Mundial de Ciclismo Pista – Parte Final

Demorou um pouquinho, mas veio o post.

Dia 4

A prova da Omnium (que conta com 6 provas diferentes) sofreu uma modificação neste ano. São dados pontos de acordo com a performance nas 5 primeiras provas e a última, que é uma corrida por pontos, os pontos da prova são somados à pontuação, o que pode mudar tudo no final. Uma ótima ideia.

O colombiano Fernando Rendon liderava após 5 provas com 170 pontos, seguido do italiano Elia Viviani com 164 e do australiano Glenn O’Shea com 158 e tudo iria mesmo para a definição na corrida por pontos, que foi muito animada. Rendon somou 15 pontos e com mais 20 por ter dado uma volta no pelotão ficou com 205 no total, terminando mesmo com o ouro. O’Shea também deu uma voltas e terminou com 190, passando o italiano que somou 17, mas não conseguiu os 20 extras e terminou com 181. Grande prova do neozalandês Aaron Gate que estava em 12º e com 3 volta no pelotão (+60 pontos) flertou com o pódio, terminando em 5º. O brasileiro Gideoni Monteiro estava em 13º com 90, somou 2 pontos nos sprints e conseguiu dar uma volta, terminando na 15ª posição com 112 pontos no total. Ele ainda peca nas provas de velocidade (volta lançada e km contra relógio).

Depois de decepcionar no sprint por equipe, Kristina Vogel levou o ouro no sprint individual. Na final, ele fez 2-0 na holandesa Elis Ligtlee, sendo que na primeira corrida ela venceu pela menor margem, por apenas 0.001!! Bronze para a chinesa Zhong Tianshi que venceu a australiano Stephanie Morton por 2-0. Vogel conquista, assim, o bi mundial no sprint individual e seu 6º título mundial.

Nas provas não-olímpicas, o suíço Stefan Küng surpreendeu na final o australiano Jack Bobridge com 4:18.915 contra 4:19.184, quebrando a sequencia de 4 títulos mundiais seguidos de australianos. Na scratch feminina, vitória da holandesa Kirsten Wild. Amy Cure (AUS) ficou com a prata e fecha mundial com 3 medalhas, uma de cada cor. Depois de 3 pódios seguidos no scracth (sendo 2 ouros), a polonesa Katarzyna Pawlowska foi apenas 16ª.

Dia 5

François Pervis não conseguiu repetir o feito de 2014 e levar 3 ouros, pois caiu nas 4as do sprint individual para seu compatriota Gregory Baugé, perdendo por 2-1 de virada. Baugé, aliás, venceu outro compatriota na semifinal, Quentin Lafargue, e na final levou o ouro com 2-0 no russo Denis Dmitriev. Baugé venceu seu 9º título mundial, sendo o 4º no sprint individual (são outros 5 no sprint por equipe)! Baugé havia vencido as duas provas no mundial de 2011, mas por ter faltado em exames de doping, todos os seus resultados de 2011 foram anulados e ele perdeu os 2 ouros.

Na Omnium feminina, a australiana Annette Edmondson finalmente levou seu ouro, após 3 pódios seguidos. Ele chegou na prova com 178 pontos, após vencer o contra relógio e a volta lançada, e com 14 de vantagem para a britânica campeã olímpica Laura Trott que não conseguiu virar o jogo terminando pela 3ª vez seguida com a prata em mundiais. Bronze para a holandesa Kirsten Wild, que foi muito bem nos pontos e tirou o 3º lugar da belga Jolien D’Hoore.

Na prova da Keirin feminina, a australiana Anna Meares mais uma vez pôs seu nome na história! Depois de ficar 3 anos sem um título mundial, Meares venceu a Keirin e conquistou seu 11º título mundial e sua incrível 25ª medalha em Mundiais! Prata para a holandesa Shanne Braspennincx e bronze para a cubana Lisandra Guerra.

Na prova mais longa da pista, a Madison, o 5º ouro francês em casa. Bryan Coquard e Morgan Kneisky venceram com 21 pontos contra 20 da dupla italiano e 15 da Bélgica.

Resumo

A França fez a festa em casa, vencendo 5 das 10 provas masculinas, mas não obtiveram nenhuma medalha no feminino (saudades Jeannie Longo e Felicia Ballanger, pentacampeã mundial seguida no sprint E nos 500m). Já no feminino, a Austrália levou 4 das 9 provas consagrando a grande Anna Meares.

Mas a decepção veio pela equipe da Grã-Bretanha. Eles massacraram todos em casa em Londres-2012 com 7 ouros em 10 provas, mas em mundiais as vitórias foram dimuindo. Em 2012 foram 6 ouros, em 2013 5, em 2014 2 e em 2015 não veio nenhum! Foram apenas 3 pratas.

Ao todo, 9 países levaram ouro e 18 ganharam medalha num mundial que coroou Meares, Gregory Baugé e François Pervis. O próximo Mundial será em março do ano que vem em Londres, no velódromo dos Jogos de 2012, chance das Grã-Bretanha retomar o seu domínio.

Lembrando que os mundiais não dão vagas diretas aos Jogos do Rio, mas pontos pro ranking olímpico.

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