Faltam 100 dias!

E chegamos a marca de 100 dias! Ansiedade a mil, muita gente ainda brigando pra classificar, alguns nomes importantes fora (né, César Cielo?), mas a expectativa é imensa.

Faz tempo que não publico as minhas expectativas no blog, então nada melhor do que esta data simbólica para isso. Lógico que conforme os Jogos se aproximarem, haverá uma prévia de esporte por esporte, prova por prova como fiz para Sochi-2014 e um chute pro pódio. Mas só lá para junho, julho.

A última prévia fiz faltando 500 dias e está neste link. Na ocasião, dizia 29 medalhas e 98 top8. Com 1.000 dias na contagem, disse 34 medalhas e 65-70 top8.

Foto: Rio2016

Vamos agora esporte por esporte.

Atletismo

No principal esporte dos Jogos, não dá para esperar grandes coisas. O Brasil deve mandar sua maior equipe da história, com mais de 50 atletas, mas chances de medalha são bem poucas. As melhores participações devem vir no salto com vara masculino e feminino, na Marcha, maratona e no 4x100m feminino. Fabiana Murer, Thiago Braz e Augusto de Oliveira falharam muito no Mundial indoor, mas podem se recuperar até agosto. Caio Bonfim e Érica de Sena surpreenderam no Mundial do ano passado, ambos em 6º, e para mim hoje carregam a melhor chance de medalha no Brasil. Na marcha. Quem diria…

O imbróglio com o doping da Ana Cláudia colocou o revezamento 4x100m feminino mais longe de uma medalha, o que já seria difícil com equipe completa. Na maratona, Marilson dos Santos pode surpreender em casa, mas difícil competir com o plantel africano.

Expectativa de Medalha: 1 (1B)

Expectativa de Top8: 8

Badminton

Será a estreia brasileira em Jogos e passar da primeira fase já é uma vitória. O formato é o mesmo de 2012, com grupos de 2 ou 3 atletas, onde apenas o campeão passa. Os brasileiros devem pegar alguma pedreira asiática e serem eliminados.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Basquete

A seleção brasileira masculina é boa? É. Pode medalhar? Pode, mas para isso precisar passar pelo fortíssimo grupo que caiu. O Brasil deve vencer a Nigéria, mas precisaria de pelo menos mais duas vitórias sobre Espanha, Argentina, Lituânia e um ainda a ser determinado para fugir do 4º lugar e, portanto, dos EUA nas 4as. Se classificar em 3º, há chances de uma vitória nas 4as sobre uma provável equipe europeia, mas tudo depende de que representará o Brasil. Fomos muito bem no mundial de 2014, mas aquela derrota para a Sérvia nas 4as doeu, com um Brasil apático em quadra.

No feminino, temos no grupo Japão, Austrália e mais 3 equipes a se classificar. Pode ser um grupo bom para avançar ou até um para ficar de fora das 4as, como ocorreu em 2008 e em 2012. O fraco mundial de 2014 e uma seleção sem nomes pesam e o Brasil pode nem avançar.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Boxe

A expectativa era boa há alguns anos, mas as chances diminuíram após os últimos resultados e algumas ausências. A melhor chance é de Robson Conceição nos 60kg, pódio nos dois últimos mundiais. Como o boxe é um dos esportes onde competir em casa faz grande diferença, pode haver uma surpresa aí, como o Robenilson Vieiria nos 56kg. O sorteio das chaves é fundamental e pode ajudar ou atrapalhar muito, como colocar algum cubano na rota da semifinal. No feminino, Adriana Araujo não chega tão bem como em 2012, mas teremos o Mundial em maio para tirar alguma outra conclusão.

Expectativa de Medalha: 2 (1P e 1B)

Expectativa de Top8: 4

Canoagem Slalom

Sem chances de medalha, Ana Sátila será o destaque, como a única a chegar a final olímpica no K1. Uma semifinal nas provas masculinas já é um bom resultado.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Canoagem Sprint

Isaquias Queiroz é o cara e deve ser o grande nome dos Jogos na modalidade. Especialista no C1 1.000m, ele foi bronze nos 200m no último Mundial e surpreendeu todos com o ouro no C2 1.000m ao lado do Erlon Silva. Isaquias terá que optar se compete em uma, duas ou três provas. A vantagem é que elas não se intercalam e uma só começa depois que a outra já teve sua final, mas seriam 6 dias seguidos competindo forte, com eliminatórias, semifinais e finais, 9 provas no total. O mais provável é ele optar pelo C1 1.000m, que é a primeira e o C2 1.000m, a última. Nos 2 dias do meio, ele descansaria, não competindo no C1 200m. 2 medalhas praticamente certas. No caiaque masculino e feminino, uma final A já seria um grande resultado.

Expectativa de Medalha: 2 (2O)

Expectativa de Top8: 2

Ciclismo BMX

Com resultados ruins nas últimas competições, Renato Rezende perdeu um pouco a chance de surpreender, numa prova que é imprevisível. Nas finais, tudo pode acontecer, inclusive algum acidente com algum favorito. Chegar à final já é muito bom, principalmente no feminino.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Ciclismo Estrada

Sem nem conseguir classificar uma equipe decente, o Brasil nem conseguiria fazer um jogo de equipe. Mas com os fortíssimos nomes que virão ao Rio, difícil esperar um resultado bom. Top30 já seria algo bom. O Brasil nem deve participar das provas contra-relógio.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Ciclismo Mountain Bike

Com nenhuma chance de medalha, os brasileiros brigam por um top15, algo muito forte para o nível da modalidade no Brasil hoje. Temos nomes bons e que evoluíram bem, mas o domínio europeu é impressionante.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Ciclismo Pista

Com apenas um atletas classificado (Gideoni Monteiro na Omnium), a briga é por uma boa performance dele, com um Top10. Apesar de ter uma boa scratch e corrida de eliminação, Gideoni peca pelo fraco quilometro e pela fraca volta lançada, o que o derruba na classificação geral. Top 10 seria muito bom já.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Esgrima

Nathalie Moellhausen é a melhor chance brasileira, na espada feminina. Atual 12ª do mundo, tem feito duelos parelhos com as melhores do mundo e tem muita experiência, incluindo medalhas em mundiais quando defendia a Itália. Campeã pan-americano em 2015 e 2 bronzes nos Jogos Pan-Americanos, dependerá de um sorteio favorável e, em um bom dia, pode surpreender. No masculino, Renzo Agresta é o 21º do mundo no sabre, mas chegar às semifinais é um pouco demais. A boa equipe de florete masculino já estreia nas 4as, mas deve enfrentar alguma potência na estreia, como Rússia ou Itália, deixando a semifinal mais longe.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 2

Futebol

Em busca do inédito ouro olímpico, o Brasil tem um bom caminho no masculino, com África do Sul, Iraque e Dinamarca na 1ª fase, devendo passar bem. As coisas podem complicar nas 4as, quando o Brasil enfrentaria algu[em do grupo B, o grupo da morte, com Suécia, Colômbia, Nigéria e Japão. Medalha é obrigação no masculino. No feminino, o Brasil está em uma fase muito ruim, depois da medonha Copa do Mundo em 2015. Deve passar de fase num grupo com África do Sul, China e Suécia, mas dependerá do pareamento nas 4as para saber. Um 3º lugar no grupo colocaria a seleção contra as favoritas americanas nas 4as.

Expectativa de Medalha: 1 (1B)

Expectativa de Top8: 2

Ginástica Artística

A bela evolução no ciclo olímpico dá esperanças de grandes resultados. Antes, imaginava-se apenas nas argolas com o Arthur Zanetti, mas após o último mundial e o evento-teste, outras chances começam a aparece, como o Nory na barra fixa, a equipe masculina, a equipe feminina e a Flávia Saraiva na trave e solo. Deve ser a surpresa do Brasil, com algumas finais inesperadas há 1-2 anos.

Expectativa de Medalha: 3 (1O, 2B)

Expectativa de Top8: 7

Ginástica Rítmica

O objetivo do grupo brasileiro é chegar a final, como ocorreu em 2000 e 2004, mas o forte contingente de europeus e a queda do nível brasileiro mesmo nas Américas pode deixar a equipe fora da final. No individual, Natalia Gaudio briga por um top20.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Ginástica Trampolim

Rafael Andrade será o único representante brasileiro e dificilmente passa pra final.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Golfe

Nada a se esperar do golfe. Sem nenhum brasileiro no PGA Tour, o nível é baixo contra os melhores do mundo, que devem vir em massa pro Rio. No feminino, a brasileira tem tudo para ficar em último lugar.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Handebol

Ainda sem o sorteio das chaves, difícil prever alguma coisa, mas o Brasil chega bem no feminino. Mesmo após a derrota precoce nas 8as no Mundial em dezembro, a seleção campeã mundial em 2013 briga de igual para igual com as europeias, que estarão em massa no Jogos, com 8 representantes. Devem ser 3 ou 4 europeus no grupo do Brasil, o que nos obriga a vencer pelo menos 2 seleções europeias. Lembrando que em 2012, o Brasil passou em 1º no grupo, mas perdeu nas 4as para a Noruega, 4ª no outro grupo, e eventual campeã. Brasil pode nem avançar de fase como pode ser campeão. Competição muito parelha.

No masculino, o Brasil está um pouco atrás dos europeus (serão 7 equipes no Rio), mas o bom desempenho contra europeus no último mundial dá esperanças de avançar para as 4as. Medalha já é bem mais difícil.

Expectativa de Medalha: 1 (1P)

Expectativa de Top8: 2

Hipismo Adestramento

Melhoramos muito na prova, mas longe de qualquer sonho olímpico. Avançar para a 2ª apresentação seria muito bom. Participar do Grand Prix Estilo Livre (final), então, longe da realidade brasileira.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Hipismo CCE

Bela evolução do Brasil na prova, principalmente no adestramento. Ruy Fonseca tem sido o grande destaque com Tom Bombadill Too, assim como Carlos Parro. Um bom adestramento e zerando cross-country e os saltos pode dar uma medalha inédita ao país. Brasil é top5 e uma medalha está perto por equipe. No individual um pouco mais difícil.

Expectativa de Medalha: 1 (1B)

Expectativa de Top8: 1

Hipismo Saltos

O Brasil conta com uma ótima equipe e com ótimos cavalos, que fazem a diferença. Tem tudo para brigar por uma medalha por equipe, como ocorreu nas duas últimas edições dos Jogos Equestres, ficando em 4º. No individual, tudo pode acontecer também, mas fica mais difícil para os brasileiros. De olho sim na equipe.

Expectativa de Medalha: 1 (1B)

Expectativa de Top8: 1

Hóquei na Grama

Brasil fará sua estreia olímpica no masculino e um empate em 5 jogos já é bom. Tem fortes equipes no seu grupo, como Espanha, Bélgica, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Austrália (bronze em 2012). Chegar nas 4as é um sonho, mas chegar nas semifinais do Pan também era um sonho, né?

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Judô

14 judocas sendo que 8-10 chegam com chances de medalha. O judô é aquilo, podem ser 4-5 ouros ou nenhum. Fator casa neste esporte é fundamental e sempre que recebemos um Mundial fomos muito bem. Em 2007, foram 3 ouros e em 2013, 1 ouro, mas 7 medalhas no total. Mayra Aguiar, Maria Suelen Altheman, Rafael Silva, Rafaela Silva, Érika Miranda, Victor Penalber tem as melhores chances. Ainda indefinido nos 60kg masculino entre Eric Takabatake e Felipe Kitadai, bronze em 2012, e nos 48kg feminino com a campeã olímpica Sarah Menezes e Natália Brígida, embora esteja pendendo pros medalhistas olímpicos.

Expectativa de Medalha: 5 (2O, 1P, 2B)

Expectativa de Top8: 6

Levantamento de Peso

Nada a se esperar do esporte, a não ser na última prova, quando Fernando Saraiva entrará na disputa da categoria mais pesada. 9º no Mundial de 2014 e 11º em 2015, ele deve brigar por um 5º, 6º lugar num plantel menor que os Mundiais. Para pegar medalha, precisa melhorar ainda uns 20kg no total, muito para este nível.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 2

Lutas

Apenas no feminino podemos esperar alguma coisa. Joice Silva e Aline Ferreira chegarão bem, mas as chances de um bom resultado pendem mais para a Aline, prata n Mundial de 2014 e 5ª em 2015. Assim como em outros esportes, tudo dependerá do sorteio das chaves.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Nado Sincronizado

Com o provável pódio praticamente definido há 100 dias dos Jogos, o Brasil sonha com uma final no dueto, onde batemos na trave nos dois últimos Jogos, com o 13º lugar nas eliminatórias. A equipe deve ficar em 6º, apenas a frente dos fracos Egito e Austrália.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Natação

Depois do Maria Lenk, deu para ver que muita coisa boa pode vir na natação. Medalhas, poucas e difíceis, mas o número de finais será bem interessante. Bruno Fratus tem o melhor tempo do mundo desde dezembro nos 50m livre (21.37 na abertura de revezamento) e vai disputar muito com o Manaudou e o McEvoy. O eterno Thiago Pereira só nadará os 200m medley e ao lado do Henrique Rodrigues vão brigar pelo bronze com japoneses e americanos. Outra prova para ficar de olho é os 100m peito, com João Gomes Jr e Felipe França entre os melhores do mundo. Dificilmente vencerão o Adam Peaty, mas a briga será boa pela prata e bronze. Guilherme Guido pode surpreender nos 100m costas e o Brasil pode brilhar no 4x100m livre e no 4x100m medley.

No feminino, Etiene Medeiros deve ser a melhor brasileira podendo pegar uma final nos 100m costas e nos 50m livre, mas está longe de pódio. Nas águas abertas, a história muda, com Ana Marcela e Poliana Okimoto com tudo para fazer uma dobradinha em casa em Copacabana.

Expectativa de Medalha: 5 (1O, 2P, 2B)

Expectativa de Top8: 16

Pentatlo Moderno

Yane Marques segue entre as melhores do mundo, mas não está no mesmo nível de 4 anos atrás. Ainda com uma corrida fraca, ela depende de uma excelente esgrima, natação e uma passagem quase zerada no hipismo, como ocorreu em Londres. Ela precisa abrir uma grande vantagem sobre as outras atletas para brigar por medalha. Situação bem difícil de se repetir. Difícil vir outra medalha.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Pólo Aquático

A equipe masculina deve chegar muito bem, podendo surpreender. O grupo do Brasil é complicado e vitórias sobre Japão e Austrália são fundamentais. Beliscar pontos na Hungria e na Grécia seria ideal, já que uma derrota para a quase imbatível Sérvia é certa. Nas 4as, o Brasil enfrentaria um dos 5 europeus do outros grupo ou os EUA. Jogando bem, o Brasil pode chegar à semifinal, mas a competição olímpica é bem complicada mesmo com 8 europeus. No feminino, o Brasil deve ficar em último no grupo e pegar as americanas nas 4as, para levar uma goleada.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 2

Remo

O esporte mais medonho do Brasil, que só terá dois barcos, nos dois Double skiff leves, sem chances alguma de um bom resultado. Uma Final B (top12) seria muito bom, o que é bem difícil, mesmo. Já falei algumas vezes aqui da zona que é o remo brasileiro, regredindo cada vez mais.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Rugby 7s

Ainda sem a definição dos grupos, o Brasil terá dificuldades de avançar às quartas de final, mas com chance melhor no feminino, como tem ocorrido em algumas etapas da World Series, mas avançar par as semifinais está fora do alcance. No masculino, o Brasil está num nível abaixo das potências e avançar para as 4as é muito difícil.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 1

Saltos Ornamentais

Apesar da boa prova do César Castro na Copa do Mundo em fevereiro, 5º no trampolim, a expectativa por uma final é baixa, pois os chineses saltaram muito mal no evento-teste. Entretanto, ele é a melhor aposta nas provas individuais, podendo chegar à semifinal. Nos saltos sincronizados, um 5º lugar já seria excepcional.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 4

Taekwondo

Medalhistas no último mundial, Venilton Teixeira e Iris Sing tem boas chances. Nos Jogos, a chave é de apenas 16 atletas, contra chaves de mais de 64 no Mundial, o que pode facilitar, dependendo do sorteio. Os outros dois brasileiros, correm por fora.

Expectativa de Medalha: 1 (1B)

Expectativa de Top8: 2

Tênis

Marcelo Melo e Bruno Soares formarão a dupla brasileira com melhores chances de medalha. Os dois figuram entre os 10 melhores do mundo há alguns anos (com alguns deslizes), mas brigam de igual para igual com qualquer dupla do mundo. Apesar de não terem jogado muito ultimamente (jogaram juntos em 3 torneios em fevereiro, sem títulos), o entrosamento é grande e o sucesso deles na Copa Davis é resultado disso. Em casa, devem seguir bem para brigar pelo ouro. Em simples e nas duplas femininas e mistas, difícil esperar algo.

Expectativa de Medalha: 1 (1P)

Expectativa de Top8: 1

Tênis de Mesa

Se tirássemos a Ásia da disputa, poderíamos até sonhar com um bom desempenho por equipe no masculino, mas difícil pensar em algo mágico. A equipe brasileira é muito boa e pode até vencer na estreia, dependendo do chaveamento, mas parará nas 4as. No individual, Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi devem vencer uma ou duas partidas e pronto. No feminino, duas vitórias no individual já é mais que o esperado.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Tiro

Depois do ouro na etapa tailandesa da Copa do Mundo na pistola de ar 10m e da liderança do ranking mundial, Felipe Wu entrou mesmo para a lista de favoritos na prova. Mas no tiro, as provas são muito parelhas e um tiro pode colocar o atleta na final ou deixá-lo em 20º. Julio Almeida foi confirmado nos Jogos e pode ir bem também. Cássio Rippel foi campeão do Pan no rifle deitado 50m, mas não tem feito boas provas recentemente. Emerson Duarte pode surpreender e pegar uma final da pistola de fogo rápido 25m. Nas outras provas, difícil até mesmo um top20.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 2

Tiro com Arco

Marcus Vinícius D’Almeida é o melhor nome e pode surpreender num esporte onde tudo pode acontecer. Com os coreanos vindo sempre muito fortes (embora sem o atual campeão olímpico), as chances dele diminuem, mas num nível tão alto que é o tiro com arco e onde uma flecha faz toda a diferença, podemos ter de uma eliminação na primeira rodada a uma final pros brasileiros. O que pode atrapalhar é a falta de ritmo, já que são 2 combates um dia e, se vencê-los, só volta alguns dias depois para a 3ª rodada. Por equipe, sem chances, assim como no feminino.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 2

Triatlo

Pamella Oliveira é nosso melhor nome, mas uma série grande de provas ruins a coloca cada vez mais longe de um pódio, ainda mais se considerarmos as espetaculares adversárias. Top10 seria muito bom já.

Expectativa de Medalha: 0

Expectativa de Top8: 0

Vela

Em um dos carros-chefe históricos do Brasil, a vela tem chances reais em 3 classes: Laser com o Robert Scheidt, 470 feminino e 49erFX feminino. Esses 3 barcos tem medalhado em Mundiais e Copas do Mundo e são favoritos ao pódio no Rio. Jorge Zarif voltou a treinar com ser técnico espanhol e tem evoluído muito nas competições, podendo surpreender em casa. Ricardo Santos e Patrícias Freitas podem ir bem em casa, ambos na RSX.

Expectativa de Medalha: 3 (1O, 1P, 1B)

Expectativa de Top8: 6

Vôlei

Sem dúvida, a expectativa é de no mínimo 2 medalhas. As meninas chegam com mais chance que os meninos, mas a pressão de jogar em casa carregando 2 ouros olímpicos nas costas pode se tornar um estorvo. Podemos esperar duelos antológicos novamente contra Rússia, EUA e China. No masculino, a seleção vinha caindo, mas deve crescer, apesar de ter um histórico ruim jogando decisões em casa. O Brasil recebeu as finais da Liga Mundial em 2008 e em 2015, ficando fora do pódio em ambas as oportunidades. Ano passado sequer chegou às semifinais. Falta definir 5 seleções por gênero ainda e o pareamento nos grupos vai ser fundamental para pensar em chaveamento das finais.

Expectativa de Medalha: 2 (1O-1B)

Expectativa de Top8: 2

Vôlei de Praia

O mínimo que se espera é repetir o Mundial do ano passado, quando Brasil levou 5 das 6 medalhas possíveis. Com apenas 4 duplas na disputa, agora, tem tudo para subir 4 vezes ao pódio em casa, podendo até rolar duas finais brasileiras, o que não seria nada inimaginável. Foram disputadas poucas etapas ainda do World Tour este ano, mas o Brasil deve dominar novamente o circuito e também os jogos.

Expectativa de Medalha: 3 (1O,1P,1B)

Expectativa de Top8: 4

Resumindo, temos 9 ouros, 8 pratas e 15 bronzes, 32 medalhas no total. E um total de 80 top8 em 306 provas.

Acho que estou num dia otimista…

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