Resumo Rio-2016 – Esgrima: masculino

Espada individual masculina

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Park Sang-young (KOR)

Por conta do chaveamento, que segue o ranking mundial, os dois principais favoritos ao ouro iriam se encontrar na semifinal: o húngaro Géza Imre, campeão mundial em 2015, e o número 1 do mundo, o francês Gauthier Grumier. E eles não decepcionaram. Grumier venceu na estreia o brasileiro Athos Schwantes por 15-7, depois passou por egípcio e por japonês. Imre também avançou sem muitas dificuldades, vencendo colombiano, o seu compatriota húngaro Gébor Bozkó por 15-8 e o estoniano Nikolai Novosjolov, campeão mundial em 2010 e 2013, por 15-9. Ouro em Londres, o venezuelano Rubén Limardo caiu logo na estreia pro egípcio Fayez por tranquilos 15-5.

Na parte de baixo da chave, o suíço Benjamin Steffen, tetracampeão europeu por equipes, se garantiu na semifinal ao vencer o francês Yannick Borel por 15-10. O único outro medalhista de Londres na prova era o sul-coreano Jung Jin-sun, 3º há 4 anos. Ele venceu na estreia, mas perdeu na rodada seguinte pro italiano Enrico Garozzo, 2º do mundo. Garozzo acabou perdendo nas 8as para o sul-coreano Park Sang-young por 15-12. Nas 4as, Park venceu por fáceis 15-4 o suíço Max Heinzer.

Nas semifinais, grande duelo entre os favoritos Imre e Grumier. O húngaro saiu na frente desde o começo, mas não conseguia abrir mais que 4 pontos, quando Grumier empatou em 10-10. Mas Imre fechou em 15-13, se garantindo na final. Na outra semi, um combate mais demorado, mas Park venceu em 15-9, se tornando o 1º sul-coreano finalista olímpico na espada. Na disputa do bronze, Gauthier Grumier começou perdendo, mas logo virou até fechar em 15-11 e conquistar a medalha. Na final, uma virada espetacular. Imre fechou o 1º período com 8-6 e parecia dominar o combate. Park chegou a empatar em 9-9, mas o húngaro fez 4 toques seguidos, encerrando o 2º período em 13-9, colocando uma mão no ouro. Quando ele abriu 14-10, o sul-coreano entrou na partida e jogou muito até empatar e fechar em 15-14 para faturar o ouro inédito para a Coreia do Sul.

Com a vitória, Park Sang-young se tornou o 1º sul-coreano campeão na espada e o 2º na história da esgrima olímpica. Géza Imre fatura sua 3ª medalha olímpica aos 41 anos e levaria a sua 4ª alguns dias depois. Ele foi bronze no individual em Atlanta-1996! Gauthier Grumier fatura sua 1ª medalha olímpica.

Florete individual masculino

Daniele Garozzo (ITA)

Daniele Garozzo (ITA)

Não foi uma prova boa pros campeões mundiais e olímpicos anteriores. Ouro em Londres, o chinês Lei Sheng perdeu na estreia, assim como os últimos campeões mundiais, o russo Aleksey Cheremisinov e o japonês Yuki Ota. Enquanto isso, na chave de cima, o brasileiro Guilherme Toldo teve um dia dos sonhos. Ele começou vencendo com dificuldades o austríaco René Pranz por 15-14, mas aí surpreendeu o mundo ao derrotar o campeão mundial e número 1 do mundo, o japonês Ota por 15-13! Embalado, Guilherme venceu nas 8as Cheung Ka Long, de Hong Kong, por 15-10 e chegou às 4as de final onde enfrentou o italiano Daniele Garozzo, campeão mundial por equipe no ano passado. O combate foi apertado até o 4-4, mas aí o italiano começou a abrir, chegando a 9-4 e depois a 13-5, até vencer por 15-8. Resultado espetacular de Guilherme Toldo nos Jogos.

Garozzo enfrentou na semifinal o russo Timur Safin, campeão europeu em junho. Na chave do russo, o brasileiro Ghislain Perrier perdeu por pouco, por 15-14 pro forte chinês Ma Jianfei, vice mundial em 2014. Na parte de baixo da chave, os americanos mostraram força no florete. Prata no último mundial, Alexander Massialas chegou como um dos grandes favoritos e não decepcionou. Venceu bem seus dois primeiros combates, mas sofreu nas 4as para eliminar o italiano Giorgio Avola, ouro por equipe em Londres-2012, por 15-14. Na semifinal, Massialas enfrentou o britânico Richard Kruse, que eliminou nas 4as o outro forte americano da chave, Gerek Meinhardt, por 15-13.

Nos duelos de semifinal, Garozzo venceu bem Safin por 15-8 assim como Massialas eliminou Kruse por 15-9, se tornando o primeiro americano finalista olímpico no florete desde Los Angeles-1932! Na disputa do bronze, Safin dominou o combate desde o início, chegando a 12-5 no britânico, que tentou buscar, mas não o suficiente, dando a vitória e a medalha ao russo por 15-13. Na decisão, o americano começou se impondo, chegando a 4-2, mas Garozzo forçou e virou em 7-4. Massialas chegou ao empate em 7-7, mas aí foi um show italiano, fazendo 7 pontos seguidos até terminar o 1º período na frente em 14-8. O americano esboçou uma reação, mas com grande vantagem, Daniele Garozzo fechou em 15-11 para levar o ouro.

Os 3 fizeram sua estreia em um pódio olímpico. Com o ouro, Daniele Garozzo quebrou um jejum dourado italiano de 20 anos no florete. Já a prata de Alexander Massialas foi a 1ª medalha americana no florete desde um bronze em Roma-1960! Com o bronze, Timur Safin colocou a Rússia de volta ao pódio na prova depois de 16 anos.

Sabre individual masculino

Áron Szilágyi (HUN)

Áron Szilágyi (HUN)

Campeão mundial em 2015, o russo Alexey Yakimenko era um dos grandes favoritos ao ouro, mas se tornou a maior decepção ao perder logo na estreia para o desconhecido búlgaro Pancho Paskov por 15-14! Sem o russo na chave, o americano vice mundial em 2015 Daryl Homer aproveitou e chegou à semifinal. O sul-coreano Gu Bon-gil também vinha entre os favoritos, mas foi surpreendido na 2ª rodada pelo iraniano Mojtaba Abedini por 15-12. Abedini avançou até a semifinal para enfrentar Homer.

Na chave superior, outro sul-coreano chegava como favorito. Número 1 do mundo, Kim Jung-hwan também avançou até a semifinal, sofrendo na 2ª rodada para o georgiano Sandro Bazadze, mas vencendo por 15-14. Bazadze, aliás, arrasou o brasileiro Renzo Agresta logo na estreia por 15-3. Campeão em Atenas-2004, o veterano italiano Aldo Montano parou na 2ª rodada. Já o campeão de Londres, o húngaro Áron Szilágyi não decepcionou e venceu todos os combates com firmeza, derrotando nas 4as o romeno multimedalhista mundial Tiberiu Dolniceanu.

Nas semifinais, Szilágyi seguiu rumo ao bicampeonato, derrotando Kim por 15-12. Na outra chave, o americano Homer e o iraniano Abedini fizeram um grande combate, vencido pelo americano por 15-14. O sul-coreano foi mais focado para a disputa de bronze e começou arrasando o iraniano, abrindo 6-0 e manteve a boa vantagem até vencer por 15-8 e faturar o bronze. Na decisão, Szilágyi foi com tudo rumo ao bi, abrindo 3-0 sobre Daryl Homer e seguiu com a vantagem até fechar o 1º período com 8-4. No retorno, manteve-se firme sem deixar o americano encostar até vencer por 15-8 e levar a medalha de ouro.

Áron Szilágyi se tornou o quinto bicampeão olímpico no sabre masculino e é o 11º húngaro diferente a ser campeão olímpico. A prova foi amplamente dominada pela Hungria entre 1924 e 1964, com 9 ouros olímpicos seguidos. Aí veio um jejum enorme até Bence Szabó vencer em Barcelona-1992 e o próximo ouro húngaro foi apenas com Szilágyi em Londres. Daryl Homer foi o 1º finalista americano no sabre desde St. Louis-1904 e a 1ª medalha americana na prova desde Los Angeles-1984. A medalha de bronze de Kim Jung-hwan foi a 1ª da história do país no sabre individual.

Espada por equipes masculina

Equipe da França

Equipe da França

Depois ficar com o bronze na prova individual, Gauthier Grumier liderou a França na busca do tricampeonato olímpico. Por conta do rodízio olímpico de provas por equipes, a espada masculina não foi disputada em Londres, mas a França havia vencido em Atenas-2004 e em Pequim-2008. A França, aliás, levou 6 mundiais seguidos entre 2005 e 2011. E no Rio não foi diferente. Na estreia, venceram facilmente a Venezuela por 45-29 e tiveram como maior desafio a semifinal contra a Hungria. A França liderava por 25-22, quando Geza Imre ajudou a Hungria a encostar em 35-34. Grumier e Gabor Boczko ficaram zerados e restou a Yannick Borel fechar em 45-40. A Itália passou com 45-32 pela Suíça e derrotou a Ucrânia por 45-33 para chegar na final.

Na disputa do bronze, o combate começou nervoso. Nos dois primeiros confrontos, 0-0. A pontuação seguiu bem baixa até o 6º combate com apenas 12-9 para a Hungria. Aí Anatolii Herey fez 12-11 em Geza Imre para diminuir a diferença, mas Peter Somfai aumentou com 6-3 para 29-24. Bogdan Nikishin forçou pela Ucrânia, fazendo 13-10 em Andras Redli, mas o tempo terminou a Hungria ficou com o bronze. Na decisão, a França entrou para arrasar a Itália. Após 4 combates, tinham 20-14. No 6º confronto, Enrico Garozzo, irmão mais velho do campeão do florete Daniele Garozzo, levou 10-5 de Yannick Borel e a França seguia com ótima vantagem. Os 3 combates finais foram 5-4 para os franceses até Borel tocar em Marco Fichera e garantir o ouro com 45-31.

Foi o 9º ouro da história para a França na espada por equipes masculina, sendo o 3º seguido, passando a Itália, com 8 ouros na prova, agora prata. Com o bronze, o veterano de 41 anos Géza Imre venceu sua 4ª medalha olímpica. Ó outro veterano húngaro, Gabor Boczkó, faturou a sua 2ª após a prata por equipe em Atenas-2004.

Florete por equipes masculino

Equipe da Rússia

Equipe da Rússia

Quando o assunto é florete, o país é Itália. Pelo menos deveria ser. Número 1 do mundo, a equipe italiana foi ouro em Atenas e em Londres (a prova não foi disputada em Pequim) e em 3 dos últimos 4 mundiais. A campanha italiana começou contra o Brasil nas 4as e venceu tranquilamente, com 45-27. Mas na semifinal, foi arrasada pela França, mesmo com o campeão olímpico individual Daniele Garozzo na equipe. A Itália abriu 10-7, mas Enzo Lefort virou pros franceses, que foram vencendo cada combate até fecharem em 45-30, garantindo a vaga na final. Na parte de baixo da chave, a Rússia mostrou sua fora, derrotando por muito pouco a Grã-Bretanha com 45-43 e os americanos por 45-41.

O Brasil perdeu mais dois combates, de 43-41 para a China e de 45-39 para o Egito, terminando em 8º. Na disputa do bronze, a equipe americana foi muito superior aos italianos. No começo, o duelo foi mais disputado, com a Itália abrindo 20-17, mas Gerek Meinhardt fez 8-0 no Andrea Baldini e virou o jogo. Daí em diante, mais duas lavadas de 5-0 até o vice-campeão olímpico Alexander Massialas fechar com 45-31, encerrando a sequencia de 3 pódios olímpicos seguidos para a Itália.

Na final, um grande duelo entre França e Rússia. A equipe francesa abriu muito bem e liderou por quase toda a final. Após o 5º combate, Erwan le Pechoux venceu Timur Safin por 5-2 e a França liderava com 25-16. O ouro parecia encaminhado. Parecia. O campeão mundial de 2014 Alexey Cheremisinov fez 9-5 em Jeremy Cadot e diminui a diferença para 30-25. Enzo Lefort e Timur Safin empataram em 5-5 e a França tinha 35-30. Só que o reserva Jean-Paul Helissey teve que entrar na disputa e foi a chance de Artur Akhmatkhuzin diminuir. O russo fez 10-3 e os russos viraram para 40-38! Le Pechoux e Cheremisinov fecharam o confronto, mas o russo segurou e com 5-3 venceu por 45-41 dando o ouro para a Rússia.

A Rússia, que jamais foi campeã mundial, faturou seu 2º título olímpico na prova, repetindo Atlanta-1996. A França volta a subir no pódio olímpico, o que não acontecia desde Sydney-2000, apesar de 5 títulos mundiais desde então. O bronze dos Estados Unidos foi a 1ª medalha americana na prova desde Los Angeles-1932.

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