Brasil domina Ibero-Americano

No evento-teste de atletismo no Engenhão, o Ibero-Americano foi dominado pelo Brasil, com 17 ouros em 44 provas. Algumas marcas boas, índices novos e a equipe olímpica brasileira cresceu mais, mas segue sem expectativa de grande resultado nos Jogos.

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Fabiana e Maila após os índices nos 100m com barreiras. Foto: Carol Coelho/CBAt

Entre os novos índices, a dobradinha nos 800m masculino com Lutimar Paes (1:45.42) e Kleberson Davide (1:45.79), correndo abaixo do 1:46 necessário. Outra dobradinha veio nos 100m com barreiras feminino, onde Fabiana Moraes venceu com 12.91 e Maila de Paula Machado foi prata com 12.99, ambas abaixo do índice de 13.00. O outro índice veio com Jailma Lima nos 400m, prova que venceu com 51.99. Nos 200m feminino, Kauiza Venancio também fez índice, com 23.18 e um bronze, mas é o 4º nome da prova.

Entre as boas marcas da equipe brasileira podemos ressaltar Geisa Arcanjo no arremesso de peso, prata com 17,92m, Caio Bonfim na marcha 20.000m com 1:26:40.7, Altobeli Silva com 8:33.72 nos 3.000m com obstáculos e Fabiana Murer com 4,60m no salto com vara.

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Kleberson e Lutimar após a prova dos 800m. Foto: Washington Alves/CBAt

Ainda seguem sem índice nomes fortes como Mauro Vinícius da Silva, apenas bronze no salto em distância com 7,71m. Mauro fez 8,14m esse ano no Rio em fevereiro, ficando a 1cm do índice. Ele é bicampeão mundial indoor da prova. Darlan Romani também segue sem índice no arremesso de peso. Ele venceu a prova no Ibero com 19,67m, longe do índice de 20,50m. Sua melhor marca do ano é 20,21m, de janeiro. Ronald Julião também segue longe do índice no disco. Ele venceu a prova com 59,56m e segue com dificuldades de atingir o índice de 65,00m.

O destaque negativo do evento foi por conta de Rosângela Santos. A velocista reclamou da pista e ainda foi mal educada com os jornalistas que cobriram o evento. Apesar disso, ela venceu os 100m com bons 11.24, mas isso não ajudou nada em sua imagem.

Agora os brasileiros seguem para campings na Europa e competições da Liga Diamante. O Troféu Brasil, no final de junho, vai fechar a equipe olímpica, que já tem cerca de 60 vagas e com quase nenhuma chance de medalha.

Atletismo teste o Engenhão

Começa neste sábado e segue até segunda o Ibero-Americano de atletismo, valendo como evento-teste do esporte.

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Fabiana Murer no Engenhão. Foto: CBAt

Mais de 400 atletas de 24 países estão no Rio para testar a pista recém colocada no estádio, incluindo alguns países vem como convidados para a competição, como EUA e Arábia Saudita, já que o ibero é apenas para países que falam português ou espanhol.

É uma boa oportunidade para conquistar e confirmar índices olímpicos. Numa pista novinha em folha, os tempos tendem a melhorar e devemos ter novos nomes na equipe olímpica, que já tem mais de 50 classificados.

Muito curioso para ver alguns nomes, como o Altobeli Silva, que conquistou o índice dos 3.000m com obstáculos no último fim de semana. O Brasil não disputa esta prova nos Jogos Olímpicos desde 1996, quando Clodoaldo do Carmo fez o pior tempo nas eliminatórias. Altobeli fez 8:28.56 sem ninguém para forçar seu ritmo na prova. Vamos ver o que ele faz com atletas que correm na faixa de 8:20 para puxá-lo.

Mauro Vinicius da Silva, bicampeão mundial indoor no salto em distância, não tem índice olímpico ainda e pode ser um dos novos nomes na equipe. Darlan Romani vem batendo na trave no arremesso de peso e competirá com argentino e português que tem mais de 21m na carreira, o que pode ajudá-lo a obter o índice.

Wagner Domingos bateu novamente o recorde brasileiro no lançamento de martelo neste último fim de semana, o que deixa uma boa expectativa pro índice. Sem adversárias de peso, Fabiana Murer deve levar com tranquilidade o salto com vara já neste sábado.

A outra grande chance de entrar na equipe olímpica e que deverá inclusive definir os revezamentos é o Troféu Brasil, a ser disputado no final de junho em São Bernardo.