E o remo segue patinando

O remo é um dos 10 esportes que mais distribui medalhas em Jogos Olímpicos, com 14 provas, além de ser um dos mais antigos, presente desde os jogos de 1900! Desde que o Brasil soube que seria sede dos Jogos de 2016, praticamente todos os esportes evoluíram e chegarão ao Rio com chances de medalha ou de bons resultados. Mas parece que o remo é a exceção.

A belíssima raia de Bled. Foto: Detlev Seyb/MyRowingPhoto.com/FISA

 

Praticamente nada mudou no ciclo olímpico e se algum barco pegar Final B nos Jogos já será um grande resultado. O Brasil tem apenas garantido os single skiffs no masculino e no feminino. Deve classificar como nas últimas edições os double skiffs leves, em ambos os gêneros. E só.

A confederação brasileira apostou no Quatro Sem Leve masculino, mas não obteve resultados no ano passado. Em Copas do Mundo e mundiais tem mandado pouquíssimos barcos.

Nesta semana teve início a Copa do Mundo, com a etapa na belíssima raia de Bled, na Eslovênia. Na sexta-feira, rolou uma competição internacional preparatória e no sábado e domingo a etapa em si.

Nesta competição incial, o Brasil participou com 54 barcos e venceu 2 medalhas. Fabiana Beltrame, de volta ao single skiff leve, passeou e ficou com o ouro com 7:49.33, mais de 5s de vantagem. A outra medalha foi um bronze no single skiff masculino com Steve Hiestand, a 5s do cubano vencedor. Os outros barcos ficaram em 6º (Ailson Silva no single skiff peso leve), 8º (Diego Nazário/Emanuel Borges no double skiff leve) e 10º (Thiago Carvalho no single skiff leve).

Fabiana Beltrame com o ouro na Copa do Mundo. Foto: Detlev Seyb/MyRowingPhoto.com/FISA

Já na Copa do Mundo, o Brasil participou com 3 barcos. Fabiana Beltrame novamente ficou com a vitória vencendo o single skiff leve com 7:45.92, 4s melhor que a chinesa segunda colocada. Fabiana é uma das melhores do mundo nesta prova, que infelizmente não é olímpica. Foi sua 5ª medalha em Copas do Mundo nesta prova, somando agora 3 ouros e 2 bronzes, além do título mundial em 2011 nesta mesma raia.

Os outros dois barcos brasileiros foram no double skiff leve masculino. Diego Nazário/Emanuel Borges não passaram das eliminatórias, ficando em 4º na sua bateria. Já Thiago Carvalho e Ailson Silva passaram para a semifinal, onde ficaram em 4º e não pegaram Final A por apenas 0.04! Na Final B ficaram em 4º (10º geral).

A melhor chance do Brasil é a Fabiana, mas ela tem uma enorme desvantagem sobre as atletas que disputam o single skiff, por conta do peso reduzido. Com esse tempo, ela ficaria em 5º no single skiff. Essas quilos a menos fazem grande diferença. E está difícil achar alguém do mesmo nível dela para montar um barco de double skiff leve. Aí seria a maior chance brasileira de um bom resultado no Rio.

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