Mundial de Ginástica Artística – Dia 5

Foi uma grande final por equipes masculinas, decidida realmente na última nota, que deu o ouro para a China por uma margem ínfima!

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China é ouro. Foto: Divulgação

China e Rússia foram as melhores na quali e começaram juntas no solo. Enquanto a Rússia deu um show com Artur Dalaloyan (14,666) e Nikita Nagornyy (14,600), a China errava com Xiao Ruoteng (12,666), mas Deng Shudi (14,166) e Lin Chaopan (13,966) ajudavam a equipe. No cavalo com alças os chineses se recuperavam com 14,666 de Zou Jingyuan. e a Rússia levava duas quedas, uma delas do Nagornyy. Nas argolas, os 3 russos tiraram mais que 14,500 e abriram vantagem de 1,786. No salto, mais uma ótima participação russa com 15,066 de Dalaloyan e 15,033 de Nagornyy.

A virada veio no melhor aparelho chinês, as barras paralelas. Deng Shudi fez 14,800 e Lin Chaopan 15,133, mas Zou Jingyuan foi absolutamente espetacular para tirar inacreditáveis 16,200, com 9,200 de execução! Enquanto isso dois russos faziam por volta de 14,700 enquanto Dalaloyan caiu e tirou 13,800. Os chineses saíram de uma desvantagem de 1,919 para 0,948 de vantagem.

O drama veio na barra fixa. Sun Wei abriu com 14,200 enquanto David Belyavskiy tirava 13,700. Lin Chaopan fez 13,700 e Dalaloyan 13,966. A vantagem chinesa aumentou para 1,182. Fechando, Xiao Ruoteng caiu e tirou apenas 12,600 para desespero chinês. Encerrando pra Rússia, o seu principal ginasta, Nikita Nagornyy, que precisava de 13,783 para ser ouro. E ele tirou 13,733! Numa final emocionante, a China venceu com 256,634, apenas 0,049 a mais que a Rússia. Foi a 1ª medalha russa na equipe masculina em Mundiais desde 2006. E o 11º ouro chinês nos 13 últimos mundiais.

O Japão ficou com o bronze com 253,744, com destaque para uma excelente passagem na barra fixa, mas uma queda no solo de Wataru Tanigawa e nas paralelas de Yusuke Tanaka tiraram os campeões olímpicos e mundiais da disputa do ouro. Os americanos não fizeram uma boa passagem nas argolas e algumas quedas os deixaram em 4º com 251,994.

O Brasil começou muito bem nas argolas com 42,899, sendo 15,033 de Arthur Zanetti, que repetiu a nota da qualificação. Mas o salto nos atrapalhou demais, pois os 3 brasileiros pisaram foram e tiveram descontos. Nas paralelas, 3 provas ruins. Mas na barra o Brasil se recuperou com 14,200 de Arthur Nory e 13,800 de Francisco Barretto. O Brasil foi o 2º melhor país nas argolas e na barra. No solo, que tinha sido um desastre na quali, a equipe evoluiu muito. Nory fez 14,166, Caio Souza 13,900 e Zanetti 13,866.

Francisco Barreto, BRA - WCH Doha 2018, Oct29

Francisco Barretto. Foto: CBG

Neste momento, o Brasil disputava o 5º lugar com a Grã-Bretanha, mas vinha o temido cavalo com alças. Barretto fez 13,666 e Lucas Bitencourt 12,633 enquanto os britânicos marcavam 13,300 e 11,966. O último ginasta a entrar foi Nory, que sentiu muito a pressão, caiu duas vezes e tirou uma nota absolutamente horrorosa, a pior de toda a final, com apenas 9,600. A Grã-Bretanha fechou com Max Whitlock, que brilhou com 15,233, a melhor nota do aparelho na final. Os britânico somaram 248,628 e o Brasil 243,994. Só que a nota do Nory foi tão ruim que a Suíça passou o Brasil para terminar em 6º. Ainda assim, uma excelente final brasileira, que precisa melhorar no cavalo e nas paralelas se quiser realmente brigar por medalha em Tóquio.

Com as medalhas, China, Rússia e Japão também garantiram 4 vagas para Tóquio-2020.

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