Prévias Rio-2016: Ciclismo Pista

Sprint individual masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jason Kenny (GBR); Prata – Grégory Baugé (FRA); Bronze – Shane Perkins (AUS)

Último Mundial (2016): Ouro – Jason Kenny (GBR); Prata – Matthew Glaetzer (AUS); Bronze – Denis Dmitriev (RUS)

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Jason Kenny (GBR)

Atual campeão mundial e olímpico, o britânica Jason Kenny (3O-1P) é o favorito e carrega a enorme tradição do país na prova. Kenny venceu os mundiais de 2011 e 2016 e foi prata em 2012 nessa prova, mas nos Jogos e Londres brilhou, vencendo todas as baterias que disputou. Campeão mundial em 2014, o francês François Pervis dominou as provas de velocidade nos mundiais de 2014 e 2015, mas sumiu no de 2016. Ele ficou de fora dos Jogos de Londres, mas chega ao Rio com grande bagagem e podendo quebrar o domínio britânico.

Seu compatriota Grégory Baugé (3P) foi prata em Londres, mas é tetra campeão mundial da prova, em 2009, 2010, 2012 e 2015. Seria penta, mas seus resultados de 2011 foram anulados por conta de um doping. De volta, Baugé não deve ser descartado. Correm por fora o alemão Max Niederlag, o australiano Matthew Glaetzer, o jovem britânico Callum Skinner, os russos Nikita Shurshin e Denis Dmitriev, que subiu ao pódio nesta prova nos últimos 4 mundiais!

E o Brasil? Nenhum brasileiro disputa esta prova.

Meu Pódio: Ouro – Jason Kenny (GBR); Prata – Gregory Baugé (FRA). Bronze – François Pervis (FRA)

Keirin masculina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Chris Hoy (GBR); Prata – Maximilian Levy (GER); Bronzes – Simon van Velthooven (NZL) e Teun Mulder (NED)

Último Mundial (2016): Ouro – Joachim Eilers (GER); Prata – Eddie Dawkins (NZL); Bronze – Azizulhasni Awang (MAS)

Na prova da motinho,  muitos dos favoritos do sprint aparecem também na Keirin. O alemão Joachim Eilers venceu o último mundial em Londres, este ano, mas o francês François Pervis venceu os dois mundiais anteriores. O campeão de 2012 Chris Hoy se aposentou e Maximilian Levy não estará no Rio para defender a sua prata. Nos jogos de Londres, ocorreu um raríssimo empate pelo bronze.

Vale ficar de olho no neozelandês Eddie Dawkins, prata nos dois últimos mundiais, no malaio Azizulhasni Awang, bronze nos dois últimos mundiais, além claro do britânico Jason Kenny (3O-1P), do russo Nikita Shurshin e do australiano Matthew Glaetzer.

E o Brasil? Nenhum brasileiro participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – François Pervis (FRA); Prata – Jason Kenny (GBR); Bronze – Matthew Glaetzer (AUS)

Sprint por Equipes masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – França; Bronze – Alemanha

Último Mundial (2016): Ouro – Nova Zelândia; Prata – Holanda; Bronze – Alemanha

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Equipe da Nova Zelândia

Apenas um ciclista muda da equipe da Grã-Bretanha ouro em 2012. Callum Skinner se junta a Jason Kenny (3O-1P) e a Philip Hindes (1O), com a saída de Chris Hoy, numa forte equipe, mas que não sobe ao pódio em mundiais desde 2011! O trio da Nova Zelândia formado por Eddie Dawkins, Sam Webster e Ethan Mitchell subiu ao pódio nos últimos 5 mundiais, com 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze e é sem dúvida a equipe a ser batida.

A excelente equipe da França também é muito forte com François Pervis, Grégory Baugé (3P) e Michael D’Alemida (1P) e foi prata nas duas últimas Olimpíadas. O que pode atrapalhar é que Pervis não fez parte do trio nos último mundiais e roubou o lugar de Kévin Sireau. A Alemanha esteve no pódio nos últimos 4 Mundiais e foi bronze em 2012, mas apenas René Enders (2B) se mantém na equipe. Com esta formação, foi bronze no último Mundial. Austrália e Holanda brigam por fora.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Nova Zelândia; Prata – França; Bronze – Grã-Bretanha

Perseguição por equipe masculina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Grã Bretanha; Prata – Austrália; Bronze – Nova Zelândia

Último Mundial (2016): Ouro – Austrália; Prata – Grã-Bretanha; Bronze – Dinamarca

Atual campeões mundiais, a Austrália é a favorita. Esteve presente no pódio dos últimos 9 mundiais, vencendo 5 vezes! Apesar de não ter nenhum nome individual muito forte, a equipe é extremamente consistente e coordenada nas trocas. Já a equipe da Grã-Bretanha conta com 3 nomes excepcionais em seu plantel: Mark Cavendish, Ed Clancy (2O-1B) e Bradley Wiggins (4O-1P-2B). Wiggins ajudou a equipe britânica a vencer em Pequim-2008 e na prata do mundial deste ano em Londres. É muita gente boa junta.

Liderados pelo campeão olímpica da Omnium Lasse Norman Hansen (1O), a Dinamarca esteve em 3 dos últimos 4 pódios em Mundiais. A Nova Zelândia também é uma força na prova, com o título mundial de 2015. Alemanha e Suíça tem boas equipes, mas chances pequenas de medalha.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Austrália; Bronze – Dinamarca

Omnium masculina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Lasse Norman Hansen (DEN); Prata – Bryan Coquard (FRA); Bronze – Ed Clancy (GBR)

Último Mundial (2016) – Ouro – Fernando Gaviria (COL); Prata – Roger Kluge (GER); Bronze – Glenn O’Shea (AUS)

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Fernando Gaviria (COL)

O nome da prova é o colombiano Fernando Gaviria, atual bicampeão mundial. Ele costuma dominar as provas mais longas, como o scratch, a corrida de eliminação e a por pontos, mas não faz feio nas de velocidade. Graças a essa grande regularidade e a muita estratégia na corrida por pontos, ele venceu os dois últimos mundiais e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Mal no último mundial, mas campeão no de 2014, o francês Thomas Boudat é presença constante em pódios da Copa do Mundo e é um nome forte da prova.

De olho também no australiano Glenn O’Shea (1P), no italiano Elia Viviani, no alemão Roger Kluge (1P) e claro no atual campeão olímpica Lasse Norman Hansen (1O). Em busca de sua 1ª medalha olímpica, o britânico Mark Cavendish é forte, mas decepcionou no Mundial este ano em casa, com apenas o 6º lugar. Ele tem problemas nas provas de velocidade.

E o Brasil? Gideoni Monteiro será o único representante do Brasil no ciclismo de pista, que volta a ter um atleta na modalidade após 28 anos! Gideoni foi bronze no Pan de Toronto, mas tem grandes problemas nas provas de velocidade. ele tem um primeiro dia muito bom após a scratch, a perseguição individual e a corrida de eliminação, mas tem uma volta lançada e o quilometro contra relógio muito fracos, o que o jogam lá para baixo. São 18 atletas na disputa. Um top 10 seria excelente.

Meu Pódio: Ouro – Fernando Gaviria (COL); Prata – Glenn O’Shea (AUS); Bronze – Mark Cavendish (GBR)

Sprint individual feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Anna Meares (AUS); Prata – Victoria Pendleton (GBR); Bronze – Guo Shuang (CHN)

Último Mundial (2016): Ouro – Zhong Tianshi (CHN); Prata – Junhong Lin (CHN); Bronze – Kristina Vogel (GER)

A prova foi dominada por anos pelas ciclistas britânicas, mas há 3 mundiais elas não sobem ao pódio. A esperança britânica recai sobre Becky James campeã mundial em 2013 no sprint, mas que há algum tempo não faz uma boa competição. O grande nome da prova é a australiana Anna Meares (2O-1P-2B). Atual campeã olímpica, Meares esteve no pódio do sprint nas 3 últimas Olimpíadas, mas só foi campeã mundial uma vez em 2011. Em compensação, não deve ser descartada jamais das provas de velocidade.

A chinesa Zhong Tianshi é a atual campeã mundial, a primeira chinesa a conseguir este feito e é outra que deve subir no pódio, onde esteve nos 3 últimos mundiais. De olho também nas alemãs Miriam Welte (1O) e Kristina Vogel (1O), bicampeã mundial em 2014 e 2015, em Lee Wai Sze (1B), de Hong Kong, nas russas Daria Shmeleva e Anastasia Voynova e na lituana Simona Krupeckaite.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Kristina Vogel (GER); Prata – Zhong Tianshi (CHN); Bronze – Anna Meares (AUS)

Keirin feminina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Victoria Pendleton (GBR); Prata – Guo Shuang (CHN); Bronze – Lee Wai Sze (HKG)

Último Mundial (2016): Ouro – Kristina Vogel (GER); Prata – Anna Meares (AUS); Bronze – Becky James (GBR)

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Anna Meares (AUS)

Nos últimos 6 mundiais foram apenas 3 campeãs e o título olímpico deve ficar entre uma delas. A alemã Kristina Vogel (1O) venceu este ano em Londres e em 2014 e assim como sua parceira do sprint por equipes, Miriam Welte (1O), tem grandes chances de vitória, embora a Welte nunca tenha ganho uma medalha em mundiais nessa prova.

A grande australiana Anna Meares (2O-1P-2B) venceu 3 mundiais na Keirin e é uma das melhores atletas do mundo nas provas de velocidade. Será com certeza um nome no pódio. A britânica Becky James foi campeã mundial em 2013 e bronze este ano, mas é uma incógnita cheia de altos e baixos, podendo desde vencer como ficar de fora da final. De olho em Lee Wai Sze (1B), de Hong Kong, bronze em Londres, nas chinesas e na cubana Lisandra Guerra.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Anna Meares (AUS); Prata – Kristina Vogel (GER); Bronze – Becky James (GBR)

Sprint por equipes feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alemanha; Prata – China; Bronze – Austrália

Último Mundial (2016): Ouro – Rússia; Prata – China; Bronze – Alemanha

Atuais campeãs olímpicas, a dupla alemã de Miriam Welte (1O) e Kristina Vogel (1O) foi tricampeã mundial entre 2012 e 2014, mas um 4º lugar em 2015 e um bronze em 2016 a tirou do posto de grande favorita da prova. Apesar disso, são muito fortes e devem estar no pódio. A dupla da China foi prata em Londres e esteve no pódio dos últimos 7 mundiais, apesar de ter tido 4 formações diferentes. Uma escola muito forte na prova e, independente da formação, é medalha quase certa.

Quem surpreendeu esse ano no Mundial foi a dupla da Rússia, com Daria Shmeleva e Anastasia Voynova, vencendo o ouro sobre as chinesas e se colocando entre as principais apostas pro Rio-2016. De olho também na Austrália, que terá Anna Meares (2O-1P-2B) na formação, Holanda e França.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Alemanha; Prata – China; Bronze – Rússia

Perseguição por equipes feminina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Estados Unidos; Bronze – Canadá

Último Mundial (2016): Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Grã-Bretanha

Lideradas pela espetacular ciclista Sarah Hammer (2P), a equipe dos Estados Unidos perdeu a final olímpica em Londres para as britânica, mas surpreendeu ao vencer pela 1ª vez o título mundial em Londres. Em compensação, a Grã-Bretanha tem um histórico espetacular. Campeãs em 2012 com recorde mundial, quando a prova ainda era de apenas 3 atletas, a Grã-Bretanha venceu 6 dos 9 mundiais em que a prova foi disputada e esteve em todos os pódios. Foram 4 títulos seguidos entre 2011 e 2014, mas a prata em 2015 e o bronze este ano colocaram em dúvida o ouro britânico nos Rio. Mas nunca duvide de uma equipe que tem Laura Trott (2O) na liderança.

O Canadá esteve no pódio dos últimos 5 mundiais e contam com Jasmin Glaesser (1B) na equipe. A equipe da Austrália também vem forte e esteve em pódios nos mundiais de 2012 a 2015. Completam a prova China, Nova Zelândia, Itália, Alemanha e Polônia.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Estados Unidos; Bronze – Austrália

Omnium feminina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Laura Trott (GBR); Prata – Sarah Hammer (USA); Bronze – Annette Edmondson (AUS)

Último Mundial (2016): Ouro – Laura Trott (GBR); Prata – Laurie Berthon (FRA); Bronze – Sarah Hammer (USA)

UCI Track Cycling World Cup Glasgow - Day 3

Laura Trott (GBR)

Laura Trott (2O) venceu em 2012 e é a atual campeã mundial. Sempre muito constante, ela domina as provas de resistência e ainda por cima vai bem nas de velocidade. Trott venceu os mundiais de 2012 e de 2016 e foi prata nos 3 intermediários. Sua maior adversária é sem dúvida a americana Sarah Hammer (2P), prata em Londres e bicampeã mundial em 2013 e 2014. Hammer também tem ótimas provas de resistência, principalmente a perseguição individual, mas peca um pouco nas de velocidade. Ainda assim, tem um histórico excelente e vai complicar pra britânica.

Outra que pode atrapalhar a festa é a australiana Annette Edmondson (1B), bronze em Londres e campeã mundial em 2015. Ficar de olho na holandesa Kristen Wild e na francesa Laurie Berthon, atual vice-campeã mundial e que tirou a prata de Hammer este ano.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Laura Trott (GBR); Prata – Sarah Hammer (USA); Bronze – Annette Edmondson (AUS)

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