PyeongChang-2018 – Faltam 100 dias!

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Faltando 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang-2018, o blog entra em preparação para 23ª edição dos Jogos de Inverno que serão realizados pela 1ª vez na Coreia do Sul e pela 3ª vez em solo asiático. Além de falar sobre os Jogos, farei prévias de todas as 102 provas e ainda perfil de 50 atletas para ficar de olho durante os 18 dias de Jogos.

Ainda estamos no início das temporadas de esportes de inverno. Esqui alpino contou com suas primeiras provas neste último fim de semana, patinação de velocidade em pista curta já teve duas etapas, assim como a patinação artística. O circuito de curling já está rolando e os outros esportes começam ainda neste mês de novembro seus circuitos.

Na temporada passada, tivemos os Mundiais de todos os esportes e de todas (quase) as provas. Portanto, neste primeiro post sobre PyeongChang, uma retrospectiva da última temporada.

Resumão

Falei da maioria desses Mundiais aqui no Blog, mas vamos a um breve resumo do que tivemos, apenas nas provas olímpicas.

O primeiro foi o de Luge na pista de Igls, na Áustria, onde Wolfgang Kindl se tornou o 1º austríaco campeão mundial em 21 anos. E pela 1ª vez desde 2003 nenhum alemão subiu ao pódio no masculino. Já nas outras 3 provas, domínio alemão com Tatjana Hüfner, a dupla Toni Eggert/Sascha Benecken e a equipe no revezamento. Os americanos que surpreenderam com duas pratas, de Erin Hamlin e da equipe no rev.

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Marcel Hirscher (AUT)

No início de fevereiro, o Mundial de Esqui Alpino foi o destaque em St. Moritz. As pistas suíças viram o show de Marcel Hirscher no slalom e slalom gigante (além de uma prata na combianada), mais uma impressionante vitória de Mikaela Shiffrin no slalom e algumas surpresas grandes, como a vitória do desconhecido suíço Luca Aerni na combinada. Áustria e Suíça saíram com 3 ouros cada e a França com 2, incluindo a vitória na prova por equipes, que fará sua estreia olípica em 2018.

Pra variar, a Holanda brilhou na patinação de velocidade, vencendo 8 das 14 provas, sendo 6 no masculino! Sven Kramer levou os 5.000m e os 10.000m, Kjeld Nuis os 1.000m e os 1.500m, mas Ireen Wüst deixou um pouco a desejar, vencendo apenas os 3.000m. Heather Richardson-Bergsma, querendo apagar o fracasso americano em Sochi-2014, venceu os 1.000m e os 1.500m. E o mito vivo Martina Sablikova faturou os 5.000m pela incrível 9ª vez!

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Laura Dahlmeier (GER)

Voltamos pra Áustria com o biatlo, em Hochfilzen, onde a Alemanha deu um show, principalmente com Laura Dahlmeier. A alemã venceu as provas de perseguição, individual, saída em massa, fechou o revezamento feminino e levou seu 5º ouro com o revezamento misto, a 1ª da história a vencer 5 provas em um único Mundial. E só não levou o sprint por apenas 4s, ficando com a prata atrás da checa Gabriela Koukalova. No masculino, Martin Fourcade deixou a desejar com apenas a vitória na perseguição. No individual, uma vitória histórica do americano Lowell Bailey, a 1ª vitória de um americano em Mundiais de Biatlo, que seguirá em busca de uma medalha olímpica inédita para os EUA no esporte. A festa alemã ainda foimaior com os ouros de Benedikt Doll no sprint e de Simon Schempp na saída em massa.

Os alemães seguiram vencendo no bobsled e no skeleton. Na pista de Königssee, em casa, Francesco Friedrich venceu o trenó de duplas e nos quartetos, onde vimos um espetacular empate com o trenó do também alemão Johannes Lochner. No feminino, vitória da americana Elana Meyers enquanto no skeleton, o letão Martin Dukurs levou seu 5º título mundial.

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Marit Bjoergen (NOR)

A cidade finlandesa de Lahti recebeu o Mundial de Esqui Nórdico e desta vez o nome no cross-country foi mais uma vez Marit Bjoergen. A incrível norueguesa venceu 4 ouros, nos 10km clássico, 15km skiathlon, 30km saída em massa numa prova espetacular e no revezamento 4x5km feminino. A Noruega ainda fechou 100% nas provas femininas com vitórias no sprint e no sprint por equipes. Entre os homens, o russo Sergey Ustyugov foi o destaque com 2 ouros. Nos saltos, Stefan Kraft fez a dobradinha, levando na pista curta e na longa, enquanto a campeã olímpica Carina Vogt desbancou no feminino mais uma vez a japonesa Sara Takanashi, bronze. No combinado nórdico, um nome reinou: o alemão Johanne sRydzek, que venceu as 4 provas disputadas (só 3 são olímpicas).

Na Espanha, os mundiais de Snowboard e Esqui Freestyle colocaram os americanos em evidência, que venceram 5 provas olímpicas, incluindo a veterana Lindsey Jacobellis no snowboard cross. Outros destaques foram o desconhecido japonês Ikuma Horishima no moguls e na não-olímpica dual moguls, o austríaco Andreas Prommegger no slalom paralelo (que não será mais olímpico) e no slalom gigante paralelo, e na checa Ester Ledecka no Ski Cross.

Em Roterdã, os destaques no Mundial de Short Track foram o holandês Sjinkie Knegt e a britânica Elise Christie, com 2 ouros em provas olímpicas cada. Ele venceu os 500m e o Revezamento 5.00m e ela os 1.000m e os 1.500m. A Coreia do Sul almeja os 8 ouros em casa na modalidade, mas venceu apenas 2 no Mundial: os 1.000m masculino com Seo Yi-ra e os 1.500m masculino com Sin Da-woon. As coreanas deixaram bem a desejar.

No Mundial de Curling feminino, em Pequim, a equipe canadense liderada por Rachel Homan venceu todas as 13 partidas que disputou pra levar o ouro, o 1º de uma equipe do Canadá no Mundial feminino desde 2008. No mundial masculino, Brad Gushue levou o Canadá ao ouro em casa, também em uma campanha impecável de 13 vitórias. Já nas duplas mistas, que fará sua estreia olímpica, o ouro ficou com a dupla suíça Martin Rios e Jenny Perret, também em campanha invicta, mas com 10 vitórias.

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Yuzuru Hanyu (JPN)

Na patinação artística, o japonês Yuzuru Hanyu segue favorito rumo ao bi olímpico, enquanto a russa Evgenia Medvedeva coroou sua temporada invicta com 6 vitórias individuais no Mundial em Helsinque. Vale ressaltar o retorno dos canadenses Tessa Virtue e Scott Moir, favoritos ao ouro na dança. No Troféu por Equipes, a vitória ficou com a equipe do Japão, liderada por Hanyu e Shoma Ono.

Fechando, temos o hóquei no gelo onde as americanas venceram pelas 4ª vez seguida em finais de Mundial as canadenses, novamente na prorrogação. Em 18 Mundiais feminino, são 18 finais entre as duas equipes, com 10 vitórias canadenses e 8 americanas. Mas nos Jogos as canadenses buscarão o 5º ouro seguido. No masculino, a Suécia ficou com o ouro ao derrotar no shootout o Canadá, que ruma ao tri olímpico, mesmo sem os jogadores da NHL.

Quadro Geral

Serão 102 provas nos Jogos de Inverno e 101 delas foram disputadas em Mundiais no início deste ano. A única prova que não tem em Mundial é a patinação artística por equipes, mas tivemos um Troféu Mundial por Equipes em Tóquio, que seria o equivalente. Mas para efeito de quadro de medalhas vamos considerá-lo como um Mundial. Assim, a Alemanha saiu como a grande vencedora dos Mundiais com 35 medalhas, sendo 18 ouros, 10 pratas e 7 bronzes. Laura Dahlmeier no biatlo, as equipes de luge e bobsled (teve até um empate alemão pro ouro nos quartetos) e Johannes Rydzek foram os grandes responsáveis pela espetacular temporada alemã em Mundiais.

Atrás da Alemanha, temos os americanos, com 12-7-9, impulsionados pelo esqui Freestyle, que deu 4 ouros em provas olímpicas, e pela Heather Richardson-Bergsma. A sensacional equipe de patinação de velocidade da Holanda os colocou em 3º no quadro geral com 10-3-5. Lembrando que em Sochi eles venceram 8 das 12 provas, inclusive fechando 4 pódios! E agora eles também começaram a aparecer no Short Track.

A Noruega vem em 4º com 8-9-10, principalmente por conta do cross-country feminino, com 6 ouros. Áustria com 8-5-6 e Canadá com 6-13-8 vem em seguida. Vale ressaltar a queda da Rússia, com apenas 4 ouros e 20 medalhas no total. Em Sochi foram 13 ouros e 33 no total, mas fica aquela pulga atrás da orelha após o escândalo de doping. Ao todo, 22 países venceram pelo menos um ouro e 29 medalharam.

A Coreia do Sul conquistou 3 ouros, 1 prata e 4 bronzes, todos na patinação de velocidade, sendo 1-1-0 na de pista longa e 2-0-4 na de pista curta. Mas eles ainda buscam e com boas chances no bobsled e skeleton. Alguns países não ganham medalha olímpica de inverno já há algum tempo e podem voltar ao pódio em 2018: Liechtenstein (desde 1988), Espanha (desde 1992), Nova Zelândia (desde 1992) e Bélgica (desde 1998).

O quadro geral dos Mundiais de 2017 fica assim:

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