Cinco nomes não tão novos para ficar de olho

Com o início de um novo ciclo olímpico de olho no Japão, selecionei 5 nomes para ficar de olho nesse quadriênio que começou há alguns dias. Não são nomes novos, 4 disputaram os Jogos do Rio, mas têm tudo para crescerem muito e brigarem por medalha em 2020.

Duda

Com apenas 18 ano, Eduarda Lisboa, a Duda, já tem um currículo invejável e é considerada a maior revelação do vôlei de praia mundial dos últimos anos. Em 2013, com 14 anos (!!) disputou os 3 mundiais de base do vôlei de praia e foi campeã mundial no Sub19, prata no Sub23 e 9ª no Sub21! Foi bicampeã mundial Sub19 em 2014, além de levar o ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, e no ano passado venceu os Mundiais Sub19 e Sub21. Disputou em 2016 22 torneios, a maioria ao lado de Elize Maia e foram campeãs dos Abertos de Maceió e de Fortaleza do circuito mundial. Este ano, Duda mudou de parceria e jogará com ninguém menos que Ágatha, campeã mundial e prata no Rio-2016. A nova dupla fará sua estreia no final do mês, na etapa de João Pessoa do Circuito Brasileiro.

Gabriel Borges

Aos 25 anos, já disputou uma Olimpíada em 2016, ao lado de Marco Grael. A dupla foi 11ª colocada na Classe 49er, ficando de fora da Regata da Medalha por muito pouco. Mas Gabriel mudou de parceiro e competirá agora com o mito Robert Scheidt, que pretende ir para sua 7ª Olimpíada, após bater na trave no Rio na Laser. No fim de janeiro, eles farão sua estreia em competições na Copa do Mundo de vela de Miami.

Darlan Romani

Já acompanho a carreira do catarinense de 25 anos há algum tempo. Em 2010 disputou o Mundial Juvenil no Canadá e terminou na ótima 7ª colocação no arremesso de peso. Em 2012, apareceu pela primeira vez aqui no blog, quando foi campeão brasileiro sub-23 com 20,48m, batendo o recorde brasileiro da prova. Por muito pouco ficou fora da final do Mundial de 2015, em Pequim, mas no Rio deu show e por pouco não medalhou, terminando na espetacular 5ª posição com 21,02m, atual recorde brasileiro. É uma prova onde há uma boa longevidade e ele tem muito ainda pela frente. Tem tudo para crescer mais e melhorar suas marcas. Com 21,50m, briga por medalha em mundiais em nos Jogos Olímpicos.

Brandonn Almeida

Ainda com 19 anos, é a grande revelação da natação brasileira dos últimos anos. Em 2015, surpreendeu muitos ao vencer os 400m medley nos Jogos Pan-Americanos. Se classificou pro Mundial de Kazan, mas optou por se concentrar no Mundial juvenil em Singapura, onde foi ouro nos 1.500m livre e prata nos 400m medley. Não teve um grande ano de 2016, indo mal nos Jogos do Rio com o 15º lugar nos 400m medley e 29º nos 1.500m e ficou fora da final do Mundial de piscina curta nos 400m medley por 0.02, com o 9º tempo. Mesmo indo mal, ele bateu o recorde sul-americano dos 400m livre em piscina curta este ano. Ele deve focar nos 400m medley, que é uma prova que está sem dono no nível global. Já apostando em uma final no Mundial de Budapeste em julho.

Hugo Calderano

Mesmo sem jogar em dezembro, o brasileiro apareceu na ranking mundial divulgado esta semana na espetacular 20ª posição, sua melhor marca da história, o que pode colocá-lo na chave principal de quase todos os torneios que disputar. Também é o 2º colocado no ranking mundial Sub-21, atrás apenas do chinês Fan Zhendong, 2º do mundo no adulto. Definitivamente o maior nome do tênis de mesa pan-americano a surgir nos últimos anos, Calderano fez uma excelente campanha no Rio-2016 e cegou a medalhar em novembro em duas etapas do circuito mundial. Tem grandes condições de brigar de igual para igual com asiáticos e alemães.

Anúncios

Perfil 2016 – Julio Cesar La Cruz (CUB)

unb3o-6y

35/75

Julio César La Cruz

Boxe

Até 81kg masculino

Mundiais: 3 ouros

Tricampeão mundial, o cubano Julio Cesar La Cruz segue em busca da sua 1ª medalha olímpica.

Nascido na cidade cubana de Camaguey em 1989, La Cruz começou a aparecer em 2008, ao vencer o campeonato cubano na categoria 81kg, derrotando na final Yordanis Despaigne por 14-9. Neste ano, fracassou duas vezes no pré-olímpicos e não se classificou para os Jogos de Pequim. Cuba ficou de fora apenas nesta categoria na China, quando venceu 8 medalhas, 4 pratas e 4 bronzes.

Em 2009, venceu novamente o campeonato cubano, repetindo o feito em 2010. Neste ano, perdeu na final do campeonato pan-americano em Quito, sendo derrota por equatoriano, mas venceu torneios tradicionais, como o Golden Gong na Macedônia e o Cerro Pelado, em Cuba. Começou mal em 2011, com 2 derrotas, uma na Bulgária e uma na Hungria, ambas para russos. Na Venezuela, venceu o qualificatório para os Jogos Pan-Americanos e depois somou 4 ouros em torneios nas Américas. Chegou ao Mundial no Azerbaijão fora dos favoritos, mas venceu 6 lutas para chegar ao ouro, incluindo o russo Egor Mekhontsev, que era campeão mundial na categoria acima. Após o Mundial, foi aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e ficou com o ouro, derrotando Yamaguchi Falcão na final por 22-12.

Embed from Getty Images

Em 2012, venceu alguns torneios de preparação e chegou em Londres como grande favorito. Derrotou jordaniano na estreia, mas nas 4as sofreu a revanche e perdeu de 18-15 para Yamaguchi, que acabou com a medalha de bronze.

Foi novamente campeão cubano e em 2013 começou a disputar a World Series of Boxing. Levou o torneio Golden Belt na Romênia e, no Mundial, venceu 5 lutas para conquistar o bicampeonato, derrotando novamente na final o cazaque Adilbek Niyazymbetov, assim como ocorreu no Mundial anterior. Na WSB temporada 2013/14 venceu 5 das 6 lutas que disputou.

Em 2014, levou mais uma vez o campeonato cubano, foi ouro nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe. No ano seguinte, foi ouro nos Jogos Pan-Americanos, vencendo o venezuelano Albert Ramirez na final. No campeonato pan-americano, chegou a final e perdeu de Ramirez. Foi ao Mundial de 2015 em Doha como 2º cabeça de chave, mas venceu suas 5 lutas por 3-0 e faturou seu 3º título mundial!

La Cruz, também conhecido como “A Sombra”, chega ao Rio como tricampeão mundial e favorito na categoria 81kg.

Perfil 2016 – David Storl (GER)

34/75

David Storl

Atletismo

Arremesso de Peso

Jogos Olímpicos: 1 prata

Mundiais: 2 ouros, 1 prata

 

Bicampeão mundial, o alemão David Storl busca seu primeiro ouro olímpico após perdê-lo no último arremesso em Londres.

Nascido em 1990, Storl iniciou no atletismo ainda criança por influência do avô e começou a treinar para o decatlo, mas a morte de seu treinador em 2006 o fez focar no arremesso de peso e no lançamento de disco. Aos 16 anos, o alemão venceu o Mundial de Menores em Ostrava, na República Checa com 21,40m, recorde alemão sub18 para o peso de 5kg. No ano seguinte, sobrou no Mundial Juvenil em Bydgoszcz, na Polônia, para vencer o peso com 21,08m, agora com o peso de 6kg.

Em 2009, foi campeão europeu juvneil com 22,40 e disputou seu primeiro mundial adulto, em Berlim, mas sequer passou para a final, terminando em 27º com apenas 19,19m.

Em 2010, já mais experiente, ficou em 7º no Mundial indoor de Doha com 20,40m e foi 4º colocado no europeu em Barcelona, com 20,57m. Em 2011, começou seu domínio e nunca mais saiu dos dois degraus mais altos do pódio em competições importantes. Foi prata no europeu indoor em Paris com 20,75m, venceu o Europeu Sub23 com 20,45m e, em Daegu brilhou para vencer seu primeiro título mundial adulto, com 21,78m. Ele estava em 2º lugar e fez o arremesso vencedor na última oportunidade! Com o título, Storl entrou pro seleto grupo de 9 atletas que foram campeões mundiais de menores, juvenis e adultos.

Em 2012, começou com a prata no Mundial Indoor em Istambul com 21,88m (perdeu pro americano Ryan Whiting) e levou o Europeu em Helsinque com 21,58m. Chegou em Londres como um dos favoritos e liderava a final com 21,86m, mas viu o polonês Tomasz Majewski arremessar 21,89m na última tentativa e levar o bicampeonato olímpico. Em 2013, fez 21,73m na final do Mundial de Moscou e se tornou bicampeão mundial da prova, o primeiro a ser bicampeão seguido desde John Godina em 1995-1997. Em 2014, foi novamente prata no Mundial Indoor com 21,79m, perdendo novamente para Whiting, mas se tornou bicampeão europeu.

Em 2015, venceu 3 etapas da Diamond League, incluindo a de Lausanne onde fez 22,20m, sua melhor marca da carreira. Foi campeão europeu indoor com 21,23m e fechou a temporada com a prata no Mundial de Pequim, com 21,74m, ficando atrás do americano Joe Kovacs, com 21,93m.

Conhecido como “demônio”, mas com cara de menino, Storl vai brigar com os americanos na final olímpica e tem grandes chances de voltar ao topo do mundo.

Perfil 2016: Teddy Riner (FRA)

33/75

Teddy Riner

Judô

Acima de 100kg

Jogos Olímpicos: 1 ouro, 1 bronze

Mundiais: 8 ouros

 

 

É impossível falar de judô hoje e não falar de Teddy Riner, aquele que não sabe o que é perder.

Riner nasceu em 1989 na ilha de Guadalupe, território francês no Caribe, durante as férias d família. Criado em Paris, praticou futebol, tênis e basquete, mas optou pelo judô, pois é um esporte individual e depende apenas dele mesmo.

Em 2006, Riner surgiu no esporte ao vencer o Europeu e o Mundial na categoria juvenil. Em 2007, seu primeiro título importante foi o Europeu adulto em Belgrado um dia após completar 18 anos. Em setembro, no Rio de Janeiro, Riner derrotou na final da categoria acima de 100kg o russo Tamerlan Tmenov para faturar seu 1º título mundial. Na semifinal, derrotou o grande japonês Kosei Inoue e se tornou o mais jovem campeão mundial adulto da história. Chegou já como um dos nomes da categoria em Pequim para a disputa olímpica. Venceu duas lutas, mas nas quartas foi derrotado no golden score para o uzbeque Abdullo Tangriev numa decisão bem polêmica. Na respecagem voltou para vencer 3 lutas e conquistar a medalha de bronze. Em dezembro de 2008, no Mundial Aberto, derrotou por yuko o russo Aleksandr Mikhailine e se tornou campeão mundial.

Em 2009, faturou seu 2º mundial na sua categoria de peso (3º no geral) em Roterdã, ao derrotar na final o cubano Oscar Brayson por yuko. Riner disputou 4 competições na sua categoria em 2010 e venceu 4 ouros. Nas 8as da Copa do Mundo em Lisboa sofreu um raro golpe do georgiano Aleksandre Mskhaladze. Na semifinal do Mundial, levou duas punições e ficou com um yuko contra, apesar de vencer. Foi a última vez que ele tomou uma pontuação. Na final, venceu o alemão Andreas Tölzer e foi ouro no Mundial. Dias depois, disputou a categoria aberta no Mundial. Apõs uma dura luta com o japonês Daiki Kamikawa, perdeu na bandeirada por 2-1. Ele se recusou a cumprimentar o japonês alegando que foi roubado. Foi a última derrota do francês na carreira.

Em 2011, venceu o Masters de Baku, o Grand Slam de Paris, o Europeu e o Mundial. Em 20 lutas que disputou, venceu 17 por ippon. Na preparação olímpica de 2012, venceu o Gand Slam de Paris com ippon sobre o brasileiro Rafael Silva na final e a Copa do Mundo de Lisboa. Nos Jogos Olímpicos, começou vencendo polonês que levou 3 shidos, passou por tunisiano, cubano e coreano até venecr por waza-ari na final o russo Alexander Mikhaylin e finalmente levar seu ouro olímpico.

Em 2013, mais 3 vitórias, no Grand Slam de Paris, no Europeu e o 5º título Mundial seguido na sua categoria. Na final, venceu Rafael Silva no Rio de Janeiro por ippon. Em 2014, faturou seu 4º título europeu e no Mundial derrotou por shido na final o japonês Ryu Shichinohe para levar o 7º Mundial no total. No ano seguinte, faturou o Masters no Marrocos e derrotou na final do Mundial novamente Shichinohe chegando ao incrível recorde de 8 ouros mundiais. Disputou ainda alguns torneio menos, vencendo o GP de Qingdao e de Jeju.

Este ano venceu o GP de Samsun e o título europeu com 4 ippons. Riner, que tem apenas 27 anos, segue sem adversários e só perde o ouro olímpico no Rio com algum desastre.

Perfil 2016 – Maris Stromberg (LAT)

001111a9f7bb0a188e5236

32/75

Maris Strombergs

Ciclismo BMX

Jogos Olímpicos: 2 ouros

Mundiais: 2 ouros e 1 prata

 

Bicampeão no BMX, o letão Maris Strombergs segue na elite em busca do 3º ouro olímpico.

Nascido em 1987 em Valmiera, Strombergs já vencia n BMX desde criança. Em 1996, aos 9 anos, foi campeão mundial nesta categoria de idade no 1º Mundial da modalidade. Com 14 anos, foi campeão europeu nesta categoria em 2001. Em 2004, foi bronze no Mundial na categoria juvenil com 17 anos.

Com a inclusão do BMX no programa olímpico em Pequim-2008, Strombergs foi campeão mundial em maio de 2008, na China, e campeão europeu, chegando para os Jogos como grande favorito. Foi o 2º no ranqueamento da prova olímpica e venceu seu grupo de quartas de final. Nas semifinais, com 3 baterias, venceu as 3, sempre sobrando. Na final, com 36.190, levou o ouro com quase meio segundo de vantagem.

olympicsday13cyclingbmxw0sxdqsvy6fx

Em 2009, foi disputar os circuitos americanos de BMX, venceu a national Cycling League e foi vice na American Cycling Association. No Mundial, chegou à final, mas acabou em 4º lugar. Em 2010, o letão venceu a Copa do Mundo e voltou ao topo do pódio no Mundial, na África do Sul. No final do ano, sofreu uma queda em prova, se machucando. Voltou apenas na metade de 2011, ficando em 3º em prova nos EUA. No Mundial de Copenhagen, ficou com a prata.

Em 2012, foi desclassificado nas primeira rodadas do Mundial. Nos Jogos de Londres, começou mal, em 11º no ranqueamento. Nas 4as, passou em 2º no seu grupo e foi apenas o 3º na sua semifinal, mas avançou à final. Na final, liderou do início ao fim e nem viu a queda dos favoritos Liam Phillips e Connor Fields. Dominou a prova e se tornou bicampeão olímpico.

Voltou ao topo do campeonato europeu em 2013 e 2014, mas não subiu mais ao pódio em Mundiais. Neste ano, Strombergs venceu a etapa de Papendal da Copa do Mundo e chegou às semifinais do Mundial, mas nunca subestime o bicampeão olímpico que ainda segue em alta e cresce muito em momentos importantes.

Perfil 2016 – Equipe de Rugby 7s de Fiji

 

31/75

Fiji

Rugby 7s

Mundiais: 2 ouros

 

 

Nunca o arquipélago de Fiji ficou tão perto de uma medalha olímpica como ficará no Rio-2016, graças a sua espetacular seleção masculina de rugby 7s.

Num país formado por mais de 330 ilhas e com uma população de pouco mais de 850.000 habitantes, Fiji consegue montar uma das melhores seleções do mundo da modalidade e chegará ao Rio de Janeiro como a grande favorita para garantir sua primeira medalha olímpica.

Liderados pelo capitão Osea Kolinisau, a equipe de Fiji venceu as últimas duas temporadas da Série Mundial de Rugby 7s masculino. Em 17 temporadas do circuito, Fiji jamais ficou fora do Top-4 e venceu 30 etapas até então.

A primeira grande vitória veio em 1997 em Hong Kong, quando Fiji venceu o Campeonato Mundial da modalidade, com 24-21 na África do Sul na final. Em 2005, veio o 2º título mundial, agora com 29-19 na Nova Zelândia na final.

O primeiro título da Série Mundial veio na temporada de 2005-06, quando Fiji encerrou a sequência espetacular de 6 títulos da Nova Zelândia. Nesta temporada, venceram as etapas da África do Sul, Nova Zelândia, Singapura e de Londres, liderados por Waisale Serevi, considerado até hoje o melhor jogador de rugby 7s de todos os tempos. Conhecido como “maestro”, Serevi jogou até 2006 e encerrou sua carreira de maneira brilhante com o título da série Mundial.

Após a vitória, veio uma seca de 8 temporadas sem títulos da Série Mundial, quando em 2014-15 a equipe levou novamente o troféu, após 4 vitórias em 9 etapas, faturando na Austrália, nos EUA, em Hong Kong e na Escócia. Com 312 pontos, Osea Kolinisau foi eleito o melhor jogador da temproada.

Embalado, Fiji foi o mais regular na seguinte, de 2015-16, vencendo 3 etapas: Dubai, Las Vegas e novamente Hong Kong. Num duelo apertado com África do Sul, venceu o título geral com 181 pontos contra 171 da equipe africana, para levar a 3ª Série Mundial.

Num país pequeno onde o rugby é uma religião e onde não param de surgir grandes talentos, a seleção de Fiji chega ao Rio como a mais forte candidata ao ouro olímpico no retorno do esporte aos Jogos. Nunca Fiji esteve sonhou tanto com uma medalha. E provavelmente de ouro.

Perfil 2016 – Yang Haoran (CHN)

31/75

Yang Haoran

Tiro

Rifle de ar 10m

Mundiais: 1 ouro

 

 

Aos 20 anos, o chinês Yang Haoran já ganhou quase tudo no rifle de ar 10m. Só falta o ouro olímpico.

Yang começou a atirar aos 12 anos, em Chengde, na província de Hebei, onde nasceu. Treinado pelo campeão olímpico de Sydney-2000 Cai Yilin, já despontou muito novo. Com 17 anos, participou de sua 1ª competição internacional adulta, na Copa do Mundo de Fort Benning, nos EUA. Logo em sua estreia internacional bateu o recorde mundial juvenil na qualificação com 627,5 pontos, ficando em 2º no geral. Na final, surpreendeu grandes nomes da prova e levou o ouro com 208,7 pontos, numa final impecável do chinês, novo recorde mundial adulto. Na etapa seguinte, em Munique, mais um ouro, com 628,9 na qualificação (recorde mundial juvenil) e 210,5 na final, recorde mundial adulto. No final do ano, novamente em Munique, na Final da Copa do Mundo, reunindo apenas os melhores do ano, Yang venceu pela 3ª vez no circuito. Foi ainda campeão asiático no Irã, com 629,8 na qualificação, mais um recorde mundial juvenil.

Em 2014, aos 18 anos, mais um ano espetacular na curta carreira do chinês. Venceu a etapa de Munique e foi prata em Pequim. Em agosto, foi a Nanjing para os Jogos Olímpicos da Juventude já com fama internacional, confirmou o favoritismo e levou o rifle de ar com tranquilidade! Fez 209,3 pontos, 5 a mais que o medalhista de prata. Em setembro, foi a Granada para o grande Mundial de tiro. Com espetaculares 632,1 na quali e 207,9 na final levou o seu primeiro título mundial. Dias depois, em Incheon, faturou os Jogos Asiáticos com 209,6 na final, recorde mundial juvenil. Na última competição do ano, na Final da Copa do Mundo, no Azerbaijão, decepcionou e ficou fora do pódio, em 4º lugar.

Em 2015, não repetiu seus feitos e teve um ano ruim para ele. Foi prata em duas etapas no rifle de ar 10m e levou sua primeira prata no rifle 50m 3 posições, algo inédito em sua carreira até então. Na Final da Copa do Mundo, voltou ao topo ao vencer o rifle de ar e levou a prata no rifle 3 posições. Em 2016 começou com ouro em Bangkok, mas decepcionou no evento-teste no Rio com o 5º lugar e em Munique, ficando em 7º.

Apesar disso, Yang chega a sua primeira Olimpíada sem nunca ter ficado de fora de uma final no de ar em sua curta carreira! Um feito invejável que pode dar à China de volta o ouro nesta prova, após 2 Olimpíadas. Apesar do bom retrospecto no rifle de 3 posições, Yang apenas disputará o rifle de ar nos Jogos.