Mundial de Atletismo – Dia 4

Dobradinha sul-americana no triplo, mais um domínio no martelo e uma final espetacular no meio-fundo.

Lançamento de martelo feminino

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Anita Wlodarczyk (POL). Foto: IAAF/Getty Images

Bicampeã olímpica, bicampeã mundial, recordista mundial e dona das 7 melhores marcas do ano, a polonesa Anita Wlodarczyk era mais que favorita ao ouro. Mas ela começou bem mal, com 70,45m, x e 71,94m. Ao fim das 3 primeiras séries, ela estava apenas em 6º lugar e a liderança era da chinesa Zheng Wang com 75,00m. Mas na 4ª rodada, tudo voltou ao normal com a polonesa lançando para 77,39m e melhorando na 5ª para 77,90m. Wang melhorou com 75,98m na última tentativa e ficou com a prata. Malwina Kopron, melhor na quali, fez 74,76m e deu mais um bronze pra Polônia. 4ª com 74,53m, a chinesa Wenxiu Zhang se aposentou após a prova.

Salto triplo feminino

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Yulimar Rojas (VEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, o duelo sul-americano entre a venezuelana Yulimar Rojas e a colombiana Caterina Ibarguen foi disputado centímetro a centímetro. Ibarguen abriu com 14,67m contra 14,55m de Rojas. Na 2ª rodada, Rojas saltou 14,82m enquanto Ibarguen melhorou apenas 2cm para 14,69m. Na 3ª, foi a vez da colombiana assumir a liderança com 14,89m enquanto Rojas fazia 14,83m! Na 5ª tentativa, a venezuelana voou para 14,91m voltando ao topo. Na última rodada e no último salto da prova, Ibarguen fez 14,88m, melhorando, mas não o suficiente para ultrapassar a rival e amiga. Primeiro ouro da história para a Venezuela e primeira vitória de Rojas sobre Ibarguen. Coadjuvante na prova, a cazaque Olga Rypakova foi bronze com 14,77m.

110m com barreiras masculino

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Omar McLeod (JAM). Foto: IAAF/Getty Images

Ouro no Rio-2016, o jamaicano Omar McLeod venceu a prova com 13.04 graças a uma excelente saída deixando o campeão de 2015, o russo que compete com independente Sergey Shubenkov, em 2º com 13.14. Na disputa do bronze, o húngaro Balázs Baji passou 3 adversários na última barreira para levar a medalha com 13.28. Recordista mundial, o americano Aries Merritt ficou em 5º com 13.31.

1.500m feminino

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Faith Kipyegon (KEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, a queniana campeã olímpica Faith Kipyegon levou com 4:02.59. Na primeira metade, ela e a britânica Laura Muir foram pra frente do pelotão enquanto a holandesa Sifan Hassan e a recordista mundial Genzebe Dibaba ficavam no fundo. Faltando 600m, Hassan atacou e foi pra frente assim como a especialista nos 800m, a sul-africana Caster Semenya. Hassan e Muir iam na frente, mas na reta final começaram a perder ritmo. Kipyegon abriu e foi pro ouro. Semenya e a americana Jennifer Simpson, que vinha escondida e encaixotada, dispararam passando as líderes para completar o pódio. Simpson foi prata com 4:02.76 e Semenya bronze com 4:02.90. Muit foi 4ª, Hassan 5ª e Dibaba decepcionou demais fechando raia com 4:06.72.

Pista e Campo

Estranhos ver uma eliminatórias dos 200m sem Usain Bolt. O melhor tempo ficou com o trinitino Jereem Richards com 20,05, seguido do britânico Nethaneel Mitchell-Blake com 20.08. Favorito dos 400m, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu sua bateria com 20.16. Aldemir da Silva Jr correu mal para 20.82 e ficou fora das semifinais. Um dos favoritos dono do melhor tempo do ano, Isaac Makwala de Botsuana não compareceu por conta de uma intoxicação alimentar.

A campeã olímpica Dalilah Muhammad fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com barreiras feminino. A americana marcou 54.59. Em 2º, a jamaicana Ristananna Tracey com 54.92. Na bateria 2, vitória da forte checa Zuzana Hejnova com 55.05 seguida da dinamarquesa vice olímpica Sara Petersen com 55.23.

Na mesma prova no masculino, mas pelas semifinais, o americano Kerron Clement fez o melhor tempo das 3 baterias com 48.35 com o norueguês Karsten Warholm logo atrás com 48.43. O brasileiro Márcio Teles tropeçou na 4ª barreira e levou um tombo feio, mas sem gravidade.

A barenita Salwa Eid Naser vai pra final dos 400m feminino com o melhor tempo, de 50.08, recorde nacional. Logo atrás ninguém menos que a americana Allyson Felix com 50.12 e a campeã olímpica de Bahamas Shaunae Miller-Uibo com 50.36.

Apenas 3 atletas superaram os 17,00m necessários para garantir vaga na final do salto triplo masculino: os americanos Chris Benard (17,20m) e o campeão olímpico e mundial Christian Taylor (17,15m) e o cubano Cristian Nápoles (17,06m). A final promete com 3 americanos e 3 cubanos.

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Resumo Rio-2016 – Atletismo: saltos

Salto em altura masculino

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Derek Drouin (CAN)

Uma das provas que mais tem tido atenção nos últimos anos, graças ao altíssimo nível, com pelo menos 5 atletas saltando para mais de 2,40m. A prova foi vencido por 3 russos nas 4 Olimpíadas anteriores, mas com o banimento russo no atletismo, a disputa ficaria parecida com o que ocorreu no último mundial.

Na quali, 10 atletas passaram de 2,29m, incluindo os favoritos Mutaz Essa Barshim, do Qatar, o ucraniano Bohdan Bondarenko, o canadense Derek Drouin, o americano Erik Kynard e o britânico Robert Grabarz. Todo estiveram no pódio de Londres, em prova vencida pelo russo Ivan Ukhov. Com campanhas idênticas na quali, outros 4 passaram para a final com 2,26m. A maior ausência da final seria o chinês Zhang Huowei, prata no último mundial, que parou em 2,22m.

Com 15 atletas na final, as coisas começaram a apertar mesmo em 2,33m, quando restavam 10. Nesta altura, 4 se despediram, sobrando 6. Drouin, Barshim e Bondarenko chegavam sem erros, mas Grabarz teve uma falha em 2,25m e o ucraniano Andriy Protsenko em 2,29m. Kynard fazia uma prova bem ruim com um erro em 2,25m e dois em 2,33m. Em 2,36m, esses 3 ficaram sobrando os 3 que brigariam pelas medalhas. Drouin e Barshim passaram de 1ª e Bondarenko resolveu subir de altura. Em 2,38m, Bondarenko e Barshim erraram a 1ª, mas o canadense campeão mundial Derek Drouin passou de 1ª garantindo uma ótima vantagem.

Barshim ainda tentou mais duas e errou. Como o ucraniano tinha apenas 2,33m, ele foi forçado a tentar 2,40m para tentar subir do bronze. Com uma única tentativa, ele errou e acabou em 3º e Derek Drouin levou o ouro com uma prova perfeita. O erro em 2,25m foi fatal pro Grabarz e lhe custou um bronze. Barshim levou sua 2ª medalha olímpica e Bondarenko faturou a 1ª da Ucrânia no salto em altura.

Salto com vara masculino

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Thiago Braz (BRA)

Uma das provas mais espetaculares dos Jogos. O francês Renaud Lavillenie chegava com o ouro em Londres e 17 vezes saltando acima de 6m, sendo 13 indoor, incluindo o atual recorde mundial com 6,16m, mas sem jamais vencer um título mundial. Já o brasileiro Thiago Braz tinha como melhor marca até então 5,93m obtidos este ano, mas com um péssimo retrospecto em competições adultas importantes, como no último Mundial, no mundial indoor deste ano e no Pan.

Na qualificação, apenas o americano Sam Kendricks passou sem erros até os 5,70m. Lavillenie entrou apenas em 5,70m e passou na 2ª. Quem deu o susto foi o brasileiro que teve problemas em 5,45m, queimando duas vezes. Ele resolveu pular a altura e ir para 5,60m, com apenas uma chance, e passou. Em 5,70m, passou logo de primeira. 9 atletas no total atingiram a altura e mais 3 que pararam em 5,60m avançaram à final. Augusto Dutra de Oliveira ficou em 5,45m, em 22º no geral. Campeão mundial em 2013 e prata em 2015, o alemão Raphael Holzdeppe ficou em 26º longe da final.

Na final, atrasada por uma chuva fortíssima por 1 hora, a maioria sofreu nas alturas baixas. O letão Pauls Pujats parou logo na 1ª altura, em 5,50m. Em 5,65m, outros 5 terminaram sua prova, incluindo o campeão mundial de 2015, o canadense Shawn Barber. Em 5,75m, Thiago passou apenas na 2ª tentativa, já Kendricks errou a 1ª e optou por seguir para 5,85m. O chinês Xue Changrui errou 2, enquanto Lavillenie, o checo Jan Kudlicka e o polonês Piotr Lisek passaram de 1ª.

Em 5,85m, Thiago, Lavillenie e Kendricks passaram de 1ª, enquanto os outros 3 erraram. Fim de prova pro chinês, que só tinha uma chance e o checo e o polonês foram forçados a subir de altura. Em 5,93m, Lavillenie passou de primeira e botava uma mão no ouro, já que todos erravam. Mas o brasileiro passou na 2ª e adiou a decisão, enquanto todos os outros paravam, garantindo o bronze pro americano Sam Kendricks e pelo menos uma prata pro brasileiro.

Em 5,98m, Lavillenie passou na 1ª e com isso Thiago foi forçado a ir direto pra próxima altura, 6,03m, 10cm acima da sua melhor marca pessoal. Na 1ª, os dois erraram. Lavillenie errou a 2ª, mas aí de maneira absolutamente espetacular, Thiago Bráz passou em 6,03m para delírio do Engenhão! Lavillenie mal acreditava no feito e foi forçado a ir para 6,08m com apenas uma tentativa. Mas aí vieram as vaias e um desconcentrado e irritado francês errou. 1º medalha da história pro Brasil na prova. E com certeza uma das mais sensacionais da história brasileira nos Jogos Olímpicos.

Thiago Braz conquistou a 1ª medalha mundial da história do salto com vara masculino brasileiro. Renaud Lavillenie sobe pela 2ª vez ao pódio olímpico e Sam Kendricks, com o bronze, bota os americanos de volta ao pódio da prova após 2 ausências seguidas.

Salto em distância masculino

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Jeff Henderson (USA)

O americano Jarrion Lawson chegou ao Rio com a melhor marca do ano, excelentes 8,58m obtidos na seletiva americana. Seu compatriota Jeff Henderson teve grandes marcas recentes, mas fracassou no último mundial, em Pequim. Já o britânico Greg Rutherford, que defendia o ouro olímpico, também vinha do ouro no Mundial de 2015. Na quali, apenas dois fizeram acima dos 8,15m necessários para qualificação direta à final: o chinês Wang Jianan com 8,24m e Henderson com 8,20m. Todos os principais nomes da prova passaram à final.

Na decisão, após 2 rodadas, tudo mega embolado. Henderson liderava com 8,20m, seguido de Lawson om 8,19m, Rutherford com 8,18m, Wang com 8,17m e o sul-africano Luvo Manyonga com 8,16m! No 3º salto, Lawson assumiu a liderança com 8,25m e Rutherford aparecia agora em 2º com 8,22m. Nas 3 rodadas, a prova pegou fogo. No 4º salto, Manyonga fez 8,28m e era o novo líder e Rutherford, que tinha caído para 3º, assumiu novamente o vice com 8,26m! As diferenças eram tão pequenas entre os finalistas que a vitória viria no detalhe. Na penúltima série, o sul-africano saltou excelentes 8,37m, para assumir a liderança com melhor marca pessoal! Henderson ainda melhorou para 8,22m, mas seguia em 4º.

Aí veio a última rodada. O sul-africano saltou antes e queimou, restando torcer contra. O chinês fez apenas 7,88m. Mas aí veio Jeff Henderson! O americano voou para 8,38m, assumindo a liderança por apenas 1cm na frente de um incrédulo sul-africano. Rutherford saltou pela última vez para 8,29m, melhorando sua marca, mas se mantendo em 3º. O último salto foi de Jarrion Lawson. Em 4º lugar, correu e voou. Parecia que levaria o ouro, mas apareceu a marca de 7,78m. Ele não acreditava, mas no replay foi possível ver que ele encostou o cotovelo bem antes e perdeu medalha aí.

Jeff Henderson confirmou o favoritismo e levou o ouro, o 21º pros EUA na história da prova e o 1º desde Atenas-2004. Luvo Manyonga faturou sua 1ª medalha importante da carreira e Greg Rutherford foi bronze, quebrando a sequência de vitórias importantes que vinha desde 2012.

Salto triplo masculino

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Christian Taylor (USA)

Fora de forma após uma contusão, o cubano Pedro Pablo Pichardo nem disputou a quali nos Jogos. Era esperado um duelo espetacular dele contra o americano Christian Taylor, assim como ocorreu no Mundial de Pequim em 2015, quando Taylor venceu no último salto com incríveis 18,21m. Na quali, Taylor liderou a prova com 17,24m logo no seu 1º salto, acima dos 16,95m suficientes para ir a final. Outros 4 atletas conseguiram passar da marca: o campeão de Pequim-2008, o português Nélson Évora, o americano Will Claye e os chineses Dong Bin e Cao Shuo.

A definição da prova veio cedo, logo no 1º salto! Taylor foi o 1º a saltar e fez 17,86m! Dong Bin, 9º, abriu com 17,58m e foi seguido por Will Claye que começou com 17,76m! Nos saltos seguintes, muitas tentativas queimadas dos 3. O chinês errou o 2º e o 3º e nem saltou os 3 restantes. Taylor fez mais dois saltos válidos, ambos em 17,77m, que também seriam suficientes para o ouro. Claye ainda saltou 17,61m e 17,55m.

Os outros atletas mal chegavam perto. O chinês Cao Shuo foi o que melhor fez com apenas 17,13m obtido no 5º salto. Em 5º, ficou o colombiano John Murillo com 17,09m, batendo o recorde nacional, e o português Nélson Évora foi 6º com 17,03m.

Com o ouro, Christian Taylor se tornou bicampeão olímpico da prova, o 1º desde o soviético Viktor Saneyev, que na verdade foi tricampeão entre 1968 e 1976. Will Claye repete a prata de Londres e Dong Bin se torna o 1º chinês a medalhar no salto triplo em uma competição mundial.

Salto em altura feminino

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Ruth Beitia (ESP)

Com a ausência das russas da prova, o pódio ficou um pouco mais aberto. A melhor marca do ano até então era da americana Chaunté Lowe, com 2,01m. Na quali, quem passasse de 1,94m estaria garantida na final. E nada menos que 17 atletas conseguiram a marca! Apesar do grande plantel na final, a disputa foi relativamente rápida.

A primeira marca da decisão foi 1,88m e todas passaram, sendo 11 de primeira. Em 1,93m, 5 atletas ficaram, incluindo a lituana Airine Palsyte, prata no Europeu deste ano. Com 1,97m, nada menos que 8 ficaram, entre elas a britânica Morgan lake, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, única outra atleta a passar de 2m no ano, e Levern Spencer, de Santa Lúcia.

A espanhol Ruth Beitia fazia uma prova perfeita, passando em tudo de primeira. A búlgara Mirela Demireva, que precisou de 2 tentativas lá em 1,88m, passou na primeira em 1,97m, enquanto a croata bicampeã mundial Blanka Vlasic foi na 2ª. Só restava a americana Lowe que sofreu nesta altura e passou apenas na 3ª e última chance. As 4 foram para 2,00m e cada uma foi errado uma, duas e três vezes. No último salto da prova, Lowe esbarrou por muito pouco e ficou sem medalha.

Ruth Beitia, tricampeã europeia mas sem nenhum ouro em competições mundiais, levou o primeiro ouro espanhol da história na prova. Mirela Demireva, prata no europeu deste ano, é a primeira búlgara a medalhar desde o ouro de Stefka Kostadinova em Atlanta-1996. Blanka Vlasic foi bronze, faturando sua 2ª medalha olímpica após a prata em Pequim e a 6ª 10ª em competições mundiais.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE)

A americana Sandi Morris é o novo nome desta prova, chegando ao Rio com 4,93m obtidos em julho em Houston para sua 1ª competição mundial outdoor. Mas a prova prometia grandes emoções com a cubana Yarisley Silva, a americana Jenn Suhr, a grega Ekaterini Stefanidi e a brasileira Fabiana Murer, que se despediria do esporte.

Na quali, 7 atletas passaram de 4,60m e se classificaram direto para a final, incluindo Stefanidi, Suhr e Silva. Com outras cinco empatadas em 4,55, nem foi necessário elas saltarem e se garantiram entre as 12 na final, incluindo Morris. Mas a quali foi fatal para a Fabiana Murer. A brasileira vinha do recorde sul-americano de 4,87m obtidos no Troféu Brasil e só entrou na prova em 4,55m, mas falhou 3 vezes e encerrou de maneiro amarga a sua carreira. Campeã mundial indoor e outdoor, Fabiana infelizmente ficará marcada por 3 desastres olímpicos.

Na 3ª altura da final, 4,60m, as duas medalhistas de Londres na prova já começaram a sofrer. Yarisley Silva e Jenn Suhr precisaram de 2 saltos para passar, enquanto Stefanidi, Morris e as surpresas Eliza McCartney, da Nova Zelândia, e Alana Boyd, da Austrália, passavam sem erros. Em 4,70m, Stefanidi e McCartney passaram na 1ª, Morris na 2ª e as duas até então favoritas pararam. Silva e Suhr decepcionaram e terminaram empatadas em 7º.

McCartney já havia batido o recorde nacional na altura anterior, mas em 4,80m ela surpreendeu a todas e foi a única a passar de 1ª na altura, assumindo a liderança! Stefanidi, Morris e Boyd superaram na 2ª enquanto a britânica Holly Bradshaw e a suíça Nicola Büchler se despediram da prova. Mas em 4,85m, a altura começou a pesar para a neozelandesa, que errou as 3, mas Stefanidi e Morris conseguiram na 2ª superar a marca. A McCarntey terminou em 3º lugar com o bronze e Boyd ficou em 4º. Com apenas 2 na disputa, em 4,90m, a vantagem era da grega que tinha apenas 2 erros na prova contra 3 da americana. Nenhuma delas passou em 4,90m e assim o ouro ficou com Ekaterini Stefanidi!

Foi o 1º medalha da história da Grécia na prova feminina e a 1ª medalha desde Atenas-1896, quado dois gregos foram bronze no masculino. Sandi Morris foi a 3ª americana a medalha a prova na 5ª edição olímpica do salto com vara feminino e Eliza McCartney conquistou uma inédita medalha para a Nova Zelândia.

Salto em distância feminino

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Tianna Bartoletta (USA)

De volta a sua velha forma, a americana campeã em Londres Brittney Reese havia vencido a seletiva americana com 7,31m e ia com tudo pro bi. Na quali, fez 6,78m no seu 1º salto, mais que os 6,75m para ir direto a final. A sérvia Ivana Spanovic com 6,87m e a alemã Malaiko Mihambo com 6,82m se juntaram ao grupo de finalistas. Única russa no atletismo nos Jogos, Daria Klishina também passou pra final com a 8ª marca de 6,64m. Entre as que pararam na quali, a britânica Shara Proctor, em 21º, e a americana Janay Deloach em 13º.

Spanovic começou a final com 6,95m enquanto Reese e sua compatriota Tianna Bartoletta queimaram. Na 2ª rodada, Bartoletta fez 6,94m enquanto Reese saltou 6,79m aparecendo em 4º lugar. Na rodada seguinte, Bartoletta melhorou para 6,95m empatando com a sérvia, mas como Spanovic queimou novamente, a americana que liderava nos critérios de desempate. Nada mudou na 4ª rodada, mas na 5ª, as 3 melhoraram suas marcas.

Reese assumiu a liderança com 7,09m, aí Spanovic encostou com 7,08m. Mas logo após a sérvia veio Bartoletta voando para marcar 7,17m! Pressionadas, na última rodada Reese melhorou, mas não superou a rival ficando em 2º lugar com 7,15m. Spanovic saltou novamente acima de 7m, com 7,05m, mas se manteve em 3º. Já com o ouro, Bartoletta fechou a prova com 7,13m, vencendo com 7,17m, o melhor salto em uma Olimpíada desde 1988!

Este foi o 3º ouro na carreira de Tianna Bartoletta, somando-o aos 2 dos revezamentos 4x100m em Londres e no Rio, e, por incrível que pareça, foi apenas a 3ª medalha de ouro pros EUA na prova em 18 edições. Britney Reese foi prata ao levar sua 2ª medalha olímpica e Ivana Spanovic faturou a 1ª medalha da Sérvia na prova.

Salto triplo feminino

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Caterine Ibarguen (COL)

Depois de perder o ouro em Londres, a colombiana Caterina Ibarguen ficou quase 4 anos invicta até perder sua primeira prova na Diamond League deste ano. Mas no Rio, ela não deixaria a chance passar novamente. Na quali, fez logo no 1º salto 14,52m, bem acima dos 14,30m  que a garantiriam na final. Além dela, apenas a grega Paraskevi Papachristou com 14,43m e a cazaque campeã olímpica em Londres Olga Rypakova com 14,39m fizeram acima da marca.

Na final, a americana Keturah Orji começou surpreendendo com 14,71m, novo recorde nacional. Vale ressaltar que essa é uma das provas mais fracas pros americanos. Mas Rypakova abriu com 14,73m e liderava, enquanto Ibarguen fez 14,65m e a venezuelana Yulimar Rojas 14,32m. Na 2ª rodada, Ibarguen já assumiu a liderança com 15,03m enquanto Rojas permanecia em 7º. Mas na 3ª rodada, a venezuelana melhorou para 14,87m.

No 4º salto, Rojas melhorou para 14,98m, sem ser ameaçada pela cazaque ou pela americana. Mas fechando a rodada, Ibarguen voou para 15,17m! Rypakova melhorou em 1cm sua marca para 14,74m no 5º salto, mas nada mais mudou no pódio. A portuguesa Patrícia Mamona foi 6ª com 14,65m, novo recorde português, e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko 4ª com 14,68m. O 4º lugar da americana foi o melhor resultados dos EUA na história da prova que, em 5 edições olímpicas anteriores tinham apenas uma presença em final em Atlanta-1996.

Caterine Ibarguen leva sua 2ª medalha olímpica e agora tem simplesmente todos os títulos possíveis na sua carreira. Yulimar Rojas venceu a 2ª medalha olímpica da história da Venezuela no atletismo e Olga Rypakova fica com o bronze em sua 2ª aparição no pódio olímpico após o ouro em Londres.x

Prévias Rio-2016 – Atletismo: saltos e lançamentos

Salto em distância masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Mitchell Watt (AUS); Bronze – Will Claye (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Fabrice Lapierre (AUS); Bronze – Wang Jianan (CHN)

Jeff Henderson (USA)

Historicamente dominada pelos americanos em Jogos Olímpicos, 3 deles chegam ao Rio para brigar pelo ouro. A seletiva dos EUA foi absurdamente forte na prova e viu Jeff Henderson vencer com excepcionais 8,59m, mesmo com um vento de +2,9m/s acima do permitido. Henderson era o favorito no Mundial, mas com apenas um salto válido na final ficou em 9º. Com vento válido, tem como melhor salto 8,19m. O melhor salto do ano com vento abaixo de +2,0m/s é de Jarrion Lawson, 2º na seletiva americana com 8,58m! Completa o time americano Marquise Goodwin, que já saltou 8,45m em 2016.

Atrás da armada americana temos o sueco Michel Torneús, o australiano Fabrice Lapierre, o sul-africano Rushwal Samaai e os chineses Wang Jianan e Li Jinzhe. A grande ameaça aos americanos é o britânico atual campeão olímpico e mundial Greg Rutherford (1O), único medalhista olímpico na prova. Rutherford tem este ano 8,31m, mas tem 8,51m, como melhor marca pessoal.

E o Brasil? Higor Alves será o único brasileiro na prova. No Troféu Brasil fez 8,19m e precisaria repetir isso para chegar a final nos Jogos. Se passar, um top-8 já seria muito bom para ele.

Meu Pódio: Ouro – Jeff Henderson (USA); Prata – Greg Rutherford (GBR); Bronze – Marquise Goodwin (USA)

Salto triplo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Will Claye (USA); Bronze – Fabrizio Donato (ITA)

Último Mundial (2015): Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Pedro Pablo Pichardo (CUB); Bronze – Nelson Évora (POR)

A briga pelo ouro será entre dois americanos: Christian Taylor (1O) e Will Claye (1P-1B), assim como ocorreu em Londres. Taylor acabou de fazer na Diamond League de Londres 17,78m, melhorando os 17,76m obtidos na seletiva americana. Taylor tem 4 dos 6 melhores saltos de 2016 e foi campeão mundial no ano passado com incríveis 18,21m! Claye tem 17,65m este ano, mas jamais venceu uma competição mundial.

O cubano Pedro Pablo Pichardo foi o grande adversário de Taylor em 2015, saltando duas vezes para mais de 18m, mas ainda não competiu esse ano e sua participação ainda é uma incógnita. O chinês Dong Bin venceu o mundial indoor esse ano e tem 17,24m obtidos em Pequim. Outros nomes são o do alemão Max Hess, o cubano Alexis Copello, o indiano Renjith Maheswary, o americano Chris Benard e Troy Doris, de Guiana.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Dong Bin (CHN); Bronze – Will Claye (USA)

Salto com vara masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Renaud Lavillenie (FRA); Prata – Björn Otto (GER); Bronze – Raphael Holzdeppe (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Shawnacy Barber (CAN); Prata – Raphael Holzdeppe (GER); Bronze – Renaud Lavillenie (FRA), Piotr Lisek (POL) e Pawel Wojciechowski (POL)

Renaud Lavillenie (FRA)

O francês Renaud Lavillenie (1O) é o eterno favorito ao ouro no salto com vara, mas o fracasso em 4 mundiais sempre deixam uma pulga atrás da orelha. Lavillenie venceu em Londres, mas jamais conquistou um ouro em mundiais: tem 1 prata e 3 bronzes. Também é bicampeão mundial indoor, tricampeão europeu e tetra europeu indoor. Com incríveis 6,16m indoor obtidos em 2014, recorde mundial, ele é o melhor saltador desde Sergey Bubka. No último mundial ele não conseguiu passar em 5,90m e no europeu este ano errou as 3 em 5,75m e ficou sem marca na final. Ainda assim, é o homem a ser batido. Ele tem este ano 5,96m.

O canadense Shawn Barber é a principal ameaça ao francês. Campeão mundial em 2015, Barber já salto 6,00m indoor em 2016. O americano Sam Kendricks é outro que vem bem, com 5,92m este ano em Pequim e 5,91m na seletiva americana. Outros bons nomes da prova são o brasileiro Thiago Braz, o alemão Raphael Holzdeppe (1B), o checo Jan Kudlicka e os poloneses Piotr Lisek e Pawel Wojciechowski.

E o Brasil? Thiago Braz foi campeão mundial juvenil em 2012, mas não convenceu depois em competições importantes. Não passou pelas qualis dos mundiais de 2013 e de 2015, foi 4º no Mundial indoor de 2014 e ficou sem marca no Pan de Toronto, quando era favorito para medalha. Em compensação, ele tem 5,93m indoor obtidos este ano! Na semana passada fez 5,90m e saltou 3 vezes acima de 5,80m em 2016. Ele tem salto para ganhar medalha, mas precisa quebrar essa barreira de performances fracas em competições importantes. Augusto Dutra é o outro brasileiro na prova e tem como melhor marca no ano apenas 5,70m. Briga por uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Renaud LAvillenie (FRA); Prata – Shawn Barber (CAN); Bronze – Thiago Braz (BRA)

Salto em altura masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ivan Ukhov (RUS); Prata – Erik Kynard (USA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT), Derek Drouin (CAN) e Robert Grabarz (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Derek Drouin (CAN); Prata – Bohdan Bondarenko (UKR) e Zhan Guowei (CHN); Bronze – não houve medalha de bronze

Na prova mais falada dos últimos anos, temos pelo menos 8 atletas brigando pelo ouro. Em melhor fase no ano, o ucraniano Bohdan Bondarenko venceu 2 etapas da Diamond League esse ano e tem 2,37m como melhor marca de 2016. Seu principal adversário é o qatari Mutaz Essa Barshim (1B), que tem 2,40m este ano e 2,43m na carreira, flertando com o recorde mundial de 2,45m. Bronze em Londres e prata no último mundial, Barshim tem falhado em algumas competições, mas tem o 2º melhor salto da história.

O canadense Derek Drouin (1B) foi a surpresa de 2015 ao vencer o mundial de maneira surpreendente. Houve um empate tríplice e os saltadores foram para os saltos de desempate. Ele foi o único a passar em 2,34m e ficou com o ouro. Outros ótimos nomes da prova são o chinês figura Zhang Guowei, o britânico Robert Grabarz (1B), o checo Jaroslav Baba (1B), o americano Erik Kynard (1P) e o italiano Gianmarco Tamberi, atual campeão europeu e mundial indoor.

E o Brasil? Talles Silva disputa a prova, mas sequer passará a final. Tem como melhor marca no ano apenas 2,29m, marca que não tem conseguido repetir.

Meu Pódio: Ouro – Bohdan Bondarenko (UKR); Prata – Gianmarco Tamberi (ITA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT)

Salto em distância feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Yelena Sokolova (RUS); Bronze – Janay DeLoach (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Tianna Bartoletta (USA); Prata – Shara Proctor (GBR); Bronze – Ivana Spanovic (SRB)

Depois de dois anos sem saltar acima de 7m, a campeã olímpica Brittney Reese (1O) voltou com tudo e voou nas seletivas americanas. Ela venceu a prova com a melhor marca do mundo no ano, excelentes 7,31m, o melhor salto em 12 anos! Tricampeã mundial e tricampeã mundial indoor, Reese vai voar para faturar o bicampeonato. A australiana Brooke Stratton vem em boa fase com 7,05m em março e mais um 6,94m em fevereiro, mas só saltou bem na Austrália.

A sérvia Ivana Spanovic foi bronze nos 2 últimos mundiais e levou o europeu deste ano. Este ano fez 7,07m em uma prova indoor e é outro bom nome para o pódio. Também ficar de olho na alemã Sosthene Moguenara, com 7,16m esse ano, nas americanas Tianna Bartoletta (1O), bicampeã mundial em 2005 e 2015, e Janay DeLoach (1B), na britânica Shara Proctor e na única russa que está liberada para competir no atletismo, Darya Klishina.

E o Brasil? Serão duas brasileiras na disputa: Eliane Martins e Keila Costa. Eliane tem a melhor marca do ano entre as duas, com 6,72m e precisa melhorar um pouco para ir à final. Keila tem apenas 6,56m no ano.

Meu Pódio: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Ivana Spanovic (SRB); Bronze – Tianna Bartoletta (USA)

Salto triplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Olga Rypakova (KAZ); Prata – Caterine Ibarguen (COL); Bronze – Olha Saladukha (UKR)

Último Mundial (2015): Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Hanna Knyazyeva-Minenko (ISR); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Caterine Ibarguen (COL)

Teremos um belo duelo sul-americano na prova. A colombiana Caterine Ibarguen (1P – falei dela aqui) estava invicta desde a derrota em Londres-2012, quando perdeu na Diamond League de Birmingham, em junho. Ainda assim, foram mais de 40 provas vencidas desde então, incluindo dois títulos mundiais. Favorita ao ouro, sua grande rival na atualidade é a venezuelana Yulimar Rojas, que venceu o Mundial indoor este ano. Este ano Ibarguen fez 15,04m e Rojas 15,02m!

Outras que brigarão por medalha são a cazaque Olga Rypakova (1O), campeã em Londres, a grega Paraskevi Papahristou, as jamaicanas Shanieka Thomas e Kimberly Williams, a ucraniana Olga Saladukha (1B) e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko.

E o Brasil? Keila Costa, em sua 4ª Olimpíada, e Núbia Soares disputam a prova. Núbia fez o índice no Troféu Brasil e tem a melhor marca do ano entre as duas, com 14,17m

Meu Pódio: Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Yulimar Rojas (VEN); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Salto com vara feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jenn Suhr (USA); Prata – Yarisley Silva (CUB); Bronze – Yelena Isinbayeva (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Fabiana Murer (BRA); Bronze – Nikoleta Kyriakopoulou (GRE)

Esta prova promete ser uma das melhores finais das provas de campo com 6 atletas em nível parecido brigando pelo ouro. Jenn Suhr (1O-1P) defende o ouro olímpico e tem 4,82m este ano, mas já saltou 5m na carreira. Quem surgiu agora aos 24 anos foi Sandi Morris. 4ª no Mundial de 2015, Morris foi prata no mundial indoor esse ano e brilhou semana passada no Texas ao atingir 4,93m, melhor salto do ano! Com 4,87m, a brasileira Fabiana Murer é grande candidata ao pódio também.

Com 4 vitórias na Diamond League este ano, a grega Katerina Stefanidi é mais uma boa candidata ao pódio. Ela tem 4,86m este ano. Campeã mundial, a cubana Yarisley Silva (1P) é dura na briga e voa nos momentos mais tensos, como na final do Pan de Toronto, em 2015. Outros bons nomes são a alemã Lisa Ryzih, a grega Nikoleta Kyriakopoulou e a australiana Alana Boyd.

E o Brasil? Fabiana Murer parecia mal, mas com 4,87m, recorde sul-americano, no Troféu Brasil a recolocou na lista de favoritas. O que pesa contra é o seu histórico em Olimpíadas. Nas duas que disputou teve problemas e foi muito criticada. Ela se aposenta após os Jogos. Joana Costa fez 4,50m no Troféu Brasil e conseguiu o índice com o melhor resultado da vida. É muito difícil ela passar para a final.

Meu Pódio: Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Sandi Morris (USA); Bronze – Katerina Stefanidi (GRE)

Salto em altura feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Anna Chicherova (RUS); Prata – Brigetta Barrett (USA); Bronze – Svetlana Shkolina (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Mariya Kuchina (RUS); Prata – Blanka Vlasic (CRO); Bronze – Anna Chicherova (RUS)

Ruth Beitia (ESP)

Sem as russas na disputa, a prova fica bem aberta. A veterana americana Chaunté Lowe tem a melhor marca do ano, com 2,01m na seletiva americana e vai para sua 4ª Olimpíada no seu melhor momento. Bicampeã mundial e prata em Pequim, a croata Blanka Vlasic (1P) já esteve em melhor forma, mas segue como uma das melhores do mundo e segue em busca do único que título que não tem.

A espanhola Ruth Beitia, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, a croata Ana Simic, a búlgara Mirela Demireva e Levern Spencer, de Santa Lúcia, são outras boas pedidas no pódio.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Ruth Beitia (ESP); Prata – Chaunté Lowe (USA); Bronze – Mirela Demireva (BUL)

Arremesso de peso masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tomasz Majewski (POL); Prata – David Storl (GER); Bronze – Reese Hoffa (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Joe Kovacs (USA); Prata – David Storl (GER); Bronze – O’Dayne Richards (JAM)

Outra prova onde os Estados Unidos sempre foram grandes vencedores. Dono de 4 das 5 melhores marcas do ano, o americano Joe Kovacs tem 22,13m esse ano, mas na seletiva americana foi 2º com excepcionas 21,95m. Atual campeão mundial, Kovacs vai para sua 1ª Olimpíada como favorito. Quem venceu a seletiva americana foi Ryan Crouser, campeão mundial de menores em 2009 e que jamais disputou uma competição mundial adulta. Crouser fez 22,11m na seletiva e está entre os 20 melhores arremessadores da história.

Um dos principais concorrentes dos americanos é o atual bicampeão olímpico, o polonês Tomasz Majewski (2O). Apesar do currículo, tem apenas 20,84m este ano e precisa melhorar para buscar o 3º ouro. Seus compatriotas estão em melhor forma. Konrad Bukowiecki acabou de se tornar bicampeão mundial juvenil batendo o recorde mundial da categoria com 23,34m no peso de 6kg (o peso adulto é de 7,26kg). Ele tem 21,14m no peso olímpico, pior que Michal Haratyk, com 21,23m. Os neozelandeses Tomas Walsh e Jacko Gill são bons concorrentes, mas talvez o principal nome da prova seja o alemão David Storl (1P), de quem falei aqui. Bicampeão mundial em 2011 e 2013, busca seu inédito ouro olímpico.

E o Brasil? Darlan Romani cresceu demais nos últimos anos e tem como melhor marca 20,90m obtido em abril do ano passado. Com 20,64m esse ano, precisa melhorar um pouco para pegar uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – David Storl (GER); Prata – Joe Kovacs (USA); Bronze – Tomas Walsh (NZL)

Lançamento de disco masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Robert Harting (GER); Prata – Ehsan Haddadi (IRI); Bronze – Gerd Kanter (EST)

Último Mundial (2015): Ouro – Piotr Malachowski (POL); Prata – Philip Milanov (BEL); Bronze – Robert Urbanek (POL)

Robert Harting (GER)

O polonês Piotr Malachowski (1P) é o homem a ser batido na prova. Campeão mundial em 2015 e europeu este ano, tem as duas melhores marcas de 2016, com 68,15m e 68,10m. Mas terá trabalho com os irmãos alemães Christoph e Robert Harting (1O). Robert é o atual campeão olímpico e é tricampeão mundial. Christoph é o irmão mais novo e ainda não tem um resultado internacional importante. Christoph tem 68,06m esse ano e Robert 68,04m!

Outros bons nomes da prova são o polonês Robert Urbanek, bronze no último mundial, o belga Philip Milanov, o sueco Daniel Stahl, o jamaicano Fedrick Dacres, o iraniano Ehsan Haddadi (1P) e o estoniano Gerd Kanter (1O-1B).

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Robert Harting (GER); Prata -Piotr Malachowski (POL); Bronze – Philip Milanov (BEL)

Lançamento de martelo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kristia Pars (HUN); Prata – Primoz Kozmus (SLO); Bronze – Koji Murofushi (JPN)

Último Mundial (2015): Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Wojciech Nowicki (POL)

Pawel Fajdek (POL)

A prova já tem o seu campeão: o polonês Pawel Fajdek. Bicampeão mundial, Fajdek ficou sem marca na qualificação dos Jogos de Londres e nem passou pra final, mas esse ano tem nada menos que os 10 melhores lançamentos de 2016! Sua melhor marca no ano é 81,87m e pessoal é 83,93m do ano passado.

Quem vai tentar tirar o ouro dele são o bielorrusso Ivan Tsikhan, único a lançar a mais de 80m no ano (80,04m), o tadjique Dilshod Nazarov, o moldavo Serghei Marghiev, o egípcio Hassan Mahmoud e o polonês Wojciech Nowicki.

E o Brasil? Bom ficar de olho no brasileiro Wagner Domingos, que pode ser uma das grandes surpresas da equipe brasileira. Montanha quebrou o recorde brasileiro 3 vezes esse ano e, na 3ª vez, melhorou o recorde sul-americano, com 78,63m, se tornando o 4º melhor do ano! Mantendo essa distância, pode beliscar uma medalha!

Meu Pódio: Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Ivan Tsikhan (BLR)

Lançamento de dardo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Keshorn Walcott (TTO); Prata – Oleksandr Pyatnytsya (UKR); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Último Mundial (2015): Ouro – Julius Yego (KEN); Prata – Ihab El-Sayed (EGY); Bronze – Tero Pitkämäki (FIN)

Quarto no último mundial, o alemão Thomas Röhler tem a melhor marca do ano até o momento, com 91,28m obtidos na Finlândia! Além desse, ele tem mais 3 marcas acima de 87m em 2016 e se credencia a uma medalha no Rio. Mas o queniano Julius Yego não pode ser esquecido. Campeão mundial ano passado e dono da incrível marca de 92,72m, Yego ainda não fez uma boa marca este ano e tem como melhor apenas 84,68m

Prata no último mundial, o egípcio Ihab El-Sayed foi pego em exame antidoping e não virá ao Rio. Mas ficar de olho no trinitino Keshorn Walcott (1O), o ouro mais inacreditável de Londres-2012, nos finlandeses Antti Ruuskanen (1B) e Tero Pitkämäki (1B), nos alemães Johannes Vetter e Julian Weber, no letão Zigismunds Sirmais e no indiano Neeraj Chopra, que quebrou o recorde mundial sub20 semana passada com 86,48m.

E o Brasil? Julio César de Oliveira tem como melhor marca no ano 81,56m, mas precisaria melhorar muito para pegar vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Thomas Röhler (GER); Prata – Julius Yego (KEN); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Arremesso de peso feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Yevgeniya Kolodko (RUS); Bronze – Gong Lijiao (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Christina Schwanitz (GER); Prata – Gong Lijiao (CHN); Bronze – Michelle Carter (USA)

Valerie Adams (NZL)

A neozelandesa Valerie Adams (2O) busca o tricampeonato olímpico para completar seu invejável currículo. Tetracampeã mundial, tricampeã mundial indoor e tricampeã dos Jogos da Comunidade Britânica, Adams não está na sua melhor forma, mas tem este ano 20,19m e briga sim pelo ouro. Venceu 3 etapas da Diamond League esse ano. A melhor marca do ano é da chinesa Lijiao Gong (1B), com 20,43m, bronze em Londres e prata no último Mundial.

Campeã mundial em 2015, a alemã Christina Schwanitz tem 20,17m no ano e deve estar no pódio. De olho na húngara Anita Márton e na americana Michelle Carter, que busca ser a primeira americana campeã olímpica no arremesso de peso.

E o Brasil? Geisa Arcanjo foi 7ª em Londres, mas nunca repetiu um arremesso acima de 19m, como na ocasião. Aliás, nem 18m ela chegou mais, o que dificulta uma ida à final. Este ano tem como melhor marca 17,92m.

Meu Pódio: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Christina Schwanitz (GER); Bronze – Michelle Carter (USA)

Lançamento de disco feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Li Yanfeng (CHN); Bronze – Yarelys Barrios (CUB)

Último Mundial (2015): Ouro – Denia Caballero (CUB); Prata – Sandra Perkovic (CRO); Bronze – Nadine Muller (GER)

Campeã em Londres, a croata Sandra Perkovic (1O) tem tudo para repetir o feito. Ela tem o 4 melhores lançamento do ano e tem como melhor 70,88m, sendo a única a passar dos 69m na prova em 2016. Campeã mundial em 2013, foi prata em 2015 ao perder parta a cubana Dania Caballero, que este ano fez 67,62m. Em 5 etapas da Diamond League no ano, Perkovic levou todas.

Campeã mundial juvenil em 2010 e prata no Pan, a cubana Yaime Perez está fazendo uma ótima temporada e já lançou 4 vezes para mais de 67m. De olho também nas alemãs Julia Fischer e Nadine Müller, na australiana Dani Samuels, campeã mundial em 2009, e na chinesa Su Xinyue.

E o Brasil? Andressa de Moraes e Fernanda Martins representam o Brasil e vão brigar para pegar uma vaguinha na final, o que já seria lucro. Melhor marca do ano por enqaunto é de Fernanda com 62.74m.

Meu Pódio: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Yaime Pérez (CUB); Bronze – Dania Caballero (CUB)

Lançamento de martelo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tatyana Lysenko (RUS); Prata – Anita Wlodarczyk (POL); Bronze – Betty Heidler (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Zhang Wenxiu (CHN); Bronze – Alexandra Tavernier (FRA)

Se o Fajdek é mais que favorito no masculino, a polonesa Anita Wlodarczyk (1P) sobra no feminino também. Ela é dona dos 10 melhores lançamentos do ano e tem como melhor marca excepcionais 80,26m! São quase 4m melhor que a 2ª melhor do ano, a americana Gwen Berry, que tem 76,31m. Bicampeã mundial e tri europeia, Wlodarczyk dificilmente perde o ouro.

A alemã Betty Heidler (1B) foi bronze em Londres e campeã mundial em 2007. Tem este ano 75,77m e é séria candidata ao pódio. Outras que brigam por medalha são as chinesas Zhang Wenxiu (1B) e Wang Zheng, a moldava Zalina Marghieva e a azeri Hanna Skydan.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Betty Heidler (GER); Bronze -Zhang Wenxiu (CHN)

Lançamento de dardo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Barbora Spotakova (CZE); Prata – Christina Obergföll (GER); Bronze – Linda Stahl (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Katharina Molitor (GER); Prata – Lü Huihui (CHN); Bronze – Sunette Viljoen (RSA)

Sunette Viljoen (RSA)

Esta prova deve ser bem equilibrada com 3 atletas lançando o dardo a mais de 66m esse ano. A melhor marca do ano é da favorita, a checa Barbora Spotakova (2O), que nada mais é do que a atual bicampeã olímpica e quer se tornar a primeira tricampeã olímpica de uma prova de individual (Valerie Adams no peso e Shelly-Ann Fraser-Pryce nos 100m também podem realizar o feito). A checa tem 66,87m obtidos em 19 de junho. No mesmo dia em outro local, a alemã Christin Hussong fez 66,41m. A 3ª atleta é a bielorrussa Tatsiana Khaladovich, com 66,34m para vencer o campeonato europeu em Amsterdã.

A letã Madara Palameika e a sul-africana Sunette Viljoen venceram duas etapas da Diamond League esse ano cada e também entram na briga. De olho também nas fortíssimas alemãs Christina Obergföll (1P-1B) e Linda Stahl (1B), na chinesa vice-campeã mundial Lü Huihui e nas australianas Kim Mickle e Kathryn Mitchell.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Sunette Viljoen (RSA); Prata – Barbora Spotakova (CZE); Bronze – Tatsiana Khaladovich (BLR)

Mundial de Atletismo – Dia 6

A coroação de Usain Bolt (mais uma vez), o salto espetacular no triplo e mais marcas impressionantes no martelo e nos 400m.

200m masculino

Usain Bolt. Foto: Getty Images

Essa é a prova dele. Se nos 100m Usain Bolt venceu por apenas 1 centésimo, nos 200m ele sobrou. No fim da curva, Justin Gatlin bem que tentou, mas o jamaicano deu show na reta e fechou a distância em 19.55, melhor tempo do mundo no ano! O americano ficou com a prata mais uma vez com 19.74 e uma enorme surpresa no bronze, para o sul-africano Anaso Jobodwana com 19.87, recorde nacional. Ele tirou o bronze do favorito Alonso Edwards, do Panamá, que fez o mesmo tempo, mas perdeu na foto por 2 milésimos.

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Bolt vence seu 10º ouro em mundiais e se torna tetracampeão mundial dos 200m!

Salto triplo masculino

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O duelo entre o cubano Pedro Pablo Pichardo e o americano Christian Taylor começou duro. Pichardo abriu com 17,52m enquanto o americano fez apenas 16,85m. Na segunda rodada, Taylor melhorou bem para 17,49m e o cubano fez 17,44m. Na 3ª, os dois fizeram 17,60m e empataram, mas com a vantagem pro cubano. Na 4ª, Taylor melhor mais uma vez, para 17,68m enquanto Pichardo piorou para 17,33m. Na 5ª, nenhum melhorou, com Taylor para 17,22m e Pichardo 17,52m.

Aí veio a última série! E Christia Taylor fez um espetacular e sensacional 18,21m!! Simplesmente o 2º melhor salto da história, perdendo apenas para o recorde mundial de 18,29m no Jonathan Edwards. Pressionado, Pichardo encerrou também melhorando, mas longe com 17,73m. Prova sensacional. Muito legal o bronze pro português Nélson Évora, que foi campeão olímpico neste mesmo estádio em 2008. Agora, o bronze veio com 17,52m também no último salto.

400m feminino

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O que dizer de Allyson Felix? Ela desistiu dos 200m para focar nos 400m e deu muito certo. Ela venceu sozinha disparada com a belíssima marca de 19.26, melhor salto do mundo no ano! Shaunae Miller, das Bahamas, foi prata com 49.67 e a jamaicana Shericka Jackson completou o pódio com 49.99, seguida de mais 3 jamaicanas! Campeã mundial e olímpica em Pequim, a britânica Christine Ohuruogu foi a 8ª.

Foi o 9º ouro mundial da Allyson Felix, que encosta no Bolt.

Lançamento de Martelo feminino

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Um ouro mais que esperado. A polonesa Anita Wlodarczyk bateu o recorde mundial da prova no início do mês, dia 1º de agosto com 81,08 e só perderia o ouro por um desastre. Ela já abriu com 74,40 como líder. E só foi melhorando, para 78,52, 80,27 e o lançamento do ouro para 80,85m! Apesar da vitória, ela saiu frustrada, por não ter batido o recorde por 23cm. Segundo título mundial dela. A chinesa Wenxiu Zhang foi prata com 76,33 e a francesa Alexandra Tavernier foi bronze com 74,02.

Outras provas

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A britânica Dina Asher-Smith fez o melhor tempo das semifinais dos 200m feminino com 22.12. Na final, serão 3 jamaicanas e 2 americanas com ela. Rosângela Santos foi 4ª na sua semi com 22.87, terminando em 13º lugar no geral.

Na semi dos 800m, Melissa Bishop fez a melhor marca com 1:57.52, recorde canadense. Muito forte a semi, com 11 atletas correndo para baixo de 1:59! A 3ª semi foi tão forte que Sifan Hassan foi 5ª na semi com 1:58.50 e ficou fora da final.

Aries Merritt com o melhor tempo na semi dos 110m com barreiras com 13.08! Atual campeã mundial, David Oliver com 13.17. Serão 3 franceses na final.

Nas eliminatórias dos 100m com barreiras feminino, americana Brianna Rollins melhor tempo com 12.67. Não me surpreende um pódio todo americano na prova. Nos 1.500m masculino, sem surpresas, com o queniano Silas Kiplagat com o melhor tempo de 3:38.13. Nos 5.000m feminino, sem surpresas também, com a etíope Almaz Ayana com o melhor tempo de 15:09.40.

A sérvia Ivana Spanovic fez a melhor marca na quali do salto em distância feminino, com o recorde nacional de 6,91m. Decepção enorme da tricampeã mundial e campeã olímpica! Brittney Reese apenas na 24ª colocação com fracos 6,39m. No disco masculino, jamaicano Fedrick Dacres com a melhor marca de 65,77m. No salto em altura feminino, maior surpresa a eliminação de Morgan Lake, que não passou em 1,92m.

Mundial de Atletismo – Dia 5

Veio a primeira medalha brasileira numa final espetacular do salto com vara. Também mais dois ouros pro Quênia e resultados incríveis no dardo e nos 400m.

Salto com Vara feminino

Fabiana Murer

Há tempo não se via uma final de tão alto nível! A disputa começou muito forte com 12 atletas passando em 4,60m. Em 4,70m, 7 saltadoras passaram, incluindo Fabiana Murer, a americana campeã olímpica Jenn Suhr e a cubana campeã do Pan Yarisley Silva, que sofreu e só conseguiu passar na 3ª tentativa. No 4,80m, a grega Nikoleta Kyriakopoulou passou de 1ª e assumiu a liderança da prova. Fabiana e Yarisley passaram na 2ª e, com as outras 4 queimando, o pódio estava definido, so não se sabia que a ordem mudaria.

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Em 4,85m, Yarisley jogou a pressão pra Fabiana quando passou de 1ª, mas a brasileira evoluiu muito e ignorou a pressão, também passando de primeira. Nos critérios de desempate, Fabiana liderava com a cubana em 2º. A grega errou na primeira tentativa e decidiu ir direto pro 4,90m. Nesta altura, todas foram errando. A grega errou duas vezes e foi eliminada. Quando a cubana tirou um salto espetacular da cartola e passou em 4,90m na 3ª e última chance. A cubana vinha saltando muito mal e a brasileira estava quase certa que seria ouro. Incrédula com o salto de Silva (assim como eu), Fabiana não passou em 4,90m e ficou com a prata.

Grande prova da brasileira que igualou o seu recorde sul-americano levando sua 4ª medalha em Mundiais, a 2ª em mundiais outdoor.

Lançamento de dardo masculino

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Se o Quênia surpreendeu vencendo os 400m com barreiras no dia anterior, imagina pra um leigo ver o Quênia no topo do dardo? Julius Yego já havia aparecido pro mundo em 2013, quando ficou em 4º no Mundial. Desta vez chegou como favorito com um lançamento de mais 91m mais cedo no ano em Brimingham. Na final, começou queimando e depois um modesto 82,42m. Quem liderava era o egípcio Ihab Abdelrahman El Sayed com 88,99m. Aí na 3ª Yego deu um show com espetaculares 92,72m! Com essa marca, ele se torna o 3º melhor da história! El Sayed ficou com a prata e o bronze foi pro finalndês Tero Pitkamaki com 87,64m.

400m com barreiras feminino

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A checa Zuzana Hejnova confirmou o favoritismo e levou o bicampeonato mundial da prova, com excelentes 53.50, melhor marca do mundo no ano. O pódio foi completado por duas americanas. Campeã mundial juvenil em 2014 e ouro no Pan, Shamier Little com 53.94 foi prata e Cassandra Tate fez 54,02m.

3.000m com obstáculos feminino

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Prova bem disputada, algo um pouco fora do comum, quando em geral há uma boa distância entre as atletas. No sprint final, a queniana Hyvin Jepkemoi levou o ouro com 9:19.11, dando o 6º título pro seu país até o momento em Pequim! Numa chegada milimétrica, a prata foi pra tunisiana Habiba Ghribi com 9:19.24, apenas 1 centésimo mais rápida que a grande surpresa da prova, a alemã Gesa Krause, que tirou do pódio uma das favoritas, a etíope Sofia Assefa, 4ª com 9:20.01.

400m masculino

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Na final mais forte da história, nada menos que 3 atletas correram para abaixo de 44s! Primeira vez na história que isso aconteceu! O vencedor foi uma surpresa, com o ouro pro sul-africano Wayde van Niekerk, com espetaculares 43.48, 4º melhor atleta e 6º melhor tempo da história! Logo atrás veio o americano LaShawn Merritt com 43,65, também batendo seu recorde pessoal. Logo atrás, o campeão olímpico e mundial Kirani James co o bronze com 43.78.

Outras provas

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Assim como nos 100m, Justin Gatlin fez o melhor tempo na semifinal dos 200m com 19.87. Usain Bolt também venceu sua semifinal com 19.95 soltando muito no final.

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da britânica Dina Asher-Smith com 22.22. Rosângela Santos ficou em 2º na sua bateria com 23.01 e avançou pra semifinal.

Campeão mundial em 2013 e do Pan, o americano David Oliver fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 100m com barreiras. João Vitor de Oliveira fez 13.57, 5º na sua bateria, e passou para a semifinal por tempo.

Pedro Pablo Pichardo fez a melhor marca da qualificação do salto triplo, com 17,43m, seguido do seu principal adversário, o americano Christian Taylor com 17,28m.

Mundial de Atletismo – Prévia II

Vamos a segunda parte das prévias, com provas de meio fundo, marchas e saltos.

Meio Fundo

David Rudisha

Até há pouco desconhecido, o bósnio Amel Tuka chega a Pequim com o melhor tempo do ano nos 800m, com 1:42.51 quando venceu na Diamond League de Monaco. Mas nunca subestime o queniano David Rudisha, atual recordista mundial e campeão olímpico, apesar de ter ficado de fora do último mundial por lesão. Nijel Amos (BOT), Ayanleh Souleiman (DJI) e o atual campeão mundial Mohammed Aman (ETH) são outros nomes muito fortes. Nos 1.500m, a disputa deve ficar entre 3 nomes fortíssimos: o queniano campeão olímpico Asbel Kiprop, seu compatriota Silas Kiplagat e o Souleiman, de Djibouti. Cada um deles levou duas etapas da Diamon League esse ano, sendo que o melhor tempo do ano é do Kiprop com 3:26.69.

Genzebe Dibaba

No feminino, a queniana Eunice Sum é a grande favorita. Já levou 4 etapas da Diamond League no ano e tem 1:56.99, obtidos em Paris. A americana Ajee Wilson (1:57.87) e a cubana Rose Mary Almanza (1:57.70) são suas grandes concorrentes. Nos 1.500m, difícil alguém bater a etíope Genzebe Dibaba, a irmã mais nova do clã Dibaba, que bateu o recorde mundial em Monaco com 3:50.07 em julho. A holandesa Sifan Hassan é outra com grandes chances, já correndo duas vezes abaixo de 4min e com duas vitórias na Diamond League. De olho também na americana Jennifer Simpson e na sueca Abeba Aregawi, que apesar de vir fazendo uma temporada bem ruim, é a atual campeã mundial.

Marchas

O ano tem se mostrado excepcional para a Marcha, com recordes mundiais sendo batidos por duas vezes na de 20km masculino e duas nos 20km feminino. O japonês Yusuke Suzuki tem o atual recorde mundial dos 20km com excepcionais 1:16:36 e tem tudo pra levar o ouro, já que o francês Yohann Diniz não compete em Pequim. Os 7 melhores tempos do ano inscritos no Mundial são de asiáticos, com 3 japoneses, 3 chineses e um coreano, mas não subestime os russos, como o atual campeão mundial Aleksandr Ivanov.

O eslovaco Matej Toth fez em casa em março o 3º melhor tempo da história dos 50km, com 3:34:38, mas como cada prova é uma prova, terá dificuldades com os japoneses, chineses e poloneses. Grande surpresa do último mundial, o irlandês Robert Heffernan tem 3:48:44 no ano, 12º tempo de inscrição.

Hong Liu

Entre as mulheres, a chinesa Hong Liu tem 1:24:38 no ano (WR), vencendo as etapas de La Coruña e Rio Maior do circuito mundial. A Rússia vem com apenas uma atleta, Svetlana Vasilyeva. Elmira Alembekova, que fez 1:24:47 em Sochi em fevereiro, não estará em Pequim, assim como a atual campeã olímpica e mundial Elena Lashmanova.

Saltos

Renaud Lavillenie

O salto em altura masculino promete uma disputa sensacional. Prova mais falada do ano passado, 5 atletas passaram dos 2,40m em 2014. Esse ano, apenas Mutaz Essa Barshim (QAT) passou da marca, com 2,41m em Eugene. Apesar da marca, ele não vence uma etapa da Diamond League desde essa, em maio. Após Eugene, foram 4 etapas e 4 vencedores diferentes. Quem ainda não apareceu direito no ano foi o ucraniano Bohdan Bondarenko. Também brigarão bem o canadense Derek Drouin, campeão do Pan, e o chinês Guowei Zhang. Ainda sem ouro em mundiais, o francês Renaud Lavillenie só perde o ouro no salto com vara se fizer bobagem. Depois de ficar dezenas de provas invicto, fez algumas bobagens no ano, não vencendo duas etapas seguidas da Diamond League, após optar por inciar tarde e já com o sarrafo bem alto. O alemão Raphael Holzdeppe defende o título mundial. Outros nomes que brigarão por medalha são o brasileiro Thiago Braz, com 5,92m no ano, o canadense Shawn Barber (5,93m) e o grego Konstadinos Filippidis (5,91m).

Sem nunca ter disputado uma competição grande, o americano Jeff Henderson é o grande favorito já que tem os 3 melhores saltos do ano: 8,52m, 8,50m e 8,44m. Seu compatriota Marquis Dendy também vem com boa regularidade, assim como o britânico campeão olímpico Greg Rutherford. Outro final que promete muito é a do triplo. Pedro Pablo Pichardo já fez 18,08 e 18,06 no ano e está bem perto do recorde mundial. O americano Christian Taylor também já saltou duas vezes acima de 18m no ano, sendo que em uma delas, em Doha, os dois fizeram isso, sendo a única vez na história que algo assim aconteceu. Os 10 melhores saltos do ano são dos dois atletas.

Caterine Ibarguen

O salto em altura feminino também promete, com 4 já saltando acima de 2m esse ano! Em 6 etapas da Diamond League, foram 5 campeãs diferentes, então tudo pode acontecer. Campeã olímpica Anna Chicherova tem a melhor marca do ano com 2,04m e concorrerá com a polonesa Kamila Licwinko, a espanhola Ruth Beitia e a russa Maria Kuchina. Será que a croata Blank Vlasic vai levar seu 3º título mundial? Outro final boa será o salto com vara feminino, com o pódio do Pan muito provavelmente fazendo o pódio no Mundial. A cubana Yarisley Silva mostrou em Toronto que sai bem de situações adversas e chega na China com excelentes 4,91m obtidos há 15 dias em Beckum. Fabiana Murer volta ao estádio onde fracassou em 2008 e tem tudo para levar sua 2ª medalha em mundiais outdoor. Em Toronto também mostrou que está lidando bem com a pressão. Campeã olímpica, a americana Jenn Suhr fez 4,82m esse ano, mas não venceu nenhuma etapa da Diamond League, enquanto Fabiana já levou 2. A grega Nikoleta Kyriakopoulou pode atrapalhar o pódio pan-americano. Com 3 etapas vencidas, tem 4,83m esse ano.

No salto em distância, a previsão é difícil, mas pende pra americana Tianna Bartoletta, que fez 7,12m na seletiva americana, única a passar dos 7m esse ano. Campeã no Pan e numa temporada bem regular, a canadense Christabel Nettey tem 6,99m no ano e deve pegar um pódio, assim como a britânica Shara Proctor. Campeã olímpica e mundial, a americana Brittney Reese ainda não espantou o mundo e tem 6,97m no ano, longe do seu melhor. Invicta há 28 competições, a colombiana Caterina Ibarguen não perde desde a final olímpica de Londres, quando foi prata. Esse ano, tem 14,88m e 6 dos 10 melhores saltos de 2015. Defendendo o título mundial, a colombiana terá como grande adversária a russa Ekaterina Koneva, única a passar dos 15m esse ano num salto válido, com 15,04m em Eugene. No mesmo meeting, Ibarguen venceu com 15,18m, mas com vento levemente acima do permitido, com +2,1m/s. Campeã olímpica, a cazaque Olga Rypakova tem apenas 14,48m no ano e deve brigar com o bronze com outrs 3 atletas, que já saltaram para mais de 14,60m.

 

Mundial de Revezamentos – Dia 2

E o Mundial termina com mais um recorde mundial, domínio americano feminino e uma boa participação brasileira.

4x100m masculino

Nas eliminatórias, Grã-Bretanha venceu a 1ª bateria com 37.93. Na 2ª, vitória tranquila da Jamaica com 37.71 (melhor tempo do ano) sem Yohan Blake, enquanto o Brasil fez uma bela prova e ficou em 2º com 38.10, melhor tempo da equipe desde 2007 (37.99 e o 4º lugar no Mundial de Osaka)!! A surpresa veio na 3ª bateria com um erro feio dos americanos na passagem do bastão e sua eventual desqualificação. Com isso, vitória da Alemanha com 38.62 apenas o 10º tempo das eliminatórias

Na final, deu o óbvio. Sem adversários e mesmo sem Bolt, a Jamaica venceu com 37.77, tempo pior que nas eliminatórias. Blake fez os 100m em 9.07 (largada em movimento). Trinidad & Tobago fez uma ótima corrida e levou a prata graças ao ótimo final de Richard Thompson, com 38.04. Bronze para a Grã-Bretanha com 38.19. O Brasil fez uma ótima corrida com boas trocas de bastão e ficou no excelente 4º lugar, com 38.40, mesmo tempo do Japão, em 5º.

Bom ver esse revezamento que já nos trouxe duas medalhas olímpicas de volta ao topo. Tirando EUA e Jamaica, as outras equipes são parecidas e uma medalha no Rio começa e voltar a realidade.

4x400m masculino

Numa grande final, show do melhor corredor dos 400m da atualidade, o americano LaShawn Merritt. Bahamas, atuais campeões olímpicos e a melhor esperança dos donos da casa, começou na frente, mas viu Trinidad & Tobago liderar no 2º homem. Na passagem para o 3º, o herói local Chris Brown pegou o bastão e os levou de volta a liderança, com excelente parcial de 44.20.

Quem corria pelos EUA era o especialista no salto triplo Christian Taylor, que entregou para Merrit, que já fez este ano 44.14 nos 400m. Sua parcial na final foi mais espetacular ainda: 43.75! Ouro americano com 2:57.25, uma prata amarga para Bahamas com 2:57.59 e bronze para Trinidad & Tobago com 2:58.34. O Brasil correu sem Hugo de Sousa, que passou mal após as eliminatórias no sábado e ficou numa decepcionante 7ª colocação com 3:03.87. Interessante notar que das 8 equipes da final, 7 eram da América!

4x400m feminino

As americanas correram muito e confirmaram seu favoritismo. DeeDee Trotter abriu para os EUA e entregou para a super Sanya Richards-Ross, mas a Jamaica veio com Novlene Williams-Mills, que fez a melhor parcial da corrida, com 49.7. As duas equipes entregaram quase juntas para a 3ª mulher, mas a americana Natasha Hastings foi muito forte para a jamaicana e entregou o bastão com 10m de vantagem para Joanna Atkins, que completou a 4ª volta com 3:21.73 contra 3:23.26 da ilha do Caribe. Um ótimo bronze para a Nigéria com 3:23.41, que quase roubaram a prata. O Brasil não fez uma grande corrida e terminou em 8º com 3:31.59, mais de 1s pior que nas eliminatórias.

4x200m feminino

A Jamaica queria se vingar da derrota no 4x100m e levou finalmente para a pista Shelly-Ann Fraser-Pryce para fechar o revezamento. Após 2 atletas e 1 volta, quem liderava era a Grã-Bretanha e a surpreendente Suíça, com a Jamaica e EUA logo atrás. Após 3 atletas, a Grã-Bretanha ainda liderava, mas veio Bianca Knight para as americanas que pegou o bastão antes de Fraser-Pryce, que teve problemas na troca e perdeu muito tempo. No sprint final, Knight passou Asha Philip e deu o ouro para os EUA com 1:29.45. Prata para as britânicas com 1:29.61 e bronze jamaicano com 1:30.04.

4x800m feminino

O Quênia veio com uma boa equipe, mas uma irreconhecível Janeth Jepkosgei afundou a equipe. Campeã mundial em 2007, prata em 2009 e bronze em 2011, além da prata em Pequim-2008, a queniana não correu nada e se encaixotou na primeira perna do revezamento, entregando apenas em 6º. Quem se aproveitou foi a americana Chanelle Price, campeã mundial indoor este ano na prova. Austrália, Quênia e México se aproximaram, mas a campeã mundial juvenil Ajee Wilson fez a ótima parcial de 1:59.10 e só abriu para os EUA.

Na última perna, Brenda Martinez correu muito e não deixou a queniana Eunice Sum (que venceu justamente a Martinez no Mundial de Moscou) chegar perto. Resultado, vitória americana com 8:01.58, prata para o Quênia com 8:04.28 e bronze para a Rússia com 8:08.19.

4×1.500m masculino

Assim como no feminino, prova dominada pelo Quênia. Na primeira perna, o americano Patrick Casey passou na frente de Collins Cheboi, mas após a 2ª, Silas Kiplagat já tinha quase 4s de vantagem sobre David Torrence. James Magut seguiu o caminho para o recorde mundial e entregou para o bicampeão mundial Asbel Kiprop, que fechou com excepcional parcial de 3:32.3 e tempo total de 14:22.22, novo recorde mundial por 14s. Prata para os americanos com 14:40.80 e bronze para a Etiópia com 14:41.22.

O Mundial se encerrou com grande sucesso de público e crítica, num formato que agradou e que tem tudo para crescer, principalmente nas provas mais longas. Os Estados Unidos venceram 5 das 10 provas, sendo 4 das 5 femininas. Foram 3 recordes mundiais, 2 do Quênia e 1 da Jamaica. Não houve entrega de medalhas, apenas o título geral, vencido pelos Estados Unidos com 60 pontos contra 41 da Jamaica e 35 do Quênia.

O Brasil fez as 4 finais das 4 provas olímpicas e, com isso, garantiu vaga para as 4 provas no Mundial de Atletismo de Pequim-2015. O próximo Mundial de Revezamentos será ano que vem também em Nassau.