Mundial de Atletismo Indoor – Final

Para encerrar o Mundial, 8 belas finais e um recorde mundial para fechar com chave de ouro.

Pista

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Andrew Pozz (GBR) comemorando o título nos 60m com barreiras. Foto: IAAF

O britânico Andrew Pozzi fez o melhor tempo nas semifinais dos 60m com barreiras, marcando 7.46, seguido do cipriota Milan Trajkovic com 7.51, recorde nacional indoor. O brasileiro Guilherme Constantino ficou em 4º na sua semi com 7.61 e pegou a última vaga por tempo para a decisão. Na final, Trajkovic queimou a largada e foi desclassificado. Na prova, Pozzi ficou lado a lado com o americano Jarret Eaton e o britânico fechou com o ouro com 7.46 contra 7.47 de Eaton. O francês Aurel Manga completou o pódio com 7.54. O brasileiro terminou na ótima 6ª posição com 7.71.

Nos 3.000m masculino, dobradinha etíope com Yomif Kejelcha vencendo com 8:14.41 e Selemon Barega com 8:15.59. O queniano Bethwell Birgen foi bronze com 8:15.70, prevenindo um pódio todo etíope por apenas 0.06. Bronze no Rio-2016 nos 5.000m, Hagos Gebrhiwet acabou em 4º com 8:15.76.

Prata no Rio, Francine Niyonsaba, de Burundi, venceu os 800m feminino com 1:58.31, melhor marca do mundo este ano, para selar o bicampeonato mundial indoor da prova. Com a prata a americana Ajeé Wilson fez 1:58.99 e a britânica Shelayna Oskan-Clarke foi bronze com 1:59.81. Nos 1.500m masculino, o título ficou com o etíope Samuel Tefera com 3:58.19, numa prova muito lenta, mas muito disputada. O polonês Marcin Lewandowski ficou em 2º com 3:58.39 e o marroquino Abdelaati Iguider bronze com 3:58.43. Os 7 primeiros chegaram juntos, com uma diferença de apenas 0.73!

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Revezamento 4x400m masculino polonês com o WR. Foto: IAAF

A equipe dos Estados Unidos sobrou para vencer o revezamento 4x400m feminino com 3:23.85, recorde do campeonato. Polônia com 3:26.09 e Grã-Bretanha com 3:29.38 completaram o pódio. Na última prova de pista do Mundial, o 4x400m masculino, uma grande disputa entre EUA e Polônia. Os americanos lideraram por toda a prova, mas no final Jakub Krzewina ultrapassou Vernon Norwood para dar o ouro pra Polônia com 3:01.77, novo recorde mundial por apenas 0.19! O recorde havia sido batido há menos de um mês por uma equipe americana com 3:01.96. No Mundial, os EUA fizeram 3:01.97 pra levar a prata. A disputa do bronze foi pro photo finish e a Bélgica comandada pelos 3 irmãos Borlée fez 3:02.51 contra 3:02.52 de Trinidad & Tobago.

Campo

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Renaud Lavillenie (FRA). Foto: IAAFG

Oito atletas chegaram pra disputa do salto com vara masculino com mais de 5,85m este ano! Numa longuíssima final, a vitória acabou com o grande francês Renaud Lavillenie, o que adora os brasileiros. Ele chegou com uma prova perfeita em 5,90m ao lado de outros 6 atletas que vinham tendo mais dificuldade nos saltos. Lavillenie passou na 2ª tentativa, forçando o americano Sam Kendricks a ir para 5,95m com apenas uma chance, que não foi bem-sucedida, dando o 3º ouro ao francês em mundiais indoor e a prata ao americano. O polonês Piotr Lisek foi o único outra a passar de 5,85m, mas queimou as 3 em 5,90m e ficou com o bronze. O brasileiro Thiago Braz pra variar não fez uma boa prova em Mundiais. Precisou dos 3 saltos para passar por 5,60m, não salto em 5,70m e foi direto para 5,80m, errando as 3 e terminando em 12º.

Bronze no Rio, a sérvia Ivana Spanovic abriu a final do salto em distância feminino com 6,89m, mas viu as americanas Quanesha Burks e Brittney Reese ameaçarem-na com 6,81m e 6,76m respectivamente. No 2º salto, a alemã Sosthene Moguenara-Taroum marcou 6,85m e foi pro 2º lugar. Reese melhorou para 6,77m e, no 4º salto, fez 6,89m para empatar com a sérvia, mas ficar na frente pelos critérios de desempate. Logo em seguida, Spanovic saltou 6,96m para selar o ouro e não perdê-lo mais. Rees acabou com a prata e Moguenara-Taroum com o bronze.

Após 26 finais, os EUA ficaram na frente no quadro de medalhas com 18 medalhas, sendo 6 ouros, 10 pratas e 2 bronzes. A Etiópia com 4-1-0 veio em seguido. Polônia 2-2-1, Grã-Bretanha 2-1-4, Atletas Neutros (Rússia) 2-1-0 e França 2-0-1 foram os outros a vencerem mais de 1 ouro. Ao todo, 14 países ficaram com um ouro e 33 medalharam.

Foi um bom Mundial pro Brasil, com a bela prata de Almir dos Santos no salto triplo, o 4º lugar de Darlan Romani no peso e o 6º de Gabriel Constantino nos 60m com barreiras. O próximo Mundial indoor será em 2020 em Nanjing, na China.

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Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

Pista

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

Mundial de Atletismo Indoor – Dia 2

Quatro finais no 2º dia em Birmingham e muitas eliminatórias.

Pista

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Murielle Ahoure cruzando em 1º na final dos 60m. Foto: Getty Images

Resultado histórico na final dos 60m feminino com uma dobradinha ouro-prata inesperada, apesar da força das duas atletas. Murielle Ahouré e Marie-Josée Ta Lou colocaram a Costas do Marfim no topo com 6.97 e 7.05, respectivamente. O tempo de Ahouré foi o melhor do ano na prova. Ta Lou e a suíça Mujinga Kambundji empataram com 7.05, mas nos milésimos, a marfinense fez 7.043 contra 7.048 da suíça e ficou com a prata. Elas deixaram dois grandes nomes fora do pódio, a jamaicana bicampeã no Rio-2016 Elaine Thompson 4ª com 7.08 e a holandesa Dafne Schippers 5ª com 7.10. Rosangela Santos correu mal nas eliminatórias com 7.32 e ficou de fora das semifinais da prova po r uma posição entre as que classificaram por tempo.

Nos 400m, o espanhol Oscar Husillos fez o melhor tempo nas semifinais com 45.69, recorde nacional indoor. No feminino, duas americanas lideraram as semifinais com Shakima Wimbley 51.34 e Courtney Okolo 51.79. A americana Kendra Harrison fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 60m com barreiras com 7.77.

Nos 3.000m masculino, os etíopes Yomif Kejelcha e Hagos Gebrhiwet lideraram as eliminatórias com 7:42.83 e 7:43.55 respectivamente. Na esvaziada prova dos 800m masculino com apenas 10 atletas, o espanhol Alvaro de Arriba passou pra final com o melhor tempo de 1:45.44. Campeã dos 3.000m feminino, a etíope Genzebe Dibaba venceu a sua bateria dos 1.500m com 4:06.25 e passou tranquila pra final. Melhor tempo foi da holandesa Sifan Hassan com 4:05.46.

Em uma das baterias dos 400m masculino, um fato inédito na história do atletismo mundial, onde todos os 5 atletas foram desclassificados!! O qatari Abdalleleh Haroun queimou a largada e os outros 4, incluindo o jamaicano Steven Gayle correram fora das raias. Segundo a IAAF isso nunca aconteceu.

Campo

Foi uma bela final do salto em distância masculino. O sul-africano campeão mundial Luvo Manyonga queimou as duas primeiras, mas assumiu a liderança com 8,33m no 3º salto, passando o cubano Juan Miguel Echevarria, que tinha 8,28m. No 4º, Manyonga melhorou para 8,44m, enquanto o cubano subiu para 8,36m. Na 5ª série, o americano Marquis Dendy entrou pro pódio em 3º com 8,42m enquanto o cubano melhorou para 8,46m! Na última série, ninguém melhorou e o sul-africano acabou queimando, dando o ouro pro cubano.

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Anita Marton (HUN). Foto: Getty Images

Bronze no Rio-2016, a húngara Anita Márton venceu seu 1º título global no arremesso de peso com 19,62m, melhor marca do mundo este ano. Na 3ª tentativa, Márton marcou 19,48m, enquanto a jamaicana Danniel Thomas-Dodd vinha em 2º com 19,22m, recorde jamaicano. As duas junto com as chinesas Lijia Gong e Yang Gao seguiam arremessando entre 18,70m e 19m. Na última tentativa, já com o ouro na mão, Márton melhorou para 19,62m para ficar com o ouro. A jamaicana manteve a prata e Lijiao Gong, campeã mundial em 2017, ficou com o bronze com 19,08.

O primeiro ouro britânico no Mundial veio no pentatlo feminino, com Katarina Johnson-Thompson. A prova começou com os 60m com barreiras, onde a americana Erica Bougard largou na frente com 8.07 (1113 pontos) enquanto a britânica aparecia em 6º com 8.36 (1048). No salto em altura, Johnson-Thompson já assumiu a liderança após marcar 1,91m (1119 pontos) somando 2167, com Bougard em 2ª com 2154. No arremesso de peso, as duas líderes foram muito mal. Johnson-Thompson fez 12,68m (706) e Bougard 12,31m (682). Com ótimos 14,15m, a cubana Yorgelis Rodríguez foi pra liderança com 2886, 13 a mais que Johnson-Thompson, 14 a mais que a austríaca Ivona Dadic e 50 a mais que Bougard. No salto em distância, a britânica fez a melhor marca de 6,50m (1007) e voltou à liderança com 3880 contra 3847 de Dadic e 3782 de Rodríguez. Nos 800m, Johnson-Thompson venceu a bateria com 2:16.63 (870) confirmando o ouro com 4750, com Dadic na prata com 4700 e Rodriguez bronze com 4637.

O heptatlo masculino teve 4 provas disputadas na sexta-feira. Nos 60m, o canadense Damian Warner fez 6.74 (977) contra 6.85 (936) do francês Kevin Mayer, atual campeão mundial no decatlo. No salto em distância, a melhor marca foi do alemão Kai Kazmirek com 7,68m (980) com Mayer em 2º com 7,55m (947), mas Warner fez apenas 7,39m (908). No arremesso de peso, Mayer foi o melhor com 15,67m (831) enquanto o canadense fez 14,90m (784). Mayer liderava com 2714 contra 2669 do canadense. No salto em altura, um show do estoniano Maicel Uibo com 2,17m (963), muito a frente do resto. Mayer e Warner fizeram 2,02m (822). Mayer fechou o 1º dia com 3536 contra 3491 do canadense e 3436 do estoniano, que subiu de 8º para 3º.

E agora?

Bem, os Jogos Olímpicos de Inverno acabaram, mas a temporada ainda não, pois teremos ainda muitas etapas das Copas do Mundo.

No esqui alpino temos ainda 3 paradas por gênero, sendo a última em Are, na Suécia, faltando ainda 8 provas por gênero. O cross-country tem também mais 3 paradas incluindo a final em Falun, também na Suécia. Temos ainda provas de moguls, slopestyle, halfpipe, big air e ski cross no esqui freestyle. O combinado nórdico tem ainda 5 paradas e 9 provas ao todo. Nos saltos, os homens tem muitas etapas, incluindo o Raw Air, que conta com 10 eventos nas rampas norueguesas e as mulheres competem mais 5 vezes em 3 paradas. O snowboard ainda tem provas no snowboard cross, no paralelo, no Big Air e no slopestyle.

A patinação de velocidade tem o Mundial de Sprint já nesse fim de semana na China e o de Allround na Holanda, além da etapa final na Bielorrussia. A pista curta terá o Mundial no Canadá e a patinação artística conta com os mundiais juvenis e adultos em março. Temos mais 3 etapas da Copa do Mundo de biatlo. O curling terá disputas dos Mundiais masculinos, feminino e de duplas mistas e o Mundial de Hóquei no Gelo masculino será em maio na Dinamarca.

Mas deixando os esportes de inverno um pouco de lado, essa semana as coisas começam a agitar nos de verão, com 2 mundiais. A cidade holandesa de Apeldoorn receberá pela 2ª vez o Mundial de Ciclismo de Pista a partir de quarta-feira, dia 28 de fevereiro, que terá a presença de muita gente boa, como o casal de britânicos Jason e Laura Kenny (ex-Laura Trott), o francês François Pervis, os alemães Joachim Eilers, Miriam Welte e Kristina Vogel, a australiana Stephanie Morton, a belga Jolien D’Hoore e as russas Anastasia Voynova e Daria Shmeleva.

Também teremos no fim de semana o Mundial Indoor de Atletismo, em Birmingham, na Grã-Bretanha. Os destaques no masculino são os americanos Chris Coleman, Michael Rodgers, Aries Merritt e Sam Kendricks, o djibutiense Ayanleh Souleiman, o etíope Hagos Gebrhiwet, o jamaicano Omar McLeod, o qatari Mutaz Essa Barshim, os franceses Renaud Lavillenie e Kevin Mayer, os poloneses Piotr Lisek e Konrad Bukowiecki, o sul-africano Luco Manyonga, o neozelandês Tom Walsh, o alemão David Storl. Entre as mulheres, destaco as americanas Sharika Nelvis, Sandi Morris, Jenn Suhr e Brittney Reese, as alemãs Tatjana Pinto e Cindy Roleder, a holandesa Dafne Schippers, a etíope Genzebe Dibaba, a russa Maria Lasitskene, a venezuelana Yulimar Rojas, a grega Ekaterini Stefanidi, a cubana Yarisley Silva e a sérvia Ivana Spanovic.

O Brasil não estará com nenhum representante no Mundial de ciclismo de pista, mas terá 8 atletas no de atletismo indoor, 4 homens e 4 mulheres. De olho no triplista Almir dos Santos, dono da melhor marca do ano com 17,37m, no Darlan Romani, que tem 21,68 este ano no arremesso de peso, no campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz, que já fez 5,90m este ano e na Nubia Soares, que tem a 2º melhor marca pessoal no salto triplo, atrás apenas da venezuelana Rojas, campeã mundial.

O ano está só começando!!

Mundial de Atletismo – Dia 3

Final inédita pro Brasil e ouro para dois campeões olímpicos no Rio.

100m feminino

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O salto de Torie Bowie pro ouro. Foto: IAAF/Getty Images

Depois de vencer sua bateria nas eliminatórias no dia anterior, Rosângela Santos brilhou novamente na semifinal ao ficar em 2º lugar na sua bateria com 10.91, batendo o recorde sul-americano e se tornando a 1ª brasileira a correr abaixo dos 11s! Ela avançou pra final com o 3º tempo no meio de grandes nomes como a campeã olímpica Elaine Thompson, a americana Torie Bowie e a holandesa Dafne Schippers.

Na decisão, Rosângela correu novamente bem, mas acima do tempo da semi, 11.06 e o ótimo 7º lugar na estreia de uma brasileira em uma final dos 100m. Quem surpreendeu foi a marfinense Marie-Josée Ta Lou que parecia que tinha levado, mas vendo novamente, percebe-se uma recuperação espetacular da americana Torie Bowie, que se jogou na linha de chegada e levou o ouro com 10.85 contra 10.86 de Ta Lou. A holandesa Dafne Schippers ficou com o bronze com 10.96.

Maratona masculina

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Até a metade, um pelotão grande seguia unido. Na 2ª metade da corrida, os quenianos Geoffrey Kirui e Gideon Kipketer e o etíope Tamirat Tola começaram a abrir. Kirui e Tola seguiram lado a lado enquanto Kipketer caía e via o tanzaniano Alphonce Silbu crescer. Nos últimos 5km, Kirui apertou e abriu sobre o etíope. Com 40km já tinha 52s de vantagem e aumentando até vencer com 2:08:27 contra 2:09:49 do etíope. Alphonce Simbu completou o pódio com 2:09:51 para levar a 2ª medalha da Tanzânia na história.

Maratona feminina

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Rose Chelimo (BRN). Foto: IAAF/Getty Images

A portuguesa Catarina Ribeiro forçou no início, mas com 15km já tinha despencado e a britânica Alyson Dixon foi pra frente liderando com folga. Com 30km, a armada africana junto com algumas penetras como duas americanas, uma norte-coreana, uma australiana e uma japonesa chegou pra formar um pelotão de 15 atletas. O grupo foi reduzindo aos poucos e, com 40km, a queniana Edna Kiplagat e a a barenita (queniana de nascimento) Rose Chelimo estavam a frente com outra queniana Flomena Daniel e americana Amy Cragg juntas 7s atrás. Chelimo seguiu forte até vencer com 2:27:11 enquanto Kiplagat e Cragg terminaram juntas a prova, mas com a queniana levemente a frente pra levar a prata. Ambas fizeram 2:27:18.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE). Foto: IAAF/Getty Images

A disputa ficou entre as duas favoritas: a grega campeã olímpica Ekaterini Stefanidi e a americana vice olímpica Sandi Morris. Elas passavam todas as alturas de 1ª e passaram sozinhas a 4,75m. A venezuelana Robeilys Peinado e a cubana Yarisley Silva empataram em 3º, ambas com 4,65m na 2ª tentativa e apenas um erro na prova. Em 4,82m, Morris errou e a grega passou de 1ª. Ambas foram para 4,89m, com Morris tendo apenas duas chances, errando ambas. Já campeã, Stefanidi foi direto pra 4,91m, passando na 1ª e fazendo a melhor marca do mundo em 2017. Ainda tentou 5,02m, que seria recorde do campeonato, mas não conseguiu. A grega unifica, portanto, os títulos olímpico e mundial.

Arremesso de peso masculino

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Tomas Walsh (NZL). Foto: IAAF/Getty Images

O americano Joe Kovacs abriu a prova com 21,48m contra 21,38 do neozelandês Tomas Walsh. Mas Walsh melhorou para 21,64m na 2ª tentativa. Na 3ª, Walsh melhorou ainda mais para 21,75m enquanto o americano subia para 21,66m, em 2º. O neozelandês seguia com uma prova brilhante, fazendo 21,70m, 21,63m, e enquanto Kovacs, que defendia o título mundial, não melhorava, Walsh fechou a prova já como campeão com 22,03m! O croata Stipe Zunic ficou com o bronze com 21,46, sua primeira medalha importante da carreira.

Heptatlo feminino

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Ao fim do 1º dia, a alemã Carolin Schäfer liderava com 22 pontos de vantagem sobre a belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Na 1ª prova do 2º dia, Thiam brilhou no salto em distância com 6,57m e 1.030 pontos contra 6,20m (912) da alemã. No dardo, a holandesa Anouk Vetter fez a melhor marca do dardo em um mundial no heptatlo, com ótimos 58,41m e 1.024 pontos! Thiam fez 53,93m (936) e Schäfer 49,99m (860). Thiam foi pra última prova com 172 pontos de vantagem e o ouro na mão. Já Schäfer mantinha o 2º lugar, mas com apenas 3 pontos na frente da holandesa. Nos 800m, nenhum liderou a sua bateria, mas a alemã chegou bem a frente da holandesa. Thiam foi a última na bateria, mas o suficiente para garantir o ouro com 6.784 pontos contra 6.696 de Schäfer e 6.636 de Vetter, recorde holandês. Em prova fraquíssima, Tamara Alexandrino terminou em 24º com 5.631 e Vanessa Chefer desistiu dos 800m após dar 3 passos e ficou em último com 4.500 pontos indo apenas passear em Londres.

Pista

Numa bateria forte dos 3.000m com obstáculos, o finalista olímpico Altobeli da Silva ficou em 6º com 8:31.82, mas não avançou pra final. Melhor tempo do americano Evan Jager com 8:20.36.

O cubano que representa a Turquia Yasmani Copello fez o melhor tempo das eliminatórias dos 400m com barreiras com 49.13. Márcio Teles foi 2º n sua bateria com 49.41 e avançou pra semifinal. Já Hederson Estefani fez 50.22 e ficou de fora por uma posição.

Nos 400m feminino, melhor tempo da barenita Salwa Eid Naser com 50.57. Correndo pra classificar, Allyson Felix venceu sua bateria com fracos 52.44, apenas para avançar pra semifinal.

Campeão olímpico neste estádio em 2012, o americano Aries Merritt fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 110m com barreiras com 13.16. Éder Souza fez 13.56 e avançou pra semi. Na sessão noturna, o jamaicano campeão olímpico no Rio Omar McLeod fez a melhor marca da semi com 13.10. Já o brasileiro com 13.70 ficou de fora da final.

Com a bela marca de 43.89, Steven Gardiner de Bahamas fez o melhor tempo das semifinais dos 400m com recorde nacional. Campeão olímpico e recordista mundial, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu outra bateria com 44.22 pra avançar também pra final. Americano multicampeão LaShawn Merritt foi 7º na sua bateria com 45.52, longe da final.

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 4º na sua semi com 1:45.83, mas conseguiu pegar a última vaga para a final, por tempo! Ótima prova dele e uma enorme surpresa. O melhor tempo foi do vencedor da sua série, o queniano Kipyegon Bett com 1:45.02.

Campo

Sem grandes surpresas na qualificação do salto com vara masculino. O francês Renaud Lavillenie e o polonês Piotr Lisek foram os únicos a passar incólumes até atingirem os 5,70m. Também avançaram o americano Sam Kendricks, que faz excelente temporada, o atual campeão mundial, o canadense Shawn Barber, e o campeão mundial de 2013, o alemã Raphael Holzdeppe.

Na quali do dardo feminino, recorde asiático pra chinesa Huihui Lyu, com 67,59m logo na 1ª tentativa! Campeã olímpica no Rio, a croata Sara Kolak passou em 8º com 63,24m. Bicampeã olímpica, a checa Barbora Spotakova passou com a 5ª marca, de 64,32m.

Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

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Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

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Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

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Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.