Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 2

Mais cinco finais no segundo dia e com uma prova do Keirin bem inesperada.

500m Contra Relógio Feminino

Na primeira prova do dia, o esperado primeiro duelo de Miriam Welte (GER), Anna Meares (AUS) e Becky James (GBR). Das 3, Meares foi a primeira a entrar na pista. Ela quebrou o recorde mundial em dezembro no México com 32.836 e buscava seu 11° título mundial.

Meares foi a primeira a entrar das favoritas e assumiu a liderança com 33.548. A cubana Lisandra Rodriguez foi a seguinte e completou a distância em 33.845. A russa Anastasiia Voinova entrou e completou em 33.789, assumindo a segunda colocação. Becky James foi a próxima, mas decepcionou muito, fazendo apenas 34.021, a 5ª no momento. Aí veio Miriam Welte. Tricampeã mundial do sprint por equipe, a alemã fez uma grande prova e assumiu a liderança com 33.451. Só faltava a campeã mundial do ano passado, Wai Sze Lee, de Hong Kong. E ela fez apenas 33.983, terminando na 6ª colocação. Interessante que Lee fez em 2013 33.973 e foi campeã mundial, quase repetindo o tempo do ano passado. Quarto título mundial de Welte e o 2° em Cali.

Scratch Masculino

Os homens percorreram 60 voltas (15km). O pelotão de 20 atletas se manteve junto por muito tempo. O ucraniano Roman Lutsyshyn tentou abrir,mas logo foi devorado pelo grupo. Depois, ele e mais 4 abriram do grupo. Chegaram a ter quase meia volta de vantagem, mas não conseguiram manter. Aí foi a vez do russo Ivan Kovalev e de King Lok Cheung, de Hong Kong, abrirem e conseguirem dar uma volta no pelotão todo.

Aí o campeão de 2013, o irlandês Martyn Irvine também conseguiu dar uma volta no pelotão e os 3 foram para o pódio. Na chegada, Kovalev passou na frente dos outros dois, seguido de Irvine e de Cheung. A Irlanda até o ano passado não conquistava uma medalha em mundiais de pista há 116 anos e o Irvine já levou sua 3ª na carreira!

Perseguição Individual Masculino

Esta prova tem sido domnada recentemente pela Austrália. Na qualificação, Alex Edmondson fez o melhor tempo, com 4:21.003, com o suíço Stefan Kueng colado com 4:21.203. Os dois foram seguidos por Marc Ryan (NZL) com 4:21.865 e Ryan Mullen (IRL) com 4:22.419, que iriam disputar o bronze.

No bronze, Ryan ficou a frente do irlandês por toda a prova e ficou com o bronze com 4:22.895 contra 4:24.626 de Mullen, a primeira medalha importante individual de Ryan, o rei do bronze na perseguição por equipes (2 olímpicos e 2 mundiais). Na final, Edmondson dominou a prova e passou na frente em todas as parciais. Assim, ele vence o seu segundo ouro em Cali após a perseguição por equipe no dia anterior e aumenta a sequencia de vitõrias australianas na prova para 4 seguidas.

Keirin Masculino

Na prova da motinho, os favoritos avançaram na primeira rodada, vencendo suas baterias: Jason Kenny (GBR), Fabian Zapata (COL), Simon van Velthooven (NZL) e François Pervis (FRA). Na repescagem, sem grandes surpresas. Aí o negócio pegou nas semifinais.

Na primeira, prova super disputada, com Pervis, Maximilian Levy (GER) e Kenny avançando. Na segunda, já começou estranho quando o Velthooven foi desclassificado ainda na primeira volta, por passar a roda da linha da moto. Ele foi bronze em Londres e fez essa bobagem. Após a relargada, na última volta, Matthew Glaetzer (AUS) foi atrapalhado por Azizulhasni Awang (MAS) e levou um tombo feio. A bicicleta deve voou até. Longe da confusão, Joachim Eilers (GER), Zapata e Matthijs Buchli (NED) avançaram, após a desclassificação do malaio.

Na final, uma pequena confusão na última volta, e um dos favoritos, o alemão Levy caiu e o outro favorito, Jason Kenny, foi atrapalhado e terminou apenas em 5º. No sprint final, ouro para François Pervis, seguido do heróico Fabian Zapata e por Buchli. Especialista no km contra relógio, Pervis leva seu segundo ouro em Mundiais.

Perseguição por Equipe Feminina

A UCI mudou as regras da perseguição feminina por equipe, igualando-a à prova masculina. Agora são 4km e as equipes tem 4 ciclistas e não mais 3. Como esperado nessa primeira temporada após a mudança, o nível ainda deixa a desejar. As equipes boas são muito superiores às outras.

Na quali, a Grã-Bretanha sobrou com 4:28.597 e pegou na final o Canadá, com 4:30.721. Na disputa do bronze, missão tranquila pra Austrália com 4:31.504 contra 4:37.786 da Polônia.

Na disputa do bronze, a Austrália fez o esperado e antes de compeltar 3.000m, alcançou a Polônia por trás e ficou com o bronze. Na final, o Canadá começou a abrir mais de 1s. Por volta dos 2.500m, começou a reação britânica, liderada pela campeã olímpica na Omnium Laura Trott. Na parcial de 3.375m, a Grã-Bretanha já estava na frente e foi só abrindo. Ouro britânico com 4:23.407 contra 4:24.696. Primeiro ouro da ilha em Cali e 4º seguido nesta prova, o 4º seguid de Trott. Aliás, nas 7 vezes que ela foi disputada, foram 6 ouros britânicos e 1 prata.

Nesta sexta-feira, o mundial segue com a final do km contra relógio masculino, perseguição individual feminina e corrida por pontos masculina, além do início da Omnium masculina e do sprint feminino.

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