Resumo Rio-2016 – Ciclismo de Pista

Sprint individual masculino

Jason Kenny (GBR)

Jason Kenny (GBR)

Campeão em Londres-2012, o britânico Jason Kenny chegou forte rumo ao bicampeonato, vindo do título mundial obtido em março deste ano no Velódromo de Londres. E já se impôs fazendo o melhor tempo da qualificação com 9.551, novo recorde olímpico, bem a frente do seu compatriota Callum Skinner com 9.703, com o australiano Matthew Glaetzer em 3º com 9.704. Os 18 melhores avançaram, sendo que 16 percorreram os 200m abaixo de 10s. O corte foi com o alemão Maximilian Levy com 10.035. Na 1ª rodada, Kenny venceu Levy com 10.245, com vantagem e 0.066. Campeão mundial em 2014, o francês François Pervis já dominou as provas de velocidade, mas perdeu ainda na 1ª rodada pro holandês Jeffrey Hoogland e não avançou na repescagem.

Na 2ª rodada, Kenny, Skinner e Glaetzer venceram suas baterias e avançaram às 4as, assim como o veterano tetracampeão mundial francês Gregory Baugé. Nas 4as, todos venceram por 2-0 na melhor-de-três: Kenny, Skinner e Glatzer e o russo Denis Dmitriev, que eliminou Baugé. Na semi, Dmitriev surpreendeu Kenny na 1ª, mas levou a virada e o britânico fez 2-1 com direito a boa vantagem de 0.302 na bateria decisiva. Na outra semi, Skinner fez 2-0 no australiano e tivemos uma final britânica.

Dmitriev controlou Glaetzer e ficou com o bronze, vencendo por 2-0. Na final, Kenny venceu a 1ª com 10.164, 0.113 de vantagem e novamente na decisão, com excelentes 9.916, 0.086 na frente do compatriota, faturando o bicampeonato olímpico!

Jason Kenny se tornou o 3º ciclista da história a ser bicampeão olímpico do Sprint individual, repetindo os feitos do francês Daniel Morelon em 1968-1972 e do alemão Jens Fiedler em 1992-1996. Foi o 3º ouro seguido da Grã-Bretanha na prova e a 6ª medalha olímpica de Kenny, que havia ganho a 5ª três dias antes e venceria mais uma dois dias depois. Com a prata de Callum Skinner, a Grã-Bretanha fez a 1ª dobradinha da prova em Olimpíadas desde a Itália em Tóquio-1964. O bronze de Denis Dmitriev foi a 1ª medalha russa da história no Sprint masculino.

Keirin masculina

Jason Kenny (GBR)

Jason Kenny (GBR)

Na prova da motocicleta que fechou o ciclismo de pista no Rio, esperava-se uma grande disputa com os últimos campeões mundiais: o britânico Jason Kenny (2013), o francês François Pervis (2014 e 2015) e o alemão Joachim Eilers (2016). Jason Kenny chegava embalado com 2 ouros conquistados no Velódromo nos dias anteriores e não decepcionou. Na 1ª rodada, Kenny venceu a última bateria, seguido do colombiano Fabián Puerta, vice mundial em 2014. O francês Michael D’Almeida, o polonês Damian Zielinski e o neozelandês Sam Webster venceram as outras baterias. Pervis ficou em 3º na sua e foi pra repescagem, onde venceu a sua prova e passou para a semifinal, assim como o malaio Azizulhasni Awang.

Nas semifinais, Kenny novamente sobrou para vencer, seguido do holandês Matthijs Büchli e de Awang. Na outra semi, o favoritismo de Eilers se confirmou e ele avançou à final, assim como Zielinski e Puerta. Pervis decepcionou mais uma vez no Rio e ficou fora da final.

Awang assumiu a liderança na final na fila atrás da motocicleta, seguido de Puerta e Kenny. Quando a moto sai de cena, Eilers força e vai pra frente com Kenny e polonês na sua cola. Na marca de 2 voltas pro final, Zielinski foi pra frente, passando o alemão, enquanto Kenny seguia em 3º, só esperando para dar o bote. Na última volta, Eilers foi pra frente, ultrapassando o polonês no início da 1ª curva com quase 2 bicicletas de vantagem sobreo britânico. Só que no final da curva, Kenny já estava emparelhado com o polonês para ultrapassar o alemão, assim como Awang e Büchli, que vinham por fora. Na metade da curva final, Kenny já liderava e se manteve para levar seu 3º ouro no Rio-2016! O malaio e o holandês aproveitaram a queda de rendimento do alemão e garantiram seus lugares no pódio, com a prata e o bronze respectivamente.

Jason Kenny sai coroado do Rio com 3 ouros em 3 provas, somando 6 ouros olímpicos na carreira, além de uma prata. Em 5 edições olímpicas da Keirin, foram 3 ouros seguidos para a Grã-Bretanha, com 2 do grande Chris Hoy e 1 de Jason Kenny. Matthijs Büchli, bronze em 2 mundiais, ficou com a prata, melhorando o bronze de seu compatriota Teun Mulder de Londres-2012. Bronze nos 2 últimos mundiais, o malaio Azizulhasni Awang conquistou a 1ª medalha da história da Malásia no ciclismo e a 1ª sem ser do badminton ou dos saltos ornamentais.

Sprint por equipes masculino

Philip Hindes, Jason Kenny e Callum Skinner (GBR)

Philip Hindes, Jason Kenny e Callum Skinner (GBR)

Na primeira final do velódromo, o início do domínio britânico nas velocidades. Mesmo sem o mito Chris Hoy, aposentado, a Grã-Bretanha mostrou sua força desde a qualificação, batendo o recorde olímpico com 42.562, com Jason Kenny, Callum Skinner e Philip Hindes na equipe. Vale ressaltar que o país não vence a prova em um mundial desde 2005 e não subiu ao pódio da prova nas últimas 5 edições. Logo atrás vieram Nova Zelândia com 42.673 e Austrália com 43.158. Na 1ª rodada, a Nova Zelândia fez o melhor tempo, diminuindo o recorde olímpico para 42.535, garantido a vaga na final, assim como os britânicos, que fizeram o 2º tempo com 42.640. França e Austrália venceram suas baterias, mas com tempos inferiores, e foram para a disputa de bronze.

Na decisão do 3º lugar, a Austrália deu o ritmo por quase toda a prova, ficando na frente quase até o final. Na última volta, quando restava apenas um ciclista por equipe e a Austrália tinha 0.108 de vantagem, Michael D’Almeida forçou e tirou a diferença sobre Patrick Constable para dar o bronze para a França com 43.143 contra 43.298 dos australianos. Na decisão, a Nova Zelândia abriu mais forte que os britânicos, liderando até a metade da prova. No fim da 2ª volta, quando Jason Kenny entregou para Callum Skinner, a Grã-Bretanha tinha 0.086 de vantagem. No duelo de Skinner com Edward Dawkins, a diferença aumentou mais um pouco e a Grã-Bretanha levou o ouro com 42.440, novo recorde olímpico! Nova Zelândia foi prata com 42.542.

Foi o 3º ouro seguido da Grã-Bretanha na prova e Jason Kenny fez parte das 3 equipes. Philip Hindes levou seu 2º ouro, pois também estava em 2012. Este foi o 4º ouro de Kenny na carreira, sendo que mais 2 viriam no Rio. Campeões mundiais este ano em Londres, a Nova Zelândia faturou a sua 1ª medalha na prova e a França manteve a escrita e é o único país a subir no pódio em todas as 5 edições que o Sprint por equipes foi disputado em Olimpíadas. François Pervis, que dominou as provas de velocidade nos últimos mundiais, faturou sua única medalha olímpica por conta do bronze da França.

Perseguição por equipes masculina

Grã-Bretanha

Grã-Bretanha

A Austrália dominou a prova no último ciclo olímpico, vencendo 3 dos últimos 4 Mundiais, incluindo o deste ano. Mas quem deu o tom na qualificação foi a Grã-Bretanha, fazendo o melhor tempo de 3:51.943, com a Dinamarca em 2º com 3:55.396 e a Austrália apenas em 3º com 3:55.606. Na 1ª rodada, os britânicos seguiram dando show e com espetaculares 3:50.570, bateram o recorde mundial da prova! Com o 2º melhor tempo, os australianos se garantiram na final com 3:53.429. Dinamarca e Nova Zelândia ficaram logo atrás e foram para a disputa de bronze.

A Dinamarca não teve dificuldades para levar o bronze. Desde a 1ª parcial já liderava a prova e só aumentou a diferença no decorrer da prova. Com 3:53.789, a equipe da Dinamarca repetiu a performance do mundial deste ano e ficou com o bronze. Na final, a Austrália sabia que teria dificuldades com os britânicos e por isso apertou no início. Com 1km de prova, liderava por apenas 0s3 e aumentou para 0s7 com 2km. Aí começou o ataque britânico, que ia diminuindo a diferença até assumir a liderança faltando 500m para o final! Mais rápidos em todas as voltas da segunda metade, os britânicos levaram o ouro com 3:50.265 contra 3:51.008 da equipe australiana, batendo mais uma vez o recorde mundial da prova!

Assim como ocorreu nas 3 provas de Sprint, a Grã-Bretanha completou o tricampeonato olímpico também na perseguição por equipes! Ed Clancy foi o único ciclista presente nas 3 Olimpíadas. Steven Burke levou seu 2º ouro, Owain Doull seu 1º e veterano Bradley Wiggins faturou sua 5ª medalha de ouro olímpica e 8ª medalha no geral. A Austrália repetiu a prata de Londres-2012 e a Dinamarca voltou ao pódio olímpico após ficar de fora há 4 anos.

Omnium masculina

Elia Viviani (ITA)

Elia Viviani (ITA)

O colombiano Fernando Gaviria chegava ao Rio como favorito vindo de dois títulos mundiais seguidos. Na prova de abertura da combinada, a scratch, o dinamarquês Lasse Norman Hansen forçou e venceu a prova, começando bem a busca pelo bicampeonato olímpico. Hansen e o alemão Roger Kluge abriram uma volta do pelotão. O francês Thomas Boudat foi 3º, o britânico Mark Cavendish 6º e o italiano Elia Viviani 7º. Na perseguição individual, Hansen novamente deu show, vencendo com 4:14.982, novo recorde olímpico, e quase 2s de vantagem sobre Cavendish, com 4:16.878. Kluge foi 4º e manteve o 2º lugar geral com 72 pontos contra 80 de Hansen e 68 de Cavendish e Boudat. Encerrando o 1º dia, na corrida de eliminação, Elia Viviani levou a prova e com isso subiu para o 2º lugar com 104 pontos. Hansen foi péssimo, sendo o 1º eliminado e despencando para 5º lugar. Boudat foi o 2º e subiu para a liderança geral. O brasileiro Gideoni Monteiro teve um excelente dia, encerrando com o 6º lugar na eliminação e o 9º no geral.

O segundo dia contava com duas provas de Sprint, No quilometro contra relógio, o melhor tempo foi do neozelandês Dylan Kennett com 1:00.923, bem a frente do australiano Glenn O’Shea com 1:02.332 e do italiano Viviani com 1:02.338. Com a 3ª colocação, Viviani se tornou o novo líder com 140 pontos, abrindo boa vantagem sobre Mark Cavendish, 6º no contra relógio e 2º geral com 126, empatado com Boudat, apenas o 11º nesta prova. Hansen e Gaviria se recuperaram e estavam em 4º empatados com 118 pontos. Na volta lançada, mais uma bela prova de Kennett, vencendo com 12.506 e subindo para 4º no geral com 150. Viviani mostrou novamente ótima forma na velocidade e foi o 2º com 12.660, mantendo a liderança com 178 pontos, enquanto Cavendish se isolava em 2º com 162, ao fazer o 3º tempo com 12.793. Após duas provas ruins, Gideoni caiu para 13º com 90 pontos.

Para encerrar a Omnium, a espetacular corrida por pontos. Viviani chegava com 178 pontos, com 16 de vantagem sobre Cavendish, 26 sobre Hansen e 28 sobre Kennett e Boudat. Como sempre acontece, vários atletas tentam dar uma volta no pelotão, que significa 20 pontos a mais. Os favoritos brigavam pelos pontos nos sprints, mas Viviani seguia bem a frente. Mark Cavendish seguiu forte rumo a sua 1ª medalha olímpica, pontuando em quase todos os sprints. O neozelandês ameaçou ao dar uma volta no grupo, mas cansou tanto que perdeu duas e ficou lá pra trás. No meio da prova, Viviani sofreu uma queda feia, mas voltou para a prova. Quem começou a aparecer foi o colombiano Gaviria, que pontou bem em vários sprints e conseguiu dar uma volta, assim como Hansen. Após o 14º sprint, Viviani seguia líder com 202 pontos, 10 de vantagem sobre Cavendish e 12 sobre Hansen. Com 2 sprints faltando, a único opção seria dar uma volta no pelotão, o que Viviani jamais deixaria acontecer. O italiano ainda venceu o penúltimo sprint e garantiu o ouro com 207 pontos. O britânico fez 1 pontos em cada um dos dois restantes e, com Hansen zerando em todos, garantiu a prata com 194, enquanto o dinamarquês foi bronze com 192. Gaviria terminou em 4º com 181 e Boudat em 5º com 172. Gideoni Monteiro ganhou apenas 4 pontos na prova, ficando na boa 13ª posição com 94 pontos.

Elia Viviani conquistou sua 1ª medalha olímpica, apesar de jamais ter vencido um mundial. Foi o 1º ouro italiano em uma prova de ciclismo de pista desde Antonella Bellutti vencer a corrida por pontos feminina em Sydney-2000. Mark Cavendish finalmente venceu sua medalha olímpica, mesmo com títulos por pontos nas 3 maiores competições do mundo (Tour de France, Vuleta a España e Giro d’Itália) e 48 vitórias em etapas dessas competições. Lasse Norman Hansen faturou sua 3ª medalha olímpica, o 2º bronze no Rio.

Sprint individual feminino

Kristina Vogel (GER)

Kristina Vogel (GER)

Nenhuma britânica subiu ao pódio nos últimos 3 mundiais nessa prova, então esperava-se uma disputa entre a alemã Kristina Vogel e as chinesas, que fizeram dobradinha no mundial deste ano. Mas foi Becky James que fez o melhor tempo na qualificação com 10.721, novo recorde olímpico, seguida de sua compatriota Katy Marchant com 10.787 e de Lee Wai Sze, de Hong Kong, com 10.800. Vogel foi apenas a 6ª. Na 1ª rodada, a única favorita que perdeu foi a australiana Anna Meares para a lituana Simona Krupeckaite, mas Meares venceu sua repescagem e voltou pra 2ª rodada.

Na 2ª rodada, vitórias de James, Marchant, Vogel, Lee Wai Sze, da holandesa Elis Ligtlee e da russa Anastasia Voynova, eliminando a chinesa campeã mundial Zhong Tianshi, mas ela voltou na repescagem. Nas 4as, apenas vitórias por 2-0 nas disputa de melhor-de-três. Becky James derrotou Zhong e Katy Marchant passou pela Krupeckaite, garantindo medalha pra Grã-Bretanha. Vogel eliminou Lee Wai Sze e Ligtlee, vice mundial em 2015, passou pro Voynova. Nas semifinais, Becky James passou tranquila pela holandesa, com 11.246 e 10.970. Já a alemã também venceu por 2-0 Katy Marchant, mas precisou forçar mais nos sprints. Marchant voltou logo depois para vencer o bronze com 2-0 sobre Ligtlee, incluindo uma vitória apertada por apenas 0.007. Na decisão, grande disputas entre Vogel e James. A alemã se sobressaiu e fechou a vitória por 2-0, mas venceu a 1ª bateria por apenas 0.016 e a 2ª por míseros 0.004!

O ouro de Kristina Vogel foi o 1º da Alemanha no Sprint individual feminino e a 3ª medalha olímpica da atleta, que havia medalha no sprint por equipes 4 dias antes. Becky James garantiu pela 3ª vez seguida a Grã-Bretanha na final do sprint individual. Com o bronze de Katy Marchant, pela 1ª vez na história um mesmo país venceu 2 medalhas neste prova em uma Olimpíada.

Keirin feminina

Elis Ligtlee (NED)

Elis Ligtlee (NED)

Campeã mundial em 2014 e 2016, a alemã Kristina Vogel era uma das favoritas, assim como a espetacular australiana Anna Meares, pódio em 5 dos últimos 6 mundiais. Na 1ª rodada, Vogel e Meares estavam na mesma bateria e ficaram em 1º e 2º. respectivamente, avançando de fase. Na 2ª bateria, Lee Wai Sze, de Hong Kong, e a chinesa Zhong Tianshi avançaram tranquilamente, assim como a britânica Becky James na 3ª e a holandesa Elis Ligtlee na 4ª. Na repescagem, surpresa com a passagem da colombiana Martha Bayona, deixando a australiana Stephanie Morton fora das semifinais.

Na primeira semi, Vogel venceu com 0.398 de vantagem sobre Ligtlee e 0.533 sobre Voynova. Enquanto isso, a favorita Zhong Tianshi foi desclassificada, por entrar na linha de Sprint quando já havia uma ciclista lá. Na 2ª semi, Anna Meares, Becky James e a ucraniana Liubov Basova passaram quase juntas para a final, enquanto Lee Wai Sze, bronze em Londres-2012, chegou em 6º. Na final, assim que a moto saiu, Ligtlee, Voynova e Vogel estavam na frente. Na última volta, Meares começou a forçar por fora, assim como Becky James, que vinha pela linha azul. No fim da curva final, a holandesa já tinha uma vantagem de quase uma bicicleta com Voynova em 2º e Meares em 3º, enquanto a britânica aparecia em 5º, mas nos metros finais, Becky James deu um show de recuperação passando 3 atletas para chegar em 2º, com a australiana em 3º, enquanto Voynova caía para 4º.

A vitória de Elis Ligtlee foi a maior surpresa do ciclismo de pista no Rio-2016, apesar dela ser bicampeã europeia da prova. Foi a 1º medalha da Holanda em uma prova feminina na pista desde o ouro de Marianne Vos na corrida por pontos em Pequim-2008. A prata de Becky James foi sua 1ª medalha olímpica da carreira. Ela ganharia mais uma 3 dias depois no Sprint. Anna Meares venceu a sua 6ª medalha olímpica, somando agora 2 ouros, 1 prata e 3 bronzes, conquistados em 4 Olimpíadas seguidas.

Sprint por equipes feminino

Gong Jinjie e Zhong Tianshi (CHN)

Gong Jinjie e Zhong Tianshi (CHN)

As alemãs Kristina Vogel e Miriam Welte venceram em Londres-2012 e foram tricampeãs mundiais seguidas, mas ficaram fora do pódio em 2015 e em 2016. Já a dupla da China formada por Gong Jinjie e Zhong Tianshi venceu o Mundial em 2015 e foi prata neste ano, perdendo para a Rússia. Na qualificação, a China fez o melhor tempo com 32.305, novo recorde olímpico, seguidas das russas Daria Shmeleva e Anastasia Voynova com 32.655 e das alemãs com 32.673. Na 1ª rodada, mas um show chinês, com 31.928, batendo o recorde mundial da prova, garantindo a vaga na final para enfrentar novamente a Rússia, que venceram o Canadá na sua bateria com 32.324. Austrália e Alemanha venceram suas provas, mas com tempos inferiores e foram para a disputa de bronze.

Na disputa do bronze, a Austrália, que contava com Anna Meares e Stephanie Morton, começou melhor que a Alemanha. Com metade da prova, a vantagem era de apenas 0.109. Mas na hora de fechar, Morton ficou pra trás de Kristina Vogel, que tirou a diferença e veneu por uma mínima vantagem. Alemanha fechou com 32.636 contra 32.658 da Austrália! Na decisão, a dupla da China foi impiedosa com as russas. Gong Jinjie e Zhong Tianshi tinham 0.177 de vantagem após a primeira volta. Para fechar, Zhong aumentou a vantagem não deixando Anastasia Voynova chegar perto. Com 32.107, o ouro foi chinês e a prata foi pra Rússia com 32.401.

A China, que havia sido prata em Londres-2012, subiu um degrau no pódio. A Rússia, apesar de ter vencido a China no mundial deste ano com as mesmas formações, foi prata. E a dupla da Alemanha, que dominou por anos a prova, foi apenas bronze.

Perseguição por equipes feminina

Grã-Bretanha

Grã-Bretanha

Em Londres-2012 a prova da perseguição por equipes feminina ainda era disputada em 3.000m quando a Grã-Bretanha levou. De 2014 em diante, mudou para 4.000m e a equipe americana venceu o mundial neste ano. Na qualificação, o melhor tempo foi das britânicas, que bateram o recorde mundial com 4:13.260, seguidas da equipe dos Estados Unidos com 4:14.286 e da Austrália com 4:19.059. Na 1ª rodada, mais um recorde mundial pras britânicas, com ótimos 4:12.152, mas a equipe dos EUA ficou muito perto, com 4:12.282, quando o recorde minutos antes e prometendo uma grande final. O Canadá fez o 3º tempo com 4:15.636 e enfrentaria a Nova Zelândia na disputa do bronze, que fez 4:17.592. A Austrália decepcionou, ficando em 5º com 4:20.262 fora das finais.

O Canadá não deu chances à Nova Zelândia na disputa do bronze, liderando desde a primeira parcial com 125m. Com metade da prova, a vantagem canadense era de pouco mais de 1s e foi aumentando até o Canadá vencer com 4:14.627 contra 4:18.459 das neozelandesas. A final foi bem mais disputada. As americanas começaram melhor, mas as britânicas vinham logo atrás, não as deixando desgarrar. Na parcial de 625m, as europeias estavam na frente, mas na seguinte a liderança foi retomada pelas americanas, que lideraram até os 1.500m. Na volta seguinte, a Grã-Bretanha já liderava para não perder mais. Com 2.000m de prova, liderava por pouco menos que 0s9, mas seguiram forçando. Com 3.000m, a vantagem era de 1s4 até fecharem os 4.000m em 4:10.236, mais um recorde mundial nos Jogos! Prata para os Estados Unidos liderados por Sarah Hammer com 4:12.454.

Nas duas edições em que a prova foi disputada em Olimpíadas, o pódio foi exatamente o mesmo. A equipe britânica repetiu o ouro com apenas 2 nomes que estava em Londres-2012: Laura Trott e Joanna Rowsell. Já na equipe americana, apenas Sarah Hammer estava presente há 4 anos, enquanto que no Canadá, o único nome que se repetiu foi o de Jasmin Glaesser.

Omnium feminina

Laura Trott (GBR)

Laura Trott (GBR)

Depois de vencer em Londres-2012 e no mundial do mesmo ano, Laura Trott acumulou 3 pratas seguidas em mundiais, para voltar a vencer na edição deste ano, chegando novamente como favorita ao ouro olímpico, mas sempre ameaçada pela americana multicampeã mundial Sarah Hammer. Na primeira prova, a Scratch, a bielorrussa Tatsiana Sharakova venceu, dando uma volta em todo o pelotão, com Trott em 2º, a belga Jolien D’Hoore em 3º em Hammer em 4º. A americana é pentacampeã mundial da perseguição individual, mas foi Trott que fez o melhor tempo da prova, com 3:25.054 contra 3:26.988 da americana e 3:30.202 da belga. Na corrida de eliminação, a britânica venceu novamente e seguiu líder no geral com 118 pontos. D’Hoore foi 2ª colocada e aparecia logo atrás com 110, enquanto Hammer foi a 3ª na prova e no geral com 108.

Nos 500m contra relógio, melhor tempo da australiana Annette Edmondson, bronze em Londres-2012, com 34.938, enquanto a versátil britânica fazia o 2º tempo com 35.253, aumentando sua liderança. D’Hoore seguiu em 2º no geral, fazendo o 4º tempo e Hammer manteve o 3º lugar com o 5º tempo na prova. Na volta lançada, mais um show da britânica, que venceu com 13.708 e já disparava com 196 pontos. A belga teve um pouco mais de dificuldade e fez o 7º tempo com 14.195, mas manteve-se em 2º, com 172 pontos, bem longe da britânica, enquanto Hammer empatava com a belga ao fazer o 5º tempo nesta prova. Logo atrás, com 168 pontos, aparecia Edmondson, também brigando por pódio.

A corrida por pontos foi um show de ultrapassagens, com pelo menos 10 ciclistas dando volta no pelotão, algumas mais de uma vez. Foi o que aconteceu com a neozelandesa Lauren Ellis, a dinamarquesa Amalie Dideriksen e a cubana Marlies Garcia que estavam bem atrás na classificação geral, mas começaram a ameaçar as líderes. Trott controlava a prova, já contando com ótima vantagem. Ela, Hammer e D’Hoore também deram uma volta no grupo. A britânica pontuava em vários sprints, o que deixava as concorrentes longe do ouro e a briga seria mesmo pela prata. Com 2 sprints pro final, Hammer aparecia em 2º lugar com 200 pontos contra 199 da belga, que não conseguiu mais pontuar, enquanto a americana fez um ponto no 9º e venceu o 10º, garantindo o bronze com 206 contra os mesmos 199 da belga. Trott andava tranquila para garantir o bicampeonato olímpico com ótimos 230 pontos. Graças às 3 voltas sobre o pelotão, um ótimo 4º lugar para Ellis e um 5º para Dideriksen.

Laura Trott confirmou o bicampeonato olímpico na Omnium chegando ao seu 4º ouro olímpico na carreira aos 24 anos. Já Sarah Hammer chega a 4 pratas olímpicas, todas em provas perdidas para Trott (2 Omniums e 2 perseguições por equipe). O bronze de Julien D’Hoore foi a primeira medalha da Bélgica em uma prova de ciclismo feminino na história dos Jogos. A Grã-Bretanha encerrou os provas de pista com 6 ouros e ficando fora do pódio apenas no Sprint por equipes feminino.

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