Briga pelas vagas na pista esquenta

Hong Kong recebeu a última etapa da Copa do Mundo de ciclismo de pista da temporada com participações discretas dos brasileiros. Para fechar o ranking olímpico da pista, que definirá todas as vagas da modalidade pro Rio-2016, restam apenas os campeonatos asiático e africano e o Mundial no começo de março.

Até a semana passada, o Brasil estava com duas vagas asseguradas, mas após os resultados deste fim de semana, só tem uma.

Uma das provas da Omnium em Hong Kong. Foto: Hong Kong Sport Photography Association

Gideoni Monteiro, bronze no Pan na Omnium, começou bem após as disputas das provas mais longas, como a scratch, perseguição e corrida de eliminação, mas despencou após as provas de velocidade no segundo dia, com o quilometro e a volta lançada. Ele terminou a Omnium em 17º com 72 pontos. A vitória foi do francês Thomas Boudat, o atual campeão mundial da prova, com 181 pontos. Em 4º lugar, ninguém menos que Mark Cavendish, que está voltando para a pista.

Nas provas de velocidade, a equipe brasileira foi 14ª no sprint por equipes entre 17 e Flávio Cipriano foi 34º no sprint e na keirin não avançou de fase. Com esse resultado ruim na Keirin, Flávio perdeu a vaga olímpica que tinha na prova. Pelo ranking anterior, ele pegava a última vaga disponível. Agora, ele caiu e é agora o 2º reserva, atrás de sul-coreano.

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Pelo ranking divulgado nesta segunda-feira, 35 países disputariam a provas de pista. Com equipes máximas de 15 atletas (8H e 7M) teríamos: Austrália, Grã-Bretanha, Alemanha e Nova Zelândia. Rússia com 14 vem logo atrás.

Uma das maiores ausências neste momento seria a Grã-Bretanha no sprint por equipes feminino. Atualmente, elas ocupam o 9º lugar no ranking, mas são o 6º país europeu e só há 5 vagas para a Europa na prova! Esse prova, aliás, é uma velha pedra no sapato britânico. Favoritas em 2012, Victoria Pendleton e Jessica Varnish foram relegadas nas semifinais e ficaram fora das disputas de medalha. Esta foi a única prova de pista em Londres-2012 que os britânicos não medalharam!

Nas Américas, a Colômbia confirma sua potência continental, classificando para o sprint por equipes e para a perseguição por equipes no masculino, além da vaga na Omnium, onde são favoritos para uma medalha.

Os critérios de classificação abrem algumas brechas estranhas. Por exemplo, a lituana Simona Krupeckaite é o grande nome do ciclismo no seu país e está em 7º no ranking do sprint e em 8º na Keirin. Graças aos critérios, ela daria duas vagas para seu país, o que levaria uma atleta de nível bem mais baixo para os Jogos. O mesmo aconteceria com Hong Kong, que tem apenas a Wai Sze Lee no ranking. Em compensação, como ela é o grande nome e vai querer disputar as duas provas, é bem provável que abra vaga para outros países. O Brasil torce por isso, já que a mesma situação ocorre no masculino com a Rússia, cujos dois principais nomes estão com vagas nas duas provas.

Vamos ter que esperar até março para ter certeza…

 

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