Prévias Rio-2016: Ciclismo – Estrada, BMX e MTB

Estrada masculina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alexander Vinokourov (KAZ); Prata – Rigoberto Urán (COL); Bronze – Alexander Kristoff (NOR)

Último Mundial (2015): Ouro – Peter Sagan (SVK); Prata – Michael Matthews (AUS); Bronze – Ramunas Navardauskas (LTU)

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Chris Froome (GBR)

Na prova mais longa do ciclismo em Jogos Olímpicos, é muito difícil prever alguma coisa. A prova no Rio terá certa dificuldade, principalmente por conta de algumas subidas, como a da Vista Chinesa. Ainda assim, muitos nomes fortes do circuito da UCI World Tour virão aos Jogos. O espanhol Alejandro Valverde é uma boa aposta. Com 6 medalhas em mundiais, Valverde venceu a Volta da Espanha em 2009 e este ano foi 3º no Giro d’Italia, além de 4 títulos na tradicional La Flèche Wallonne. O multicampeão italiano Vincenzo Nibali é outra presença confirmada. Com duas vitorias no Giro, uma na Volta da Espanha e uma na Volta da França, é um dos ciclistas mais condecorados do mundo. Não esquecer do britânico nascido no Quênia Chris Froome (1B). Ele venceu os Tours de France de 2013 e 2015 e acaba de levar o 3º título da prova neste sábado.

Os colombianos tem muita força no ciclismo e vem com 3 excelentes nomes: Nairo Quintana, campeão do Giro em 2014 e duas vezes vice na Volta da França, Miguel Angel Lopez e o atual vice olímpico Rigoberto Urán (1P). Com trabalho em equipe, Espanha, Itália, Grã-Bretanha, Bélgica, França podem colocar um de seus ciclistas no pódio. Como sempre, será definida no sprint final e surpresas podem acontecer.

E o Brasil? Murilo Fischer vai para sua 5ª Olimpíada enquanto Kléber Ramos fará sua estreia. Difícil sonhar com qualquer coisa surpreendente nesta prova.

Meu Pódio: Ouro – Chris Froome (GBR); Prata – Alejandro Valverde (ESP); Bronze – Nairo Quintana (COL)

Contrarrelógio masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Bradley Wiggins (GBR); Prata – Tony Martin (GER); Bronze – Chris Froome (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Vasil Kiryienka (BLR); Prata – Adriano Malori (ITA); Bronze –  Jérôme Coppel (FRA)

Na prova dos especialistas, nada melhor que ficar de olho naqueles que dominam a regularidade deste tipo de evento. Tricampeão mundial, o alemão Tony Martin (1P) é especialista no contrarrelógio e uma das maiores esperanças de vitória. Tetracampeão mundial e ouro olímpico em Pequim, o suíço Fabian Cancellara (1O-1P) está com 35, mas segue em ótima forma e tem 7 vitórias em etapas do Tour de France, quase todas no formato do contrarrelógio. Ele tem ainda outras 3 bronzes em Mundiais.

O britânico Bradley Wiggins (4O-1P-2B) é um dos ciclistas mais condecorados em JO e o atual campeão olímpico. Estará na Rio para defender o título e vem bem, com um ouro e 2 bronzes nesta prova só em Mundiais. Também de olho no bielorrusso Vasil Kiryienka, atual campeão mundial e dos Jogos Europeus, no italiano Adriano Malori e no francês Tom Dumoulin.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Tony Martin (GER); Prata – Tom Dumoulin (FRA); Bronze – Bradley Wiggins (GBR)

Estrada feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Marianne Vos (NED); Prata – Lizzie Armitstead (GBR); Bronze – Olga Zabelinskaya (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Lizzie Armitstead (GBR); Prata – Anna van der Breggen (NED); Bronze – Megan Guarnier (USA)

Campeã em Londres, a holandesa Marianne Vos (2O) é uma das grandes ciclistas da história. Foi ouro em Pequi na corrida por pontos na pista, venceu em Londres na estrada , é tricampeã mundial na estrada (2006, 2012 e 2013) e heptacampeã mundial no cyclo-cross, prova não olímpica. Mas aparece hoje apenas na 15ª posição do ranking mundial, sem nenhuma grande vitória recente. Ainda assim, é um nome espetacular e não deve ser esquecida. Quem está em ótima temporada é a americana Megan Guarnier. Líder do ranking e do WorldTour, Guarnier venceu 3 provas este ano, incluindo o forte Giro d’Italia feminino. Com mais de 300 pontos de vantagem no Tour, chegará ao Rio como favorita.

Mas a britânica Lizzie Armitstead (1P), atual campeã mundial e vice olímpica, vem logo atrás. Lizzie venceu 4 provas na temporada, incluindo o Tour de Flanders e o Women’s Tour, no Reino Unido. Também são fortes concorrentes ao pódio a holandesa Anna van der Breggen, a italiana Elisa Longo Borghini, a sueca Emma Johansson, a polonesa Katarzyna Niewiadoma e a americana Evelyn Stevens.

E o Brasil? Clemilda Fernandes e Flávia Oliveira representarão o Brasil na prova e ambas devem fazer apenas figuração. Flávia vem de bons resultados na temporada em provas menores, mas com todas as melhores do mundo na prova, fica difícil almejar a alguma coisa mais.

Meu Pódio: Ouro – Lizzie Armitstead (GBR); Prata – Megan Guarnier (USA); Bronze – Marianne Vos (NED)

Contrarrelógio feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kristin Armstrong (USA); Prata – Judith Arndt (GER); Bronze – Olga Zabelinskaya (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Linda Villumsen (NZL); Prata – Anna van der Breggen (NED); Bronze – Lisa Brennauer (GER)

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Linda Villumsen (NZL)

A americana Kristin Armstrong (2O) busca um inédito tricampeonato olímpico no contrarrelógio. Bicampeã mundial em 2006 e 2009, ela foi 5ª no último mundial e segue com boas chances do feito. Mas a neozelandesa Linda Villumsen, atual campeã mundial, tem grandes chances de atrapalhar a festa americana. Ela esteve no pódio de 6 dos últimos 7 mundiais e foi ouro nos Jogos da Comunidade Britânica em 2014.

De olho também na alemã Lisa Brennauer, campeã mundial em 2014 e bronze em 2015, na holandesa Anna van der Breggen e na italiana Elisa Longo Borghini.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Linda Villumsen (NZL); Prata – Kristin Armstrong (USA); Bronze – Lisa Brennauer (GER)

BMX masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Maris Strombergs (LAT); Prata – Sam Willoughby (AUS); Bronze – Carlos Oquendo (COL)

Último Mundial (2016): Ouro – Joris Daudet (FRA); Prata – Niek Kimmann (NED); Bronze – Nicholas Long (USA)

Líder do ranking e atual vice-campeão mundial, o holandês Niek Kimmann foi campeão mundial ano passado e forte concorrente a medalha de uma prova onde tudo pode acontecer. Kimmann não faz uma temporada boa na Copa do Mundo, onde em 3 etapas ainda não pegou uma final. No ano passado, ficou em 2º no geral, após vencer a etapa de Papendal e ser bronze em Santiago. O britânico Liam Phillips venceu a etapa de Manchester este ano em abril e foi campeão na Copa do Mundo de 2015, com 3 vitórias em 5 etapas. Campeão mundial em 2013, é mais uma boa pedida pra prova.

Mas quem cresce em Olimpíada é o bicampeão olímpico da prova, o letão Maris Strombergs (2O). Bicampeão mundial em 2008 e 2010 e tricampeão europeu, Strombergs venceu a etapa de Papendal este ano da Copa do Mundo e não pode ser descartado. O atual campeão mundial é o francês Joris Daudet, que também venceu a prova em 2011, mesmo ano que levou a Copa do Mundo. Ele tem duas finais este ano no circuito. Outros bons nomes da prova são os americanos Connor Fields e Corben Sharrah, que lidera a Copa do Mundo, os colombianos Carlos Oquendo (1B) e Carlos Ramirez, o canadense Tony Nyhaug e o australiano Sam Willoughby (1P).

E o Brasil? Renato Rezende fez boas temporadas em 2014 e 2015 no circuito, mas não vem bem em 2016. Ele despencou para 35º do mundo, mas o 11º lugar na última etapa da Copa do Mundo deste ano reacende a esperança de um pódio. Pode ser uma prova bem imprevisível, pois um acidente pode tirar vários favoritos da disputa.

Meu Pódio: Ouro – Liam Phillips (GBR); Prata – Niek Kimmann (NED); Bronze – Maris Strombergs (LAT)

BMX feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Mariana Pajón (COL); Prata – Sarah Walker (NZL); Bronze – Laura Smulders (NED)

Último Mundial (2016): Ouro – Mariana Pajón (COL); Prata – Caroline Buchanan (AUS); Bronze – Alise Post (USA)

Caroline Buchanan is the new 4X World Champ.. congratulations.

Caroline Buchanan (AUS)

Campeã em Londres, a colombiana Mariana Pajon (1O) segue dominando o esporte. Após os Jogos de Londres, ela venceu dois mundiais (2014 e 2016) além de várias etapas do circuito mundial, ficando com o título geral em 2013  e 2015. No ano passado, venceu 3 das 5 etapas e esteve em todas as 5 finais. Este ano, Pajon obteve uma prata e um 6º, mas não participou da 3ª etapa na Holanda. Sua grande adversária será a australiana Caroline Buchanan. Campeã mundial em 2013, a australiana é presença constante em pódios, sendo vice mundial em 2015 e em 2016. Foi campeã do circuito em 2012 e 2014 e vem tendo uma temporada espetacular. Em 3 etapas, venceu duas e foi vice na outra.

A holandesa Laura Smulders (1B) é a 4ª do mundo e vem de uma vitória na Copa do Mundo neste ano e o 2º lugar geral. Outra boa aposta de pódio é a americana Alise Post, 3 pódios no circuito do ano passado e 2 finais este ano. Campeã mundial em 2015, a venezuelana Stefany Hernandez vem numa crescente e já é a 8ª do mundo. Outros bons nomes são a dinamarquesa Simone Christensen e a americana Brooke Crain.

E o Brasil? Priscillla Carnaval será a representante do Brasil na prova. Atual 20ª do mundo, não vem em uma boa temporada e sequer chegou a uma semifinal este ano ou no ano passado no circuito. Como são apenas 16 ciclistas, ela já está na semifinal, mas será muito difícil avançar à final, pois a semi é no formato de 3 baterias, onde somam-se as colocações após as 3 provas. Não basta uma prova boa. São necessárias 3. Chegar na final já seria espetacular.

Meu Pódio: Ouro – Caroline Buchanan (AUS); Prata – Mariana Pajon (COL); Bronze – Alise Post (USA)

Mountain Bike masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jaroslav Kulhavy (CZE); Prata – Nino Schurter (SUI); Bronze – Marco Aurelio Fontana (ITA)

Último Mundial (2016): Ouro – Nino Schurter (SUI); Prata – Jaroslav Kulhavy (CZE); Bronze – Julien Absalon (FRA)

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Nino Schurter (SUI)

Bronze em Pequim e prata em Londres, o suíço Nino Schurter (1P-1B) é o atleta a ser batido na busca do seu 1º título olímpico. Schurter tem um currículo invejável com 5 títulos mundiais, sendo 3 neste ciclo olímpico (2013, 2015 e 2016) e 4 títulos gerais da Copa do Mundo, incluindo a do ano passado. Em 4 etapas do circuito deste ano, ele venceu nada menos que três. A maior ameaça para Schurter é o francês Julien Absalon (2O). O veterano de 35 anos é bicampeão olímpico e ainda está em altíssimo nível. Tetra mundial entre 2004 e 2007, voltou a vencer em 2014 e esteve no pódio em 2015 e neste ano. Este ano esteve nos 4 pódios da Copa do Mundo. Foram também 5 pódios em 2015 e 6 em 2014! Difícil alguém superar os dois favoritos.

A briga pelo bronze será entre o atual campeão olímpico,  checo Jaroslav Kulhavy (1O), o francês Maxime Marotte, que também esteve em 4 pódios esse ano no circuito, o suíço Florian Vogel e o checo Ondrej Cink.

E o Brasil? Serão dois ciclistas brasileiros na prova: Henrique Avancini e Rubens Donizete. Rubens vai para sua 3ª Olimpíada, mas não obteve bons resultados na temporada. Henrique Avancini é o novo nome da prova no Brasil. 22º do mundo, Avancini foi 22º no Mundial este ano, foi prata no campeonato pan-americano e venceu este ano o brasileiro e duas provas internacionais, além do excelente 5º lugar no evento-teste, que contou com a maioria dos favoritos. Boas chances de um top-10, o que seria um resultado inédito pro país.

Meu Pódio: Ouro – Nino Schurter (SUI); Prata – Julien Absalon (FRA); Bronze – Maxime Marotte (FRA)

Mountain Bike feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Julie Bresset (FRA); Prata – Sabine Spitz (GER); Bronze – Georgia Gould (USA)

Último Mundial (2016): Ouro – Annika Langvad (DEN); Prata – Lea Davison (USA); Bronze – Emily Batty (CAN)

A líder do ranking mundial é a dinamarquesa Annika Langvad. Campeã mundial esse ano, ela venceu duas etapas da Copa do Mundo este ano, além de uma prata. Mas de olho mesmo na fortíssima suíça Jolanda Neff, atual bicampeã da Copa do Mundo e ouro nos Jogos Europeus.

A polonesa Maja Wloszczowska (1P) é a 3ª do mundo, mas já há algum tempo não sobe ao pódio de competições importantes, mas tem no currículo a prata em Pequim-2008. A alemã Sabine Spitz (1O-1P-1B) vai disputar sua 5ª Olimpíada aos 44 anos e já bateu na trave esse ano duas vezes em Copas do Mundo. Também de olho nas fortíssimas concorrentes ao pódio: a canadense Catharine Pendrel, a norueguesa Gunn-Rita Dahle Flesjaa (1O), campeã olímpica em Atenas, e a francesa Pauline Ferrand-Prévot, campeã mundial em 2015.

E o Brasil? Raiza Goulão defende o Brasil na prova. Na ótima 13ª posição do ranking, Raiza tem como melhor resultado um 17º lugar na etapa de La Brasse da Copa do Mundo, mas foi prata no campeonato pan-americano este ano na Argentina. Um top-15 seria ótimo.

Meu Pódio: Ouro – Jolanda Neff (SUI); Prata – Annika Langvad (DEN); Bronze – Catharine Pendrel (CAN)

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