Colômbia x Grécia: impressões de um jogo

Apesar do futebol ser um esporte olímpico, ele nunca foi destaque neste blog, voltado aos esportes olímpicos menos acompanhados pelo público brasileiro em geral.

Mas com a Copa do Mundo em casa, a vontade de ir aos jogos não era (muito) menor que a vontade que tive de ir aos Jogos de Londres.

O antes

Como muitos amigos, colegas de trabalho e conhecidos, me inscrevi no sorteio inicial, mas não fui contemplado com nada. Aí abriu a primeira rodada de vendas, antes mesmo do sorteio das chaves. São Paulo e Rio eram as prioridades, mas não consegui nada. Aí olhando pras outras cidades, vi ingresso no jogo em Belo Horizonte. Pensei: “É perto, se não der avião, dá pra ir de carro ou então de ônibus”. E o jogo seria de um cabeça de chave: C1 x C2. Cabeça de chave, poderia ser Espanha, Alemanha, Argentina. Veio a Colômbia… E ela enfrentaria… A Grécia… Foi uma decepção, mas, como foi o único ingresso que tinha conseguido (já tenho pra outros dois jogos agora), abracei o espírito da Copa e fui atrás de passagem e estadia.

A ida

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Fiquei hospedado no bairro da Savassi e fui ao jogo com mais duas pessoas (para ler o relato de um deles, segue o link). Havia pesquisado no Google um ônibus que iria direto ao estádio. No ponto, descobrimos que aquela linha tinha sido desativada. Aí descobrimos que ali perto saíam os ônibus exclusivos para o estádio por R$15, ida e volta. Entramos na fila seguimos animados. Só que para nossa surpresa, um caminho que deveria levar uns 30-40 minutos, levou quase 2 horas. Planejamento muito ruim (se é que houve) da BHTrans. Uma avenida enorme de 3 pistas, com apenas 2 liberadas para o trânsito. A terceira seria apenas para carros oficiais da FIFA.

Chegando na frente do estádio, o ônibus seguiu reto. Imaginamos que ele iria nos deixar em outra entrada. Ledo engano. Ele andou uns 500-600m e virou a esquerda, subindo um morro longe do estádio e sem nenhuma indicação. Todos reclamaram e pedimos para descer. Chegando na avenida, nenhum voluntário e nenhuma placa. Segui pela direita, pois policiais disseram que a entrada B era para lá. Chegando na entrada, uma enorme fila, pois a polícia estava deixando passar apenas quem tinha ingresso.

Seguimos rápido, entramos na fila dos detectores de metais e seguimos para a entrada B. Uma fila enorme para ler o ingresso e o tempo passava… Saímos do apartamento às 10:20 e conseguimos entrar no estádio 12:50. Subimos as escadas ouvindo o hino colombiano e depois os quase 30.000 colombianos cantando o resto do hino a capella como ocorreu no jogo do Brasil. Toda a raiva que sentimos na ida, começava a dissipar.

No estádio

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A seleção grega não tinha grandes chances e a Colômbia confirmou o favoritismo. Aos 5min de jogo, Armero abriu o placar. A torcida não parava de gritar e o amarelo dominava o estádio. Veio o intervalo e fomos atrás de mais uma cerveja. Desci a escada e o bar do lado do meu portão estava fechado (!!!). Andei um pouco e encontrei outro, com uma fila monstruosa que demoraria pelo menos uns 30 minutos.

No segundo tempo, a Colômbia seguiu seu domínio sobre a Grécia e Teofilo Gutierrez abriu 2-0 aos 13min. A Grecia ainda teve uma bola na trave, mas aos 48min, James Rodríguez abriu 3-0 para alívio dos meus amigos, que tinha perdido o segundo gol pois estavam na fila do bar.

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O momento “nada a ver” foi a hora que começaram a cantar “Sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor” seguido de um “Ei, Dilma, vai…”, estragando um pouco a festa colombiana, que deu um show a parte.

A saída

A animação colombiana era sensacional. Extremamente animados, não paravam de cantar, dançar e gritar na saída do estádio. Passagem obrigatória na lojinha, restava a volta. Sem placas indicando onde pegaríamos o ônibus que nos levou ao estádio, perguntamos a policiais e voluntários sobre os ônibus para Savassi. Seguindo o caminho indicado por quase 30min, chegamos ao corredor do BRT e, para nossa surpresa, não era o nosso ônibus. Descobrimos que teríamos que pegá-lo do outro lado do estádio e, descartando uma andada de mais 40min, pegamos uma fila de 20min para comprar a passagem pelo BRT.

Lotado, o ônibus seguiu rápido até o centro da cidade com dezenas de colombianos que continuavam cantando. Destaque para um deles que tirou uma caixa de som da mochila e só aumentou a animação.

Sem transporte decente (ou pelo menos um planejamento decente), a função de chegar e sair do estádio foi o pior. Isso porque o jogo foi num sábado! Quero só ver nos jogos em dias de semana… Mas a animação dos nossos colegas sul-americanos valeu todos os esforços e é essa a imagem que fica desta partida!

A animação das torcidas deve salvar essa Copa do Mundo.

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