Mundial de Esqui Alpino – Parte I

O segundo mundial de esportes de inverno da temporada começou nesta terá-feira nas famosas pistas de Vail e Beaver Creek, Colorado, EUA. A cidade já recebeu os mundiais de 1989 e 1999, e os EUA voltam a receber o Mundial.

Super-G Feminino

Primeira prova do Mundial, marcou o retorno da musa Lindsey Vonn aos grandes torneios. Sua última participação foi justamente no Super-G do último mundial, quando ela sofreu uma queda muito feia que a tirou do resto do mundial e dos Jogos de Sochi.

A prova foi atrasada por meia hora e sofreu uma interrupção por conta dos fortes ventos em Beaver Creek. Após 10 atletas, quem liderava era a alemã Viktoria Rebensburg com 1:11.07, campeã olímpica no slalom gigante em Vancouver-2010. A liderança depois foi para a austríaca Cornelia Hütter com 1:10.55, mas nenhuma delas iria terminar no pódio.

Aí veio ela. Lindsey Vonn fez uma bela descida e se tornou a nova líder, com 1:10.44. Tudo parecia perfeito para a musa, mas sua felicidade durou muito pouco. A próxima a descer foi a eslovena Tina Maze. Maze foi campeã geral da Copa do Mundo de 2012-13 de maneira espetacular e levou dois ouros em Sochi, mas essa prova não é a sua especialidade. Ela só venceu uma vez na carreira o Super-G em copas do mundo, mas com 1:10.32, deixou a sua maior rival da atualidade para trás em casa.

As coisas pareciam que não iriam mudar, quando Tina Weirather (LIE) fez 1:11.32 e Elisabeth Görgl (AUT) não terminou. Aí veio a campeã olímpica, a austríaca Anna Fenninger (foto).

Fenninger fez grande prova e tirou 3 centésimos do tempo da Maze, ficando com o ouro, seu segundo em um mundial.

Super-G Masculino

A prova deveria ter sido realizada na quarta-feira, mas fortes ventos e uma nevasca adiaram para a quinta-feira.

O primeiro a descer foi o francês Brice Roger, que completou com 1:16.50. E demorou 7 atletas para que ele perdesse a liderança para o austríaco Georg Streitberger com 1:16.22. Logo após Streitberger, desceu o americano Bode Miller. Bronze em Sochi nesta prova, Miller fazia uma ótima descida e ia para a liderança, quando na última parcial errou um salto e sofreu uma queda feia, rompendo o tendão da panturrilha. Miller está fora do Mundial. Em 2013 foi a Vonn, agora o Miller. Americanos sem sorte em mundiais…

O mundial marca o retorno do norueguês Aksel Lund Svindal. Depois de fracassar em Sochi ficando sem medalhas, Svindal é especialista no Super-G e assumiu a liderança com 1:16.05, mas a festa durou pouco. Logo após o Svindal, o francês Adrien Theaux tomou a liderança com 1:15.92.

Pouco depois foi a vez do especialista na prova, o austríaco Hannes Reichelt, dar show. Com 1:15.68, Reichelt tirou 0.24 do Theaux e foi para o topo do pódio, não perdendo mais. Depois dele seria a vez do norueguês Kjetil Jansrud. Vice-líder da copa Copa do Mundo, com 5 vitórias já nesta temporada e campeão olímpico em Sochi, Jansrud pegou o 3º lugar no momento, empatado com o austríaco Matthias Mayer, ouro em Sochi no downhill.

Os 22 melhores do ranking descem primeiro, então parecia que nada mudaria. Campeão mundial em 2013, Ted Ligety não faz uma boa temporada, então foi o 26º a descer. Fez 1:16.38 e terminou em 8º na prova. Mas aí, quando se menos esperava, o canadense Dustin Cook surpreendeu a todos e fez 1:15.79, pegando a prata. Foi a descida da sua vida, já que até então seu melhor resultado em uma copa do mundo havia sido um 12º lugar!

O mundial segue nesta sexta com o downhill feminino.

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