Mundial de Atletismo – Dia 3

Pódio queniano, vitória jamaicana, surpresa canadense, decepção francesa, domínio colombiano e uma americana aprende uma lição muito importante.

100m Feminino

Shelly-Ann Fraser-Pryce. Foto: Reuters

Bicampeã mundial e olímpica, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce já deu o tom na semifinal, vencendo sua bateria com 10.82. Rosângela Santos não foi páreo na segunda semi e terminou em 4º lugar com 11.07 e terminou em 12º lugar no geral. Final tá perto, mas pra isso precisa baixar dos 11s.

Na grande final, Fraser-Pryce dominou. Na frente desde a largada, venceu com 10.76 e levou seu 3º título mundial na prova e 6º no geral. Excelente ver a prata pra holandesa Dafne Schippers. Heptatleta de formação (foi campeã mundial juvenil em 2010), Schippers abteu na semi o recorde holandês com 10.83 e novamente na final com 10.81. Fechou o pódio a americana Tori Bowie, única de seu país na final, com 10.86.

Salto com Vara Masculino

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E pelo jeito segue a sina do francês Renaud Lavillenie. Campeão olímpico, recordista mundial indoor, campeão mundial indoor, mas nunca venceu um mundial outdoor. O francês só precisou de um salto na qualificação para chegar a final, onde passou de 1ª em 5,80m. Mas em 5,90m, queimou as 3 e viu o canadense de 21 anos Shawn Barber ser campeão. Barber fez uma prova perfeita, passando sem de primeira, inclusive nos 5,90m, onde ficou olhando um por um ser eliminado, até que o alemão Raphael Holzdeppe, que defendia o ouro, passou na 3ª.

Só com o canadense e o alemão, o sarrafo subiu pra 6,00m, onde ninguém passou. Ouro pro canadense, prata pro alemão e um tríplice empate no bronze: Lavillenie e dois poloneses, Pawel Wojciechowski e Piotr Lisek. Augusto Dutra passou na 2ª tentativa em 5,50m e em 5,65m, mas queimou as 3 em 5,80m e terminou na 9ª colocação.

Salto Triplo Feminino

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Pois é. Caterine Ibarguen está imbatível. A última derrota dela foi na final olímpica em Londres. Desde então, foram nada menos que 29 ouros, incluindo mais um título mundial pra ela. Com 14,80m na segunda tentativa, já era líder e melhorou na 4ª com 14,90m. 4ª em Londres pela Ucrânia, Hanna Knyazyeva-Minenko, que agora representa Israel, ficou com a prata com 14,78m na 2ª rodada e a cazaque Olga Rypakova completou o pódio com 14,77m. Em sua 3ª final de mundial no triplo, Keila Costa ficou em 12º e último lugar com apenas 13,90m. Dona da melhor marca do ano, a russa Ekaterina Koneva ficou em 7º lugar.

10.000m Feminino

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Campeã mundial em 2011, a queniana Vivian Cheruiyot apertou o passo faltando 200m para vencer a prova com 31:41.31, deixando a fortíssima etíope Gelete Burka, especialista na prova de 1.500m, com a prata com 31:41.77. Esta prova foi mais um exemplo da velha máxima, que a competição só acaba quando termina! A americana Molly Huddle ia pro bronze, mas abriu os braço para comemorar antes do devido e não viu sua compatriota Emily Infeld chegando. Infeld ultrapassou e ficou com o bronze com 31:43.49 e Huddle inconsolada terminou em 4º a 0.09 de sua compatriota.

3.000m com Obstáculos Masculino

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Se existe um país que domina uma prova no atletismo, é o Quênia nos 3.000m com obstáculos masculino. Eles formaram o pelotão e lideraram por toda a prova. Não só dominaram o pódio, como pegaram o 4º lugar também. Ezekiel Kemboi venceu com 8:11.28 e se torna o primeiro tetracampeão mundial desta prova. Conseslus Kipruto foi prata com 8:12.38 e Brimin Kipruto bronze com 8:12.54.

Outras Provas

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Fabiana Murer só precisou de um salto para se garantir na final do salto com vara. Passando de primeira em 4,55m, ela iria pros 4,60m, mas como apenas 14 atletas passaram de 4,55m, os árbitros decidiram passar todas para a final. Kyriakopoulou, Bengtsson, Silva e Suhr também estão na final.

Favoritas passaram pra final do disco feminino, com a cubana Denia Caballero com 65,15m e a croata Sandra Perkovic com 64,51m. Já as brasileiras ficaram bem abaixo do esperado. Andressa de Moraes com 59,08m foi a 19ª e Fernanda Borges com 56.74m terminou em 26º.

O americano Jeff Henderson em seu primeiro salto já obteve 8,36m e ficou com a melhor marca da quali do salto em distância, seguido do campeão olímpico Greg Rutherford (GBR) com 8,25m. Com péssimas apresentações, Higor Alves só conseguiu um salto válido, 7,60m e terminou em 27º e Alexsandro de Melo queimou suas 3 tentativas para ficar sem marca.

Na quali do dardo, a surpresa foi a eliminação do campeão olímpico, o trinitino Keshorn Walcott, que tinha a melhor marca do ano. Com apenas 76,83m, terminou em 26º. Melhor marca do alemão Andreas Hofmann com 86,14m. Também estão na final o queniano Juliues Yego, o checo Vitezslav Vesely e o finlandês Tero Pitkamaki.

Na semi dos 400m masculino, melhor tempo de Isaac Makwala, de Botsuana, com 44.11, seguido do campeão olímpico Kirani James com 44.16. Já nos 400m com barreiras feminino, a melhor marca é da excepcional checa Zuzana Hejnová com 54.24, seguida da americana Cassandra Tate com 54.33.

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Outra brasileira que fez papelão foi Geisa Coutinho, correndo nos 400m muito, mas muito abaixo do esperado, com 52.72, terminando em 37º no geral, entre 41 atletas. O melhor tempo foi da jamaicana Stephanie Ann McPherson com 50.34. Nas baterias dos 3.000m com obstáculos feminino, melhor tempo da tunisiana Habiba Ghribi com 9:24.38.

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