Mundial de Revezamentos – Dia 2

E o Mundial termina com mais um recorde mundial, domínio americano feminino e uma boa participação brasileira.

4x100m masculino

Nas eliminatórias, Grã-Bretanha venceu a 1ª bateria com 37.93. Na 2ª, vitória tranquila da Jamaica com 37.71 (melhor tempo do ano) sem Yohan Blake, enquanto o Brasil fez uma bela prova e ficou em 2º com 38.10, melhor tempo da equipe desde 2007 (37.99 e o 4º lugar no Mundial de Osaka)!! A surpresa veio na 3ª bateria com um erro feio dos americanos na passagem do bastão e sua eventual desqualificação. Com isso, vitória da Alemanha com 38.62 apenas o 10º tempo das eliminatórias

Na final, deu o óbvio. Sem adversários e mesmo sem Bolt, a Jamaica venceu com 37.77, tempo pior que nas eliminatórias. Blake fez os 100m em 9.07 (largada em movimento). Trinidad & Tobago fez uma ótima corrida e levou a prata graças ao ótimo final de Richard Thompson, com 38.04. Bronze para a Grã-Bretanha com 38.19. O Brasil fez uma ótima corrida com boas trocas de bastão e ficou no excelente 4º lugar, com 38.40, mesmo tempo do Japão, em 5º.

Bom ver esse revezamento que já nos trouxe duas medalhas olímpicas de volta ao topo. Tirando EUA e Jamaica, as outras equipes são parecidas e uma medalha no Rio começa e voltar a realidade.

4x400m masculino

Numa grande final, show do melhor corredor dos 400m da atualidade, o americano LaShawn Merritt. Bahamas, atuais campeões olímpicos e a melhor esperança dos donos da casa, começou na frente, mas viu Trinidad & Tobago liderar no 2º homem. Na passagem para o 3º, o herói local Chris Brown pegou o bastão e os levou de volta a liderança, com excelente parcial de 44.20.

Quem corria pelos EUA era o especialista no salto triplo Christian Taylor, que entregou para Merrit, que já fez este ano 44.14 nos 400m. Sua parcial na final foi mais espetacular ainda: 43.75! Ouro americano com 2:57.25, uma prata amarga para Bahamas com 2:57.59 e bronze para Trinidad & Tobago com 2:58.34. O Brasil correu sem Hugo de Sousa, que passou mal após as eliminatórias no sábado e ficou numa decepcionante 7ª colocação com 3:03.87. Interessante notar que das 8 equipes da final, 7 eram da América!

4x400m feminino

As americanas correram muito e confirmaram seu favoritismo. DeeDee Trotter abriu para os EUA e entregou para a super Sanya Richards-Ross, mas a Jamaica veio com Novlene Williams-Mills, que fez a melhor parcial da corrida, com 49.7. As duas equipes entregaram quase juntas para a 3ª mulher, mas a americana Natasha Hastings foi muito forte para a jamaicana e entregou o bastão com 10m de vantagem para Joanna Atkins, que completou a 4ª volta com 3:21.73 contra 3:23.26 da ilha do Caribe. Um ótimo bronze para a Nigéria com 3:23.41, que quase roubaram a prata. O Brasil não fez uma grande corrida e terminou em 8º com 3:31.59, mais de 1s pior que nas eliminatórias.

4x200m feminino

A Jamaica queria se vingar da derrota no 4x100m e levou finalmente para a pista Shelly-Ann Fraser-Pryce para fechar o revezamento. Após 2 atletas e 1 volta, quem liderava era a Grã-Bretanha e a surpreendente Suíça, com a Jamaica e EUA logo atrás. Após 3 atletas, a Grã-Bretanha ainda liderava, mas veio Bianca Knight para as americanas que pegou o bastão antes de Fraser-Pryce, que teve problemas na troca e perdeu muito tempo. No sprint final, Knight passou Asha Philip e deu o ouro para os EUA com 1:29.45. Prata para as britânicas com 1:29.61 e bronze jamaicano com 1:30.04.

4x800m feminino

O Quênia veio com uma boa equipe, mas uma irreconhecível Janeth Jepkosgei afundou a equipe. Campeã mundial em 2007, prata em 2009 e bronze em 2011, além da prata em Pequim-2008, a queniana não correu nada e se encaixotou na primeira perna do revezamento, entregando apenas em 6º. Quem se aproveitou foi a americana Chanelle Price, campeã mundial indoor este ano na prova. Austrália, Quênia e México se aproximaram, mas a campeã mundial juvenil Ajee Wilson fez a ótima parcial de 1:59.10 e só abriu para os EUA.

Na última perna, Brenda Martinez correu muito e não deixou a queniana Eunice Sum (que venceu justamente a Martinez no Mundial de Moscou) chegar perto. Resultado, vitória americana com 8:01.58, prata para o Quênia com 8:04.28 e bronze para a Rússia com 8:08.19.

4×1.500m masculino

Assim como no feminino, prova dominada pelo Quênia. Na primeira perna, o americano Patrick Casey passou na frente de Collins Cheboi, mas após a 2ª, Silas Kiplagat já tinha quase 4s de vantagem sobre David Torrence. James Magut seguiu o caminho para o recorde mundial e entregou para o bicampeão mundial Asbel Kiprop, que fechou com excepcional parcial de 3:32.3 e tempo total de 14:22.22, novo recorde mundial por 14s. Prata para os americanos com 14:40.80 e bronze para a Etiópia com 14:41.22.

O Mundial se encerrou com grande sucesso de público e crítica, num formato que agradou e que tem tudo para crescer, principalmente nas provas mais longas. Os Estados Unidos venceram 5 das 10 provas, sendo 4 das 5 femininas. Foram 3 recordes mundiais, 2 do Quênia e 1 da Jamaica. Não houve entrega de medalhas, apenas o título geral, vencido pelos Estados Unidos com 60 pontos contra 41 da Jamaica e 35 do Quênia.

O Brasil fez as 4 finais das 4 provas olímpicas e, com isso, garantiu vaga para as 4 provas no Mundial de Atletismo de Pequim-2015. O próximo Mundial de Revezamentos será ano que vem também em Nassau.

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