Mundial de Ciclismo Pista – Parte I

O primeiro mundial de esportes de verão de 2015, o ano dos mundiais, segue até domingo na cidade francesa de Saint-Quentin-en-Yvelines, na Grande Paris. Depois de séculos, o Brasil voltou a participar de um mundial de pista, visando aos Jogos do Rio, com participações nas provas de sprint e da omnium masculinas.

Dia 1

A maior surpresa do primeiro dia, na quarta-feira de Cinzas, foi no sprint por equipe feminino. Tricampeãs mundiais e campeãs olímpicas em Londres, as alemãs Miriam Welte e Kristina Vogel fizeram apenas o 3º tempo na quali com 32.712 e foram disputar o bronze, onde perderam para a dupla da Austrália, que contou com a super Anna Meares, e ficaram sem medalha. O ouro ficou com a dupla da China, que fez 32.034 na final, no recorde mundial, contra 32.438 da dupla da Rússia.

No sprint por equipe masculino, a vitória ficou com a super equipe da França, formada por Gregory BaugéMichael D’Almeida e Kévin Sireau. Essa mesma equipe venceu em 2011, mas um teste anti-dopingpositivo do Baugé antes do Mundial anulou o resultado deles. A última vez que os franceses venceram mesmo essa prova foi em 2009, quando fizeram um tetra mundial seguido. Baugé, aliás, fez parte deste tetracampeonato de 2006 a 2009. Na final, a França fez 43.136 e venceu a Nova Zelândia, que foi relegada por errar a troca dos atletas. O bronze ficou com a Alemanha. O Brasil voltou aos mundiais de pista nesta prova com 44.849 e o 15º lugar na qualificação entre 16 equipes.

A outra final do dia foi da corrida por pontos feminina, com vitória da alemã Stephanie Pohl. Pohl e mais três conseguiram dar uma volta no pelotão. Com 38 pontos, a alemã ficou com o ouro melhorando a prata que havia conquistado ano passado. Completaram o pódio Minami Uwano do Japão e Kimberly Geist, dos EUA. A veteraníssima colombiana de 46 anos Maria Luisa Calle, bronze em Atenas-2004, ficou em 10º.

Dia 2

Ano passado, o nome do mundial foi o francês François Pervis, que levou 3 ouros individuais. Em casa, Pervis começou bem, ficando com o ouro na Keirin. Na final da “prova da motinho”, Pervis fechou com 0.085 de vantagem sobre o neozelandês Edward Dawkins e 0.229 do malaio Azizulhasni Awang.

Na perseguição por equipe masculina, a Nova Zelândia foi absoluta, vencendo a qualificação, sua bateria da 1ª fase e a apertada final. Na disputa do ouro, fizeram 3:54.088 contra 3:54.687 da forte equipe britânica. Na disputa do bronze, deu Austrália, que alcançou a Alemanha por trás.

Na prova feminina, a equipe da Austrália foi perfeita e venceu na final as britânicas com 4:13.683, novo recorde mundial. As britânicas fizeram 4:16.702. A vitória australiana quebrou a sequência de 4 títulos britânicos e não deixou a Laura Trott levar o penta. Bronze foi para o Canadá (4º pódio seguido em mundiais) que venceu fácil a Nova Zelândia.

Nos 500m feminino contra relógio, a russa Anastasia Voynova venceu com 33.149, contra 33.425 da Anna Meares (AUS) e 33.699 da Miriam Welte (GER). É a 9ª medalha em Mundiais da Meares nesta prova! Na scratch masculina, vitória do alemão Lucas Liss após 60 voltas (15km), seguido de Albert Barcelo (ESP) e Bobby Lea (USA).

Dia 3

No único dia sem provas olímpicas, o destaque foi novamente François Pervis na prova do quilometro contra relógio, prova que é recordista mundial. Com 1:00.207, Pervis se torna tricampeão mundial seguido no quilometro, seguido de Joachim Eilers (NED) com 1:00.294 (também foi prata ano passado) e do neozelandês Matthew Archibald com 1:00.470.

Sem a presença da americana Sarah Hammer na prova, a vitória da perseguição individual feminina ficou com a australiana Rebecca Wiasak (foto) com 3:30.305 na final (3:27.018 na qualificação) contra 3:33.867 da americana Jennifer Valente. Bronze para a australiana Amy Cure, 3ª medalha dela neste mundial.

Fechando o dia, a corrida por pontoas masculina, onde o vencedor foi o russo Artur Ershov. Ele e mais 4 deram uma volta no pelotão e o russo venceu numa prova bem apertada. Ele teve 31 pontos, contra 30 do espanhol Eloy Rovira e 29 do alemão Maximilian Beyer. O 4º colocado, o neozelandês Regan Gough também fez 29 pontos, mas chegou depois do alemão.

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