E faltam 500 dias!

Chegamos a marca de 500 dias para a Cerimônia de Abertura do Rio-2016! Como fiz há exatos 500 dias, na marca de 1.000 dias neste post aqui, vou revisar as chances de medalhas em cada esporte.

Bem, agora falta 499 dias, na verdade.

Nesta minha nova análise, estou um pouco menos otimista que da última vez, diminuindo de 34 para 29 medalhas. Prevejo também 98 “finais”, ou seja, um top 8. Vamos esporte por esporte:

Atletismo – Algumas performances boas apareceram, muita gente melhorou suas marcas no último ano e tem boas chances de uma final olímpica. Mas medalha mesmo, são poucas chances. Fabiana Murer, Augusto Dutra, Thiago Braz, o revezamento 4x100m feminino, a maratona masculina, o Duda no salto em distância tem as melhores oportunidades. Pode surpreender o Caio Bonfim na marcha 20km, que fez um ótimo 2014 e já começou 2015 bem. Medalhas 2 / Top8: 12

Badminton – Chances zero, uma única vitória já seria um bom resultado. Será a 1ª participação olímpica do Brasil no esporte, que evoluiu, mas tem tradição zero. Medalhas: 0 / Top8: 0

Basquete – Segue o imbróglio para saber se o Brasil terá vagas garantidas ou não. As mulheres se passarem para as 4as já será muito bom. Os homens tem boa chance, mas aquela derrota nas 4as do Mundial ano passado foi dura e mostrou que falta muito ainda. Não creio em medalha, não. Medalhas: 0 / Top8: 1

Boxe – Sem dúvida o boxe brasileiro cresceu muito e são chances em algumas categorias, tanto no masculino como no feminino. Lutando em casa, decisões polêmicas como na final do Esquiva em Londres dificilmente acontecerão. 4 medalhas são reais. Medalhas: 3 / Top8: 6

Canoagem Slalom: Ana Sátila melhorou muito, foi campeã mundial juvenil na K1, mas ainda está longe das principais atletas. Ela tem boas chances de pegar uma final. Só ela. Nas 3 provas masculinas, passar para a semi já seria muito bom. Medalha: 0 / Top8: 1

Canoagem Velocidade: A prova do Brasil hoje é a canoa. E o nome do Brasil é o Isaquias Queiroz. Ele é bicampeão mundial no C1 500m (que não é olímpica) e só não levou os C1 1.000m por conta daquela queda maluca nos metros finais. Medalha pra ele é quase que certa. Nivalter no C1 200m e a dupla do C2 1.000m devem pegar final. Já no caiaque, passar de fase já será lucro. Medalha: 1 / Top8: 3

Ciclismo BMX – Renato Rezende cresceu muito nos dois últimos anos e deve brigar por final. Nas provas de BMX tudo pode acontecer, e ele pode ser ouro ou 8º se chegar na final. No feminino, como são apenas 16, pode até aparecer uma final. Medalhas: 0 / Top8: 1

Ciclismo Estrada – Sempre imprevisível, a prova de estrada deve terminar com aquele pelotão monstruoso e com os medalhistas saindo do sprint final. E como os brasileiros não são de sprint, medalha é algo bem longe. No contra-relógio, então, mais ainda. Medalha: 0 / Top8: 0

Ciclismo MTB – A prova do ciclismo que o Brasil menos evoluiu. No feminino, então, desde que a Jaqueline Mourão mudou definitivamente pro esqui, ninguém apareceu. Medalha: 0 / Top8: 0

Ciclismo Pista – A equipe masculina melhorou bem, e a melhor chance de um bom resultado é do Gideoni Monteiro na Omnium. Entre as mulheres, é capaz de nenhuma se classificar. Medalha: 0 / Top8: 1

Esgrima – Medalha ainda é algo distante, mas uma chance boa pode surgir no florete por equipe masculino ou na espada por equipe feminina, dependendo da chave. No masculino, Ghislain Perrier, Nathalie Moelhaussen, Renzo Agresta tem tudo para obter bons resultados, mas uma quarta de final já seria algo excepcional. Medalha: 0 / Top8: 2

Futebol – No país do futebol, duas finais é o mínimo que se espera. Os homens devem brigar e tem chances do ouro, claro. Já as mulheres não vem em boa fase e ainda são muito dependentes da Marta. Medalhas: 1 / Top8: 2

Ginástica Artística – As melhores chances são no masculino, com o Arthur Zanetti nas argolas, o Diego no solo e salto, o Sérgio Sasaki no individual geral. Por equipe, os meninos devem brigar por um 5º lugar. Entre as meninas, tá difícil alguém pegar até final individual ultimamente. Se a Jade estiver bem, pode pegar final por aparelho. E muito curioso para ver a Rebeca Andrade e a Flávia Saraiva no adulto. Medalha: 1 / Top8: 7

Ginástica Rítmica – No individual, a representante brasileira deve brigar por um 20º lugar entre as 24 atletas. A melhor chance de final é nos grupos, que voltou a crescer, mas precisa evoluir muito ainda. Uma final é possível. Medalha: 0 / Top8: 1

Ginástica Trampolim – O Brasil tem só uma vaga garantida a ser escolhido o gênero e não deve conseguir outra não. Se pegar final, seria espetacular. Medalha: 0 / Top8: 0

Golfe – O esporte ainda engatinha no Brasil e dificilmente crescerá, já que não existem campos. Serão 60 atletas por gênero e um top50 já seria bom. Medalha: 0 / Top8: 0

Handebol – Os homens surpreenderam no Mundial em janeiro e mostraram que podem brigar de igual pra igual com as potências europeias. As mulheres são atuais campeãs mundiais e tentarão defender o título em dezembro. Elas ficaram muito perto em Londres, sofrendo uma dura derrota para a Noruega nas 4as. Medalha, acho bem possível. Medalha: 1 / Top8: 2

Hipismo Adestramento – Nossa pior prova disparado. No Mundial ficou claro a distância do Brasil com o resto. João Victor Oliva vem melhorando e deve ser nosso principal conjunto na prova. Se passar pra 2ª fase será muito bom. Serão 10 equipes e mesmo assim o Brasil não pega um top8. Medalha: 0 / Top8: 0

Hipismo CCE – O Brasil melhorou bem no concurso completo e pode surpreender por equipe. Nos Jogos Equestres, o Brasil conseguiu um ótimo 8º lugar, mas ainda precisa melhorar no adestramento. Uma evolução até 2016 pode fazer o Brasil brigar por um 5º-6º lugar. Medalha: 0 / Top8: 1

Hipismo Saltos – Nossa melhor prova, claro. Foram dois Jogos Equestres seguidos batendo na trave por equipe. E o Brasil deve subir no pódio em casa, o que não acontece desde os jogos de Sydney-2000. No individual, dependerá do dia, do cavalo, mas os brasileiros não vem brigando pelo topo. Medalha: 1 / Top8: 2

Hóquei na Grama – As mulheres não tem como se classificar mais. Os homens precisam pelo menos  do 6º lugar no Pan para garantir vaga. Medalha, lógico que de jeito nenhum. Se se classificarem, ganhar um jogo seria histórico. Medalha: 0 / Top8: 0

Judô – O judô é aquela caixa de surpresas onde (quase) tudo pode acontecer. Surepresas sempre aparecem em quase todas as categorias. O Brasil é hoje a segunda ou terceira potência mundial e dos 14 judocas, uns 10 devem chegar para brigar por medalha. Lógico que não são todos que chegarão lá, mas com muitas chances, muitas medalhas devem vir, superando as 4 de Londres-2012. Medalhas: 5 / Top8: 7

Levantamento de Peso – Fernando Saraiva chegará como a melhor chance brasileira, como tem acontecido nos últimos anos, mas medalha é muito difícil. Precisaria melhorar uns 20-30kg no total para isso. Ainda é bem imprevisível prever uma classificação, pois não há vagas definidas por categoria, apenas por país, o que ocasiona categorias quase vazias e outras bem cheias. Medalhas: 0 / Top8: 2

Luta – Taí um esporte que surpreendeu ano passado. Na verdade, foi apenas uma atleta que surpreendeu, Aline Ferreira. Vice-campeã mundial em 2014, Aline deve chegar bem cotada para o pódio. Espero que o Mundial não tenha sido o auge de sua carreira. No masculino, tá difícil vencer uma luta. Medalha: 0 / Top8: 2

Nado Sincronizado – Tá difícil o Brasil sair do 10º ao 12º lugar no dueto. Uma final seria muito bom, o que não acontece desde Atenas-2004. Por equipe, o Brasil deve ficar em 6º na frente da Austrália e da equipe africana. Medalha: 0 / Top8: 1

Natação – O Brasil cresceu muito e estou bem curioso para ver o Mundial deste ano e os tempos dos brasileiros já no Maria Lenk em abril. César Cielo chega para levar mais uma medalha nos 50m livre, Felipe França vai brigar bem nos 100m peito, Thiago Pereira nos 200m medley. Podem surpreender o Bruno Fratus, Tales Cerdeira, Guilherme Guido, Felipe Lima, Joanna Maranhão, Etiene Medeiros, Daynara de Paula, entre outros, mas é difícil pegarem medalha. Os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley masculinos chegarão muito fortes, com o medley com mais chance de medalha. O Brasil deve pegar várias finais, mas medalha mesmo, acredito em 3. Medalhas: 3 / Top8: 15

Natação Águas Abertas – O Brasil é a potência mundial hoje e se não ocorrer nenhuma surpresa na qualificação, são 3 chances fortíssimas de medalha: Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo. Medalhas: 2 / Top8: 3

Pentatlo Moderno – Yane Marques é a única que deve brigar por uma boa colocação, mas não vem apresentando a mesma forma de 2012. Tem tido alguma dificuldade até de pegar final nas etapas da Copa do Mundo. Hoje, uma medalha está longe. Medalha: 0 / Top8: 0

Pólo Aquático – Os homens evoluíram muito e devem chegar às 4as de final. Estou curioso para a performance no Mundial desse ano, que será o primeiro com todas as repatriações. Medalha já fica mais longe, pois seria necessária uma vitória espetacular sobre uma potência. No feminino, são só 8 equipes, mas o Brasil deve somar 3 derrotas. Medalha: 0 / Top8: 2

Remo – Acho que o remo é o esporte que menos evoluiu no Brasil nestes últimos anos. Os brasileiros nem sempre disputam mundiais, copas do mundo, poucos barcos são competitivos até mesmo num âmbito sul ou pan-americano. Uma Final B já seria excepcional. Medalha: 0 / Top8: 0

Rugby – O Brasil tem crescido bastante no rugby, focado principalmente no rugby sevens, o que será disputado nos Jogos. As mulheres disputam o circuito mundial com as grandes equipes, mas ainda perdem (muitas vezes feio) para as maiores potências, mas tem se estabilizado por volta do 8º lugar (entre 12), com grandes chances de repetir no Rio-2016. Já os homens estão bem mais longe e avança de fase já seria muito bom. Medalha: 0 / Top8: 1

Saltos Ornamentais – Podemos ter certeza de quatro top8s, já que o Brasil tem vaga garantida nos 4 saltos sincronizados, mas medalha é quase impossível. Nos individuais, pelos retrospectos das últimas grandes competições, uma semifinal já é lucro. Medalha: 0 / Top8: 4

Taekwondo – Dois nomes chegarão bem cotados: Iris Tang Sing e Guilherme Dias. Bem colocados no ranking, provavelmente venha apenas uma medalha dos dois. Medalha: 1 / Top8: 2

Tênis – Marcelo Melo e Bruno Soares retomarão a dupla vencedora em busca da sonhada medalha e devem conquistá-la. Invictos a 9 jogos na Copa Davis, eles já ganharam 4 títulos juntos e outros devem vir já esse ano. Nas simples e no feminino, chegar na 3ª rodada já é surpreendente. Nas mistas, podemos até ter uma surpresa, já que a chave tem apenas 16 duplas. Medalha: 1 / Top8: 2

Tênis de Mesa – Novos nomes surgiram e o Brasil cresceu muito. O bronze do Hugo Calderano nos Jogos da Juventude do ano passado mostrou bem isso. Mas com China, Coreia, Japão e Alemanha, é praticamente impossível ganhar medalha. Medalha: 0 / Top8: 0

Tiro – Rodrigo Bastos pegou final na fossa no último mundial e por pouco não faturou medalha. vem feito boas provas na Copa do Mundo e pode pegar final nas Olimpíadas. Fora ele, as melhores chances de final são no rifle 50m deitado com o Cássio Rippel e na pistola de fogo rápido co o Julio Almeida. Medalha: 0 / Top8: 2

Tiro com Arco – Marcus Vinicius D’Almeida aprontou bem ano passado e estou curioso para sua performance no Mundial deste ano. Ele é a única chance real de medalha. Sarah Nikitin não teve um bom 2014 e é esperar para ver como será 2015. Creio numa medalha para ele no individual. Medalha: 1 / Top8: 2

Triatlo – Tá difícil conseguir bons resultados. Pamella Oliveira pode ter um top10, mas no masculino tá bem longe. Medalha: 0 / Top8: 0

Vela – 2º esporte que mais deu medalhas pro Brasil, não vem numa grande fase, e apenas 2 classes tem chances reais de medalha. Martina Grael e Kahena Kunze, atuais campeãs mundiais, são as favoritas pra 49erFX e Robert Scheidt pode se tornar o maior atleta olímpico brasileiro se levar sua 6ª medalha. Na Finn, RSX masculina e feminina e 470 feminina podem vir bons resultados. Medalhas: 2 / Top8: 4

Vôlei – Brasil é favoritíssimo a levar dois ouros, o que seria bem difícil. Mas duas medalhas é quase certo, como ocorreu nas últimas duas Olimpíadas. Medalhas: 2 / Top8: 2

Vôlei de Praia – Mais medalhas quase que certas. Com 4 duplas, o Brasil pode até pegar 4 medalhas. É muito difícil, claro, mas pelo menos 2 podem ser contabilizadas. Medalhas: 2 / Top8: 4

Faltando 100, contabilizo novamente!

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