O que esperar de 2015?

No ano pré-olímpico recheado de mundiais, podemos esperar muita coisa boa dos atletas brasileiros. Vou dar a cara a tapa e falar das minhas previsões para o 2º ano mais importante da história do esporte brasileiro (o 1º será 2016, claro).

Atletismo – Em ano de Mundial em Pequim, o Brasil tem poucas chances de medalha, mas algumas são boas. Novamente a maior chance é no salto com vara, feminino com a Fabiana Murer e masculino com o Thiago Braz e Augusto Dutra. O Duda nos salto em distância, o 4x100m feminino são outras apostas. De olho no Darlan Romani no peso, no Carlos Chinin no decatlo e nas meninas nos lançamentos, que podem surpreender com bons resultados. O Brasil deve conquistar 1 ou 2 medalhas no Ninho do Pássaro. A Fabiana vai novamente em busca do título da Diamond League e tem boas chances de conquistar o tri. Já no Pan, o Brasil deve conseguir muitas medalhas, algo por volta de 25-30.

Badminton – Lohaynny Vicente e Ygor Coelho devem ser os destaques do ano. Ygor jogou bem nos Jogos da Juventude e Lohaynny conquistou algumas medalhas em 2014. Difícil esperar algum resultado espetacular e o destaque do ano vai ser o Pan, com 3 medalhas.

Basquete – Num ano onde o mais importante é a Copa América, o Brasil tem que mostrar que está recuperado e nem sonhar em repetir o fiasco da última edição. No Mundial, ia muito bem até fazer aquele jogo medonho com a Sérvia. Uma final é o mínimo que o Brasil tem que conseguir (USA não disputa). No feminino, o Brasi foi pífio no Mundial e o bronze na Copa América também é o mínimo esperado, senão um fiasco olímpico é iminente.

Boxe – Se os irmãos Falcão e agora se o Everton Lopes, o Brasil vai pro Mundial com desfalques, mas ainda assim com boas chances de medalha, e deve conquistar 2 ou 3. No Pan, os brasileiros devem ir bem e pegar umas 7 medalhas.

Canoagem Slalom – Ana Sátila segue sendo a melhor do Brasil no esporte, mas longe das melhores do mundo ainda. Uma final no Mundial no K1 seria um grande resultado. Em 2014 ela ficou por uma posição. No masculino, difícil algum bom resultado. No Pan, onde a modalidade fará sua estreia, medalhas são muito prováveis em todas as provas, já que é apenas um barco por país.

Canoagem Velocidade – Isaquias Queiroz tem tudo para conquistar o C-1 1.000m no mundial deste ano, basta não repetir a falha no último metro, quando caiu do caiaque. Também é o favorito para o tri no C-1 500m. As chances brasileiras seguem apenas na canoa e o caiaque, se pegar uma Final B e uma copa do mundo já seria um bom resultado. Já no Pan, o Brasil deve conquistar muitas medalhas e com chances até de liderar o quadro de medalhas.

Ciclismo BMX – Renato Rezende vem evoluindo muito nos últimos anos, indo bem na Copa do Mundo em 2013 e 2014 e no Mundial do ano passado. Esse ano tem tudo para repetir e até pegar uma medalha numa etapa da Copa do Mundo. Mas mesmo no Pan deve ter dificuldades, principalmente com os colombianos. No feminino, chances nulas de grandes resultados. Talvez no máximo uma medalha no Pan.

Ciclismo Estrada – Poucas chances de bons resultados. Os brasileiros que estão em boas equipes europeias são meros coadjuvantes e podem at;e disputar algum dos principais Tours do mundo. Já no feminino, a equipe é boa, mas não disputa as grandes competições do circuito mundial e não tem chances com as grandes potências. No Pan, talvez uma medalha apenas.

Ciclismo Mountain Bike – Desde que a Jaqueline Mourão foi pro esqui cross-country e biatlo, o feminino tem deixado muito a desejar, mesmo num nível sul-americano. No masculino, tem bons atletas, mas estão a milhas dos europeus. Difícil algum resultado expressivo, mesmo no Pan.

Ciclismo Pista – A equipe brasileira tem mostrado uma bela evolução, conquistado resultados interessantes nas copas do mundo. Flavio Cipriano na keirin e Gideoni Monteiro na omnium são as melhores chances de bons resultados. No feminino, nada a se esperar. O Pan deve trazer as primeiras medalhas na pista desde o Pan de 1995.

Esgrima – Renzo Agresta no sabre, a equipe de florete masculina e de espada feminina são as maiores apostas para o ano. Essas devem ser as equipes que disputarão so Jogos do Rio e tem feito os melhores resultados. Ghislain Perrier e o Renzo são os maiores nomes da esgrima brasileira. Uma medalha em um GP ou Copa do Mundo é difícil, mas algumas 8as ou 4as de final são ótimos resultados. O Pan deve trazer umas 4 ou 5 medalhas.

Futebol – A seleção sub-20 disputa o Sul-americano em janeiro e tem obrigações de se classificar pra Copa do Mundo na Nova Zelândia e uma boa participação, de preferência com pódio, é o que se espera dessa seleção, que será base da olímpica. No feminino, a Copa do Mundo no Canadá é a grande competição do ano. No Grupo E, o Brasil deve passar em 1º, mas dificilmente irá além de uma 4a de final.

Ginástica Artística – A competição mais importante é o Mundial em Glasgow, que classificará as primeiras equipes pros Jogos do Rio. No masculino, assim como ano passado, a equipe deve pegar uma final de equipes e, com isso, levar a vaga pro Rio. Já no feminino, a coisa não está lá essas coisas, mas se a Flávia Saraiva, Jade Barbosa e Rebeca Andrade estiverem na equipe, podemos começar a sonhar, talvez não com a vaga neste Mundial, mas no pré-olímpico ano que vem que será no Rio. No individual, novamente o Arthur Zanetti vai pegar medalha nas argolas, o Diego segue podendo beliscar algo no solo ou até no salto, o Susaki tá chegando perto da medalha no individual geral, mas acho que ele vai reservá-la pro Rio. Tem uns outros bons nomes surgindo no masculino, o que nos deixa bem animados. Entre as meninas, uma final no individual geral já tá virando lucro…

Ginástica Rítmica – Curioso pra ver a Angelica Kvieczynsnki no Mundial (espero que dessa vez sem a palhaçada do erro na inscrição dela), que pode brigar por um top-30. Na prova de grupos, as meninas tem melhorado e devem subir alguns degraus no mundial deste ano, quem sabe pegando um top-12. No Pan, a briga vai ser direta com as americanas, que até pouco tempo nem tinham equipe.

Ginástica Trampolim – Tá difícil alguém chegar perto das finais no trampolim. No último mundial, a Giovana Matheus foi a melhor em 27ª, então o negócio é ficar feliz com uma vaga que o Brasil terá no Rio-2106.

Golfe – Confesso que ainda não acompanho muito, mas é outro esporte que nenhum resultado expressivo virá. O máximo que podemos esperar é um resultado no Tour Latino-Americano do PGA, como ocorreu em 2014.

Handebol – É muito difícil defender um título mundial no handebol, mas as meninas tem grandes chances de novamente chegar à semifinal do mundial em dezembro na Dinamarca. Já entre os homens, o início de mundial já foi pior que o esperado, mas a boa partida contra a Espanha neste sábado me deu mais esperanças e o Brasil deve passar para as 8as, e deve melhorar o 13º do último mundial. No Pan, o feminino não tem adversárias e vai levar o penta e os homens devem novamente fazer um final contra a Argentina, a 4ª seguida.

Hipismo – A equipe brasileira de saltos está muito bem e novamente ficou a centímetros do pódio nos Jogos Equestres. Marlon Zanotelli tem se mostrado a maior revelação do hipismo brasileiro e deve conseguir novamente bons resultados na Copa do Mundo. O CCE também tem uma boa equipe, mas não disputa as principais provas. Já o adestramento tem uma boa revelação, o João Oliva, mas as marcas estão muito aquém. Espera-se uma evolução para não fazer feio no Rio-2016. No Pan, chances de umas 5 medalhas.

Hóquei na Grama – A vaga pro Pan da seleção masculina caiu dos céus e as esperanças de ter um time no Rio-2016 aumentaram um pouco. Para isso, é necessário o 6º lugar no Pan e a equipe tem chances disso, mas não será nem um pouco fácil. No feminino, nenhuma competição importante no ano.

Judô – É muito difícil prever no judô, pois cada torneio é um torneio e sempre tem caras novas, mas o Brasil tem se firmado como uma das potências no esporte. No mundial no Cazaquistão, devemos levar umas 6 medalhas, mas espera-se uma performance melhor no lado masculino, que nos últimos dois mundiais só viram o Rafael Silva subir ao pódio. Tá na hora do Charles Chibana e do Victor Penalber despontarem. No Pan, espero, no mínimo, 12 medalhas.

Levantamento de Peso – Fernando Saraiva segue a única chance de um top10 no Mundial, o que se, conseguir, seria pela 3ª vez na carreira. Medalha ainda longe, precisaria de mais uns 20kg. No Pan, podemos brigar por 4-5 medalhas.

Lutas – A prata da Aline Ferreira foi espetacular e inesperada, mas repetir o feito não vai ser fácil. Ainda assim, a luta feminina te tudo para trazer bons resultados e espero 3 top8 no Mundial. Na masculina, tanto a livre como a greco-romana seguem mal. No Pan, devem ser 4 medalhas no feminino e apenas 1 ou 2 no masculino.

Nado Sincronizado – Os anos passam e parece que nada muda no nado sincronizado. Não só no brasileiro, como no Mundial. As colocações parecem até já pré-definidas. No Mundial, o Brasil vai seguir brigando entre o 10º e 14º lugar, tanto no dueto como por equipe. No Pan, buscará o bronze contra o México. Mesmo texto dos últimos 15 anos…

Natação – Muito ansioso pro Mundial! Cielo, Thiago Pereira, Bruno Fratus, Felipe França, Leonardo de Deus, Etiene Medeiros, revezamento 4x100m livre e medley, todos com chances de finais e alguns de medalha, inclusive em provas olímpicas. Será a volta à seleção da Joanna Maranhão, nadadora mais completa da história do Brasil. Apostaria em 8 medalhas no total, sendo 5 em provas olímpicas. O Pan será muito próximo do Mundial, então muitos não disputarão a competição canadense, mas Thiago Pereira já disse que vai e deve levar mais ums 8 medalhas, podendo chegar as 20 de ouros na carreira.

Pentatlo Moderno – A Yane Marques ficou meio apagada em 2014, não disputou muito a Copa do Mundo e não foi tão bem no Mundial. Ela segue sendo a única chance de um bom resultado e pode pegar uma medalha na Copa do Mundo. O Mundial depende muito do dia e com a Yane nunca se sabe. O masculino segue sem nenhum atleta competitivo com os europeus.

Pólo Aquático – Será o 1º ano completo da seleção masculina com seus reforços e repatriações e podemos esperar bons resultados. No Mundial, a minha expectativa é chegar às 4as de final e no Pan a prata ou até o ouro, superando os EUA. O feminino evoluiu um pouco e a expectativa é um top 10 no Mundial e a prata no Pan seria já um ótimo resultado.

Remo – Acho que é o esporte que o Brasil menos evoluiu nos último anos. Tá difícil até pensar em medalhas no Pan, quem dirá em Mundiais. Uma Final B em prova olímpica no Mundial seria algo espetacular. Nada a se esperar do remo brasileiro em 2015.

Rugby 7s – As meninas estão bem, mas ainda são inferiores às principais equipes do mundo. Na Rugby World Series brigam por no máximo uma vaga nas 4as de final nas etapas. No masculino, a distância é bem maior e uma semifinal no Pan já seria muito bom.

Saltos Ornamentais – Ultimamente pegar uma semifinal já é um bom resultado. No Mundial, chances zero. Mesmo no Pan as chances são baixas, já que o Pan costuma ser uma disputa muito forte, com americanos, canadenses, mexicanos e colombianos que medalham em mundiais.

Taekwondo – O taekwondo deu um gás nos últimos meses e busca uma recuperação este ano para chegar bem em 2016. Iris Tang Sing, 4ª do ranking mundial na sua categoria, Guilherme Dias, bronze no último mundial, e Henrique Moura, 5º no ranking, são as maiores apostas, mas medalha no Mundial, talvez seja apenas 1 e olhe lá. No Pan, pode-se esperar umas 4.

Tênis – De olho, como nos último anos, no Bruno Soares e no Marcelo Melo. Os duplistas ainda não jogarão juntos direto, mas tem tudo para seguir vencendo títulos com seus parceiros europeus. Acredito que virá o primeiro Grand Slam nas duplas. Em simples, Bellucci, Feijão e Teliana vão seguir brigando por posições intermediárias, para ficar entre os 50-70 primeiros do ranking mundial. Sem esperanças de títulos.

Tênis de Mesa – Difícil querer medalha no Mundial, pra não dizer impossível, mas se alguém chegar nas 8as já será um belo resultado, e o Hugo Calderano e o Gustavo Tsuboi tem boas chances. Tsuboi deve bater o top30 no ranking mundial. De resto, podemos ter medalhas nas copas do mundo e o Pan deve ser dominado pelo Brasil, que trará 5 medalhas.

Tiro – Sem Mundial de pistola e rifle, de olho então na Copa do Mundo e no Pan, que valem vagas pro Rio-2016. O Brasi tem boas chances de conseguir novas vagas olímpicas. Podem dar uma boa notícia no ano Julio Almeida, Cássio Rippel, Bruno Heck, Rodrigo Bastos e Roberto Schmits. No feminino, não espero nada.

Tiro com Arco – Marcus Vinícius D’Almeida vai ser testado este ano com o Mundial e a Copa do Mundo. Deve brigar pelas 4as de final. Sarah Nikitin não teve um bom segundo semestre em 2014 e dificilmente chega novamente às 4as, como fez em 2013. Nas Copas do Mundo, chuto 3 medalhas e no Pan mais 3.

Triatlo – Pamela Oliveira é a maior esperança do Brasil. Em 2014 já conseguiu uns bons resultados e em 2015 vai brigar por um top10 no World Series, após o 13º lugar no ano passado. Ainda assim não pegará nenhum pódio no WTS. No masculino, mais difícil ainda.

Vela – Martine Grael e Kahena Kunze são sem dúvida a maior aposta. Melhores velejadores do mundo em 2014, vão medalhar mais uma vez no Mundial. O Robert Scheidt decepcionou no mundial de 2014, mas 2015 ele volta a crescer para chegar com tudo em 2016. Quanto às outras classes, medalhas são muito difíceis. Dá para esperar Top 10 do Bimba, Patricia Freitas, Jorginho Zarif e no 470 feminino.

Vôlei – O vôlei é como todo ano. Brasil vai brigar pelo ouro em todas as competições e conquistará medalha em praticamente todas. Após a confusão com a CBV, as coisas parecem que estão se arrumando e o Rio receberá a final da Liga Mundial. Pelo histórico, o Brasil não ganha em casa. No GP feminino, as meninas vão pegar pódio novamente e nas Copas do Mundo no Japão, serão mais duas medalhas.

Vôlei de Praia – As novas duplas masculinas e femininas estão melhorando, após um começo de 2014 bem ruim. Larissa/Talita vão brigar pelo título do Tour e pegarão medalha no Mundial da Holanda. No masculino, as novas duplas não se destacaram e será mais um ano de adaptação. Será interessante ver Ricardo/Emanuel de volta.

 

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