Campeonatos Europeus – Final

Show de Armand Duplantis e do time britânico no atletismo no dia das provas longas.

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Armand Duplantis (SWE) após passar por 6,05m. Foto: Getty Images

O grande destaque do dia em Berlim foi a prova do salto com vara masculina. Com apenas 18 anos, o sueco Armand Duplantis colocou seu nome na história do atletismo. Ele já tinha feito 5,93m este ano, que era o recorde mundial sub20. Nesta final europeia, ele passou de 1ª em 5,95m, em 6,00m e em 6,05m (!!) para se tornar o 5º maior da história, igualando sua marca a Maksim Tarasov, Dmitri Markov e Renaud Lavillenie, todos com 6,05m na carreira, atrás apenas de Sergey Bubka, que tem 6,14m. O russo Timur Morgunov também entrou pro clube dos 6m ao fazer 6,00m pra ficar com a prata e Lavillenie foi bronze com 5,95m.

A polonesa Anita Wlodarczyk faturou seu 4º título seguido no lançamento de martelo com 78,94m na 4ª tentativa. Já o veterano português Nelson Évora venceu pela 1ª vez um europeu outdoor no salto triplo com 17,10m. Nos 5.000m feminino, recorde do campeonato para a holandesa Sifan Hassan com 14:46.12. A alemã Gesa-Felicitas Krause venceu os 3.000m com obstáculos com 9:19.80. Na maratona, vitórias da bielorrussa Volha Mazuronak com 2:26:22 e do belga Koen Naert com 2:09:51.

Fechando o atletismo, 3 ouros britânicos. Laura Muir faturou os 1.500m feminino com 4:02.32 e a Grã-Bretanha fez a dobradinha nos revezamentos 4x100m. Os homens venceram com 37.80 (legal a Turquia em 2º com 37.98) e as mulheres levaram com 41.88, melhor tempo do mundo em 2018. Com isso, Dina Asher-Smith faturou a trifeta da velocidade.

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Eleftherios Petrounias (GRE). Foto: AP Photo/Darko Bandic

Em Glasgow, tivemos as finais por aparelhos da ginástica masculina. E tivemos mais uma espetacular performance de Eleftherios Petrounias nas argolas. Ele não perde essa prova desde 2015! Já são 4 títulos europeus, 2 mundiais e 1 olímpico. Agora ele tirou 15,466! O russo Artur Dalaloyan venceu o salto com 14,900 e as barras paralelas com 15,433. O britânico Dominick Cunningham foi ouro no solo com 14,666, o irlandês Rhys McClenaghan venceu o cavalo com alças com propriedade com 15,300 e o suíço Oliver Hegi levou a barra fixa com 14,700, deixando o multicampeão holandês Epke Zonderland em 2º com 14,400.

Seguindo nas provas longas (já tivemos as maratonas no atletismo), a italiana Arianna Bridi venceu os 25km águas abertas com 5:19:34.6, bateu apenas 0.1 na frente da holandesa Sharon van Rouwendaal, que por muito pouco não saiu de Glasgow com 4 ouros. No masculino, o húngaro Kristof Rasovszky levou seu 2º ouro, agora com 4:57:53.5 nos 25km. Na longa prova de ciclismo de estrada, o italiano Matteo Trentin venceu no sprint final após 5:50:02 de prova.

Mais um ouro italiano, agora nos saltos ornamentais com Elena Bertocchi e Chiara Pellacani no trampolim 3m sincronizado feminino com 289,26 contra 286,80 da dupla alemã. Na plataforma masculina, dobradinha russa com Aleksandr Bondar com espetaculares 542,05. No golfe, a dupla da Espanha venceu no masculino a Islândia na decisão e, no feminino, ouro para a Suécia sobre a França.

A Rússia (não inclui os atletas autorizados no atletismo) sai como grande vencedora dos Europeus, com 31 ouros, 19 pratas e 16 bronzes, 66 no total, seguida da Grã-Bretanha com 26-26-22, Itália 15-17-28, Holanda 15-15-13 e Alemanha 13-17-23. Ao todo, 25 países ganharam ouro e 34 medalharam nos europeus.

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Mundial de Atletismo – Dia 4

Dobradinha sul-americana no triplo, mais um domínio no martelo e uma final espetacular no meio-fundo.

Lançamento de martelo feminino

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Anita Wlodarczyk (POL). Foto: IAAF/Getty Images

Bicampeã olímpica, bicampeã mundial, recordista mundial e dona das 7 melhores marcas do ano, a polonesa Anita Wlodarczyk era mais que favorita ao ouro. Mas ela começou bem mal, com 70,45m, x e 71,94m. Ao fim das 3 primeiras séries, ela estava apenas em 6º lugar e a liderança era da chinesa Zheng Wang com 75,00m. Mas na 4ª rodada, tudo voltou ao normal com a polonesa lançando para 77,39m e melhorando na 5ª para 77,90m. Wang melhorou com 75,98m na última tentativa e ficou com a prata. Malwina Kopron, melhor na quali, fez 74,76m e deu mais um bronze pra Polônia. 4ª com 74,53m, a chinesa Wenxiu Zhang se aposentou após a prova.

Salto triplo feminino

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Yulimar Rojas (VEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, o duelo sul-americano entre a venezuelana Yulimar Rojas e a colombiana Caterina Ibarguen foi disputado centímetro a centímetro. Ibarguen abriu com 14,67m contra 14,55m de Rojas. Na 2ª rodada, Rojas saltou 14,82m enquanto Ibarguen melhorou apenas 2cm para 14,69m. Na 3ª, foi a vez da colombiana assumir a liderança com 14,89m enquanto Rojas fazia 14,83m! Na 5ª tentativa, a venezuelana voou para 14,91m voltando ao topo. Na última rodada e no último salto da prova, Ibarguen fez 14,88m, melhorando, mas não o suficiente para ultrapassar a rival e amiga. Primeiro ouro da história para a Venezuela e primeira vitória de Rojas sobre Ibarguen. Coadjuvante na prova, a cazaque Olga Rypakova foi bronze com 14,77m.

110m com barreiras masculino

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Omar McLeod (JAM). Foto: IAAF/Getty Images

Ouro no Rio-2016, o jamaicano Omar McLeod venceu a prova com 13.04 graças a uma excelente saída deixando o campeão de 2015, o russo que compete com independente Sergey Shubenkov, em 2º com 13.14. Na disputa do bronze, o húngaro Balázs Baji passou 3 adversários na última barreira para levar a medalha com 13.28. Recordista mundial, o americano Aries Merritt ficou em 5º com 13.31.

1.500m feminino

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Faith Kipyegon (KEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, a queniana campeã olímpica Faith Kipyegon levou com 4:02.59. Na primeira metade, ela e a britânica Laura Muir foram pra frente do pelotão enquanto a holandesa Sifan Hassan e a recordista mundial Genzebe Dibaba ficavam no fundo. Faltando 600m, Hassan atacou e foi pra frente assim como a especialista nos 800m, a sul-africana Caster Semenya. Hassan e Muir iam na frente, mas na reta final começaram a perder ritmo. Kipyegon abriu e foi pro ouro. Semenya e a americana Jennifer Simpson, que vinha escondida e encaixotada, dispararam passando as líderes para completar o pódio. Simpson foi prata com 4:02.76 e Semenya bronze com 4:02.90. Muit foi 4ª, Hassan 5ª e Dibaba decepcionou demais fechando raia com 4:06.72.

Pista e Campo

Estranhos ver uma eliminatórias dos 200m sem Usain Bolt. O melhor tempo ficou com o trinitino Jereem Richards com 20,05, seguido do britânico Nethaneel Mitchell-Blake com 20.08. Favorito dos 400m, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu sua bateria com 20.16. Aldemir da Silva Jr correu mal para 20.82 e ficou fora das semifinais. Um dos favoritos dono do melhor tempo do ano, Isaac Makwala de Botsuana não compareceu por conta de uma intoxicação alimentar.

A campeã olímpica Dalilah Muhammad fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com barreiras feminino. A americana marcou 54.59. Em 2º, a jamaicana Ristananna Tracey com 54.92. Na bateria 2, vitória da forte checa Zuzana Hejnova com 55.05 seguida da dinamarquesa vice olímpica Sara Petersen com 55.23.

Na mesma prova no masculino, mas pelas semifinais, o americano Kerron Clement fez o melhor tempo das 3 baterias com 48.35 com o norueguês Karsten Warholm logo atrás com 48.43. O brasileiro Márcio Teles tropeçou na 4ª barreira e levou um tombo feio, mas sem gravidade.

A barenita Salwa Eid Naser vai pra final dos 400m feminino com o melhor tempo, de 50.08, recorde nacional. Logo atrás ninguém menos que a americana Allyson Felix com 50.12 e a campeã olímpica de Bahamas Shaunae Miller-Uibo com 50.36.

Apenas 3 atletas superaram os 17,00m necessários para garantir vaga na final do salto triplo masculino: os americanos Chris Benard (17,20m) e o campeão olímpico e mundial Christian Taylor (17,15m) e o cubano Cristian Nápoles (17,06m). A final promete com 3 americanos e 3 cubanos.

Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

GP Brasil tem marca histórica e dois campeões olímpicos

No último sábado, São Bernardo recebeu o GP Brasil de atletismo, que contou com a presença de 2 campeões olímpicos no Rio-2016: Thiago Braz e a polonesa bicampeã olímpica do lançamento de martelo Anita Wlodarczyk. Mas a presença dos dois foi abafada pela excelente prova do finalista olímpico Darlan Romani.

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Darlan Romani e sua marca histórica

Já falei do Darlan algumas vezes aqui e o incluí na lista de “5 nomes não tão novos para ficar de olho”. Treinado agora pelo cubano Justo Navarro, Darlan teve uma evolução sensacional e já é um dos melhores arremessadores do mundo. Na sua 1ª tentativa, Darlan abriu com bons 20,43m, mas na 2ª deu show com espetacular 21,82m! A marca é 80cm melhor que o recorde brasileiro dele obtido na final olímpica do Rio e 56cm melhor que o recorde sul-americano do argentino Germán Lauro, de 2013.

Com a marca, Darlan assume o 5º lugar do ranking de 2017 e é o 34º da história. A marca daria a ele a medalha de prata olímpica. Darlan está cada vez mais perto do Clube dos 22m.

Eis a evolução dele:

2010      17,19

2012      20,48

2013      20,08

2014      20,84

2015      20,90

2016      21,02

2017      21,82

Wlodarczyk foi o destaque feminino ao sobrar na prova do martelo com 78,00m. Ela é dona das 10 melhores marca da história e esta foi a 23ª vez que arremesso os 4kg para 78m ou mais. Já Thiago Braz decepcionou ficando em 2º com apenas 5,40m. Ele queimou as 3 em 5,60m e viu Augusto Dutra vencer a prova com esta marca. Mas Thiago está num treinamento de longo prazo já visando aos Jogos de Tóquio e ao recorde mundial do Lavillenie de 6,16m. Foram dois índices para o Mundial de Londres: Mateus Sá, bronze no Mundial Sub20 em 2014, venceu o triplo com 16,87m e Vitória Rosa faturou os 200m com 23.09.

Além dessas, poucas marcas de destaque para os brasileiros. Jéssica dos Reis venceu o salto em distância com 6,61m e Fernando Ferreira levou o salto em altura com 2,28m.

O foco agora é o Troféu Brasil, também em São Bernardo, que começa nesta sexta-feira.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: lançamentos e arremessos

Arremesso de peso masculino

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Ryan Crouser (USA)

Com excelentes 22,13m obtidos na seletiva americana, Joe Kovacs chegou como favorito, vindo do título mundial em Pequim. Mas foi seu compatriota Ryan Crouser que fez a melhor marca na qualificação, com 21,59m. Como para passar para a final eram necessários 20,65m, Crouser só precisou de um arremesso. O neozelandês Tomas Walsh foi o 2º melhor com 21,03m. Logo em sua 1ª tentativa, o brasileiro Darlan Romani bateu o recorde brasileiro com 20,94m e se garantiu na final em 3º. Apenas outros 3 conseguiram a marca de qualificação: o neozelandês Jacko Gill com 20,80, Kovacs com 20,73m e o polonês Konrad Bukowiecki com 20,71m, que havia se tornado bicampeão mundial juvenil 1 mês antes.

A final começou com Crouser arremessando para 21,15m, já dando o tom da prova. Darlan faz 21,02m, batendo novamente o recorde brasileiro, mas logo após Franck Elemba, do Congo, também bateu o recorde nacional com 21,20m. Só que no final da 1ª rodada, foi Joe Kovacs que era líder, com 21,78m. Na 2ª série, Ryan Crouser assumiu a liderança com excelentes 22,22m. Tomas Walsh melhorou para 21,20, mas ficando atrás do congolês, que tinha como 2ª melhor marca 21,00m. Na 3ª rodada, Crouser melhorou para 22,26m, enquanto o polonês bicampeão olímpico Tomasz Majewski e o alemão bicampeão mundial David Storl não chegavam a 21m. Bukowiecki decepcionou e ficou sem nenhuma marca válida, errando as 3 chances.

Na 4ª série, nada mudou. Mas na 5ª, Tomas Walsh fez 21,36m para assumir o 3º lugar. E no último arremesso da rodada, Ryan Crouser fez incríveis 22,52m! Novo recorde olímpico para ele, quebrando a marca do alemão Ulf Timmermann que durava desde Seul-1988! Com essa marca, Crouser se tornou o 10º melhor da história na prova. Enquanto isso, Darlan não melhorava a sua marca e terminou na excelente 5ª posição com os 21,02m do 1º arremesso. A 6ª rodada não alterou a classificação e tivemos dobradinha americana. Decepção do bicampeão olímpico Tomasz Majewski em 6º com 20,72m e do alemão David Storl em 7º com 21,02m.

Foi a 1ª medalha olímpica dos 3 medalhistas. Ryan Crouser venceu sua 1ª medalha em uma competição mundial adulta, além de colocar novamente os EUA no topo do pódio da prova após 2 ausências. Joe Kovacs foi prata e Tomas Welsh ficou com o bronze dando a 1ª medalha para a Nova Zelândia na prova. Foi a 15ª dobradinha dos EUA na história!

Lançamento de disco masculino

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Piotr Malachowski (POL), Christoph Harting (GER) e Daniel Jasinski (GER)

O polonês Piotr Malachowski tinha a melhor marca do ano com 68,15m obtidos em casa e não decepcionou na quali, fazendo 65,89m, melhor marca da fase e acima dos 65,50m necessário para garantir vaga na final. Apenas o austríaco Lukas Weisshaidinger também conseguiu, com 65,86m. Três grandes surpresas na quali com a eliminação de grandes favoritos. Campeão em Londres e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting fez apenas 62,21m e ficou em 15º, fora da final. O sueco Daniel Stahl foi 14º com 62,26m e o polonês Robert Urbanek 17º com 61,76. Uma semana depois dos Jogos, Stahl iria fazer o melhor lançamento do ano na Suécia com 68,72m.

Campeão mundial em 2015, Malachowski era, portanto, o favorito ao ouro na final. Logo no 1º lançamento, fez 67,32 e colocava uma mão na medalha. O alemão Daniel Jasinski assumia o 2º lugar com 65,77m, seguido do veterano campeão de Pequim, o estoniano Gerd Kanter, com 65,10m. Irmão mais novo de Robert Harting, Christoph Harting tinha apenas 62,38m, mas melhorou para 66,34m na 2ª rodada, tomando o 2º lugar. Na 3ª, Malachowski melhorou para 67,55m, assim como Jasinski para 66,08m.

Muitos erros nas 4ª e 5ª rodadas, com apenas 6 lançamentos válidos dos 16. E pelo jeito tudo ficou para a última rodada! 2º na quali, Weisshaidinger não ia bem, mas fez sua melhor marca na última chance, com 64,95, terminando em 6º. O estoniano Martin Kupper subiu para o 4º lugar com ótimos 66,58m, passando seu compatriota Kanter. Restando 3 lançamentos, o pódio já estava formado. Daniel Jasinski melhorou sua marca novamente, indo para 67,05m, assumindo o 2º lugar. Mas Christoph Harting veio logo depois e fez o impensável: 68,37m! O alemão assumiu a liderança e jogou a pressão para o polonês, que não conseguiu melhorar, fazendo 65,38m.

Christoph Harting faturou sua 1ª medalha importante da carreira, após o 8º lugar no Mundial de 2015 e o 4º no Europeu deste ano, conquistando o 4º ouro da Alemanha na prova. O polonês Piotr Malachowski repetiu a prata de Pequim-2008 enquanto Daniel Jasinski ficou com um bronze muito inesperado. Pela primeira vez na história do atletismo, dois irmãos vencem a mesma prova em Olimpíadas seguidas!

Lançamento de dardo masculino

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Thomas Röhler (GER)

Com 91,28m obtidos no fim de junho, o alemão Thomas Röhler chegou embalado para os Jogos no Rio, mas quase ficou de fora da final. Nove atletas conseguiram na qualificação atingir os 83m necessários. Entre eles o campeão de Londres, o trinitino Keshorn Walcott, melhor com 88,68m, o queniano campeão mundial Julius Yego com 83,55 e os 3 alemães na prova. Campeão mundial em 2013, o checo Vitezslav Vesely foi o 10º. Campeão mundial em 2007 e bronze em Pequim, o finlandês Tero Pitkämäki foi apenas o 21º. Júlio César de Oliveira fez uma boa quali terminando em 16º com 80,49m. Grande ausência do egípcio Ihab El-Sayed, prata no Mundial de 2015, por conta de teste positivo de doping.

Yego começou a final com muita força, fazendo logo 88,24m no seu primeiro lançamento, caindo com as mãos no chão para evitar uma queima, e colocando pressão nos outros. Já melhor que na quali, Thomas Röhler abriu com 87,40m, seguido de seu compatriota Johannes Vetter com 85,32. Walcott, que tinha feito 83,45m na 1ª, melhorou para 85,38m assumindo o 3º lugar por 6cm sobre Vetter, enquanto os outros concorrentes sofriam para chegar a 83m.

Na 4ª tentativa, Yego queimou e torceu o tornozelo, sendo retirado do estádio numa cadeira de rodas, mas em 1º lugar. Foram muitas faltas nos lançamentos seguintes e ninguém melhorava sua marca. Até Thomas Röhler na 5ª rodada. O alemão fez a espetacular marca de 90,30m, ficando a apenas 27cm do recorde olímpico, enquanto o queniano assistia tudo de fora seu ouro ir embora, enquanto tratava seu tornozelo. Com o fim da prova, Yego voltou mancando para cumprimentar o alemão e dar a volta olímpica.

Com o ouro de Thomas Röhler, a Alemanha volta a vencer o dardo masculino após 44 anos! A prata de Julius Yego foi a 1ª medalha olímpica de um país africano no lançamento de dardo masculino e a 1ª do Quênia em uma prova de campo. Keshorn Walcott foi bronze faturando sua 2ª medalha olímpica sem jamais vencer uma medalha em mundiais. Aliás, ele jamais chegou a uma final de Mundial.

Lançamento de martelo masculino

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Dilshod Nazarov (TJK)

Era praticamente certo o ouro do polonês Pawel Fajdek na prova, já que ele tinha as 10 melhores marcas do ano na prova. Era. Assim como em Londres, Fajdek fez uma péssima apresentação na qualificação, ficando em 17º com fracos 72,00 e novamente fora da final. Foram quase 12m pior que sua melhor marca do ano! Muito ruim para quem tinha 12 marcas acima de 80m no ano. A melhor marca da quali foi de seu compatriota Wojciech Nowicki, com 77,64m. Apenas ele e o bielorrusso Ivan Tsikhan, com 76,51m, fizeram acima dos 76,50m necessários para ir a final. Com 74,17m, Wagner Domingos foi o 9º e se classificou para a final olímpica.

Com a eliminação de Fajdek, o favoritismo recaiu no tadjique Dilshod Nazarov, atual vice campeão mundial. E ele não decepcionou, abrindo a final com 76,16m, ficando a frente de Tsikhan por apenas 3cm. Na 2ª rodada, o bielorrusso passou a frente com 77,43m contra 77,27m de Nazarov. A 3ª rodada viu Nazarov melhorar novamente, agora par a 78,07m, passando Tsikhan. Enquanto isso, o mexicano Diego del Real surpreendia com 76,05m alcançando o 3º lugar. Já Wagner Domingos ficaria longe do seu melhor e terminou em 12º e último com apenas 72,28m, 6m pior que o seu melhor.

Na 4ª rodada, nenhuma alteração. Na 5ª, o bielorrusso evoluiu para 77,79m, não alcançando Nazarov, que melhorou mais uma vez, indo para 78,68m! Na última rodada, foi a vez do polonês Wojciech Nowicki roubar o bronze do mexicano, fazendo 77,73m, ficando a 6cm da prata. Tsikhan não conseguiu aumentar a distância e o ouro foi para Dilshod Nazarov. Campeão em Londres, o húngaro Krisztian Pars terminou em 7º com 75,28m.

Foi o 1º ouro olímpico da história do Tadjiquistão! Em Barcelona-1992, o tadjique Andrey Abduvaloyev venceu o martelo, mas ele representava a CEI. O bielorruso Ivan Tsikhan havia levado a prata em Atenas, mas perdeu depois por doping. Em Pequim ele foi bronze.

Arremesso de peso feminino

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Michelle Carter (USA)

Bicampeã olímpica e tetra mundial, a neozelandesa Valerie Adams chegou como grande favorita. Na quali fez 19,74m logo no 1º arremesso, ficando bem acima dos 18,40m necessários para ir a final e terminou na 1ª colocação. Outras 5 conseguiram passar da marca, como a alemã Christina Schwanitz, a americana Michelle Carter, a chinesa Gong Lijiao e a húngara Anna Márton. A brasileira Geisa Arcanjo fez 18,27m e ficou com a 7ª colocação, indo para sua segunda final olímpica seguida.

Adams começou com tudo na final, fazendo no 1º 19,79m e no 2º 20,42m, bem a frente do resto das competidoras. Michelle Carter era a que chegava mais perto com uma boa sequência de arremessos: 19,12m, 19,82m e 19,44m. Até o final das 3 rodadas iniciais, Gong Lijiao aparecia em 3º com 19,39m, mesma marca da húngara, mas que perdia nos critérios de desempate. Schwanitz era a única outra acima dos 19m, com 19,03m. Geisa Arcanjo terminou em 9º lugar com 18,16m.

Nas 3 séries finais, Adams cometia faltas, enquanto Carter seguia embalada com 19,87m e 19,84m, mas ainda a pouco mais de meio metro atrás da neozelandesa. Na última rodada, Márton, que seguia com a mesma marca da chinesa, embora tenha tomado o 3º lugar, se isolou para o bronze com 19,87m. Na última tentativa, a americana brilhou e fez excepcionais 20,63m! Recorde americano e melhor marca do ano para ela! Pressão em Valeria Adams, que fez 20,39m, não melhorando e terminando com a prata.

O ouro de Michelle Carter foi o 1º de uma americana na história do arremesso de peso feminino em Jogos Olímpicos! Valerie Adams era uma das 4 atletas no Rio que poderiam conquistar o tricampeonato olímpico inédito, mas nenhuma obteve o feito. Ela tem agora 2 ouros e 1 prata. O bronze de Anita Márton foi a primeira medalha da Hungria da prova.

Lançamento de disco feminino

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Sandra Perkovic (CRO)

A croata Sandra Perkovic era o nome a ser batido na prova. Campeã de praticamente tudo desde os Jogos de Londres, ela começou a perder o reinado no ano passado para a cubana Denia Caballero, que levou o título mundial em Pequim em 2015. Mas Perkovic tinha a melhor marca do ano antes dos Jogos, com 70,88m obtidos em Xangai. Na quali, a croata sofreu para passar a final e por muito pouco não ficou de fora. Ela queimou os 2 primeiros lançamentos, mas fez 64,81m no 3º, acima dos 62m que a garantiriam direto na decisão. A melhor marca foi da cubana Yaime Pérez, com 65,38m. Outras 6 conseguiram ultrapassar a marca, incluindo Caballero, com 62,94m e a australiana campeã mundial em 2009, Dani Samuels, com 64,46m.

Na decisão, a francesa Mélina Robert-Michon abriu com 65,52m e foi líder por 2 rodadas, enquanto Caballero tinha apenas 61,80m e Perkovic vinha de 2 erros, assim como na quali. Na 3ª rodada, muito pressionada, a croata lançou para 69,21m em seu único lançamento válido na final! Caballero melhoraria para 65,34m na 3ª rodada, seguindo atrás da francesa. Enquanto isso, Pérez, que havia liderado a qualificação, errou as 3 tentativas e ficou sem marca. Nas rodadas finais, Robert-Michon melhorou na 5ª rodada para 66,73m, enquanto Caballeto não repetia os 65m. A francesa levaria a prata e a cubana ficaria com o bronze. A australiana Samuels melhorou sua marca na última chance pata 64,90m e ficou em 4º lugar.

Sandra Perkovic se tornou a 3ª da história a conquistar o bicampeonato do disco feminino. Enquanto isso, Mélina Robert-Michon faturou a primeira medalha pra França na prova desde Londres-1948 e Denia Caballero manteve a tradição cubana no disco com o 3º pódio seguido pro país em Olimpíadas.

Lançamento de dardo feminino

RIO2016: Sara Kolak zlatna u koplju - dodjela medalja

Sara Kolak (CRO)

A pressão era toda da checa Barbora Spotakova. Veterana de 35 anos, Spotakova foi campeã mundial apenas em 2007, mas vinha de dois títulos olímpicos, em Pequim e Londres. Assim como Valerie Adams, Shelly-Ann Fraser-Pryce e Tirunesh Dibaba, ela buscava o inédito tricampeonato olímpico e, assim como as outras 3, falhou. Na qualificação, fez a 2ª melhor marca com 64,65m, ficando atrás apenas da polonesa Maria Andrejczyk, com 67,11m, recorde polonês. Outras 6 lançaram acima dos 63m necessários para a final, como a alemã Linda Stahl com 63,95m e a sul-africana Sunette Viljoen com 63,54m. A croata Sara Kolak foi 3ª, quebrando o recorde nacional com 64,30m.

Apesar do favoritismo da checa, quem vinha de melhores resultados recentes era a sul-africana Viljoen, que abriu a final com 64,92m, seguida da bielorrussa Tatsiana Khaladovich com 62,68m. Daí em diante, várias trocas de posições. Na 2ª rodada, Spotakova melhorou para 63,73m enquanto a australiana Kathryn Mitchell subiu para 2º lugar com 64,36m. Na 3ª, Khaladovich melhorou para 64,60m, roubando o 2º lugar.

Na 4ª rodada, surgiu o nome de Sara Kolak. Até então desconhecida, a croata de 21 anos tinha apenas o bronze no europeu deste ano. E brilhou no Engenhão com um lançamento de 66,18m, recorde croata novamente e a liderança inalcançável. A briga esquentou pelas outras colocações. Na 5ª rodada, Andrejczyk foi para 3º lugar com 64,78m, mas perdeu logo depois para Spotakova, que fez 64,80m, para levar o bronze, já que nenhuma dessas melhorou na última rodada.

O inesperado ouro de Sara Kolak foi a 1ª medalha da Croácia no lançamento de dardo. A prata de Sunette Viljoen foi a 1ª medalha africana da história da prova, no masculino e no feminino. Dois dias depois, Julius Yego levaria a prata na prova masculina. Barbora Spotakova não faturou o tricampeonato, mas se tornou a primeira a vencer 3 medalhas no dardo feminino.

Lançamento de martelo feminino

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Anita Wlodarczyk (POL)

Se o polonês Pawel Fajdek era o favorito no masculino e decepcionou, sua compatriota Anita Wlodarczyk sequer foi ameaçada. Bicampeã mundial e prata em Londres, a polonesa abriu a qualificação com 76,93m, muito acima dos 72m necessários para ir a final. Apenas outras 2 atletas conseguiram superar a marca: a chinesa Zhang Wenxiu com 73,58m e a venezuelana Rosa Rodriguez com 72,41m.

Na final, mais um show de Wlodarczyk. Ela abriu com 76,35m e tinha Zhang próxima com 75,06m. Mas na 2ª rodada, já lançou para 80,40m, quebrando em quase 2m o recorde olímpico. Na 3ª, a polonesa brilhou com espetaculares 82,29m, quebrando o recorde mundial por mais de 1m! Na 5ª rodada ela fez 81,74m, também acima do recorde anterior, que era dela mesma de 81,08m obtidos 2 semanas antes da final.

Zhang não teve a sua prata ameaçada e melhorou para 76,745m na 5ª rodada. Já a briga do bronze foi boa. A britânica Sophie Hitchon vinha em 3º, quando na quarta tentativa, Zalina Marghieva, da Moldávia, fez 73,50m. Na 5ª rodada foi a vez da campeã mundial de 2007 e bronze em Londres, a alemã Betty Heidler subir pro 3º lugar com 73,71m. E na última rodada, Hitchon tirou da cartola 74,54m para ficar com o bronze.

Anita Wlodarczyk se tornou a 2ª polonesa a vencer o martelo feminino, após Kamila Skolimowska, falecida em 2009. Esta foi a 6ª vez que ela quebrou o recorde mundial, que seria quebrado 2 semanas depois novamente na Polônia, com 82,98m. A chinesa Zhang Wenxiu foi prata e melhora do seu bronze de Pequim. Ela tem ainda 1 prata e 3 bronzes em Mundiais. Já o bronze de Sophie Hitchon foi a 1ª medalha britânica na história do lançamento de martelo seja no masculino ou no feminino desde Paris-1924!

Prévias Rio-2016 – Atletismo: saltos e lançamentos

Salto em distância masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Mitchell Watt (AUS); Bronze – Will Claye (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Fabrice Lapierre (AUS); Bronze – Wang Jianan (CHN)

Jeff Henderson (USA)

Historicamente dominada pelos americanos em Jogos Olímpicos, 3 deles chegam ao Rio para brigar pelo ouro. A seletiva dos EUA foi absurdamente forte na prova e viu Jeff Henderson vencer com excepcionais 8,59m, mesmo com um vento de +2,9m/s acima do permitido. Henderson era o favorito no Mundial, mas com apenas um salto válido na final ficou em 9º. Com vento válido, tem como melhor salto 8,19m. O melhor salto do ano com vento abaixo de +2,0m/s é de Jarrion Lawson, 2º na seletiva americana com 8,58m! Completa o time americano Marquise Goodwin, que já saltou 8,45m em 2016.

Atrás da armada americana temos o sueco Michel Torneús, o australiano Fabrice Lapierre, o sul-africano Rushwal Samaai e os chineses Wang Jianan e Li Jinzhe. A grande ameaça aos americanos é o britânico atual campeão olímpico e mundial Greg Rutherford (1O), único medalhista olímpico na prova. Rutherford tem este ano 8,31m, mas tem 8,51m, como melhor marca pessoal.

E o Brasil? Higor Alves será o único brasileiro na prova. No Troféu Brasil fez 8,19m e precisaria repetir isso para chegar a final nos Jogos. Se passar, um top-8 já seria muito bom para ele.

Meu Pódio: Ouro – Jeff Henderson (USA); Prata – Greg Rutherford (GBR); Bronze – Marquise Goodwin (USA)

Salto triplo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Will Claye (USA); Bronze – Fabrizio Donato (ITA)

Último Mundial (2015): Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Pedro Pablo Pichardo (CUB); Bronze – Nelson Évora (POR)

A briga pelo ouro será entre dois americanos: Christian Taylor (1O) e Will Claye (1P-1B), assim como ocorreu em Londres. Taylor acabou de fazer na Diamond League de Londres 17,78m, melhorando os 17,76m obtidos na seletiva americana. Taylor tem 4 dos 6 melhores saltos de 2016 e foi campeão mundial no ano passado com incríveis 18,21m! Claye tem 17,65m este ano, mas jamais venceu uma competição mundial.

O cubano Pedro Pablo Pichardo foi o grande adversário de Taylor em 2015, saltando duas vezes para mais de 18m, mas ainda não competiu esse ano e sua participação ainda é uma incógnita. O chinês Dong Bin venceu o mundial indoor esse ano e tem 17,24m obtidos em Pequim. Outros nomes são o do alemão Max Hess, o cubano Alexis Copello, o indiano Renjith Maheswary, o americano Chris Benard e Troy Doris, de Guiana.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Dong Bin (CHN); Bronze – Will Claye (USA)

Salto com vara masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Renaud Lavillenie (FRA); Prata – Björn Otto (GER); Bronze – Raphael Holzdeppe (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Shawnacy Barber (CAN); Prata – Raphael Holzdeppe (GER); Bronze – Renaud Lavillenie (FRA), Piotr Lisek (POL) e Pawel Wojciechowski (POL)

Renaud Lavillenie (FRA)

O francês Renaud Lavillenie (1O) é o eterno favorito ao ouro no salto com vara, mas o fracasso em 4 mundiais sempre deixam uma pulga atrás da orelha. Lavillenie venceu em Londres, mas jamais conquistou um ouro em mundiais: tem 1 prata e 3 bronzes. Também é bicampeão mundial indoor, tricampeão europeu e tetra europeu indoor. Com incríveis 6,16m indoor obtidos em 2014, recorde mundial, ele é o melhor saltador desde Sergey Bubka. No último mundial ele não conseguiu passar em 5,90m e no europeu este ano errou as 3 em 5,75m e ficou sem marca na final. Ainda assim, é o homem a ser batido. Ele tem este ano 5,96m.

O canadense Shawn Barber é a principal ameaça ao francês. Campeão mundial em 2015, Barber já salto 6,00m indoor em 2016. O americano Sam Kendricks é outro que vem bem, com 5,92m este ano em Pequim e 5,91m na seletiva americana. Outros bons nomes da prova são o brasileiro Thiago Braz, o alemão Raphael Holzdeppe (1B), o checo Jan Kudlicka e os poloneses Piotr Lisek e Pawel Wojciechowski.

E o Brasil? Thiago Braz foi campeão mundial juvenil em 2012, mas não convenceu depois em competições importantes. Não passou pelas qualis dos mundiais de 2013 e de 2015, foi 4º no Mundial indoor de 2014 e ficou sem marca no Pan de Toronto, quando era favorito para medalha. Em compensação, ele tem 5,93m indoor obtidos este ano! Na semana passada fez 5,90m e saltou 3 vezes acima de 5,80m em 2016. Ele tem salto para ganhar medalha, mas precisa quebrar essa barreira de performances fracas em competições importantes. Augusto Dutra é o outro brasileiro na prova e tem como melhor marca no ano apenas 5,70m. Briga por uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Renaud LAvillenie (FRA); Prata – Shawn Barber (CAN); Bronze – Thiago Braz (BRA)

Salto em altura masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ivan Ukhov (RUS); Prata – Erik Kynard (USA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT), Derek Drouin (CAN) e Robert Grabarz (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Derek Drouin (CAN); Prata – Bohdan Bondarenko (UKR) e Zhan Guowei (CHN); Bronze – não houve medalha de bronze

Na prova mais falada dos últimos anos, temos pelo menos 8 atletas brigando pelo ouro. Em melhor fase no ano, o ucraniano Bohdan Bondarenko venceu 2 etapas da Diamond League esse ano e tem 2,37m como melhor marca de 2016. Seu principal adversário é o qatari Mutaz Essa Barshim (1B), que tem 2,40m este ano e 2,43m na carreira, flertando com o recorde mundial de 2,45m. Bronze em Londres e prata no último mundial, Barshim tem falhado em algumas competições, mas tem o 2º melhor salto da história.

O canadense Derek Drouin (1B) foi a surpresa de 2015 ao vencer o mundial de maneira surpreendente. Houve um empate tríplice e os saltadores foram para os saltos de desempate. Ele foi o único a passar em 2,34m e ficou com o ouro. Outros ótimos nomes da prova são o chinês figura Zhang Guowei, o britânico Robert Grabarz (1B), o checo Jaroslav Baba (1B), o americano Erik Kynard (1P) e o italiano Gianmarco Tamberi, atual campeão europeu e mundial indoor.

E o Brasil? Talles Silva disputa a prova, mas sequer passará a final. Tem como melhor marca no ano apenas 2,29m, marca que não tem conseguido repetir.

Meu Pódio: Ouro – Bohdan Bondarenko (UKR); Prata – Gianmarco Tamberi (ITA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT)

Salto em distância feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Yelena Sokolova (RUS); Bronze – Janay DeLoach (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Tianna Bartoletta (USA); Prata – Shara Proctor (GBR); Bronze – Ivana Spanovic (SRB)

Depois de dois anos sem saltar acima de 7m, a campeã olímpica Brittney Reese (1O) voltou com tudo e voou nas seletivas americanas. Ela venceu a prova com a melhor marca do mundo no ano, excelentes 7,31m, o melhor salto em 12 anos! Tricampeã mundial e tricampeã mundial indoor, Reese vai voar para faturar o bicampeonato. A australiana Brooke Stratton vem em boa fase com 7,05m em março e mais um 6,94m em fevereiro, mas só saltou bem na Austrália.

A sérvia Ivana Spanovic foi bronze nos 2 últimos mundiais e levou o europeu deste ano. Este ano fez 7,07m em uma prova indoor e é outro bom nome para o pódio. Também ficar de olho na alemã Sosthene Moguenara, com 7,16m esse ano, nas americanas Tianna Bartoletta (1O), bicampeã mundial em 2005 e 2015, e Janay DeLoach (1B), na britânica Shara Proctor e na única russa que está liberada para competir no atletismo, Darya Klishina.

E o Brasil? Serão duas brasileiras na disputa: Eliane Martins e Keila Costa. Eliane tem a melhor marca do ano entre as duas, com 6,72m e precisa melhorar um pouco para ir à final. Keila tem apenas 6,56m no ano.

Meu Pódio: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Ivana Spanovic (SRB); Bronze – Tianna Bartoletta (USA)

Salto triplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Olga Rypakova (KAZ); Prata – Caterine Ibarguen (COL); Bronze – Olha Saladukha (UKR)

Último Mundial (2015): Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Hanna Knyazyeva-Minenko (ISR); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Caterine Ibarguen (COL)

Teremos um belo duelo sul-americano na prova. A colombiana Caterine Ibarguen (1P – falei dela aqui) estava invicta desde a derrota em Londres-2012, quando perdeu na Diamond League de Birmingham, em junho. Ainda assim, foram mais de 40 provas vencidas desde então, incluindo dois títulos mundiais. Favorita ao ouro, sua grande rival na atualidade é a venezuelana Yulimar Rojas, que venceu o Mundial indoor este ano. Este ano Ibarguen fez 15,04m e Rojas 15,02m!

Outras que brigarão por medalha são a cazaque Olga Rypakova (1O), campeã em Londres, a grega Paraskevi Papahristou, as jamaicanas Shanieka Thomas e Kimberly Williams, a ucraniana Olga Saladukha (1B) e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko.

E o Brasil? Keila Costa, em sua 4ª Olimpíada, e Núbia Soares disputam a prova. Núbia fez o índice no Troféu Brasil e tem a melhor marca do ano entre as duas, com 14,17m

Meu Pódio: Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Yulimar Rojas (VEN); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Salto com vara feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jenn Suhr (USA); Prata – Yarisley Silva (CUB); Bronze – Yelena Isinbayeva (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Fabiana Murer (BRA); Bronze – Nikoleta Kyriakopoulou (GRE)

Esta prova promete ser uma das melhores finais das provas de campo com 6 atletas em nível parecido brigando pelo ouro. Jenn Suhr (1O-1P) defende o ouro olímpico e tem 4,82m este ano, mas já saltou 5m na carreira. Quem surgiu agora aos 24 anos foi Sandi Morris. 4ª no Mundial de 2015, Morris foi prata no mundial indoor esse ano e brilhou semana passada no Texas ao atingir 4,93m, melhor salto do ano! Com 4,87m, a brasileira Fabiana Murer é grande candidata ao pódio também.

Com 4 vitórias na Diamond League este ano, a grega Katerina Stefanidi é mais uma boa candidata ao pódio. Ela tem 4,86m este ano. Campeã mundial, a cubana Yarisley Silva (1P) é dura na briga e voa nos momentos mais tensos, como na final do Pan de Toronto, em 2015. Outros bons nomes são a alemã Lisa Ryzih, a grega Nikoleta Kyriakopoulou e a australiana Alana Boyd.

E o Brasil? Fabiana Murer parecia mal, mas com 4,87m, recorde sul-americano, no Troféu Brasil a recolocou na lista de favoritas. O que pesa contra é o seu histórico em Olimpíadas. Nas duas que disputou teve problemas e foi muito criticada. Ela se aposenta após os Jogos. Joana Costa fez 4,50m no Troféu Brasil e conseguiu o índice com o melhor resultado da vida. É muito difícil ela passar para a final.

Meu Pódio: Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Sandi Morris (USA); Bronze – Katerina Stefanidi (GRE)

Salto em altura feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Anna Chicherova (RUS); Prata – Brigetta Barrett (USA); Bronze – Svetlana Shkolina (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Mariya Kuchina (RUS); Prata – Blanka Vlasic (CRO); Bronze – Anna Chicherova (RUS)

Ruth Beitia (ESP)

Sem as russas na disputa, a prova fica bem aberta. A veterana americana Chaunté Lowe tem a melhor marca do ano, com 2,01m na seletiva americana e vai para sua 4ª Olimpíada no seu melhor momento. Bicampeã mundial e prata em Pequim, a croata Blanka Vlasic (1P) já esteve em melhor forma, mas segue como uma das melhores do mundo e segue em busca do único que título que não tem.

A espanhola Ruth Beitia, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, a croata Ana Simic, a búlgara Mirela Demireva e Levern Spencer, de Santa Lúcia, são outras boas pedidas no pódio.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Ruth Beitia (ESP); Prata – Chaunté Lowe (USA); Bronze – Mirela Demireva (BUL)

Arremesso de peso masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tomasz Majewski (POL); Prata – David Storl (GER); Bronze – Reese Hoffa (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Joe Kovacs (USA); Prata – David Storl (GER); Bronze – O’Dayne Richards (JAM)

Outra prova onde os Estados Unidos sempre foram grandes vencedores. Dono de 4 das 5 melhores marcas do ano, o americano Joe Kovacs tem 22,13m esse ano, mas na seletiva americana foi 2º com excepcionas 21,95m. Atual campeão mundial, Kovacs vai para sua 1ª Olimpíada como favorito. Quem venceu a seletiva americana foi Ryan Crouser, campeão mundial de menores em 2009 e que jamais disputou uma competição mundial adulta. Crouser fez 22,11m na seletiva e está entre os 20 melhores arremessadores da história.

Um dos principais concorrentes dos americanos é o atual bicampeão olímpico, o polonês Tomasz Majewski (2O). Apesar do currículo, tem apenas 20,84m este ano e precisa melhorar para buscar o 3º ouro. Seus compatriotas estão em melhor forma. Konrad Bukowiecki acabou de se tornar bicampeão mundial juvenil batendo o recorde mundial da categoria com 23,34m no peso de 6kg (o peso adulto é de 7,26kg). Ele tem 21,14m no peso olímpico, pior que Michal Haratyk, com 21,23m. Os neozelandeses Tomas Walsh e Jacko Gill são bons concorrentes, mas talvez o principal nome da prova seja o alemão David Storl (1P), de quem falei aqui. Bicampeão mundial em 2011 e 2013, busca seu inédito ouro olímpico.

E o Brasil? Darlan Romani cresceu demais nos últimos anos e tem como melhor marca 20,90m obtido em abril do ano passado. Com 20,64m esse ano, precisa melhorar um pouco para pegar uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – David Storl (GER); Prata – Joe Kovacs (USA); Bronze – Tomas Walsh (NZL)

Lançamento de disco masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Robert Harting (GER); Prata – Ehsan Haddadi (IRI); Bronze – Gerd Kanter (EST)

Último Mundial (2015): Ouro – Piotr Malachowski (POL); Prata – Philip Milanov (BEL); Bronze – Robert Urbanek (POL)

Robert Harting (GER)

O polonês Piotr Malachowski (1P) é o homem a ser batido na prova. Campeão mundial em 2015 e europeu este ano, tem as duas melhores marcas de 2016, com 68,15m e 68,10m. Mas terá trabalho com os irmãos alemães Christoph e Robert Harting (1O). Robert é o atual campeão olímpico e é tricampeão mundial. Christoph é o irmão mais novo e ainda não tem um resultado internacional importante. Christoph tem 68,06m esse ano e Robert 68,04m!

Outros bons nomes da prova são o polonês Robert Urbanek, bronze no último mundial, o belga Philip Milanov, o sueco Daniel Stahl, o jamaicano Fedrick Dacres, o iraniano Ehsan Haddadi (1P) e o estoniano Gerd Kanter (1O-1B).

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Robert Harting (GER); Prata -Piotr Malachowski (POL); Bronze – Philip Milanov (BEL)

Lançamento de martelo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kristia Pars (HUN); Prata – Primoz Kozmus (SLO); Bronze – Koji Murofushi (JPN)

Último Mundial (2015): Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Wojciech Nowicki (POL)

Pawel Fajdek (POL)

A prova já tem o seu campeão: o polonês Pawel Fajdek. Bicampeão mundial, Fajdek ficou sem marca na qualificação dos Jogos de Londres e nem passou pra final, mas esse ano tem nada menos que os 10 melhores lançamentos de 2016! Sua melhor marca no ano é 81,87m e pessoal é 83,93m do ano passado.

Quem vai tentar tirar o ouro dele são o bielorrusso Ivan Tsikhan, único a lançar a mais de 80m no ano (80,04m), o tadjique Dilshod Nazarov, o moldavo Serghei Marghiev, o egípcio Hassan Mahmoud e o polonês Wojciech Nowicki.

E o Brasil? Bom ficar de olho no brasileiro Wagner Domingos, que pode ser uma das grandes surpresas da equipe brasileira. Montanha quebrou o recorde brasileiro 3 vezes esse ano e, na 3ª vez, melhorou o recorde sul-americano, com 78,63m, se tornando o 4º melhor do ano! Mantendo essa distância, pode beliscar uma medalha!

Meu Pódio: Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Ivan Tsikhan (BLR)

Lançamento de dardo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Keshorn Walcott (TTO); Prata – Oleksandr Pyatnytsya (UKR); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Último Mundial (2015): Ouro – Julius Yego (KEN); Prata – Ihab El-Sayed (EGY); Bronze – Tero Pitkämäki (FIN)

Quarto no último mundial, o alemão Thomas Röhler tem a melhor marca do ano até o momento, com 91,28m obtidos na Finlândia! Além desse, ele tem mais 3 marcas acima de 87m em 2016 e se credencia a uma medalha no Rio. Mas o queniano Julius Yego não pode ser esquecido. Campeão mundial ano passado e dono da incrível marca de 92,72m, Yego ainda não fez uma boa marca este ano e tem como melhor apenas 84,68m

Prata no último mundial, o egípcio Ihab El-Sayed foi pego em exame antidoping e não virá ao Rio. Mas ficar de olho no trinitino Keshorn Walcott (1O), o ouro mais inacreditável de Londres-2012, nos finlandeses Antti Ruuskanen (1B) e Tero Pitkämäki (1B), nos alemães Johannes Vetter e Julian Weber, no letão Zigismunds Sirmais e no indiano Neeraj Chopra, que quebrou o recorde mundial sub20 semana passada com 86,48m.

E o Brasil? Julio César de Oliveira tem como melhor marca no ano 81,56m, mas precisaria melhorar muito para pegar vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Thomas Röhler (GER); Prata – Julius Yego (KEN); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Arremesso de peso feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Yevgeniya Kolodko (RUS); Bronze – Gong Lijiao (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Christina Schwanitz (GER); Prata – Gong Lijiao (CHN); Bronze – Michelle Carter (USA)

Valerie Adams (NZL)

A neozelandesa Valerie Adams (2O) busca o tricampeonato olímpico para completar seu invejável currículo. Tetracampeã mundial, tricampeã mundial indoor e tricampeã dos Jogos da Comunidade Britânica, Adams não está na sua melhor forma, mas tem este ano 20,19m e briga sim pelo ouro. Venceu 3 etapas da Diamond League esse ano. A melhor marca do ano é da chinesa Lijiao Gong (1B), com 20,43m, bronze em Londres e prata no último Mundial.

Campeã mundial em 2015, a alemã Christina Schwanitz tem 20,17m no ano e deve estar no pódio. De olho na húngara Anita Márton e na americana Michelle Carter, que busca ser a primeira americana campeã olímpica no arremesso de peso.

E o Brasil? Geisa Arcanjo foi 7ª em Londres, mas nunca repetiu um arremesso acima de 19m, como na ocasião. Aliás, nem 18m ela chegou mais, o que dificulta uma ida à final. Este ano tem como melhor marca 17,92m.

Meu Pódio: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Christina Schwanitz (GER); Bronze – Michelle Carter (USA)

Lançamento de disco feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Li Yanfeng (CHN); Bronze – Yarelys Barrios (CUB)

Último Mundial (2015): Ouro – Denia Caballero (CUB); Prata – Sandra Perkovic (CRO); Bronze – Nadine Muller (GER)

Campeã em Londres, a croata Sandra Perkovic (1O) tem tudo para repetir o feito. Ela tem o 4 melhores lançamento do ano e tem como melhor 70,88m, sendo a única a passar dos 69m na prova em 2016. Campeã mundial em 2013, foi prata em 2015 ao perder parta a cubana Dania Caballero, que este ano fez 67,62m. Em 5 etapas da Diamond League no ano, Perkovic levou todas.

Campeã mundial juvenil em 2010 e prata no Pan, a cubana Yaime Perez está fazendo uma ótima temporada e já lançou 4 vezes para mais de 67m. De olho também nas alemãs Julia Fischer e Nadine Müller, na australiana Dani Samuels, campeã mundial em 2009, e na chinesa Su Xinyue.

E o Brasil? Andressa de Moraes e Fernanda Martins representam o Brasil e vão brigar para pegar uma vaguinha na final, o que já seria lucro. Melhor marca do ano por enqaunto é de Fernanda com 62.74m.

Meu Pódio: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Yaime Pérez (CUB); Bronze – Dania Caballero (CUB)

Lançamento de martelo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tatyana Lysenko (RUS); Prata – Anita Wlodarczyk (POL); Bronze – Betty Heidler (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Zhang Wenxiu (CHN); Bronze – Alexandra Tavernier (FRA)

Se o Fajdek é mais que favorito no masculino, a polonesa Anita Wlodarczyk (1P) sobra no feminino também. Ela é dona dos 10 melhores lançamentos do ano e tem como melhor marca excepcionais 80,26m! São quase 4m melhor que a 2ª melhor do ano, a americana Gwen Berry, que tem 76,31m. Bicampeã mundial e tri europeia, Wlodarczyk dificilmente perde o ouro.

A alemã Betty Heidler (1B) foi bronze em Londres e campeã mundial em 2007. Tem este ano 75,77m e é séria candidata ao pódio. Outras que brigam por medalha são as chinesas Zhang Wenxiu (1B) e Wang Zheng, a moldava Zalina Marghieva e a azeri Hanna Skydan.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Betty Heidler (GER); Bronze -Zhang Wenxiu (CHN)

Lançamento de dardo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Barbora Spotakova (CZE); Prata – Christina Obergföll (GER); Bronze – Linda Stahl (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Katharina Molitor (GER); Prata – Lü Huihui (CHN); Bronze – Sunette Viljoen (RSA)

Sunette Viljoen (RSA)

Esta prova deve ser bem equilibrada com 3 atletas lançando o dardo a mais de 66m esse ano. A melhor marca do ano é da favorita, a checa Barbora Spotakova (2O), que nada mais é do que a atual bicampeã olímpica e quer se tornar a primeira tricampeã olímpica de uma prova de individual (Valerie Adams no peso e Shelly-Ann Fraser-Pryce nos 100m também podem realizar o feito). A checa tem 66,87m obtidos em 19 de junho. No mesmo dia em outro local, a alemã Christin Hussong fez 66,41m. A 3ª atleta é a bielorrussa Tatsiana Khaladovich, com 66,34m para vencer o campeonato europeu em Amsterdã.

A letã Madara Palameika e a sul-africana Sunette Viljoen venceram duas etapas da Diamond League esse ano cada e também entram na briga. De olho também nas fortíssimas alemãs Christina Obergföll (1P-1B) e Linda Stahl (1B), na chinesa vice-campeã mundial Lü Huihui e nas australianas Kim Mickle e Kathryn Mitchell.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Sunette Viljoen (RSA); Prata – Barbora Spotakova (CZE); Bronze – Tatsiana Khaladovich (BLR)

Mundial de Atletismo – Dia 6

A coroação de Usain Bolt (mais uma vez), o salto espetacular no triplo e mais marcas impressionantes no martelo e nos 400m.

200m masculino

Usain Bolt. Foto: Getty Images

Essa é a prova dele. Se nos 100m Usain Bolt venceu por apenas 1 centésimo, nos 200m ele sobrou. No fim da curva, Justin Gatlin bem que tentou, mas o jamaicano deu show na reta e fechou a distância em 19.55, melhor tempo do mundo no ano! O americano ficou com a prata mais uma vez com 19.74 e uma enorme surpresa no bronze, para o sul-africano Anaso Jobodwana com 19.87, recorde nacional. Ele tirou o bronze do favorito Alonso Edwards, do Panamá, que fez o mesmo tempo, mas perdeu na foto por 2 milésimos.

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Bolt vence seu 10º ouro em mundiais e se torna tetracampeão mundial dos 200m!

Salto triplo masculino

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O duelo entre o cubano Pedro Pablo Pichardo e o americano Christian Taylor começou duro. Pichardo abriu com 17,52m enquanto o americano fez apenas 16,85m. Na segunda rodada, Taylor melhorou bem para 17,49m e o cubano fez 17,44m. Na 3ª, os dois fizeram 17,60m e empataram, mas com a vantagem pro cubano. Na 4ª, Taylor melhor mais uma vez, para 17,68m enquanto Pichardo piorou para 17,33m. Na 5ª, nenhum melhorou, com Taylor para 17,22m e Pichardo 17,52m.

Aí veio a última série! E Christia Taylor fez um espetacular e sensacional 18,21m!! Simplesmente o 2º melhor salto da história, perdendo apenas para o recorde mundial de 18,29m no Jonathan Edwards. Pressionado, Pichardo encerrou também melhorando, mas longe com 17,73m. Prova sensacional. Muito legal o bronze pro português Nélson Évora, que foi campeão olímpico neste mesmo estádio em 2008. Agora, o bronze veio com 17,52m também no último salto.

400m feminino

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O que dizer de Allyson Felix? Ela desistiu dos 200m para focar nos 400m e deu muito certo. Ela venceu sozinha disparada com a belíssima marca de 19.26, melhor salto do mundo no ano! Shaunae Miller, das Bahamas, foi prata com 49.67 e a jamaicana Shericka Jackson completou o pódio com 49.99, seguida de mais 3 jamaicanas! Campeã mundial e olímpica em Pequim, a britânica Christine Ohuruogu foi a 8ª.

Foi o 9º ouro mundial da Allyson Felix, que encosta no Bolt.

Lançamento de Martelo feminino

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Um ouro mais que esperado. A polonesa Anita Wlodarczyk bateu o recorde mundial da prova no início do mês, dia 1º de agosto com 81,08 e só perderia o ouro por um desastre. Ela já abriu com 74,40 como líder. E só foi melhorando, para 78,52, 80,27 e o lançamento do ouro para 80,85m! Apesar da vitória, ela saiu frustrada, por não ter batido o recorde por 23cm. Segundo título mundial dela. A chinesa Wenxiu Zhang foi prata com 76,33 e a francesa Alexandra Tavernier foi bronze com 74,02.

Outras provas

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A britânica Dina Asher-Smith fez o melhor tempo das semifinais dos 200m feminino com 22.12. Na final, serão 3 jamaicanas e 2 americanas com ela. Rosângela Santos foi 4ª na sua semi com 22.87, terminando em 13º lugar no geral.

Na semi dos 800m, Melissa Bishop fez a melhor marca com 1:57.52, recorde canadense. Muito forte a semi, com 11 atletas correndo para baixo de 1:59! A 3ª semi foi tão forte que Sifan Hassan foi 5ª na semi com 1:58.50 e ficou fora da final.

Aries Merritt com o melhor tempo na semi dos 110m com barreiras com 13.08! Atual campeã mundial, David Oliver com 13.17. Serão 3 franceses na final.

Nas eliminatórias dos 100m com barreiras feminino, americana Brianna Rollins melhor tempo com 12.67. Não me surpreende um pódio todo americano na prova. Nos 1.500m masculino, sem surpresas, com o queniano Silas Kiplagat com o melhor tempo de 3:38.13. Nos 5.000m feminino, sem surpresas também, com a etíope Almaz Ayana com o melhor tempo de 15:09.40.

A sérvia Ivana Spanovic fez a melhor marca na quali do salto em distância feminino, com o recorde nacional de 6,91m. Decepção enorme da tricampeã mundial e campeã olímpica! Brittney Reese apenas na 24ª colocação com fracos 6,39m. No disco masculino, jamaicano Fedrick Dacres com a melhor marca de 65,77m. No salto em altura feminino, maior surpresa a eliminação de Morgan Lake, que não passou em 1,92m.