Mundial Indoor de Atletismo – Dia 3

As últimas 12 finais para fechar o Mundial de Sopot, na Polônia, com derrotas e vitórias de favoritos e um recorde mundial na última prova.

Salto com Vara Feminino

Uma das provas de melhor nível deste Mundial, contou com a campeã olímpica Jenn Suhr (USA), a vice olímpica Yarisley Silva (CUB), a campeã mundial indoor em 2010 e outdoor em 2011 Fabiana Murer, campeã mundial em 2009 Anna Rogowska (POL) entre outras.

A prova começou bem parelha com quase todas passando nas primeiras alturas na primeira tentativa. Suhr decidiu só iniciar a prova em 4,65m e aguardou todas saltarem em 4,30, 4,45 e 4,55. Em 4,65m, todas as favoritas passaram de primeira, menos a cubana, que precisou de duas chances. Em 4,70m, as coisas pegaram fogo.

A americana resolveu não saltar e ir direto para 4,75m. A cubana se redimiu e passou de primeira. Restavam 5 na altura e todas queimaram na primeira. Na segunda chance, a russa Anzhelika Sidorova e a checa Jirina Svobodová, que não estavam entre as cotadas, passaram. Com toda a pressão, Fabiana acertou o salto e também passou. Já Rogowska, a esperança dos torcedores, e Silke Spiegelburg (GER) ficaram.

Em 4,75m, restavam 5 e Fabiana estava na tensa 4ª posição. E todas foram errando e errando. E a posição não se alterou. Ouro para a cubana e uma prata dividida entre a russa e a checa. A altura do ouro (4,70m) foi a pior de uma campeã em Mundiais indoor desde 2001.

Provas de Pista

Nos 60m feminino, a tricampeã mundial ano passado e bicampeã olímpica nos 100m, Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM) fez o que sabe melhor e levou o título da prova relâmpago com 6.98 em sua primeira participação em Mundiais Indoor. Murielle Ahouré (CIV) mostrou que é mesmo um dos grandes nomes de sprint na atualidade e levou novamente uma prata com 7.01, a sua 4ª em mundiais. Completou o pódio a americana Tianna Bartoletta com 7.06, campeã olímpica no revezamento 4x100m. Franciela Krasucki disputou a semifinal, mas não correu bem, fazendo 7.31.

Nos 60m com barreiras masculino, com poucos grandes nomes, o americano Omo Osaghae levou com 7.45, melhor marca do ano da prova. O pódio ficou completo com dois franceses: Pascal Martinot-Lagarde colado com 7.46 e Garfield Darien com 7.47. Todos quase juntos.

Nos 800m masculino, Mohammed Aman (ETH) se recuperou no finalzinho e se tornou bicampeão da distância indoor (ele também levou ouro no outdoor ano passado) com 1:46.40. Prata para Adam Kszczot (POL) com 1:46.76 e seria um pódio com dois poloneses, mas Marcin Lewandowski foi desclassificado. O bronze ficou com Andrew Osagie (GBR) com 1:47.10. Na prova feminina, Chanelle Price (USA) se tornou a primeira americana campeã mundial nos 800m tanto em indoor como em outdoor. Ela completou com 2:00.09 mantendo a liderança desde o início, melhor marca do mundo no ano. Festa polonesa com mais uma prata, de Angelika Cichoka com 2:00.45 e bronze pra Marina Arzamasova (BLR) com 2:00.79.

Na prova mais longa do Mundial, os 3.000m, o jovem Caleb Ndiko (KEN) de 21 anos venceu com 7:54.94 deixando o veterano Bernard Lagat (USA), de 39, com a prata com 7:55.22. Lagat se torna o medalhista mais velho em Mundiais. Bronze para Dejen Gebremeskel (ETH) com 7:55.39. Na prova feminina, a maior barbada de todas. Genzebe Dibaba (ETH) ficou a quase 40s do seu recorde mundial, mas dosou e no final abriu para vencer com 8:55.04, deixando a campeã de 2012 Hellen Obiri (KEN) com a prata com 8:57.72 e o bronze foi para Maryam Yusuf Jamal (BRN), que vem retornando ao seu melhor momento, com 8:59.16

Encerrando as provas de pista, os revezamentos 4x400m. E, como esperado, dois ouros para os Estados Unidos. No feminino, 3:24.83 com prata para a Jamaica (3:26.54) e bronze para a Grã-Bretanha (3:27.90). No masculino, finalmente um recorde mundial! Depois da “decepção” de Ashton Eaton e de Dibaba nos 3.000m, foi a vez da equipe americana masculina correr em 3:02.13, quebrando em 0.70 um recorde que durava 15 anos!! Prata Grã-Bretanha (3:03.49) e bronze Jamaica (3:03.69)

Provas de Campo

Diferente do salto com vara, o salto em distância feminino foi uma das provas de mais baixo nível técnico. O ouro foi para a campeã europeia outdoor de 2012, a francesa Eloyse Lesuer com 6,85m. É ao menos estranho uma campeã mundial que jamais saltou acima de 7m… Prata para Katarina Johnson-Thompson (GBR) com 6,81m e bronze para Ivana Spanovic (SRB) com 6,77m. O nível desta prova tem caído muito ultimamente…

Já o salto em altura masculino foi de altíssimo nível. Com 2,29m, 6 atletas seguiam sem queimar um salto. Aos 2,32m, apenas Mutaz Essa Barshim (QAT) passou incólume. Ivan Ukhov (RUS), que já saltou este ano excelentes 2,42m, decidiu pular os 2,32 e ir direto para 2,34m. Com 2,34m, Barshim novamente passou de 1ª, assim como Ukhov e Erik Kynard (USA). Andriy Protsenko (UKR) errou a primeira e decidiu arriscar e ir para os 2,36m. Com 2,36m, Barshim novamente de 1ª e aí foi o ucraniano que também passou de 1ª. Ukhov decidiu não saltar e o americano errou a 1ª e passou para 2,38m. Nesta altura, Barshim novamente foi impecável. Tanto o ucraniano como o americano pararam e Ukhov sofreu para passar e só conseguiu na 3ª oportunidade. Com o sarrafo em 2,40m, ninguém conseguiu e o jovem Barshim de 22 anos ficou com o seu primeiro título mundial adulto enquanto Ukhov teve que se contentar com a prata e Protsenko foi bronze.

Encerrando o Mundial, o salto triplo masculino. Parecia que Ernesto Revé (CUB) levaria quando fez 17,33 no 2° salto contra 17,21m do russo Lyukman Adams. Eles foram errando e ninguém chegava perto. Na 5ª rodada, Revé abandoou a competição, já que se contundiu no 3° salto. Nesta rodada, Pedro Pablo Pichardo (CUB) fez 17,18m e aparecia em 3°. Na última rodada, mostraram suas armas. Marian Oprea (ROU) fez 17,21m e roubava o bronze, quando Pichardo respondeu com 17,24m. Adams fez quase como o Duda no dia anterior no salto em distância e, na última chance, tirou um salto da cartola e fez 17,37m, faturando o ouro.

Após 26 finais na Ergo Arena, os Estados Unidos saíram com 8 ouros, 2 pratas e 2 bronzes. Rússia teve 3-2-0 e a Etiópia 2-2-1.Depois, foram 14 países com apenas 1 ouro, incluindo o Brasil. Ao todo, fora 17 países com ouro e 30 com medalha, uma boa distribuição. O próximo mundial indoor será em 2016, em Portland (USA).

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