A derrocada do Nado Sincronizado

E pensar que o Brasil quase perdeu o ouro nos Jogos Sul-Americanos para a Argentina no dueto. Isso era inimaginável há um tempo atrás. Para se ter uma ideia, no Pan de 2011, o Brasil foi bronze com notas por volta de 88,7, já a Argentina foi 6ª com 79,6.

Mas essa derrocada das notas do dueto já vem ocorrendo há algum tempo.

No começo dos anos 2000, as gêmeas Carolina e Isabela Moraes disputaram os Jogos de Sydney-2000 e terminaram em 12°, com notas por volta de 91,000. Aliás, em todas as grandes competições que disputaram elas tiraram acima de 90: na Copa do Mundo de 2002, no Mundial e no Pan de 2003 e nos Jogos de Atenas-2004. Elas sempre ficaram entre o 10° e o 13° lugar, só não pegando final no Mundial.

Após a aposentadoria delas do nado e sua mudança para o Cirque du Soleil, quem assumiu o dueto foi Lara Teixeira. No Mundial de 2005, ao lado de Carmen Morais, ficaram fora das finais da rotina técnica e da rotina livre, e com notas por volta de 87-88.

Em 2006, veio o dueto de Lara com Nayara Figueira, que foi o principal do Brasil até os Jogos de Londres-2012. Essa dupla só tirou nota acima de 90 duas vezes em grandes competições, no Pan do Rio-2007 e em uma das quatro apresentações do Mundial de 2009. A nota média delas ficou em 88,3 contra 91,0 das gêmeas antecessoras. Para completar, elas ficaram fora das finais olímpicas em 2008 e em 2012, ambas em 13° lugar.

Em 2013, Giovana Stephan e Lorena Molinos assumiram o dueto. No Mundial de Barcelona tiraram notas bem mais baixas. No dueto técnico, foi 83,300 na preliminar e 82,500 na final, ficando em ambos os casos em 12°. Na rotina livre, 81,930 e apenas um 15° lugar.

Agora nos Jogos Sul-Americanos, Giovana disputou ao lado de Luisa Borges. Tudo bem que o dueto não é o principal, mas 80,304 no técnico e 82,266 no livre são notas muito baixas.

Apesar das quedas, o duetos não mudaram muito de colocação, ficando entre 10° e 13° na maioria das vezes, assim como aconteceu com as gêmeas. O problema é que a diferença para as outras equipes aumentou. Os árbitros estão mais exigentes nos últimos anos e o esporte sofreu algumas mudanças nas regras, tanto que nem a Rússia tira mais nota 10. Mas essa queda das notas é perigosa e, se bobear, logo teremos um dueto com notas na casa dos 70…

Tomara que não.

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