Sochi-2014: um balanço

Sochi acabou e já deixou saudades.

Antes do início eu realizei prévias de cada um dos 15 esportes e dei meus palpites para cada uma das 98 modalidades. Agora vamos ao balanço.

Dos 98 campeões (99, poque houve empate no downhill feminino), cravei 33. No luge, acertei os quatro campeões. Fácil prever o domínio absoluto alemão. Também acertei 4 das 5 provas do esqui alpino feminino, só errando o bendito empate do downhill, além de 3 das 5 provas da patinação artística. No hóquei, combinado nórdico e no skeleton errei todos os campeões, no snowboard só acertei 1 dos 10 e na patinação de velocidade de pista curta só 1 em 8.

Nas outras medalhas, foram só 14 pratas corretas e 13 bronzes. Em compensação, acertei outras 72 presenças em pódio, errando a cor da medalha. No combinado nórdico, não cravei nenhuma posição em nenhum pódio.

Um número legal é somar os 33 ouros corretos com 29, que é o número de campeões em Sochi que eu coloquei com outra medalha. Com isso, pus 62 campeões na Rússia no pódio. Quase 2/3.

Só cravei 2 pódios: o bobsled feminino e a prova por equipe da patinação artística. No moguls feminino e no revezamento feminino do biatlo acertei os três medalhistas, errando a ordem de todos. E no bobsled masculino de duplas, acertei a prata do Beat Hefti (SUI), mas inverti o Zubkov e o Holcomb.

Interessante que no biatlo eu pus Tora Berger (NOR) vencendo a perseguição, o individual e a saída em massa. Mas quem levou as 3 provas foi Darya Domracheva (BLR).

Aliás, subestimei muito a participação russa. Dava apenas 23 medalhas para os donos da casa (7 ouros), mas eles levaram 32 com 13 ouros e quem preveria a participação holandesa com 24 medalhas? Tinha dado 14. E da Suécia, que falei 9 e foram 15 na realidade.

hiperestimei a Noruega com 37 medalhas (foram 26), Estados Unidos com 36 (28) e Coreia do Sul com 18 (foram apenas 8).

Foram muitas surpresas em Sochi e em algumas provas era muito difícil mesmo prever, principalmente em algumas novas como nos slopestyles. Mas como acertei 132 das 295 presenças nos pódios (44,7%), acho que foi uma boa.

Só um detalhe: se contarmos o pódio sem as 12 provas novas, a Rússia ainda seria a vencedora com 11 ouros, 2 a menos. Já os Estados Unidos despencariam para o 8° lugar com apenas 4 ouros. Eles tem que agradecer e MUITO ao slopestyle e ao halfpipe em esqui.

Sochi-2014 – Dia 16

E chega ao fim a festa russa. Sem terrorismo, com muitas imagens sensacionais, problemas climáticos, muitos problemas de infra-estrutura, mas um show do esporte e da união pelo esporte. Com o fim das provas, já fica aquele gostinho de quero-mais e a ansiosidade para 2018 já começa!

Cross Country

dia 16-1

Na prova mais longa dos Jogos, os 50km saída em massa estilo livre masculino, a 8ª trifeta dos Jogos e dessa vez foi russa!

A prova é longa, mas o pelotão é grande por boa parte. Aos 12,5km, mais de 50 atletas ainda estavam juntos, liderados por Johan Olsson (SWE). Com metade do percurso, o pelotão ainda era imenso, liderados por Lari Lehtonen (FIN). Com três quatros da prova, Matti Heikkinen (FIN) liderava e abria uma diferença de quase 15s sobre o pelotão, liderando até a parcial dos 40km. Até ele ser alcançado.

Um grupo com mais de 20 ainda estava junto aos 48km de prova, mas aí 3 russos e um norueguês forçaram o ritmo. Os 4 abriram e chegaram na reta final para brigar por medalhas No sprint final, os 3 russos ficaram na frente. Com 1:46:55.2, Alexander Legkov foi ouro, seguido de Maxim Vylegzhanin com a prata a 0.7 e Ilia Chernousov com o bronze a 0.8. Martin Sundby (NOR) ficou em 4° a 1s.

Bobsled

dia 16-2

Na terceira descida, Alexander Zubkov (RUS) fez a melhor descida e abriu sua vantagem sobre Oskars Melbardis (LAT) para 0.17. Holcomb (USA) se manteve em 3° a 0.45, ameaçado por Rússia 2, Alemanha 1 e Grã-Bretanha 1. O Brasil cometeu um erro na saída com Edson Bindilatti sofrenda para entrar no trenó e batendo duas vezes na lateral na saída. Com isso, o Brasil caiu uma posição, terminando em 29° apenas a frente do trenó do Canadá que capotou no dia anterior, mas apenas por 0.09.

Aí descida final, em ordem invertida. Excelente descida britânica com 55.26, subindo uma posição para 5°. O segundo treno da Rússia de Alexander Kasjanov fez a mehor com 55.21, assumindo a liderança por 0.08. Holcomb largou mal, e ia perdendo a a vantagem que tinha, mas ainda assim cruzou a apenas 0.03 na frente de Kasjanov e Holcomb levou seu segundo bronze em Sochi.

Melbardis fez 55.31 e terminou com 0.30 na frente do americano. Aí veio Legkov que fez uma descida pior que o letão, mas tinha uma boa vantagem e cruzou para o ouro com 0.09 de vantagem. Seu segundo ouro em Sochi.

Hóquei no Gelo

dia 16-3

Na grande final do hóquei, a última prova disputada em Sochi com Canadá contra a Suécia. Esperava-se um grande jogo dos 2 últimos campeões olímpicos, mas o que se viu foi um jogo dominado pelo Canadá. Aos 12:55 do 1° período, Jonathan Toews abre o placar com 1-0 para o Canadá.

No segundo tempo, é a vez do craque, aquele que não fez nada nos Jogos de Vancouver até dar o gol de ouro na final. E agora ele faz o seu primeiro gol em Sochi. Aos 15min, Sidney Crosby abre 2-0. Com 19min do 3° período, Chris Kunitz faz 3-0 e sela a vitória canadense. Foram 36 chutes a gol canadenses contra 24 suecos. E o Canadá se torna bicampeão olímpico seguido e eneacampeão na história!

Sochi já deixa saudades e nos veremos em Pyeongchang de 9 a 25 de fevereiro de 2018!!

Sochi-2014 – Dia 15

No penúltimo dia dos Jogos de Sochi, um pódio norueguês, a Holanda fecha sua participação com dupla chave de ouro, assim como a Áustria e a Rússia.

Esqui Alpino

OLY-2014-SKI-ALPINE-SLALOM-MEN-MEDALS

Na última prova do programa, o slalom masculino, esperava-se um confronto entre Marcel Hirscher (AUT) e Felix Neureuther (GER). Mas na primeira descida, quem liderou foi Mario Matt (AUT) com 46.70. Ele foi 0.45 melhor que Andre Myhrer (SWE) e 0.75 melhor que Stefano Gross (ITA) e Mattias Hargin (SWE). Hirscher aparecia em 9° a 1.28 e Neureuther em 7° a 0.87.

As condições da pista se deterioravam muito rápido. A alta temperatura do ar (7°C) e a quantidade enorme de atletas (117) só fazia os tempos aumentarem.

Na segunda descida, a situação foi semelhante. Os primeiros a descer, que ficaram entre o 20° e o 30° lugar na primeira descida, iam bem e os seguintes não conseguiam melhorar seu tempo. Sem falar no enorme número de atletas que não terminavam sua descida. 8 dos 30 primeiros não terminaram e 2 foram desclassificados.

Adam Zampa (SVK) assumiu a liderança no começo fazendo a melhor descida do dia com 53.94. Muito tempo depois, Henrik Kristoffersen (NOR) se tornou líder 0.61 melhor que o eslovaco. Ninguém conseguia melhorar o tempo do norueguês, até a vez de Hirscher, que tinha uma bela vantagem na primeira e fez uma segunda melhor que Kristoffersen.

Aí veio uma série de atletas seguidos não terminando, como Alexis Pinturault (FRA), Felix Neureuther (GER), Ted Ligety (USA) e Jean-Baptiste Grange (FRA). Stefano Gross fez boa descida e aparecia em 3°. Aí veio o homem, Mario Matt. Com 55.14, somou 1:41.84 e fez 0.28 melhor que Hirscher, faturando o ouro na última descida.

Jhonatan Longhi fez o 69° tempo na primeira descida. Na segunda, devido ao enorme número de desclassificações e desistências, ficaria em 39°, mas foi desclassificado logo depois. Dos 117 que iniciaram, apenas 43 terminaram as duas descidas.

Biatlo

(SP)OLY-RUSSIA-SOCHI-BIATHLON-MEN'S RELAY 4x7.5KM

A Noruega buscava com sua super equipe uma medalha, o que deixaria o ole Einar Bjoerndalen com 14 medalha olímpicas, aumentando seu recorde. A prova começou com Tarjei Boe NOR abrindo, entregando 10s na frente de Rússia e Alemanha. Depois entrou o mais inexperiente norueguês, seu irmão mais novo Johannes Boe. Boe deixou Daniel Boehm (GER) chegar e alcançá-lo, mas na segunda sessão de tiro o norueguês atirou perfeito e contou com erros dos outros para abrir 20s da Alemanha e Rússia.

Aí entrou Bjoerndalen, que não fez grande cross country, mas atirou perfeitamente, não precisando de nenhuma bala extra. Arnd Peiffer (GER) encostou em Bjoerndalen e eles entregaram para os últimos atletas com apenas 2s de diferença, com a Noruega na frente. A Noruega tinha Emil Hegle Svendsen para fechar, sue melhor atleta. Mas as coisas não foram como o esperado.

Svendsen precisou de uma bala extra na primeira sessão, mas contou com erros de todos os outros e ainda seguia na liderança, com 2s na frente da Alemanha e 5s da Rússia. Aí na última sessão, o desastre. Svendsen errou 4 tiros e precisou dar uma volta de penalidade. Aí qualquer chance de medalha ia embora. Anton Shipulin (RUS) e Simon Schempp (GER) zeraram e saíram para brigar  pelo ouro. Na reta final, Shipulin não deu chances a Schempp e a Rússia foi ouro com 1:12:15.9. Prata Alemanha a 3.5 e a Áustria foi bronze a 29.8. Com o erro do Svendsen, a Noruega ficou em 4° a 54.4.

Cross Country

Winner Norway's Bjoergen celebrates next to her compatriots, second placed Johaug and third placed Steira during a flower ceremony for the women's cross-country 30 km mass start free event at the Sochi 2014 Winter Olympic Games in Rosa Khutor

Na “maratona” feminina, os 30km saída em massa estilo livre, o domínio norueguês! Marit Bjoergen, Therese Johaug e Kristin Steira ficaram juntas desde o início da prova e desde a parcial de 8km já lideravam.

As 3 abriram muito e não perderiam as medalhas. Nos últimos 2km, Steira ficou um pouco para trás e Bjoergen e Johaug iriam decidir o ouro no sprint final. E o favoritismo de Bjoergen falou mais alto e ela venceu a prova com 1:11:05.2, com Johaug a 2.6. Steira foi bronze a 23.6 e este foi o 7° pódio todo de um país em Sochi. Algobem difícil que está virando normal, já! Bjoergen leva seu 3° ouro na Rússia e sua 10ª medalha olímpica!

Charlotte Kalla (SWE) foi apenas a 34ª e Justuyna Kowalczyk, especialista no estilo clássico e provavelmente sofrendo com a fratura no seu pé, abandonou a prova na primeira metade.

Patinação de Velocidade

As disputas finais das perseguições por equipe só poderiam acabar com 2 ouros da Holanda.

dia 15-4

No feminino, na semifinal, as holandesas quebraram o recorde olímpico com 2:58.43, deixando o Japão para trás por quase 12s! Na outra semi, vitória da Polônia sobre as russas. Nas finais, a Rússia venceu o Japão na disputa do bronze com 2.84 de vantagem. Na final, a Holanda não deixa margem para dúvidas e vence a Polônia por 2:58.05, novo recorde olímpico, a 3:05.55. Foi a 5ª medalha em Sochi de Ireen Wust e 8ª na carreira.

dia 15-5

No masculino, novamente o esperado. Na disputa do bronze a Polônia chegou a ficar 2.33 atrás do Canadá, mas numa grande recuperação da equipe liderada pelo campeão dos 1.500m Zbigniew Brodka, a Polônia venceu pelos mesmos 2.33! Na grade final, a Coreia do Sula até fez um duelo parelho até a 7ª volta, mas aí a Holanda começou a abrir a cada volta e fechou com chave de ouro com 3:37.71, novo recorde olímpico, contra 3:40.85. Foram 8 ouros da Holanda e 23 medalhas na patinação de velocidade.

Snowboard

Vez das dispustas do slalom paralelo, prova nova.

dia 15-6

No feminino, Marion Kreiner (AUT) melhor na qualificação. As finalistas do slalom gigante paralelo, Patrizia Kummer (SUI) e Tomoka Takeuchi (JPN) perderam logo nas 8as. Na grande final, Anke Karstens (GER) saiu na frente de Julia Dujmovits (AUT) por 0.72, mas a austríaca, vice mundial em 2013 no gigante, se recuperou e venceu por 0.12 a alemã. Na disputa do bronze, vitória de Amelie Kober (GER) sobre Corinna Boccacini (ITA). Kober foi prata em Turim-2006.

Russia's winner Wild celebrates during flower ceremony after the men's parallel snowboard finals at the 2014 Sochi Winter Olympic Games in Rosa Khutor

No masculino, novo show de Vic Wild! Americano de nascença e russo desde 2011, Wild foi praticamente perfeito. Melhor na qualificação, venceu todas as suas descidas até a semifinal. Na semi, pegou o tetracampeão mundial Benjamin Karl (AUT). E KArl venceu a 1ª descida por 1.12. Tudo parecia perdido, mas Wild se recuperou e venceu a disputa por 0.04! Na grande final, venceu as duas descidas sobre Zan Kosir (SLO) e levou seu segundo ouro em Sochi. Olimpíada espetacular dele! O bronze ficou com Karl, prata em Vancouver-2010.

Outros Esportes

- Na disputa do bronze do hóquei masculino, uma goleada histórica. Os Estados Unidos chegaram em alta. Após aquela vitória espetacular sobre a Rússia, os americanos já se viam com medalha, mas a derrota na semifinal por 1-0 pro Canadá acabou com a moral. E a Finlândia atropelou, fazendo 5-0! Os europeus só abriram o placar no início do 2° tempo com Teemu Selanne. E nada menos que 11s depois, Jussi Jokinen fez 2-0. Com mais 3 gols no 3° período, confirmado o bronze finlandês. E a Finlândia vai se firmando como uma potência no hóquei, vencedo medalha olímpica em 5 das últimas 6 edições dos Jogos.

- Após 2 descidas no bobsled de 4 masculino, o trenó de Alexander Zubkov (RUS) está na frente por apenas 0.04 sobre Oskars Melbardis (LAT). Melbardis foi apenas o 5° na 1ª descida, mas uma 2ª perfeita e mais rápida de todas as equipes o fez subir para a 2ª posição. Maximilian Arndt (GER) em 3° a 0.16 com Steven Holcomb (USA), campeão em Vancouver, encostado em 4° a 0.17. O Brasil fez duas descidas razoáveis e aparece em 28° entre 30 equipes a 3.41 de Zubkov.

Sochi-2014 – Dia 14

O domínio de Victor An, uma vitória ucraniana num momento difícil, o show da adolescente americana e um dia fantástico para o Canadá.

Biatlo

dia 14-1

No revezamento 4x6km feminino, a Noruega chega sempre como favorita, mas Fanny Wellestrand-Horn não abriu bem, precisando de 3 tiros extras nas suas duas sessões de tiro. Enquanto isso, Ucrânia, Rússia e Itália faziam uma prova mais limpa e abriram mais de 10s de vantagem.

Na segunda perna, Juliya Dzhyma assumiu a liderança para a Ucrânia, que não perdeu mais. Tiril Eckhoff pegou o revezamento na 9ª colocação e fez uma prova de recuperação para a Noruega, entregando em 3°.

Valj Semerenko (UKR) até precisou de 3 tiros extras na sessão em pé, mas a diferença da Ucrânia era tão grande que nào fez muita diferença. Aí foi a vez de Olena Pidhrushna fechar e conquistar um ouro inédito após 1:10:02.5. A 26.4 chegou a Rússia e a 37.6 foi a vez da Noruega pegar o bronze.

Até hoje, a Ucrânia só tinha um ouro em Olimpíadas de Inverno, de Lillehammer-1994 com Oksana Baiul na patinação artística.E este ouro chega numa hora que o país passa por uma crise sem precedentes, que está perto de se tornar uma guerra civil. Durante tumultuada votação no parlamento, quando souberam do ouro, todos pararam de brigar e comemoraram essa medalha. Uma prova do que o esporte pode fazer para a sociedade.

Havia uma grande pressão para que os atletas ucranianos abandonassem a disputa. Após a vitória, as meninas pediram um minuto de silêncio na coletiva de imprensa em homenagem aos que morreram nestes dias sangrentos. Que este ouro possa trazer alguma paz ao belo país que é a Ucrânia.

Esqui Alpino

dia 14-2

Na disputa do slalom feminino, a prova mais técnica do programa, Mikaela Shiffrin (USA), de apenas 18 anos, chegou mais cotada que qualquer outra. Muito jovem, já é campeã mundial, já venceu 7 etapas da Copa do Mundo, foi campeã da Copa do Mundo e 2013 e lidera a classificação na atual temporada.

E ela não decepcionou seu favoritismo. Na primeira descida, deu show, completando com 52.62 o percurso, 0.49 melhor que Maria Hofl-Riesch (GER) e 0.67 melhor que Tina Maze (SLO). Na segunda e decisiva descida, as trocas de liderança eram constantes. Frida Hansdotter (SWE) fez uma ótima descida e era a líder da prova. Logo após ela, veio Kathril Zettel (AUT), que arrasou na descida e se tornou líder por 0.55.

Após Zettel, veio Marlies Schild (AUT), outra favorita da armada austríaca. Schild fez a melhor segunda descida de todas (51.11) e passou na frente da sua compatriota, com 0.28 de vantagem. As quatro seguintes não conseguiram melhorar o tempo de Schild, incluindo Bernadette Schild, que não terminou a descida, Tina Maze que terminou em 8° e Maria Hofl-Riesch, que ficou com a 4ª colocação.

Aí veio Shiffrin. Ela já saiu com uma vantagem enorme, 1.34 melhor que Schild e foi so controlar sua descida para assegurar o ouro com 1:44.54, 0.53 na frente da austríaca. Shiffrin se torna a mais jovem campeã olímpica do slalom e a primeira americana desde Barbara Cochran em 1972!

Patinação de Velocidade de Pista Curta

No último dia, 3 finais.

dia 14-3

Nos 500m masculino, eliminações dos dois coreanos nas quartas de final, o que significaria que a Coreia do Sul não levaria medalha no masculino, repetindo o fracasso de 2002. Nas semifinais, vitorias de Dajing Wu (CHN) e de Victor An (RUS). Na grade final, como esperado, uma prova muito apertada e decidida na última curva, com o ouro para An com 41.312. A prata foi para Wu com 41.516 e o bronze para Charle Cournoyer (CAN) com 41.617. Era o segundo ouro de An em Sochi. Vou falar dele daqui a pouco.

dia 14-4

Nos 1.000m feminino, uma eliminação precoce de Arianna Fontana (ITA) nas quartas. Ela levou medalha em todas as outras provas em Sochi. Nas semifinais, Elise Christie (GBR) foi desclassificada e Jorien ter Mors (NED), ouro nos 1.500m na pista longa, foi eliminada e deixou de ganhar medalhas em esportes diferentes em uma mesma Olimpíada, fato raro. Na final, novamente prova apertada, e a vitória veio com Seung-Hi Park (KOR) com 1:30.761 contra 1:30.811 de Kexin Fan (CHN) e 1:31.027 de Suk Hee Shim (KOR). Park conquista seu segundo ouro em Sochi.

dia 14-5

Na última prova, o revezamento 5.000m masculino, prova aberta, já que Coreia do Sul e Canadá não avançaram e disputaram a Final B. Logo na primeira curva, China e Holanda caíram e ficaram para trás, atrapalhando o Cazaquistão também. Rússia e Estados Unidos estavam sozinhos na briga pelo ouro. A Rússia liderou quase que a prova toda, quando os Estados Unidos assumiram a frente, mas foram ultrapassados pelos russos. Faltando duas voltas, numa disputa intensa, os americanos foram atrapalhados pelos retardatários do Cazaquistão e restou a Victor An cruzar na frente e conseguir mais um ouro russo com 6:42.100, novo recorde olímpico. Estados Unidos completou com 6:42.371 e a China foi bronze com 6:48.341.

Victor An ganha medalhas, portanto, em todas as provas da pista curta, com 3 ouros e 1 bronze. An na verdade é coreano e se chama Ahn Hyu-soo. Pela Coreia ele disputou os jogos de Turim-2006, quando também ganhou 3 ouros e 1 prata! Ele é o maior vencedor da história do esporte, com 6 ouros e 2 bronzes, igualando as 8 medalhas de Apolo Anton Ohno (USA), com 2-2-4.

Curling

dia 14-6

Na disputa de bronze masculina, pareciam que as duas equipes queriam perder. Niklas Edin até fez uma grande prova pela Suécia, mas o time chinês fez uma péssima partida. Eles conseguiram perder duas pedras na partida por não as largarem antes da linha. Erros infantis. O jogo foi bem parelho até empate em 4-4 após 10 ends. No end extra, a China estava caminhando para o bronze, quando aconteceu um desses erros e, numa pedra final nada boa de Rui Liu, sobrou para Edin lançar a última pedra da partida e vencer a partida por 6-4.

Já na final, uma lavada! O Canadá abriu 2-0, a Grã-Bretanha diminui para 2-1, mas os canadenses fizeram 5-1 no 3° end. No 4°, roubaram o martelo e fizeram 6-1. Os britânicso diminuíram 6-2, aí vieram mais 2 pontos canadenses com 8-2 no 6° end, até terminar em 9-3 no 8°, e David Murdoch entregou o jogo para o ouro da equipe de Brad Jacobs.

O Canadá vence os dois curlings! Aliás, desde que o esporte voltou aos Jogos em 1988, o Canadá venceu medalha em todas as edições tanto no masculino quanto no feminino. No masculino, estiveram em todas as finais, e ganharam as últimas 3! Curling é praticamente o esporte nacional no Canadá, só perdendo para o hóquei.

Esqui Estilo Livre

dia 14-7

Na disputa do ski cross feminino, Kelsey Serwa (CAN) fez a melhor marca no ranqueamento. Nas oitavas, nenhuma grande surpresa. Nas quartas, as principais favoritas também avançaram. Já na semifinal, grande surpresa a eliminação de Fanny Smith (SUI), atual campeã mundial.

Na grande final, a vitoria ficou para a vice-campeã mundial, Marielle Thompson (CAN), seguida de Serwa e da sueca Anna Holmlund. Foi o 9° ouro canadense em Sochi, ainda longe dos 14 que eles conquistaram em Vancouver.

Outros Esportes

- As atenções do dia estavam voltadas para a grande semifinal do hóquei masculino entre Estados Unidos e Canadá, uma revanche da final de Vancouver. Num jogo travado, 0-0 no primeiro tempo. No comecinho do 2° período, gol de Jamie Benn e o Canadá abre 1-0. Aí foi só segurar o placar até mais uma vitória histórica do Canadá e a vaga em mais uma final.

- Na outra semifinal, a Finlândia abriu 1-0 com Olli Jokinen aos 6min do 2° tempo. 5min depois, o empate sueco com Loui Eriksson. E mais 5min depois, a virada com gol de Erik Karlsson. A Suécia chega novamente a final, que verá o confronto dos dois últimos campeões olímpicos.

- Na patinação de velocidade, as eliminatórias das perseguições por equipe. Nas quartas do masculino, o Canadá venceu os EUA, a Coreia passou pela Rússia, Polônia eliminou a Noruega e a favorita Holanda nem tomou conhecimento da França. Nas semifinais, vitória da Coreia sobre o Canadá e mais uma vitória muito tranquila da Holanda sobre a Polônia, por mais de 11s! No feminino, apenas a disputa das quartas, com vitorias da Rússia sobre o Canadá, da Polônia sobre a Noruega, do Japão sobre a Coreia e um show da Holanda sobre os EUA, com 2:58.61, novo recorde olímpico. Com as eliminações, os EUA ficam sem medalha na patinação de velocidade pela primeira vez desde 1984.

Sochi-2014 – Dia 13

Uma quinta-feira inesquecível para o Canadá e uma vitória russa para entrar para a história.

Hóquei no Gelo

dia 13-1

Chegou o dia da grande final do hóquei feminino. E justamente entre Estados Unidos e Canadá.

Mas antes, na disputa do bronze, uma grande surpresa. A Suécia, vice olímpica em Turim-2006, abriu 2-0 na Suíça, que tem muito pouca tradição no feminino. Faltando 19min começou a reação suíça, que virou o jogo para 4-2! Com menos de 1min para o fim, a Suécia fez mais um, mas não foi suficiente e a Suíça venceu uma medalha inédita.

Na grande final, as americanas vinham para se vingar da derrota em Vancouver e encerrar a sequência de 3 ouros canadenses. O primeiro período terminou 0-0. Na metade do 2°, Meghan Duggan abriu 1-0 para as americanas num jogo bem truncado. Com 2min do 3° período, Alex Carpenter abriu 2-0 e tudo indicava uma vitória americana. Faltando apenas 3:26 para o fim do jogo, uma virada absolutamente espetacular e histórica. Brianne Jenner diminui. Com menos de 2min para o fim, a goleira Shannon Szabados saiu para que o Canadá ficasse com 6 na linha. E deu certo. Marie-Philip Poulin empatou o jogo e levou a final para a prorrogação.

No tempo extra, uma canadense recebeu um 2 minutos e saiu, o que seria a chance americana, com uma a mais. Só que 6 segundos depois, foi a vez de uma americana sair e as coisas ficarem iguais. E 1 minutos depois, outra americana foi eliminada e o power play era canadense. E com uma assistência de Laura Fortino, Poulin fez mais um gol, o terceiro canadense e o gol de ouro. Vitória histórica do Canadá.

Caroline Ouellette, Jayna Hefford e Hayley Wickenheiser (a porta-bandeira na abertura) se tornam tetra-campeãs olímpicas, fato inédito no hóquei no gelo masculino e feminino.

Patinação Artística

dia13-2

No programa livre feminino, Yuna Kim (KOR), Adelina Sotnikova (RUS) e Carolina Kostner (ITA) chegaram quase empatadas do programa curto.

Uma das primeiras a se apresentar, Mao Asada (JPN), apenas 16ª no programa curto, fez uma apresentação notável e tirou 142,71 e demorou para ser ultrapassada. Uma pena a nota baixíssima dela no dia anterior. Ela brigava fortemente por uma medalha.

Yulia Lipnitskaya (RUS) de 15 anos novamente sofreu uma queda e tirou 135,34, ficando por pouco a frente de Asada com 200,57 contra 198,22 da japonesa.

Carolina Kostner (ITA) se apresentou ao som do Bolero de Ravel e com a nota de 142,61 no programa livre e 216,73 no total era a nova líder.

Aí veio Adelina Sotnikova. Após uma belíssima apresentação no dia anterior, fez uma praticamente impecável, com apenas um errinho numa sequência bem complicada, arrancando gritos do público russo e uma chuva de flores e bichinhos de pelúcia no gelo. A emoção era tanta que ela caiu no choro assim que encerrou sua performance. Sua nota: 149,95 e 224,59 no total. Por apenas 0,13 ela não bateu o recorde mundial do programa livre!

Para encerrar a noite, Yuna Kim. A coreana defendia o ouro de Vancouver e é a atual campeã mundial. Ao som de Adios Nonino, de Astor Piazzolla, Kim fez uma apresentação belíssima e com a leveza que só ela tem. Mas não foi suficiente. Tirou 144,19, somou 219,11 e ficou com uma inesperada prata para o delírio geral da plateia no Palácio Iceberg. Kostner ficou com o bronze, sua primeira medalha olímpica, apesar de já ter 5 em mundiais.

Curling

dia 13-3

Na disputa do bronze feminino, a jovem equipe escocesa liderada por Eve Muirhead fez um jogo muito parelho com a Suíça de Mirjam Ott, dona de 2 medalhas olímpicas. No final, vitória britânica por 6-5 e o bronze.

Já na final, difícil esperar um outro resultado que não a vitória de Jennifer Jones. A equipe canadense havia vencido todos os 10 jogos disputados até então. Após empate em 3-3 após 5 ends, o Canadá zerou dois ends com o martelo em mãos para abrir 4-3 no 8° end.

No final, apesar do martelo sueco, Jones roubou dois pontos e abriu 6-3. A capitã Margaretha Sigfridsson (que é uma das poucas capitãs que não é a última a lançar) decidiu abandonar o jogo já que a chance de empatar com apenas 1 end faltando era baixa e o ouro canadense foi confirmado. Grande torneio delas!

Combinado Nórdico

dia 13-4

Na última prova, por equipe, a Alemanha foi a melhor nos saltos, obtendo uma vantagem de 7s sobre a Áustria no cross country, de 25s sobre a Noruega, de 35s sobre a França e 56s sobre a República Checa, graças à enorme consistência da sua equipe.

Já na prova de CC, um revezamento 4x5km, essa diferença foi logo superada pela Áustria e Noruega, que na primeira trocas já chegaram juntas. Aí foi uma prova toda com as 3 equipes bem a frente, não deixando a França se aproximar. No último mundial, aconteceu a mesma situação, só que a França chegou e Jason Lamy-Chappuis fechou para um ouro fracês.

Desta vez, foi diferente. Faltando 200m para a chegada, o sprint final e Mario Stecher (AUT) não consegue acompanhar e garante o bronze para a Áustria. Com um foret sprint de Joergen Graabak, campeão individual em Sochi na pista longa/10km, a Noruega leva o ouro por apenas 0.3 de vantagem sobre a Alemanha e quebra a sequência de 2 ouros austríacos.

A França chegou a mais de 1min12s depois e Lamy-Chappuis fica sem medalha em Sochi e a Noruega vence seu 10° ouro.

Esqui Estilo Livre

dia 13-5

No ski cross masculino, Victor Norberg (SWE) foi o melhor na rodada de ranqueamento, que pouco significa. Ele venceu sua bateria de oitavas, mas parou nas 4as. Aliás, nesta bateria de 4as, ele, Egor Korotkov (RUS) e Jouni Pellinen (FIN) se jogaram na chegada depois que Armin Niederer (SUI) venceu e os 3 caíram juntos, precisando do photo finish para verificar que Korotkov passou.

Nas semifinais, os 3 franceses passaram para se juntaram na grande final ao canadense Brady Leman. Na final, os 3 largaram melhor e, quando o canadense mostrava uma reação e chegou a ficar em 3°, sofreu a queda. Era um pódio todo francês em Sochi! Ouro para Jean Frederic Chapuis, prata para Arnaud Bovolenta e bronze para Jonathan Midol.

Pódio de um mesmo país são raros hoje em dia, mas em Sochi está ficando chato, já! Foram SEIS, 4 holandeses, 1 americano e agora 1 francês. Aliás, foi a primeira vez que a França fechou o pódio na história!

dia 13-6

No halfpipe em esqui feminino, Marie Martinod (FRA) foi a melhor na qualificação com 88,40 contra 87,00 de Brita Sigourney (USA). Na final, quem saiu na frente foi Maddie Bowman, com 85,80 na primeira descida. Nível baixo da prova, com poucas chegando a 70 pontos! Martinod fez 84,80 e encostou na americana, seguidas de Ayana Onozuka (JPN) com 79,00.

Na segunda descida, a japonesa melhorou para 83,20, insuficiente para subir. Bowman ainda melhorou sua nota com 89,00 e só restava a francesa. Martinod melhorou sua nota, tirando 85,40, mas insuficiente para passar a americana.

Foi o oitavo ouro americano, o SEXTO em provas de halfpipe e slopestyle.

Sochi-2014 – Dia 12

A redenção de Ted Ligety, um casal leva medalhas, o bi de Sablikova e a coroação de um herói norueguês.

Biatlo

dia 12-1

Ole Einar Bjoerndalen (de amarelo). A maioria diria “quem?” ou mais provavelmente soltaria um “o que?”. Mas nesta quarta-feira, dia 19 de fevereiro, este herói norueguês se tornou o maior medalhista olímpico de inverno da história. Falar das suas agora 13 medalhas olímpicas, 29 títulos mundiais e 93 vitórias em Copas do Mundo é fácil, mas Bjoerndalen representa muito mais que isso para a Noruega. Um ídolo absoluto no país nórdico, Bjoerndalen levou seu segundo ouro em Sochi aos 40 anos.

O seu oitavo título olímpico veio na novidade do revezamento misto 2x6km+2×7,5km. Tora Berger, que ainda devia em Sochi, abriu a prova, zernaod no tiro deitado e precisando de duas balas extras no em pé, e entregou para Tiril Eckhoff em primeiro lugar. Eckhoff  também se manteve praticamente todo o momento em primeiro lugar e não precisou de uma bala extra sequer.

Aí veio o ídolo. Bjoerndalen recebeu de Eckhoff em segundo, apenas a 1.1 da República Checa de Gabriela Soukalova. Com tiros perfeitos em pé e deitado, Bjoerndalen aproveitou que Jaroslav Soukup (CZE) e Dominik Windisch (ITA) precisaram de tiros extras e ele entregou para Emil Hegle Svendsen com 43s de vantagem.

Svendsen, que havia se redimido na prova de saída em massa, também atirou perfeitamente e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar com 1:09:17.0. Mais um ouro para a Noruega e uma vitória histórica para Bjoerndalen, o maior medalhista de inverno de todos os tempos.

A República Checa chegou 32.6 depois e a boa equipe da Itália ficou com o bronze, 58.2 após a Noruega. A França sofreu com Anais Bescond e nem com Martin Fourcade conseguiu se recuperar e terminou em 7°.

Esqui Alpino

dia 12-2

E finalmente Ted Ligety fez o que sabe melhor. Na primeira descida do slalom gigante masculino, ele sobrou, sendo 0.93 melhor que Ondrej Bank (CZE) e 1.27 melhor que Davide Simoncelli (ITA). A sua vantagem era tão grande que só precisava de uma descida razoável.

Na segunda descida, 3 horas depois, Benjamin Raich (AUT) se tornou líder em uma de suas especialidades. Depois viu Steve Missillier (FRA) assumir a liderança por 0.58. O francês tem apenas um pódio na carreira em Copas do Mundo, em 2010! Prova da vida dele. Favoritos no slalom, Marcel Hirscher (AUT) e Felix Neureuther (GER) terminaram em 4° e 8°, respectivamente.

Depois de 29 atletas, veio a vez de Ligety. A sua descida não foi das melhores, apenas o 14° tempo, mas o suficiente para ficar ainda 0.48 na frente de Missillier. Alexis Pinturault (FRA) completou o pódio com o bronze.

Jhonatan Longhi foi o 64° na primeira descida, mas apó a segunda, melhorou sua colocação, subindo para 58°, a 21.43 de Ligety entre 72 que terminaram a prova.

Bobsled

Sochi Olympics Bobsleigh Women

O trenó de Elana Meyers (USA) tinha 0.23 de vantagem sobre o da campeã em Vancouver, Kaillie Humphries (CAN) antes da terceira descida. Nesta, a canadense fez o melhor tempo e tirou 0.11 da diferença para a última descida. Jamie Greubel (USA) se manteve na terceira colocação.

Na derradeira disputa, o trenó da Holanda fez uma excelente descida e garantiu uma ótima 4ª colocação. Greubel tinha uma boa vantagem e assumiu a liderança, garantindo medalha. Humphries foi a próxima a descer e fez uma descida excelente, com 57.92, somando 3:50.61, assumindo a liderança com exatos 1s de vantagem. Aí veio Meyers.Ela teve uma ótima saída, mas foi perdendo tempo, e perdendo tempo até completar o percurso com 58.13 e ver a canadense garantir o bicampeonato olímpico, ao lado de Heather Moyse.

Ao lado de Meyers, Lauryn Williams se tornou a primeira atleta do atletismo a vencer medalhas nos jogos de verão e inverno. Ela foi prata nos 100m em Atenas-2004 e esteve na equipe campeã em Londres no 4x100m.

Fabiana Santos e Sally da Silva fizeram as piores descidas na 3ª e na 4ª chances e terminaram na 19ª e última colocação com 4:01.95, 11.34 atrás da dupla campeã.

Cross Country

Dia de disputas do sprint estilo clássico por equipes no masculino e no feminino. Os times são formados por duplas, que se revezam em sprints, fazendo 3 cada um.

dia 12-4

Nas semifinais femininas, a Noruega venceu a sua bateria e a Finlândia ganhou a sua. Na final, Marit Bjoergen e Ingvild Oestberg fizeram uma grande prova e já na segunda passagem já tinham aberto quase 3s sobre a dupla finlandesa. A diferença diminuiu, mas depois foi aumentando e o ouro norueguês se confirmou com o tempo de 16:04.05 com 9.09 de vantagem sobre a Finlândia. A dupla da Suécia ficou com o bronze, fechando o pódio escandinavo.

dia 12-5

Já no masculino, a Alemanha venceu a primeira semifinal e a Finlândia levou a segunda. Na final, até a metade da prova, as 9 duplas estavam juntas, aí 6-7 começaram a se desgarrar. Na última troca, a Alemanha passou em primeiro, mas houve um acidente e Tim Tscharnke ficou para trás. Finlândia e Rússia abriram e partiram para a chegada. Com um forte trabalho de braços, Sami Jauhojaervi nao deixou Nikita Kriukov se aproximar e a Finlândia ficou com o ouro com 23:14.89, 0.97 mais rápido que a Rússia. Mais de 15s depois, a Suécia completou o pódio. A Alemanha entrou ainda com recursos, mas não foram aceitos.

Foi a primeira medalha de ouro da Finlândia em jogos de inverno desde 2002 desde o terceiro ouro de Samppa Lajunen no combinado nórdico. Já foram disputadas 10 provas do cross country e a Suécia levou medalha em 9 delas!

Snowboard

dia 12-6

Na disputa do slalom gigante paralelo feminino, Tomoka Takeuchi (JPN) foi a melhor na qualificação, seguida de Patrizia Kummer (SUI). Nas oitavas, as favoritas venceram, com Kummer passando por uma das favoritas, Ekaterina Tudegesheva (RUS). Três canadenses chegaram nas quartas-de-final, e as três perderam. Nas semifinais, as duas melhores nas qualificações venceram seus duelos com tranquilidade.

Na grande final, Takeuchi venceu a primeira descida sobre Kummer por 0.30. Na descida final, a japonesa estava indo muito bem, mas caiu e viu Kummer completar e levar o ouro. Na disputa do bronze, vitória de Alena Zavarzina (RUS).

dia 12-7

Já na disputa masculina, os russos Andrey Sobolev e Vic Wild fizeram as melhores marcas na qualificação. Nas 8as a grande surpresa foi a eliminação do bicampeão mundial desta prova Benjamin Karl (AUT) para Nevin Galmarini (SUI) e de Sobolev para Andreas Prommegger (AUT). Nas 4as, 3 eslovenos, mas um deles conseguiu avançar, Zan Kosir.

Nas semifinais, Galmarini venceu bem Kosir e se classificou para a final. Na outra, Vic Wild foi imbativel e venceu bem Patrick Bussler (GER). Na final, Galmarini venceu a primeira descida por 0.54. Na finalíssima, que prova do russo! Wild saiu atrás, se recuperou e ainda abriu 2.14 e levou o ouro para a Rússia! Detalhe: Wilde é casado com Zavarzina.

Patinação de Velocidade

dia 12-8

A última prova individual do esporte, os 5.000m feminino, previa uma grande disputa entre as holandeses e Martina Sablikova (CZE), campeã em Vancouver. Na 3ª bateria, Mari Hemmer (NOR) assumiu a liderança com 7:04.45. Já na 5ª, Carien Kleibeuker (NED) fez grande prova e se tornou líder com 6:55.66. Olga Graf (RUS) entrou na 7ª e não bateu a holandesa por apenas 0.11!

Aí veio a esperada 7ª bateria, com Ireen Wust (NED) e Sablikova! Wust assumiu a liderança, abrindo mais que 5s do tempo da compatriota. Aí veio o grande final da checa! Sablikova aumentava a sua velocidade e Wust estava visivelmente cansada. Até que na parcial de 4.200m, a checa passou a frente e abria a cada volta restante.

Sablikova completou com 6:51.54, 2.74 melhor que Wust e 4.12 que Kleibeuker. A checa confirmou o bicampeonato olímpico e Wust somou 7 medalhas olímpicas, a 4ª em Sochi. A Holanda encerra as prova individuais da patinação de velocidade com incríveis 21 medalhas!

Outros Esportes

- No programa curto individual feminino na patinação artística, Yuna Kim (KOR) fez uma belíssima apresentação e fez a melhor marca com 74,92, seguida muito de perto por Adelina Sotnikova (RUS) com 74,64 e por Carolina Kostner (ITA) com 74,12. A promessa de 15 anos russa Yulia Lipnitskaya sofreu uma queda e ficou com 65,23 em 5ª. Uma pena a nota da favorita Mao Asada (JPN) com fracos 55,51 em 16ª. Ela merecia bem mais. E a prova contou com a estreia de Isadora Williams, que sofreu com o nervosismo e errou seus dois primeiros movimentos  ficou com a fraca pontuação de 40,37, terminando na última posição.

- E foi o dia da maior decepção russa. Eles podem ganhar milhões de medalhas, mas a derrota nas quartas de final do hóquei masculino para a Finlândia não estava no plano. A Rússia abriu 1-0 com 7min de jogo, mas logo depois a Finlândia empatou. E virou o jogo até um 3-1 que chocou o país. A cara de Vladimir Putin demonstrava tudo. Fim do sonho. Nos outros jogos, vitórias dos favoritos, com Suécia 5-0 Eslovênia, Canadá (que sofreu muito) 2-1 Letônia e Estados Unidos 5-2 República Checa.

- No curling feminino, a equipe de Jennifer Jones (CAN) obteve sua 10ª vitória seguida em Sochi com 6-4 sobre a jovem equipe de Eve Muirhead (GBR). Na outra semifinal, a Suécia vencia por 6-5, mas a Suíça tinha o martelo e estava na mão de Mirjam Ott realizar um draw simples para empatar e levar o jogo ao end de desempate. E não é que ela errou feio e a pedra passou? Com isso, vitória das suecas por 7-5 e vaga na final.

- No curling masculino, a Suécia vencia por 5-4, quando viu a Grã-Bretanha virar no 10° end e garantir a vaga na final. No outro jogo, Brad Jacobs (CAN) venceu tranquilamente a China por 10-6 e garantiu mais uma vaga na final para o Canadá.

Sochi-2014 – Dia 11

Num dia movimentado com 7 finais, uma final espetacular no biatlo, a volta por cima de Tina Maze e maaaaais um pódio holandês.

Esqui Alpino

dia 11-1

Na disputa do slalom gigante feminino, Tina Maze fez uma primeira descida impecável e obteve o melhor tempo com 1:17.88, contra 1:18.40 de Jessica Lindell-Vikarby (SWE) e 1:18.53 de Nadia Fanchini (ITA). A prova longa contou com a participação de 90 atletas dos mais variados países.

Ouro no Super-G, Anna Fenninger (AUT) aparecia em 4° lugar e a revelação americana Mikaela Shiffrin fez o 5° tempo em sua estreia olímpica.

Na segunda descida, Lara Gut (SUI) fez uma ótima prova e assumiu a liderança, até ser perdida 7 atletas depois para Anemone Marmottan (FRA) por 0.16. Depois foi a vez de Maria Pietilae-Holmner (SWE) se tornar líder por 0.66, que perdeu no momento o ouro para Viktoria Rebensburg (GER), ouro nesta prova em Vancouver. A alemã fez o melhor tempo da segunda descida com 1:17.90 e deixou para trás Nadia Fanchini (4° lugar) e Mikael Shiffrin (5° lugar). Depois foi a vez de Anna Fenninger tomar o primeiro ligar da alemã por 0.20.

Lindell-Vikarby fez prova muito ruim e acabou em 7ª. E quando Tina Maze, a 30ª a descer, fez o tempo de 1:18.99, somando 2:36.87, apenas 0.07 mais rápida que a austríaca, foi a vez da eslovena comemorar o seu segundo ouro em Sochi, após o ouro empatado do downhill.

Tina Maze fez uma temporada passada espetacular, mas sofria nesta, com apenas uma vitória na Copa do Mundo. Mas tudo isso é passado com esses dois ouros. Maya Harrison terminou na 54ª posição entre 67 que terminaram, ficando a 24.99 de Maze.

Biatlo

dia 11-2

Depois de dois dias adiando o início da saída em massa 15km masculina, que prova!

Emil Hegle Svendsen (NOR) ainda não tinha dado sua graça em Sochi, mas o jogo iria mudar. Ele zerou o tiro e esteve sempre no pelotão da frente, com Martin Fourcade (FRA), dono de 2 ouros em Sochi, ao seu lado na parte final da prova. Fourcade errou 1 tiro na primeira sessão e teve que fazer uma prova de recuperação. Outro que vinha sempre colado era o veterano Ole Einar Bjoerndalen, que buscava sua 13ª medalha olímpica de inverno.

Na última sessão de tiros, Svendsen e Fourcade zeraram e saíram quase juntos. Aí foi a vez de Bjoerndalen errar 4 tiros e cair de 4° para 23°.

Svendsen e Fourcade correram a última volta lado a lado e, faltando uns 500m, Svendsen ultrapassou o francês e ia pro ouro. Estava tao confiante que quase cometeu o maior erro da sua vida. Ele estava uns 4-5m na frente de Fourcade quase na linha de chegada e abriu os braços para comemorar. Só que Fourcade se esticou todo e passou os esquis quase que ao mesmo tempo do norueguês. Eles fizeram o mesmo tempo, mas no photo finish a vitória de Svendsen foi confirmada. Por muito pouco!

Ondrej Moravec chegou a liderar em alguns momentos e também saiu da 4ª sessão junto com os dois, mas acabou não resitindo e abriu um pouco, chegando 13.8 depois e ficando com o bronze. Grande prova!

Halfpipe em Esqui

dia 11-3

Mais uma das provas novas, viu 3 canadenses, 3 franceses, 3 neo-zelandeses, 2 americanos e 1 finlandês chegarem a final, com a melhor nota da qualificação de Justin Dorey (CAN) com 91,60. O americano Torin Yater-Walalce, prata no último mundial foi apenas 26°, longe da final.

Na final, David Wise (USA) não teve adversários e fez 92,00 na primeira descida. Kevin Rolland (FRA), campeão mundial em 2009, estava com a segunda posição com 88,60. Na segunda descida, Mike Riddle (CAN) melhorou sua nota da primeira, fazendo 90,60 e ficando com a prata e deixando o bronze para Rolland. Três irmãos neo-zelandeses disputaram a prova, com 2 chegando a final. Josiah Wells foi o melhor, ficando em 4°.

Combinado Nórdico

Graabak finishes first in the cross country race of the Nordic Combined individual Gundersen 10 km event of the Sochi 2014 Winter Olympic Games

Na prova de saltos na pista longa, o ouro na de pista curta Eric Frenzel (GER) foi o melhor, com 129,0 pontos. Haavard Klemetsen (NOR) foi o segundo com 127,0 e largaria 8s depois do alemão nos 10km.

Na corrida, um final incrível. Frenzel saiu em primeiro, mas acabou perdendo a liderança no meio da prova. A disputa foi intensa com um pelotão grande na disputa, mas chegando nos 500m finais, 3 alemães e 2 noruegueses se desgarraram, com Joergen Graabak (NOR) na frente de todos, seguido dos três germânicos e de Magnus Moan (NOR). De repetene, numa curva, Johannes Rydzek (GER) cai de maduro e atrapalha os seus compatriotas, que veem Moan passar por fora e correr para a prata.

Graabak ficou com o ouro, Moan com a prata e o bronze foi para Fabian Riessle (GER). Novamente um fracasso de Jason Lamy-Chappuis (FRA), que levou 3 ouros no último mundial. Eric Frenzel foi 10°.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

dia 11-5

Apenas um final, a do revezamento 3.000m feminino. E que final! As quatros equipes (Coreia do Sul, China, Canadá e Itália) seguiram juntas por muitas voltas, com aquela confusão normal das trocas, quando Arianna Fontana (ITA) caiu e a esperança italiana foi embora.

A Coreia se mantinha um pouco na frente, quando a China passou, depois a Coreia voltou. Faltando 3 voltas, a China novamente assumiu a liderança, mas, na última volta, numa recuperação espetacular de Suk Hee Shim, a Coreia passou e venceu com 4:09.498. A China passou em segundo e o Canadá em terceiro, mas as chinesas foram penalizadas e desclassificadas. Com isso, prata canadense e um bronze italiano, que caiu no colo!

Nas eliminatórias dos 1.000m feminino, muitas penalizações e a maior ausência nas quartas será Marianne Sr-Gelais (CAN).

Nas eliminatórias dos 500m masculino, todos os favoritos avançaram, com exceção do fortíssimo Charles Hamelin (CAN), our nos 1.500m.

Snowboard Cross

dia 11-6

A fase de ranqueamento foi cancelada, então os balizamentos foram feitos pelo ranking. Nas 8as de final, eliminação precoce de dois americanos, Nate Holland e Nick Baumgartner. Nas 4as, surpresa na primeira bateria com a eliminação do bicampeão mundial Alex Pullin (AUS) e do bronze em Vancouver Tony Ramoin (FRA).

Já nas semifinais, um dos favoritos que vem fazendo grande temporada, Omar Visintin (ITA) foi eliminado. Na grande final, ouro para Pierre Vaultier (FRA), prata para Nikolay Olyunin (RUS) e bronze para Alex Deibold (USA).

Patinação de Velocidade

dia 11-7

Na última prova individual masculina, a mais longa, os 10.000m, com apenas 7 baterias.

Na 5ª, Bob de Jong (NED) completou a distância em 13:07.19 e assumiu a liderança por mais de 7s. Aí na sexta bateria, Jorrit Bergsma (NED) fez uma prova absolutamente espetacular finalizando com 12:44.45, novo recorde olímpico!

Na última, a estrela holandesa Sven Kramer contra o sul-coreano Seung Hoon Lee. Em Vancouver, Kramer fez o melhor tempo, seguido de Lee, mas Kramer passou por fora de uma marca e foi desclassificado, dando o ouro para o coreano. Em Sochi, a situação foi diferente. Kramer foi quase 23s mais rápido que Lee, mas não o suficiente para bater Bergsma, com 12:49.02.

Resultado: mais um pódio todo holandês! É o 3° em provas masculinas na patinação de velocidade e o 4° no geral! A Holanda faz uma Olimpíada absolutamente incrível no esporte e praticamente impecável.

Outros Esportes

- No bobsled feminino, após 2 descidas, o trenó de Elana Meyers (USA) fechou na frente por 0.23 sobre Kaillie Humphries (CAN), campeã em Vancouver. A dupla do Brasil fechou o dia em 18° entre 19 equipes, a 5.13 de Meyers.

- No jogo de tie-break do curling masculino, a Grã-Bretanha venceu a Noruega de Thomas Ulsrud por 6-5 e passou para as semifinais.

- No hóquei masculino, os jogos de play-offs: Eslovênia 4-0 Áustria, Rússia 4-0 Noruega, República Checa 5-3 Eslováquia e Letônia 3-1 Suíça.

- No hóquei feminino, a Finlândia venceu 4-0 a Rússia e terminou em 5°. Na disputa pelo 7° lugar, Alemanha 3-2 no Japão.

Sochi-2014 – Dia 10

O dia da Bielorrússia e o duelo na dança artística.

Biatlo

dia 10-1

Na prova da saída em massa 12,5km feminina, Darya Domaracheva continuou o seu domínio nas provas de biatlo em Sochi. Após vencer a perseguição e o individual, fez ótima prova e ficou com o ouro. Domracheva assumiu a liderança logo após a primeira sessão de tiros e não perdeu mais.

Ela só foi errar o primeiro tiro na última sessão, quando liderava por quase 20s, mas Gabriela Soukalova (CZE) também cometeu um erro e não conseguiu alcançá-la. Domracheva venceu com 35:25.6, Soukalova ficou com a prata a 20.2 e o bronze foi para Tiril Eckhoff (NOR) a 27.3.

Tora Berger (NOR) foi apenas 15ª a 1:42.2 e 2 erros. Campeã do sprint, Anastasiya Kuzmina (SVK) foi 27ª com 5 erros.

A prova masculina de saída em massa, cancelada do dia anterior, teve de ser adiada novamente para o dia seguinte.

Bobsled

dia 10-2

Alexander Zubkov (RUS) já chegou com boa vantagem para as descidas finais. Ele tinha 0.32 sobre Beat Hefti (SUI) e 0.36 sobre Steven Holcomb (USA). Não satisfeito, Zubkov fez o melhor tempo na 3ª e na 4ª, não dando chances a ninguém. E com 3:45.39, o ouro do bobsled de duplas masculinas foi para a Rússia. Nada como treinar a exaustão na pista.

Hefti se manteve no segundo lugar e ficou com a prata. Já Holcomb quase perdeu o seu terceiro lugar para outra dupla russa, de Alxander Kasjanov. Kasjanov fez excelente quarta descida, mas ficou a 0.03 do trenó americano.

O bronze de Holcomb quebrou um jejum de 62 anos sem medalhas na prova de duplas para os Estados Unidos.

Aerials

dia 10-3

Na primeira qualificação do aerials masculino, 3 chineses se garantiram na final, com Zongyang Jia e David Morris (AUS) fazendo a melhor marca com 118,59. Na segunda qualificação, foram 3 bielorrussos que se garantiram na final, mas o campeão em Vancouver, Alexei Grishin, não foi um dos 3 e não chegou a final.

Na primeira final, os 8 melhores avançaram, com Guangpu Qi (CHN) fazendo a melhor marca com 121,24. Na Final 2, 2 chineses foram os melhores, com Zongyang Jia (CHN) estabelecendo a melhor marca com 117,70. Na final decisiva, Anton Kushnir (BLR) fez um excelente salto de grau de dificuldade 5,000 e somou 134,50 pontos, levando o ouro e confirmando o sucesso do seu país na modalidade. Em 6 disputas olímpicas, eles medalharam em 5. A prata foi para David Morris (AUS) com 110,41 e o bronze para Zongyang Jia (CHN) com 95,06.

Aliás, a Bielorrússia fez a dobradinha no aerials, já que Alla Tsuper venceu no feminino, se tornando a primeira bielorrussa a medalhar no feminino.

Saltos

dia 10-4

Na disputa dos saltos por equipe na pista longa, esperava-se uma grande priva das potências. A Áustria tem uma equipe espetacular que venceu tudo nos últimos anos, mas ninguém medalhou nas provas individuais.

Na primeira rodada, a Alemanha saiu na frente, somando 519,0 pontos contra 516,5 dos austríacos e 507,5 do Japão. Os principais nomes austríacos não ajudaram a equipe como prometiam, com Thomas Morgenstern saltando apenas 129,0m e somando 124,3 pontos, o pior da equipe. A Polônia, do bicampeão em Sochi Kamil Stoch, aparecia em quarto, longe dos japoneses. Eles tem apenas 3 grandes saltadores.

Na rodada final, a Alemanha confirmou a vantagem e, com 522,1 pontos, somou 1.041,1 levando o ouro. A Áustria somou 1038,4 e foi prata com seus 4 atletas fazendo quase a mesma pontuação. O Japão ficou com o bronze com 1024,9, graças ao excelente segundo salto de Noriaki Kasai, prata na prova individual, com 41 anos.

A Polônia bem que tentou alcançar os japoneses com um salto espetacular de Kamil Stoch, mas o trabalho é em equipe e não foi suficiente. A Eslovênia chegou a Sochi com uma grande equipe, mas acabou em 5ª. A Alemanha quebrou a sequência de dois ouros seguidos da Áustria na prova.

Patinação Artística

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O duelo já era esperado. Meryl Davies e Charlie White (USA) e Tessa Virtue e Scott Moir (CAN) brigariam pelo ouro sem adversários. Os canadenses se deram melhor em Vancouver e nos últimos 4 mundiais, as duas duplas se alternaram no ouro e prata.

Os americanos chegaram com uma vantagem, vencendo a dança curta com 78,89 contra 76,33 dos canadenses. Na dança livre, show de Davies e White com 116,63, somando 195,52 e levando o ouro. As 3 marcas da dupla são novos recordes mundiais. Eles inclusive tiraram 10.0 em coreografia e em timing da interpretação. Wow!

Virtue e Moir também fizeram uma ótima apresentação, mas não suficiente. Tiraram 114,66 e somaram 190,99. O bronze foi para os russos Elena Ilinykh e Nikita Katsalapov com 183,48. Foi o primeiro ouro americano fora do halfpipe e slopestyle em Sochi.

Outros Esportes

- A prova de snowboard cross masculino teve de ser transferida para o dia seguinte por conta da forte neblina em Rosa Khutor.

- Nas semifinais do hóquei feminino, aconteceu o esperado. Os Estados Unidos golearam a Suécia por 6-1 e o Canadá venceu a Suíça por 3-1 e as duas equipes farão novamente a final. Em 4 aparições da modalidade em Olimpíadas, 3 finais foram entre as 2 equipes e no Mundial, em 14 edições, 14 finais entre EUA e Canadá! O domínio das equipes é tão grande que não me surpreenderia se o Comitê Executivo do COI sugerisse a retirada do esporte do programa olímpico.

- No curling masculino, Suíça 6-3 Estados Unidos, Rússia 8-7 Alemanha, China 6-5 Grã-Bretanha e Dinamarca 5-3 Noruega. Com isso, encerrou-se a primeira fase com Suécia (8V-1D), Canadá (7-2) e China (7-2) se garantindo nas semifinais. Empatadas em 4°, Grã-Bretanha e Noruega devem jogar um tiebreak.

- No curling feminino, Japão 8-5 China, Coreia do Sul 11-2 Estados Unidos, Grã-Bretanha 9-6 Rússia, Suíçã 10-6 China, Dinamarca 8-7 Grã-Bretanha, Suécia 8-4 Japão e Canadá 9-4 Coreia do Sul. O Canadá foi incrível e venceu seus 9 jogos. Completam as semifinais Suécia (7-2), Suíça (5-4) e Grã-Bretanha (5-4).

Sochi-2014 – Dia 9

A emoção de Bode Muller, mais um fracasso de Jacobellis, sucesso sueco e um Holanda magistral.

Esqui Alpino

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Na final do Super-G masculino, tudo poderia acontecer. Um dia após uma péssima prova no feminino com recorde de “não terminou”, a prova sobrou emoção.
Christof Innerhofer (ITA) já levou duas medalhas em Sochi, mas cometeu um erro em menos de 20m de prova e perdeu uma porta. Logo depois dele foi a vez de Bode Miller (USA). Em sua 5ª Olimpíada, Miller não teve bons resultados na Russia e buscava encerrar sua carreira olímpica bem, após a trágica morte de seu irmão mais novo em abril de 2013.
Miller completou o percurso em 1:18.67 e assumiu a liderança. Logo depois dele, Max Franz (AUT) foi apenas 0.07 pior. Depois veio Otmar Striedinger (AUT), 0.02 pior! O campeão em Vancouver Aksel Lund Svindal foi o próximo, 0.09 pior! O seguinte foi o campeão do downhill Matthias Mayer (AUT), que fazia uma grande prova (após quase escorregar na largada), mas errou uma curva e na descida saiu da linha perdendo uma porta.
O sonho dourado de Miller só foi interrompido quando Kjetil Jansrud (NOR), bronze no downhill tirou 0.53 de Miller, fechando com 1:18.14. Logo após dele, Jan Hudec (CAN), que já fez 7 cirurgias no joelho, não tinha patrocínio e quase perdeu um dedo do pé por hipotermia, completou com o mesmo tempo de Miller. Andrew Weibrecht (USA) entrou depois e completou com 1:18.44, levando a prata e Miller e Hudec ficaram com o bronze.
Segundo empate no esqui alpino em Sochi! E mais um fracasso de Ted Ligety (USA), apenas 14º.

Snowboard Cross

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A prova feminina começou com a rodada de ranquemaneto. Eva Samkova (CZE) foi a melhor com 1:20.61, 0.89 mais rápida que Lindsey Jacobellis (USA). Isabel Clark fez boa descida e se classificou na primeira descida com o tempo de 1:24.31 na 12ª posição.
Nas 4as, Samkova venceu a sua bateria com tranquilidade. Na 2ª, vitória de Chloe Trespeuch (FRA) após 3 quedas, incluindo da campeã em Vancouver Maelle Ricker (CAN) e de Isabel, que chegou em 4º e não avançou para a semifinal. Na 3ª, vitória de Dominique Maltais (CAN) e na 4ª um passeio de Jacobellis.
Na semifinal, Samkova novamente venceu a sua bateria e se garantiu na final. Na 2ª, Jacobellis passeava e iria tranquila,ente passar, quando num salto pousou numa subida e caiu. E viu todas passaram a sua frente e mais uma vez ficar fora da final.
Quem não lembra, ela estava vencendo a final em Turim-2006 quando quis fazer graça a metros da linha de chegada e caiu perdendo o ouro. Em Vancouver caiu na semifinal e agora repete o feito.
Na grande final, Samkova assumiu a liderança com 10-15m de prova e não perdeu mais, e a menina do bigodinho leva um ouro inédito para seu pais no esporte de forma inquestionável.
Bronze em Turim, Dominique Maltais subiu um degrau e ficou com a prata e o bronze foi para Chloe Trespeuch.

Cross Country

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No revezamento 4x10km masculino, vitória absoluta da Suécia, que repetiu o ouro do feminino no dia anterior. Mas desta vez, foi bem mais tranquilo.
Lars Nelson abriu em 1º ao lado da Finlândia. Daniel Richardsson e Iivo Niskanen (FIN) cruzaram juntos após a segunda perna, mas Johan Olsson entrou e abriu. O 3º finlandês fez sua equipe cair de 1º para 7º e a Rússia fez uma prova de recuperação e apareceu em 2º, a 14s dos suecos.
Com grande vantagem, restou a Marcus Hellner fechar com tranquilidade em 1:28:42.0 e 27.3 de vantagem sobre os russos. A equipe da França se manteve sempre em 3º-4º e acabou com o bronze, 31.9 atrás.
Mais um fracasso da Noruega, que terminou em 4º há mais de 1min dos suecos. E a Suíça não contou com o bicampeão Dario Cologna e terminou em 7ª.

Patinação de Velocidade

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Na prova dos 1.500m feminino, o óbvio. Mais que isso, um domínio absurdo da equipe da Holanda com a QUATRO primeiras do país!
E quem ficou com o ouro foi uma enorme surpresas! Especializada na patinação de velocidade em pista curta, Jorien Ter Mors foi 4ª nos 1.500m, mas na pista longa foi impartível. Completou com 1:53.51, novo recorde olímpico na 9ª bateria ainda!
Aí foi só esperar para ver quem completaria o pódio. Na 13ª, Marrit Leenstra fez 1:56.40, tempo que a deixaria em 4ª. Na 15ª, a super Ireen Wust fez 1:54.09 e terminou com a prata, sua 3ª medalha em Sochi! Na 18ª, Lotte van Beek completou com 1:54.54 e completou o pódio e o domínio holandês. A Holanda lidera o quadro de medalhas com 17 no total! 16 na pista longa e 1 na pista curta! Em 8 provas, a Holanda venceu 5!
As russas foram muito bem também e as 4 terminaram entre as 10. Decepção de Heather Richardson, cotadíssima e apenas 7ª.
Foi o 3º pódio todo holandês em Sochi e o 4º dominado por um único país.

Outros Esportes

- Começaram as disputas do bobsled nas duplas masculinas. Após 2 descidas, Alexander Zubkov correndo em casa já abriu 0.32 sobre o trenó de Beat Hefti (SUI) e 0.36 de Steven Holcomb (USA). Tudo pra mais um ouro russo.
- A disputa da dança na patinação artística começou com a dança curta conforme esperado, com duelo entre Maryl Davies/Charlie White (USA) e Tessa Virtue/Scott Moir (CAN). Os americanos tiraram 78,89 contra 76,33 dos canadenses, que defendem o ouro. Nos últimos 4 mundiais, essas duas duplas alternaram ouro e prata!
- A final da saída em massa 15km masculina do biatlo foi adiada para segunda-feira por conta da forte neblina.
- No hóquei masculino, encerrada a primeira fase. Pelo Grupo A, a Arussia precisou das cobranças de pênaltis para vencer a Eslovaquia por 1-0 e os Estados Unidos passearam com 5-1 na Eslovênia. No Grupo B, Canadá teve dificuldades para vencer 2-1 a Finlândia e a Áustria fez 3-1 na Noruega. A Rússia não conseguiu avançar direto para as 4as e vai ter que enfrentar a Noruega num playoff. Suécia, Finalndia, Canadá e EUA já estão nas 4as.
- Pelo hóquei feminino, nas disputas do 5º ao 8º, Finlândia 2-1 na Alemanha e Russia venceu 6-3 o Japão.
- No curling masculino, Canadá 8-6 EUA, Suécia 8-4 Rússia, Noruega 7-6 Grã-Bretanha, Canadá 9-8 China, Suécia 6-4 EUA, Noruega 5-3 Suíça, Dinamarca 6-3 Alemanha. Suécia e Canadá já estão nas semifinais.
- No feminino, Canadá 7-6 EUA, Suécia 5-4 Rússia, Dinamarca 7-4 Coreia do Sul e Japão 9-7 Suíça. Como no masculino, Canadá e Suécia já nas semifinais.
- Após 55 finais, temos Alemanha 7-3-2, Holanda 5-5-7, Noruega 5-3-6, Suíça 5-1-1 e Rússia 4-7-5. 19 países ganharam ouro e 26 medalharam.

Sochi-2014 – Dia 8

Dia da Polônia, Russia e um duelo tenso no hóquei masculino.

Esqui Alpino

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O calor em Sochi está atrapalhando muito as competições. Atletas competem com mangas curtas, pode-se ver espectadores sem camisa e gente tomando sol nas praias em plena olimpíada de Inverno! E o calor fez mais uma vítima: a prova de Super-G feminino.
Um percurso dificílimo, com curvas que receberam muita reclamação e uma chegada perigosa quase sem neve. Das 8 primeiras a descer, apenas 1 completou a prova! Com grandes dificuldades, só completar já era uma vitória.
Anna Fenninger (AUT) foi o melhor tempo e ficou com o ouro com 1:25.52. Maria Hofl-Riesch (GER) conquistou sua segunda medalha em Sochi com a prata com 1:26.07, seguida de perto pelo bronze de Nicole Hosp (AUT) com 1:26.18. Lara Gut (SUI) em 4º a 0.07 de Hosp e Tina Maze (SLO) em 5ª a 0.10!

Cross Country

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Quando se fala em revezamento feminino no cross contra com a equipe que eles tem, um ouro da Noruega era quase certeza. E não foi. Nem medalha.
Com grande recuperação de Charlotte Kalla, que tirou 26s de desvantagem, a Suécia ficou com o ouro numa chegada extremamente apertada! As suecas ficaram com 53:02.7, seguidas da Finlândia por apenas 0.5 e da Alemanha por 0.9! A Noruega em nenhum passagem ficou em posições de pódio e foi apenas 5ª a 53.6 da Suécia. Foi a 3ª medalha de Kalla em Sochi.

Short Track

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Nos 1.500m feminino, as surpresas nas 4as formas eliminação de Marianne St-Gelais (CAN) e o fato de Elise Christie (GBR) não completar a prova. Nas semifinais, as favoritas venceram suas baterias. Na grande final, vitória de Zhou Yang (CHN) com 2:19.140 contra 2:19.239 de Shim Suk-Hee (KOR) e 2:19.416 de Arianna Fontana (ITA). Campeã dos 500m, Li Jianrou (CHN) não terminou e Kim Alang (KOR) foi penalizada e desclassificada. Mesmo sem Wang Meng, a China vem dominando o feminino com 2 ouros.

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Nos 1.000m masculino, coreanos, russos E chineses passaram nas 4as, já o campeão dos 1.500m Charles Hamelin (CAN) se envolveu em um acidente e não avançou. Nas semifinais, Lee Han-Bin (KOR) foi penalizado (mais uma dos coreanos). Já na grande final, dobradinha russa! Victor An levou o ouro com 1:25.325, seguido de Vladimir Grigorev com 1:25.399 e de Sjinkie Knegt (NED) com 1:25.611. Mais um coreano penalizado com a eliminação de Sin Da Woon.

Patinação de Velocidade

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E finalmente a sequência de vitórias dos holandeses foi quebrada nos 1.500m! Mas isso quase não aconteceu!
Denny Morrison (CAN), prata nos 1.000m, completou com 1:45.22 na 15ª bateria e assumiu a liderança. Duas baterias depois, Zbigniew Brodka (POL) completou em 1:45.00 e assumiu a liderança, confirmando seu favoritismo.
Na 20ª e ultima bateria, Koen Verweij (NED) era a ultima esperança holandesa. Eles venceram até então as 3 provas masculinas e fecharam 2 pódios, mas não tinham nenhum atleta no pódio desta prova. Verweij completou com os mesmos 1:45.00 de Brodka! Mas não tem empate na patinação de velocidade e os milésimos são analisados. O polonês fez 1:45.006 e o holandês 1:45.009! E por apenas 3 milésimos, ouro para a Polônia!

Skeleton

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Antes do início da competição, parecia que seria fácil para Martins Dukurs (LAT) levaria fácil. Aí começaram as descidas. Alexander Tretiakov (RUS) tinha 0.56 de vantagem sobre Dukurs e estava muito difícil para o letao recuperar. Na 3ª descida ele tirou apenas 0.02 e na descida final, Tretiakov foi 0.27 mais rápido e fechou com 3:44.29 e um ouro. Dukurs ficou com 3:45.10 e o bronze foi para Matthew Antoine (USA) a longínquos 2.97 do russo! O irmão de Martins, Tomass Dukurs foi o 4º, a 0.33 do bronze.

Saltos

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O vento inconstante atrapalhou muito os favoritos e perderam na primeira rodada da pista longa masculina as chances de medalha. Já o campeão da pista curta Kamil Stoch (POL) nem quis saber e saltou 139m e somou 143,4 pontos, contra 140,6 do veterano Noariaki Kasai (JPN) e 140,2 de Severin Freund (GER).
No salto final, Stoch fez 135,3 pontos e somou 278,7 ficando com seu 2º ouro em Sochi. Kasai, de 42 anos, ficou com a prata com 277,4 e voltou a ganhar uma medalha olímpica após 20 anos! O bronze foi para Peter Prevc (SLO) com 274,8.

Outros Esportes

- O grande jogo do dia no hóquei masculino foi o confronto entre Estados Unidos e Rússia pelo Grupo A. Num Bolshoy lotado e com a presença de Vladimir Putin, o jogo empatou em 2-2. Na prorrogação, nenhum gol então foi a vez das cobranças de penalidades para definir o vencedor. E foram necessárias 8 de cada lado! E quando T.J. Oshie fez o gol e os russos erraram, vitória americana na maior rivalidade dos jogos. Pelo mesmo grupo, Eslovênia 3-1 Eslováquia. Pelo Grupo C, Suécia 5-3 Letônia e Suíça 1-0 República Checa e os suecos vencem o grupo.
- No feminino, os playoffs de quartas-de-final. Suécia 4-2 Finlândia e Suíça 2-0 Rússia.
- No curling masculino, Suécia 8-4 Alemanha, Canadá 7-5 Grã-Bretanha, Suíça 9-3 Dinamarca e China 9-6 Rússia.
- No feminino, Canada 8-6 Japão, China 7-6 Suécia, Grã-Bretanha 10-8 Coreia do Sul, Canadá 5-3 Rússia, Suécia 7-6 Estados Unidos, Suíça 8-6 Grã-Bretanha, Dinamarca 9-6 China.
- Após 52 provas, Alemanha com 7-3-2, Suíça 5-1-1, Rússia 4-6-5, Canadá 4-5-3 e Holanda 4-4-6.