Resumo Rio-2016 – Atletismo: provas de rua e combinadas

Maratona masculina

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Eliud Kipchoge (KEN)

A tradicional prova abriu o último dia dos Jogos Olímpicos com saída e chegada no Sambódromo. O percurso seguia pela Avenida Presidente Vargas, percorria ruas do centro do Rio até o Aterro do Flamengo, onde os corredores dariam 3 voltas em um percurso de 10km. Depois seguiam até o Boulevard Olímpico, onde dariam uma volta no belo Museu do Amanhã, retornando ao Sambódromo.

A prova começou com uma leve chuva e nada menos que 155 atletas, fazendo desta a maior maratona olímpica da história. O pelotão se manteve firme pela 15km iniciais, liderados pelo queniano Eliud Kipchoge, que começou a forçar o ritmo, diminuindo o pelotão da frente de 62 para 46 corredores. O grupo foi diminuindo e o ritmo aumentando e o campeão de Londres, Stephen Kiprotich, de Uganda, ficou pra trás. Com 30km de prova, apenas 8 na frente e, com 32km, apenas 4: os etíopes Lemi Berhanu e Feyisa Lilesa, Kipchge e o americano Galen Rupp. Berhanu não aguentou e os outros 3 se mantiveram na frente.

O ritmo seguia muito forte e o americano foi ficando para trás, aos 35km. Lilesa pisou no calcanhar de Kipchoge, que, irritado, pediu para ele correr ao seu lado, o que o etíope não fez. Assim, o queniano acelerou e deixou o etíope para trás. Com 40km, Kipchoge tinha 36s de vantagem sobre Lilesa e 48s de Rupp. Eliud Kipchoge entrou no Sambódromo para o último quilometro, vencendo com 2:08:44. Feyisa Lilesa ficou com a prata com 2:09:54 e Galen Rupp o bronze com 2:10:05.

Paulo Roberto Paula foi o melhor brasileiro na prova, terminando em 15º com 2:13:56. Marilson dos Santos foi o 59º com 2:19:09 e Solonei da Silva o 78º com 2:22:05. Um recorde de 140 maratonistas terminaram a prova. Alguns tiveram problemas para terminar, como o americano Meb Keflezighi, que tropeçou na chegada, o iraniano Mohammad Jafar Moradi, que rompeu o tendão e cruzou engatinhando, e o argentino Federico Bruno que completou a reta do Sambódromo com muita dificuldade por conta de câimbras.

Eliud Kipchoge conquistou sua 3ª medalha olímpica, a 1ª na maratona e foi a penas o 2º queniano a vencer a maratona olímpica. Ele também foi bronze em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008 nos 5.000m. Ao cruzar a linha de chegada, Feyisa Lilesa cruzou os braços sobre a cabeça como forma de protesto num gesto político contra as prisões feitas em seu país. Galen Rupp faturou sua 2ª medalha olímpica. A primeira também foi na pista: o bronze nos 10.000m em Londres.

Marcha 20km masculina

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Wang Zhen (CHN)

Mesmo com o campeão mundial de 2015, o espanhol Miguel Ángel López, e o campeão de Londres, o chinês Chen Ding, presentes, o favoritismo caía sobre outro chinês: Wang Zhen.

Quem deu o ritmo da prova no início foi o britânico Tom Bosworth, que liderou por maisa da metade dos 20km. No início, foi seguido de perto pelo campeão africano, o queniano Samuel Gathimba, mas não aguentou o ritmo e abandonou a prova com 18km. Bosworth completou os 10km com 40:10, seguido pelo japonês Daisuke Matsunaga, 5s atrás, e por um pelotão com 22 atletas a 7s. Neste momento, Chen Ding já mostrava que dificilmente brigaria por medalha, ficando para trás desse pelotão, assim como López.

Bosworth aumentou o ritmo, assim como Matsunaga e o chinês Cai Zelin, que largou o pelotão e se juntou aos 2 líderes, até finalmente passá-los. O pelotão também acelerou e engoliu os 3. Com 15km, um grupo de 12 marchadores estava agora na frente, incluindo o brasileiro Caio Bonfim. Na marca de 17km, surgiu Wang Zhen. Prata em Londres, o chinês já pôs 4s sobre os perseguidores. Completou os 2km entre 16-18 em 7:42, a melhor parcial da prova até o momento e fechou com rapidíssimos 7:26! Ouro pro chinês com 1:19:14. Cai Zelin fez a dobradinha levando a prata com 12s de diferença. A briga pelo bronze estava entre o brasileiro e o australiano Dane Bird-Smith, que apertou e começou a se distanciar do Caio faltando 1km. Bird-Smith completou e 1:19:37 enquanto Caio fechou na espetacular 4ª posição com 1:19:42, novo recorde brasileiro.

Foi a segunda vitória seguida de um chinês em Olimpíadas nos 20km e a primeira dobradinha de um país desde Los Angeles-1984, quando 2 mexicanos foram ouro e prata. Wang levou sua 2ª medalha olímpica, melhorando o bronze de Londres e Dane Bird-Smith se tornou o 3º australiano diferente a levar bronze na prova nas últimas 4 edições de Jogos Olímpicos.

Marcha 50km masculina

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Matej Toth (SVK)

Alguns nomes despontavam na prova mais longa do atletismo: o eslovaco Matej Toth, o francês Yohann Diniz, dono do recorde mundial e da melhor marca do ano, o irlandês campeão mundial em 2015 Robert Heffernan e o australiano Jared Tallent, campeão olímpico em Londres após a desclassificação do russo Sergey Kirdyapkin. por doping.

O sérvio Vladimir Savanovic começou na frente e apareceu na TV por 4 minutos. Yohann Diniz foi atrás e buscou a liderança. Nove perseguidores foram atrás do francês, que com 5km de prova já tinha 29s de vantagem. Entre os 9, fortes nomes como Toth, Tallent, Heffernan, o equatoriano Andres Chocho e os japoneses Hirooki Arai e Takayuki Tanii. Com 15km, Diniz acelerou e já tinha quase 1min de vantagem e com 20km a diferença aumentou para 1:24. Um segundo pelotão estava a 2min do líder. Com 25km, Diniz liderava por 1:41 e o 1º pelotão diminuiu. Alguns ataques sem sucesso, o canadense Evan Dunfee começou a buscar o francês e diminuiu a diferença para 1:15.

Aí veio inesperado! Com 33km de prova, Diniz simplesmente parou na frente de seu técnico por 1min15s. Dunfee chegou e deu um tapinha nas costas do francês, que voltou para a prova acompanhando o canadense, mas não aguentou por muito tempo e Dunfee abriu. Alguns minutos depois, já bem mais pra trás, Diniz parou novamente e caiu no chão, sendo rapidamente atendido com gelo e água. Ele voltou à prova na 7ª posição, bem atrás de Dunfee, do pelotão (com Toth, Tallent, Arai e o chinês Yu Wei) e de Heffernan.

Com 39km, os 4 perseguidores apertaram o passo para alcançar Dunfee. O australiano disparou e se tornou o novo líder, enquanto Toth e Arai o perseguiam e um cansado Dunfee ficava para trás.Por 7km, Tallent seguiu líder e, por volta da marca de 44km, Toth se separou do japonês. O eslovaco seguiu forçando até alcançar Tallent e o ultrapassando na última volta. A briga pela bronze estava entre Arai e Dunfee, que acabaram se encostando por duas vezes, atrapalhando demais o canandense, que ficou pra trás. O eslovaco Matej Toth fechou em 3:40:58 para levar o ouro, seguido do australiano Jared Tallent com 3:41:16 e do japonês Hirooki Arai com 3:41:24. Dunfee terminou em 4º a 14s do pódio, novo recorde canandense de 3:41:38, Heffernan foi 6º, Diniz terminou em 8º e o brasileiro Caio Bonfim fez mais uma excelente prova para ficar em 9º com 3:47:02, quebrando mais um recorde brasileiro.

Campeão olímpico e mundial, Matej Toth faturou a 1ª medalha da história da Eslováquia na Marcha. Já Jared Tallent faturou a sua 4ª medalha olímpica e subiu pela 3ª vez seguida ao pódio dos 50km, repetindo o feito do mito polonês Robert Korzeniowski, tricampeão de 1996 a 2004. Hirooki Arai venceu a 1ª medalha do Japão na história da marcha em Olimpíadas também.

Decatlo masculino

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Ashton Eaton (USA)

Ashton Eaton venceu tudo desde os Jogos de Londres. Foram 2 ouros em mundiais outdoor e 2 em mundiais indoor no heptatlo, além de ter quebrado o recorde mundial no Mundial de 2015, em Pequim. Seria muito difícil ele perder o ouro. Não perdeu, mas nunca alguém chegou tão perto como no Rio.

Na 1ª prova do decatlo, o canadense Damian Warner deu show nos 100m, fazendo excelentes 10.30 (1.023 pontos), a melhor marca da prova em um decatlo olímpico, mas pior que sua marca pessoal, de 10.15. Eaton não ficou longe, fazendo 10.46 (985) ficando 38 pontos atrás. Luiz Alberto de Araújo fez o 6º tempo com 10.77 (912). No salto em distândia, Eaton assumiu a liderança, fazendo 7,94 (1.045). Warner não ficou muito longe, saltando 7,67m (977) ficando 30 pontos atrás. No arremesso de peso, apareceu a figura do francês Kévin Mayer, com a melhor marca de ótimos 15,76m (836), subindo para a 3ª colocação. Eaton foi apenas o 10º com 14,73m (773), mas esta foi uma das piores provas do canandense, com apenas 13,66m (708). Ótima prova do brasileiro com a 3ª marca: 15,26m (806) e a 4ª colcoação no geral no momento!

Mas com o salto em altura, Luiz Alberto despencou. Foi um dos piores com apenas 1,92m (731) e caiu para 12º. Eaton também não foi bem, ficando com 2,01m (813), mas seguia líder. Warner e Mayer empataram com 2,04m (840), e o americano seguia na frente por 68 pontos. Outro americano, Jeremy Taiwo, foi o melhor isolado com ótimos 2,19m (982). Para encerrar o 1º dia, Eaton sobrou nos 400m, vencendo com 46.07 (1.005) e fechando a primeira metade do decatlo com 4.621 pontos. O alemão Kai Kazmirek fechou o dia em 2º lugar, após 46.75 (971) nos 400m, 121 pontos atrás do americano. Warner caiu para 3º com 4489 e Mayer era o 4º com 4435, enquanto o brasileiro subiu para 9º com 4281.

Na abertura do 2º dia, mais uma espetacular prova de Damian Warner, agora nos 110m com barreiras, com 13.58 (1029), com Ashton Eaton colado com 13.80 (1000). O canadense reassumiu a 2ª posição a 103 pontos do americano. Kévin Mayer subiu para 3º após a 3ª marca na 6ª prova: 14.02 (972). No lançamento de disco, o granadino Lindon Victor foi o melhor, com 53,24m (938), muito a frente dos outros. Nada mudou entre os 3 primeiros, mas Mayer diminui a diferença pro canadense de 111 pontos para 72. Na longuíssima prova do salto com vara, Mayer e o belga Thomas van der Plaetsen deram show, com 5,40m (1035) e o francês assumiu o 2º lugar. Eaton ficou perto, com 5,20m (972) enquanto Warner foi mal, com apenas 4,70m (819), caindo para 3º.

No dardo, a disputa esquentou, com Mayer fazendo 65,04m (814) enquanto o americano foi apenas o 18º com 59,77 (734) e a diferença entre os dois caiu para apenas 44 pontos! Com 72,32 (925), o cubano Leonel Suárez foi o melhor. Esta é a pior prova do brasileiro, que fez apenas 697 pontos, caindo para 10º. Warner seguiu em 3º. Para sonhar com o ouor, o francês tinha a difícil missão de tirar 8s de Ashton Eaton. Com essa difícil missão, Mayer ficou satisfeito com a prata e só ficou de olho no canadense. O argelino Larbi Bourrada venceu a última série com 4>14.60 (849), com Eaton em 3º com 4:23.33 (789) e o ouro assegurado. Warner cruzou logo atrás e Mayer veio em seguida, nada mudando na classificação geral.

Ashton Eaton faturou o bicampeonato com 8.893, igualando o recorde olímpico do checo Roman Sebrle de Atenas-2004, se tornando o 3º na história a conquistar o bicampeonato olímpico do decatlo. Kévin Mayer levou a prata com 8834, recorde francês, conquistando a 1ª  medalha do país na prova desde Londres-1948! Com 8666, Damian Warner foi bronze. Kazmirek foi 4º com 8580, Bourrada na excelente 5ª posição com 8521, recorde africano, e Luiz Alberto de Araújo terminou na 10ª posição, com 8315 pontos.

Maratona feminina

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Jemima Sumgong (KEN)

Com 157 atletas de 80 países, esta foi a maior prova dos Jogos do Rio. Realizada dois dias depois do final do tiro com arco, a organização precisou desmontar toda a estrutura do Setor 11 do Sambódromo em menos de 30h.

Com 10km de prova, o pelotão da frente tinha quase 30 atletas e o número diminuía a cada quilometro. Na metade, 10 atletas seguiam juntas, incluindo as 3 quenianas, 2 etíopes, 2 barenitas, 2 americanas e a bielorrussa Volha Mazuronak. Com 30km, o número caiu para 7 e duas americanas começaram a ficar, assim como Mazuronak, restando apenas 5 africanas. Restando 5km, ficou claro que a briga seria entre duas: a queniana Jemima Sumgong e a barenita Eunice Kirwa,  queniana de nascimento.

As duas ficaram lado a lado até o quilometro final e, ao entrarem na reta final do Sambódromo, Sumgong começou a apertar e a abrir, vencendo em 2:24:04 contra 2:24:13 de Kirwa. A etíope Mare Dibaba levou o bronze com 2:24:30. Quarto lugar para a etíope Tirfi Tsegaye e o 5º para a bielorrussa Mazuronak. Três americanas ficaram entre as 9 primeiras e as duas norte-coreanas da prova terminaram juntas, em 10º e 11º com o mesmo tempo. Adriana Aparecida da Silva foi a melhor brasileira, terminando na 69ª posição com 2:43:22.

As 3 medalhistas venceram suas primeiras medalhas olímpicas. E por mais improvável que possa parecer, esta foi a 1ª vez que uma queniana venceu a maratona olímpica.

Marcha 20km feminina

Liu Hong (CHN)

A chinesa Liu Hong era a grande favorita. Campeã e recordista mundial, ela também havia vencido a Copa do Mundo este ano, mas acabou desclassificada depois por conta de um doping pegando um gancho de 3 meses. Ainda assim, chegou como favorita e não decepcionou.

Um enorme pelotão se formou desde o início com as 3 chinesas na prova puxando. Após a primeira volta, as 3 começaram a apertar o ritmo, tirando mais de 20s no tempo da volta. Com isso, o grupo diminuía a cada volta e na metade da prova, restavam apenas 15, incluindo a brasileira Érica de Sena. Após 11km, o grupo caiu para 6: Érica, a mexicana María Guadalupe González, as italianas Antonella Palmisano e Eleonora Giorgi e as chinesas Liu e Lu Xiuzhi. Logo depois, Giorgi recebeu o 3º cartão e foi desclassificada e a portuguesa Ana Cabecinha junto com a 3ª chinesa, Qieyang Shenjie, se juntaram ao pelotão da frente, com esta chinesa assumindo a liderança. Com 16km, Cabecinha e Érica de Sena foram deixando o grupo, assim como Palmisano um pouco depois. Virou um confronto entre 3 chinesas e uma mexicana.

Gonzalez não se intimidou e ditava o ritmo da prova, fazendo com que Qieyang ficasse para trás, sendo inclusive ultrapassada pela italiana. Cada uma tinha uma única advertência. Gonzalez liderava e as chinesas brigavam para alcançá-la. Na última reta, Liu Hong foi se aproximando até finalmente ultrapassá-la fechando com 1:28:35, 2s a frente da mexicana Maria Guadalupe González e 7s na frente de Lu Xiuzhi.

As 3 estrearam em pódio olímpico. Liu Hong se tornou a 2ª chinesa a vencer a prova dos 20km e a 3ª a vencer uma prova de marcha em Olimpíadas. A prata de González foi a 1ª medalha mexicana na marcha feminina.

Heptatlo feminino

Nafissatou Thiam (BEL)

Campeã em Londres-2012, a britânica Jessica Ennis-Hill parou para engravidar após os Jogos e voltou com tudo, vencendo o título mundial em Pequim em 2015. Sua principal adversária era a canadense Brianne Theisen-Eaton, esposa do campeão do decatlo Ashton Eaton. Era.

Ennis-Hill começou o heptatlo com 12.84 nos 100m com barreiras, resultando na excelente pontuação de 1149 pontos, seguida de Akela Jones, de Barbados, com 13.00 (1124), enquanto Theisen-Eaton fazia o 6º tempo, de 13.18 (1097). Aí veio uma espetacular prova do salto em altura, que começou com apenas 1,56m e chegou a quase 2m! A belga Nafissatou Thiam e a britânica Katarina Johnson-Thompson fizeram uma prova dos sonhos, chegando a 1,98m! Melhores marcas da história de um heptatlo, recorde britânico e marca superior inclusive à que Ruth Beitia fez para levar  ouro no salto em altura, que foi 1,97m! Com isso, as duas somaram 1211 pontos e Johnson-Thompson assumiu a liderança do heptatlo com 2264 seguida de Thiam com 2252 e Ennis-Hill com 2242.

No arremesso de peso, Thiam novamente foi a melhor, com 14,91m (855), seguida da francesa Antoinette Nana Djimou Ida, com 14,88m (853). A belga foi para a liderança com 3107, Ennis-Hill foi pro 2º lugar com 3027 e Johnson-Thompson foi muito mal, caindo para 6º. Para encerrar o 1º dia, Johnson-Thompson se recuperou fazendo o melhor tempo dos 200m com 23.26 (1053) subindo para o 4º lugar. Jessica fez a 2ª marca com 23.49 (1030) e voltou à liderança com 4057, enquanto Thiam fez apenas o 24º tempo, caindo para 2º com 3985.

No 2º dia, Nafissatou Thiam brilhou mais uma vez, agora no salto em distância. A belga fez 6,58m (1033) para novamente chegar à liderança com 5018, apenas 5 pontos melhor que Ennis-Hll. Johnson-Thompson subia para 3º com 4967 desbancando Akela Jones. Theisen Eaton seguia variando entre o 5º eo 6º lugar. No dardo, muita coisa mudou. Thiam foi muito bem, com a 3ª marca (53,13m – 921) e manteve a liderança, enquanto a campeã de Londres fez apenas 46,06m (784), seguindo em 2º, mas a distantes 142 pontos. A letã Laura Ikauniece-Admidina, bronze no último mundial, fez a melhor marca no dardo com 55,93m (975), subindo para o 5º lugar.

Restavam apenas os 800m. Para buscar o bi, Ennis-Hill precisava cruzar a linha de chegada 10s na frente de Thiam. E ela bem que tentou. A britânica disparou para tentar tirar a diferença e venceu a última bateria com 2:09.07 (978) e torcia contra a belga, que fechou com 2:16.54 (871). Resultado, Nafissatou Thiam levou o ouro com 6810 pontos contra 6775 de Jessica Ennis-Hill. Brianne Theisen Eaton, que tinha assumido o 3º lugar no dardo, ficou com o bronze com 6653. A letã foi 4ª com 6617 enuanto Johnson-Thompson terminou em 6º com 6523, perdendo medalha justamente no dardo.

O ouro de Nafissatou Thiam foi a 1ª medalha da história da Bélgica em uma prova combinada. Jessica Ennis foi prata encerrando a sua carreira com 2 medalhas olímpicas. A medalha de Brianne Theisen Eaton foi a 1ª do Canadá numa prova combinada feminina.

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