Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 9

Foi um domingo excepcional do Brasil em Lima, com 7 ouros e muitas medalhas!

Canoagem Slalom

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Pepê, Felipe Borges e Ana Sátila. Foto: COB

Foi um dia quase perfeito pro Brasil no slalom. Na 1ª final, no C1 masculino, Felipe Borges foi bronze completando zerado com 91,39, 0.73 pior que o americano Zachary Lokken. Em seguida, veio Ana Sátila para destruir a concorrência e vencer o C1 com 95,35, também zerando e colocando mais de 7s sobre a canadense Lois Betteridge, medalha de prata.

No K1 masculino, o Pedro Gonçalves, o Pepê, finalista olímpico, venceu mais um ouro ao completar o percurso em 85,81 contra 86,23 do argentino Lucas Rossi. Irmã de Ana Sátila, Omira Estácia vinha pra prata na final do K1, mas errou a penúltima porta, passando o queixo e não a cabeça e, com uma porta perdida, acabou em 6º. Ouro pra americana Evy Leibfarth, Na prova ed K1 Extrema, Pepê e Ana Sátila confirmaram o favoritismo e venceram a divertida prova somando mais 2 ouros pro Brasil neste ótimo domingo.

Águas Abertas

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Ana Marcela Cunha e Vivian Jungblut. Foto: COB

Após um Mundial excepcional, Ana Marcela Cunha sobrou nos 10km para levar seu 1º ouro pan-americano com 2:00:51.9. Na 2ª posição, uma disputa entre a argentina Cecilia Biagioli e a brasileira Viviane Jungblut, mas Biagioli se saiu melhor e bateu no pórtico com 2:01:23.2 contra 2:01:24.0 da brasileira.

Na prova masculina, Victor Colonese acabou na 4ª posição com 1:54:02.7, ficando a apenas 0.9 do pódio. O ouro foi pro equatoriano Esteban Enderica, com 1:53:46.7. Allan do Carmo teve problemas com seu traje, que rasgou e acabou apenas em 13º.

Tênis

O 7º ouro brasileiro veio na final masculina do tênis, com uma belíssima vitória de João Menezes sobre o chileno Tomás Barrios por 75 36 64. Foi uma partida dura com 11 quebras de saque e uma bela atuação do brasileiro, que se tornou o 6º brasileiro a ser campeão de simples em um Pan, se juntando a Ronald Barnes, Thomaz Koch, Fernando Roese, Fernando Meligeni e Flávio Saretta. João ainda conqsuitou a vaga olímpica ao chegar na final e precisa ser top-300 do ranking da ATP até 8 de junho de 2020. Ele já conquistou mais de 90 pontos desde junho e só precisaria de mais uns 30 para conseguir esse ranking.

Surfe

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Chloé Calmon. Foto: COB

Com uma ótima apresentação na final do longboard, Chloé Calmon foi ouro contra a peruana Maria Fernanda Reyes. Calmon somou 15,36 nas suas 2 melhores ondas contra 12,76 da peruana. Nicole Pacelli perdeu a final da repescagem do stand up paddle com 11,56 contra 14,10 da colombiana Isabella Gomez e terminou com o bronze. O Peru disputou as 6 finais do surfe e levou 3 ouros, no longboard masculino e no surfe masculino e feminino, garantindo vagas olímpicas para Daniella Rosas e Luca Mesinas.

Hipismo

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Foto: COB

Aproveitando a péssima campanha canadense no cross-country no dia anterior, o Brasil fez a lição de casa nos saltos e conquistou uma excelente medalha de prata por equipes e ainda conseguiu a vaga olímpica, colocando mais 3 atletas no nosso plantel.

No individual, Carlos Parro se manteve na 3ª posição zerando no salto e somando 34,90 pontos, ficando atrás dos americanos Boyd Martin com 25,60 e Lynn Symansky com 29,20. Rafael Losano foi 6º com 37,80 e Marcelo Tosi 7º com 49,40.

Atletismo

Foi polêmica a prova de marcha 20km feminina. Érica de Sena liderou até os 14km junto com a colombiana Sandra Arenas e a peruana Gabriela García e seguiu junta até os 16km, quando a brasileira levou a 3ª penalização e precisou parar por 2min para continuar a prova. Com isso, perdeu a liderança e acabou com a medalha de bronze com 1:30:34. Ouro pra colombiana com 1:28:03 e prata pra peruana com 1:29:00.

Na mesma prova masculina, Caio Bonfim também seguiu com os líderes e liderou até o final, quando o equatoriano Brian Pintado apertou o passo para vencer com 1:21:51, 6s melhor que o brasileiro, que acabou com a prata.

Outros Esportes

Apesar do belo dia com muitas medalhas, o pior resultado veio no handebol masculino, que jogou muito mal e perdeu a semifinal pro Chile por 32-29. No 1º tempo, os chilenos lideravam com 18-15. O Brasil apertou e chegou a virar no 2º, mas parava na belíssima atuação do goleiro chileno Felipe Barrientos, que fez 19 defesas na partida. O aproveitamento brasileiro nos chutes foi pífio, com apenas 52% de aproveitamento no total e 33% nos de 6m. Com isso, as chances de vaga olímpica agora são dificílimas e o Brasil depende de uma combinação de resultados no Europeu e no Africano de 2020 para conseguir uma vaga nos pré-olímpicos.

Com mais erros brasileiros, o grupo acabou com o bronze na prova de 5 bolas da ginástica rítmica com 22,500, atrás de México com 24,400 e Estados Unidos com 24,100. A americana Evita Griskenas foi ouro nas finais do arco e da bola.

Depois da feia derrota para Cuba no sábado, a seleção masculina de vôlei venceu o Chile por tranquilos 3-0 (25-12, 25-19, 25-21) para levar a medalha de bronze. A Argentina arrasou Cuba e levou o ouro com 3-0 (25-20, 25-17, 25-20).

Nas estreias do pólo aquático, o Brasil venceu no feminino 15-4 a Venezuela e 14-2 o Peru no masculino.

Favorita, com boa parte do seu time principal incluindo o grande Luis Scola, a Argentina venceu o ouro no basquete masculino ao derrotar Port Rico por 84-66. Com uma equipe de universitários, os Estados Unidos foi bronze com 92-83 sobre a República Dominicana.

Porto Rico venceu 6-1 o Canadá para levar o ouro no baseball. Na disputa do bronze, a Nicarágua levou seu 3º bronze em Lima com 6-0 sobre a Colômbia.

Bela prova da dupla chilena na final da Madison masculina, no ciclismo de pista. Ele pontuaram em todos os 20 sprints e ainda deram uma volta no pelotão, somando 88 pontos, contra 85 da dupla americana, que deu 2 voltas no pelotão, mas pontuou bem menos nos sprints. No feminino, ouro americano com 46 pontos contra 35 tanto do Canadá, prata, como do México, bronze. Na Keirin masculina, o colombiano Kevin Quintero levou o ouro e no sprint feminino vitória da canadense Kelsey Mitchell.

O colombiano Daniel Restrepo venceu o trampolim de 3m masculino nos saltos ornamentais com 468,10 pontos contra 454,30 do mexicano Juan Celaya. Ian Matos terminou em 7º com 418,90 e Luis Bonfim 12º com 353,55. Na plataforma sincronizada feminina, mais um ouro pro Canadá com Meaghan Benfeito e Caeli McKay.

Sem surpresas nas 4as do hóquei na grama feminino. As Leonas venceram o Peru por fáceis 21-0 e vai pegar o Canadá na semi, que venceu o México por 9-0. Do outro lado, EUA fez 9-0 em Cuba e o Chile marcou 5-0 no Uruguai.

Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
Dia 6 0 2 5 7
Dia 7 3 2 1 6
Dia 8 0 0 3 3
Dia 9 7 2 7 16
TOTAL 22 16 34 72

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Ginástica Artística 4 4 3 11
Canoagem Slalom 4 0 1 5
Taekwondo 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Surfe 2 1 1 4
Boxe 1 3 2 5
Badminton 1 0 4 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Águas Abertas 1 0 1 2
Patinação Artística 1 0 1 2
Tênis 1 0 1 1
Handebol 1 0 1 2
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 1 2 3
Hipismo 0 1 2 3
Atletismo 0 1 1 2
Boliche 0 1 0 1
Ginástica Rítmica 0 0 3 3
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 2 2
Saltos Ornamentais 0 0 1 1
Vôlei 0 0 1 1
TOTAL 22 16 34 72

Recorde brasileiro na Marcha e uma equatoriana surpreende o mundo

A cidade espanhola de La Coruña viu duas espetaculares provas da Marcha 20km, no seu tradicional GP, válido pelo circuito mundial de Marcha.

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Caio Bonfim

Caio Bonfim ficou em 7º lugar, mas vem se firmando como principal marchador das Américas e terminou com o tempo de 1:18:47, batendo o recorde brasileiro, que era dele mesmo desde o Mundial de Londres-2017, em 17 segundos. A vitória foi do japonês Toshikazu Yamanashi, com 1:17:41. A prova teve ainda novo recorde sueco e recorde alemão igualado.

Mas o show foi no feminino. Em sua 1ª competição adulta internacional, a equatoriana Glenda Morejon, que completou 19 anos na semana passada, desbancou a espetacular armada chinesa para vencer com 1:25:29, melhor marca Sub20 da história e baixando o recorde sul-americano adulto em 1min30s, que era da Érica de Sena! Também é o melhor tempo do mundo este ano! Érica terminou em 5º com 1:27:38, atrás das 3 chinesas.

Detalhe: esta é a 1ª vez que Morejon compete nos 20km!

Outro resultado importante no sábado pro atletismo brasileiro foi o retorno de Nubia Soares no salto triplo. Sem competir desde 25 de julho de 2018, Nubia voltou vencendo o GP Memorial Carlos Gil Pérez, em Salamanca, também na Espanha, com 14,15m (+1,5), 14ª melhor marca do mundo este ano, a apenas 17cm do índice olímpico e com índice pros Jogos Pan-Americanos. Bom vê-la de volta!

Troféu Brasil – Dia 2

15 finais no sábado e dois recordes de competição em São Bernardo.

Pista

Thiago André liderou do início ao fim para vencer os 1.500m com 3:45.42, muito acima do índice e muito melhor que o tempo do ouro olímpico no Rio (lembrando que esta foi a final mais fraca dos Jogos). Nos 400m, Geisa Coutinho levou no feminino com 51.97 (abaixo do índice de 52.10) e Lucas Carvalho no masculino com 45.84 (índice é 45.50). Nos 100m com barreiras feminino, Fabiana Moraes venceu com 13.26 (+0,2m/s).

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Altobeli da Silva

O finalista olímpico Altobeli da Silva venceu os 3.000m com obstáculos com 8:26.06, baixando do índice de 8:32 e batendo o recorde do campeonato. Na versão feminina, Tatiane da Silva venceu com altos 10:22.00. O B3 Atletismo venceu o revezamento 4x100m masculino com 39.92 e o Pinheiro o feminino com 43.55.

Nas marchas de 20km, o 4º colocado no Rio-2016 Caio Bonfim venceu pela 5ª vez seguida a prova no Troféu Brasil com 1:21:25, recorde do troféu. Érica de Sena vence pela 7ª vez seguida com altos 1:37:34.

Campo

O destaque no campo foi Darlan Romani no arremesso de peso. Ele não chegou perto da espetacular marca da semana passada, mas venceu com 20,56m, quase 1m melhor que o 2º colocado. No disco feminino, Andressa de Morais ficou com o ouro com 58,57m.

Jefferson Santos venceu o decatlo com 7.776 pontos. Final bem fraca do salto em distância masculino: Paulo Sérgio Oliveira fez 7,77m para ficar com o ouro, mesma marca de Tiago da Silva. Mas nos critérios de desempate, Paulo Sérgio obteve um 2º melhor salto (7,64m contra 7,60m). Na prova feminina, Eliane Martins venceu com 6,69m, ficando a 6cm do índice pro Mundial.

Resumo olímpico da semana

Tênis

Duas finais para brasileiros na semana nos circuitos mundiais. Em Houston, Thomaz Bellucci perdeu na final para o americano Steve Johnson por 64 46 76(5). Bellucci teve boas chances de vencer e não conseguiu aproveitar, mesmo quando o adversário se arrastava com câimbras. Foi a 8ª final do brasileiro no circuito, que tem 4 vitórias e 4 derrotas. Se o brasileiro vencesse no 3º set, ele seria o 1º desde 2004 a vencer um título do circuito tendo vencido todos os jogos do torneio por 2 sets a 1.

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No WTA de Bogotá, onde as brasileiras tem se saído bem ultimamente, Beatriz Haddad Maia ficou com o título do torneio de duplas ao lado da argentina Nadia Podoroska. Elas venceram por 63 76(4) a paraguaia Veronica Cepede Royg e a polonesa Magda Linette. Foi o 2º título da carreira da Bia no circuito WTA, repetindo o feito de Bogotá em 2015.

Ciclismo Estrada

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Os ciclistas brasileiros da Soul Brasil Pro Cycling Team dominaram o pódio da Volta do Uruguai, válida pelo Tour Americano da UCI. Após 10 etapas, Magno Nazaret ficou com o título geral com o tempo de 31h09m09s, seguido de Murillo Affonso a 2min36s e de Flávio Cardoso Santos, a 2min43s.

No feminino, Flávia Oliveira, que compete pela equipe belga Lares-Waowdeals, ficou em 17º lugar na Amstel Gold Race, na Holanda neste domingo, a 1min51s da campeã, a holandesa Anna van der Breggen, com 3:15:57. Flávia ganhou 8 pontos pro ranking mundial e foi a melhor de sua equipe na prova.

Atletismo

Em Taicang, na China, Caio Bonfim venceu a etapa do circuito mundial de marcha. 4º no Rio-2016, Caio completou os 20km em 1:22:16, 3s pior que sua melhor marca do ano estabelecida no início do mês em Portugal. Caio contou com as ausências dos principais nomes chineses da prova, como o campeão olímpico Wang Zhen e o vice Cai Zelin e o campeão olímpico em Londres Chen Ding. Ao mesmo tempo foi disputado o Grand Prix Nacional, vencido por Wang Rui com 1:21:58, mas ele não estava inscrito na prova internacional.

No feminino, Érica de Sena ficou em 4º com 1:31:31, atrás de 3 chinesas, incluindo Xiuzhi Lu, bronze no Rio e vencedora desta prova com 1:31:01.

Nos EUA, Darlan Romani venceu prova de arremesso de peso em Clermont, na Flórida, com 19,79m. No mesmo evento, Cleverson Oliveira foi ouro no lançamento de disco com 55,59m. Paulo André de Oliveira foi 2º colocado no 100m com 10.08, mas com um vento (quase um furacão) de 5,5m/s.

Outros Esportes

– Em tomada de tempo no Clube Pinheiros, destaques para 49.53 nos 100m livre de Gabriel Santos, 27.53 nos 50m peito de Felipe França, 23.01 de Nicholas Santos nos 50m borboleta (a 0.25 do recorde sul-americano), César Cielo com 22.04 nos 50m livre. O tempo nem é tão bom, mas finalmente uma brasileira volta a baixar dos 2:30 nos 200m peito! Pamela Souza fez 2:29.73.

– Ex-número 1 do mundo Vinicius Figueira foi 7º na Premier League de Karatê em Rabat, Marrocos. Nos 67kg, ele venceu 3 marroquinos, perdendo para egípcio nas 4as. Ele foi pra repescagem, mas perdeu para tunisiano.Já a vice mundial Valéria Kumizaki caiu logo na estreia dos 55kg para turca.

– Na 3ª etapa do circuito mundial feminino de surfe, Silvana Lima ficou em 9º lugar no Rip Curl Pro, na Austrália. Ela está em 14º no geral após 3 das 10 etapas.

Resumo olímpico da semana

Natação

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Guilherme Costa

Fim de semana de ótimos resultados em torneio regionais. Pra começar, um inesperado novo recorde sul-americano nos 1.500m livre masculino em Santos! Guilherme Costa, de 18 anos, venceu a prova mais longa da natação com 15:05.23, baixando a marca sul-americana adulta em mais de 3s! O recorde anterior era do equatoriano Esteban Enderica, com 15:08.57, de 2015. Na parcial dos 800m, Guilherme fez 8:01.41. Após 6 anos, o Brasil volta a ser dono da marca continental dos 1.500m.

Em São Paulo, no Clube Pinheiros, César Cielo voltou a nadar os 100m livre, fazendo 49.46, e venceu os 50m livre com 22.28. Competindo em Auburn, EUA, Bruno Fratus fez 22.02 nos 50m livre e 49.16 nos 100m livre. Marcelo Chierighini fez 22.64 e 49.32 nas mesmas provas e Felipe Lima brilhou com o 4º tempo do mundo nos 100m peito com 1:00.03 (melhor que sua melhor marca de 2016) e 4º tempo do ano nos 50m peito com 27.40.

Judô

No Grand Prix de Tbilisi, na Geórgia, a equipe brasileira ficou em 1º lugar no quadro de medalhas, com 3 ouros, 3 pratas e 4 bronzes.

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Mais uma vez, um dos destaques foi Stefannie Koyama, no 48kg. A novidade da equipe deste ano ficou com o ouro, seu 2º no ano no circuito mundial. Victor Penalber assegurou o título dos 81kg após levar um ippon do russo Alan Khubetsov. Mas na hora de projetar o brasileiro, o russo fez uma catada de perna ilegal, levou o 3º shido e foi desclassificado. Maria Portela (70kg) levou o 3º ouro brasileiro na competição.

A campeã olímpica Rafaela Silva perdeu na decisão dos 57kg, assim como Erika Miranda (52kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg). Os bronzes vieram com Phelipe Pelim (60kg), Charles Chibana (66kg), Rafael Buzacarini (100kg) e David Moura (+100kg).

O próximo compromisso da seleção brasileira será o Campeonato Pan-Americano no final de abril no Panamá.

Mountain Bike

No Pan da modalidade na Colômbia, dois brasileiros subiram ao pódio na prova masculina, neste domingo. Henrique Avancini repetiu a prata do último Pan ao completar o percurso em 1:16:34, 33s atrás do argentino Catriel Soto, prata nos Jogos Pan-Americanos de 2015. Avancini foi campeão da prova em 2015. Principal nome da nova geração, Luiz Cocuzzi ficou com o bronze, cruzando a linha de chegada 21s após Avancini. Os canadenses foram a principal ausência deste Pan.

No feminino, Raiza Goulão terminou na 5ª posição com o tempo de 1:21:13. A vitória foi da americana Erin Huck com 1:18:31. João Gabriel de Almeida foi prata na prova Sub23.

Badminton

Em mais uma semana jogando na Europa, Ygor Coelho ficou com o bronze no Torneio Internacional de Orléans, na França. O brasileiro venceu 3 partidas até chegar na semifinal. Ele passou com 21-14 13-21 21-13 por alemão, 15-21 21-8 21-17 em finlandês e 12-21 21-13 21-15 por atleta de Taiwan. Na semifinal, Ygor começou bem contra o francês Lucas Corvee, mas acabou levando a virada. Sentindo-se mito mal no final do 3º set, Ygor perdeu por 15-21 21-9 21-12.

O brasileiro segue na Europa por mais 10 dias, treinando com a equipe francesa e seu técnico, o grande dinamarquês Peter Gade. Depois retorna às Américas onde joga no fim do mês no Peru e depois no Pan em Havana.

Outros Esportes

– No GP de Marcha de Rio Maior, em Portugal, Caio Bonfim terminou na 7ª posição nos 20km com 1:22:13, obtendo o índice pro Mundial de Londres. Em São Bernardo, Geisa Arcanjo venceu o arremesso de peso com 17,98m, ratificando o índice.

– Dois brasileiros disputaram o tradicional Tour de Flandres de ciclismo, válida pelo UCI World Tour. Na prova feminina, Flávia Oliveira terminou em 65º a 5min32s da campeã, a americana Croryn Rivera. No masculino, Rafael Andriato cruzou em 113º a 11min31s do campeão, o belga Philippe Gilbert.

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João Victor Oliva

João Victor Oliva faz boas apresentações na final da Copa do Mundo de Hipismo, em Omaha. No Grand Prix, ele tirou 68,214%, ficando em 13º entre 15 conjuntos. No sábado, no GP Freestyle a som de ritmos brasileiros, montando Xamã dos Pinhais, ele tirou 70,321%, ficando em 14º. O mito alemão Isabell Werth venceu com Weihegold OLD com 90,704%.

– Apesar de contar com dois atletas bem fortes na Premier League de Dubai de karatê, a equipe brasileira saiu sem medalhas em mais um torneio ruim. Prata no último mundial, Valéria Kumizaki venceu russa por 8-0 mas perdeu na luta seguinte para indonésia por 2-0 nos 55kg.Vinícius Figueira passou por 1-0 por croata e por atleta de Hong Kong para perder nas 8as por 3-2 para russo

– Na 2ª etapa do circuito mundial de surfe, dois brasileiros estão nas 4as no masculino e se enfrentam por vaga na semifinal em Margaret River, Austrália: Adriano de Souza e Filipe Toledo. O campeonato segue por essa semana ainda. Gabriel Medina parou na 2ª rodada. No feminino, Silvana Lima também ficou na 2ª rodada, em 13º lugar.

Resumo da semana olímpica

Tênis

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Dois títulos brasileiros no circuito da ATP. no fortíssimo ATP500 de Acapulco, Bruno Soares e Jamie Murray venceram na decisão o americano John Isner e o espanhol Feliciano López por 63 63. Foi a 7ª final da dupla e o 4º título desde que começaram a atuar juntos, em janeiro de 2016. Bruno conquistou seu 24º título na carreira.

Já no ATP250 de São Paulo, o Brasil Open, André Sá e Rogério Dutra Silva venceram Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell por 76(5) 57 [10-7] para vencerem o título. Foi a 29ª final de Sá e o 11º título dele na carreira. Já Dutra Silva chegou ao seu 1º título no circuito.

Na Austrália, Bia Haddad Maia conquistou o título de simples e de duplas no torneio ITF $25,000 em Clare. Na final de simples venceu a checa Marketa Vondrousova por 62 62.

Atletismo

83 atletas disputaram em Bragança Paulista a Copa Brasil de Marcha Atlética. Em sua primeira competição desde os Jogos Olímpicos, Caio Bonfim confirmou o favoritismo ao vencer os 20km com o alto tempo de 1:30:05, bem a frente de Max Batista dos Santos com 1:33:46 e de Moacir Zimmermann com 1:37:04. Foi a 6ª vitória consecutiva do Caio na competição. Nos 50km, José Alessandro Bagio venceu com 4:17:55.

No feminino, título de Liliane Barbosa com altíssimos 1:57:37. Érica Sena não participou. E na estreia dos 50km feminino, vitória de Nair da Rosa, única das duas atletas concorrente a completar, com 5:13:48, diminuindo o recorde brasileiro da prova em 18 minutos.

Rugby

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Um resultado histórico para a seleção de rugby XV masculina. Na última rodada do Campeonato das Américas, o Brasil venceu em São Paulo pela 1ª vez na história a seleção do Canadá, num grande jogo por 24-23. Com isso, o Brasil encerrou a competição com 2 vitórias e 3 derrotas, ficando em 4º lugar.

Na 3ª etapa da Série Mundial de Rugby 7s feminino, o Brasil ficou em 11º lugar em Las Vegas. Na 1ª fase, sofreu 3 derrotas sem marcar um único ponto: 24-0 para a Nova Zelândia, 38-0 para a Austrália e 12-0 para a Inglaterra. Aí perdeu de 19-7 para a Espanha e venceu a Argentina por 41-0 na decisão do 11º lugar. Após 3 etapas, o Brasil está em 11º no geral com 7 pontos. A Nova Zelândia lidera com 56.

Esgrima

No Pan Juvenil e Cadete, em Havana, Cuba, a equipe brasileira ficou bem abaixo do esperado. O maior destaque veio no florete feminino juvenil. Gabriela Cecchini, maior revelação do país nos últimso anos, venceu na decisão brasileira Mariana Pistoia por 15-12. Gabriela foi mal na fase de poules, mas nas 8as obteve uma excelente vitória sobre a favorita americana Delphine Devore por 15-9.

Nas provas individuais, foram apenas mais 2 medalhas de bronze, ambas na categoria cadete: Bruno Pekelman no sabre masculino e Leopoldo Gubert na espada masculina.

Hipismo

A equipe brasileira de saltos formada por Eduardo Menezes/Quintol, Yuri Mansur/Babylotte, Pedro Muylaert/MFS Prince Royal Z e Luiz Francisco de Azevedo/Comic ficou com o bronze na Copa das Nações e Wellington, EUA. O Brasil somou 16 pontos, todos de Eduardo Menezes, ficando atrás da Irlanda, com 4, e os EUA, com 13.

Em Portugal, Marlon Zanotelli foi vice mais uma vez, agora em Vilamoura.

Outros Esportes

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Lauro Chaman

– No Mundial de Paraciclismo de Pista, em Los Angeles, Lauro Chaman conquistou 3 medalhas na categoria C5. Dono de duas medalhas nos Jogos do Rio, Lauro foi prata na perseguição individual e faturou dois bronzes, na prova de Scratch e do 1km contrarrelógio.

– No Aberto de Tshwane de golfe, em Pretória, África do Sul, Adilson da Silva ficou em 15º lugar. Ele somou 276 tacadas no torneio válido pelo Tour Europeu e pelo Tour Africano, 10 a mais que o sul-africano campeão Dean Burmester. O brasileiro somou 1,72 ponto no ranking mundial, subindo 16 posições, para 374º.

– Na conclusão da etapa de Nova Delhi da Copa do Mundo de tiro, nenhum brasileiro pegou final. Felipe Wu ficou em 10º na quali da pistola de 50m e apenas 24º na pistola de ar 10m, Júlio Almeida foi 11º na prova de 10m e 29º na de 50m e Cássio Rippel foi 23º no rifle deitado 50m.

– Na 2ª etapa do Circuito Sul-Americano de vôlei de praia, no Peru, Lili/josi ficaram com o ouro após vencer 21-9 21-14 dupla do Paraguai. No masculino, Oscar/Hevaldo ficaram com o bronze. Em 2 etapas, Brasil soma 3 ouros, 1 prata e 2 bronzes.

Troféu Brasil de Atletismo – Dia 3

Dia fraco em São Bernardo, com poucas marcas boas.

Pela manhã, nas finais das Marchas de 20km, os brasileiros que podem brigar por medalha no Rio venceram com tempos altos, mas com muita tranquilidade. Caio Bonfim levou a prova masculina com 1:23:26 e Érica Sena a feminina com 1:37:38. O tempo da Érica foi mais de 10min pior que sua melhor marca do ano! Não precisava relaxar tanto, né?

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Altobeli Silva. Foto: Wagner Carmo/CBAt

À tarde, a melhor marca foi de Altobeli da Silva, que venceu os 3.000m com obstáculos com 8:29.08, novamente correndo abaixo do índice olímpico! Sobrou na prova, vencendo por mais de 20s. Luiz Alberto de Araújo levou o decatlo com 8.070 pontos, 30 pontos abaixo do índice, que ele já tinha conquistado. Ele poderia ter ido melhor, mas falhou no salto com vara, ficando 40cm abaixo da sua melhor marca.

Em prova bem fraca, Mário Luis David Jr venceu o lançamento de disco com 56,87m. No dardo feminino, Laila Ferrer venceu com 59,78m. No salto em altura masculino, vitória de Guilherme Cobbo com 2,18m e no feminino de Valdileia Martins com 1,85m. Nos 5.000m feminino, ouro para Jenifer do Nascimento Silva com 16:32.01, vencendo Juliana dos Santos no photo finish, por apenas 0.04.

O Pinheiro segue na liderança com 318,0 pontos, contra 283,5 da BM&FBovespa e 175,5 do Orcampi.

Brasil domina Ibero-Americano

No evento-teste de atletismo no Engenhão, o Ibero-Americano foi dominado pelo Brasil, com 17 ouros em 44 provas. Algumas marcas boas, índices novos e a equipe olímpica brasileira cresceu mais, mas segue sem expectativa de grande resultado nos Jogos.

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Fabiana e Maila após os índices nos 100m com barreiras. Foto: Carol Coelho/CBAt

Entre os novos índices, a dobradinha nos 800m masculino com Lutimar Paes (1:45.42) e Kleberson Davide (1:45.79), correndo abaixo do 1:46 necessário. Outra dobradinha veio nos 100m com barreiras feminino, onde Fabiana Moraes venceu com 12.91 e Maila de Paula Machado foi prata com 12.99, ambas abaixo do índice de 13.00. O outro índice veio com Jailma Lima nos 400m, prova que venceu com 51.99. Nos 200m feminino, Kauiza Venancio também fez índice, com 23.18 e um bronze, mas é o 4º nome da prova.

Entre as boas marcas da equipe brasileira podemos ressaltar Geisa Arcanjo no arremesso de peso, prata com 17,92m, Caio Bonfim na marcha 20.000m com 1:26:40.7, Altobeli Silva com 8:33.72 nos 3.000m com obstáculos e Fabiana Murer com 4,60m no salto com vara.

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Kleberson e Lutimar após a prova dos 800m. Foto: Washington Alves/CBAt

Ainda seguem sem índice nomes fortes como Mauro Vinícius da Silva, apenas bronze no salto em distância com 7,71m. Mauro fez 8,14m esse ano no Rio em fevereiro, ficando a 1cm do índice. Ele é bicampeão mundial indoor da prova. Darlan Romani também segue sem índice no arremesso de peso. Ele venceu a prova no Ibero com 19,67m, longe do índice de 20,50m. Sua melhor marca do ano é 20,21m, de janeiro. Ronald Julião também segue longe do índice no disco. Ele venceu a prova com 59,56m e segue com dificuldades de atingir o índice de 65,00m.

O destaque negativo do evento foi por conta de Rosângela Santos. A velocista reclamou da pista e ainda foi mal educada com os jornalistas que cobriram o evento. Apesar disso, ela venceu os 100m com bons 11.24, mas isso não ajudou nada em sua imagem.

Agora os brasileiros seguem para campings na Europa e competições da Liga Diamante. O Troféu Brasil, no final de junho, vai fechar a equipe olímpica, que já tem cerca de 60 vagas e com quase nenhuma chance de medalha.

Seremos salvos pela Marcha?

Já há uns dois anos que Caio Bonfim e Érica de Sena vem colocando o Brasil entre os melhores países da marcha atlética.

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Hong Liu. Foto: IAAF/Reprodução

Na ex-Copa do Mundo de Marcha, atual Campeonato Mundial por Equipes, os dois novamente ficaram entre os melhores do mundo, repetindo os feitos do Mundial do ano passado em Pequim.

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Caio foi apenas 39º nos 20km em Londres-2012 e foi desclassificado no mundial de Moscou-2013, mas aí foi 16º na Copa do Mundo em 2014, 4º no forte Ibero-Americano em 2014, bronze no Pan de 2015, 6º no Mundial de 2015 e agora um 8º lugar em Roma. Com 1:20:20, Caio fez o melhor tempo da vida para a prova há 3 meses dos Jogos Olímpicos. O título em Roma foi para o chinês Zhen Wang com 1:19:22, seguido do compatriota Zelin Cai 1:19:34 e do espanhol Álvaro Martín com 1:19:36. Moacir Zimmermann começou bem, mas não aguentou o ritmo e terminou em 47º com 1:24:02. Rudney Nogueira foi 82º com 1:29:30 e José Alessandro Bagio não terminou.

Érica de Sena se manteve entre as líderes desde o início da prova, caindo um pouco por volta dos 15km, se distanciando das líderes. Érica vinha consistente para um excelente 5º lugar, mas no último quilometro, na disputa da prata, a italiana Eleonora Giorgi foi desclassificada, colocando a brasileira na espetacular 4ª colocação com 1:27:18, recorde sul-americano!

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A chinesa Hong Liu se mostrou imbatível. Campeã mundial em 2015 e recordista mundial, começou a apertar o ritmo na metade para disparar e vencer com 1:25:59. Grande prova da mexicana Maria Guadalupe González prata com 1:26:17, recorde continental, e bronze para a chinesa Shenjie Qieyang com 1:26:49.

A marcha, junto com o salto com vara, pode salvar o Brasil nos Jogos Olímpicos no atletismo. Em casa, Caio e Érica se colocam entre os principais nomes da prova e podem surpreender. Os Jogos Olímpicos são até menos difíceis que o Mundial, já que há a limitação de 3 por país, enquanto neste Mundial foram até 5 por país. Vale lembrar que a Rússia não disputou a prova deste sábado e a participação no Rio-2016 ainda é uma dúvida.

Jogos Pan-Americanos Toronto-2015 – Prévia IV

Última prévia dos Jogos. Vamos aos que faltam!

Atletismo (47 provas)

Fabiana Murer

Com praticamente todos os maiores nomes da modalidade do país em Toronto, a equipe brasileira chega bem no Pan. Em 2011, foram 23 medalhas sendo 10 de ouro, uma medalha a menos que a natação.

Entre os homens, Thiago Braz é muito cotado ao ouro, já que saltou 5,92m este ano, mas o canadense Shawnacy Barber conseguiu 5,91m e deve ser a pedra no sapato do brasileiro. Caio Bonfim vem fazendo ótima temporada na Marcha 20km e também deve medalhar. Outras boas chances no masculino são de Darlan Romani no peso, Franck Caldeira na maratona, Luiz Alberto de Araújo no decatlo, Giovani dos Santos nos 10.000m, Thiago André nos 1.500m, Hederson Estefani nos 400m com barreiras, Bruno Lins e Aldemir da Silva nos 200m e Vitor Hugo dos Santos nos 100m, além dos revezamentos, principalmente o 4x400m.

Boas chances também no feminino. Fabiana Murer tem 4,80m este ano, mas terá como grande adversária a americana Jenn Suhr, campeã olímpica e com 4,82m este ano, além da forte cubana Yarisley Silva. Ana Cláudia Lemos (100m e 200m) e Rosangela Santos (100m) estão em ótima fase e devem medalhar, também fazendo parte do ótimo revezamento 4x100m. Geisa Coutinho nos 400m e Flávia Maria de Lima nos 800m e 1.500m podem surpreender. Prata em 2007 na distância e no triplo, Keila Costa está em boa fase também. A equipe brasileira dos lançamento está muito bem, com Andressa de Morais e Fernanda Borges no disco e Jucilene Lima no dardo. Curioso também para ver Vanessa Spinola e Tamara Alexandrino no heptatlo, Érica Sena na marcha 20km e Adriana da Silva e Marily dos Santos na maratona.

A equipe americana é um B/C com alguns atletas A, como a Suhr. Já o Caribe com Jamaica, Trinidad & Tobago e Bahamas também costumam fazer bonito nas corridas mais curtas, assim como México nas mais longas. Outro nome é forte é a canadense Brianne Theisen-Eaton, líder do ranking mundial do heptatlo, mas ela não vai disputar a sua prova, apenas o revezamento 4x400m e o salto em distância. Difícil prever muita coisa no atletismo.

Minha previsão: 27 medalhas (7O-11P-9B)

Ciclismo Estrada (4)

As provas de estrada costumam ser decididas no sprint final, então são relativamente difíceis de prever, mas o favoritismo cai sobre a forte equipe colombiana, liderada por Carlos Betancur, 5º no Giro d’Italia em 2013 e campeão da Paris-Nice ano passado. O Canadá tem nomes competitivos, como Rémi Pelletier, medalhista nos Jogos da Comunidade Britânica e os EUA só contam com um atleta, o que os deixa quase sem chances. Os brasileiros vem por fora, com pouca chance na estrada ou na contra-relógio.

Entre as mulheres, os EUA tem Lauren Tamayo, prata em Londres na perseguição por equipes, enquanto a Colômbia tem a veterana Maria Luisa Calle Williams. Canadá e Cuba são boas apostas e o Brasil conta com 3 boas atletas, Janildes e Clemilda Fernandes e Ana Paula Polegatch.

Minha previsão: 1 medalha (1B)

Ginástica de Trampolim (2)

Rosie MacLennan

Camilla Gomes e Carlos Pala representam o Brasil na modalidade sem muitas chances. O destaque é canadense, com a veterana e multi medalhista olímpica e mundial Karen Cockburn e a campeã olímpica em Londres e mundial em 2013 Rosie MacLennan.

Minha previsão: 0

Handebol (2)

Vale vaga olímpica para o campeão de cada naipe. Já classificado pro Rio-2016, o Brasil mandou praticamente sua equipe completa e deve levar os dois ouros. As mulheres foram campeãs pan-americanas em maio sem nenhum problema e ficarão com o pentacampeonato, mesmo sem a capitã Dara. No masculino, o Brasil deve fazer pela 4ª vez seguida final com a Argentina. Os recentes resultados da seleção em amistosos mostrou uma grande evolução e devem levar o ouro.

Minha previsão: 2 medalhas (2O)

Pentatlo Moderno (2)

Yane Marques

Valendo 5 vagas olímpicas no masculino e mais 5 no feminino, é a chance do Brasil garantir a segunda vaga entre as mulheres, já que a Yane já se garantiu com o bronze no Mundial. Yane Marques é o principal nome do Brasil e novamente fará duelo com a americana Margaux Isaksen. A brasileira venceu em 2007 e a americana em 2011. Isaksen foi mal no mundial, mas no âmbito das Américas isso não vai se repetir. Torcida também pra Priscilla Oliveira e Larissa Lellys garantirem a vaga. No masculino, Felipe Nascimento e Danilo Fagundes dificilmente irão ao pódio, mas o objeto é a vaga olímpica (embora o Brasil já tenha vaga garantida por ser sede).

Minha previsão: 1 medalha (1O)

Tiro (15)

Kim Rhode

Vaga olímpica para os 15 campeões além dos vices em 5 provas. É a grande chance do Brasil pegar a vaga na pistola 50m e nos rifle de ar 10m e 3 posições no masculino. Como os EUA já garantiram várias vagas, eles não mandaram sua equipe principal, mas muitos nomes fortíssimos, como a dona de 5 medalhas olímpica Kim Rhode. Atual campeã olímpica e pan-americana no skeet, ela ainda vai levar a bandeira americana na cerimônia de abertura. Cuba tem uma forte equipe também, com destaque pro campeão olímpico em Londres Leuris Pupo.

O Brasil tem uma ótima equipe no masculino, com o finalista mundial na fossa Rodrigo Bastos, a turma da pistola Stenio Yamamoto, Felipe Wu, Emerson Duarte e Julio Almeida e a do rifle Cássio Rippel, Leonardo Moreira e Bruno Heck. No feminino, se alguém pegar final, já é lucro. Medalhas no masculino são muito prováveis. Em 2011 foram 5 bronzes.

Minha previsão: 6 medalhas (1O-2P-3B)

Taekwondo (8)

Boa equipe do Brasil, com destaque pros medalhistas no Mundial esse ano Iris Tang Sing e Venilton Teixeira, além de Julia Vasconcelos e Guilherme Felix. Grandes nomes estão na disputa, como o bicampeão olímpica Steven Lopez, além de outras 4 medalhistas no mundial esse ano: as americanas Paige McPherson e Jackie Galloway, o mexicano Saul Gutierrez e a colombiana Katherine Dumar.

Minha previsão: 3 medalhas (1O-2B)

Lutas (18)

Aline Ferreira

Os brasileiros foram muito mal no último Pan, o que já da para esperar quase nada no masculino. A unica medalha em categoria olímpica foi de Davi Albino na greco-romana. O cubano que o venceu na final do Pan não estará em Toronto. As medalhas virão no feminino. No Pan em abril foram 3, com Joice Silva, Giulia Penalber e Aline Ferreira, atual vice mundial. As únicas medalhas no último Pan em 2011 fora justamente da Joice e da Aline.

Minha previsão: 4 medalhas (1O-1P-2B)

Vôlei (2)

Por conta da Liga Mundial e do Grand Prix, o Brasil está com equipes B, assim como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Peru, Cuba, República Dominicana e Porto Rico. Ainda assim, o Brasil é sempre favorito e conta com grandes nomes como Adenizia e Fernanda Garay.

Minha previsão: 2 medalhas (2O)

Outros Esportes

O Pan também tem alguns esportes não-olímpicos: baseball, boliche, karatê, raquetebol, patinação de velocidade, patinação artística, softball, squash e esqui aquático. Seguindo a média dos últimos Pans, podemos esperar umas 5 medalhas no karatê, 2 na patinação artística e 1 no wakeboard. Não posso dizer muito, pois não acompanho estes esportes.

Minha previsão: 8 medalhas (2O-2P-4B)

Total

Somando todas as previsões, chegamos em 57 ouros, 55 pratas e 71 bronzes, 183 medalhas no geral. Em 2011 foram 41-41-50, 141 no total e em 2007 foram 52-40-65, 157 no total.

E a partir de sábado, vamos saber o quanto eu acertei ou errei!