7ª Semana de Mundiais – Terça-feira

Ginástica Artística

A primeira final do mundial foi sensacional. Na prova por equipes, diferente da qualificação, cada um dos 8 países finalistas deve fazer três apresentações por aparelho e todas as notas são somadas, não há descartes! Todos os 6 atletas da equipe devem se apresentar e quem somar mais após as 18 apresentações vence.

Já era um dia histórico para o Brasil, com a participação dos meninos pela primeira vez em uma final por equipes masculina. China e Japão ficaram lado a lado desde o início, sempre no mesmo aparelho. Eles começaram no solo e com dis erros chineses, incluindo uma queda de Ran Cheng, que tirou apenas 14,000. Com sua super equipe especialista no solo, o Japão liderou com 46,732 contra 44,766 dos chineses. O Brasil começou no salto com 45,532, incluindo um 15,566 de Sérgio Sasaki, a maior nota neste aparelho no dia.

Na segunda rotação, o Japão seguiu na liderança após o cavalo com alças e novamente os chineses ficaram devendo e estavam bem longe, atrás até mesmo do Brasil, que foi para as barras paralelas, mas não foi bem. Sasaki novamente o melhor do país com 14,666 e o Brasil caiu de 4º para 5º.

Na terceira, o Brasil foi para a barra fixa e também não foi muito bem, incluindo um 13,600. Sasaki novamente o melhor com 15,000. Já lá entre os favoritos, nas argolas, a China se recuperou. Liu Yang fez 15,900 e os chineses tiraram 2 pontos do Japão. Enquanto isso, Rússia, Estados Unidos e Grã-Bretanha brigavam nota a nota pelo bronze.

Na quarta, a China tira mais 0,300, com ótimas notas nos saltos. No solo, o Brasil foi bem, com um 15,633 de Diego Hypolito e se consolidava no 6º lugar, já que a Suíça não ameaçava e a Alemanha errava muito.

Na quinta rodada, o Brasil foi pro cavalo com alças, nosso pior aparelho. A Alemanha foi para o solo, que incluiu um baixo 12,333 e o Brasil tinha o 6º lugar quase que garantido, bastava não cometer nenhum erro grosseiro. No topo, a China tirou mais um pouco da liderança japonesa nas barras paralelas liderados pelo 15,900 de Lin Chaopan. Na disputa pelo bronze, as coisas pegavam fogo! Após 5 rotações, Estados Unidos com 223,869, Rússia 223,570 e Grã-Bretanha 223,537! Os russos iriam para o cavalo, que tem notas mais baixas, enquanto americanos e britânicos no solo, com vantagem dos americanos.

Na última rodada, o Brasil fechou nas argolas com 15,633 de Arthur Zanetti e terminou na histórica 6ª colocação com 263,562. No solo, os americanos foram impecáveis com dois 15,300 e um 15,900 de Jacob Dalton. O melhor britânico fez 15,300 e com isso, o bronze foi dos Estados Unidos.

Na barra fixa, o Japão foi na frente contando com um 15,400 de Kohei Uchimura. No último exercício da China, Zhang Chenglong fez o inacreditável e tirou a melhor nota da barra neste mundial, incluindo a qualificação, com excepcionais 15,966, bem acima do seu 15,166 da quali e da nota do Zonderland de 15,600, melhor na quali. Com esse notaço, a China soma 273,369 contra 273,269 do Japão! Foi o 6º título mundial por equipe masculino seguido da China, e o 10º nos 11 últimos mundiais! Foi a 4ª prata seguida do Japão.

Vale ressaltar que o Sasaki se apresentou nos 6 aparelhos e somou 89,098 contra os 87,522 da quali. Se repetir, pode brigar novamente por um top 6 na quinta-feira.

Pódio

Equipe masculina

Ouro – China – 273,369

Prata – Japão – 273,269

Bronze – Estados Unidos – 270,369

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