Nubia Soares é Top-3 e bate novamente recorde brasileiro

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Em prova na cidade francesa de Rouen, na França, nesta terça-feira, Nubia Soares bateu novamente o recorde brasileiro da prova, agora com excelentes 14,69m (vento +1,3m/s). O recorde anterior era da própria Nubia, de 14,59m, estabelecido nos Jogos Sul-Americanos no início de junho, na altitude de Cochabamba.

Com essa excelente marca, Nubia tem a 3ª marca do ano na prova, atrás apenas da super colombiana Caterine Ibarguen com 14,96m e da americana Tori Franklin com 14,84m. A marca é top-50 da história e a 14ª marca da década de 2010!

O objetivo de Nubia é atingir os 15m e parece que a marca chegará antes do imaginado! Com essa marca, ela seria 4ª em Londres-2012, 5ª no Rio-216 e 4ª nos dois últimos mundiais.

Aliás, o salto triplo voltou a dar muitas alegrias ao Brasil. Almir dos Santos foi prata no Mundial indoor em março, Mirieli Santos foi prata no Mundial Sub20 no domingo e agora mais um recorde da Nubia. Três nomes que tem tudo para entrar numa lista que tem Adhemar Ferreira da Silva, João Carlos de Oliveira e Nelson Prudêncio.

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Mundial Sub20 de Atletismo – Final

O Brasil saiu com 2 medalhas do Mundial na Finlândia, uma prata no domingo com Mirieli Estaili Santos no salto triplo e um bronze no sábado com Alison dos Santos nos 400m com barreiras!

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Alison dos Santos (direita) no pódio dos 400m com barreiras. Foto: Getty Images

Alison começou em segunda na sua eliminatória com 51.08, venceu sua semifinal com 50.90 e na decisão correu muito bem para segurar o 3º lugar desde a metade da prova e fechar com 49.78, seu recorde pessoal. Ele ficou atrás do sul-africano Sokwakhana Zazini com 49.42 e do qatari Bassem Hemeida com 49.59. Já Mirieli começou brilhando na qualificação, onde fez 13,60m, recorde pessoal, passando para a final com a 2ª marca, atrás apenas da búlgara Aleksandra Nacheva, com 13,68m. Na final, a brasileira começou com 13,30m e foi pros 3 saltos finais apenas em 6º. Mas na 5ª tentativa tirou um lindo 13,81m da cartola para subir pro segundo lugar e ficar com a prata, atrás novamente de Nacheva, que voou para 14,18m.

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Mirieli Estaili. Foto: CBAt

Mas o Mundial foi marcado pela fraca atuação americana. Apesar de terem levado o maior número de medalhas, 18 no total, o 1º ouro veio apenas na última prova do sábado, a 35ª do Mundial. Foi no revezamento 4x100m masculino, com 38.88, seguidos de Jamaica 38.96 e Alemanha 39.22. No domingo, Tia Jones levou os 100m com barreiras com 13.01, exatamente o mesmo tempo (até nos milésimos) da jamaica Britany Anderson, que para a IAAF foi prata. No 4x400m feminino, as americanas sobraram para vencer com 3:28.74, mas no masculino, onde também eram favoritos, eles derrubaram o bastão na primeira passagem, tentaram uma corrida de recuperação e ficaram com a prata, perdendo para a surpreendente Itália, com 3:04.05 contra 3:05.24 dos americanos.

O Quênia levou o maior número de ouros, 6 no total. Ale’m dos 3 do 1º post, também venceram os 800m masculino com Solomon Lekuta 1:46.35, os 5.000m masculino com Edward Zakayo 13:20.16 e os 3.000m com obstáculos feminino, prova completamente dominada pela Celliphine Chespol com 9:12.79. Já na prova masculino, onde o Quênia jamais havia perdido em Mundiais Sub20, o ouro foi pro etíope Takele Nigate, com 8:25.35. Alemaz Samuel levou os 1.500m feminino com 4:09.67, dando o 3º ouro etíope em Tampere.

Outros resultados excepcionais do Mundial ficaram com o sueco Armand Duplantis nos alto com vara, com 5,82m (ele tentou 6,01m, mas não deu), Briana Williams nos 200m feminino com 22.50 para fazer a dobradinha 100m-200m, e o cubano Jordan Diaz no salto triplo com 17,15m.

Na pista, também venceram o britânico Jona Efoloko nos 200m com 20.48, o belga Jonathan Sacoor nos 400m com 45.03, o chinês Zhang Yao na marcha 10.000m com 40:32.06, a sul-africana Zeney van der Walt nos 400m com barreiras com 55.34 e a mexicana Alegna Gonzalez na marcha 10.000m com 44:13.88.

No campo, dobradinha no salto em altura masculino com 2,23m com o grego Antonios Merlos e o mexicano Roberto Vilches, e vitórias do jamaicano Kai Chang no disco com 62,36m, do britânico Jake Norris no martelo com 80,65m, do australiano Nash Lowis no dardo com 75,31m, da bielorrussa Karyna Taranda no salto em altura com 1,92m, da alemã Lea-Jasmine Riecke no salto em distância com 6,51m, da canadense Camryn Rodgers no martelo com 64,90m e da britânica Niamh Emerson no heptatlo com 6.253 pontos.

Os brasileiros também conseguiram bons resultados com o 5º lugar de Pedro Henrique Rodrigues no dardo com 72,44m, 7º lugar de Lorraine Martins nos 200m com 23.91 e o 8º lugar do revezamento 4x400m feminino com 3:34.55, recorde sul-americano sub20.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 29 medalhas na base (8O-9P-12B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)

Mundial Sub20 de Atletismo – Parte 1

Após 3 dias de disputas na cidade finlandesa de Tampere, duas situações se destacam. A primeira é o sucesso asiático na competição e a outra é o fracasso norte-americano.

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Lalu Muhammad Zohri. Foto: IAAF

Talvez a grande surpresa tenha sido a vitória do indonésio Lalu Muhammad Zohri nos 100m masculino, com 10.18, deixando os americanos favoritos Anthony Schwartz (que tinha 10.09 esse ano) e Eric Harrison para trás, prata e bronze respectivamente, ambos com 10.22. Já o Japão quase levou 3 ouros em menos de uma hora, na quarta-feira. Nozomi Tanaka venceu os 3.000m feminino com 8:54.01, Yuki Hashioka levou o salto em distância masculino com 8,03m e Tomaka Kuwazoe ficou com a prata no dardo feminino com 55,66m, perdendo o ouro por apenas 29cm, para a ucraniana Alina Shukh, com 55,95m. A 4ª vitória asiática veio com a indiana Hima Das, que levou os 400m feminino com 51.46.

As equipes africanas também vem bem, com 5 ouros até o momento. O Quênia tem 3 ouros: George Manangoi nos 1.500m masculino com 3:41.71, Rhonex Kipruto nos 10.000m masculino com 27:21.08 e Beatrice Chebet nos 5.000m feminino com 15:30.77. A etíope Deribe Welteji venceu os 800m feminino com o ótimo tempo de 1:59.75 e o sul-africano Kyle Blignaut levou o arremesso de peso com 22,07m.

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Briana Williams. Foto: IAAF

Até agora os americanos tem 5 medalhas, 2 pratas e 3 bronzes. Nos 100m feminino, a americana Twanisha Terry vinha de uma ótima semifinal com 11.03, recorde do campeonato, mas foi derrotada na decisão pela jamaicana Briana Williams, com 11.16, contra 11.19 de Terry. Nos 110m com barreiras, dobradinha jamaicana com Damion Thomas no ouro com 13.18. Os americanos também acumularam resultados muito ruins nos 400m com barreiras e em outras provas de velocidade, que ainda não tiveram a final. Vários favoritos ficaram de fora das decisões.

O australiano Ashley Moloney fez uma excelente prova no decatlo, somando 8190 pontos, recorde do campeonato, batendo suas marcas pessoais em 8 das 10 provas. A neozelandesa Madison-Lee Wesche faturou o arremesso de peso na última tentativa, com 17,09m, deixando chinesa e holandesa, que tinham ambas 17,05m, com a prata e o bronze. No salto com vara, a checa Amalie Svabikova sobrou numa bela prova com 4,51m e Alexandra Emilianov, da Moldova, confirmou o favoritismo para vencer o lançamento de disco com 57,89m.

Os brasileiros vem fazendo um mundial razoável, com boa parte avançando de fase. A melhor marca até agora foi de Lorraine Martins, que terminou em 6º na final dos 100m com 11.48, ficando a apenas 0.01 do seu PB. Valquiria Meurer foi 9ª na final do lançamento de disco com 49,03m e Fabielle Ferreira 10ª no lançamento de dardo com 50,05m. Foram ainda outras 6 semifinais: Alison dos Santos, Cheyenne da Silva e Marlene Santos nos 400m com barreiras, Bruno Silva, Tiffani Silva e Giovana dos Santos nos 400m. Alison, Bruno a Giovana fizeram parte do revezamento 4x400m misto do Brasil que foi ouro no Mundial Sub18 em 2017.

Recorde no atletismo!

Enquanto todos estão de olho nos jogos da Copa do Mundo na Rússia, o atletismo brasileiro conseguiu marcas extremamente expressivas no meeting de Montreuil, na França, nesta terça-feira.

Gabriel Constantino ficou em 2º lugar nos 110m com barreiras com espetaculares 13.23 (vento +0,5) e bateu o recorde sul-americano da prova, que era do colombiano Paul César Villar de 2011, com 13.27, e o brasileiro do Redelen dos Santos de 2004 com 13.29. Foi a 5ª vez no ano que Gabriel completou a distância em menos de 13.50. Com o tempo de ontem, Gabriel seria bronze no Rio-2016. A vitória foi do russo Sergey Shubenkov, com 12.99, melhor tempo de 2018 no mundo.

Nos 100m, Paulo André de Oliveira foi 3º com 10.10 (vento +0,9), melhor tempo de um brasileiro desde junho-2016! Segundo o ranking da IAAF, Paula André se tornou o 3º brasileiro mais rápido da história, atrás apenas de Robson Caetano (10.00, 10.02 e 10.08) e do André Domingos (10.06), mas a CBAt afirma que ele é o 4º da história. 3º ou 4º, o que importa é a excelente marca do atleta, que junto com Vitor Hugo dos Santos, pode se tornar o 1º brasileiro a quebrar a barreira dos 10 segundos. O chinês Zhenye Xie venceu a prova com 9.97, melhorando o recorde nacional em 0.02.

O atletismo brasileiro vem mostrando grande evolução nos últimos anos e as chances de finais (top-8) no Mundial do ano que vem aumentou consideravelmente. Podemos citar, além do Gabriel, Darlan Romani (peso),Thiago Braz (salto com vara), Nubia Soares (triplo), Erica Sena (marcha), Caio Bonfim (marcha), Almir dos Santos (triplo), Wagner Domingos (martelo), Geisa Arcanjo (peso), Thiago André (800m e 1.500m), 4x100m masculino.

Mundial de Atletismo Indoor – Final

Para encerrar o Mundial, 8 belas finais e um recorde mundial para fechar com chave de ouro.

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Andrew Pozz (GBR) comemorando o título nos 60m com barreiras. Foto: IAAF

O britânico Andrew Pozzi fez o melhor tempo nas semifinais dos 60m com barreiras, marcando 7.46, seguido do cipriota Milan Trajkovic com 7.51, recorde nacional indoor. O brasileiro Guilherme Constantino ficou em 4º na sua semi com 7.61 e pegou a última vaga por tempo para a decisão. Na final, Trajkovic queimou a largada e foi desclassificado. Na prova, Pozzi ficou lado a lado com o americano Jarret Eaton e o britânico fechou com o ouro com 7.46 contra 7.47 de Eaton. O francês Aurel Manga completou o pódio com 7.54. O brasileiro terminou na ótima 6ª posição com 7.71.

Nos 3.000m masculino, dobradinha etíope com Yomif Kejelcha vencendo com 8:14.41 e Selemon Barega com 8:15.59. O queniano Bethwell Birgen foi bronze com 8:15.70, prevenindo um pódio todo etíope por apenas 0.06. Bronze no Rio-2016 nos 5.000m, Hagos Gebrhiwet acabou em 4º com 8:15.76.

Prata no Rio, Francine Niyonsaba, de Burundi, venceu os 800m feminino com 1:58.31, melhor marca do mundo este ano, para selar o bicampeonato mundial indoor da prova. Com a prata a americana Ajeé Wilson fez 1:58.99 e a britânica Shelayna Oskan-Clarke foi bronze com 1:59.81. Nos 1.500m masculino, o título ficou com o etíope Samuel Tefera com 3:58.19, numa prova muito lenta, mas muito disputada. O polonês Marcin Lewandowski ficou em 2º com 3:58.39 e o marroquino Abdelaati Iguider bronze com 3:58.43. Os 7 primeiros chegaram juntos, com uma diferença de apenas 0.73!

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Revezamento 4x400m masculino polonês com o WR. Foto: IAAF

A equipe dos Estados Unidos sobrou para vencer o revezamento 4x400m feminino com 3:23.85, recorde do campeonato. Polônia com 3:26.09 e Grã-Bretanha com 3:29.38 completaram o pódio. Na última prova de pista do Mundial, o 4x400m masculino, uma grande disputa entre EUA e Polônia. Os americanos lideraram por toda a prova, mas no final Jakub Krzewina ultrapassou Vernon Norwood para dar o ouro pra Polônia com 3:01.77, novo recorde mundial por apenas 0.19! O recorde havia sido batido há menos de um mês por uma equipe americana com 3:01.96. No Mundial, os EUA fizeram 3:01.97 pra levar a prata. A disputa do bronze foi pro photo finish e a Bélgica comandada pelos 3 irmãos Borlée fez 3:02.51 contra 3:02.52 de Trinidad & Tobago.

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Renaud Lavillenie (FRA). Foto: IAAFG

Oito atletas chegaram pra disputa do salto com vara masculino com mais de 5,85m este ano! Numa longuíssima final, a vitória acabou com o grande francês Renaud Lavillenie, o que adora os brasileiros. Ele chegou com uma prova perfeita em 5,90m ao lado de outros 6 atletas que vinham tendo mais dificuldade nos saltos. Lavillenie passou na 2ª tentativa, forçando o americano Sam Kendricks a ir para 5,95m com apenas uma chance, que não foi bem-sucedida, dando o 3º ouro ao francês em mundiais indoor e a prata ao americano. O polonês Piotr Lisek foi o único outra a passar de 5,85m, mas queimou as 3 em 5,90m e ficou com o bronze. O brasileiro Thiago Braz pra variar não fez uma boa prova em Mundiais. Precisou dos 3 saltos para passar por 5,60m, não salto em 5,70m e foi direto para 5,80m, errando as 3 e terminando em 12º.

Bronze no Rio, a sérvia Ivana Spanovic abriu a final do salto em distância feminino com 6,89m, mas viu as americanas Quanesha Burks e Brittney Reese ameaçarem-na com 6,81m e 6,76m respectivamente. No 2º salto, a alemã Sosthene Moguenara-Taroum marcou 6,85m e foi pro 2º lugar. Reese melhorou para 6,77m e, no 4º salto, fez 6,89m para empatar com a sérvia, mas ficar na frente pelos critérios de desempate. Logo em seguida, Spanovic saltou 6,96m para selar o ouro e não perdê-lo mais. Rees acabou com a prata e Moguenara-Taroum com o bronze.

Após 26 finais, os EUA ficaram na frente no quadro de medalhas com 18 medalhas, sendo 6 ouros, 10 pratas e 2 bronzes. A Etiópia com 4-1-0 veio em seguido. Polônia 2-2-1, Grã-Bretanha 2-1-4, Atletas Neutros (Rússia) 2-1-0 e França 2-0-1 foram os outros a vencerem mais de 1 ouro. Ao todo, 14 países ficaram com um ouro e 33 medalharam.

Foi um bom Mundial pro Brasil, com a bela prata de Almir dos Santos no salto triplo, o 4º lugar de Darlan Romani no peso e o 6º de Gabriel Constantino nos 60m com barreiras. O próximo Mundial indoor será em 2020 em Nanjing, na China.

Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

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Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

Mundial de Atletismo Indoor – Dia 2

Quatro finais no 2º dia em Birmingham e muitas eliminatórias.

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Murielle Ahoure cruzando em 1º na final dos 60m. Foto: Getty Images

Resultado histórico na final dos 60m feminino com uma dobradinha ouro-prata inesperada, apesar da força das duas atletas. Murielle Ahouré e Marie-Josée Ta Lou colocaram a Costas do Marfim no topo com 6.97 e 7.05, respectivamente. O tempo de Ahouré foi o melhor do ano na prova. Ta Lou e a suíça Mujinga Kambundji empataram com 7.05, mas nos milésimos, a marfinense fez 7.043 contra 7.048 da suíça e ficou com a prata. Elas deixaram dois grandes nomes fora do pódio, a jamaicana bicampeã no Rio-2016 Elaine Thompson 4ª com 7.08 e a holandesa Dafne Schippers 5ª com 7.10. Rosangela Santos correu mal nas eliminatórias com 7.32 e ficou de fora das semifinais da prova po r uma posição entre as que classificaram por tempo.

Nos 400m, o espanhol Oscar Husillos fez o melhor tempo nas semifinais com 45.69, recorde nacional indoor. No feminino, duas americanas lideraram as semifinais com Shakima Wimbley 51.34 e Courtney Okolo 51.79. A americana Kendra Harrison fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 60m com barreiras com 7.77.

Nos 3.000m masculino, os etíopes Yomif Kejelcha e Hagos Gebrhiwet lideraram as eliminatórias com 7:42.83 e 7:43.55 respectivamente. Na esvaziada prova dos 800m masculino com apenas 10 atletas, o espanhol Alvaro de Arriba passou pra final com o melhor tempo de 1:45.44. Campeã dos 3.000m feminino, a etíope Genzebe Dibaba venceu a sua bateria dos 1.500m com 4:06.25 e passou tranquila pra final. Melhor tempo foi da holandesa Sifan Hassan com 4:05.46.

Em uma das baterias dos 400m masculino, um fato inédito na história do atletismo mundial, onde todos os 5 atletas foram desclassificados!! O qatari Abdalleleh Haroun queimou a largada e os outros 4, incluindo o jamaicano Steven Gayle correram fora das raias. Segundo a IAAF isso nunca aconteceu.

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Foi uma bela final do salto em distância masculino. O sul-africano campeão mundial Luvo Manyonga queimou as duas primeiras, mas assumiu a liderança com 8,33m no 3º salto, passando o cubano Juan Miguel Echevarria, que tinha 8,28m. No 4º, Manyonga melhorou para 8,44m, enquanto o cubano subiu para 8,36m. Na 5ª série, o americano Marquis Dendy entrou pro pódio em 3º com 8,42m enquanto o cubano melhorou para 8,46m! Na última série, ninguém melhorou e o sul-africano acabou queimando, dando o ouro pro cubano.

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Anita Marton (HUN). Foto: Getty Images

Bronze no Rio-2016, a húngara Anita Márton venceu seu 1º título global no arremesso de peso com 19,62m, melhor marca do mundo este ano. Na 3ª tentativa, Márton marcou 19,48m, enquanto a jamaicana Danniel Thomas-Dodd vinha em 2º com 19,22m, recorde jamaicano. As duas junto com as chinesas Lijia Gong e Yang Gao seguiam arremessando entre 18,70m e 19m. Na última tentativa, já com o ouro na mão, Márton melhorou para 19,62m para ficar com o ouro. A jamaicana manteve a prata e Lijiao Gong, campeã mundial em 2017, ficou com o bronze com 19,08.

O primeiro ouro britânico no Mundial veio no pentatlo feminino, com Katarina Johnson-Thompson. A prova começou com os 60m com barreiras, onde a americana Erica Bougard largou na frente com 8.07 (1113 pontos) enquanto a britânica aparecia em 6º com 8.36 (1048). No salto em altura, Johnson-Thompson já assumiu a liderança após marcar 1,91m (1119 pontos) somando 2167, com Bougard em 2ª com 2154. No arremesso de peso, as duas líderes foram muito mal. Johnson-Thompson fez 12,68m (706) e Bougard 12,31m (682). Com ótimos 14,15m, a cubana Yorgelis Rodríguez foi pra liderança com 2886, 13 a mais que Johnson-Thompson, 14 a mais que a austríaca Ivona Dadic e 50 a mais que Bougard. No salto em distância, a britânica fez a melhor marca de 6,50m (1007) e voltou à liderança com 3880 contra 3847 de Dadic e 3782 de Rodríguez. Nos 800m, Johnson-Thompson venceu a bateria com 2:16.63 (870) confirmando o ouro com 4750, com Dadic na prata com 4700 e Rodriguez bronze com 4637.

O heptatlo masculino teve 4 provas disputadas na sexta-feira. Nos 60m, o canadense Damian Warner fez 6.74 (977) contra 6.85 (936) do francês Kevin Mayer, atual campeão mundial no decatlo. No salto em distância, a melhor marca foi do alemão Kai Kazmirek com 7,68m (980) com Mayer em 2º com 7,55m (947), mas Warner fez apenas 7,39m (908). No arremesso de peso, Mayer foi o melhor com 15,67m (831) enquanto o canadense fez 14,90m (784). Mayer liderava com 2714 contra 2669 do canadense. No salto em altura, um show do estoniano Maicel Uibo com 2,17m (963), muito a frente do resto. Mayer e Warner fizeram 2,02m (822). Mayer fechou o 1º dia com 3536 contra 3491 do canadense e 3436 do estoniano, que subiu de 8º para 3º.