Mundial Juvenil de Atletismo – Dia 6

Mais uma medalha brasileira e os Estados Unidos encerram o Mundial com chave de ouro.

Provas de Pista

Na final dos 800m masculino, Thiago André fez novamente uma boa prova, mas repetiu a 4ª colocação que obteve nos 1.500m. Com o tempo de 1:46.06, recorde pessoal, ele ficou atrás dos quenianos Alfred Kipketer com 1:43.95, melhor marca do ano, Joshua Masikonde com 1:45.14 e do sueco Andreas Almgren com 1:45.65, recorde juvenil nacional. Kipketer venceu ano passado os 800m no Mundial de Menores.

No único sprint do dia, os 100m com barreiras feminino, dobradinha americana com Kendell Williams com o ótimo tempo de 12.89, recorde da competição. Prata para Dior Hall com 12.92 e bronze para a holandesa Nadine Visser (que também foi bronze no heptatlo) com 12.99, recorde juvenil nacional.

Os 3.000m com obstáculos masculino tiveram uma dobradinha queniana, com o ouro para Barnabas Kipyego com 8:25.57 e a prata para Titus Kipruto Kibiego com 8:26.15. Com o bronze, o barenita Evans Rutto Chematot com 8:32.61. Bom mundial do Bahrain com 4 medalhas.

Os 1.500m feminino, viram a 4ª dobradinha na pista do dia! Dessa vez da Etiópia. Dawit Seyaum venceu com 4:09.86, seguida de Gudaf Tsegay com 4:10.83. A queniana Sheila Keter completou o pódio com 4:11.21.

Encerrando o Mundial, os revezamentos 4x400m, com dupla vitória americana. No feminino, elas venceram com 3:30.42, melhor marca do ano, seguidas da Grã-Bretanha com 3:32.00 e da Alemanha com 3:33.02. No masculino, os americanos fizeram 3:03.31, melhor tempo do ano, e foram seguido de perto pelos japoneses com 3:04.11. A Jamaica completou o pódio com 3:04.47.

Provas de Campo

O salto triplo masculino viu a 2ª medalha brasileira da competição. Mateus de Sá começou com o salto de 15,93m, para depois melhorar para 16,47m, novo recorde juvenil brasileiro. O cubano Lázaro Martinez confirmou o favoritismo com dois saltos excepcionais: 17,08m na 1º e 17,13m no 2º, novo recorde da competição. A prata ficou com o alemão Max Hess com 16,55m. Outro cubano, Andy Diaz, chegou perto do brasileiro e deu um susto no último salto, quando fez 16,43m.

No lançamento de dardo masculino, o letão Gatis Cakss confirmou a tradição do seu país na prova vencendo com 74,04m. Ele estava fora do pódio até o último lançamento (vinha de uma série muito constante com 70,65, 70,21, 70,06, 70,70 e 70,89, até surpreender e fazer o lançamento do ouro. O esloveno Matija Muhar liderava com 72,97m e perdeu o título no finalzinho. O bronze foi para Andrian Mardare, da Moldávia, com 72,81m, que obteve 74,46m nas eliminatórias.

Vitória histórica no salto em altura feminino, a última prova do Mundial. Campeã do heptatlo, a britânica Morgan Lake já havia feito um prova excepcional de salto em altura na prova combinada, com 1,94, melhor salto da história em um heptatlo juvenil. Na final, ela sobrou. Apenas quatro passaram em 1,88m, sendo que Lake e a checa Michaela Hruba passaram de primeira. Em 1,91m, Lake também passou de primeira e já botou a mão no ouro. Hruba teve dificuldade, mas passou na terceira. Em 1,93m, Lake passou na 2ª e garantiu o título depois que a checa errou as 3. A britânica ainda tentou 1,97m, mas não conseguiu. O bronze ficou para a russa Irina Ilieva com 1,88m. Lake se tornou a primeira mulher a vencer o heptatlo e o salto em altura em mundiais de qualquer categoria.

Resumo

Os Estados Unidos começaram mal, só conseguindo seu primeiro ouro no fim do segundo dia. Aí veio um show. Foram 11 ouros, 5 pratas e 5 bronzes. Detalhe que os 11 ouros foram em provas de pista, incluindo os quatro revezamentos. Quênia veio logo atrás com uma ótima performance de 4-5-7. Etiópia com 3-3-0 Grã-Bretanah com 3-2-1, Rússia com 3-1-2 e França com 3-0-0 foram os outros páises que levaram 3 ouros. No total, 21 países venceram um ouro e 40 ganharam pelo menos uma medalha, incluindo alguns com pouquíssima tradição no atletismo, como Peru, Índia, Nova Zelândia e Moldávia. Com 1 ouro e 1 bronze, o Brasil ficou e 13º no quadro.

Na classificação por pontos, os Estados Unidos com nada menos que 39 performances num top 8, somou 206 pontos, muito a frente do Quênia com 124, Alemanha com 87 e Japão com 83, a boa surpresa do torneio. O Brasil somou 25 pontos com 5 top 8 (o revezamento 4×100 feminino não entrou pois não terminou a prova). 64 países tiveram um Top 8.

O Japão receberá os Jogos em 2020 e já está se preparando muito melhor que o Brasil…

O próximo Mundial será 2016 na cidade russa de Kazan, que acaba de receber o Mundial de esgrima.

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