Resumo Rio-2016 – Esgrima: feminino

Espada individual feminina

Emese Szasz (HUN)

Emese Szasz (HUN)

Bicampeã mundial, a italiana Rossella Fiamingo chegou como grande favorita em busca da 1ª medalha italiana da história na prova. E começou bem sua campanha, com 15-8 sobre a canadense Leonora Mackinnon, deposi 15-11 sobre Vivian Kong, de Hong Kong e 15-8 na sul-coreana Choi In-jeong nas 4as, garantindo lugar nas semifinais. Uma de suas maiores adversárias seria a tunisiana número 1 do mundo Sarra Besbes, que estava a mesma chave da italiana. Na estreia, Besbes eliminou a brasileira Rayssa Costa por 15-8, depois a forte estoniana Erika Kirpu por 15-11, mas foi surpreendida pela chinesa Sun Yiwen por 14-11, evitando a 1ª medalha africana da história na esgrima feminina. Na parte de cima da chave de baixo, a húngara Emese Szász chegou à semifinal, eliminando nas 4as por fáceis 15-4 a japonesa Nozomi Nakano. A italiana naturalizada brasileira Nathalie Moullhausen ficou perto de um feito inédito! Medalhista em mundiais pela Itália, virou brasileira e obteve muitos bons resultados no ciclo olímpico e não foi diferente nos Jogos. Começou eliminando a americana Kelley Hurley por 15-12 e depois despachou a francesa Marie-Florence Candassamy por 15-12. Candassamy havia surpreendido na estreia a chinesa número 2 do mundo Xi Anqi por 15-8. Já nas 4as, Nathalie fez um belo duelo contra outra francesa, Lauren Rembi, mas perdeu por 15-12, conquistando o melhor resultado da história pra esgrima feminina do Brasil logo no 1º dia dos Jogos do Rio.

Na semifinal, Fiamingo sofreu contra a chinesa Sun Yiwen. Muito estudado, o combate estava apenas 5-4 pra chinesa no fim do 2º período, mas ambas começaram os ataques no período final. Yiwen abriu 11-8 e parecia que iria pra final, mas, numa recuperação sensacional, a italiana empatou em 11-11 e levou o combate pro ponto decisivo. Fiamingo tocou e garantiu seu lugar na final. Na outra semi, Szasz foi bem superior à francesa Rembi e venceu por 10-6, controlando bem o combate. Sem tempo pra descansar, Rembi voltou logo depois pra disputa do bronze e fez um duelo apertado com a chinesa, apertado até o final, mas a Sun Yiwen ficou a frente praticamente o combate todo e venceu por 15-13.

A decisão foi espetacular. Fiamingo começou muito forte, abrindo 3-1, mas a húngara logo encostou, até 6-5 pra italiana no final do 1º período. Fiamingo disparou, abrindo 10-6, mas criou tanta confiança que viu a húngara encostar até 11-10. Novamente focada, a italiana fez 12-10 e se aproximava do ouro, mas, numa recuperação espetacular, Emese Szasz fez 5 toques seguidos até fechar com 15-13, com direito a um ponto duplo no final.

O ouro de Emese Szasz foi o 3º ouro húngaro na história da espada feminina, em 6 vezes que a prova foi disputada em Jogos Olímpicos. Com a prata, Rossella Fiamingo conquistou a 1ª medalha da história pra Itália na espada individual feminina. Sun Yiwen ficou com o bronze, repetindo o feito da sua compatriota Sun Yujie em Londres-2012.

Florete individual feminino

Inna Deriglazova (RUS)

Inna Deriglazova (RUS)

Quando o assunto é florete feminino, a Itália é o país a ser batido. Mesmo sem o mito tricampeão olímpico Valentina Vezzali na disputa, o favoritismo era todo de Elisa Di Francisca, campeã em Londres-2012 e de sua compatriota Arianna Errigo, vice em Londres e bicampeã mundial. Entretanto, a russa Inna Deriglazova, campeã mundial em 2015, queria estragar a festa italiana. Número 1, Errigo começou com fáceis 15-9 sobre uma atleta do Vietnã, mas foi surpreendida pela canadense Eleanor Harvey por 15-11 ainda nas 8as de final. Nas 4as, Harvey perdeu pra tunisiana Ines Boubakri por 15-13. Di Francisca, entretanto, passeou nas rodadas iniciais, com 15-8 em atleta de Hong Kong, 15-6 em polonesa e 15-10 em chinesa, chegando às semifinais. Na parte de baixo, dois confrontos entre Rússia e França nas 4as, ambos vencidos pelas russas. Aida Shanayeva derrotou por 15-13 Ysaora Thibus e Inna Deriglazova passou com 15-6 por Astrid Guyart.

Nas semifinais, as favoritas derrotaram suas concorrentes. Di Francisca controlou o combate para derrotar Boubakri por 12-9, mas na outra semi, Deriglazova passou o caminhão em Shanayeva com arrasadores 15-3, chegando a fazer 13 pontos seguidos! Pelo bronze, Shanayeva chegou a abrir 7-4 sobre a tunisiana, mas ao pouco foi levando a virada, até perder por 15-11. A decisão foi atípica. Elisa Di Francisca abriu 3-0 no 1º período, mas simplesmente foi destruída no 2º pela russa Inna Deriglazova, que virou e abriu 7-3. No decisivo, a italiana se recuperou, diminuindo para 7-6, mas a russa abriu 10-6. A campeã olímpica de Londres buscou e foi apertando até 12-10. Faltando segundos, diminuiu para 12-11, mas com o fim do tempo, Deriglazova venceu o ouro olímpico.

Com o ouro de Inna Deriglazova, a Rússia quebrou a sequencia de 4 ouros italianos na prova e se tornou a 1ª russa a vencer a prova desde que Elena Novikova-Belova venceu pela União Soviética na Cidade do México-1968. Com a prata de Elisa Di Francisca, a Itália chegou a 7 pódios seguidos na prova, mas quebrou a sequencia de 5 pódios seguidos com pelo menos duas italianas. Em Londres-2012, o pódio foi inteiro italiano. O bronze de Ines Boubakri foi histórico, pois foi a primeira medalha africana na história da esgrima feminina.

Sabre individual feminino

Yana Egorian (RUS)

Yana Egorian (RUS)

Antes dominada pelas americanas, o sabre feminino tem dois nomes recentes: a ucraniana Olha Kharlan (leia-se “Olga”) e a russa Sofiya Velikaya, ambas bicampeãs mundiais. Velikaya chegou como número 1 do mundo e começou bem com 15-5 sobre a poloesa Bogna Jozwiak, mas sofreu nas 8as com a francesa Charlotte Lembach, precisando vencer no ponto decisivo, com 15-14. Nas 4as, eliminou outra francesa, Cécilia Berder, por 15-10. Ela marcou encontro com uma terceira francesa na semifinal, Manon Brunet, que eliminou nas 4as a forte tunisiana Azza Bebses por 15-14. Bicampeã olímpica, a americana Mariel Zagunis não vinha em grande fase e caiu nas 8as para a russa Yekaterina Dyachenko por 15-12. Nas 4as, Dyachenko perdeu o confronto russo com Yana Egorian, dois ouros nos Jogos da Juventude de Singapura-2010, por 15-10. Fechando as classificadas para a semifinal, Kharlan passeou nos 3 combates, incluindo um arrasador 15-4 nas 4as para a italiana Loreta Gulotta, que tirou a campeã de Londres-2012 nas 8as, a sul-coreana Kim Ji-yeon por 15-13.

Na 1ª semifinal, Velikaya obteve uma espetacular virada sobre Brunet, que vencia ao fim do 1º período por 8-5. A francesa cegou a ter 14-12, mas com 3 toques seguidos, a russa se garantiu na final. A outra semi foi bem apertada até 7-7, mas Yana Egorian se impôs até fechar em 15-9 sobre Olha Kharlan, confirmando a final russa. Na disputa do bronze, a ucraniana começou abrindo 4-1 sobre Brunet chegando a 9-4, mas viu a francesa empatar em 9-9 e depois em 10-10. Mais experiente, Kharlan fez 5 toques seguidos e venceu o bronze em 15-10. Na final toda russa, um equilíbrio gigantesco. Vice em Londres-2012, Velikaya começou melhor chegando a liderar por 8-5 ao fim do 1º período. Egorian, que tinha como melhor resultado individual um bronze no Mundial de 2014, empatou o combate, mas Velikaya abriu novamente para 11-8. Egorian encostou novamente em 11-10 e as russas empataram em 12-12, 13-13 e 14-14, indo para o toque do ouro. No ponto decisivo, as duas foram para o ataque, mas Velikaya recuou. Egorian aproveitou, foi pro ataque e conseguiu o toque, conquistando o ouro olímpico.

Yana Egorian conquistou o 1º ouro russo no sabre feminino. Em 4 edições olímpicas da prova, foi a segunda vez que ocorreu uma final de um único país, repetindo o feito dos Estados Unidos em Pequim-2008, quando fizeram o pódio completo. Sofiya Velikaya ficou pela 2ª vez com a medalha de prata, repetindo a derrota de Londres-2012. Olha Kharlan conquistou pela 2ª Olimpíada seguida o bronze. As 3 voltariam a vencer uma medalha dias depois na prova por equipes.

Espada por equipe feminina

Romênia

Romênia

Vindo do título mundial em 2015 e do ouro olímpico em Londres-2012, a equipe da China era a cabeça de chave 1 e começaram fortes, eliminado a Ucrânia nas 4as por 42-34. Na preliminar, as ucranianas haviam derrotado a equipe brasileira por 45-32. Na semifinal, a China pegou a boa equipe da Estônia, que havia eliminado a Coreia do Sul por um equilibrado 27-26. A Estônia começou melhor na semi, mas nos últimos confrontos a China virou e abriu bem, até Xu Anqi fechar com 8-6 em Irina Embrich e encerrar o confronto em 45-36.

Na chave de baixo, a Romênia, cabeça 2, teve grandes dificuldades contra a equipe dos Estados Unidos, mas passou com 24-23, enquanto a Rússia eliminou a França por 44-41. Na semi, as romenas arrasaram a equipe russa com 45-31, perdendo apenas 1 dos 9 confrontos. Na disputa do bronze, a Estônia abriu 3-2 na Rússia no 1º confronto com a Embrich sobre Tatiana Logunova, mas logo Violetta Kolobova virou para 10-8 e as russas não perderam mais a vantagem, até fecharem com 37-31. Na final, um show romeno sobre as atuais campeãs chinesas. Após um 1º combate de apenas 1-0 de Ana Maria Popescu, as romenas foram abrindo pouco a pouco até que Popescu voltou no 5º contra Hao Jialu e abriu 4-0, somando 14-9. Ela pegou com a vantagem de 30-25 para frechar contra Xu Anqi e as duas fizeram um grande combate de 14-13, mas as chinesas não conseguiram encostar e a Romênia conquistou o ouro com 44-38.

Foi a 1ª medalha da Romênia na história da prova e o 2º ouro da história pro país na esgrima feminina. Com a prata, a China desceu um degrau em relação à Londres-2012, mas leva a 3ª medalha do país em 5 edições da prova em Jogos. Com o bronze, a Rússia voltou ao pódio depois de ficar de fora em 2012, conquistando a sua 4ª medalha da história na espada por equipes.

Sabre por equipe feminino

Rússia

Rússia

Rússia, Ucrânia e Estados Unidos dominam a prova na história recente e não foi diferente no Rio. As russas começaram bem com 45-31 no México e armaram o encontro contra as americanas, que derrotaram por duros 45-43 a equipe da Polônia. Na semi, as russas começaram muito bem, comandadas pelas finalistas da prova individual Yana Egorian e Sofya Velikaya, abrindo 30-25. No 6º confronto, Ibtihaj Muhammad entrou e virou para as americanas com 35-34, fazendo 10-4 em Ekaterina Dyachenko. Mas Velikaya retomou o controle com 6-0 em Dagmara Wozniak. No grande combate final entre as campeãs olímpicas Mariel Zagunis e Yana Egorian, 7-5 para a americana, mas 45-42 para Rússia, garantindo a vaga na final.

Na outra parte da chave, a Ucrânia fez 45-40 na Coreia do Sul enquanto a Itália derrotou a França por 45-36. Na semifinal, as italianas começaram melhor, chegando a 25-19, mas aí veio Olha Kharlan, que destruiu por 11-3 Irene Vecchi, virando o combate para 30-28. A Itália virou no combate seguinte para 35-34 e a Ucrânia reassumiu a liderança no 8º com 40-39. No decisivo, mais uma vez Kharlan definiu, derrotando Rossella Gregorio por 5-3 e fechando em 45-42. As finais foram bem menos disputadas. As americanas lideraram desde o início até faturar o bronze sobre as italianas com tranquilos 45-30. Na decisão, situação bem semelhante, com a forte equipe da Rússia galgando 5 pontos por combate até chegar as 45-30 também sobre a Ucrânia.

Com o ouro russo, Yana Egorian foi a única esgrimista no Rio a faturar duas medalhas douradas e a Rússia saiu dos Jogos com 3 ouros em 5 possíveis na esgrima feminina e 4 ouros no esporte. A prata pra Ucrânia foi a 2ª medalha da equipe na prova, piorando o ouro conquistado em Pequim-2008. A prova não foi disputada em Londres-2012. Já os Estados Unidos repetiram o bronze de 8 anos atrás e Mariel Zagunis conquistou sua 4ª medalha olímpica, somando 2 ouros e 2 bronzes.

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