Mundial de Revezamentos – Prévia

E as 18:30 de Brasília deste sábado começa a primeira edição do Mundial de Revezamentos de Atletismo, que contará com os revezamentos olímpicos 4x100m e 4x400m e os não-olímpicos 4x200m, 4x800m e 4×1.500m, todos no masculino e no feminino.

4x100m

O principal e mais esperado dos revezamentos. No masculino, difícil não apontar a Jamaica como a equipe a ser batida. Os bicampeões olímpicos e tri mundiais terão o retorno de Yohan Blake, que é o astro da equipe, já que Usain Bolt não competirá. Os Estados Unidos vem logo atrás, liderados por Mike Rodgers, prata em Moscou, e Trell Kimmons, prata em Londres. A sempre forte Grã-Bretanha chega com uma boa equipe, com o veterano Dwain Chambers e o campeão mundial indoor este ano Richard Kilty. A França, com Christphe Lemaitre, o único branco a correr abaixo de 10s na história, Trinidad & Tobago e os donos da casa Bahamas também ameaçam.

No feminino, novamente a Jamaica chega como favorita, pois conta com nada menos que a super Shelly-Ann Fraser-Pryce e Kerron Stewart. As americanas, que venceram em Londres com recorde mundial, só terão Tianna Bartoletta entre as que foram campeãs olímpicas, mas ainda são uma equipe muito forte. De olho na Nigéria, com Blessing Okagbare, que semana passada venceu 2 provas na etapa de Xangai da Liga Diamante, além de Trinidad & Tobago e da forte equipe do Brasil, que só não é mais favorita por conta da ausência de Ana Cláudia Lemos. Bahamas, que foi campeã olímpica em Sydney-2000, h;a algum tempo não está entre as favoritas, mas corre em casa para surpreender.

4x200m

Há 11 anos que uma equipe masculina não corre abaixo de 1:20 e a Jamaica pode ser a primeira. Liderados por Warren Weir e Nickel Ashmeade eles são com certeza os favoritos. Mas de olho nos Estados Unidos, que terá um ótima equipe com Wallace Spearmon e Walter Dix, bronze em Pequim nos 100m e nos 200m. França (novamente com Lemaitre) e as outras ilhas do Caribe tem boas chances.

No feminino, o discurso se mantém e devermos ter uma boa briga entre Jamaica e Estados Unidos. São apenas 9 equipes inscritas e a Jamaica terá novamente sua equipe do 4x100m. Nigéria, Alemanha e Grã-Bretanha vem bem.

4x400m

No outro revezamento olímpico, os Estados Unidos vem com uma grande equipe, com LaShawn Merritt, campeão olímpico em Pequim, Tony McQuay e o campeão mundial no salto triplo Christian Taylor. Essa é a grand chance dos donos da casa. Campeões olímpicos em Londres, vem com sua força máxima, ou seja, com exatamente a mesma equipe olímpica, liderados por Chris Brown. De olho na Bélgica, com os 3 irmãos Borlee, e na República Dominicana com o vice-campeão olímpico Luguelin Santos. O Brasil vem com um bom revezamento liderado pelo finalista mundial Anderson Henriques e deve pegar final.

Entre as mulheres, barbada para os Estados Unidos. A única equipe a correr abaixo de 3:18 desde 2000 (!!) tem nomes fortíssimos como a campeã olímpica e mundial Sanya Richards-Ross. A Rússia aparece como principal concorrente, mas não conta com nenhuma das 4 campeãs mundiais nesta prova no ano passado. Jamaica e Grã-Bretanha, que tem a campeã olímpica Christine Ohuruogu, vem por fora. O Brasil disputa e se pegar final está bom.

4x800m

9 equipes disputam no masculino na prova com final direta. Agora quem aparece é o Quênia, fortíssimo nesta prova e dono do recorde mundial. Com uma boa equipe os Estados Unidos devem brigar, assim como Uganda. E de olho na Polônia, que conta com Adam Kszczot, prata no Mundial indoor este ano, e Marcin Lewandowski, 4º em Moscou ano passado.

Nove equipes também brigam pelo título feminino e Quênia é a equipe a ser batida, já que conta com Eunice Sum, atual campeã mundial na distância, e Janeth Jepkosgei, campeã mundial em 2007 e prata em Pequim. As americanas vem com uma boa formação, com Brenda Martinez, bronze em Moscou, Chanelle Price, campeã mundial indoor, e Ajee Wilson, campeã mundial juvenil.

4×1.500m

No revezamento mais longo de todos, é esperada uma briga muito boa entre Quênia, Etiópia e Bahrain. Os quenianos contam com Asbel Kiprop, campeão olímpico na distância. Já a Etiópia tem Aman Wote, prata no mundial indoor este ano e o Bahrain vem com uma equipe para brigar por medalha, mas não pelo ouro. Estados Unidos, Austrália e Polônia (com os 2 que disputam os 4x800m) vem por fora.

Na prova feminina, são apenas 4 concorrentes: Austrália, Quênia, Romênia e Estados Unidos. A equipe queniana vem espetacular. O recorde mundial foi estabelecido dia 26 de abril com 17:05.72 por uma equipe do Quênia e 3 das recordistas estã em Nassau. Completa a equipe ninguém menos que Hellen Obiri, que bateu o recorde africano há alguns dias. Sem adversárias! Na briga pela prata, Estados Unidos tem mais chances.

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