Mundial de Atletismo – Dia 3

Final inédita pro Brasil e ouro para dois campeões olímpicos no Rio.

100m feminino

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O salto de Torie Bowie pro ouro. Foto: IAAF/Getty Images

Depois de vencer sua bateria nas eliminatórias no dia anterior, Rosângela Santos brilhou novamente na semifinal ao ficar em 2º lugar na sua bateria com 10.91, batendo o recorde sul-americano e se tornando a 1ª brasileira a correr abaixo dos 11s! Ela avançou pra final com o 3º tempo no meio de grandes nomes como a campeã olímpica Elaine Thompson, a americana Torie Bowie e a holandesa Dafne Schippers.

Na decisão, Rosângela correu novamente bem, mas acima do tempo da semi, 11.06 e o ótimo 7º lugar na estreia de uma brasileira em uma final dos 100m. Quem surpreendeu foi a marfinense Marie-Josée Ta Lou que parecia que tinha levado, mas vendo novamente, percebe-se uma recuperação espetacular da americana Torie Bowie, que se jogou na linha de chegada e levou o ouro com 10.85 contra 10.86 de Ta Lou. A holandesa Dafne Schippers ficou com o bronze com 10.96.

Maratona masculina

Até a metade, um pelotão grande seguia unido. Na 2ª metade da corrida, os quenianos Geoffrey Kirui e Gideon Kipketer e o etíope Tamirat Tola começaram a abrir. Kirui e Tola seguiram lado a lado enquanto Kipketer caía e via o tanzaniano Alphonce Silbu crescer. Nos últimos 5km, Kirui apertou e abriu sobre o etíope. Com 40km já tinha 52s de vantagem e aumentando até vencer com 2:08:27 contra 2:09:49 do etíope. Alphonce Simbu completou o pódio com 2:09:51 para levar a 2ª medalha da Tanzânia na história.

Maratona feminina

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Rose Chelimo (BRN). Foto: IAAF/Getty Images

A portuguesa Catarina Ribeiro forçou no início, mas com 15km já tinha despencado e a britânica Alyson Dixon foi pra frente liderando com folga. Com 30km, a armada africana junto com algumas penetras como duas americanas, uma norte-coreana, uma australiana e uma japonesa chegou pra formar um pelotão de 15 atletas. O grupo foi reduzindo aos poucos e, com 40km, a queniana Edna Kiplagat e a a barenita (queniana de nascimento) Rose Chelimo estavam a frente com outra queniana Flomena Daniel e americana Amy Cragg juntas 7s atrás. Chelimo seguiu forte até vencer com 2:27:11 enquanto Kiplagat e Cragg terminaram juntas a prova, mas com a queniana levemente a frente pra levar a prata. Ambas fizeram 2:27:18.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE). Foto: IAAF/Getty Images

A disputa ficou entre as duas favoritas: a grega campeã olímpica Ekaterini Stefanidi e a americana vice olímpica Sandi Morris. Elas passavam todas as alturas de 1ª e passaram sozinhas a 4,75m. A venezuelana Robeilys Peinado e a cubana Yarisley Silva empataram em 3º, ambas com 4,65m na 2ª tentativa e apenas um erro na prova. Em 4,82m, Morris errou e a grega passou de 1ª. Ambas foram para 4,89m, com Morris tendo apenas duas chances, errando ambas. Já campeã, Stefanidi foi direto pra 4,91m, passando na 1ª e fazendo a melhor marca do mundo em 2017. Ainda tentou 5,02m, que seria recorde do campeonato, mas não conseguiu. A grega unifica, portanto, os títulos olímpico e mundial.

Arremesso de peso masculino

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Tomas Walsh (NZL). Foto: IAAF/Getty Images

O americano Joe Kovacs abriu a prova com 21,48m contra 21,38 do neozelandês Tomas Walsh. Mas Walsh melhorou para 21,64m na 2ª tentativa. Na 3ª, Walsh melhorou ainda mais para 21,75m enquanto o americano subia para 21,66m, em 2º. O neozelandês seguia com uma prova brilhante, fazendo 21,70m, 21,63m, e enquanto Kovacs, que defendia o título mundial, não melhorava, Walsh fechou a prova já como campeão com 22,03m! O croata Stipe Zunic ficou com o bronze com 21,46, sua primeira medalha importante da carreira.

Heptatlo feminino

Ao fim do 1º dia, a alemã Carolin Schäfer liderava com 22 pontos de vantagem sobre a belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Na 1ª prova do 2º dia, Thiam brilhou no salto em distância com 6,57m e 1.030 pontos contra 6,20m (912) da alemã. No dardo, a holandesa Anouk Vetter fez a melhor marca do dardo em um mundial no heptatlo, com ótimos 58,41m e 1.024 pontos! Thiam fez 53,93m (936) e Schäfer 49,99m (860). Thiam foi pra última prova com 172 pontos de vantagem e o ouro na mão. Já Schäfer mantinha o 2º lugar, mas com apenas 3 pontos na frente da holandesa. Nos 800m, nenhum liderou a sua bateria, mas a alemã chegou bem a frente da holandesa. Thiam foi a última na bateria, mas o suficiente para garantir o ouro com 6.784 pontos contra 6.696 de Schäfer e 6.636 de Vetter, recorde holandês. Em prova fraquíssima, Tamara Alexandrino terminou em 24º com 5.631 e Vanessa Chefer desistiu dos 800m após dar 3 passos e ficou em último com 4.500 pontos indo apenas passear em Londres.

Pista

Numa bateria forte dos 3.000m com obstáculos, o finalista olímpico Altobeli da Silva ficou em 6º com 8:31.82, mas não avançou pra final. Melhor tempo do americano Evan Jager com 8:20.36.

O cubano que representa a Turquia Yasmani Copello fez o melhor tempo das eliminatórias dos 400m com barreiras com 49.13. Márcio Teles foi 2º n sua bateria com 49.41 e avançou pra semifinal. Já Hederson Estefani fez 50.22 e ficou de fora por uma posição.

Nos 400m feminino, melhor tempo da barenita Salwa Eid Naser com 50.57. Correndo pra classificar, Allyson Felix venceu sua bateria com fracos 52.44, apenas para avançar pra semifinal.

Campeão olímpico neste estádio em 2012, o americano Aries Merritt fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 110m com barreiras com 13.16. Éder Souza fez 13.56 e avançou pra semi. Na sessão noturna, o jamaicano campeão olímpico no Rio Omar McLeod fez a melhor marca da semi com 13.10. Já o brasileiro com 13.70 ficou de fora da final.

Com a bela marca de 43.89, Steven Gardiner de Bahamas fez o melhor tempo das semifinais dos 400m com recorde nacional. Campeão olímpico e recordista mundial, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu outra bateria com 44.22 pra avançar também pra final. Americano multicampeão LaShawn Merritt foi 7º na sua bateria com 45.52, longe da final.

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 4º na sua semi com 1:45.83, mas conseguiu pegar a última vaga para a final, por tempo! Ótima prova dele e uma enorme surpresa. O melhor tempo foi do vencedor da sua série, o queniano Kipyegon Bett com 1:45.02.

Campo

Sem grandes surpresas na qualificação do salto com vara masculino. O francês Renaud Lavillenie e o polonês Piotr Lisek foram os únicos a passar incólumes até atingirem os 5,70m. Também avançaram o americano Sam Kendricks, que faz excelente temporada, o atual campeão mundial, o canadense Shawn Barber, e o campeão mundial de 2013, o alemã Raphael Holzdeppe.

Na quali do dardo feminino, recorde asiático pra chinesa Huihui Lyu, com 67,59m logo na 1ª tentativa! Campeã olímpica no Rio, a croata Sara Kolak passou em 8º com 63,24m. Bicampeã olímpica, a checa Barbora Spotakova passou com a 5ª marca, de 64,32m.

Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

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Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

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Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

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Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.

3 títulos mundiais de base de olho no futuro

Na semana passada, 3 vitórias brasileiras bem interessantes nas categorias de base.

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A espetacular Duda e Ana Patrícia faturaram o bicampeonato mundial Sub21 de vôlei de praia, em Nanjing, na China. Elas venceram os 7 jogos que disputaram, perdendo apenas um set nas 8as de final para dupla suíça. Na decisão, venceram as russas Makroguzova e Kholomina por 21-15 21-13. Duda fatura o seu 5º título mundial de categorias de base. Ela tem agora dois Sub21 e três Sub19, além de uma prata no Sub23. No masculino, o ouro brasileiro veio com Adrielson e Renato, que venceram os 7 jogos sem perder um único set! Na decisão, mais uma vitória sobre uma dupla russa, com 22-20 21-17 sobre Kramarenko/Ivanov. No Mundial do ano passado, o Brasil também venceu os dois ouros.

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Equipe ouro no revezamento. Foto: CBAt

Já em Nairobi, no Quênia, a equipe brasileira conquistou ótimos resultados na última edição do Mundial Sub18 de Atletismo. Foram duas medalhas, 4 quartos lugares e mais 6 Top-8. Vale ressaltar que o Mundial foi marcado pelo ausência de Estados Unidos e Grã-Bretanha, preocupados com a segurança no Quênia. O grande resultado brasileiro veio na prova que fechou o Mundial, a mais nova prova olímpica, o revezamento 4x400m misto. Nas eliminatórias, a equipe formada por Brun Benedito da Silva, Giovana Rosália dos Santos, Jéssica Moreira e Alison dos Santos fez o 3º tempo geral com 3:25.64, atrás de Quênia e Jamaica. Mas na decisão, surpreendeu com 3:21.71 e a medalha de ouro! Jamaica foi prata com 3:22.23 e África do Sul bronze com 3:24.45.

Giovana também levou o bronze na prova dos 400m com melhor marca pessoal de 53.57. Lorraine Martins bateu na trave duas vezes, com o 4º lugar nos 100m com 11.80 e o 4º nos 200m com 23.89. Arielton dos Santos também ficou em 4º nos 100m masculino com 10.73 e Vitor Motim completou o grupo dos que ficaram perto do pódio com o 4º lugar no lançamento de disco com 58,27, a 7cm da medalha. No Mundial de 2015, foram 7 Top-8 e em 2013 foram 6.

Desde o fim dos Jogos do Rio, os brasileiros conquistaram em mundiais de base as seguintes medalhas:

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)

Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)

Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)

Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)

Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)

Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)

Resumo olímpico da semana

Saltos Ornamentais

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Isaac Souza Filho no topo do pódio

Uma semana antes da estreia no Mundial de Esportes Aquáticos, a equipe brasileira de saltos ornamentais conquistou 5 medalhas no GP de Saltos em Bolzano, na Itália. Isaac Souza Filho foi o grande destaque do país ao ficar com o ouro na plataforma masculina com a pontuação de 394,00. Na prova feminina, Ingrid Oliveira ficou com a prata com 282,00 atrás da chinesa Zhang Nanju com 292,55.

Tammy Galera ficou com o bronze no trampolim com 263,80 e ainda faturou mais duas medalhas nos saltos sincronizados. No trampolim feminino ao lado de Luana Lira ficou com o bronze (eram 4 países na disputa) e no trampolim misto ao lado de Ian Matos foi prata (eram 3 países). A equipe segue para Budapeste onde já faz sua estreia nesta sexta-feira no trampolim de 1m.

Remo

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Pódio na Copa do Mundo

Na 3ª etapa da Copa do Mundo em Lucerna, Suíça, a dupla de Xavier Maggi e Willian Giaretton, que estiver no Rio-2016 no Double skiff leve, faturou a medalha de bronze no Dois Sem Leve, prova que não é olímpica, com 6:37.50, atrás de Irlanda com 6:34.00 e Rússia com 6:36.28. Na etapa anterior, eles já haviam ficado com o bronze, mas eram apenas 3 barcos na disputa. Desta vez, foram 6 embarcações e a dupla ficou a frente de 3: Grã-Bretanha, França e Noruega. Uma boa prova.

Foram ainda outros 3 barcos. No Single skiff masculino peso leve, não olímpico, Uncas Batista venceu a Final C, terminando em 13º no geral entre 26. Mas nas prova olímpicas do single skiff, tanto Lucas Ferreira no masculino como Milena Viana no feminino venceram a Final E. Provas bem ruins

Lutas

A seleção brasileira cadete disputou em Buenos Aires, na Argentina, o Pan da modalidade da categoria. Com 17 atletas no total, o Brasil voltou com 5 medalhas, todas no feminino. Maria Elizabeth da Silva, nos 56kg, foi a única medalha de prata, enquanto Ketellen do Nascimento (43kg), Letícia Pimenta (49kg), Júlia de Oliveira (60kg) e Thaissa Ribeiro (70kg) ficaram com a medalha de bronze.

Na luta livre masculina, foram 5 derrotas nas disputas do bronze. Entre eles, Igor Queiroz, que perdeu o bronze tanto na livre como na Greco-romana. Boa parte da equipe permanece na capital argentina pro Sul-Americano.

Vôlei de Praia

Pela primeira vez no ano o Brasil não venceu um ouro em uma prova de 4 ou 5 estrelas no circuito mundial. No Major de Gstaad, na Suíça, Larissa e Talita foram derrotadas na final para as alemãs Chantal Laboureur e Julia Sude por 21-18, 22-20, ficando com a prata. Entre os homens, Álvaro/Saymon e Evandro/André perderam na semi e se enfrentaram na disputa do bronze, onde Álvaro/Saymon venceram com 21-12, 21-18. O título ficou com os americano Phil Dalhausser/Nick Lucena, com 21-18, 21-19 sobre os poloneses Losiak/Kantor.

Ainda assim, o Brasil está disparado no quadro de medalhas do circuito, com 9 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. EUA vem atrás com 4-1-1.

Outros Esportes

Pedro Barros venceu a etapa de Vancouver do Vans Park Series com a espetacular nota de 95,53.

– Na etapa de Lausanne da Diamond League, o revezamento 4x100m feminino do Brasil ficou com a prata com 42.97, atrás da Suíça com 42.53. No arremesso de peso, Darlan Romani fez apenas um arremesso válido, com 20,07m, terminando em 10º. Na etapa de Londres no domingo, Rosângela Santos fez 11.25 na semifinal dos 100m e na final melhorou para 11.22, ficando em 8º lugar. Vitória foi da campeã olímpica Elaine Thompson com 10.94. Em meeting em Sotteville-Lès-Rouen, na França, Geisa Coutinho venceu os 400m com  51.93. Em Nembro, Itália, Altobeli da Silva venceu os 3.000m (SEM obstáculos) com 7:51.48.

– No Pan Juvenil de pólo aquático em Lima, o Brasil ficou com duas pratas por pouco. No masculino, perdeu a final pros EUA por 6-5 e no feminino foi derrotado pelas americanas por 9-7.

– Depois do 10º lugar na semana anterior, Henrique Avancini foi 22º na Copa do Mundo de Mountian Bike em Lenzerheide, na Suíça, com 1:33:42. O campeão foi, mais uma vez, Nino Schurter, com 1:29:48. No feminino, Raiza Goulão foi 20ª com 1:34:52 entre 67 que terminaram.

Alexandre Rocha não passou no corte no LECOM Health Challenge, válido pelo web.com Tour de golfe.

– Na Classe Star, que deixou de ser olímpica no Rio-2016, Lars Grael e Samuel Gonçalves ficaram com a medalha de prata no Mundial disputado na Dinamarca. Com 20 pontos perdidos, ficaram atrás dos noruegueses Eivind Melleby e Joshua Revkin, com 18.

Resumo olímpica da semana

Natação

Atletas brasileiros venceram 7 medalhas no Torneio Sette Colli, em Roma. Último torneio de preparação pro Mundial de Budapeste, que começa em 14 de julho. Bruno Fratus ficou com o único ouro, com 21.86 nos 50m livre. César Cielo foi 5º com 22.20. Nos 100m livre, Fratus foi prata com 48.75 enquanto Marcel Chierighini ficou em 6º com 49.00. Nos 50m peito, João Gomes Jr ficou em 2º com 26.95, atrás apenas da lancha Adam Peaty, com 26.61.

Também medalharam Etiene Medeiros com a prata nos 50m costas com 27.82, Nicholas Santos prata nos 50m borboleta com 23.08, Thiago Simon bronze nos 200m medley com 1:59.99 e Brandonn Almeida bronze nos 400m medley com 4:15.30

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Viviane Jungblut no pódio, à esquerda

Um dos principais destaques no Maria Lenk em maio, Viviane Jungblut conquistou a medalha de prata na Copa do Mundo de Águas Abertas 10km, em Setúbal, Portugal.Foi apenas a sua 2ª prova deste nível. Ela completou a prova em 1:37:37.23, apenas 0.95 atrás da italiana Rachele Bruni, vice-campeã olímpica.

Tênis de Mesa

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Bruna Takahashi

Bruna Takahashi deu show no Pan Jr de tênis de mesa em Buenos Aires, faturando 3 ouros e 1 prata. No individual, venceu na decisão a porto-riquenha Adriana Diaz por 4-3 (7-11, 6-11, 11-3, 11-5, 13-11, 6-11, 12-10). Nas duplas femininas, ao lado de Alexia Nakashima, venceu 3-1 as americanas Amy Wang/Crystal Wang e nas mistas com Siddharta Almeida venceu por 3-0 na final brasileira Alexia e Carlos Ishida.

Por equipes, veio a única prata, ao perderem na decisão para a equipe americana por 3-2, sendo que Bruna venceu suas duas partidas na decisão. Bruna venceu todas as 13 partidas individuais e 9 de duplas que disputou! Carlos Ishida foi prata no tornei masculino ao perder na decisão de 4-0 pro americano Kanak Jha e ajudou a equipe brasileira a ficar com a prata, também perdendo na decisão pros americanos.

Outros Esportes:

– O Campeonato Brasileiro Sub-18 de atletismo definiu a equipe que irá ao Mundial Sub18 no Quênia em julho. Serão 16 atletas, sendo 7 no masculino e 9 no feminino. Principal destaque da equipe é Lorraine Martins, classificado nos 100m e nos 200m, com tempos entre as 8 melhores da categoria.

– Na 2ª etapa da Copa do Mundo de Canoagem Slalom, em Augsburg, Alemanha, Ana Sátila conquistou a melhor colocação do Brasil, com o 8º lugar na final do C1, mesmo perdendo uma porta. No K1, ela perdeu duas portas na semifinal, ficando em 30º lugar. Felipe Borges também chegou na semifinal, no C1, ficando em 26º.

– Após seletiva, CBG convocou os atletas para o Pan de Ginástica Artística de Especialistas, em agosto, e para os Jogos Sul-Americanos da Juventude, em outubro. Para o Pan irão: Caroyne Pedro e Flávia Saraiva no feminino e Péricles Silva, JAred Azarini, Caio Souza e Arthur Zanetti no masculino.

Robert Scheidt e Gabriel Borges começaram muito bem na Semana de Kiel de vela, na Classe 49er, mas caíram muito de rendimento e terminaram em 17º entre 69 barcos. Carlos Lorente e Marco Grael ficaram em 15º.

Henrique Avancini foi 30º no Mundial de Mountain Bike Maratona, na Alemanha. Ele completou o percurso em 3:26:03. O vencedor foi o austríaco Alban Lakata, com 3:17:24. Na Espanha, Raiza Goulão venceu prova em Moralzarzal, faturando mais 30 pontos pro ranking mundial. Em Goiânia, na 2ª etapa da Taça Brasil, vitórias de Erika Gramiscelli e Luiz Cocuzzi. 30 pontos no ranking para cada, também.

– Juliana e Carol Horta perderam nas 4as do Aberto de Nantong de vôlei de praia. Única dupla brasileira na China, foram derrotadas pela dupla russa Abalakina/Dabizha por 21-16, 17-21, 15-12.

Alexandre Rocha foi 59º no Licoln Land Charity Championship, válido pelo circuito web.com Tour de golfe com 279 tacadas no total, 9 acima do campeão.

Yuri Mansur é 5º no Global Champions Tour de Monaco montando Unita Ask. Mesmo zerando no desempate, ele ficou em 5º.

Rugby 7s, handebol, tiro com arco e atletismo em posts individuais.

Brasil domina SulAm de atletismo

Mesmo sem equipe completa, o Brasil dominou o Sul-Americano de atletismo com 17 ouros em 44 provas, numa competição dominada por ventos muito fortes em Assunção, Paraguai.

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Andressa de Morais

O grande resultado do campeonato foi de Andressa de Morais, no lançamento de disco. Com uma ótima série, Andressa venceu a prova com 64,68m, batendo o único recorde sul-americano do torneio. A série dela foi: 61,27 – 63,82 – 61,88 – 64,68 – X – X.

Outros bons resultados vieram com Darlan Romani no arremesso de peso com 21,02m (longe do 21,82 obtidos no começo do mês) e com o venezuelano Eure Yáñez no salto em altura, com 2,31m. Núbia Soares foi a grande surpresa do SulAm ao desbancar a venezuelana vice olímpica Yulimar Rojar no salto triplo. Com um vento de +4,2m/s, Núbia saltou 14,42m contra 14,36m da venezuelana (vento válido +1,4m/s), mas Rojas sentiu um desconforto e não saltou mais, dando a vitória à brasileira.

A ventania atrapalhou outras provas, como nos 100m feminino, onde a equatoriana Ángela Tenório venceu com espetacular 11.02, mas vento de +3,4m/s. Nos 200m, Vitória Cristina Rosa venceu com 22.67 (vento +2,8m/s). Tempaço de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras, com 12.86, mas vento de +2,9m/s. Nos 110m com barreiras, Eduardo de Deus venceu com 13.42 (vento +3,8m/s). No decatlo, ótima prova de Jefferson Santos, com 8.187 pontos, que lhe dariam o índice pro Mundial, se não fosse o vento de +4,3m/s no salto em distância… Em combinadas, o vento considerado limitador é de 4,0m/s, diferente dos +2,0m/s nas provas individuais. Bela marca do colombiano Diego Palomeque, que venceu os 100m com vento válido de +1,9m/s com 10.11, recorde colombiano.

No geral, o Brasil venceu o torneio com 352 pontos contra 259 da Colômbia e 160 da Argentina. Pela primeira vez na história, todos os 13 países que formam a CONSUDATLE venceram pela menos uma medalha! Guiana e Suriname conquistaram pela 1ª vez um ouro em 95 anos de história do SulAm! Gianna Woodruff venceu os 400m com barreiras com 56.04 para dar o 1º ouro panamenho e Miguel van Assen levou o salto triplo com 16,94m, ouro do Suriname. Até a Bolívia medalhou, com uma prata na Marcha!

O prazo para obtenção de índices pro Mundial termina em 23 de julho.