Mundial de Atletismo – Dia 4

Dobradinha sul-americana no triplo, mais um domínio no martelo e uma final espetacular no meio-fundo.

Lançamento de martelo feminino

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Anita Wlodarczyk (POL). Foto: IAAF/Getty Images

Bicampeã olímpica, bicampeã mundial, recordista mundial e dona das 7 melhores marcas do ano, a polonesa Anita Wlodarczyk era mais que favorita ao ouro. Mas ela começou bem mal, com 70,45m, x e 71,94m. Ao fim das 3 primeiras séries, ela estava apenas em 6º lugar e a liderança era da chinesa Zheng Wang com 75,00m. Mas na 4ª rodada, tudo voltou ao normal com a polonesa lançando para 77,39m e melhorando na 5ª para 77,90m. Wang melhorou com 75,98m na última tentativa e ficou com a prata. Malwina Kopron, melhor na quali, fez 74,76m e deu mais um bronze pra Polônia. 4ª com 74,53m, a chinesa Wenxiu Zhang se aposentou após a prova.

Salto triplo feminino

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Yulimar Rojas (VEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, o duelo sul-americano entre a venezuelana Yulimar Rojas e a colombiana Caterina Ibarguen foi disputado centímetro a centímetro. Ibarguen abriu com 14,67m contra 14,55m de Rojas. Na 2ª rodada, Rojas saltou 14,82m enquanto Ibarguen melhorou apenas 2cm para 14,69m. Na 3ª, foi a vez da colombiana assumir a liderança com 14,89m enquanto Rojas fazia 14,83m! Na 5ª tentativa, a venezuelana voou para 14,91m voltando ao topo. Na última rodada e no último salto da prova, Ibarguen fez 14,88m, melhorando, mas não o suficiente para ultrapassar a rival e amiga. Primeiro ouro da história para a Venezuela e primeira vitória de Rojas sobre Ibarguen. Coadjuvante na prova, a cazaque Olga Rypakova foi bronze com 14,77m.

110m com barreiras masculino

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Omar McLeod (JAM). Foto: IAAF/Getty Images

Ouro no Rio-2016, o jamaicano Omar McLeod venceu a prova com 13.04 graças a uma excelente saída deixando o campeão de 2015, o russo que compete com independente Sergey Shubenkov, em 2º com 13.14. Na disputa do bronze, o húngaro Balázs Baji passou 3 adversários na última barreira para levar a medalha com 13.28. Recordista mundial, o americano Aries Merritt ficou em 5º com 13.31.

1.500m feminino

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Faith Kipyegon (KEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, a queniana campeã olímpica Faith Kipyegon levou com 4:02.59. Na primeira metade, ela e a britânica Laura Muir foram pra frente do pelotão enquanto a holandesa Sifan Hassan e a recordista mundial Genzebe Dibaba ficavam no fundo. Faltando 600m, Hassan atacou e foi pra frente assim como a especialista nos 800m, a sul-africana Caster Semenya. Hassan e Muir iam na frente, mas na reta final começaram a perder ritmo. Kipyegon abriu e foi pro ouro. Semenya e a americana Jennifer Simpson, que vinha escondida e encaixotada, dispararam passando as líderes para completar o pódio. Simpson foi prata com 4:02.76 e Semenya bronze com 4:02.90. Muit foi 4ª, Hassan 5ª e Dibaba decepcionou demais fechando raia com 4:06.72.

Pista e Campo

Estranhos ver uma eliminatórias dos 200m sem Usain Bolt. O melhor tempo ficou com o trinitino Jereem Richards com 20,05, seguido do britânico Nethaneel Mitchell-Blake com 20.08. Favorito dos 400m, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu sua bateria com 20.16. Aldemir da Silva Jr correu mal para 20.82 e ficou fora das semifinais. Um dos favoritos dono do melhor tempo do ano, Isaac Makwala de Botsuana não compareceu por conta de uma intoxicação alimentar.

A campeã olímpica Dalilah Muhammad fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com barreiras feminino. A americana marcou 54.59. Em 2º, a jamaicana Ristananna Tracey com 54.92. Na bateria 2, vitória da forte checa Zuzana Hejnova com 55.05 seguida da dinamarquesa vice olímpica Sara Petersen com 55.23.

Na mesma prova no masculino, mas pelas semifinais, o americano Kerron Clement fez o melhor tempo das 3 baterias com 48.35 com o norueguês Karsten Warholm logo atrás com 48.43. O brasileiro Márcio Teles tropeçou na 4ª barreira e levou um tombo feio, mas sem gravidade.

A barenita Salwa Eid Naser vai pra final dos 400m feminino com o melhor tempo, de 50.08, recorde nacional. Logo atrás ninguém menos que a americana Allyson Felix com 50.12 e a campeã olímpica de Bahamas Shaunae Miller-Uibo com 50.36.

Apenas 3 atletas superaram os 17,00m necessários para garantir vaga na final do salto triplo masculino: os americanos Chris Benard (17,20m) e o campeão olímpico e mundial Christian Taylor (17,15m) e o cubano Cristian Nápoles (17,06m). A final promete com 3 americanos e 3 cubanos.

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Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

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Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

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Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

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Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: 100m a 800m

100m masculino

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Chegando como tricampeão mundial, bicampeão olímpico e recordista mundial da prova, Usain Bolt buscava o inédito tricampeonato olímpico nos 100m. Apenas ele e Carl Lewis haviam conseguido o bi.

A prova começou com as preliminares, sem nenhum favorito e o melhor tempo foi de Hassan Saaid, das Maldivas, com 10.43, seguido de Rodman Teltull, de Palau, com 10.53. Já na primeira rodada, o americano Justin Gatlin, maior rival de Bolt, fez o melhor tempo com 10.01. Bolt venceu sua bateria com 10.07, assim como seu compatriota Yohan Blake com 10.11 e o canadense André de Grasse com 10.04. Único brasileiro na prova, Vítor Hugo dos Santos foi 5º na sua bateria com 10.36, fora das semifinais.

Nas semifinais, já foram 6 atletas correndo abaixo dos 10s: Bolt com o melhor tempo de 9.86, De Grasse com 9.92, Gatlin com 9.94, o francês Jimmy Vicaut com 9.95, o marfinense Ben Youssef Meité com 9.97, recorde nacional, e o sul-africano Akani Simbine com 9.98. Blake e o americano Trayvon Bromell completaram os classificados para a final.

Na grande final, que praticamente o mundo parou para ver, Bromell e Gatlin largaram na frente, junto com o sul-africano. Até chegar a metade, Gatlin se mantinha na frente, mas aí veio a força do jamaicano, que cresce tem largadas ruins, mas cresce demais na segunda metade da prova. Bolt buscou e começou a abrir, até vencer com 9.81, seguido por Gatlin com 9.89 e pelo canadense André De Grasse com 9.91. Bronze em Londres, Blake foi 4º com 9.93. Bolt se tornou o 1º atleta a ser tricampeão na prova mais rápida dos Jogos. Ele e Gatlin se tornaram os únicos a venceram 3 medalhas na prova e Gatlin agora tem uma de cada cor (ele venceu em 2004).

200m masculino

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Invicto nos 200m desde 2007, Usain Bolt não desapontou novamente. Na primeira rodada venceu sua bateria com tranquilos 20.28. O melhor tempo da rodada foi do canadense André de Grasse com 20.09. Numa rodada com quase 80 corredores onde apenas 24 passavam de fase, a concorrência foi grande. Com isso, muitos favoritos à final ficaram de fora, como o sul-africano Anaso Jobodwana, prata no último mundial. Os 3 brasileiros pararam na rodada, com Jorge Vides fazendo o melhor tempo ente os 3 com 20.50 e o 33º lugar.

Nas semifinais, Bolt fez o melhor tempo, vencendo a 2ª bateria com 19.78 contra 19.80 de De Grasse. O americano LaShawn Merritt chegou ao Rio com o melhor tempo do ano, 19.74, e venceu a sua semifinal com 19.94. Na 3ª bateria, vitória do panamenho Alonso Edward com 20.07. Foram apenas 3 corredores abaixo dos 20s.

Na noite da final, após uma leve chuva e com condições frias, Bolt não teve dificuldades na prova que tinha o maior favoritismo e fechou sua segunda trifeta. O jamaicano venceu com 19.78, repetindo o tempo da semifinal. O canadense Andre de Grasse ficou com a prata com 20.02, mas o bronze foi mais complicado, com 3 atletas cruzando quase que ao mesmo tempo.Na foto, bronze pro francês Christophe Lemaitre com 20.12, mesmo tempo do britânico Adam Gemili. No milésimos, 20.116 pro francês e 20.119 pro britânico. O holandês Churandy Martina foi 5º com 20.13 (20.122 na foto). Merritt decepcionou com 6º lugar.

400m masculino

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O americano LaShawn Merritt chegou como favorito, tendo feito 43.97 neste ano, o único abaixo de 44s. Na primeira rodada, apenas 2 correram abaixo de 45: o trinitino Machel Cendenio, com 44.98 na 1ª bateria, e o campeão olímpico de Londres Kirani James, de Granada, com 44.93. Surpresa as eliminações precoces dos irmãos belgas Kevin e Jonathan Borlée e de Chris Brown, de Bahamas.

Nas semifinais, Kirani James fez o melhor tempo com 44.02 seguido de Merritt com 44.21. Dois medalhistas de Londres pararam na semifinal: o dominicano Luguelin Santos e o trinitino Lalonde Gordon. O 8º tempo foi de Ali Khamis, do Bahrain, com 44.49.

Na grande final, que precedeu a final dos 100m, uma prova excepcional. Quietinho durante toda a competição, o sul-africano Wayde van Niekerk, campeão mundial em 2015, surpreendeu o mundo não por vencer o ouro, mas por bater o recorde mundial com 43.03. E só deixou a marca ainda mais impressionante pelo fato dele correr na raia 8, onde não é possível ver os concorrentes. Ele chegou exausto e mal se aguentou em pé depois da prova, mas bateu a marca de Michael Johnson de 43.18 que vinha desde o Mundial de Sevilha, em 1999! Kirani James foi prata com 43.76 e LaShawn Merritt completou o pódio com 43.85.

800m masculino

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Nesta prova de meio-fundo, cada corrida é uma corrida diferente, pois há estratégia, diferente das provas de velocidade. Assim, há séries bem fortes e outras bem fracas. O melhor tempo da 1ª rodada veio com o campeão olímpico em 2012, o queniano David Rudisha, com 1:45.09. Já na bateria 5, a mais fraca das 7 disputadas, o vencedor foi o argelino Taoufik Makhloufi com 1:49.17, deixando um dos favoritos ao pódio fora da semi, Nijel Amos, de Botsuana, 7º com 1:50.46. Kleberson Davide foi 4º na sua bateria com 1:46.14 e avançou por tempo.

Nas semifinais, provas bem mais fortes. Na 1ª, o francês Pierre-Ambroise Bosse venceu com 1:43.85, mesmo tempo de Makhloufi. Rudisha venceu a 3ª semi com 1:43.88. Entre os eliminados, 3 nomes fortíssimos da prova: o polonês Adam Kszczot, Ayanleh Souleiman, de Djibuti, e o bósnio Amel Tuka.

Na final, o queniano Alfred Kipketer saiu na frente, liderando até metade da prova, mas com Rudisha colado atrás. O campeão em 2012 passou Kipketer na curva após os 400m e assumiu a liderança com o francês Bosse logo atrás deixando Kipketer pra trás, e com um resto do pelotão um pouco atrás. Na reta final, Rudisha disparou até vencer com ótimos 1:42.15. Taoufik Makhloufi ultrapassou Bosse na última curva para levar a prata com 1:42.61 e o americano Clayton Murphy saiu do 6º lugar para o bronze com 1:42.93. Bosse completou em 4º com 1:43.41. Rudisha se torna o 4º atleta na história a defender o ouro nos 800m, o primeiro em mais de 50 anos. É o 5º ouro queniano nas últimas 8 Olimpíadas e a 1ª medalha de um americano nos 800m desde 1992.

100m feminino

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A jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce queria se tornar a 1ª tricampeã olímpica no feminino. Campeã mundial em 2015, Fraser-Pryce não chegou como favorita, eclipsada pela sua compatriota Elaine Thompson, que tinha o melhor tempo do ano, com 10.70.

Na preliminar, melhor tempo de Charlotte Wingfield, de Malta, com 11.86, única ao lado de congolesa a baixar de 12s. Já na 1ª rodada, Fraser-Pryce deu o tom ao fazer 10.96, única abaixo de 11s na rodada. Elaine Thompson venceu sua bateria com 11.21, seguida da brasileira Rosângela Santos com 11.25.

Na semifinal, só entrou na final quem fez abaixo de 11s. Desta vez, Fraser-Pryce e Thompson venceram suas semifinais com o mesmo tempo de 10.88. Favorita a medalha, a marfinense Murielle Ahouré fez 11.01 e ficou fora da final, assim como a americana Tianna Bartoletta e a nigeriana Blessing Okagbare.

Na final, Elaine Thompson dominou a prova e venceu com 10.71. Fraser-Pryce teve boa largada, mas não ameaçou sua compatriota. Já a americana Tori Bowie fez a melhor saída da prova, com reação de 0.112 e graças a ela ficou com a prata com 10.83, contra 10.86 de Fraser-Pryce. Com mesmo tempo da jamaicana, a marfinense Marie-Josee Ta Lou foi 4ª e a holandesa Dafne Schippers ficou em 5º com 10.90.

200m feminino

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Nos 200m, a favorita era a holandesa Dafne Schippers, que tinha 21.93 no ano e vinha do ouro no último mundial. Na 1ª rodada, Schippers venceu sua bateria com 22.51, o 5º tempo da rodada. A marfinense Marie-Josee Ta Lou fez a melhor marca, com o recorde pessoal de 22.31. A principal eliminada nesta fase foi a jamaicana Veronica Campbell-Brown, bicampeã da prova em 2004 e 2008 e disputando sua 5ª Olimpíada aos 34 anos.

Na semifinal, Schippers foi a mais rápida, com 21.96, a única a baixar de 22s. Numa rodada relativamente fraca, se despediram da prova a marfinense Murielle Ahouré e a americana Jenna Prandini. Na final, a jamaicana Elaine Thompson e a búlgara Ivet Lalova-Collio largaram forte, mas Schippes começou a crescer, mas não o suficiente para alcançar a jamaicana. Elaine Thompson fez a dobradinha 100m-200m ao vencer com 21.78. Schippers ficou com a prata com 21.88 e a americana Tori Bowie buscou o bronze com 22.15, após largar mal. Ta Lou foi 4ª com 22.21, recorde nacional, e a britânica Dina Asher-Smith foi 5ª com 22.31.

400m feminino

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A previsão da prova era uma disputa intensa entre Shaunae Miller, das Bahamas, e a americana Allyson Felix. Na primeira rodada, o destaque foi outra americana, Phyllis Francis, melhor tempo das 8 séries com 50.58. Na mesma bateria de Francis, Kemi Adekoya, do Bahrain, foi a única outra a completar abaixo de 51s, com 50.72. Felix venceu sua série com 51.24 e Miller fez o mesmo com 51.16.

Na semifinal, o nível subiu bem, com Felix vencendo a sua semi com 49.67 e Miller chegando em 2º na mesma bateria com 49.91. Na 2ª semifinal, vitória da jamaicana Shericka Jackson com 49.83 seguida da americana Natasha Hastings com 49.90. Apenas as 4 correram abaixo dos 50s.

Já na grande final, Hastings largou bem e liderava até a metade, quando viu Shaunae Miller acelerar um pouco antes da última curva e passar a americana, que estava na raia ao lado, mas de dentro. Na reta final, Miller já liderava, mas aí surgiu Allyson Felix, que passou a Shericka Jackson e Natasha Hastings. Faltando poucos metros, Felix forçava e iria passar Miller, que, num ato de desespero, se jogou na linha de chegada, como um peixinho. Deu certo e Miller venceu com 49.44 contra 49.51 de Allyson Felix. Shericka Jackson completou o pódio com 49.85, seguida de duas americanas: Natasha Hastings com 50.34 e Phyllis Francis com 50.41.

800m feminino

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A sul-africana Caster Semenya chegou ao Rio com o melhor tempo do ano, ótimos 1:55.33, querendo melhorar a prata de Londres. Na 1ª rodada, Semenya venceu sua bateria com 1:59.31. Mas o melhor tempo da rodada foi da canadense Melissa Bishop com 1:58.38. Como no masculino, houve baterias fortes como a de Bishop com 5 abaixo de 2min e fracas como a 7ª, vencida pela polonesa Joanna Jozwik com 2:01.58.

Nas semis, provas bem mais fortes. Na 1ª, a queniana Margaret Wambui levou com 1:59.21, enquanto Jozwik levou a 2ª com 1:58.93. Na 3ª, foram quatro abaixo de 1:59, com vitória da sul-africana com 1:58.15.

Na final, Caster Semenya começou forte e já liderava após a primeira curva. A primeira volta foi concluída em 57.59 e Francine Niyonsaba, do Burundi, apertou o ritmo, passando Semenya. Logo atrás das 2, vinha a canandense Melissa Bishop e a bielorrussa Maryna Arzamasava. Com 600m de prova, Niyonsaba já tinha 2m de vantagem sobre a sul-africana, que era ameaçada por Bishop, Arzamasava e a queniana Margaret Wambui. Na última curva, Semenya cresceu e já estava 2m a frente de Niyonsaba e a distância aumentou ainda mais até o final da prova. Vitória da sul-africana com 1:55.28, recorde nacional. Niyombasa segurou as perseguidoras e foi prata com 1:56.49. Nos últimos 40m, Wambui buscou a canadense para levar o bronze com 1:56.89, 0.13 melhor que Bishop, 4ª colocada. Quando for confirmada a desclassificação da russa Mariya Savinova, ouro em Londres, Semenya será a 1ª da história a ter dois ouros olímpicos nos 800m.