Brasil rema para não passar vergonha em agosto

Quatro embarcações brasileiras começaram nesta terça a disputa do Pré-Olímpico Latino Americano de remo, que tem provas apenas no single skiff e no Double skiff peso leve. São 6 vagas por gênero na embarcação individual e 3 por gênero na dupla.

O remo é o esporte que o país menos evoluiu desde que soube que receberia os Jogos, em 2009. Pode-se dizer até que regrediu. E muito. Os resultados são péssimos, não consegue-se manter uma seleção, é baixíssima a participação em competições internacionais de alto nível, nunca são as mesmas duplas ou os mesmos quartetos nos barcos e assim vai.

Nossa melhor atleta disputa uma categoria que nem é olímpica. Nos Jogos Sul-Americanos de 2014, foi apenas um ouro e uma prata, ambos conquistados pela Fabiana Beltrame (ouro no single skiff e prata no single skiff leve). Nos Jogos Pan-Americano de Toronto-2015, uma única prata, também na Fabiana no single skiff leve, que não é olímpico. Os resultados em quase todas as outras provas foi um fiasco, sendo o 4º lugar no Dois Sem masculino a melhor prova. Em várias, os barcos brasileiros nem pegaram Final A.

A participação em Copas do Mundo ou mundiais também é pífia.

No Double skiff leve, a dupla é trocada a cada competição. Na 1ª etapa da Copa do Mundo de 2015, Diego Nazário e Emanuel Borges representaram o Brasil. No Pan, foi a vez de Thiago Carvalho e Ailson Eráclito. Agora no pré-olímpico é a vez de Xavier Magi e Willian Giaretton. Difícil fazer um planejamento adequado desse jeito…

Apesar de disputar vaga nas 4 provas, houve uma mudança no regulamento da qualificação olímpica para os torneio continentais. Um país só pode classificar no máximo um barco no masculino e um no feminino. Caso consiga vaga em mais de uma categoria do mesmo gênero, a confederação terá que escolher qual enviar.

Steve Hiestand no single skiff hoje é a melhor aposta brasileira no masculino e tem tudo para garantir a vaga (que o Brasil já tem garantida por ser sede, caso não classifique ninguém) e tem melhores chances de um resultado aceitável nos Jogos Olímpicos.

Fabiana Beltrame é nossa melhor remadora, mas na categoria de peso livre, ela tem grandes dificuldades e não consegue acompanhar o ritmo das atletas mais pesadas, mas tem mais chance de se classificar. Os Double skiffs leves só iriam por milagre.

São 14 provas olímpicas e 550 atletas, mas o Brasil será um mero figurante na Lagoa Rodrigo de Freitas. Uma Final B seria algo muito além do imaginado.

Triste.

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