este ano e Bolt fez 19.89 neste fim de semana em Londres. Mas o melhor tempo do ano até agora é de outro americano, no especialista dos 400m LaShawn Merritt (2O) com 19.74. Yohan Blake fez apenas 20.29 este ano, mas deve engrossar o duelo EUA x Jamaica, como tem ocorrido nos últimos anos.

Com ótimos 19.88 este ano, Miguel Francis, de Antigua & Barbuda, pode surpreender, assim como os canadenses Brendon Rodney e Andre De Grasse, o americano Ameer Webb, o panamenho Alonso Edwards, o francês Christophe Lemaitre (1B), o sul-africano bronze no último Mundial Anaso Jobodwana, o holandês Churandy Martina e os britânicos Adam Gemili e Nethaneel Mitchell-Blake.

E o Brasil? 3 brasileiros estarão na prova: Aldemir da Silva Jr, Vitor Hugo dos Santos e Jorge Vides. A melhor marca este ano é do Aldemir com 20.32. O objetivo, claro, é chegar na final, mas uma semifinal já seria bom para eles.

Meu Pódio: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – LaShawn Merritt (USA)

400m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kirani James (GRN); Prata – Luguelín Santos (DOM); Bronze – Lalonde Gordon (TTO)

Último Mundial (2015): Ouro – Wayde van Niekerk (RSA); Prata – LaShawn Merritt (USA); Bronze – Kirani James (GRN)

O americano LaShawn Merritt (2O) também tem o melhor tempo do nos 400m, prova que venceu em Pequim. É o único que correu abaixo de 44s este ano, com 43.97. Tem tudo para termos uma repetição da espetacular prova do mundial do ano passado, quando pela 1ª vez na história 3 atletas correram na mesma prova na casa dos 43s. Sendo assim, de olho no sul-africano Wayde van Niekerk, atual campeão mundial, e no atual campeão olímpico Kirani James, de Granada. Van Niekerk tem 44.11 este ano e James 44.08. James quebrou em Londres uma sequência de 7 ouros americanos seguidos na prova, além de ter sido a 1ª vez desde Antuérpia-1920 que nenhum americano subiu ao pódio (sem contar, claro, o boicote americano em Moscou-1980)

O trinitino Machel Cedenio já fez 3 vezes este tempo abaixo de 44.50 e é outra boa aposta, assim como Steven Gardiner, de Bahamas, o costa-riquenho Nery Brenes, o dominicano Luguelín Santos (1P) e os irmãos belgas Kévin e Jonathan Borlée.

E o Brasil? Hederson Estefani é o único brasileiro com índice, obtido há muito tempo. Este ano ele fez apenas 46.00 e nem deve passar de fase.

Meu Pódio: Ouro – LaShawn Merritt (USA); Prata – Wayde van Niekerk (RSA); Bronze – Kirani James (GRN)

110m com barreiras masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Aries Merritt (USA); Prata – Jason Richardson (USA); Bronze – Hansle Parchment (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Sergey Shubenkov (RUS); Prata – Hansle Parchment (JAM); Bronze – Aries Merritt (USA)

Sem a presença do atual campeão olímpica Aries Merritt, que não se classificou na seletiva americana, e nem do atual campeão mundial, o russo Sergey Shubenkov, por conta da suspensão de seu país, o favoritismo cai sobre o jamaicano Omar McLeod. Ele é dono de 5 dos 7 melhores tempos do ano, incluindo o melhor com 12.98, único abaixo da barreira dos 13s em 2016. Seu grande adversário é um conterrâneo: Hansle Parchment (1B). Bronze em Londres e prata no último mundial em Pequim, Parchment tem 13.10 este ano.

Também entram na briga o americano Devon Allen (que joga futebol americano), o espanhol nascido em Cuba Orlando Ortega, os franceses Dimitri Bascou e Pascal Martinot-Lagarde e o britânico Andrew Pozzi. Cuba sempre foi bem nesta prova, mas não estão em uma boa safra e o melhor tempo de um cubano no ano é apenas 13.51.

E o Brasil? João Vitor de Oliveira e Éder Souza são os brasileiros na prova, mas não correram abaixo de 13.60 este ano e não devem passar de fase.

Meu Pódio: Ouro – Omar McLeod (JAM); Prata – Hansle Parchment (JAM); Bronze – Orlando Ortega (ESP)

400m com barriras masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Felix Sanchez (DOM); Prata – Michael Tinsley (USA); Bronze – Javier Culson (PUR)

Último Mundial (2015): Ouro – Nicholas Bett (KEN); Prata – Denis Kudryavtsev (RUS); Bronze – Jeffery Gibson (BAH)

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Yasmani Copello (TUR)

O dominicano bicampeão olímpico Felix Sánchez não estará no Rio para vencer, pois se aposentou das pistas, mas o queniano Nicholas Bett, atual campeão mundial, sim. Bett surpreendeu o mundo ao vencer em Pequim em 2015 se tornando o primeiro queniano a medalhar na prova em uma competição global. Este ano ele ainda não fez um bom tempo e tem apenas 49.31. O melhor tempo do ano é do americano Johnny Dutch, que não passou pela seletiva. O 2º do ano é seu compatriota Kerron Clement (1O-1P) que tem 48.40 e é bicampeão mundial (2007 e 2009).

O cubano que defende a Turquia Yasmani Copello fez 48.42 no Europeu e é um credenciado a final e medalha, assim como o porto-riquenho bronze em Londres Javier Culson (1B), o americano Michael Tinsley (1P), que venceu duas etapas da Diamond League esse ano, e os jamaicanos Jaheel Hyde (que acaba de se tornar bicampeão mundial sub20) e Annsert Whyte.

E o Brasil? São 3 brasileiros na prova: Hederson Estefani, Mahau Suguimati e Márcio Teles. O melhor tempo de 2016 é do Mahau com 48.96. A expectativa é que pelo menos um deles passe para a semifinal e não muito mais do que isso. Final é praticamente impossível.

Meu Pódio: Ouro – Yasmani Copello (TUR); Prata – Kerron Clement (USA); Bronze – Nicholas Bett (KEN)

100m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Prata – Carmelita Jeter (USA); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Prata – Dafne Schippers (NED); Bronze – Tori Bowie (USA)

Mais uma prova de velocidade que teremos Estados Unidos x Jamaica, além de 2 outras convidadas. A jamaicana Elaine Thompson venceu a seletiva de seu país com o excelente tempo de 10.70 e se colocou a frente do rol de favoritas, mas a americana English Gardner fez 10.74 na seletiva americana. As duas farão sua estreia olímpica. Entre as veteranas temos ninguém menos que a bicampeã olímpica e tri mundial, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (2O-2P). Ela tem “apenas” 10.93 este ano e precisará correr mais para ficar com o 3º ouro olímpico. As outras duas americanas na prova são muito fortes também: Tianna Bartoletta (1O) e Torie Bowie, bronze no último mundial. As duas tem 10.78 este e reforçam o favoritismo das americanas.

Duas atletas de outros países não muito comuns para a prova podem estragar a festa. A holandesa Dafne Schippers fez 10.83 este ano e foi prata no último Mundial com excepcionais 10.81 e boas chances de repetir o feito de Fanny Blankers-Koen após 68 anos. Já a marfinense Murielle Ahouré já correu para 10.78 este ano e tem tudo para se tornar a 1ª africana a medalha na prova em 64 anos. Outros bons nomes da prova mais rápida são as trinitinas Michelle-Lee Ahye e Kelly-Ann Baptiste, a marfinense Marie-Josee Ta Lou, a nigeriana Blessing Okagbare e a britânica Asha Philip.

E o Brasil? São 3 brasileiras na prova. Rosângela Santos vem fazendo boas marcas, mas tem 11.23 como melhor este ano. Ana Cláudia Lemos ficou suspensa alguns meses por doping e voltou às competições este mês fazendo 11.14 na altitude da Colômbia. Franciela Krasucki tem este ano 11.31. As 3 tem boas chances de chegar às semifinais, mas para pegar final, teriam que repetir seus melhores tempos, que são próximos de 11s. É uma excelente oportunidade para quebrar o recorde sul-americano de 11.01 e pegar uma vaga na final, não?

Meu Pódio: Ouro – Elaine Thompson (JAM); Prata – Murielle Ahouré (CIV); Bronze – Torie Bowie (USA)

200m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Allyson Felix (USA); Prata – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Bronze – Carmelita Jeter (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Dafne Schippers (NED); Prata – Elaine Thompson (JAM); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

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Dafne Schippers (NED)

Atual campeã mundial, a holandesa Dafne Schippers já voou este ano. Na Diamond League de Oslo em junho, ela venceu a prova com 21.93, melhor tempo do ano. Schippers venceu o Mundial no ano passado com espetaculares 21.63 e tem tudo para repetir o feito no Rio. Caso aconteça, será a 1ª europeia a vencer os 200m desde 1996. A atual campeã olímpica é a americana Allyson Felix, que fez a organização mudar a programação da prova para correr os 200m e os 400m, mas não se classificou na seletiva americana.

A americana Torie Bowie venceu a seletiva com ótimos 21.99 e se credencia ao pódio nesta prova também. De olho também em Saunae Miller, de Bahamas, nas jamaicanas, na novata Elaine Thompson e na veterana Veronica Campbell-Brown (3O-2P-2B). Outros nomes são da britânica Dina Asher-Smith, campeã europeia esse ano com 22.37, e na americana Deajah Stevens.

E o Brasil? Também 3 brasileiras na prova: Kauiza Venâncio, Rosangela Santos e Vitória Cristina Rosa. O melhor tempo do ano é a Kauiza com 22.93 obtidos no Troféu Brasil. Devido a grande quantidade de atletas, passar para a semifinal já será difícil. Uma vaga na final, então, muito longe.

Meu Pódio: Ouro – Dafne Schippers (NED); Prata – Tori Bowie (USA); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

400m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sanya Richards-Ross (USA); Prata – Christine Ohuruogu (GBR); Bronze – DeeDee Trotter (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Allyson Felix (USA); Prata – Shaunae Miller (BAH); Bronze – Shericka Jackson (JAM)

A americana Allyson Felix (4O-2P) chega como campeã mundial e grande favorita a mais um ouro olímpico para sua coleção. Felix venceu a seletiva americana com ótimos 49.68, mas terá que correr muito para vencer a atual vice mundial, Shaunae Miller, de Bahamas. Miller tem 49.55 e 49.69 este ano e vai dar trabalho. Ela já venceu 3 etapas da Diamond League esse ano.

A atual campeã, a americana Sanya Richards-Ross teve problemas e parou ainda na 1ª rodada da seletiva americana, encerrando sua carreira. As outras duas americanas classificadas são fortes concorrente ao pódio também: Phyllis Francis e Natasha Hastings (1O). De olho também nas 3 jamaicanas: Stephanie Ann McPherson, Christine Day (1B) e Shericka Jackson, bronze no último mundial. Um pouco mais atrás, com 50 e altos, temos a italiana campeã europeia Libania Grenot, a sul-africana Caster Semenya (1P) e a francesa Floria Guei.

E o Brasil? Geisa Coutinho e Jailma de Lima disputam a prova. Geisa tem melhores chances pois tem corrido constantemente na casa dos 51s baixos, mas pegar uma semi não será fácil. Devem parar na 1ª rodada.

Meu Pódio: Ouro – Shaunae Miller (BAH); Prata – Allyson Felix (USA); Bronze – Natasha Hastings (USA)

100m com barreiras feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sally Pearson (AUS); Prata – Dawn Harper (USA); Bronze – Kellie Wells (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Danielle Williams (JAM); Prata – Cindy Roleder (GER); Bronze – Alina Talay (BLR)

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Brianna Rollins (USA)

O domínio americano nesta prova é tão grande que as 7 melhores do ano são americanas! A seletiva foi tão forte que Kendra Harrison ficou de fora da equipe, mas bateu neste último fim de semana o recorde mundial da prova com 12.20! No último mundial, nenhuma americana subiu ao pódio, mas agora elas tem chances de pegar as 3 medalhas. Se bem que em 2015 também tinham. Brianna Rollins tem 12.34 este ano ao vencer a seletiva e é a favorita ao ouro. As outras são Kristi Castlin e Nia Ali. Lembrando que é bem comum as americanas pipocarem nesta prova… Elas só venceram o ouro olímpico 3 vezes na história!

Sem a atual campeã olímpica na disputa, a australiana Sally Pearson que está lesionada, as americanas tem tudo para levar a prova. Logo atrás temos a vice mundial, a alemã Cindy Roleder, a forte bielorrussa Alina Talay, as britânicas Cindy Ofili e Tiffany Porter e a canadense Phylicia George. A atual campeã mundial é a jamaicana Danielle Williams, que tem como melhor marca no ano apenas 12.77.

E o Brasil? Maíla Machado e Fabiana Moraes trazem de volta o Brasil a esta prova, mas nem vão avançar de fase.O melhor tempo do ano é da Fabiana com 12.91.

Meu Pódio: Ouro – Brianna Rollins (USA); Prata – Nia Ali (USA); Bronze – Cindy Roleder (GER)

400m com barreiras feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Natalya Antyukh (RUS); Prata – Lashinda Demus (USA); Bronze – Zuzana Hejnová (CZE)

Último Mundial (2015): Ouro – Zuzana Hejnova (CZE); Prata – Shamier Little (USA); Bronze – Cassandra Tate (USA)

Na seletiva americana, Dalilah Muhammad deu show vencendo com 52.88, 13º tempo da história e melhor marca em 4 anos. Sua compatriota Shamier Little tem 53.51 este ano, mas não se classificou aos Jogos. A checa Zuzana Hejnová é o grande nome da prova nos últimos anos, com o bicampeonato mundial em 2013 e 2015. Mas este ano a checa tem apenas 55.69, bem longe do seu melhor. Mas nos Jogos ela com certeza vai crescer, como aconteceu no último mundial.

Outros nomes fortes da prova são a britânica Eilidh Doyle, que tem 54.09 no ano, as jamaicanas Janieve Russel e Kaliese Spencer, a dinamarquesa campeã europeia Sara Slott Petersen e a sul-africana Wenda Nel.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Dalilah Muhammad (USA); Prata – Zuzana Hejnová (CZE); Bronze – Eilidh Doyle (GBR)

Perfil 2016 – Dafne Schippers (NED)

19/75

Dafne Schippers

Atletismo

100m e 200m

Mundiais: 1 ouro, 1 prata e 1 bronze

 

Se tem alguém que pode melar a briga entre jamaicanas e americanas nas provas de sprint, é a holandesa Dafne Schippers. Aos 23 anos e ex-atleta de heptatlo, ela tem focado nas provas de velocidade e brilhado.

Nascida em Utrecht , Schippers começou no atletismo aos 9 anos. Aos 17, começou sua carreira internacional com o 4º lugar no heptatlo no Europeu Juvenil, na Sérvia, com 5.507 pontos. No ano seguinte, despontou pro mundo com duas medalhas no Mundial Juvenil de Moncton, no Canadá. Schipper dominou a prova do heptatlo para vencer com 5.967, quase 200 pontos de vantagem sobre a 2ª colocada. No mesmo mundial fez parte da equipe holandesa bronze no revezamento 4x100m.

Em 2011, foi campeã europeia juvenil no heptatlo com 6.153 pontos, na Estônia. Neste ano, disputou seu 1º mundial adulto, em Daegu. Nos 200m, mostrou que tinha talento ao vencer sua bateria com 22.69, ficando a frente de Allyson Felix e Ana Cláudia Lemos. Na semifinal, foi 5ª colocada com 22.92, ficando em 9ª on geral, a uma posição da vaga na final. No 4x100m, ajudou sua equipe a bater o recorde nacional com 43.44, mas ficaram em 9º no geral, novamente a uma posição da final.

No ano olímpico de 2012, Schippers disputou o Mundial indoor, mas parou na semifinal dos 60m. No Europeu, em Helsinque, foi 5ª colocada nos 200m e prata no 4x100m, ajudando a baixar o recorde nacional novamente, agora com 42.80. Disputou os Jogos de Londres ainda sem grande fama. No heptatlo, terminou em 12º lugar (subiu para 11º após caso de doping de ucraniana), com destaque para sua prova de 200m, a melhor marca empatada com a campeã Jessica Ennis, com 22.83 e excelentes 1096 pontos. No 4x100m, terminou em 6º lugar com a equipe holandesa com 42.70.

Em 2013, foi campeã europeia sub23 nos 100m com ótimos 11.13 e ainda faturou o bronze no salto em distância, com 6,59m. No Mundial de Moscou, veio sua primeira medalha adulta importante. Foi a 3ª nos 100m com barreiras e a melhor nos 200m com 22.84, fazendo 1.095 pontos. Somando 6.477 pontos, recorde nacional, conquistou a medalha de bronze.

Após o Mundial, começou a se dedicar exclusivamente às provas de velocidade. Em 2014, no Europeu de Zurique, fez a dobradinha vencendo os 100m com 11.12 e os 200m com 22.03. Venceu também uma etpa da Diamond League, em Glasgow, com 22.34 nos 200m. Em 2015, Schippers foi campeã europeia indoor nos 60m, mas a sua consagração foi no Mundial de Pequim. Venceu sua bateria e sua semifinal dos 100m para levar a medalha de prata com 10.81, recorde holandês, ficando atrás apenas de Shelly-Ann Fraser-Pryce, com 10.76. 4 dias depois, deu show na final dos 200m. Com uma excelente curva, Schippers correu para 21.63, batendo o recorde do campeonato e o recorde europeu! Foi o 3º melhor tempo da história e o melhor desde 1998!

Neste ano, foi prata nos 60m no Mundial Indoor com 7.04 e tem tudo para ser consagrada no Rio de Janeiro e se tornar a primeira europeia campeã olímpica nos 200m desde Marie-José Perec, em Atlanta-1996.

Mundial de Atletismo – Dia 7

O único ouro chinês veio na sexta. E foi combinado.

Marcha 20km feminino

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As chinesas Hong Liu e Xiuzhi Lu dominaram a prova. Já começaram a abrir na parcial de 5km e, com 10km de prova, já tinham quase 30s de vantagem. Na entrada do estádio olímpico, elas conversaram e esclareceram na coletiva de imprensa que combinaram que Hong Liu levaria o ouro. Ela medalhou nos 3 mundiais anteriores, mas nunca levou um ouro. Liu fechou com 1:27:45, mesmo tempo da sua compatriota. A ucraniana Lydumyla Olyanovska completou o pódio com 1:28:13. Ótima prova de Érica de Sena, que nunca saiu do top10 e fechou na 6ª posição com 1:30:06.

110m com barreiras masculino

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O favorito era o atual campeão mundial e do Pan, o americano David Oliver, mas ele tropeçou na segunda barreira e ai já era. O russo Sergey Shubenkov, bronze em 2013, não tinha nada a ver com isso e levou o ouro com 12.98, recorde russo. O jamaicano Hansle Parchment foi prata com 13.03, a primeira medalha jamaicana na história da prova, e o americano campeão olímpico em Londres Aries Merritt foi bronze com 13.04, sua primeira medalha em Mundiais. Ele sai de Pequim direto para a mesa de cirurgia, pois precisa de um transplante de rim.

100m com barreiras feminino

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Esperava-se um pódio americano completo. Mas nenhuma levou medalha. Os problemas começaram nas semifinais, com a campeã olímpica Dawn Harper caindo em um barreira e Kendra Harrison queimando a largada em outra semi. Longe dos seus melhores tempos, Brianna Rollins com 12.67 foi 4ª e Shericka Nelvis foi a 8ª com 13.06. A jamaicana Danielle Williams levou o ouro com 12.57, seguida da alemã Cindy Roelder com 12.59 e da bielorrussa Alina Talay com 12.66, recorde nacional.

200m feminino

Dafne Schippers. Foto: Reuters

Depois de surpreender nos 100m, a holandesa Dafne Schippers voou na final para levar o ouro com espetaculares 21.63, recorde do campeonato, recorde europeu e melhor marca do mundo em 2015! Tempaço dela! As jamaicanas Elaine Thompson com 21.66 e Veronica Campbell-Brown com 21.97 completaram o pódio. Muito raro 3 abaixo de 23s.

Salto em distância feminino

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Depois de bater o recorde sérvio na qualificação, Ivana Spanovic abriu a prova com 7,01m, melhorando novamente seu recorde. Na 3ª rodada, a britânica Shara Proctor fez 7,07m para assumir a liderança. Spanovic fez boa prova com 6,98m e fechou com 7,01m novamente, mas não passou a britânica, que também bateu o recorde nacional. Mas, na última tentativa, apareceu na prova a americana Tianna Bartoletta, que era a favorita. Em seu último salto, Bartoletta fez 7,14m, melhor salto do ano! Aos 30 anos, ela leva seu 2º título mundial 10 anos após o 1º, em Helsinque-2005.

Mundial de Atletismo – Dia 3

Pódio queniano, vitória jamaicana, surpresa canadense, decepção francesa, domínio colombiano e uma americana aprende uma lição muito importante.

100m Feminino

Shelly-Ann Fraser-Pryce. Foto: Reuters

Bicampeã mundial e olímpica, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce já deu o tom na semifinal, vencendo sua bateria com 10.82. Rosângela Santos não foi páreo na segunda semi e terminou em 4º lugar com 11.07 e terminou em 12º lugar no geral. Final tá perto, mas pra isso precisa baixar dos 11s.

Na grande final, Fraser-Pryce dominou. Na frente desde a largada, venceu com 10.76 e levou seu 3º título mundial na prova e 6º no geral. Excelente ver a prata pra holandesa Dafne Schippers. Heptatleta de formação (foi campeã mundial juvenil em 2010), Schippers abteu na semi o recorde holandês com 10.83 e novamente na final com 10.81. Fechou o pódio a americana Tori Bowie, única de seu país na final, com 10.86.

Salto com Vara Masculino

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E pelo jeito segue a sina do francês Renaud Lavillenie. Campeão olímpico, recordista mundial indoor, campeão mundial indoor, mas nunca venceu um mundial outdoor. O francês só precisou de um salto na qualificação para chegar a final, onde passou de 1ª em 5,80m. Mas em 5,90m, queimou as 3 e viu o canadense de 21 anos Shawn Barber ser campeão. Barber fez uma prova perfeita, passando sem de primeira, inclusive nos 5,90m, onde ficou olhando um por um ser eliminado, até que o alemão Raphael Holzdeppe, que defendia o ouro, passou na 3ª.

Só com o canadense e o alemão, o sarrafo subiu pra 6,00m, onde ninguém passou. Ouro pro canadense, prata pro alemão e um tríplice empate no bronze: Lavillenie e dois poloneses, Pawel Wojciechowski e Piotr Lisek. Augusto Dutra passou na 2ª tentativa em 5,50m e em 5,65m, mas queimou as 3 em 5,80m e terminou na 9ª colocação.

Salto Triplo Feminino

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Pois é. Caterine Ibarguen está imbatível. A última derrota dela foi na final olímpica em Londres. Desde então, foram nada menos que 29 ouros, incluindo mais um título mundial pra ela. Com 14,80m na segunda tentativa, já era líder e melhorou na 4ª com 14,90m. 4ª em Londres pela Ucrânia, Hanna Knyazyeva-Minenko, que agora representa Israel, ficou com a prata com 14,78m na 2ª rodada e a cazaque Olga Rypakova completou o pódio com 14,77m. Em sua 3ª final de mundial no triplo, Keila Costa ficou em 12º e último lugar com apenas 13,90m. Dona da melhor marca do ano, a russa Ekaterina Koneva ficou em 7º lugar.

10.000m Feminino

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Campeã mundial em 2011, a queniana Vivian Cheruiyot apertou o passo faltando 200m para vencer a prova com 31:41.31, deixando a fortíssima etíope Gelete Burka, especialista na prova de 1.500m, com a prata com 31:41.77. Esta prova foi mais um exemplo da velha máxima, que a competição só acaba quando termina! A americana Molly Huddle ia pro bronze, mas abriu os braço para comemorar antes do devido e não viu sua compatriota Emily Infeld chegando. Infeld ultrapassou e ficou com o bronze com 31:43.49 e Huddle inconsolada terminou em 4º a 0.09 de sua compatriota.

3.000m com Obstáculos Masculino

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Se existe um país que domina uma prova no atletismo, é o Quênia nos 3.000m com obstáculos masculino. Eles formaram o pelotão e lideraram por toda a prova. Não só dominaram o pódio, como pegaram o 4º lugar também. Ezekiel Kemboi venceu com 8:11.28 e se torna o primeiro tetracampeão mundial desta prova. Conseslus Kipruto foi prata com 8:12.38 e Brimin Kipruto bronze com 8:12.54.

Outras Provas

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Fabiana Murer só precisou de um salto para se garantir na final do salto com vara. Passando de primeira em 4,55m, ela iria pros 4,60m, mas como apenas 14 atletas passaram de 4,55m, os árbitros decidiram passar todas para a final. Kyriakopoulou, Bengtsson, Silva e Suhr também estão na final.

Favoritas passaram pra final do disco feminino, com a cubana Denia Caballero com 65,15m e a croata Sandra Perkovic com 64,51m. Já as brasileiras ficaram bem abaixo do esperado. Andressa de Moraes com 59,08m foi a 19ª e Fernanda Borges com 56.74m terminou em 26º.

O americano Jeff Henderson em seu primeiro salto já obteve 8,36m e ficou com a melhor marca da quali do salto em distância, seguido do campeão olímpico Greg Rutherford (GBR) com 8,25m. Com péssimas apresentações, Higor Alves só conseguiu um salto válido, 7,60m e terminou em 27º e Alexsandro de Melo queimou suas 3 tentativas para ficar sem marca.

Na quali do dardo, a surpresa foi a eliminação do campeão olímpico, o trinitino Keshorn Walcott, que tinha a melhor marca do ano. Com apenas 76,83m, terminou em 26º. Melhor marca do alemão Andreas Hofmann com 86,14m. Também estão na final o queniano Juliues Yego, o checo Vitezslav Vesely e o finlandês Tero Pitkamaki.

Na semi dos 400m masculino, melhor tempo de Isaac Makwala, de Botsuana, com 44.11, seguido do campeão olímpico Kirani James com 44.16. Já nos 400m com barreiras feminino, a melhor marca é da excepcional checa Zuzana Hejnová com 54.24, seguida da americana Cassandra Tate com 54.33.

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Outra brasileira que fez papelão foi Geisa Coutinho, correndo nos 400m muito, mas muito abaixo do esperado, com 52.72, terminando em 37º no geral, entre 41 atletas. O melhor tempo foi da jamaicana Stephanie Ann McPherson com 50.34. Nas baterias dos 3.000m com obstáculos feminino, melhor tempo da tunisiana Habiba Ghribi com 9:24.38.