Mundial de Ginástica Artística – Dia 6

E finalmente veio o ouro japonês por equipes! A última vitória japonesa havia sido em 1978! Dede então, apenas União Soviética, China e Bielorrússia haviam vencido.

Kohei Uchimura. Foto: Matthias Schrader/AP Photo

Mesmo com uma queda no aparelho final, na barra fixa, Kohei Uchimura liderou o Japão pro ouro mais que aguardado.

Eles começaram destruindo no solo, com espetaculares 16,325 do Kenzo Shirai e 15,800 do Uchimura. Ótimas apresentações no cavalo com alças abriram a diferença. Enquanto isso, a China que busca o 8º título seguido, sofreu no cavalo e ficava pra trás. EUA faziam excelentes provas e começaram a aparecer na briga pelo ouro. Danell Leyva deu show nas paralelas com 15,800 e 15,666 na barra fixa.

Após 4 rotações, o Japão estava na frente apenas 0,100 dos americanos! Enquanto isso, a Grã-Bretanha vinha sem grandes erros quietinha atrás, brigando com China e Rússia pelo bronze.

Na parte de baixo, o Brasil cometia alguns erros, mas brigava pelo ótimo 6º lugar. Começou mal no salto e nas paralelas, mas se recuperou na barra fixa com 15,166 do Arthur Nory, finalista do aparelho. No solo, puxados pelo 15,233 do Diego Hypolito, que entrou no lugar do Péricles da Silva, sentindo lesão, o Brasil já aparecia em 6º. Aí veio o cavalo com alças. Na quali, ficamos em 5º entre 24 países, mas uma apresentação desastrosa do Francisco Barretto com apenas 11,100, disparada a nota mais baixa do dia, derrubou o Brasil para último. Nas argolas, Arthur Zanetti tirou uma nota razoável com 15,533, mas o Brasil terminou na 8ª colocação mesmo, com 259,577, bem perto da Coreia do Sul, 7ª com 260,035.

Na parte de cima, os americanos iam se complicando, com notas ruins no solo e quedas no cavalo com alças. Resultado, despencaram de 2º para 5º sem medalha.

Louis Smith. Foto: Matthias Schrader/AP Photo

A China ia se recuperando incluindo uma sensacional 16,066 nas paralelas do Deng Shudi. A Grã-Bretanha seguiu sólida e sem erros para fechar com a prata com 270,345, acima da China com 269,959 e levar sua primeira medalha da história por equipe masculina em Mundiais, repetindo o feito do feminino no dia anterior.

Mesmo caindo, Uchimura encerrou a final com 14,466 na barra fixa e deu o ouro pro Japão com 270,818 numa final muito apertada, onde menos de 1 ponto separou o ouro do bronze.

Sem erros grosseiros, o Brasil teria uns 264 pontos, o consolidando em 6º lugar. Com o retorno do Sérgio Sasaki, pode chegar aos 266-267. Em casa no ano que vem, precisa chegar aos 270 se quiser medalha. Está no caminho certo.

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