Brasil é o país da ginástica! Menos, bem menos…

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É extremamente comum no Brasil superestimarmos competições. O desconhecimento do público em geral aliado à superexposição na mídia, que dá ares de graça a um evento com pouco expressão, são os responsáveis por isso. A etapa paulista da Challenge Cup de ginástica artística foi o exemplo mais recente e mais que perfeito disso.

A competição estava absolutamente esvaziada, com menos de 20 ginastas no feminino e menos de 25 no masculino, e com a presença forte de sul-americanos. Ou seja, nível técnico bem baixo. Com o Europeu acontecendo nesta semana, outras competições nacionais próximas e com seleções em preparação para os Jogos Olímpicos, uma viagem ao Brasil para uma única competição não valeria a pena.

A equipe brasileira dominou a competição, vencendo 6 ouros, 4 pratas e 3 bronzes, subindo ao pódio em todos os 10 aparelhos.

Daniele Hypolito foi o destaque feminino, com 3 ouros: solo (13,950 na final), salto (14,125) e trave (14,350). A única nota boa foi na trave e a colocaria na final do mundial do ano passado, mas a exigência em mundiais e Jogos Olímpicos e muito maior e essa nota está bem exagerada.

No masculino, Arthur Zanetti venceu nas argolas a ótima nota de 15,800 e Sérgio Sasaki foi ouro na barra fixa com 15,250, outra nota boa. Mas, assim como disse acima, essas notas estão infladas. O 6º ouro veio no salto com Arthur Nory. A prata do Diego Hyoplito no solo com 15,400 também foi um dos destaques.

Apesar de tudo isso, a competição valeu, pois tivemos um ginásio do Ibirapuera quase lotado, com o público torcendo muito. Foi uma ótima oportunidade para os atletas brasileiros terem um gostinho do que os espera nos Jogos, claro que com um nível de cobrança e pressão muito menor.

Valeu? Claro que valeu, mas temos que ter o pé no chão e não achar que a Daniele é tricampeã mundial e que, se não pegar final olímpica, ela amarelo ou não suportou a pressão.

Podemos esperar finais brasileiras nos Jogos nas seguintes provas: equipe masculina e feminina, individual geral masculino (Sasaki e Nory) e feminino (Flávia Saraiva, Lorrane ou Rebeca Andrade), solo masculino (Diego), argolas (Zanetti), barra fixa (Nory e Sasaki), salto feminino (Jade), solo feminino (Flávia e Daniele), trave (Flávia) e barras assimétricas (Rebeca).

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Um pensamento sobre “Brasil é o país da ginástica! Menos, bem menos…

  1. Concordo quanto ao fato do nível da competição estar baixo, mas as atletas brasileiras, principalmente a Daniele, mostraram que estão realmente preparadas para os Jogos Olímpicos. Esse Sul-Americano, digo, Copa do Mundo, serviu mais para testar as meninas antes das Olimpíadas.

    Realmente, vi muita gente escrevendo que o “Nossa!! Daniele com 3 ouros! Brasil vai brilhar no #Rio2016”, não é bem assim, mas isso ajuda a, pelo menos, o público a incentivar os atletas hahah Bom texto!

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