Mundial Juvenil de Atletismo – Dia 3

Uma prova histórica de barreiras, o Brasil não pega uma medalha por muito pouco e uma final espetacular do salto com vara.

Sessão diurna

Apenas eliminatórias na manhã de quinta-feira. O destaque brasileiro foi a excelente qualificação do disco feminino! Pelo grupo A, Izabela da Silva só precisava de 52,00m para passar para a final. Logo na primeira tentativa, fez 51,63m, o que já seria praticamente suficiente. Na segunda, lançou o disco a 55,96m, novo recorde juvenil brasileiro, e a colocou com a melhor marca na quali entre 32 atletas dos dois grupos! A segunda colocada foi uma alemã com 53,46m, 2,5m pior. Vamos ver na final desta sexta.

Na quali do salto triplo, Núbia Soares fez 13,27m e avançou para a final com a 7ª marca. Gabriele dos Santos ficou em 13º com 13,13m, não avançando por 1cm. A melhor marca ficou com a francesa Rouguy Diallo com 13,77m.

Na pista, Jucian Pereira disputou a semi dos 400m com barreiras, ficando em 5º na suabateria com 51.98, não passando para a final. O melhor tempo foi do barenita Ali Khamis Khamis com 49.93, quase 1s melhor que o segundo melhor tempo.

Nos 200m, Vitor Hugo dos Santos, prata no último mundial de menores nesta prova, ficou em 2º na sua bateria com 21.33 e passou para a semifinal. Gabriel Constantino ficou em 4º na sua bateria com 21.37 e não passou. O melhor tempo foi do americano Tretavis Friday com 20.60. Na prova feminina, Vitoria Cristina Rosa fez 24.05, ficando em 3ª na sua bateria e avançando para a semi. Mirna da Silva, que estará nos Jogos Olímpicos da Juventude, ficou em 5º na sua bateria com 24.56 e não avançou. O melhor tempo foi de 23.31, feito pela alemã Gina Lückenkemper e pela americana Kaylin Whitney (foto).

No arremesso de peso, Valdivino dos Santos fez 18,45m, termianndo em 15º e não passando para a final. Melhor marca do egípcio Mostafa Hassan com 19,84m.

Tivemos também as eliminatórias dos 3.000m com obstáculos feminino, com destaque para o melhor tempo da queniana Rosefline Chepngetich com 9:52.63 e pro recorde sul-americano juvenil da peruana Zulema Arenas com 9:54.12. Nos 400m feminino, o melhor tempo foi da americana Jade Miller com 57.85.

No campo, a quali do martelo masculino com o húngaro Bence Pásztor com a melhor marca de 79,26m. O argentino Joaquin Goméz, 4º, bateu o recorde juvenil sul-americano com 75,77m. Na quali do salto com vara masculino, 13 atletas passaram para a final, com 9 deles chegando a 5,20m.

Sessão noturna

Sete finais de altíssimo nível!

A melhor prova da pista foi a final dos 110m com barreiras. Numa final espetacular, o francês Wilhem Belocian se tornou o primeiro juvenil a correr a prova abaixo dos 13s, terminando com 12.99, o segundo recorde mundial juvenil da competição! A prata para o jamaicano Tyler Mason com 13.06, tempo também inferior ao recorde mundial anterior do chinês Xiang Liu de 13.12. O bronze foi para o britânico David Omoregie com 13.35.

A final mais esperado por nós foi a última, a dos 1.500m masculino. Thiago André chegou muito bem cotado e teve tudo para pegar uma medalha. No começo da prova, ele estava encaixotado e por um momnto quase caiu, mas sempre se manteve entre os 4 primeiros. Na última volta, ele e 3 africanos se desgarraram do pelotão e parecia que iria pegar o bronze, mas na última curva, o atleta de Djibouti se recuperou e passou o brasileiro, que ficou com o 4º lugar com 3:42.58. O ouro ficou com o queniano Jonathan Sawe com 3:40.02, a prata para Abdi Mouhyadin do Djiouti com 3:41.38 e o bronze para outro queniano, Hillary Ngetich com 3:41.61. Primeiro top 8 do Brasil.

Nos 400m masculino, o trinitino Machel Cedenio onfirmou o favoritismo e disparou na metade da prova, vencendo muito tranquilo com 45.13, melhor tempo do ano juvenil. A mais de 1s, a prata foi para o japonês Nobuya Kato com 46.17 e o bronze ficou com o barenita Abbas Abubakar Abbas com 46.20.

A final dos 800m feminino foi meio maluca. Logo no começo, uma das quenianas sentiu uma fisgada e abandonou. Aí a islandesa Anita Hinriksdottir assumiu a liderança. Campeã mundial de menores ano passado, ela bem que tentou, mas faltando 200m pro fim, não suportou o passo e abandonou a prova. Aí sobrou pra queniana Margaret Wambui vencer e levar o ouro com 2:00.49. A cubana Sahily Diago, outra favorita, não agentou o ritmo e foi prata com 2:02.11 e o bronze ficou para a australiana Georgia Wassall, que aproveitou a saída das favoritas, com 2:02.71.

Na final dos 3.000m feminino, novamente os africanos subestimaram os concorretes. Crentes que iam vencer no final, as quenianas não fizeram esforço e, na última volta, deixaram a americana Mary Cain passar e ficar com o ouro com 8:58.48. Lilian Rengeruk prata com 9:00.53 e Valentina Mateiko bronze com 9:00.79 deram mais duas medalhas pra o Quênia.

No campo, mais 4 finais.

O arremesso de peso masculino foi até chato. Isso porque o polonês Konrad Bukowiecki foi tão superior aos outros, que não teve graça. Ele venceu com 22,06m, melhor marca juvenil no ano e por pouco não bateu o recorde da competição. Seu pior arremesso foi 1m maior que o vencedor da prata, que ficou com o holandÊs Denzel Comenentia com 20,17m. O bronze foi para o americano Braheme Days com 20,01m

No salto em distância masculino, dobradinha chinesa como esperado. Jianan Wang conseguiu 8,08m na 3ª tentativa, ficando com a vitória. Qing Lin foi prata com 7,94m e o japonês Shotaro Shiroyama com 7,83m completou o pódio asiático. O brasileiro Lucas Marcelino dos Santos competiu no sacrifício com uma lesão e foi 9º com 7,56m.

Ótimo final do lançamento de dardo feminino. A russa Ekaterina Starygina liderava com 55,98m. Aí, no último lançamento, a sueca Sofi Flink, campeã há dois anos, saiu do bronze e colocava uma mão no ouro com 56,70m. No último lançamento da final, a russa fez 56,85m e roubou de volta o ouro! O bronze fcou com a croata Sara Kolak com 55,74m. Edivania Araújo disputou a final, terminando em 10ª com 49,84m.

Na final mais espetacular do campo, o salto com vara feminino, chuva de recordes! A favorita era a russa Alena Lutkovskaya, que saltou 4,20m de primeira e resolveu que só voltaria a saltar em 4,35m. A americana Desiree Freier passava cada altura na primeira tentativa e fez o mesmo em 4,35m. A russa precisou de 2 chances e estava com o bronze no momento. No 4,40m, a russa decidiu não saltar, mas a americana e a neozelandesa Eliza McCartney passaram apenas na segunda e quem assumiu a liderança foi a australiana Nina Kennedy, que passoud e primeira! Em 4,45m, foi a vez da russa e da americana passarem de primeira eestavam empatadas com o ouro. A neozelandesa passou na segunda e a australiana não conseguiu, terminando em 4º. Com 4,50m, Lutkovskaya passou na 2ª e viu a americana e a neozelandesa errarem. O ouro ficou com a russa com 4,50, igualando o recorde da competição. Freier foi prata com 4,45m, quebrando o recorde americano nos 4,40 e o continental com 4,45. Bronze para a Nova Zelândia com 4,45m, recorde nacional.

Foram ainda 3 semifinais. Nos 200m masculino, Vitor Hugo dos Santos largou mal, correu mal e ainda foi desclassificado. Melhor tempo novamente de Trentavis Friday, com 20.35. Na semi feminina, Vitória Cristina Rosa foi 4ª na sua semi com 24.01 enão avançou. Melhor marca da sueca Irene Ekelund com 22.97. E na semi dos 400m feminino, melhor tempo da cubana Gilda Casanova com 52.45.

O Mundial segue nesta sexta com mais 10 finais.

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