Prévia Pyeongchang-2018: Skeleton

O skeleton fez sua estreia olímpica na longínqua Olimpíada de 1928 em St. Moritz, na Suíça. Depois saiu e voltou novamente em St. Moritz em 1948 e sair definitivamente do programa olímpico até Salt Lake City-2002, quando finalmente as mulheres tiveram a sua chance.

O que aparenta ser o esporte de trenó mais perigoso pelo fato do atleta descer com a cabeça na frente, na verdade é o mais seguro, pois tem o centro de gravidade mais próximo ao solo, dando grande estabilidade, e o controle das curvas e frenagem são feitos pelos pés. Considerando apenas as últimas 4 Olimpíadas (de 2002 em diante), Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha tem dois ouros cada e jamais tivemos um bicampeão olímpico. Outra curiosidade é que quem ganhou um ouro olímpico nunca venceu outra medalha. Mas isso deve mudar este ano.

Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Aleksander Tretiakov (RUS)*; Prata – Martins Dukurs (LAT); Bronze – Matthew Antoine (USA)

* Tretiakov perdeu a medalha de ouro por doping

Último Mundial (2017): Ouro – Martins Dukurs (LAT); Prata – Axel Jungk (GER); Bronze – Nikita Tregubov (RUS)

Germany Skeleton Worlds

Martins Dukurs (LAT)

Diferente das etapas da Copa do Mundo, mas na mesma maneira do Mundial, a prova olímpica do skeleton é composta por 4 descidas, realizadas em 2 dias consecutivos. Serão 30 atletas descendo na pista de Alpensia.

O maior nome da modalidade é sem dúvida o letão Martins Dukurs. Pentacampeão mundial e octacampeão seguido da Copa do Mundo, o letão ainda venceu os últimos 9 campeonatos europeus e tem na carreira 50 vitórias em Copas do Mundo! Apesar do currículo invejável, ainda falta o ouro olímpico para ele, já que ele foi prata em Vancouver-2010 e em Sochi-2014. Entretanto, ele deve herdar o ouro de 2014 por conta de desclassificação por doping do russo Alexander Tretiakov, que está banido dos Jogos. Apesar da carreira brilhante do letão, quem está brilhando nesta temporada é o sul-coreano Yun Sung-bin, que venceu 5 das 7 etapas já disputadas e nas outras duas ficou em 2º atrás do Dukurs. Aos 23, Yun é a grande aposta de medalha do país-sede fora da patinação de velocidade. E competir na pista de casa só vai ajudá-lo. Na etapa da Copa do Mundo da temporada passada disputada na pista olímpica, Dukurs venceu por apenas 1 centésimo.

Já para o bronze, a briga está bem mais aberta. Boas chances de termos irmãos no pódio, já que Tomass Dukurs, irmão mais velho de Martins, faz um bom ano. O alemão Axel Jungk, prata no último mundial, o russo Nikita Tregubov e o americano Matthew Antoine também estão na disputa.

Meu Pódio: Ouro – Yun Sung-bin (KOR); Prata – Martins Dukurs (LAT); Bronze – Axel Jungk (GER)

Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Lizzy Yarnold (GBR); Prata – Noelle Pikus-Pace (USA); Bronze – Elena Nikitina (RUS)*

* Nikitina perdeu a medalha de bronze por doping

Último Mundial (2017): Ouro – Jacqueline Lölling (GER); Prata – Tina Hermann (GER); Bronze – Lizzy Yarnold (GBR)

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Jacqueline Lölling (GER)

Assim como na prova masculina, serão 4 descidas. Mas diferente do masculino, a disputa feminina está bem mais acirrada.

A alemã Jacqueline Lölling venceu 3 das 7 etapas desta temporada e vem do título mundial de 2017. Em apenas sua 3ª temporada na Copa do Mundo, Lölling foi 2ª no geral na estreia (temporada 2015-16), depois venceu em 2016-17 e deve levar o bicampeonato na temporada atual, aos 22 anos. Sua compatriota Tina Hermann foi campeã mundial em 2016 na pista austríaca de Igls e pegou 4 pódios nesta temporada, apesar de nenhum ouro. A russa Elena Nikitina, campeã de duas etapas no fim do ano passado, está banida dos Jogos. Outra que também venceu duas etapas nesta temporada é a austríaca Janine Flock, mas mostrou muita instabilidade no circuito, obtendo resultados bem ruins, mas corre por fora.

Campeã em Sochi, a britânica Lizzy Yarnold faz uma temporada bem ruim. Pegou um bronze na abertura em Lake Placid e depois foi muito mal. Seu melhor resultado foi um 8º e, em 3 etapas, ficou abaixo do top15. Mas ela tem um ouro olímpico e um título mundial na bagagem. De olho também na equipe canadense que enviará 3 fortes nomes: Elisabeth Vathje, bronze no Mundial de 2015 e atual vice na Copa do Mundo, Mirela Rahneva e Jane Channell.

Meu Pódio: Ouro – Jacqueline Lölling (GER); Prata – Elisabeth Vathje (CAN); Bronze – Tina Hermann (GER)

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