Troféu Brasil – Final

O Troféu Brasil de 2017 acabou neste domingo com ótimas marcas em São Bernardo e a certeza de que o atletismo está indo no caminho certo.

Pista

9304

Márcio Teles e Hederson Estefani

Duas marcas chamaram muita atenção: o excelente tempo de 20.15 (+1,3m/s) de Aldemir Gomes da Silva Jr. nos 200m e 48.94 de Márcio Teles nos 400m com barreiras, recorde do Troféu. Este tempo colocaria Aldemir em 6º na final olímpica do Rio. Os dois conseguiram o índice pro mundial e nos 400m com barreiras Hederson Estefani também baixou do índice, com 49.13 e a prata. Vitória Cristina Rosa venceu os 200m feminino com 22.93 (+1,5m/s), ratificando o índice pro Mundial, assim como Rosângela Santos com 22.95.

Também venceram com índice Éder Souza nos 110m com barreiras com 13.47 (+0,8m/s) e Thiago André nos 800m com 1:44.81. Os outros campeões do dia foram: Altobeli da Silva nos 5.000m com 13:46.72, Maria Aparecida Ferraz nos 5.000m com 16:31.98, Kleidiane Jardim nos 1.500m com 4:23.58, Jailma Sales de Lima nos 400m com barreiras com 56.76, B3 Atletismo no 4x400m feminino com 3:35.45 e o EC Pinheiros no 4x400m masculino com 3:07.43.

Campo

9302

Laila Ferrer

O grande destaque no campo foi Núbia Soares no salto triplo. Ela saltou duas vezes para ótimos 14,56m ficando a apenas 2cm do recorde brasileiro! Tânia Ferreira da Silva ficou em 2º também com índice, de 14,13m. Geisa Arcanjo fez sua melhor marca do ano com 18,08m na primeira tentativa na final do arremesso de peso, mais uma vez melhor que o índice. Está chegando na marca que fez na final olímpica no Rio, com 18,16m, mas ainda longe do seu PB de 19,02m. No dardo, Laila Ferrer venceu com 62,52m, superando o índice pro Mundial de 61,20m.

Thiago Braz ainda não está no seu melhor, mas ficou com o ouro no salto com vara, empatando em 1º  com Augusto Dutra, ambos com 5,52m na 2ª tentativa e 3 erros no total. Ambos tentaram 5,62m, mas Augusto falhou 3 vezes e Thiago desistiu após sentir a panturrilha, preferindo se poupar. No heptatlo, Tamara Alexandrino venceu com bons 6.040, superando pela 1ª vez a barreira dos 6.000 pontos, mas ainda sem índice pro Mundial, que é 6.200. Vanessa Spindola fez 5.812, longe do seu PB de 6.188.

Os outros campeões foram Felipe Lorenzon no disco com fracos 57,97m, Paulo Enrique da Silva no dardo com 74,86m, Alexsandro de Melo no salto triplo com 16,42m, Fernando Ferreira no salto em altura com 2,25m e Julia Cristina dos Santos no salto em altura com 1,80m.

Por equipes, vitória do Pinheiros no masculino, no feminino e no geral, enquanto a B3 Atletismo ficou em 2º lugar nas 3 classificações.

A equipe pro Mundial já conta com 24 atletas, sem contar os maratonistas e revezamentos. Não é tão grande, mas tem ótima qualidade. A CBAt está no rumo certo.

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Mundial Indoor de Atletismo – Dia 1

Começou nesta quinta o mundial indoor de atletismo em Portland, EUA. Por conta de espaço, as dias finais do salto com vara foram realizadas ao mesmo tempo e antes do resto das provas. Com o Centro de Convenções Oregon lotado, 6.000 espectadores viram uma prova de altíssimo nível, mas com poucas emoções.

Salto com Vara Feminino

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Apenas 9 atletas, mas com nível muito alto. Pela primeira vez na história dos mundiais indoor, 5 mulheres passaram de 4,70m.

Fabiana Murer não foi uma delas. Já era esperada uma prova difícil pra ela, que não faz um bom inicio de temporada olímpica. Ela passou fácil em 4,50m, também de primeiro em 4,60m, mas errou feio no 4,70m, caindo para o lado e queimando 3 vezes. Campeã mundial indoor em 2010, Murer termina em 6º lugar, empatada com a grega Nikoleta Kiriakopoulou. Bela prova da neozelandesa Eliza McCartney, que quebrou recorde indoor nacional duas vezes, ficando em 5º com 4,70m. A suíça Nicola Büchler também surpreendeu. Fez na prova 13 saltos (!!) e foi avançando sempre no limite, na 3ª tentativa para terminara em 4º, também com recorde nacional.

A disputa ficou entre as duas americanas favoritas. Sensação desse ano, a jovem Sandi Morris venceu o campeonato americano na semana passada, desbancando a Jenn Suhr, mas no Mundial não teve chances. Passou de 1ª em 4,85m, enquanto Suhr, que praticamente não saltou, passou de 1ª. Nos 4,90m, Suhr superou novamente de 1ª e Morris, a grega Ekaterini Stefanidi e Büchler queimaram suas te ntativas. Com uma chance ainda, Morris foi pro tudo ou nada com 4,95m, sua melhor marca pessoal, obtida no mesmo local na semana anterior, mas não deu.

Suhr desistiu não saltar mais e ficou com a vitória com 4,90m. Ela fez 4 saltos e não errou nenhum. Por incrível que pareça, é o primeiro título mundial da campeã olímpica!

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Salto com Vara Masculino

Renaud Lavillenie. Foto: Getty Images

Foi mais fácil pro Renaud Lavillenie do que ele poderia imaginar. Enquanto a maioria sofreu na altura de apenas 5,65m, o francês campeão olímpico descansava. Augusto Dutra ficou ainda no 5,55m e Thiago Braz, que decidiu não saltar em 5,65m, foi para os 5,75m e queimou tudo. Os brasileiros terminaram nas 2 últimas posições da competição, com Thiago em 12º (empatado com francês) e Augusto em 14º. Muito abaixo do esperado, já que o Thiago tinha 5,93 este ano.

Com o sarrafo a 5,75m, Lavillenie entrou na prova e pasou de 1ª, assim como o polonês Piotr Lisek, que ficou com o bronze. O checo Já Kudlicka e o canadense campeão mundial Shawn Barber, que fez uma prova muito ruim, passaram só na última chance. Em 5,80m, o americano Sam Kendricks, que tinha descansado em 5,75m, passou de 1ª para assumir a liderança e viu todos queimarem. Em 5,85m, Kendricks queimou a primeira. Lavillenie só voltaria em 5,90m e com isso o americano também foi para a próxima altura. Nos 5,90m, o francês passou fácil de 1ª, mas o americano não conseguiu. Com apenas dois saltos, Lavillenie garantiu o ouro. Ele passou de 1ª em 6,02m, garantindo o recorde do campeonato e tentou o recorde mundial de 6,17m, mas falhou nas 3 tentativas.

Segundo título mundial indoor do Lavillenie, que apesar de ser campeão olímpico, nunca venceu um título mundial outdoor, assim como a Jenn Suhr.

Nesta sexta-feira, com prova de campo, pista e combinadas, mais 5 finais.

Mundial de Atletismo – Dia 3

Pódio queniano, vitória jamaicana, surpresa canadense, decepção francesa, domínio colombiano e uma americana aprende uma lição muito importante.

100m Feminino

Shelly-Ann Fraser-Pryce. Foto: Reuters

Bicampeã mundial e olímpica, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce já deu o tom na semifinal, vencendo sua bateria com 10.82. Rosângela Santos não foi páreo na segunda semi e terminou em 4º lugar com 11.07 e terminou em 12º lugar no geral. Final tá perto, mas pra isso precisa baixar dos 11s.

Na grande final, Fraser-Pryce dominou. Na frente desde a largada, venceu com 10.76 e levou seu 3º título mundial na prova e 6º no geral. Excelente ver a prata pra holandesa Dafne Schippers. Heptatleta de formação (foi campeã mundial juvenil em 2010), Schippers abteu na semi o recorde holandês com 10.83 e novamente na final com 10.81. Fechou o pódio a americana Tori Bowie, única de seu país na final, com 10.86.

Salto com Vara Masculino

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E pelo jeito segue a sina do francês Renaud Lavillenie. Campeão olímpico, recordista mundial indoor, campeão mundial indoor, mas nunca venceu um mundial outdoor. O francês só precisou de um salto na qualificação para chegar a final, onde passou de 1ª em 5,80m. Mas em 5,90m, queimou as 3 e viu o canadense de 21 anos Shawn Barber ser campeão. Barber fez uma prova perfeita, passando sem de primeira, inclusive nos 5,90m, onde ficou olhando um por um ser eliminado, até que o alemão Raphael Holzdeppe, que defendia o ouro, passou na 3ª.

Só com o canadense e o alemão, o sarrafo subiu pra 6,00m, onde ninguém passou. Ouro pro canadense, prata pro alemão e um tríplice empate no bronze: Lavillenie e dois poloneses, Pawel Wojciechowski e Piotr Lisek. Augusto Dutra passou na 2ª tentativa em 5,50m e em 5,65m, mas queimou as 3 em 5,80m e terminou na 9ª colocação.

Salto Triplo Feminino

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Pois é. Caterine Ibarguen está imbatível. A última derrota dela foi na final olímpica em Londres. Desde então, foram nada menos que 29 ouros, incluindo mais um título mundial pra ela. Com 14,80m na segunda tentativa, já era líder e melhorou na 4ª com 14,90m. 4ª em Londres pela Ucrânia, Hanna Knyazyeva-Minenko, que agora representa Israel, ficou com a prata com 14,78m na 2ª rodada e a cazaque Olga Rypakova completou o pódio com 14,77m. Em sua 3ª final de mundial no triplo, Keila Costa ficou em 12º e último lugar com apenas 13,90m. Dona da melhor marca do ano, a russa Ekaterina Koneva ficou em 7º lugar.

10.000m Feminino

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Campeã mundial em 2011, a queniana Vivian Cheruiyot apertou o passo faltando 200m para vencer a prova com 31:41.31, deixando a fortíssima etíope Gelete Burka, especialista na prova de 1.500m, com a prata com 31:41.77. Esta prova foi mais um exemplo da velha máxima, que a competição só acaba quando termina! A americana Molly Huddle ia pro bronze, mas abriu os braço para comemorar antes do devido e não viu sua compatriota Emily Infeld chegando. Infeld ultrapassou e ficou com o bronze com 31:43.49 e Huddle inconsolada terminou em 4º a 0.09 de sua compatriota.

3.000m com Obstáculos Masculino

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Se existe um país que domina uma prova no atletismo, é o Quênia nos 3.000m com obstáculos masculino. Eles formaram o pelotão e lideraram por toda a prova. Não só dominaram o pódio, como pegaram o 4º lugar também. Ezekiel Kemboi venceu com 8:11.28 e se torna o primeiro tetracampeão mundial desta prova. Conseslus Kipruto foi prata com 8:12.38 e Brimin Kipruto bronze com 8:12.54.

Outras Provas

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Fabiana Murer só precisou de um salto para se garantir na final do salto com vara. Passando de primeira em 4,55m, ela iria pros 4,60m, mas como apenas 14 atletas passaram de 4,55m, os árbitros decidiram passar todas para a final. Kyriakopoulou, Bengtsson, Silva e Suhr também estão na final.

Favoritas passaram pra final do disco feminino, com a cubana Denia Caballero com 65,15m e a croata Sandra Perkovic com 64,51m. Já as brasileiras ficaram bem abaixo do esperado. Andressa de Moraes com 59,08m foi a 19ª e Fernanda Borges com 56.74m terminou em 26º.

O americano Jeff Henderson em seu primeiro salto já obteve 8,36m e ficou com a melhor marca da quali do salto em distância, seguido do campeão olímpico Greg Rutherford (GBR) com 8,25m. Com péssimas apresentações, Higor Alves só conseguiu um salto válido, 7,60m e terminou em 27º e Alexsandro de Melo queimou suas 3 tentativas para ficar sem marca.

Na quali do dardo, a surpresa foi a eliminação do campeão olímpico, o trinitino Keshorn Walcott, que tinha a melhor marca do ano. Com apenas 76,83m, terminou em 26º. Melhor marca do alemão Andreas Hofmann com 86,14m. Também estão na final o queniano Juliues Yego, o checo Vitezslav Vesely e o finlandês Tero Pitkamaki.

Na semi dos 400m masculino, melhor tempo de Isaac Makwala, de Botsuana, com 44.11, seguido do campeão olímpico Kirani James com 44.16. Já nos 400m com barreiras feminino, a melhor marca é da excepcional checa Zuzana Hejnová com 54.24, seguida da americana Cassandra Tate com 54.33.

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Outra brasileira que fez papelão foi Geisa Coutinho, correndo nos 400m muito, mas muito abaixo do esperado, com 52.72, terminando em 37º no geral, entre 41 atletas. O melhor tempo foi da jamaicana Stephanie Ann McPherson com 50.34. Nas baterias dos 3.000m com obstáculos feminino, melhor tempo da tunisiana Habiba Ghribi com 9:24.38.

Resumo do fim de semana

Natação

No forte Aberto da França de Natação, os brasileiros conquistaram 9 medalhas. Na sexta, duas dobradinhas. Nos 50m borboleta masculino, César Cielo venceu com 23.52 e Nicholas Santos foi prata com 23.74. Nos 50m peito, João Gomes Jr venceu com 27.10 e Raphael Rodrigues prata com 27.79. Thiago Pereira levou a prata nos 400m medley com 4:19.44 e Luiz Pereira foi bronze nos 200m borboleta com 2:03.59.

No sábado, o esperado duelo entre Cielo e o campeão olímpico Florent Manaudou nos 50m livre, mas Cielo decepcionou. Manaudou venceu com 21.71 e Cielo foi apenas bronze com altos 22.16. Ele ainda ficou atrás do australiano James Magnussen com 22.07. O único ouro do dia veio com Thiago Pereira nos 200m medley com 1:59.24. A última medalha veio nos 100m peito com a prata de João Gomes Jr com 1:00.89.

No feminino, o melhor resultado foi o 4º lugar de Graciele Hermann nos 50m livre com 25.16.

Tênis

O tradicional torneio de Wimbledon se encerrou no domingo com a vitória épica de Novak Djokovic sobre Roger Federer por 67(7) 64 76(4) 57 64. Mas para o Brasil o torneio também foi histórico por conta do título brasileiro de Orlando Luz e Marcelo Zormann nas duplas juvenis. Eles venceram na final o americano Stefan Kozlov e o russo Andrey Rublev por 64 36 86. Foi o 27º título de Grand Slam de um brasileiro, adulto e juvenil e o primeiro em Wimbledon desde o título de duplas de Maria Esther Bueno em 1966! Aqui a lista completa de finais brasileiras.

Vale destacar o segundo título de Petra Kvitova após vencer a canadense Eugenie Bouchard por 63 60. Nas duplas femininas, as italianas Sara Errani e Roberta Vinci venceram e com isso completaram o Grand Slam de duplas! Nas duplas mistas, título de Nenad Zimonjic e Samantha Stosur e nas duplas masculinas, vitória completamente inesperada de Jack Sock e Vasek Pospisil, que eliminaram André Sá nas 8as, Bruno Soares nas 4as, Paes/Stepanek na semi e venceram na final ninguém menos que os irmãos Bryan!

Outros Esportes

Augusto Dutra foi prata na etapa de Paris da Diamond League. Ele fez 5,70m no salto com vara, mesma marca do campeão Renaud Levillenie, só que o francês passou de primeira enquanto o brasileiro apenas na 3ª.

– No GP de Ulaanbaatar, na Mongólia, os judocas brasileiros conquistaram duas medalhas. Eric Takabatake foi prata nos 60kg masculino, perdendo a final para mongol, e Maria Portela foi bronze nos 70kg feminino.

– O Brasil ficou em 9º no Mundial Sub17 Feminino de Basquete na República Checa. O Brasil ficou em 2º na fase de grupos, vencendo Itália e Egito, perdendo apenas para a Espanha. Nas 8as, perdeu 52-40 para o Canadá. Depois, foram 3 vitórias seguidas (60-44 no México, 48-44 na China e 68-63 na Coreia do Sul) e o 9º lugar. O título, pra varias, ficou com os Estados Unidos com 77-75 na Espanha.

Renato Rezende provou o favoritismo e venceu o Brasileiro de BMX. No feminino, título de Priscila Carnaval.

– No GP de Taekwondo em Suzou (CHN), Guilherme Alves ficou com a medalha de prata na categoria 58kg masculino, perdendo na final 11-8 para o sul-coreano Taehun Kim.

Resumo do fim de semana

Segue a invencibilidade

Atletismo

Augusto Dutra disputou sua primeira etapa da Diamond League no ano em Eugene, Estados Unidos, e conquistou a medalha de prata com 5,63m, atrás apenas do francês Renaud Laviellenie, com 5,80m. Thiago Braz também competiu e terminou em 7º com 5,43m. A etapa foi fortíssima com melhores marcas do ano em 13 provas, 5 recordes do meeting, 1 recorde da Diamond League e marcas excepcionais.

Caio Bonfim segue sua boa temporada e ficou com o bronze na etapa de La Coruña do circuito mundial de Marcha Atlética. Ele completou os 20km com 1:21:24 e está em 6º na classificação geral do circuito.

No tradicional torneio de provas combinadas Hypo Meeting, na Áustria, Felipe dos Santos terminou em 16º com 7021 pontos. Ele teve problemas no disco e não pontuou nesta prova. Já Carlos Chinin disputou apenas os 100m e abandonou a competição. No heptatlo, Vanessa Spindola não terminou os 200m e também abandonou a disputa.

Levantamento de Peso

O Brasil foi a Santo Domingo disputar o Pan-Americano da modalidade e conquistou apenas 2 bronzes nas provas totais. Nos 53kg feminino, Rosane Santos somou 183kg. Nos 105kg masculino, Mateus Gregório foi bronze com 364kg no total. Nas provas “menores”, foram mais 4 medalhas: Fernando Reis (+105kg) foi ouro no arraque com 187kg, Rosane foi prata no arremesso com 85kg, Liliane Lacerda (69kg) foi bronze no arremesso com 120kg e Mateus foi bronze no arranque com 167kg.

Fernando Reis, campeão dos Jogos Pan-americanos em 2011, não conseguiu marca válida no arremesso. Ele tentou 215kg na primeira tentativa e deve ter sentido alguma lesão, pois não competiu mais. Por equipes, o Brasil foi 7º no feminino e 8º no masculino.

Ginástica

Na etapa de Anádia, Portugal, da Copa do Mundo de ginástica artística, duas medalhas brasileiras. No sábado, Arthur Zanetti dominou a prova de argolas numa etapa com poucos nomes fortes. Ele ficou com o ouro com 15,700, contra 15,300 do americano Alexander Naddour e está invicto na prova desde março de 2012! No domingo, Francisco Barreto foi bronze na barra fixa com 15,050, atrás do americano Samuel Mikulak com 15,450 e do croata Marijo Maznik com 15,125.

Já em Minsk, Bielorrússia, a seleção de conjunto foi disputar a etapa da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, categoria B, mas não pegaram nenhuma final. Ficaram em 11º nas maças com 15,550 e na mesma posição nas bolas/fita com 15,950.

Vôlei

O Brasil ainda não engrenou na Liga Mundial. Após sofrer duas derrotas para a Itália no fim de semana anterior, desta vez teve problemas com a Polônia em Maringá. Na quinta, venceu por 3-0 e parecia que iria convencer, mas na sexta perdeu por 3-0 e segue mal.

A seleção feminina foi disputar o tradicional torneio de Montreux de vôlei e começou com uma vitória tranquila de 3-0 sobre a Suíça, depois fez um grande jogo contra a China, vencendo 3-2. Aí sofreu uma derrota dura para a Rússia por 3-2, após sair perdendo por 2-0 e buscar o empate. Na classificação do grupo, China, Rússia e Brasil empataram com 6 pontos e razão de sets de 1,600. Na razão por pontos, o Brasil foi o pior dos 3 e não avançou para as semifinais. Na disputa do 5º ao 8º, venceu 3-0 a República Dominicana e 3-1 no Japão, terminando em 5º. O título ficou com a Alemanha, que venceu os Estados Unidos na final por 3-1.

Triatlo

Na etapa de Londres do World Triathlon Series, Pamela Oliveira estava muito bem no ciclismo, mas caiu de rendimento na corrida e terminou em 21ª com 56:20 (distância de sprint). A vitória ficou com a americana Gwen Jorgensen, sua 2ª vitória no WTS esse ano. No masculino, Reinaldo Colucci foi 50º com 52:11, muito atrás do vencedor, o espanhol Mario Mola com 49:46. Mola quebrou a sequência de 3 vitórias de seu compatriota Javier Gomez, apenas 6º nesta etapa.

No campeonato Pan-Americano em Dallas, Diogo Sclebin foi prata na elite masculina co 1:47:43. No juvenil, Manoel Messias foi ouro com 55:09. Fernando Aranha, que disputou as Paralimpíadas de Sochi, foi ouro na prova adaptada, categoria PT1.

Outros Esportes

– Muitos índices para o SulAm e festival PanAm de saltos ornamentais. Na plataforma feminina, Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso fizeram índice, assim como Hugo Parisi e Rui Marinho. No trampolim, vagas para Luiz Felipe Ouretelo, Ian Matos, Juliana Veloso e Tammy Galera. Nos sincronizados, vagas no trampolim masculino e feminino e na plataforma feminina.

– Na etapa de Albstadt, Alemanha, na Copa do Mundo de Mountain Bike, Henrique Avancini abandonou na 7ª volta. No feminino, Isabella Lacerda foi 58ª e Raiza Goulão 68ª.

– O Brasil venceu a Argentina por 5-0 no Desafio Internacional de Judô por Equipe Mista. Foram 4 ippons e domínio total.

– No pólo aquático, o Brasil perdeu a final para os Estados Unidos por 9-6 da preliminar da Liga Mundial.

Jogos Sul-Americanos – Dia 6

Começa o atletismo, dia ruim no judô e ouros no tiro, canoagem e esgrima.

Atletismo

Nas 7 primeiras finais do atletismo, atletas que estiveram no Mundial Indoor no fim de semana passado já disputaram provas em Santiago e trouxeram 2 ouros para o Brasil. No salto com vara masculino, Augusto Dutra so precisou de 2 saltos para garantir o ouro. Apenas o argentino German Chiaraviglio chegou aos 5,40m, altura que Augusto entrou na prova. O brasileiro passou na 2ª tentativa e o argentino não conseguiu ultrapassar, garantindo o ouro para Augusto. Quarto no Mundial, Thiago Braz decepcionou e não passou em 5,20m, ficando sem marca na prova.

No salto em distância feminino, dobradinha brasileira. Jéssica dos Reis liderava a prova com 6,32m no primeiro salto, quando Keila Costa fez 6,34m na terceira tentativa e melhorou para 6,35m na quarta, levando o ouro.

Na primeira prova do dia, a marcha 20.000m feminina, bronze para Erica Sena com 1:36:37.3, mas o destaque foi a colombiana Sandra Campuzano, que bateu o recorde sul-americano com 1:31:46.9. Júlio César de Oliveira foi prata no lançamento de dardo com 75,98m, perdendo para o paraguaio Victor Fatecha com 76,09m.

Nos 10.000m masculino, prata para Giovani dos Santos com 28:53.90 e bronze para Tatiele de Carvalho no feminino com 33:39.93. No lançamento de martelo feminino, brasileiras ficaram nas últimas posições muito longe do pódio.

Combates

Os 4 judocas que lutaram nesta quinta medalharam, mas não veio nenhum ouro. Nos 70kg feminino, as 5 judocas se enfrentaram num grupo todas contra todas e Bárbara Timo ficou com a prata, perdendo apenas para Yuri Alvear, bicampeã mundial e bronze em Londres.

Nas outras 3 categorias, 3 bronzes. Nos 78kg feminino, Renata da Silva, no 81kg masculino, Gustavo Assis e no 90kg masculino, Eduardo Lucas. Os 11 judocas brasileiros que já lutaram ganharam medalha.

Já na esgrima, Renzo Agresta ficou em 3° na fase de poules, mas foi imbatível na fase de mata-mata, vencendo chileno por 15-4 nas 4as, 15-11 em venezuelano na semi e na final passou bem pelo chileno Israel Vasquez por 15-7. Renzo é 19° do ranking mundial e o 2° das Américas. Já no florete feminino, Tais Rochel e Gabriela Cecchini perderam nas 4as

Tiro

Bruno Heck evoluiu muito no ano passado e confirmou seu favoritismo vencendo o rifle de ar 10m masculino, prova que não é a sua especialidade. Bruno foi o melhor na preliminar com 621,3 pontos e levou o ouro com 204,3 na final.

Na pistola 50m masculina, Julio Almeida foi 3° e Stênio Yamamoto 4° na preliminar. Na final, Stênio foi melhor e ficou com a prata com 185,5 contra 192,1 do campeão chileno. Júlio foi o 4°.

No primeiro dia da fossa olímpica masculina, Roberto Schmits acertou 71 dos 75 pratos e lidera. Rodrigo Bastos aparece em 2° com 70. A segunda parte e as finais são nesta sexta.

Outros Esportes

Na canoagem, as provas femininas de 500m. No K-1, Ana Paula Vergutz venceu com 1:56.375, 0.765 mais rápida que a argentina. Já no K-2, vitória da dupla argentina e uma prata para o Brasil, que chegou mais de 6s depois.

No ciclismo de pista, Flávio Cipriano conseguiu um bom resultado, ficando com o bronze no sprint individual. Ele venceu por 2-0 na disputa do bronze Jair Tjon En Fa (SUR). Na Keirin feminina, Wellyda dos Santos foi 4ª na final. E após 3 provas da omnium masculina, Gideoni Rodrigues está em 5° com 16 pontos, apenas 2 do bronze.

No tênis de mesa, nas disputas de duplas, o Brasil está nas 2 finais. Jéssica Yamada/Gui Lin venceram o Chile na semifinal por duos 4-2 e Cazuo Matsumoto/Thiago Monteiro venceram 2 jogos, incluindo um tranquilo 4-0 no Equador na semifinal. Na final, as meninas pegam a Colômbia e os homens o Paraguai.

No tiro com arco, Sarah Nikitin fez um bom torneio e ficou com a medalha de bronze no individual, após vencer por 6-4 venezuelana. A final foi entre duas colombianas.

Nas disputas de duplas do boliche, prata no masculino com 5.370 pontos e um 5° lugar no feminino com 4.465.

Começaram as disputas do levantamento de peso com 3 provas, sem nenhum brasileiro. E foram 3 ouros para a Colômbia.

No nado sincronizado, o dueto brasileiro tirou a baixa nota de 80,3043 na rotina técnica, ficando atrás da Argentina com 81,0442. Aliás, o Brasil vem caindo a cada ano no nado sincronizado. Pelo menos é a impressão que eu tenho. Espero estar errado.

Na primeira prova dos saltos do hipismo, prova contra o tempo. Sérgio Marins é 3° com 2,02 pontos, Cosme de Almeida 4° com 2,95, Felipe Amaral 6° com 3,20 e José Roberto Fernandez Filho 17° com 6,99.

O golfe teve sua primeira rodada. No masculino, Luiz Antonio Jacintho e André Tourinho fizeram 75 tacadas, 8 a mais que o líder. No feminino, Luciane Lee é 4ª com 71, 2 acima da líder, mas Angela Park foi muito mal, e é 13ª e última com 84 tacadas, 15 a mais. E pensar que ela já foi eleita a novata do ano no LPGA…

No tênis, Paula Cristina Gonçalves venceu 36 76 60 Daniela Carvajal (CHI) e está na semifinal, mas Laura Pigossi perdeu para venezuelana e está fora. No masculino, Rogério Dutra passou 62 76 por Carlos Salamanca (COL) e também está na semifinal. Nas duplas mistas, 64 64 na Colômbia e nas duplas femininas 61 57 10-7 no Chile e ambos com vagas nas semifinais.

No vôlei de praia, foram 6 jogos das 4 duplas e 6 vitórias por 2-0. No jogo de Talita/Taiana um placar quase inimaginável de 21-1 21-3 em dupla do Peru.

No boxe, os 4 boxeadores que lutaram, incluindo Everton Lopes, venceram suas lutas.

No handebol feminino, um resultado bem inesperado. As campeãs mundiais sofreram contra a Argentina e ficaram num empate em 23-23. Quem diria!

No hóquei na grama feminino, a 2ª vitória, um 2-1 na Venezuela. Com isso, o Brasil se classifica para lutar pelo bronze. Na estreia do futsal, 3-1 no Paraguai.

Após 7 dias de competição, Brasil tem 53 ouros, 32 pratas e 41 bronzes. A Colômbia é a 2ª com 28-27-34, seguida de Argentina 26-33-24, Venezuela 25-20-38 e Chile 15-30-32.

Nesta sexta, serão 37 finais, incluindo 12 no atletismo, 5 na canoagem, 3 no judô, no levantamento de peso e no tênis de mesa.

Atletismo não quer passar em branco

Que 2013 foi o melhor ano nos esportes olímpicos para o Brasil não é surpresa para ninguém. Nas provas olímpicas, foram 6 medalhas no mundial de natação, bronze na canoagem, 6 no mundial de judô, bronze no taekwondo, 2 medalhas no boxe, domínio no vôlei masculino e feminino, ouro do Zanetti, a prata na Copa do Mundo por equipes do hipismo de saltos, ano excepcional dos nossos duplistas no tênis, medalhas na vela, até um top 8 no tiro com arco e no levantamento de peso!

Mas 2013 também marca o fracasso do Atletismo. Assim como em Londres-2012, a equipe brasileira voltou do Mundial de Moscou sem medalha. Foram 7 top 8 e aquele fracasso inacreditável na final do revezamento 4x100m feminino.

Notícias boas vieram, também. A revelação do ano foi Anderson Henriques, que bateu seu recorde pessoa duas vezes no Mundial nos 400m e chegou a final, ficando em 8º. E  que dizer da excelente prova do Carlos Chinin no decatlo, a 125 pontos do bronze?

No Mundial de Menores, grande atuação de Vitor Hugo dos Santos, prata nos 200m. Vitor, inclusive, bateu o recorde sul-americano de menores dos 100m no início de novembro com ótimos 10.36.

Milagres dificilmente acontecerão até 2016. Quem quer aparecer nos Jogos do Rio, já está aí. Pra tentar minimizar esses dois anos seguidos de resultados ruins, a CBAt, após o seu anual Fórum Técnico, realizado na semana passada em São Paulo, adotará novas regras.

Chega de mandar equipes grandes para as principais competições. Quer ir às Olimpíadas ou ao Mundial? É pra brigar por medalha. Por isso, acabaram-se os índices B e os da CBAt. Agora será necessário o índice A da IAAF e o atleta deve estar no Top 30 do ranking mundial da sua modalidade (considerando apenas 3 por país). Para o Mundial, por determinação da IAAF, os campeões sul-americanos estão garantidos, mas a CBAt exige o Top 30. Para mundiais juvenis e menores, basta o índice da confederação.

Os prazos de obtenção dos índices aumentaram e começam em 1º de outubro do ano anterior e seguem até 30 dias antes da competição. A exceção é para os 10.000m, maratonas, marchas, provas combinadas e revezamentos, que começam em 1º de janeiro do ano anterior.

A CBAt também elevou os benefícios do programa patrocinado pela Caixa, e dará também para juvenis e menores, além da premiação para medalhistas em mundiais, com valores a serem definidos.

A ideia é exigir um esforço maior dos atletas, que devem buscar não só os índices, mas uma boa colocação no ranking mundial. O presidente da entidade diz que espera por duas medalhas nos Jogos do Rio. Na minha opinião? Eu falei 2 no post dos 1.000 dias. E quem tem chance é o Duda, rev 4x100m feminino, o Chinin, Augusto Dutra, Fabiana Murer e a maratona.

Legal sempre exigir e só mandar para as competições quem realmente vai brigar por medalha ou por uma vaga nas finais. Chega de classificar para o Mundial e ficar em 38º. Equipe completa, em todas as provas é para Sul-Americano, Ibero-Americano, Pan-Americano. Mundial é Mundial!

Ainda acho que deveriam exigir o índice duas vezes. Tem gente que atinge o auge no início da temporada, faz o índice, chega no Mundial e fica longe da sua melhor marca. Isso sim que tem que acabar. O ápice são os Jogos Olímpicos e os Mundiais, não o Troféu Brasil.