Arthur Nory faz história e é campeão mundial!

Estava um mundial cheio de emoções distintas para o Brasil.

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Foto: Ricardo Bufolin

Primeiro Jade Barbosa se machucou, aí o Brasil não conseguiu vaga olímpica por equipes no feminino, mas Flávia Saraiva pegava pela 1ª vez na carreira vaga em 3 finais individuais. Os meninos ficaram em 3º no 1º dia de qualificação, aí foram caindo com as apresentações do 3º dia, mas conseguiram a vaga para Tóquio. Flávia foi 7ª no individual geral, Caio Souza 13º, só que no sábado, Arthur Zanetti ficou sem medalha.

Aí veio o domingo, com 3 finais pro Brasil. Flávia Saraiva foi a última a entrar na final da trave, mas caiu no meio da prova. Ainda assim, fez uma ótima apresentação tirando 13,400. Caso não tivesse caído, tiraria no mínimo 14,400, que lhe daria o bronze. Depois veio a dramática final do solo, onde ele foi lindíssima, mas com 13,966 acabou numa frustrante 4ª posição. A comissão técnica pediu revisão, que foi rejeitada.

Para fechar o Mundial, a sempre espetacular final da barra fixa, que começou o campeão mundial de 2017, o croata Tin Srbic tirando 14,666. Em seguida veio Tang Chia-hung, de Taiwan, o melhor na quali com 14,933, mas ele sofreu uma queda e tirou apenas 12,766. O russo Artur Dalaloyan, dono de 3 ouros nesse Mundial, foi muito bem com 14,533. Em seguida veio Arthur Nory.

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Foto: Ricardo Bufolin

Bronze no solo no Rio-2016, Nory tinha ficado em 4º no Mundial de 2015. Após lesões nos membros inferiores, Nory focou nesta prova e o resultado apareceu. Após a prata no Pan de Lima, o brasileiro foi muito seguro e fez uma apresentação espetacular, com pouquíssimos erros de execução e tirou um incrível 14,900. Restando 3 atletas, veio a tensão. O japonês Daiki Hashimoto tirou 14,233 e o brasileiro garantia o bronze. Quando o australiano Tyson Bull caiu, a prata estava no colo do brasileiro. Para fechar a prova, o forte americano Sam Mikulak, que mudou sua série para aumentar a dificuldade (6,300, igual a do brasileiro), mas cometeu muitos erros de execução e acabou na 5ª colocação com 14,066.

Nory se tornou apenas o 6º brasileiro a medalhar em um Mundial de ginástica artística. O Brasil chegou a 14 medalhas, sendo 5 de ouros, 5 de prata e 4 de bronze:
Diego Hypolito: 🥇🥇🥈🥉🥉
Arthur Zanetti: 🥇🥈🥈🥈
Arthur Nory: 🥇
Daiane dos Santos: 🥇
Daniele Hypolito: 🥈
Jade Barbosa: 🥉🥉

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 4

Teve ouro de onde não se esperava muito e de onde era super esperado, não veio. Teve um tricampeonato e um hexa emocionante!

Handebol

Foi uma final muito tensa no início. O Brasil entrou bem nervoso, errando bastante e deixou a Argentina crescer e gostar do jogo. Em busca do título inédito, as argentinas abriram 12-10 no fim do 1º tempo, mas a coisa começou a virar pro Brasil graças à Larissa. Ela roubou uma bola no finzinho e fez o 11º gol brasileiro, depois Renata fez uma defesa, passou pra Larissa que empatou antes do intervalo.

No 2º tempo, o Brasil era outro time. Deonise comandou a equipe e o Brasil abria a cada jogada. Ele e Duda marcaram 5 gols cada na vitória de 30-21 e o Brasil fatura o hexacampeonato pan-americano e a vaga olímpica!

Ginástica Artística

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Foto: COB

Veio ouro, mas não como esperávamos. Num final de cavalo com alças com muitas quedas (5 dos 8 finalistas caíram), Francisco Barretto foi ouro com apenas 13,533. Curiosamente, essa nota não daria nem vaga na final na qualificação! Os americanos não caíram, mas fizeram séries ruins, com Robert Neff prata com 13,466 e Brody Malone 4º. O bronze foi pro colombiano Carlos Calvo com 13,233.

Já nas argolas, Arthur Zanetti errou em sua espetacular prova e tirou apenas 14,400, muito abaixo dos 15,000 que tirou na qualificação. Já o mexicano Fabian de Luna acertou e, com 14,500, levou o ouro. Caio Souza foi 4º com 14,066, mesma nota do argentino Federico Molinari, mas o argentino teve execução de 8,166 contra 8,066 do brasileiro. no feminino, as brasileiras só disputaram a final das assimétricas, onde Lorrane Oliveira foi 4ª com 13,833 e Carolyne Pedro 7º com 12,766. No solo, Arthur Nory foi 4º com 13,966 e Zanetti 7º com 13,733.

Levantamento de Peso

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Fernando Reis sobrou pra faturar o tricampeonato pan-americano. Na categoria +109kg, ele teve 6 levantamentos bem sucedidos e aparentando grande facilidade. No arranco, fez 180kg, 185kg e 190kg e no arremesso 212kg, 220kg e 230kg, totalizando 420kg, 21kg a mais que o cubano Luis Manuel Lauret. Fernando não fez o seu melhor, mas o suficiente para vencer com tranquilidade.

Tiro

O tiro brasileiro conseguiu mais um bronze, mas foi bem doído. Assim como no domingo, o Brasil ficou sem a vaga olímpica nos tiro finais. Roberto Schmits fez uma ótima qualificação da fossa, ficando em 3º com 120 pratos em 125. Na final, começou muito bem e estava na liderança quando tivemos a 1ª eliminação, ele seguiu no top3 até mexicano e peruano serem eliminados. Esses dois já tinham vaga olímpica e o brasileiro brigava por uma das duas vagas com dois americanos. Na 8ª série, Schmits errou dois e foi eliminado, terminando com o bronze.

No rifle 50m 3 posições masculino, Leonardo do Nascimento surpreendeu com o 3º lugar na qualificação. Na final, começou em 5º com os tiros ajoelhados, se manteve em 5º nos deitados, mas na última série em pé antes de começarem as eliminações ele fez apenas 44,2 pontos e terminou em 8º e último. Os brasileiros estão com problema sérios nos tiros decisivos.

Outros Esportes

O Brasil chegou nesta terça para as semifinais do boxe e 6 categorias e conseguiu 4 vitórias! No masculino, Keno Machado venceu mexicano nos 81kg e Hebert da Conceição passou por americano nos 75kg. No feminino, Jucielen Romeu passou por americano nos 57kg e Beatriz Ferreira também derrotou americana nos 60kg. Já Abner da Silva perdeu para o cubano Erislandy Savon nos 91kg e Flávia Figueiredo foi derrotada por americana nos 75kg, ambos ficando com o bronze.

Carol Horta e Ângela venceram por 21-19, 21-18 as cubanas Maylen Delís/Leila Martínez e conquistaram o bronze no vôlei de praia. O ouro ficou com as americanas Cook/Pardon, que desbancaram as favoritas argentinas Gallay/Pereyra de virada por 14-21, 22-20, 15-10. Na final masculina, os primos chilenos Marco e Esteban Grimalt derrotaram os mexicanos Virgen/Ortiveros por 21-19, 22-24, 15-10.

Campeão em 2015, Marcelo Suartz teve um grande dia nas fases finais do boliche. Na 2ª fase, após 8 jogos, ele ficou em 2º com 1857, atrás do americano Jakob Butturff com 2.058. Na semifinal, ele venceu por 234 a 213 o porto-riquenho Jean Perez. Na decisão, acabou perdendo por apenas 1 ponto numa partida nervosa por 190-189 para o americano Nicholas Pate e acabou com a medalha de prata.

Boas estreias no tênis. Thiago Wild venceu 64 62 o americano Kevin King e nas duplas ao lado do João Menezes 61 64 sobre dupla da Guatemala. no feminino, Carol Meligeni virou de maneira espetacular o jogo contra a canadense cabeça 2 Rebecca Marino. Ela perdia de 57 03 e virou 57 64 64. Luis Stefani também venceu com 62 67(5) 62 sobre a mexicana Giuliana Olmos.

No último dia canoagem de velocidade, tivemos três quartos lugares nas provas de 200m. Valdenice Nascimento foi 4ª no C1 200m a 0.4 do pódio em prova de ouro para a americana Nevin Harrison. Edson Silva ficou em 4º no K1 200m a quase 1s do pódio em ouro do canadense Dominik Crete. E Ana Paula Vergutz ficou em 4º também a quase 1s do pódio no K1 200m em vitória da argentina Sabrina Ameghino.

Fechando o pentatlo moderno do Pan, o revezamento misto brasileiro terminou na 5ª posição com 1399 pontos, ficando bem longe do pódio, a 43s, em vitória americana com 1467 pontos. Até que o saldo do pentatlo foi bom, com um bronze e uma vaga olímpica, mas esses revezamentos fora completamente desnecessários.

Boas vitórias nas 8as do badminton e a equipe brasileira colocou 6 jogadores/duplas nas 4as de final. No individual, Ygor Coelho venceu o cubano Leodannis Palacio por 21-15, 22-20 e Fabiana Silva fez 21-18, 21-8 na peruana Ines Castillo. Nas duplas masculinas, Fabrício e Francielton Farias venceram peruanos, nas femininas Tamires Santos/Fabiana Silva passaram por guatemaltecas e Jaqueline e Sâmia Lima venceram dominicanas. Pra fechar, nas mistas Fabrício Farias e Jaqueline Lima passaram por cubanos.

Na abertura do hóquei na grama masculino, a campeã olímpica Argentina venceu o Chile pelo Grupo A por 5-1. No mesmo grupo, Cuba 3-2 em Trinidad & Tobago. Pelo Grupo B, Canadá 5-1 México e Estados Unidos fizeram 16-0 no Peru.

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
TOTAL 11 8 17 36

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Ginástica Artística 3 2 2 7
Taekwondo 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Handebol 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 1 1 2
Boliche 0 1 0 1
Boxe 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Hipismo 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 2 2
TOTAL 11 8 17 36

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 2

Ouro no taekwondo, em dia com algumas decepções e um pouco de azar.

Taekwondo

Edival Pontes. Foto: Jonne Roriz/COB

Campeão olímpico da juventude em 2014, Edival Pontes estreou direto nas 4as na categoria 68kg, passando com tranquilidade pelo costarriquenho Juan Soto por 30-17. Na semifinal, derrotou o chileno Ignacio Morales por 18-7, garantindo mais uma final pro Brasil, repetindo sua namorada Talisca Reis, prata no dia anterior. Na decisão, ele pegou o dominicano Bernardo Pie, irmão do Luisito Pie, bronze no Rio-2016. A luta começou travada, com punições pro dominicano e Edival tinha 2-1 no 1º round. No 2º, Pie começou a encaixar os golpes e abriu 11-5. No 3º round, Edival soube se manter calmo e ir atacando aos poucos, encaixando dois chutes na cabeça até virar e vencer por 17-14! Primeiro ouro brasileiro no taekwondo desde Diogo Silva no Rio-2007!

Ginástica Artística

Pódio da Ginástica. Foto: Reprodução/Sportv

Que final incrível por equipes no masculino! O Brasil competiu na 1ª subdivisão muito bem, com a exceção do cavalo com alças, que quase nos derrubou. Começamos nas paralelas com 43,150, destaque pro excelente 14,850 do Caio Souza, 1º na quali do aparelho. Aí fomos pra barra fixa, com 42,300, sendo as 3 melhores notas do aparelho de brasileiros, com 14,400 do Arthur Nory e 14,050 do Francisco Barretto. Aí no solo, um 40,850 razoáveis. Aí veio o cavalo com alças. Caio caiu, Nory fez uma apresentação muito suja e apenas o Chico nos salvou com 13,950. Nas argolas, Arthur Zanetti brilhou com 15,000. somando 42,050 e no salto fechamos com 43,350 para somar 250,450, bem a frente do Canadá com 246,725, que também se apresentou nesse grupo.

Na 2ª subdivisão, a tensão veio com as apresentações dos americanos. Eles começaram no salto, depois foram para as paralelas e para a barra fixa, sempre com somas inferiores às do Brasil. No solo, foram melhores e diminuíram a diferença. Mas no cavalo, deram show com 42,550 e nos passaram na soma desses 5 aparelhos. Aí foram para as argolas onde não foram bem e ficaram atrás, somando 249,400! 2º ouro do Brasil na história na equipe masculina, repetindo Guadalajara-2011.

Brasileiros pegaram 12 finais ainda. Nory está no individual geral com a 2ª somatória, e ainda estará no solo, nas paralelas e na barra fixa, também com a 1ª nota. Arthur Zanetti vai disputar as argolas e o solo, Francisco Barretto no cavalo com alças e na barra fixa, Caio Souza no individual geral, nas barras paralelas com a melhor nota e nas argolas, e Luis Port no salto.

Mountain Bike

Henrique Avancini chegou em Lima como grande favorito. Número 3 do mundo e vindo de dois bronzes na Copa do Mundo, ele teve problemas técnicos com sua bicicleta e acabou com a prata. No último terço da prova, o pneu traseiro do brasileiro furou e ele acabou perdendo quase 2min pro mexicano José Ulloa, que ficou com o ouro com 1:25:03 contra 1:27:08 do Avancini. O chileno Martín Vidaurre foi bronze com 1:27:31.

Jaqueline Mourão. Foto: Jonne Roriz/COB

Antes da prova masculina, tivemos a feminina com a nossa veteraníssima Jaqueline Mourão, com 43 anos e que esteve em 6 Olimpíadas, sendo 4 de inverno. Numa bela prova, que assim como a masculina não teve americanos nem canadenses, a brasileira conseguiu uma inédita medalha de bronze com 1:31:12, atrás da mexicana Daniela Campuzano 1:30:45 e da argentina Sofia Gomez 1:31:06.

Rugby

Foi um dia duro pro rugby brasileiro. De manhã, derrotas nas semifinais esperadas. As mulheres jogaram muito bem, mas perderam para os Estados Unidos por 33-19. Conseguimos fazer 3 tries nas americanas, que não tinham levado nenhum ponto até então. Já os homens, perderam de 35-5 pro Canadá e as duas equipes foram pra disputa do bronze.

As Yaras enfrentaram a Colômbia, de quem nunca haviam perdido. Tinham a vantagem, mas levaram um empate em 24-24 e a partida foi pra prorrogação com ponto de ouro. E a Colômbia marcou um try. Derrota histórica pra Brasil, que nunca havia perdido para uma seleção sul-americana. Já os Tupis pegaram os EUA na disputa da medalha. Brasil começou bem, com 14-7 no 1º tempo. Mas deu uma bobeada no 2º e a partida acabou empatada em 19-19. Na prorrogação, os americanos erraram um chute pro facílimo, depois erraram um passe tranquilo pro try. Só que o Brasil perdeu a posse de bola e numa enorme bobeada brasileiro, os americanos fizera o try. Foi duro.

Tiro

Outro resultado ruim foi na pistola de ar 10m masculina. Veio um bronze com o Julio Almeida, mas ele perdeu a vaga olímpica no último tiro! Só restavam ele, um cubano e um americano na final e Julio estava na liderança com 198,9 contra 198,3 do cubano e 197,9 do americano. E o Julio mandou dois 9,2… Acabou em 3º, sem vaga olímpica. A última chance dele é na etapa da Copa do Mundo do Rio de Janeiro, em agosto, que dará mais 2 vagas, mas teremos o mundo todo buscando vaga.

Outros Esportes

Depois de decepcionar no Mundial, a equipe masculina do Basquete 3×3 perdeu neste domingo 22-20 pra Venezuela e 21-18 para Port Rico, mas venceu na última partida 21-16 a Argentina e se classificou em 2º lugar para as semifinais, onde enfrentarão os Estados Unidos. No feminino, o Brasil perdeu de 16-12 pra Argentina, mas venceu na última partida 20-16 o Uruguai e avançou pra semifinal em 4º, e também pegam os Estados Unidos na semifinal.

No vôlei de praia, Carol Horta/Ângela venceram nas 4as 21-17, 21-13 as colombiana Ayala/Riose vão enfrentar a dupla americana na semifinal. Já no masculino, Oscar/Thiago foram derrotados nas 4as por 27-25, 22-20 para os mexicanos Virgen/Ontiveros e estão eliminados.

No boxe, mais duas vitórias em semifinais, garantindo mais 2 medalhas. Abner da Silva venceu dominicano nos 91kg e Flávia Figueiredo dominou atleta da Nicarágua nos 75kg e também está na semi.

Os conjuntos brasileiros não tirara grandes notas na prova de adestramento, com João Paulo dos Santos montando Carthago Comando SN melhor brasileiro em 10º com 69,029. Mas a boa notícia foi ver o Brasil em 3º por equipes com 204,473 atrás apenas de Estados Unidos (219,970) e Canadá (219,824), a frente do México com 202,246. Brasil busca uma das duas vagas olímpicas por equipe, sendo que os americanos já tem uma.

No levantamento de peso, nenhum brasileiro neste domingo, mas foram 2 ouros pra Venezuela e 2 para a Colômbia, destaque para Brayan Rodallegas, vencendo a categoria 81kg com 363kg no total, a apenas 12kg do recorde mundial.

Com dois ouros no dia no squash, nas duplas femininas e nas duplas masculinas, um no taekwondo e um no rifle 50m 3 posições feminino, os Estados Unidos finalmente assumiram o topo do quadro de medalhas, desbancando o México, que faz um excelente Pan!

Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
TOTAL 4 4 5 13

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Triatlo 1 2 0 3
Taekwondo 1 1 1 3
Ginástica Artística 1 0 1 2
Patinação Artística 1 0 1 2
Ciclismo 0 1 1 2
Tiro 0 0 1 1
TOTAL 4 4 5 13

Mundial de Ginástica Artística – Dias 9 e 10

Simone Biles, Artur Dalaloyan, Zou Jingyuan Nina Derwael e Epke Zonderland deram show nas finais por aparelho. Pelo Brasil, medalha com Arthur Zanetti e um quase de Flávia Saraiva.

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Pódio das Argolas. Foto: CBG

Arthur Zanetti faturou sua 4ª medalha em Mundiais ao ficar com a prata nas argolas. Ele chega a 1 ouro e 3 pratas na carreira, além de 1 ouro e 1 prata olímpicas. Novamente ele ficou atrás do atual campeão olímpico, o grego Eleftherios Petrounias, que venceu com 15,366 contra 15,100 do brasileiro. O bronze foi pro italiano Marco Lodadio com 14,900.

No solo feminino, a última final feminina, vitória tranquilíssima de Simone Biles, que mesmo pousando fora (penalidade de 0,300) venceu com 1 ponto de vantagem. A incrível americana fechou com chave de ouro o Mundial com 14,933 contra 13,933 de sua compatriota Morgan Hurd e 13,866 da japonesa Mai Murakami. Flávia Saraiva fez uma bela apresentação, as acabou pisando fora na 1ª passagem, o que lhe custou 0,100 e a nota de 13,766. Se não pisasse fora, tiraria o mesmo que Murakami, mas a brasileira ficaria com o bronze por ter melhor nota de execução. Uma pena.

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Biles medalhou nos 4 aparelhos, mas não fez um Mundial brilhante. No salto, diminuiu a dificuldade dos seus saltos, mas venceu com sobra com 15,366 contra 14,516 da canadense Shalon Olsen e 14,508 da mexicana Alexa Moreno no pódio norte-americano. Nas barras assimétricas, ficou com a prata com 14,700, atrás da belga Nina Derwael, que foi espetacular com 15,200 nua performance brilhante. Já na trave, Biles se desequilibrou e botou a mão no aparelho, o que equivale a uma queda. Ainda assim, foi bronze com 13,600, atrás da chinesa Liu Tingting com 14,533 e da canadense Ana Padurariu com 14,100. A americana chegou a 20 medalhas em Mundiais, sendo 14 ouros, 3 pratas e 3 bronzes.

No masculino, o russo Artur Dalaloyan desbancou o japonês Kenzo Shirai no solo, vencendo com 14,900 contra 14,866 de Shirai. O filipino Carlos Yulo foi bronze com 14,600 conquistando a 1ª medalha da história de seu país na ginástica. No cavalo com alças, ouro do chinês Xiao Ruoteng com 15,166, mesma nota do britânico campeão olímpico Max Whitlock,mas o chinês foi melhor na execução com 8,566 contra 8,366 do britânico.

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O norte-coreano Ri Se-gwang, campeão olímpico no Rio, venceu o salto com 14,933, seguido de Dalaloyan com  14,883 e Shirai com 14,675. Mas o grande show do Mundial foi nas paralelas. O chinês Zou Jingyuan fez uma apresentação espetacular e coloca o aparelho num outro nível. Venceu com 16,433 com inacreditáveis 9,433 de execução. Prata pro campeão olímpico do Rio, o ucraniano Oleg Verniaiev com 15,591. Fechando o Mundial, Epke Zonderland foi brilhante na barra fixa com 15,100 (6,800 de dificuldade) para faturar seu 3º título mundial no aparelho, deixando o mito Kohei Uchimura em 2º com 14,800 e o americano Sam Mikulak com o bronze com 14,533.

O próximo Mundial será em 2019 Stuttgart, valendo até 144 vagas olímpicas! Será a última chance das equipes se classificarem para Tóquio.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 5

Foi uma grande final por equipes masculinas, decidida realmente na última nota, que deu o ouro para a China por uma margem ínfima!

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China é ouro. Foto: Divulgação

China e Rússia foram as melhores na quali e começaram juntas no solo. Enquanto a Rússia deu um show com Artur Dalaloyan (14,666) e Nikita Nagornyy (14,600), a China errava com Xiao Ruoteng (12,666), mas Deng Shudi (14,166) e Lin Chaopan (13,966) ajudavam a equipe. No cavalo com alças os chineses se recuperavam com 14,666 de Zou Jingyuan. e a Rússia levava duas quedas, uma delas do Nagornyy. Nas argolas, os 3 russos tiraram mais que 14,500 e abriram vantagem de 1,786. No salto, mais uma ótima participação russa com 15,066 de Dalaloyan e 15,033 de Nagornyy.

A virada veio no melhor aparelho chinês, as barras paralelas. Deng Shudi fez 14,800 e Lin Chaopan 15,133, mas Zou Jingyuan foi absolutamente espetacular para tirar inacreditáveis 16,200, com 9,200 de execução! Enquanto isso dois russos faziam por volta de 14,700 enquanto Dalaloyan caiu e tirou 13,800. Os chineses saíram de uma desvantagem de 1,919 para 0,948 de vantagem.

O drama veio na barra fixa. Sun Wei abriu com 14,200 enquanto David Belyavskiy tirava 13,700. Lin Chaopan fez 13,700 e Dalaloyan 13,966. A vantagem chinesa aumentou para 1,182. Fechando, Xiao Ruoteng caiu e tirou apenas 12,600 para desespero chinês. Encerrando pra Rússia, o seu principal ginasta, Nikita Nagornyy, que precisava de 13,783 para ser ouro. E ele tirou 13,733! Numa final emocionante, a China venceu com 256,634, apenas 0,049 a mais que a Rússia. Foi a 1ª medalha russa na equipe masculina em Mundiais desde 2006. E o 11º ouro chinês nos 13 últimos mundiais.

O Japão ficou com o bronze com 253,744, com destaque para uma excelente passagem na barra fixa, mas uma queda no solo de Wataru Tanigawa e nas paralelas de Yusuke Tanaka tiraram os campeões olímpicos e mundiais da disputa do ouro. Os americanos não fizeram uma boa passagem nas argolas e algumas quedas os deixaram em 4º com 251,994.

O Brasil começou muito bem nas argolas com 42,899, sendo 15,033 de Arthur Zanetti, que repetiu a nota da qualificação. Mas o salto nos atrapalhou demais, pois os 3 brasileiros pisaram foram e tiveram descontos. Nas paralelas, 3 provas ruins. Mas na barra o Brasil se recuperou com 14,200 de Arthur Nory e 13,800 de Francisco Barretto. O Brasil foi o 2º melhor país nas argolas e na barra. No solo, que tinha sido um desastre na quali, a equipe evoluiu muito. Nory fez 14,166, Caio Souza 13,900 e Zanetti 13,866.

Francisco Barreto, BRA - WCH Doha 2018, Oct29

Francisco Barretto. Foto: CBG

Neste momento, o Brasil disputava o 5º lugar com a Grã-Bretanha, mas vinha o temido cavalo com alças. Barretto fez 13,666 e Lucas Bitencourt 12,633 enquanto os britânicos marcavam 13,300 e 11,966. O último ginasta a entrar foi Nory, que sentiu muito a pressão, caiu duas vezes e tirou uma nota absolutamente horrorosa, a pior de toda a final, com apenas 9,600. A Grã-Bretanha fechou com Max Whitlock, que brilhou com 15,233, a melhor nota do aparelho na final. Os britânico somaram 248,628 e o Brasil 243,994. Só que a nota do Nory foi tão ruim que a Suíça passou o Brasil para terminar em 6º. Ainda assim, uma excelente final brasileira, que precisa melhorar no cavalo e nas paralelas se quiser realmente brigar por medalha em Tóquio.

Com as medalhas, China, Rússia e Japão também garantiram 4 vagas para Tóquio-2020.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 2

Brasil faz ótimas apresentações e pega 4 finais masculinas no Mundial no dia marcado pelo show da equipe chinesa.

Na última subdivisão, o Brasil fez apresentações competitivas e conseguiu algumas surpresas, terminando por equipes em um excelente 6º lugar com 246,961, atrás apenas de Rússia, China, Japão, Estados Unidos e Grã-Bretanha. O destaque brasileiro foram as argolas, que somaram 42,299 para ser o 4º melhor país entre 46 participantes. No salto, o Brasil somou 43,333 e na barra fixa 41,266, 5ª melhor equipe nos aparelhos. O cavalo com alças costuma ser o nosso ponto fraco, mas com 36,966 o Brasil fez a 12ª marca. Por incrível que pareça, nosso pior aparelho (em relação às outras equipes) foi o solo, com 40,765, apenas a 18ª marca entre as equipes participantes. Entre as 8 equipes finalistas, o Brasil foi o 2º melhor nas argolas, 5º no salto e na barra fixa, 7º nas paralelas e 8º no solo e no cavalo.

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Caio Souza. Foto: CBG

Individualmente o destaque foi Caio Souza, 11º no individual geral com 82,331, 9º melhor entre os que passaram para a final, após considerar o limite de 2 por país. Lucas Bitencourt ficou apenas em 65º com 75,965 após performances ruins no cavalo com alças e na barra fixa, aparelhos em que caiu (2 quedas no cavalo). Arthur Zanetti terminou com a 2ª melhor marca nas argolas, com 15,033, atrás apenas do grego campeão olímpico e mundial Eleftherios Petrounias, com 15,266. Lembrando que o grego está lesionado e vai passar por cirurgia logo após o Mundial. No salto, Caio Souza também pegou final, após terminar em 6º com 14,583.

Arthur Zanetti, BRA - WCH Doha 2018, Oct26

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A China estava no mesmo grupo do Brasil e deu um show. Xiao Ruoteng pegou 3 finais de aparelhos e somou 87,332 no individual geral, para terminar a quali em 1º lugar contra 87,098 do russo Nikita Nagornyy obtido no dia anterior. Por equipes, a China somou 257,836, ficando muito pouco atrás da Rússia, com 258,402. Ótimas notas nas paralelas dos chineses. Zou Jingyuan foi o melhor no aparelho com 15,800 e Lin Chaopan o 3º com 15,266.

Os Estados Unidos competiram na 1ª subdivisão do dia e o destaque foi Sam Mikulak, que terminou a quali do individual geral em 3º, com 86,598. Por equipe, os americanos terminaram em 4º com 250,362. O Japão também fez boas apresentações, apesar de Kohei Uchimura não ter competido em todos os aparelhos. Kenzo Shirai, bronze no último Mundial e tricampeão mundial no solo, foi o melhor japonês no individual geral, em 6º com 83,864.

Será a 4ª final seguida por equipe do Brasil em competições globais! No Mundial de 2014, Brasil foi 7º na quali e 6º na final, no Mundial de 2015, 7º na quali e 8º na final e no Rio-2016 foi 6º na quali e na final.

Os melhores por aparelho foram:
Solo – Artur Dalaloyan (RUS) – 14,833
Cavalo com Alças – Max Whitlock (GBR) – 14,966
Argolas – Eleftherios Petrounias (GRE) – 15,033
Salto – Ri Se Gwang (PRK) – 14,966
Barras Paralelas – Zou Jingyuan (CHN) – 15,800
Barra Fixa – Kohei Uchimura (JPN) – 14,600

Resultados dos brasileiros:

Individual Geral
11º – Caio Souza – 82,331
65º – Lucas Bitencourt – 75,965

Solo
27º – Arthur Nory – 13,966
65º – Caio Souza – 13,533
88º – Lucas Bitencourt – 13,266
106º – Arthur Zanetti – 13,066

Cavalo com Alças
11º – Francisco Barretto – 13,500
48º – Arthur Nory – 12,300
107º – Caio Souza – 11,166
128º – Lucas Bitencourt – 10,700

Argolas
2º – Arthur Zanetti – 15,033
11º – Caio Souza – 14,433
99º – Francisco Barretto – 12,833
106º – Lucas Bitencourt – 12,766

Salto
6º – Caio Souza – 14,583

Barras Paralelas
15º – Caio Souza – 14,766
46º – Arthur Nory – 13,933
69º – Lucas Bitencourt – 13,633
75º – Francisco Barretto – 13,533

Barra Fixa
15º – Francisco Barretto – 14,000
23º – Caio Souza – 13,800
35º – Arthur Nory – 13,466
170º – Lucas Bitencourt – 11,400

Mundial de Ginástica Artística – Aparelhos I

No primeiro dia de finais por aparelhos, os 5 campeões mundiais de 2015 mantiveram a escrita e faturaram o bicampeonato.

ART WCh Montreal/CAN:

Pódio do solo masculino

Kenzo Shirai nem tomou conhecimento dos adversários na final do solo e levou o 3º ouro da carreira na prova em Mundiais. Com uma nota de dificuldade impressionante de 7,200, o japonês somou 15,633, abaixo do 15,766 da quali e do 15,733 na final do individual geral, mas levou o ouro com grande tranquilidade. Ele mostrou anda menos que 3 novos movimentos que levam o seu nome. O israelense Artem Dolgopyat com 14,533 e o americano Yul Moldauer com 14,500 completaram o pódio.

No salto feminino, a russa Maria Paseka faturou o bicampeonato com média 14,850, graças aos 15,000 no 2º salto. A americana Jade Carey com 14,766 e a suíça Giulia Steingruber com 14,466 ficaram logo atrás.

No cavalo com alças, vitória do britânico Max Whitlock, que segue vencendo tudo no aparelho. Ele levou o Mundial de 2015 e o ouro no Rio e venceu em Montreal com 15,441. O russo David Belyavskiy fez 15,100 para ficar com a prata e o campeão do individual geral Xiao Ruoteng foi bronze com 15,066.

Em 2015, as barras assimétricas viram um fato inusitado, com 4 ginastas empatando no primeiro lugar. E apenas uma delas, a chinesa Fan Yilin, disputou este Mundial. E, seguindo a escrita do dia, levou novamente o ouro com 15,166, muito pouco a frente da russa Elena Eremina com 15,100. A belga Nina Derwael já entrara na história como a primeira belga em uma final por aparelho e ainda por cima beliscou o bronze com 15,033.

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Fechando o 1º dia, mais um show do grego que não perde nunca, Eleftherios Petrounias. O novo rei das argolas tirou 15,433 para vencer mais uma vez, repetindo 2015 e o Rio-2016. O russo Denis Ablyazin foi prata com 15,333 e o chinês Liu Yang bronze com 15,266. Arthur Zanetti, longe do seu melhor, ficou em 7º com 14,900.

Mundial de Ginástica Artística – Quali masculina

Montreal recebe esta semana a 47ª edição do Mundial de Ginástica Artística, a primeira do novo ciclo olímpico e com apenas provas do individual geral e por aparelhos.

O grande acontecimento desta etapa foi o abandono do hexacampeão mundial no individual geral, o quase imbatível Kohei Uchimura. O japonês se apresentou nas argolas, mas no salto caiu de mal jeito e lesionou o tornozelo, abandonando a competição. Uchimura não perdia o individual geral em uma grande competição desde 2009, vencendo 6 vezes o ouro mundial e duas vezes o título olímpico. Com o japonês fora, o cubano Manrique Larduet se tornou o favorito pro individual geral, liderando a qualificação com 86,699, com destaque pro 15,200 nas barras paralelas, 14,900 no salto e 14,466 no solo. Logo atrás, o chinês Xiao Ruoteng com 86,297, o russo David Belyavskiy com 85,839, o japonês Kenzo Shirai com 85,697 e o ucraniano Oleg Verniaiev com 85,431. O brasileiro Caio Souza caiu na barra e foi mal no cavalo com alças, somando 81,548 para terminar em 14º com vaga na final.

Arthur Zanetti será o único outro brasileiro em finais, pegando a 8ª e última vaga nas argolas. O campeão olímpico e mundial fez apenas 14,700 (apenas 8,500 de execução) bem longe do atual campeão olímpico e mundial, o grego Eleftherios Petrounias, com espetaculares 15,400 e do russo Denis Abliazin com 15,333.

Bronze olímpico, Arthur Nory ficou em 16º no solo com 14,033. A melhor nota com folga foi do japonês Kenzo Shirai com 15,766, muito a frente do 2º colocado, o americano Donnell Whittenburg com 15,033. Nory também ficou de fora da final da barra fixa, ao tirar 13,866 e terminar em 12º. Campeão olímpico em 2012, o holandês Epke Zonderland obteve a melhor nota com 14,433 (sendo 7,933 de execução), mesma nota do suíço Pablo Brägger, mas que ficou em 2º por pior nota de execução (7,633).

Ouro no Rio-2016 nas barras paralelas, o Verniaiev liderou o aparelho com 15,466, seguid do chinês Zou Jingyuan com 15,233 e de Larduet com 15,200. Bicampeão mundial e ouro em Londres-2012, o sul-coreano Yang Hak-seon fez a melhor marca no salto com média 15,283, seguido de Shirai com 14,949 e do veteraníssimo Marian Dragulescu com 14,866. Por fim, no cavalo com alças, mais um campeão olímpico no Rio na frente: o britânico Max Whitlock com 15,300. O chinês Weng Hao ficou em 2º com 15,033 e o americano Alexander Naddour em 3º com 14,966.

Domingo dourado na Croácia

Depois das medalhas na Eslovênia, os ginastas brasileiros foram para Osijek, na Croácia, disputar mais uma Copa do Mundo por aparelhos, a Challenge Cup.

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Pódio da trave

Os ginastas brasileiros garantiram 11 vagas em 8 das 10 finais (fora dos saltos), mas o sábado não foi bom. A melhor performance foi de Arthur Zanetti no solo, com 14,067 e o 4º lugar na decisão, fora do pódio por apenas 0,066. Flávia Saraiva foi 5ª nas barras assimétricas com 12,800, Francisco Barretto 6º nas barras paralelas com 13,467 e Lucas Bitencourt 8º no cavalo com alças com 11,933.

Já no domingo, apesar de alguns errinhos, a equipe brasileira brilhou em solo croata. Na trave feminino, Thais Fidelis ficou com o ouro com 13,467. Thais fez sua estreia internacional na semana anterior na Eslovênia, quando ficou com o bronze nesta mesma prova com 12,850, quando caiu. Flavia Saraiva fez a Simone Biles e tocou a trave pra não cair. Mesmo assim fez 12,933 e ficou com o bronze.

Um pouco depois, as duas voltaram a competir no solo, sendo as 2 últimas a se apresentar. Mesmo sem apresentar sua melhor séria, Flavinha fez 13,633, assumindo a liderança. Thais veio logo depois e fez grande apresentação, tirando 13,733 (com 0,100 de dedução).

Thais sai de Osijek com dois ouros e mostrou que veio para ficar. Flavia Saraiva teve problema no pé na semana passada, mas nada grave. Reduziu sua dificuldade nesta etapa justamente para não forçar o pá. Rebeca Andrade só disputou as barras, sendo poupada no solo e salto. Arthur Zanetti precisa subir sua dificuldade, pois está longe do grego campeão olímpico, mas mostra enorme regularidade. Em 4 apresentações, tirou três vezes 14,900 e um 14,850. Um bom início de ciclo olímpico.

Ginástica começa bem na Eslovênia

Muitas quedas no 2º dia de finais, um grande susto, 4 medalhas e muita coisa boa por vir.

A equipe brasileira pegou 10 finais na Challenge Cup de Koper, na Eslovênia, e conquistou 4 medalhas numa etapa com nomes fortes na disputa, principalmente no feminino.

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Rebeca Andrade no pódio do salto

No sábado, Rebeca Andrade abriu as finais com o ouro no salto, com uma razoável média de 14,600. Mais tarde, Arthur Zanetti confirmou o favoritismo para levar as argolas com 14.850 em boa prova. A sua dificuldade foi de 6,100, enquanto dois ginastas fizeram 6,300, mas ele sempre leva na execução, com ótimos 8,750. Ainda no sábado, Flávia Saraiva tirou 13,450 nas barras assimétricas para ficar com o bronze.

Já no domingo, foi um festival de quedas. Eram 5 brasileiros em finais e todos caíram. Ainda assim, Thais Fidelis levou o bronze na trave com baixos 12,850, numa final cheia de quedas. Flavinha também caiu de um jeito bem bobo e ficou em 4º com 12,800. Nas barras paralelas, Lucas Bitencourt caiu logo no começo para ficar em último com 11,800. É bem raro cair nas paralelas.

Na decisão do solo feminino, Flávia Saraiva torceu o pé na primeira acrobacia e parou, dando um enorme susto. Mas está tudo bem já. Thais também caiu no solo e terminou em 4º com 12,550.

Apesar do domingo cheio de falhas, o torneio foi um bom começo de temporada. Ainda se adaptando às mudanças do código, os ginastas brasileiros fizeram uma boa competição. Thais, em sua estreia internacional, mostrou que está arriscando e tem tudo para permanecer na seleção. Flávia e Rebeca devem brigar por medalha no individual geral no Mundial, que não deve contar com Simone Biles. A seleção agora segue para a Croácia para outra etapa, em Osijek.