Mundial de Atletismo – Dia 4

Dobradinha sul-americana no triplo, mais um domínio no martelo e uma final espetacular no meio-fundo.

Lançamento de martelo feminino

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Anita Wlodarczyk (POL). Foto: IAAF/Getty Images

Bicampeã olímpica, bicampeã mundial, recordista mundial e dona das 7 melhores marcas do ano, a polonesa Anita Wlodarczyk era mais que favorita ao ouro. Mas ela começou bem mal, com 70,45m, x e 71,94m. Ao fim das 3 primeiras séries, ela estava apenas em 6º lugar e a liderança era da chinesa Zheng Wang com 75,00m. Mas na 4ª rodada, tudo voltou ao normal com a polonesa lançando para 77,39m e melhorando na 5ª para 77,90m. Wang melhorou com 75,98m na última tentativa e ficou com a prata. Malwina Kopron, melhor na quali, fez 74,76m e deu mais um bronze pra Polônia. 4ª com 74,53m, a chinesa Wenxiu Zhang se aposentou após a prova.

Salto triplo feminino

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Yulimar Rojas (VEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, o duelo sul-americano entre a venezuelana Yulimar Rojas e a colombiana Caterina Ibarguen foi disputado centímetro a centímetro. Ibarguen abriu com 14,67m contra 14,55m de Rojas. Na 2ª rodada, Rojas saltou 14,82m enquanto Ibarguen melhorou apenas 2cm para 14,69m. Na 3ª, foi a vez da colombiana assumir a liderança com 14,89m enquanto Rojas fazia 14,83m! Na 5ª tentativa, a venezuelana voou para 14,91m voltando ao topo. Na última rodada e no último salto da prova, Ibarguen fez 14,88m, melhorando, mas não o suficiente para ultrapassar a rival e amiga. Primeiro ouro da história para a Venezuela e primeira vitória de Rojas sobre Ibarguen. Coadjuvante na prova, a cazaque Olga Rypakova foi bronze com 14,77m.

110m com barreiras masculino

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Omar McLeod (JAM). Foto: IAAF/Getty Images

Ouro no Rio-2016, o jamaicano Omar McLeod venceu a prova com 13.04 graças a uma excelente saída deixando o campeão de 2015, o russo que compete com independente Sergey Shubenkov, em 2º com 13.14. Na disputa do bronze, o húngaro Balázs Baji passou 3 adversários na última barreira para levar a medalha com 13.28. Recordista mundial, o americano Aries Merritt ficou em 5º com 13.31.

1.500m feminino

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Faith Kipyegon (KEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, a queniana campeã olímpica Faith Kipyegon levou com 4:02.59. Na primeira metade, ela e a britânica Laura Muir foram pra frente do pelotão enquanto a holandesa Sifan Hassan e a recordista mundial Genzebe Dibaba ficavam no fundo. Faltando 600m, Hassan atacou e foi pra frente assim como a especialista nos 800m, a sul-africana Caster Semenya. Hassan e Muir iam na frente, mas na reta final começaram a perder ritmo. Kipyegon abriu e foi pro ouro. Semenya e a americana Jennifer Simpson, que vinha escondida e encaixotada, dispararam passando as líderes para completar o pódio. Simpson foi prata com 4:02.76 e Semenya bronze com 4:02.90. Muit foi 4ª, Hassan 5ª e Dibaba decepcionou demais fechando raia com 4:06.72.

Pista e Campo

Estranhos ver uma eliminatórias dos 200m sem Usain Bolt. O melhor tempo ficou com o trinitino Jereem Richards com 20,05, seguido do britânico Nethaneel Mitchell-Blake com 20.08. Favorito dos 400m, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu sua bateria com 20.16. Aldemir da Silva Jr correu mal para 20.82 e ficou fora das semifinais. Um dos favoritos dono do melhor tempo do ano, Isaac Makwala de Botsuana não compareceu por conta de uma intoxicação alimentar.

A campeã olímpica Dalilah Muhammad fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com barreiras feminino. A americana marcou 54.59. Em 2º, a jamaicana Ristananna Tracey com 54.92. Na bateria 2, vitória da forte checa Zuzana Hejnova com 55.05 seguida da dinamarquesa vice olímpica Sara Petersen com 55.23.

Na mesma prova no masculino, mas pelas semifinais, o americano Kerron Clement fez o melhor tempo das 3 baterias com 48.35 com o norueguês Karsten Warholm logo atrás com 48.43. O brasileiro Márcio Teles tropeçou na 4ª barreira e levou um tombo feio, mas sem gravidade.

A barenita Salwa Eid Naser vai pra final dos 400m feminino com o melhor tempo, de 50.08, recorde nacional. Logo atrás ninguém menos que a americana Allyson Felix com 50.12 e a campeã olímpica de Bahamas Shaunae Miller-Uibo com 50.36.

Apenas 3 atletas superaram os 17,00m necessários para garantir vaga na final do salto triplo masculino: os americanos Chris Benard (17,20m) e o campeão olímpico e mundial Christian Taylor (17,15m) e o cubano Cristian Nápoles (17,06m). A final promete com 3 americanos e 3 cubanos.

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Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: saltos

Salto em altura masculino

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Derek Drouin (CAN)

Uma das provas que mais tem tido atenção nos últimos anos, graças ao altíssimo nível, com pelo menos 5 atletas saltando para mais de 2,40m. A prova foi vencido por 3 russos nas 4 Olimpíadas anteriores, mas com o banimento russo no atletismo, a disputa ficaria parecida com o que ocorreu no último mundial.

Na quali, 10 atletas passaram de 2,29m, incluindo os favoritos Mutaz Essa Barshim, do Qatar, o ucraniano Bohdan Bondarenko, o canadense Derek Drouin, o americano Erik Kynard e o britânico Robert Grabarz. Todo estiveram no pódio de Londres, em prova vencida pelo russo Ivan Ukhov. Com campanhas idênticas na quali, outros 4 passaram para a final com 2,26m. A maior ausência da final seria o chinês Zhang Huowei, prata no último mundial, que parou em 2,22m.

Com 15 atletas na final, as coisas começaram a apertar mesmo em 2,33m, quando restavam 10. Nesta altura, 4 se despediram, sobrando 6. Drouin, Barshim e Bondarenko chegavam sem erros, mas Grabarz teve uma falha em 2,25m e o ucraniano Andriy Protsenko em 2,29m. Kynard fazia uma prova bem ruim com um erro em 2,25m e dois em 2,33m. Em 2,36m, esses 3 ficaram sobrando os 3 que brigariam pelas medalhas. Drouin e Barshim passaram de 1ª e Bondarenko resolveu subir de altura. Em 2,38m, Bondarenko e Barshim erraram a 1ª, mas o canadense campeão mundial Derek Drouin passou de 1ª garantindo uma ótima vantagem.

Barshim ainda tentou mais duas e errou. Como o ucraniano tinha apenas 2,33m, ele foi forçado a tentar 2,40m para tentar subir do bronze. Com uma única tentativa, ele errou e acabou em 3º e Derek Drouin levou o ouro com uma prova perfeita. O erro em 2,25m foi fatal pro Grabarz e lhe custou um bronze. Barshim levou sua 2ª medalha olímpica e Bondarenko faturou a 1ª da Ucrânia no salto em altura.

Salto com vara masculino

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Thiago Braz (BRA)

Uma das provas mais espetaculares dos Jogos. O francês Renaud Lavillenie chegava com o ouro em Londres e 17 vezes saltando acima de 6m, sendo 13 indoor, incluindo o atual recorde mundial com 6,16m, mas sem jamais vencer um título mundial. Já o brasileiro Thiago Braz tinha como melhor marca até então 5,93m obtidos este ano, mas com um péssimo retrospecto em competições adultas importantes, como no último Mundial, no mundial indoor deste ano e no Pan.

Na qualificação, apenas o americano Sam Kendricks passou sem erros até os 5,70m. Lavillenie entrou apenas em 5,70m e passou na 2ª. Quem deu o susto foi o brasileiro que teve problemas em 5,45m, queimando duas vezes. Ele resolveu pular a altura e ir para 5,60m, com apenas uma chance, e passou. Em 5,70m, passou logo de primeira. 9 atletas no total atingiram a altura e mais 3 que pararam em 5,60m avançaram à final. Augusto Dutra de Oliveira ficou em 5,45m, em 22º no geral. Campeão mundial em 2013 e prata em 2015, o alemão Raphael Holzdeppe ficou em 26º longe da final.

Na final, atrasada por uma chuva fortíssima por 1 hora, a maioria sofreu nas alturas baixas. O letão Pauls Pujats parou logo na 1ª altura, em 5,50m. Em 5,65m, outros 5 terminaram sua prova, incluindo o campeão mundial de 2015, o canadense Shawn Barber. Em 5,75m, Thiago passou apenas na 2ª tentativa, já Kendricks errou a 1ª e optou por seguir para 5,85m. O chinês Xue Changrui errou 2, enquanto Lavillenie, o checo Jan Kudlicka e o polonês Piotr Lisek passaram de 1ª.

Em 5,85m, Thiago, Lavillenie e Kendricks passaram de 1ª, enquanto os outros 3 erraram. Fim de prova pro chinês, que só tinha uma chance e o checo e o polonês foram forçados a subir de altura. Em 5,93m, Lavillenie passou de primeira e botava uma mão no ouro, já que todos erravam. Mas o brasileiro passou na 2ª e adiou a decisão, enquanto todos os outros paravam, garantindo o bronze pro americano Sam Kendricks e pelo menos uma prata pro brasileiro.

Em 5,98m, Lavillenie passou na 1ª e com isso Thiago foi forçado a ir direto pra próxima altura, 6,03m, 10cm acima da sua melhor marca pessoal. Na 1ª, os dois erraram. Lavillenie errou a 2ª, mas aí de maneira absolutamente espetacular, Thiago Bráz passou em 6,03m para delírio do Engenhão! Lavillenie mal acreditava no feito e foi forçado a ir para 6,08m com apenas uma tentativa. Mas aí vieram as vaias e um desconcentrado e irritado francês errou. 1º medalha da história pro Brasil na prova. E com certeza uma das mais sensacionais da história brasileira nos Jogos Olímpicos.

Thiago Braz conquistou a 1ª medalha mundial da história do salto com vara masculino brasileiro. Renaud Lavillenie sobe pela 2ª vez ao pódio olímpico e Sam Kendricks, com o bronze, bota os americanos de volta ao pódio da prova após 2 ausências seguidas.

Salto em distância masculino

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Jeff Henderson (USA)

O americano Jarrion Lawson chegou ao Rio com a melhor marca do ano, excelentes 8,58m obtidos na seletiva americana. Seu compatriota Jeff Henderson teve grandes marcas recentes, mas fracassou no último mundial, em Pequim. Já o britânico Greg Rutherford, que defendia o ouro olímpico, também vinha do ouro no Mundial de 2015. Na quali, apenas dois fizeram acima dos 8,15m necessários para qualificação direta à final: o chinês Wang Jianan com 8,24m e Henderson com 8,20m. Todos os principais nomes da prova passaram à final.

Na decisão, após 2 rodadas, tudo mega embolado. Henderson liderava com 8,20m, seguido de Lawson om 8,19m, Rutherford com 8,18m, Wang com 8,17m e o sul-africano Luvo Manyonga com 8,16m! No 3º salto, Lawson assumiu a liderança com 8,25m e Rutherford aparecia agora em 2º com 8,22m. Nas 3 rodadas, a prova pegou fogo. No 4º salto, Manyonga fez 8,28m e era o novo líder e Rutherford, que tinha caído para 3º, assumiu novamente o vice com 8,26m! As diferenças eram tão pequenas entre os finalistas que a vitória viria no detalhe. Na penúltima série, o sul-africano saltou excelentes 8,37m, para assumir a liderança com melhor marca pessoal! Henderson ainda melhorou para 8,22m, mas seguia em 4º.

Aí veio a última rodada. O sul-africano saltou antes e queimou, restando torcer contra. O chinês fez apenas 7,88m. Mas aí veio Jeff Henderson! O americano voou para 8,38m, assumindo a liderança por apenas 1cm na frente de um incrédulo sul-africano. Rutherford saltou pela última vez para 8,29m, melhorando sua marca, mas se mantendo em 3º. O último salto foi de Jarrion Lawson. Em 4º lugar, correu e voou. Parecia que levaria o ouro, mas apareceu a marca de 7,78m. Ele não acreditava, mas no replay foi possível ver que ele encostou o cotovelo bem antes e perdeu medalha aí.

Jeff Henderson confirmou o favoritismo e levou o ouro, o 21º pros EUA na história da prova e o 1º desde Atenas-2004. Luvo Manyonga faturou sua 1ª medalha importante da carreira e Greg Rutherford foi bronze, quebrando a sequência de vitórias importantes que vinha desde 2012.

Salto triplo masculino

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Christian Taylor (USA)

Fora de forma após uma contusão, o cubano Pedro Pablo Pichardo nem disputou a quali nos Jogos. Era esperado um duelo espetacular dele contra o americano Christian Taylor, assim como ocorreu no Mundial de Pequim em 2015, quando Taylor venceu no último salto com incríveis 18,21m. Na quali, Taylor liderou a prova com 17,24m logo no seu 1º salto, acima dos 16,95m suficientes para ir a final. Outros 4 atletas conseguiram passar da marca: o campeão de Pequim-2008, o português Nélson Évora, o americano Will Claye e os chineses Dong Bin e Cao Shuo.

A definição da prova veio cedo, logo no 1º salto! Taylor foi o 1º a saltar e fez 17,86m! Dong Bin, 9º, abriu com 17,58m e foi seguido por Will Claye que começou com 17,76m! Nos saltos seguintes, muitas tentativas queimadas dos 3. O chinês errou o 2º e o 3º e nem saltou os 3 restantes. Taylor fez mais dois saltos válidos, ambos em 17,77m, que também seriam suficientes para o ouro. Claye ainda saltou 17,61m e 17,55m.

Os outros atletas mal chegavam perto. O chinês Cao Shuo foi o que melhor fez com apenas 17,13m obtido no 5º salto. Em 5º, ficou o colombiano John Murillo com 17,09m, batendo o recorde nacional, e o português Nélson Évora foi 6º com 17,03m.

Com o ouro, Christian Taylor se tornou bicampeão olímpico da prova, o 1º desde o soviético Viktor Saneyev, que na verdade foi tricampeão entre 1968 e 1976. Will Claye repete a prata de Londres e Dong Bin se torna o 1º chinês a medalhar no salto triplo em uma competição mundial.

Salto em altura feminino

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Ruth Beitia (ESP)

Com a ausência das russas da prova, o pódio ficou um pouco mais aberto. A melhor marca do ano até então era da americana Chaunté Lowe, com 2,01m. Na quali, quem passasse de 1,94m estaria garantida na final. E nada menos que 17 atletas conseguiram a marca! Apesar do grande plantel na final, a disputa foi relativamente rápida.

A primeira marca da decisão foi 1,88m e todas passaram, sendo 11 de primeira. Em 1,93m, 5 atletas ficaram, incluindo a lituana Airine Palsyte, prata no Europeu deste ano. Com 1,97m, nada menos que 8 ficaram, entre elas a britânica Morgan lake, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, única outra atleta a passar de 2m no ano, e Levern Spencer, de Santa Lúcia.

A espanhol Ruth Beitia fazia uma prova perfeita, passando em tudo de primeira. A búlgara Mirela Demireva, que precisou de 2 tentativas lá em 1,88m, passou na primeira em 1,97m, enquanto a croata bicampeã mundial Blanka Vlasic foi na 2ª. Só restava a americana Lowe que sofreu nesta altura e passou apenas na 3ª e última chance. As 4 foram para 2,00m e cada uma foi errado uma, duas e três vezes. No último salto da prova, Lowe esbarrou por muito pouco e ficou sem medalha.

Ruth Beitia, tricampeã europeia mas sem nenhum ouro em competições mundiais, levou o primeiro ouro espanhol da história na prova. Mirela Demireva, prata no europeu deste ano, é a primeira búlgara a medalhar desde o ouro de Stefka Kostadinova em Atlanta-1996. Blanka Vlasic foi bronze, faturando sua 2ª medalha olímpica após a prata em Pequim e a 6ª 10ª em competições mundiais.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE)

A americana Sandi Morris é o novo nome desta prova, chegando ao Rio com 4,93m obtidos em julho em Houston para sua 1ª competição mundial outdoor. Mas a prova prometia grandes emoções com a cubana Yarisley Silva, a americana Jenn Suhr, a grega Ekaterini Stefanidi e a brasileira Fabiana Murer, que se despediria do esporte.

Na quali, 7 atletas passaram de 4,60m e se classificaram direto para a final, incluindo Stefanidi, Suhr e Silva. Com outras cinco empatadas em 4,55, nem foi necessário elas saltarem e se garantiram entre as 12 na final, incluindo Morris. Mas a quali foi fatal para a Fabiana Murer. A brasileira vinha do recorde sul-americano de 4,87m obtidos no Troféu Brasil e só entrou na prova em 4,55m, mas falhou 3 vezes e encerrou de maneiro amarga a sua carreira. Campeã mundial indoor e outdoor, Fabiana infelizmente ficará marcada por 3 desastres olímpicos.

Na 3ª altura da final, 4,60m, as duas medalhistas de Londres na prova já começaram a sofrer. Yarisley Silva e Jenn Suhr precisaram de 2 saltos para passar, enquanto Stefanidi, Morris e as surpresas Eliza McCartney, da Nova Zelândia, e Alana Boyd, da Austrália, passavam sem erros. Em 4,70m, Stefanidi e McCartney passaram na 1ª, Morris na 2ª e as duas até então favoritas pararam. Silva e Suhr decepcionaram e terminaram empatadas em 7º.

McCartney já havia batido o recorde nacional na altura anterior, mas em 4,80m ela surpreendeu a todas e foi a única a passar de 1ª na altura, assumindo a liderança! Stefanidi, Morris e Boyd superaram na 2ª enquanto a britânica Holly Bradshaw e a suíça Nicola Büchler se despediram da prova. Mas em 4,85m, a altura começou a pesar para a neozelandesa, que errou as 3, mas Stefanidi e Morris conseguiram na 2ª superar a marca. A McCarntey terminou em 3º lugar com o bronze e Boyd ficou em 4º. Com apenas 2 na disputa, em 4,90m, a vantagem era da grega que tinha apenas 2 erros na prova contra 3 da americana. Nenhuma delas passou em 4,90m e assim o ouro ficou com Ekaterini Stefanidi!

Foi o 1º medalha da história da Grécia na prova feminina e a 1ª medalha desde Atenas-1896, quado dois gregos foram bronze no masculino. Sandi Morris foi a 3ª americana a medalha a prova na 5ª edição olímpica do salto com vara feminino e Eliza McCartney conquistou uma inédita medalha para a Nova Zelândia.

Salto em distância feminino

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Tianna Bartoletta (USA)

De volta a sua velha forma, a americana campeã em Londres Brittney Reese havia vencido a seletiva americana com 7,31m e ia com tudo pro bi. Na quali, fez 6,78m no seu 1º salto, mais que os 6,75m para ir direto a final. A sérvia Ivana Spanovic com 6,87m e a alemã Malaiko Mihambo com 6,82m se juntaram ao grupo de finalistas. Única russa no atletismo nos Jogos, Daria Klishina também passou pra final com a 8ª marca de 6,64m. Entre as que pararam na quali, a britânica Shara Proctor, em 21º, e a americana Janay Deloach em 13º.

Spanovic começou a final com 6,95m enquanto Reese e sua compatriota Tianna Bartoletta queimaram. Na 2ª rodada, Bartoletta fez 6,94m enquanto Reese saltou 6,79m aparecendo em 4º lugar. Na rodada seguinte, Bartoletta melhorou para 6,95m empatando com a sérvia, mas como Spanovic queimou novamente, a americana que liderava nos critérios de desempate. Nada mudou na 4ª rodada, mas na 5ª, as 3 melhoraram suas marcas.

Reese assumiu a liderança com 7,09m, aí Spanovic encostou com 7,08m. Mas logo após a sérvia veio Bartoletta voando para marcar 7,17m! Pressionadas, na última rodada Reese melhorou, mas não superou a rival ficando em 2º lugar com 7,15m. Spanovic saltou novamente acima de 7m, com 7,05m, mas se manteve em 3º. Já com o ouro, Bartoletta fechou a prova com 7,13m, vencendo com 7,17m, o melhor salto em uma Olimpíada desde 1988!

Este foi o 3º ouro na carreira de Tianna Bartoletta, somando-o aos 2 dos revezamentos 4x100m em Londres e no Rio, e, por incrível que pareça, foi apenas a 3ª medalha de ouro pros EUA na prova em 18 edições. Britney Reese foi prata ao levar sua 2ª medalha olímpica e Ivana Spanovic faturou a 1ª medalha da Sérvia na prova.

Salto triplo feminino

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Caterine Ibarguen (COL)

Depois de perder o ouro em Londres, a colombiana Caterina Ibarguen ficou quase 4 anos invicta até perder sua primeira prova na Diamond League deste ano. Mas no Rio, ela não deixaria a chance passar novamente. Na quali, fez logo no 1º salto 14,52m, bem acima dos 14,30m  que a garantiriam na final. Além dela, apenas a grega Paraskevi Papachristou com 14,43m e a cazaque campeã olímpica em Londres Olga Rypakova com 14,39m fizeram acima da marca.

Na final, a americana Keturah Orji começou surpreendendo com 14,71m, novo recorde nacional. Vale ressaltar que essa é uma das provas mais fracas pros americanos. Mas Rypakova abriu com 14,73m e liderava, enquanto Ibarguen fez 14,65m e a venezuelana Yulimar Rojas 14,32m. Na 2ª rodada, Ibarguen já assumiu a liderança com 15,03m enquanto Rojas permanecia em 7º. Mas na 3ª rodada, a venezuelana melhorou para 14,87m.

No 4º salto, Rojas melhorou para 14,98m, sem ser ameaçada pela cazaque ou pela americana. Mas fechando a rodada, Ibarguen voou para 15,17m! Rypakova melhorou em 1cm sua marca para 14,74m no 5º salto, mas nada mais mudou no pódio. A portuguesa Patrícia Mamona foi 6ª com 14,65m, novo recorde português, e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko 4ª com 14,68m. O 4º lugar da americana foi o melhor resultados dos EUA na história da prova que, em 5 edições olímpicas anteriores tinham apenas uma presença em final em Atlanta-1996.

Caterine Ibarguen leva sua 2ª medalha olímpica e agora tem simplesmente todos os títulos possíveis na sua carreira. Yulimar Rojas venceu a 2ª medalha olímpica da história da Venezuela no atletismo e Olga Rypakova fica com o bronze em sua 2ª aparição no pódio olímpico após o ouro em Londres.x

Prévias Rio-2016 – Atletismo: saltos e lançamentos

Salto em distância masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Mitchell Watt (AUS); Bronze – Will Claye (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Fabrice Lapierre (AUS); Bronze – Wang Jianan (CHN)

Jeff Henderson (USA)

Historicamente dominada pelos americanos em Jogos Olímpicos, 3 deles chegam ao Rio para brigar pelo ouro. A seletiva dos EUA foi absurdamente forte na prova e viu Jeff Henderson vencer com excepcionais 8,59m, mesmo com um vento de +2,9m/s acima do permitido. Henderson era o favorito no Mundial, mas com apenas um salto válido na final ficou em 9º. Com vento válido, tem como melhor salto 8,19m. O melhor salto do ano com vento abaixo de +2,0m/s é de Jarrion Lawson, 2º na seletiva americana com 8,58m! Completa o time americano Marquise Goodwin, que já saltou 8,45m em 2016.

Atrás da armada americana temos o sueco Michel Torneús, o australiano Fabrice Lapierre, o sul-africano Rushwal Samaai e os chineses Wang Jianan e Li Jinzhe. A grande ameaça aos americanos é o britânico atual campeão olímpico e mundial Greg Rutherford (1O), único medalhista olímpico na prova. Rutherford tem este ano 8,31m, mas tem 8,51m, como melhor marca pessoal.

E o Brasil? Higor Alves será o único brasileiro na prova. No Troféu Brasil fez 8,19m e precisaria repetir isso para chegar a final nos Jogos. Se passar, um top-8 já seria muito bom para ele.

Meu Pódio: Ouro – Jeff Henderson (USA); Prata – Greg Rutherford (GBR); Bronze – Marquise Goodwin (USA)

Salto triplo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Will Claye (USA); Bronze – Fabrizio Donato (ITA)

Último Mundial (2015): Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Pedro Pablo Pichardo (CUB); Bronze – Nelson Évora (POR)

A briga pelo ouro será entre dois americanos: Christian Taylor (1O) e Will Claye (1P-1B), assim como ocorreu em Londres. Taylor acabou de fazer na Diamond League de Londres 17,78m, melhorando os 17,76m obtidos na seletiva americana. Taylor tem 4 dos 6 melhores saltos de 2016 e foi campeão mundial no ano passado com incríveis 18,21m! Claye tem 17,65m este ano, mas jamais venceu uma competição mundial.

O cubano Pedro Pablo Pichardo foi o grande adversário de Taylor em 2015, saltando duas vezes para mais de 18m, mas ainda não competiu esse ano e sua participação ainda é uma incógnita. O chinês Dong Bin venceu o mundial indoor esse ano e tem 17,24m obtidos em Pequim. Outros nomes são o do alemão Max Hess, o cubano Alexis Copello, o indiano Renjith Maheswary, o americano Chris Benard e Troy Doris, de Guiana.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Dong Bin (CHN); Bronze – Will Claye (USA)

Salto com vara masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Renaud Lavillenie (FRA); Prata – Björn Otto (GER); Bronze – Raphael Holzdeppe (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Shawnacy Barber (CAN); Prata – Raphael Holzdeppe (GER); Bronze – Renaud Lavillenie (FRA), Piotr Lisek (POL) e Pawel Wojciechowski (POL)

Renaud Lavillenie (FRA)

O francês Renaud Lavillenie (1O) é o eterno favorito ao ouro no salto com vara, mas o fracasso em 4 mundiais sempre deixam uma pulga atrás da orelha. Lavillenie venceu em Londres, mas jamais conquistou um ouro em mundiais: tem 1 prata e 3 bronzes. Também é bicampeão mundial indoor, tricampeão europeu e tetra europeu indoor. Com incríveis 6,16m indoor obtidos em 2014, recorde mundial, ele é o melhor saltador desde Sergey Bubka. No último mundial ele não conseguiu passar em 5,90m e no europeu este ano errou as 3 em 5,75m e ficou sem marca na final. Ainda assim, é o homem a ser batido. Ele tem este ano 5,96m.

O canadense Shawn Barber é a principal ameaça ao francês. Campeão mundial em 2015, Barber já salto 6,00m indoor em 2016. O americano Sam Kendricks é outro que vem bem, com 5,92m este ano em Pequim e 5,91m na seletiva americana. Outros bons nomes da prova são o brasileiro Thiago Braz, o alemão Raphael Holzdeppe (1B), o checo Jan Kudlicka e os poloneses Piotr Lisek e Pawel Wojciechowski.

E o Brasil? Thiago Braz foi campeão mundial juvenil em 2012, mas não convenceu depois em competições importantes. Não passou pelas qualis dos mundiais de 2013 e de 2015, foi 4º no Mundial indoor de 2014 e ficou sem marca no Pan de Toronto, quando era favorito para medalha. Em compensação, ele tem 5,93m indoor obtidos este ano! Na semana passada fez 5,90m e saltou 3 vezes acima de 5,80m em 2016. Ele tem salto para ganhar medalha, mas precisa quebrar essa barreira de performances fracas em competições importantes. Augusto Dutra é o outro brasileiro na prova e tem como melhor marca no ano apenas 5,70m. Briga por uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Renaud LAvillenie (FRA); Prata – Shawn Barber (CAN); Bronze – Thiago Braz (BRA)

Salto em altura masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ivan Ukhov (RUS); Prata – Erik Kynard (USA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT), Derek Drouin (CAN) e Robert Grabarz (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Derek Drouin (CAN); Prata – Bohdan Bondarenko (UKR) e Zhan Guowei (CHN); Bronze – não houve medalha de bronze

Na prova mais falada dos últimos anos, temos pelo menos 8 atletas brigando pelo ouro. Em melhor fase no ano, o ucraniano Bohdan Bondarenko venceu 2 etapas da Diamond League esse ano e tem 2,37m como melhor marca de 2016. Seu principal adversário é o qatari Mutaz Essa Barshim (1B), que tem 2,40m este ano e 2,43m na carreira, flertando com o recorde mundial de 2,45m. Bronze em Londres e prata no último mundial, Barshim tem falhado em algumas competições, mas tem o 2º melhor salto da história.

O canadense Derek Drouin (1B) foi a surpresa de 2015 ao vencer o mundial de maneira surpreendente. Houve um empate tríplice e os saltadores foram para os saltos de desempate. Ele foi o único a passar em 2,34m e ficou com o ouro. Outros ótimos nomes da prova são o chinês figura Zhang Guowei, o britânico Robert Grabarz (1B), o checo Jaroslav Baba (1B), o americano Erik Kynard (1P) e o italiano Gianmarco Tamberi, atual campeão europeu e mundial indoor.

E o Brasil? Talles Silva disputa a prova, mas sequer passará a final. Tem como melhor marca no ano apenas 2,29m, marca que não tem conseguido repetir.

Meu Pódio: Ouro – Bohdan Bondarenko (UKR); Prata – Gianmarco Tamberi (ITA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT)

Salto em distância feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Yelena Sokolova (RUS); Bronze – Janay DeLoach (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Tianna Bartoletta (USA); Prata – Shara Proctor (GBR); Bronze – Ivana Spanovic (SRB)

Depois de dois anos sem saltar acima de 7m, a campeã olímpica Brittney Reese (1O) voltou com tudo e voou nas seletivas americanas. Ela venceu a prova com a melhor marca do mundo no ano, excelentes 7,31m, o melhor salto em 12 anos! Tricampeã mundial e tricampeã mundial indoor, Reese vai voar para faturar o bicampeonato. A australiana Brooke Stratton vem em boa fase com 7,05m em março e mais um 6,94m em fevereiro, mas só saltou bem na Austrália.

A sérvia Ivana Spanovic foi bronze nos 2 últimos mundiais e levou o europeu deste ano. Este ano fez 7,07m em uma prova indoor e é outro bom nome para o pódio. Também ficar de olho na alemã Sosthene Moguenara, com 7,16m esse ano, nas americanas Tianna Bartoletta (1O), bicampeã mundial em 2005 e 2015, e Janay DeLoach (1B), na britânica Shara Proctor e na única russa que está liberada para competir no atletismo, Darya Klishina.

E o Brasil? Serão duas brasileiras na disputa: Eliane Martins e Keila Costa. Eliane tem a melhor marca do ano entre as duas, com 6,72m e precisa melhorar um pouco para ir à final. Keila tem apenas 6,56m no ano.

Meu Pódio: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Ivana Spanovic (SRB); Bronze – Tianna Bartoletta (USA)

Salto triplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Olga Rypakova (KAZ); Prata – Caterine Ibarguen (COL); Bronze – Olha Saladukha (UKR)

Último Mundial (2015): Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Hanna Knyazyeva-Minenko (ISR); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Caterine Ibarguen (COL)

Teremos um belo duelo sul-americano na prova. A colombiana Caterine Ibarguen (1P – falei dela aqui) estava invicta desde a derrota em Londres-2012, quando perdeu na Diamond League de Birmingham, em junho. Ainda assim, foram mais de 40 provas vencidas desde então, incluindo dois títulos mundiais. Favorita ao ouro, sua grande rival na atualidade é a venezuelana Yulimar Rojas, que venceu o Mundial indoor este ano. Este ano Ibarguen fez 15,04m e Rojas 15,02m!

Outras que brigarão por medalha são a cazaque Olga Rypakova (1O), campeã em Londres, a grega Paraskevi Papahristou, as jamaicanas Shanieka Thomas e Kimberly Williams, a ucraniana Olga Saladukha (1B) e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko.

E o Brasil? Keila Costa, em sua 4ª Olimpíada, e Núbia Soares disputam a prova. Núbia fez o índice no Troféu Brasil e tem a melhor marca do ano entre as duas, com 14,17m

Meu Pódio: Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Yulimar Rojas (VEN); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Salto com vara feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jenn Suhr (USA); Prata – Yarisley Silva (CUB); Bronze – Yelena Isinbayeva (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Fabiana Murer (BRA); Bronze – Nikoleta Kyriakopoulou (GRE)

Esta prova promete ser uma das melhores finais das provas de campo com 6 atletas em nível parecido brigando pelo ouro. Jenn Suhr (1O-1P) defende o ouro olímpico e tem 4,82m este ano, mas já saltou 5m na carreira. Quem surgiu agora aos 24 anos foi Sandi Morris. 4ª no Mundial de 2015, Morris foi prata no mundial indoor esse ano e brilhou semana passada no Texas ao atingir 4,93m, melhor salto do ano! Com 4,87m, a brasileira Fabiana Murer é grande candidata ao pódio também.

Com 4 vitórias na Diamond League este ano, a grega Katerina Stefanidi é mais uma boa candidata ao pódio. Ela tem 4,86m este ano. Campeã mundial, a cubana Yarisley Silva (1P) é dura na briga e voa nos momentos mais tensos, como na final do Pan de Toronto, em 2015. Outros bons nomes são a alemã Lisa Ryzih, a grega Nikoleta Kyriakopoulou e a australiana Alana Boyd.

E o Brasil? Fabiana Murer parecia mal, mas com 4,87m, recorde sul-americano, no Troféu Brasil a recolocou na lista de favoritas. O que pesa contra é o seu histórico em Olimpíadas. Nas duas que disputou teve problemas e foi muito criticada. Ela se aposenta após os Jogos. Joana Costa fez 4,50m no Troféu Brasil e conseguiu o índice com o melhor resultado da vida. É muito difícil ela passar para a final.

Meu Pódio: Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Sandi Morris (USA); Bronze – Katerina Stefanidi (GRE)

Salto em altura feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Anna Chicherova (RUS); Prata – Brigetta Barrett (USA); Bronze – Svetlana Shkolina (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Mariya Kuchina (RUS); Prata – Blanka Vlasic (CRO); Bronze – Anna Chicherova (RUS)

Ruth Beitia (ESP)

Sem as russas na disputa, a prova fica bem aberta. A veterana americana Chaunté Lowe tem a melhor marca do ano, com 2,01m na seletiva americana e vai para sua 4ª Olimpíada no seu melhor momento. Bicampeã mundial e prata em Pequim, a croata Blanka Vlasic (1P) já esteve em melhor forma, mas segue como uma das melhores do mundo e segue em busca do único que título que não tem.

A espanhola Ruth Beitia, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, a croata Ana Simic, a búlgara Mirela Demireva e Levern Spencer, de Santa Lúcia, são outras boas pedidas no pódio.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Ruth Beitia (ESP); Prata – Chaunté Lowe (USA); Bronze – Mirela Demireva (BUL)

Arremesso de peso masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tomasz Majewski (POL); Prata – David Storl (GER); Bronze – Reese Hoffa (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Joe Kovacs (USA); Prata – David Storl (GER); Bronze – O’Dayne Richards (JAM)

Outra prova onde os Estados Unidos sempre foram grandes vencedores. Dono de 4 das 5 melhores marcas do ano, o americano Joe Kovacs tem 22,13m esse ano, mas na seletiva americana foi 2º com excepcionas 21,95m. Atual campeão mundial, Kovacs vai para sua 1ª Olimpíada como favorito. Quem venceu a seletiva americana foi Ryan Crouser, campeão mundial de menores em 2009 e que jamais disputou uma competição mundial adulta. Crouser fez 22,11m na seletiva e está entre os 20 melhores arremessadores da história.

Um dos principais concorrentes dos americanos é o atual bicampeão olímpico, o polonês Tomasz Majewski (2O). Apesar do currículo, tem apenas 20,84m este ano e precisa melhorar para buscar o 3º ouro. Seus compatriotas estão em melhor forma. Konrad Bukowiecki acabou de se tornar bicampeão mundial juvenil batendo o recorde mundial da categoria com 23,34m no peso de 6kg (o peso adulto é de 7,26kg). Ele tem 21,14m no peso olímpico, pior que Michal Haratyk, com 21,23m. Os neozelandeses Tomas Walsh e Jacko Gill são bons concorrentes, mas talvez o principal nome da prova seja o alemão David Storl (1P), de quem falei aqui. Bicampeão mundial em 2011 e 2013, busca seu inédito ouro olímpico.

E o Brasil? Darlan Romani cresceu demais nos últimos anos e tem como melhor marca 20,90m obtido em abril do ano passado. Com 20,64m esse ano, precisa melhorar um pouco para pegar uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – David Storl (GER); Prata – Joe Kovacs (USA); Bronze – Tomas Walsh (NZL)

Lançamento de disco masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Robert Harting (GER); Prata – Ehsan Haddadi (IRI); Bronze – Gerd Kanter (EST)

Último Mundial (2015): Ouro – Piotr Malachowski (POL); Prata – Philip Milanov (BEL); Bronze – Robert Urbanek (POL)

Robert Harting (GER)

O polonês Piotr Malachowski (1P) é o homem a ser batido na prova. Campeão mundial em 2015 e europeu este ano, tem as duas melhores marcas de 2016, com 68,15m e 68,10m. Mas terá trabalho com os irmãos alemães Christoph e Robert Harting (1O). Robert é o atual campeão olímpico e é tricampeão mundial. Christoph é o irmão mais novo e ainda não tem um resultado internacional importante. Christoph tem 68,06m esse ano e Robert 68,04m!

Outros bons nomes da prova são o polonês Robert Urbanek, bronze no último mundial, o belga Philip Milanov, o sueco Daniel Stahl, o jamaicano Fedrick Dacres, o iraniano Ehsan Haddadi (1P) e o estoniano Gerd Kanter (1O-1B).

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Robert Harting (GER); Prata -Piotr Malachowski (POL); Bronze – Philip Milanov (BEL)

Lançamento de martelo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kristia Pars (HUN); Prata – Primoz Kozmus (SLO); Bronze – Koji Murofushi (JPN)

Último Mundial (2015): Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Wojciech Nowicki (POL)

Pawel Fajdek (POL)

A prova já tem o seu campeão: o polonês Pawel Fajdek. Bicampeão mundial, Fajdek ficou sem marca na qualificação dos Jogos de Londres e nem passou pra final, mas esse ano tem nada menos que os 10 melhores lançamentos de 2016! Sua melhor marca no ano é 81,87m e pessoal é 83,93m do ano passado.

Quem vai tentar tirar o ouro dele são o bielorrusso Ivan Tsikhan, único a lançar a mais de 80m no ano (80,04m), o tadjique Dilshod Nazarov, o moldavo Serghei Marghiev, o egípcio Hassan Mahmoud e o polonês Wojciech Nowicki.

E o Brasil? Bom ficar de olho no brasileiro Wagner Domingos, que pode ser uma das grandes surpresas da equipe brasileira. Montanha quebrou o recorde brasileiro 3 vezes esse ano e, na 3ª vez, melhorou o recorde sul-americano, com 78,63m, se tornando o 4º melhor do ano! Mantendo essa distância, pode beliscar uma medalha!

Meu Pódio: Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Ivan Tsikhan (BLR)

Lançamento de dardo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Keshorn Walcott (TTO); Prata – Oleksandr Pyatnytsya (UKR); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Último Mundial (2015): Ouro – Julius Yego (KEN); Prata – Ihab El-Sayed (EGY); Bronze – Tero Pitkämäki (FIN)

Quarto no último mundial, o alemão Thomas Röhler tem a melhor marca do ano até o momento, com 91,28m obtidos na Finlândia! Além desse, ele tem mais 3 marcas acima de 87m em 2016 e se credencia a uma medalha no Rio. Mas o queniano Julius Yego não pode ser esquecido. Campeão mundial ano passado e dono da incrível marca de 92,72m, Yego ainda não fez uma boa marca este ano e tem como melhor apenas 84,68m

Prata no último mundial, o egípcio Ihab El-Sayed foi pego em exame antidoping e não virá ao Rio. Mas ficar de olho no trinitino Keshorn Walcott (1O), o ouro mais inacreditável de Londres-2012, nos finlandeses Antti Ruuskanen (1B) e Tero Pitkämäki (1B), nos alemães Johannes Vetter e Julian Weber, no letão Zigismunds Sirmais e no indiano Neeraj Chopra, que quebrou o recorde mundial sub20 semana passada com 86,48m.

E o Brasil? Julio César de Oliveira tem como melhor marca no ano 81,56m, mas precisaria melhorar muito para pegar vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Thomas Röhler (GER); Prata – Julius Yego (KEN); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Arremesso de peso feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Yevgeniya Kolodko (RUS); Bronze – Gong Lijiao (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Christina Schwanitz (GER); Prata – Gong Lijiao (CHN); Bronze – Michelle Carter (USA)

Valerie Adams (NZL)

A neozelandesa Valerie Adams (2O) busca o tricampeonato olímpico para completar seu invejável currículo. Tetracampeã mundial, tricampeã mundial indoor e tricampeã dos Jogos da Comunidade Britânica, Adams não está na sua melhor forma, mas tem este ano 20,19m e briga sim pelo ouro. Venceu 3 etapas da Diamond League esse ano. A melhor marca do ano é da chinesa Lijiao Gong (1B), com 20,43m, bronze em Londres e prata no último Mundial.

Campeã mundial em 2015, a alemã Christina Schwanitz tem 20,17m no ano e deve estar no pódio. De olho na húngara Anita Márton e na americana Michelle Carter, que busca ser a primeira americana campeã olímpica no arremesso de peso.

E o Brasil? Geisa Arcanjo foi 7ª em Londres, mas nunca repetiu um arremesso acima de 19m, como na ocasião. Aliás, nem 18m ela chegou mais, o que dificulta uma ida à final. Este ano tem como melhor marca 17,92m.

Meu Pódio: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Christina Schwanitz (GER); Bronze – Michelle Carter (USA)

Lançamento de disco feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Li Yanfeng (CHN); Bronze – Yarelys Barrios (CUB)

Último Mundial (2015): Ouro – Denia Caballero (CUB); Prata – Sandra Perkovic (CRO); Bronze – Nadine Muller (GER)

Campeã em Londres, a croata Sandra Perkovic (1O) tem tudo para repetir o feito. Ela tem o 4 melhores lançamento do ano e tem como melhor 70,88m, sendo a única a passar dos 69m na prova em 2016. Campeã mundial em 2013, foi prata em 2015 ao perder parta a cubana Dania Caballero, que este ano fez 67,62m. Em 5 etapas da Diamond League no ano, Perkovic levou todas.

Campeã mundial juvenil em 2010 e prata no Pan, a cubana Yaime Perez está fazendo uma ótima temporada e já lançou 4 vezes para mais de 67m. De olho também nas alemãs Julia Fischer e Nadine Müller, na australiana Dani Samuels, campeã mundial em 2009, e na chinesa Su Xinyue.

E o Brasil? Andressa de Moraes e Fernanda Martins representam o Brasil e vão brigar para pegar uma vaguinha na final, o que já seria lucro. Melhor marca do ano por enqaunto é de Fernanda com 62.74m.

Meu Pódio: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Yaime Pérez (CUB); Bronze – Dania Caballero (CUB)

Lançamento de martelo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tatyana Lysenko (RUS); Prata – Anita Wlodarczyk (POL); Bronze – Betty Heidler (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Zhang Wenxiu (CHN); Bronze – Alexandra Tavernier (FRA)

Se o Fajdek é mais que favorito no masculino, a polonesa Anita Wlodarczyk (1P) sobra no feminino também. Ela é dona dos 10 melhores lançamentos do ano e tem como melhor marca excepcionais 80,26m! São quase 4m melhor que a 2ª melhor do ano, a americana Gwen Berry, que tem 76,31m. Bicampeã mundial e tri europeia, Wlodarczyk dificilmente perde o ouro.

A alemã Betty Heidler (1B) foi bronze em Londres e campeã mundial em 2007. Tem este ano 75,77m e é séria candidata ao pódio. Outras que brigam por medalha são as chinesas Zhang Wenxiu (1B) e Wang Zheng, a moldava Zalina Marghieva e a azeri Hanna Skydan.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Betty Heidler (GER); Bronze -Zhang Wenxiu (CHN)

Lançamento de dardo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Barbora Spotakova (CZE); Prata – Christina Obergföll (GER); Bronze – Linda Stahl (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Katharina Molitor (GER); Prata – Lü Huihui (CHN); Bronze – Sunette Viljoen (RSA)

Sunette Viljoen (RSA)

Esta prova deve ser bem equilibrada com 3 atletas lançando o dardo a mais de 66m esse ano. A melhor marca do ano é da favorita, a checa Barbora Spotakova (2O), que nada mais é do que a atual bicampeã olímpica e quer se tornar a primeira tricampeã olímpica de uma prova de individual (Valerie Adams no peso e Shelly-Ann Fraser-Pryce nos 100m também podem realizar o feito). A checa tem 66,87m obtidos em 19 de junho. No mesmo dia em outro local, a alemã Christin Hussong fez 66,41m. A 3ª atleta é a bielorrussa Tatsiana Khaladovich, com 66,34m para vencer o campeonato europeu em Amsterdã.

A letã Madara Palameika e a sul-africana Sunette Viljoen venceram duas etapas da Diamond League esse ano cada e também entram na briga. De olho também nas fortíssimas alemãs Christina Obergföll (1P-1B) e Linda Stahl (1B), na chinesa vice-campeã mundial Lü Huihui e nas australianas Kim Mickle e Kathryn Mitchell.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Sunette Viljoen (RSA); Prata – Barbora Spotakova (CZE); Bronze – Tatsiana Khaladovich (BLR)

Perfil 2016 – Caterine Ibarguen (COL)

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21/75

Caterina Ibarguen

Atletismo

Salto Triplo

Jogos Olímpicos: 1 prata

Mundiais: 2 ouros e 1 bronze

Prata na última Olimpíada, a colombiana Caterine Ibarguen ficou invicta por quase 4 anos e é a grande favorita ao ouro no salto triplo.

Nascida em 1984 na região de Urabá, Ibarguen foi criada pela avó, após a separação dos seus país por conta dos conflitos que assolaram a Colômbia nas décadas de 80 e 90. Começou a jogar vôlei em Turbo, mas seu técnico viu seu talento e ela se mudou pra Medellín, onde começou a treinar no salto em altura.

Em 1999, aos 15 anos, foi bronze no Sul-Americano adulto no salto em altura com 1,76m e disputou o Mundial de Menores na Polônia, terminando em 15º. Começou a treinar também o salto em distância e salto triplo e no Sul-Americano juvenil de 2001 levou 4 medalhas, sendo o ouro no salto em altura com 1,77m. No Pan juvenil do mesmo ano, prata na altura com a mesma marca.

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Já começando a se focar no salto triplo, disputou o Mundial Juvenil em 2002, mas foi apenas a 20ª colocada com 12,69m. Em 2004, se classificou para os Jogos Olímpicos de Atenas no salto em altura, terminando em 16º na qualificação, não passando para a final. Disputou ainda os Mundiais de Helsinque-2005 e de Berlim-2009 e o Pan do Rio-2007, sempre no salto em altura, mas sem medalhar ou sequer chegar às finais dos Mundiais. Enquanto isso, nos sul-americanos, se aventurava no salto em distância e no triplo, beliscando algumas medalhas.

Em 2010, a chave virou e ela começou a focar exclusivamente no salto triplo. E sua evolução foi espetacular. Foi prata no Ibero-Americano com 14,29m, perdendo para a cubana Yargelis Savigne. Em 2011, quebrou o recorde sul-americano no triplo com excelentes 14,99m e chegou ao Mundial de Daegu com força e ficou com a medalha de bronze, com 14,84m. No Pan de Guadalajara, veio o ouro com 14,92m.

Já figurando entre as melhores da prova, foi a Londres-2012 como favorita, vindo de vitórias na Diamond League. Na final olímpica, foi prata com 14,80m em seu último salto, ficando atrás da cazaque Olga Rypakova com 14,98m.

Desde essa prata, Ibarguen manteve uma sequencia invicta de quase 4 anos! Foram 34 vitórias seguidas! Nesse ínterim, a colombiana venceu o Mundial de Moscou-2013 com 14,85m, o Mundial de Pequim-2015 com 14,90m, a Copa Continental de Marrakech-2014 com 14,57m, o Pan de Toronto-2015 com excelentes 15,08m (vento de +2,3m/s) e nada menos que 21 vitórias em etapas da Diamond League! Sua sequencia foi interrompida na etapa de Birmingham, em 5 de junho, quando perdeu para Rypakova por 14,61m a 14,53m.

Ainda assim, Ibarguen tem como melhor marca incríveis 15,31m, em Monaco em 2014, a 5ª melhor a história e mesmo com o fim da sua sequência, é a mais cotada pro ouro.

Mundial de Atletismo – Dia 3

Pódio queniano, vitória jamaicana, surpresa canadense, decepção francesa, domínio colombiano e uma americana aprende uma lição muito importante.

100m Feminino

Shelly-Ann Fraser-Pryce. Foto: Reuters

Bicampeã mundial e olímpica, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce já deu o tom na semifinal, vencendo sua bateria com 10.82. Rosângela Santos não foi páreo na segunda semi e terminou em 4º lugar com 11.07 e terminou em 12º lugar no geral. Final tá perto, mas pra isso precisa baixar dos 11s.

Na grande final, Fraser-Pryce dominou. Na frente desde a largada, venceu com 10.76 e levou seu 3º título mundial na prova e 6º no geral. Excelente ver a prata pra holandesa Dafne Schippers. Heptatleta de formação (foi campeã mundial juvenil em 2010), Schippers abteu na semi o recorde holandês com 10.83 e novamente na final com 10.81. Fechou o pódio a americana Tori Bowie, única de seu país na final, com 10.86.

Salto com Vara Masculino

E pelo jeito segue a sina do francês Renaud Lavillenie. Campeão olímpico, recordista mundial indoor, campeão mundial indoor, mas nunca venceu um mundial outdoor. O francês só precisou de um salto na qualificação para chegar a final, onde passou de 1ª em 5,80m. Mas em 5,90m, queimou as 3 e viu o canadense de 21 anos Shawn Barber ser campeão. Barber fez uma prova perfeita, passando sem de primeira, inclusive nos 5,90m, onde ficou olhando um por um ser eliminado, até que o alemão Raphael Holzdeppe, que defendia o ouro, passou na 3ª.

Só com o canadense e o alemão, o sarrafo subiu pra 6,00m, onde ninguém passou. Ouro pro canadense, prata pro alemão e um tríplice empate no bronze: Lavillenie e dois poloneses, Pawel Wojciechowski e Piotr Lisek. Augusto Dutra passou na 2ª tentativa em 5,50m e em 5,65m, mas queimou as 3 em 5,80m e terminou na 9ª colocação.

Salto Triplo Feminino

Pois é. Caterine Ibarguen está imbatível. A última derrota dela foi na final olímpica em Londres. Desde então, foram nada menos que 29 ouros, incluindo mais um título mundial pra ela. Com 14,80m na segunda tentativa, já era líder e melhorou na 4ª com 14,90m. 4ª em Londres pela Ucrânia, Hanna Knyazyeva-Minenko, que agora representa Israel, ficou com a prata com 14,78m na 2ª rodada e a cazaque Olga Rypakova completou o pódio com 14,77m. Em sua 3ª final de mundial no triplo, Keila Costa ficou em 12º e último lugar com apenas 13,90m. Dona da melhor marca do ano, a russa Ekaterina Koneva ficou em 7º lugar.

10.000m Feminino

Campeã mundial em 2011, a queniana Vivian Cheruiyot apertou o passo faltando 200m para vencer a prova com 31:41.31, deixando a fortíssima etíope Gelete Burka, especialista na prova de 1.500m, com a prata com 31:41.77. Esta prova foi mais um exemplo da velha máxima, que a competição só acaba quando termina! A americana Molly Huddle ia pro bronze, mas abriu os braço para comemorar antes do devido e não viu sua compatriota Emily Infeld chegando. Infeld ultrapassou e ficou com o bronze com 31:43.49 e Huddle inconsolada terminou em 4º a 0.09 de sua compatriota.

3.000m com Obstáculos Masculino

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Se existe um país que domina uma prova no atletismo, é o Quênia nos 3.000m com obstáculos masculino. Eles formaram o pelotão e lideraram por toda a prova. Não só dominaram o pódio, como pegaram o 4º lugar também. Ezekiel Kemboi venceu com 8:11.28 e se torna o primeiro tetracampeão mundial desta prova. Conseslus Kipruto foi prata com 8:12.38 e Brimin Kipruto bronze com 8:12.54.

Outras Provas

Fabiana Murer só precisou de um salto para se garantir na final do salto com vara. Passando de primeira em 4,55m, ela iria pros 4,60m, mas como apenas 14 atletas passaram de 4,55m, os árbitros decidiram passar todas para a final. Kyriakopoulou, Bengtsson, Silva e Suhr também estão na final.

Favoritas passaram pra final do disco feminino, com a cubana Denia Caballero com 65,15m e a croata Sandra Perkovic com 64,51m. Já as brasileiras ficaram bem abaixo do esperado. Andressa de Moraes com 59,08m foi a 19ª e Fernanda Borges com 56.74m terminou em 26º.

O americano Jeff Henderson em seu primeiro salto já obteve 8,36m e ficou com a melhor marca da quali do salto em distância, seguido do campeão olímpico Greg Rutherford (GBR) com 8,25m. Com péssimas apresentações, Higor Alves só conseguiu um salto válido, 7,60m e terminou em 27º e Alexsandro de Melo queimou suas 3 tentativas para ficar sem marca.

Na quali do dardo, a surpresa foi a eliminação do campeão olímpico, o trinitino Keshorn Walcott, que tinha a melhor marca do ano. Com apenas 76,83m, terminou em 26º. Melhor marca do alemão Andreas Hofmann com 86,14m. Também estão na final o queniano Juliues Yego, o checo Vitezslav Vesely e o finlandês Tero Pitkamaki.

Na semi dos 400m masculino, melhor tempo de Isaac Makwala, de Botsuana, com 44.11, seguido do campeão olímpico Kirani James com 44.16. Já nos 400m com barreiras feminino, a melhor marca é da excepcional checa Zuzana Hejnová com 54.24, seguida da americana Cassandra Tate com 54.33.

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Outra brasileira que fez papelão foi Geisa Coutinho, correndo nos 400m muito, mas muito abaixo do esperado, com 52.72, terminando em 37º no geral, entre 41 atletas. O melhor tempo foi da jamaicana Stephanie Ann McPherson com 50.34. Nas baterias dos 3.000m com obstáculos feminino, melhor tempo da tunisiana Habiba Ghribi com 9:24.38.

Jogos Pan-Americanos Toronto-2015 – Dia 11

Dia histórico pro hóquei na grama, começam as provas de campo e pista no atletismo e mais ouro no tênis de mesa.

Atletismo

As provas de estádio começaram com tudo! Grandes marcas, recordes e um vento muito forte atrapalhando bastante.

Juliana dos Santos. Fotos: Wagner Carmo/CBAt

Na sessão da manhã, Juliana dos Santos surpreendeu com um grande sprint final e levou o ouro nos 5.000m com 15:45.97, deixando a mexicana Brenda Flores e a americana Kellyn Taylor, que liderou a prova toda, para trás. No lançamento de dardo, um final eletrizante. Jucilene de Lima assumiu a liderança na 4ª tentativa com 60,42m. Na última rodada, Jucilene queimou, aí a americana Kara Patterson fez 61,44 e depois, no último lançamento da final, a canadense Elizabeth Gleadle fez 62,83 pra ficar com o ouro!

Ainda pela manhã, desastre brasileiro no salto com vara masculino. Numa prova com muito vento, Thiago Braz e Fábio Gomes queimaram as 3 tentativas em 5,40m e ficaram sem marca. O ouro foi pro canadense Shawnacy Barber com 5,80m, deixando o argentino German Chiaraviglio com a prata com 5,75m. Eles alternaram a liderança a prova toda. Nas eliminatórias dos 100m, Ana Cláudia Silva vence a sua bateria com 10.96 (!), mas com vento muito forte de +4,0m/s. Rosângela Santos ficou em 2º na sua bateria com 11.08 e também avançou bem. Nos 100m masculino, Vitor Hugo dos Santos fez 10.31 e não avançou.

Keila Costa. Foto: Rob Schumacher/USA Today Sports

Nas provas da noite, a única medalha veio com Keila Costa. Numa grande final do salto triplo, Keila foi melhorando a cada salto. Sua série na ordem: 13,59, 14,08, 14,19, 14,21, 14,50 e x. O ouro foi pra favorita colombiana Caterine Ibarguen, com uma série sensacional de 14,37, 14,38, 14,74, 14,59, 14,88 e fechando com 15,08, apesar de todas com vento acima dos 2,0. Flávia de Lima mais uma vez com um ótimo tempo nos 800m, vencendo sua bateria com 2:02.39 e indo pra final.

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No arremesso de peso, ouro pro jamaicano O’Dayne Richards com 21,69m, recorde do Pan e 3ª marca do mundo no ano! Darlan Romani ficou bem abaixo da sua melhor marca e terminou em 6º com 19,74m. No martelo feminino, ouro pra venezuelana Rosa Rodriguez com 71,61m. Na pista, dobradinha canadense nos 3.000m com obstáculos masculino, com vitória de Matt Hughes com 8:32.18. Nos 10.000m masculino, mais um ouro canadense, para Mohammed Ahmed com 28:49.96. Giovani dos Santos liderou boa parte da prova, terminou me 4º, mas foi desclassificado por empurrar dois atletas quando ficou encaixotado. Fechando o dia, os 100m com barreiras feminino, com a americana Queen Harrison vencendo com excelentes 12.52, recorde do Pan e 5º tempo do ano!

Hóquei na Grama

Foi o destaque do dia, com certeza!

Comemoração após a vitória. Foto: William Lucas/inovafoto

O Brasil não tinha vaga garantida nos Jogos do Rio. Para isso, precisava ser pelo menos 6º no Pan. Nas 4as de final, pegou a equipe do EUA, muito mais experiente no cenário internacional. Matheus Borges abriu o placar aos 4min do 2º tempo e o Brasil conseguiu segurar o placar até os 27min, quando Tyler Sundeen empatou o jogo.

Com 1-1, a partida foi para os shoot-outs, os pênaltis. Lucas Paixão abriu 1-0 pro Brasil, quando Patrick Harris chutou pra fora. Yuri van der Heijden confirmou dando 2-0 pro Brasil, quando o goleito salvou mais um chute americano. Bruno Sousa marcou o 3º pro país e os americanos finalmente marcaram com Christia Linney. Com 3-1, o Brasil passou pelos americanos e está na semifinal do Pan, algo impensável umas horas antes da partida! Vai disputar medalha e garante a vaga olímpica! Na semifinal, enfrentará o Canadá. Do outro lado, Argentina x Chile.

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Tênis de Mesa – A equipe masculina fez uma campanha perfeita. Não perdeu uma partida sequer e levou o ouro com 3-0 sobre a boa equipe do Paraguai. Nos três jogos, três 3-0 e o 3º ouro seguido do Brasil na prova, sempre com Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi, que dessa vez contaram com a ajuda de Hugo Calderano. No feminino, uma final inédita. Depois de uma semifinal dura contra Porto Rico, quando venceram por 3-1, o Brasil fez um duelo duríssimo com as americanas. Gui Lin perdeu por 3-1, Caroline Kumahara teve match point, mas perdeu por 3-2, e Lígia Silva/Gui Lin perderam nas duplas. Uma prata inédita e muito comemorada pelas meninas.

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Vôlei de PraiaCarol/Lili Horta arrasaram as canadenses Humana-Paredes/Pischke com 21-9 21-14 e ficaram com o bronze. O ouro foi para a dupla argentina Gallay/Klug com 21-17 19-21 15-7 sobre Cuba. Já na final masculina, Vítor/Álvaro Filho e os mexicanos Virgen/Ontiveros se reencontraram após a partida das 8as do Mundial, quando os brasileiros venceram. Mas dessa vez, deu México, com 18-21 21-13 15-8 e levaram o ouro. Pela primeira vez desde 2003 o Brasil sai se ouro no vôlei de praia.

Esgrima – Nas disputas de espada, Nathalie Moellhausen não repetiu o ouro do campeonato pan-americano deste ano, mas ficou com o bronze, ao perder na semifinal para a americana Katharine Holmes, que levou o ouro. Na espada feminina, o venezuelano campeão olímpico dominou por completo. Ruben Limardo venceu na final argentino por 15-6. Nas 8as, ele venceu por um raro 15-0!

Basquete – O Brasil arrasou Porto Rico na estreia do basquete masculino com 92-59. No intervalo, o Brasil vencia por 60-17! Pelo mesmo grupo, EUA 85-62 Venezuela. Pelo outro, Canadá 105-88 República Dominicana e México 86-84 Argentina.

Handebol – No último jogo da primeira fase masculina, o Brasil arrasou a República Dominicana com 48-18! Na semifinal o Brasil pegará o Chile enquanto a Argentina enfrenta o Uruguai. Pintando a 4ª final seguida entre Brasil e Argentina.

Vôlei – O Brasil venceu a Argentina por 3-0 (29-27 25-21 25-22), venceu o grupo e já se garantiu na semifinal. Pelo outro grupo, foi o Canadá que venceu e já está na semifinal. Nas 4as, Argentina x EUA e Porto Rico x Cuba.

Boxe – Mais uma medalha garantida, com a vitória de Joedison Teixeira nos 64kg com 3-0 sobre mexicano e a vaga na semifinal. Nos 81kg, Michel Borges perde 3-0 para venezuelano e nos 69kg, Roberto de Queiroz também perdeu 3-0 para venezuelano.

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Taekwondo – Mais um dia sem medalha. Julia Vasconcelos, que foi bem no Mundial, perdeu na semi e na disputa do bronze para argentina. Ouros para Jose Cobas (CUB) nos 80kg masculino e para a americana Paige McPherson nos 67kg feminino. Destaque pro bronze do americano bciampeão olímpico Steven Lopez, aos 36 anos.

Hipismo – Na primeira rodada qualificatória dos saltos, 3 conjuntos brasileiros zeraram. Pedro Veniss, Felipe Amaral e Eduardo Menezes passaram incólumes, enquanto Marlon Zanotelli derrubou um obstáculo. Ao todo, 30 conjuntos dos 50 participantes zeraram. Por equipe, Brasil, Canadá, Venezuela, EUA e Colômbia estão zerados.

Futebol – Encerrando a 1ª fase, México venceu 4-2 Trinidad & Tobago e Uruguai 1-0 Paraguai. Definidas as semifinais, com Brasil x Uruguai e México x Panamá.

Baseball e Softball – O Brasil venceu sua primeira partida no softball feminino, com 2-1 na República Dominicana. Outros resultados: EUA 7-0 Canadá e Porto Rico 3-2 Cuba. No baseball feminino, Porto Rico 6-5 Cuba e Canadá 9-3 Venezuela.