Prévia Pyeongchang-2018: Biatlo masculino

Quem me acompanha aqui há algum tempo sabe que esse é o meu esporte de inverno favorito, pois não falta emoção e tudo, tudo mesmo, pode mudar em um único tiro. As disputas masculinas devem ficar basicamente entre o gigantesco Martin Fourcade e o norueguês Johannes Thingnes Boe, enquanto no feminino o campo está aberto. Vale lembrar que infelizmente não teremos o mito norueguês Ole Einar Bjoerndalen nos Jogos. Seira sua 7ª Olimpíada, mas o maior da história não fez uma boa temporada e não foi selecionado pelo federação local.

Algo inusitado nesses Jogos será o horário das provas de biatlo. Tradicionalmente realizadas pela manhã, todas as 11 provas em Pyeongchang serão à noite, para que sejam transmitidas pela manhã na Europa.

Sprint 10km Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Ole Einar Bjoerndalen (NOR); Prata – Dominik Landertinger (AUT); Bronze – Jaroslav Soukup (CZE)

Último Mundial (2017): Ouro – Benedikt Doll (GER); Prata – Johannes Thingnes Boe (NOR); Bronze – Martin Fourcade (FRA)

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Johannes Thingnes Boe (NOR)

Nesta prova, cada atleta larga sozinho em intervalos de 30s e faz dua sessões de tiro, a primeira deitado e a segunda em pé. Para cada tiro errado, o atleta deve dar uma volta de penalidade de aproximadamente 150m.

O francês Martin Fourcade está com tudo para se tornar em breve o maior da história do biatlo, pelo menos em Copas do Mundo. O francês é o atual hexacampeão da Copa do Mundo geral e hexacampeão da modalidade sprint, além de 69 vitórias individuais na carreira, sendo 20 no sprint. Ele tem ainda dois ouros em Mundiais nesta prova, mas não venceu medalha olímpica. Ainda. E ele esteve no pódio de TODAS as provas individuais nessa temporada, seja sprint, perseguição, individual ou saída em massa. Em compensação, o dono da prova este ano é o norueguês Johannes Thingnes Boe. Aos 24, o irmão mais novo de Tarjei Boe faz uma temporada espetacular e já tem 21 vitórias em Copas do Mundo sendo 12 em sprints (incluindo o título mundial em 2015). A disputa deve ficar entre os dois, mas tem muita gente boa querendo invadir esse pódio. Os noruegueses Tarjei Boe, que venceu uma etapa este ano, e Emil Hegle Svendsen também entram na briga, além dos alemães Erik Lesser, Arnd Peiffer e Simon Schempp. O esloveno Jakov Fak, o suíço Benjamin Weger, o austríaco Julian Eberhard e o russo Anton Shipulin são outros fortes nomes.

Meu Pódio: Ouro – Johannes Thingnes Boe (NOR); Prata – Martin Fourcade (FRA); Bronze – Simon Schempp (GER)

Perseguição 12,5km Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Martin Fourcade (FRA); Prata – Ondrej Moravec (CZE); Bronze – Jean-Guillaume Beatrix (FRA)

Último Mundial (2017): Ouro – Martin Fourcade (FRA); Prata – Johannes Thingnes Boe (NOR); Bronze – Ole Einar Bjoerndalen (NOR)

Um pouco mais longa, a prova de perseguição tem 4 sessões de tiro, sendo as duas primeiras na posição deitada e as duas seguintes em pé. Cada tiro errado penaliza em uma volta de aproximadamente 150m para o atleta. Participam desta prova apenas os 60 melhores do sprint e eles largam na ordem de chegada do sprint e com diferença de tempo conforme o resultado do sprint. É muito comum o pódio ser bem parecido com a prova de sprint. Saber manter a vantagem e esquiar rapidamente é fundamental, assim como não bobear nos tiros. Um tiro errado pode mudar tudo e jogar o líder lá pra trás, algo bem comum. Não é raro o líder errar 2 ou 3 tiros na última sessão e ver todo mundo passar, o que faz esta prova ser extremamente emocionante.

O cara dessa prova é Martin Fourcade. Ele já venceu 24 provas de perseguição no circuito, incluindo 4 títulos mundiais. Além disso, é o atual campeão olímpico e venceu 7 das últimas 8 etapas da Copa do Mundo. Na temporada passada, ele venceu 6 provas de perseguição seguidas. Johannes Thingnes Boe foi prata no último mundial e venceu 3 vezes essa prova nesta temporada. Ele tem um esqui excelente e pode até buscar o Fourcade caso fique um tiro para trás. O mito Bjoerndalen foi bronze no último mundial, mas não estará nos Jogos. Vem atrás o esloveno Jakov Fak, o alemão Arnd Peiffer e o norueguês Emil Hegle Svendsen.

Meu Pódio: Ouro – Martin Fourcade (FRA); Prata – Johannes Thingnes Boe (NOR); Bronze – Jakov Fak (SLO)

Individual 20km Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Martin Fourcade (FRA); Prata – Erik Lesser (GER); Bronze – Evgeniy Garanichev (RUS)

Último Mundial (2017): Ouro – Lowell Bailey (USA); Prata – Ondrej Moravec (CZE); Bronze – Martin Fourcade (FRA)

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Martin Fourcade (FRA)

Na prova individual mais longa, os homens percorrem 20km e param 4 vezes para atirar de maneira alternada, deitado, em pé, deitado e em pé. Assim como no sprint, as saídas são intervaladas por 30s e, diferente das provas anteriores, cada tiro errado tira 1min do tempo do competidor. Zerar é, claro, muito importante, mas ser um grande atleta no cross-country é que faz a diferença. Os mais rápidos conseguem tirar até 3min do atletas médios. Esta é a prova mais antiga e tradicional do biatlo, mas está sendo bem pouco disputada no circuito.

Sendo assim, Martin Fourcade novamente se destaca. Ele foi ouro em Sochi, venceu 3 vezes o título Mundial e tem outras 9 vitórias em Copas do Mundo. Mesmo errando às vezes 2 ou 3 tiros ele consegue tirar a diferença no esqui. Johannes Thingnes Boe também é outro grande esquiador e pode medalhar novamente. O checo Ondrej Moravec, o russo Anton Shipulin e os austríacos Simon Eder e Dominik Landertinger costumam ir bem. O americano Lowell Bailey foi a grande surpresa do último Mundial, conquistando o 1º título mundial pros EUA no biatlo, mas obteve resultados péssimos nesta temporada e tem poucas chances de buscar a 1ª medalha olímpica pros EUA.

Meu Pódio: Ouro – Martin Fourcade (FRA); Prata – Ondrej Moravec (CZE); Bronze – Johannes Thingnes Boe (NOR)

Saída em Massa 15km Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Emil Hegle Svendsen (NOR); Prata – Martin Fourcade (FR); Bronze – Ondrej Moravec (CZE)

Último Mundial (2017): Ouro – Simon Schepp (GER); Prata – Johannes Thingnes Boe (NOR); Bronze – Simon Eder (AUT)

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Jakov Fak (SLO)

Apenas 30 atletas participam desta prova que fecha o programa individual. Os 30 classificados são aqueles que vão melhor nas 3 outras provas juntas. Também são 4 sessões de tiro, duas primeiras deitadas e as duas seguintes em pé e cada erro dá uma volta de penalidade ao atleta.

É bem parecida com a perseguição, e também é muito comum ver o líder errar na última série e despencar. Se querer ser repetitivo, mas sendo, Martin Fourcade novamente é o favorito, apesar de “só” ter 2 medalhas em Mundiais nesta prova, mas tem 13 vitórias em Copas do Mundo. O alemão Simon Schempp é o atual campeão mundial e tem outras 2 vitórias em Copas do Mundo. Os irmãos noruegueses Tarjei e Johannes Thingnes Boe, o austríaco Simon Eder, o russo Anton Shipulin e o resto da armada alemã Benedikt Doll, Arnd Peiffer e Erik Lesser também brigam por medalha.

Meu Pódio: Ouro – Martin Fourcade (FRA); Prata – Tarjei Boe (NOR); Bronze – Jakov Fak (SLO)

Revezamento 4×7,5km Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Rússia; Prata – Alemanha; Bronze – Áustria

Último Mundial (2017): Ouro – Rússia; Prata – França; Bronze – Áustria

No revezamento, cada atleta atira duas vezes, a primeira deitada e a segunda em pé. Diferente das provas individuais, cada atleta tem 3 tiros extras, mas que devem ser recarregados individualmente. Se ainda assim após os 8 tiros houver alvos que não foram alvejados, o atleta dá uma volta de penalidade de 150m para cada erro. Para a troca, basta um atleta tocar o seguinte.

A Rússia é a atual campeã olímpica e mundial, mas depende demais de Anton Shipulin, que sempre fecha pra equipe. A Alemanha tem uma equipe espetacular com Peiffer, Schempp, Doll e Lesser e é uma das favoritas, assim como a sempre fortíssima Noruega. Com os irmãos Boe e Emil Hegle Svendsen, a equipe norueguesa venceu 6 das últimas 13 provas de Copas do Mundo, mas só venceu o ouro olímpico duas vezes e em 2014 ficou fora do pódio. A Áustria costuma crescer bem em equipe e esteve nos dois últimos pódios olímpicos. A França tem a força de Martin Fourcade, mas o fato dessa ser a última prova a ser disputada pode atrapalhar bastante. Suécia, Bulgária e Itália correm por fora.

Meu Pódio: Ouro – Noruega; Prata – Alemanha; Bronze – Rússia

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